segunda-feira, junho 23, 2003

"Ih, fudeu! O Pucão apareceu!"

Tentando ser mais objetivo, do que se tratou tudo isso? Bom, foi o Juca (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) e eu fui lá contribuir com a PUC-SP, mais especificamente com a Associação Atlética Acadêmica de Comunicação PUC-SP, a entidade representativa dos interesses esportivos dos alunos de comunicação.
Fui um dos fundadores desse negócio aí. Quando eu ainda estava na faculdade, não havia me formado e me tornado um homem ainda mais sério (há!) ajudei a levantar essa instituição e a levar a PUC para o JUCA. Ano passado, com muito sangue, suor e lágrimas (eu adoro um clichê), disputamos o torneio – que consiste em todos os esportes de quadra (volei, basquete, futsal e hand) masculinos e femininos, mais o futebol de campo, natação, tênis e tênis de mesa.
Agora, depois que meus vínculos com a universidade terminaram, eu não poderia deixar meu “filho” andar por aí sozinho, tão novinho que ele é, coitado...
Além disso, sou o mascote oficial da torcida. Sim, papai aqui é idiota o suficiente para vestir-se de cachorro e entrar em quadra dançando. Muita gente agora só me chama de Pucão (que é o nome do dito cão).
Tenho a dizer que a experiência desse ano foi maravilhosa. Ver que a evolução do nosso primeiro ano para este foi imensa, perceber que o meu espírito (e de meus colegas) ainda está presente ali e inspira uma nova geração a tomar as rédeas do que está por vir foi emocionante. Por várias vezes quase chorei. E em outras chorei mesmo. Eu precisava. Era tudo bom demais. Claro que teve momentos ruins e difíceis, de stress profundo. Mas o saldo positivo foi muito maior do que qualquer problema.
Dois momentos em especial quero relatar aqui. O primeiro foi no jogo do futebol de campo em que vencemos a FAAP. A arquibancada lotada, eu empunhando orgulhosamente minha veste de Pucão, a galera gritando sem parar e o time vencendo. Não agüentei... ali chorei mesmo. Anos de trabalho provaram que valiam a pena.
O outro momento foi durante a balada, quando chamei o pessoal novo e disse pra eles o quanto me deixavam orgulhosos em continuar tudo aquilo. O quão feliz eles me faziam em pegar pelas mãos meu filho e ensiná-lo a andar.



I'm big, I'm bad and I'm back

Voltei... e como toda volta, esta também está sendo difícil. O cansaço é muito. Mas ele foi recompensado. Senti-me vivo como há muito não me sentia durante os dias fora. A adrenalina, as preocupações, as vitórias e derrotas. Os limites determinados pelo meu corpo e minha mente. Tudo, enfim. Tudo fez com que eu lembrasse que ainda tenho muita lenha pra queimar, muita energia acumulada e que preciso arrumar algo para me envolver, alguma coisa em que eu acredite, uma bandeira que eu possa levantar, alguma causa justa pela qual valha a pena lutar. É disso que preciso para encaminhar a minha vida. Assim foi, sempre...

quarta-feira, junho 18, 2003

Partindo do Olimpo

Baco, Ártemis, Ares e Hermes me chamam. É hora de partir. Ao longe vejo a nau em que devo embarcar. Sinto o peito arder pela vontade de ir em busca da vitória, do contentamento e da amizade. As orgias e festejos serão muitos, uma vez que a alegria estará sempre presente. Farei parte de um grupo único, de pessoas honradas, verdadeiras e trabalhadoras. Homens e mulheres dispostos a dar seu sangue pelo bem-estar daqueles que representam e das cores que vestem.
Sigo então meu rumo, olho para os céus e peço a proteção de Zeus. Que ele olhe por nós e nos acompanhe em mais essa jornada.

Até segunda ou outro dia desses, meu povo...

segunda-feira, junho 16, 2003

Isso eu já senti

I don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you, babe
And I don't wanna miss a thing

Aerosmith, in "I Don't Wanna Miss a Thing"

O louco é pensar que já senti isso e tantas pessoas passaram por mim depois e eu não senti isso mais.
Será que o que penso hoje é efetivamente real? Não será apenas um escudo frente às adversidades que a vida me criou? Tenho a tendência a acreditar que sim. Pois a razão me diz que é errado. E mais ainda, eu já vivi tudo aquilo e vi que era realmente errado.
Então pq diabos tanta confusão??? Será fruto único e exclusivo da solidão? Bem sei que deveria esquecer e viver minha vida sem pensar em mais nada além dos problemas práticos. Mas não tô conseguindo!!!
Esse vazio vem e fica me consumindo... uma coisa leva à outra numa sucessão ininterrupta de muitos erros e poucos acertos.
A vida pode ser bastante estranha quando olhamos de perto para ela.


Verborragia

Do mesmo jeito que as coisas ruins surgem do nada, as coisas boas também começam a acontecer. Pelo menos por enquanto, elas têm vindo em ondas (“como o maaaaaaaaaaar...” ok, essa foi péssima, próximaaaa!!). O engraçado, é que a vida apresenta-se como uma teia intrincada de fatos e pessoas. Não há como pensar que suas ações (boas e runis) não vão afetar um grande número de outras pessoas, de maneira direta ou indireta. A questão é: você pode se importar com isso ou não.
Essa coisa de tudo estar ligado acaba gerando fatos engraçados. Você às vezes descobre que teve uma importância muito maior na vida de algumas pessoas que nem são tão próximas de você. Ajudou-as pelo exemplo, pela forma de lidar com as situações que a vida lhe apresentou.
Em momentos complicados, é muito bom saber que mesmo sem querer, sem nem ter se preocupado, você foi importante para alguém. E como isso aconteceu? Pura e simplesmente por fazer o que era correto, por lutar e tentar alcançar seus objetivos.
Sentimentos bons como o de “volta pra casa”. Não precisa ser necessariamente sua casa, mas só um local aonde você se sente bem, protegido e querido.
Retomar velhas situações nem sempre é ruim. Às vezes é preciso ver o que aconteceu, ir até a cena do crime e reviver tudo aquilo, só pra ter certeza de que a situação está superada. Nos próximos dias vou ver algo que ajudei a criar dar seus primeiros passos sem que eu estivesse por trás dando apoio. Ainda não sei se vou reagir como um pai orgulhoso ou como um corujão, que vai tentar moldar seu filho da maneira que acredita ser a melhor para ele, se deixá-lo seguir por si próprio. Acredito que vai ser um pouco dos dois. Vai ser uma experiência nova. Bem diferente das dos outros anos.
É isso. JUCA 2003. Aqui vamos nós.


sexta-feira, junho 13, 2003

Novidade

Olhem ali do lado na parte dos links e vejam que eu coloquei o Jesus, me chicoteia! do Marcurélio, que eu não conheço nem virtual, nem pessoalmente, mas que me parece um cara muito do gente boa. Coloco o link pois o leio todos os dias e o cara é muito inteligente. E não venham me dizer que isso parece viadagem. Não é, até pq homem não faz meu tipo como deixo claro para todas as minhas queridas leitoras. É que o cara escreve pra kct mesmo.

Vão logo ler!
:-)

Mantra

O caminho é meu. Eu o escolhi e ninguém vai me impedir de chegar até o final dele.
A vida é minha. Eu quis que ela tomasse esse aspecto. Se você está achando feio, ainda não viu nada.
Pode parecer que não sei para onde vou. Mas isso é apenas você, que não está aqui dentro e portanto não faz idéia do que se passa.
Eu sou o mestre deste castelo. O controle é todo meu. E saiba que eu não vou voltar. Demorou para chegar este ponto. Ainda não é o ideal (mais sei que um dia será), mas não vou retroceder, não darei passo algum para trás – disso você pode ter certeza.
Vou me esforçar, vou me manter firme, não vou me dobrar aos seus desígnios, até porque não acredito tanto assim em você. Se o problema é a escolha, eu sou a solução.
Quando menos esperar você me verá à sua frente. E não terá percebido que passei por você há muito tempo. De onde estou a vista é ótima. Aproveite, pois seu posto não durará muito. Eu te aguardarei aqui em cima para pisar em você gargalhando e aproveitando aquele momento único em que sentirei o sabor da vitória.


quinta-feira, junho 12, 2003

Que dia é hoje mesmo?

Tá, ok... eu SEI que porra de dia é hoje. E para não deixar passar a data em branco, segue poema de William Shakspeare. Que obviamente sabe mais do assunto do que eu.

Eu só complemento dizendo àqueles que, como eu, estão sozinhos neste dia, que nem sempre isso é algo ruim. Como sabiamente diz o pai de uma grande amiga: "Antes só do que medianamente acompanhado".

Além disso, há momentos em que a solidão faz bem. Sem ninguém pra te atormentar (para o bem ou para o mal) é possível organizar as idéias e ver as coisas com mais clareza. Outra frase que gosto muito e que tem relação com esse momento vem do Sun Tzu, a Arte da Guerra: "Solitário é o caminho do guerreiro".

Como dizia a minha vó e que eu sempre repito, "para quem sabe ler, um pingo é letra". Fiquem então com o Shakespeare.

Sonnet CXVI
by William Shakespeare

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love,
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
Oh, no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests.. and is never shaken.
It is the star to every wandering bark
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love is not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come.
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out.. even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.

segunda-feira, junho 09, 2003

Darkness Within

I have black hole inside of me.
It drains all the light around.
But insted of keeping the light, the hole vanishes it.
And all it gives me is this empty and cold feeling.



Medieval Times Pt. 2

Em volta do cavaleiro estava uma horda de pequenos demônios, armados com facas, pequenas espadas e machados. Eles pareciam dispostos a impedir o avanço do guerreiro, pois se colocavam bem de frente à da entrada principal do castelo, aquela que dava acesso à torre.

Aqueles seres horrendos partiram então para o ataque. Eram cerca de 20 e seus olhares denunciavam que só seriam parados quando a vida deixasse de soprar dentro de seus corpos.
Começou então uma batalha sangrenta. O cavaleiro era muito hábil no manejo da espada e num só golpe cortou a cabeça de três de seus diminutos inimigos. Porém os demônios eram ardilosos e ele sentiu uma estocada entre suas costelas, feita por suas costas. Apesar da dor, conseguiu pensar e notou que havia um barril com óleo para lâmpadas encostado numa parede próxima. Era uma chance única. Desvencilhando-se com um chute certeiro de um atacante que tentava morder-lhe a perna, correu em direção ao barril e o rachou com um golpe certeiro de sua espada. Levantou-o então sobre sua cabeça e o arremessou na direção de seus inimigos.

O barril se rompeu e todo o óleo espalhou-se, recobrindo a maior parte daquelas criaturas repugnantes. O cavaleiro pegou então uma tocha que estava acesa no umbral do castelo e arremessou-a na direção dos pequenos. Uma forte chama surgiu quando o fogo tocou a pele do primeiro demônio e depois se alastrou pelo demais. O cheiro era horrível. Enquanto queimavam, um daqueles monstros conseguiu correr em direção às escadarias localizadas depois da entrada principal. Ele expelia um som horrendo de sua boca. Por um momento, o cavaleiro pensou que podia, no meio daquele urro, ouvir a palavra “Mestre” sendo dita.

Independente do que estivesse por vir, ele não desistiria. Devia chegar até o topo da torre e lá encontrar a sua prometida. E nada no mundo o iria impedir. Nem mesmo o som de inúmeros trovões soando ao mesmo tempo, como se o próprio céu estivesse explodindo que ouviu ao pisar no salão do castelo.


quinta-feira, junho 05, 2003

Right now

Não falei que as coisas iam começar a mudar? Então...

Recebi um e-mail hoje muito legal. Nele dizia que no dia 19 de julho, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil aqui de Sampa, vai passar um videoclipe muito do interessante. É de uma banda chamada Carcamanos e a música é "Vai Manuel". é um dos filmes selecionados para a 16ª Mostra Audiovisual Paulista.

Sabe o que é mais legal? O nome dos diretores. São três.

E entre eles está o meu!!!

É isso aí, povo! Fui selecionado! Quando estiver mais próximo eu aviso tudo direitinho e quero ver todo mundo lá, hein?!

E sabe o que mais aconteceu de legal? Um cara muito gente e boa e que escreve pra caralho decidiu topar uma loucura e escrever um livro online comigo. É aquele esquema: cada um segue da onde o outro parou, sem saber nada... pra testar mesmo o que cada um pode fazer.

Tá no ar, meu povo: Cliquem aqui e vão lá ver.
Até lembrei de como a história que tá lá começou. Uma hora dessas eu conto.

É isso!

Valeu!



quarta-feira, junho 04, 2003

Wind of Changes

Parece que a maré tá querendo mudar, pessoas.

Quero agradecer a todos pelo apoio dado, mesmo nem sabendo pelo que eu estou passando.

Se quiserem mesmo me ajudar, aqueles que crêem, rezem. Os que não acreditam em nada, ao menos pensem: "Que tudo dê certo para o Bocão". Já estarão fazendo muito e ajudando as energias a convergirem para o local certo.

Valeu mesmo, povo. De coração.

The world is mine to take

Yeah
I feel you too
Feel
Those things you do
In your eyes I see a fire that burns to free the you
That's wanting through
Deep inside you know, seeds I plant will grow

- Metallica, in Devil's Dance

terça-feira, junho 03, 2003

Cosmos

Tá tudo muito complicado. Como disse antes, ruim em mais sentidos do que posso comentar. E acabo deixando pessoas na mão. Não escrevi o que deveria, não respondi os e-mails, não fiz porra nenhuma - pra ser mais direto e objetivo.

Nem post vou escrever. Vai ser citação mesmo. Duas frases dum cara muito foda, que tenho certeza muitos de vocês já leram ou pelo menos ouviram falar: Carl Sagan.

"It's better to light a candle then to curse the darkness".


"We are like butterflies who flutter for a day and think it's forever".




domingo, junho 01, 2003

Bad times

A fase realmente não é boa. Em mais sentidos do que eu posso comentar. Mas, por outro lado, muitas das coisas das quais planejei estão acontecendo. Acho que é a tempestadade antes da bonança. Pelo menos eu espero que seja.
E já que o dia hoje é de coisas não muito boas, segue uma lista de tudo que eu mais odeio, pra ver se espanto meus fantasmas.

Pessoas burras
Sair de casa quando está chovendo
Ser incomodado quando estou lendo e/ou ouvindo música
Pessoas dependendo de mim
Atendentes sem educação
Gastar dinheiro com remédio
Não ter dinheiro
Não ter nada novo pra ler
Pessoas que são pagas para fazer algo e não cumprem sua obrigação
Gente que sabe que está errada, mas discute mesmo assim

Se lembrar de mais coisas depois posto aqui.
E vcs, acrescentem as suas aí nos comentários.




sexta-feira, maio 30, 2003

Medieval Times Pt.1

Enquanto caminhava, observava à distância o topo do castelo. Seu objetivo era chegar até lá e comprovar se realmente havia uma garota presa ali. Em sua mente, imaginava que ela, ali naquela torre escura, era tão solitária quanto ele – que vivia a caminhar pelo sol.
Montou então em seu cavalo e saiu em disparada por meio dos arbustos. Queria chegar ao amanhecer.

Quanto maior ficava a imagem frente a seus olhos, mais sentia a adrenalina pulsar em suas veias. Parou quando viu o grande portão de madeira fechado. Conteve-se apenas para contemplar. Estava tão perto de seu objetivo agora, que quase podia sentir o doce perfume daquela que habitava o ponto mais alto da construção que admirava. Desceu de sua montaria e a deixou amarrada em uma árvore, próxima do pequeno lago que circundava o castelo. Desembainhou sua espada, respirou fundo. Ajoelhou-se e pediu a proteção dos céus. Era agora ou nunca.

Colocou-se em frente ao portão, como se traçasse uma linha imaginária entre ele e si próprio. Pôs-se a correr. Na beira do lago saltou e, com a espada levantada sob sua cabeça, cravou-a bem no centro daquela estrutura. Segurou-se então com uma das mãos e com a outra retirou um pequeno machado que trazia preso à cintura. Equilibrando-se habilmente, fez uma alavanca e jogou o machado nas correntes que prendiam o portão.

Elas se despedaçaram e a barreira começou a descer. O cavaleiro então se apoiou com as duas mãos na espada, rodou espetacularmente sob o eixo formado por ela e lançou-se para dentro do castelo. Caiu ao solo de cabeça baixa, com a espada em suas mãos. Quando levantou os olhos o que viu o deixou petrificado. Era a última coisa que esperava ver ali.


quinta-feira, maio 29, 2003

Life, Universe and Everything

Vai ser mais difícil do que eu pensei. A batalha está longe de ser vencida. É complicado combater hábitos e costumes construídos por anos a fio. É algo tão natural que nem requer mais pensamento.
Mas vontade é tudo e eu a tenho. Sempre tive, mesmo quando não sabia. Então é só manter o foco, continuar me concentrando e acumulando energia. A explosão virá a seguir, não há dúvidas. Aliás, não há dúvida nenhuma. Todas as respostas estão dadas, é só saber olhar, enxergar por trás do véu da ilusão e da mediocridade. Ser pleno, completo. Sem medo e com muita certeza.

Led Zeppelin
Thank You

If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.

Kind woman, I give you my all, Kind woman, nothing more.

Little drops of rain whisper of the pain, tears of loves lost in the days gone by.
My love is strong, with you there is no wrong,
together we shall go until we die. My, my, my.
An inspiration is what you are to me, inspiration, look... see.

And so today, my world it smiles, your hand in mine, we walk the miles,
Thanks to you it will be done, for you to me are the only one.
Happiness, no more be sad, happiness....I'm glad.
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.


quarta-feira, maio 28, 2003

Manual da Redação

Tenho percebido que muitas pessoas chegam aqui procurando por jornalismo, jornalistas, curso de jornalismo, etc.
Interessante isso. Tanto que vou dar algumas dicas para quem ainda está pensando em fazer o curso e para quem já está na faculdade, mas apenas começando. Segue então o manual básico de jornalismo do Bocão:

1 - Você só vai ser jornalista se ler muito. E não tô falando dos ditos “clássicos da literatura”. Esses também te ajudam, dão subsídios. Mas leia tudo que cair na sua mão. Desde bula de remédio, até flyer de balada. Em tudo pode existir uma informação relevante, algo que pode ser usado numa matéria futura.

2 – Anote todas as idéias que tiver. Acostume-se a andar com bloco e caneta. Há quem prefira o gravador. Mas, convenhamos que um bobo andando por aí falando com um gravador não é das figuras mais bem vistas (eu sei, pq já fui esse bobo).

3 – Agarre toda e qualquer oportunidade que surgir para escrever. Desde fazer cartas para sua vizinha burra, até escrever prum site tosco qquer. Crie um blog, faça um fanzine. No mínimo, você vai aprender muito.

4 – Não existe cultura inútil. Todo conhecimento é válido, desde de saber que a moeda da Grécia é a drakma, até que o nome completo do Jimmy Olsen é James Bartolomew Olsen.

5 – Conhecimento é poder. Saiba de tudo, sempre. E queira saber cada vez mais, pq você nunca sabe tudo.

6 – O jornalista, especialmente na faculdade e no início de carreira, tem de ser um especialista em generalidades. Você deve ser capaz de falar 10 minutos sobre qualquer assunto. Pq vc nunca sabe qual vai sua pauta. Num dia você pode escrever sobre as tribos do Sudão e no outro sobre o vazamento nos esgotos da Sabesp.

7 – Vai prestar vestibular? Esqueça todas as faculdades do interior. Jornalismo tem de ser feito em grandes centros. Você tem de estar aonde as coisas acontecem. E tem mais: se você estudar no interior, mesmo que seja inteligentíssimo e tenha um puta texto, seu caminho será mais longo. O dia que quiser vir pra sampa, por exemplo, vai competir com um monte de gente que já fez estágio em vários lugares e que, além disso, conhece todo mundo nas redações, pq vários estudaram com ele.

8 – Contatos são fundamentais. Seja cara-de-pau, conheça as pessoas. Seja amigável com todos, pq você nunca sabe o dia de amanhã.

9 – Tenha consciência de seu papel. Você não é mais nem menos que ninguém. Saiba que o jornal que você escreveu hoje, embrulha o peixe amanhã. Isso não significa que você tem de fazer um trabalho de merda. Apenas te mostra que você não é tanto assim quanto tem a tendência de pensar.

10 – Nunca se esqueça que seu compromisso, acima de tudo, é com a verdade.




segunda-feira, maio 26, 2003

De volta ao chão

Apesar disto aqui não ser mais um blog diarinho, decidi compartilhar com vocês a informação de que estou tomando um rumo mais saudável para minha vida e que agora minha fuga da realidade será feita apenas e tão somente via literatura, quadrinhos, música, cinema e congêneres.

Nada mais de beber até perder os sentidos. Andei abusando por demais da sorte e do meu anjo da guarda. É hora de me limpar. Até exercícios estou pensando em fazer mais seriamente. Não dá mais pra ficar de molecagem direto. Não quero mais tentar me lembrar de algo e não conseguir.

Em relação à área psicológica e pessoal, devo dizer que a solidão está sim batendo muito forte, tem dias que eu acho que não vou agüentar, mas mesmo assim sigo em frente pq tenho uma vida boa pra kct e estou reclamando de barriga cheia. Como dizem alguns lá na minha terra: “Tá ruim, mas tá bão”.

Então é isso, meu povo. Ah, para aqueles que tanto me perguntaram, os novos projetos são na área quadrinística, literária, educacional e até televisiva. Ufa! É, coisa pra caramba...
Mas darei conta de tudo. Se preocupem não.

sexta-feira, maio 23, 2003

Para quem me pediu um texto...

Seu sorriso era cativante. Não havia como ficar perto dela e não perceber sua radiante alegria. A menina brilhava, isso era certo. O potencial carregado por ela era tão grande que era impossível não se contagiar. Sua energia era única.
Perdido naqueles olhos escuros, uma alma de menina num corpo de mulher. Ela estava florescendo, nascendo para uma nova realidade. Havia decidido seguir uma estrada feita de letras e sentimentos, construindo ali a sua vida.
Em noites perdidas na cidade escura, uma gata lhe fazia companhia em aventuras por caminhos bons e ruins. Muito ainda seria descoberto. Faltavam pontos para serem preenchidos naquela ficha. E ela não levaria prisioneiros em sua jornada. Seguiria sozinha, aprendendo, conhecendo mais e mais até achar aquele que a acompanharia.
Até chegar àquele ponto, tudo seria muito difícil. Mas a força contida nela era muito maior do que imaginava. Seu futuro era brilhante. Faltava-lhe apenas colocar a cabeça no lugar e decidir seguir em frente, usando o medo como combustível e a inteligência como escudo.


Crítica do Dia

Aí galera, desculpa mas não tô conseguindo escrever coisas novas. Até pq estou escrevendo (ou pelo menos tentando escrever) muitas outras coisas. Assim que sossegar um pouco volto a escrever mais aqui e dou notícias desses meus novos projetos. Valeu a todos pelos comentários, e-mails, etc.

Segue então algo que escrevi no longínquo ano de 1999 quando estava apenas no primeiro ano da faculdade. Homenagem à minha bixete favorita, a adorável Mo.

Preparem-se, pois a próxima parada é Wonderland...

Bossa Gringa

Um casal sentado, num fim de tarde, observando o mar ao som de grandes sucessos da Bossa Nova. Ao imaginarmos um cenário para essa cena, a imagem que surge em nossas mentes é, quase que invariavelmente, a do Rio de Janeiro. Mas essa expectativa é quebrada no bom independente Próxima Parada Wonderland (Next Stop Wonderland).
O filme se passa em Boston e retrata, na maioria das vezes de forma divertida, a sofrida vida amorosa de uma enfermeira, vivida pela atriz Hope Davis. Com um roteiro bem trabalhado e uma movimentação de câmera que chega a surpreender em alguns momentos, o diretor Brad Anderson consegue cativar o espectador e conduzi-lo por uma história que, se fosse produzida por algum dos grandes estúdios, acabaria caindo na mesmice dos Tom Hanks e Meg Ryans da vida.
O Brasil é uma presença constante no filme, com a trilha sonora que traz somente músicas brasileiras muito bem escolhidas, com canções de Tom Jobim, João Gilberto e outros, e um personagem brasileiro, interpretado de maneira caricata pelo ator boliviano Jose Zuniga. Sendo filmado em Boston, um conhecido reduto tupiniquim em terras do Tio Sam, poderíamos ter sido retratados de maneira mais convincente.
Destaque no Sundance Festival e na Mostra Internacional de São Paulo de 98, essa comédia romântica chega para mostrar a força criativa dos pequenos, que em tempos de histórias sem sal e marketing milionário dos gigantes da indústria cinematográfica, conseguem ser sucesso não só de crítica, mas também de público, com estilo e originalidade.


terça-feira, maio 20, 2003

O caminho

Deixou para trás toda aquela estrutura. A vida que havia vivido passou a ser apenas uma lembrança longínqua, que a cada dia tornava-se mais e mais distante. Ele não mais aceitava os ditames que antes lhe eram impostos. Era dono de seu caminho e destino. Nada nem ninguém mais conseguiriam impedi-lo de alcançar aquilo que buscava.
Alguns tomaram sua atitude como desrespeito, birra. Um grito tardio de uma pós-adolescência. Mas em seu âmago, ele sabia que não era isso. Pelo contrário. O caminho agora era o da vida adulta com toda carga de responsabilidade que ela trazia. A único ponto que prometeu para si mesmo, tendo apenas a lua e a brisa noturna como testemunhas, foi de que jamais perderia o olhar de garoto, o sorriso fácil de menino e a alegria de criança. Essas, não havia buraco profundo, nem escuridão gélida, que pudessem tirar dele.


segunda-feira, maio 19, 2003

Resenha do Dia

Faz algum tempo que não colo crítica de disco ou uma resenha literária por aqui. Então, mando agora meus comentários sobre o livro "O Céu e o Fundo do Mar", de Fernando Bonassi. Espero que gostem da leitura.

Mais uma história impossível de amor

Podem o amor e o desejo superar todos os problemas, passados e presentes? É esta a questão que se propõe em “O Céu e o Fundo do Mar” (Fernando Bonassi, 128 pág., R$18,00). Uma história dura, sobre o relacionamento entre duas pessoas completamente diferentes, mas que se unem apesar de tudo que - normalmente - os separaria.

Logo de início algo chama atenção: sabe-se mais sobre os protagonistas lendo a contracapa do que nas 30 primeiras páginas. Até explica-se quem são eles, porém sem muita clareza. Isso pode até confundir e afastar um leitor menos experimentado e que goste de tudo às claras. Porém, a intenção do autor ao fazer isso é claramente não se prender a detalhes que considera de menor importância, enquanto reforça a narrativa de pequenos gestos, de pequenos atos do cotidiano dos personagens.

Este é um ponto interessante de ser notado. Em sua escrita, Bonassi valoriza o que há de mais simples e, ao mesmo tempo, complexo na relação entre homem e mulher. Presta uma atenção redobrada ao que se sente mas que não se diz. Àquelas pequenas coisas que, na prática, não precisam ser ditas quando se está com alguém com quem se compartilha de grande afinidade.

Ela, é uma sobrevivente dos tempos de ditadura, alguém que se revoltou contra o regime imposto ao Brasil naquela época e está por aqui para contar a história. Claro que não sem marcas e feridas ainda a serem curadas. Entre elas o desaparecimento de seu marido.

Seu par na história é um jovem da periferia de São Paulo, que aprendeu a viver e a circular pelos diferentes caminhos que a cidade apresenta, e que sobrevive vendendo drogas para jovens abastados. A forma pela qual eles se encontram é contada de forma breve e corriqueira, sem dar muito motivo. O que importa realmente é que eles se encontraram e sabiam que deveriam estar juntos desde o primeiro momento em que se viram.

Mais um ponto importante de: não se sabe o nome de ninguém no livro. A mulher é simplesmente “a mulher” e o rapaz, é somente “o rapaz”. Não se diz nome nenhum durante toda a narrativa. Além disso, o tempo não se define muito bem durante toda a história. Há uma tentativa de se dizer se é dia ou noite, mas que é um tanto quanto confusa. Mas o tempo maior, dizer em que época se passa o texto, isso só lá pelo final que é possível definir.

Há um ar de impossibilidade sempre permeando o relacionamento dos dois. Num momento é a diferença de idade entre eles, noutro a vida que levam. Mas o que mais complica a situação dos dois é uma intrincada rede de problemas psicológicos da mulher, que é totalmente traumatizada por ter vivido na clandestinidade durante os anos de ferro, além de possuir um imenso sentimento de culpa. Mesmo com o marido desaparecido (provavelmente morto) há muitos anos, ela ainda considera que o está traindo.

Cria-se então uma balança em que estão pendendo todos esses problemas. O que significa que, ao mesmo tempo que ela - devido à sua carência e necessidade - precisa dele e de sua presença, o afasta devido a essas mesmas questões.

A linguagem é extremamente direta, seca. Frases demasiadamente curtas, o que em alguns momentos chegam a irritar tamanha a economia de palavras. Mais do que um recurso estilístico, esse incômodo causado pela leitura de alguns trechos parece ser proposital. É uma maneira de passar ao leitor a angústia dos personagens.

Não há nem divisão de capítulos, a ação é ininterrupta. Lembra em muito o roteiro de um filme. Aliás, o livro parece ter sido criado na expectativa de uma adaptação para a tela grande. A montagem das cenas é toda cinematográfica. E isso faz até algum sentido, visto que o autor é cineasta.

Um certo erotismo também permeia todo o texto. Há muita habilidade de Bonassi nesses trechos. Ele consegue fazer uma mistura da mais pura paixão, com um toque de virilidade, porém sem ser demasiadamente vulgar. Ele é explícito, mas não ofensivo e é isso que consegue cativar. Nesses momentos, é com se ele se soltasse mais, deixasse de lado a dureza com que trata o texto para se deixar levar por algo menos dolorido, mais feliz.

No conjunto todo, “O Céu e o Fundo do Mar” não é um excelente livro. Definitivamente não vai ser a melhor coisa que você já leu. Não é algo inesquecível, mas é interessante. E a título de curiosidade, é recomendável.

Seu problema é que fica um sentimento de que está faltando algo. Pois convenhamos, a idéia de juntar pessoas de dois mundos diferentes e explorar a impossibilidade da relação entre eles não é exatamente nova. Mas ainda é possível tratar diferentes ângulos da questão. E em alguns momentos o autor consegue iluminar alguns pontos ainda obscuros nesse tipo de história. Por isso, e pelo tratamento dado à linguagem, o livro merece um pouco da sua atenção. Mas só um pouco.



sexta-feira, maio 16, 2003

It's a Bizarre World after all

Vejam que notícia exdrúxula (e até certo ponto triste) que vi na folha online. Pior que por aqui tem garota se vendendo por bem menos...

"Sandy", 21, peruana, quer vender virgindade para pagar estudos
da France Presse, em Santiago (Chile)

Uma universitária de 21 anos ofereceu publicamente na quarta-feira (14), através de um programa de rádio, perder sua virgindade com um homem que lhe dê dinheiro para financiar seus estudos em Santiago (Chile).

Hoje, "Sandy", que afirma ser peruana, declarou-se indecisa. "A idéia me assusta, tenho medo de encontrar uma oferta boa, se é que me atrevo, e estar com alguém que não conheço", disse a moça ao locutor Rumpy, da emissora "W "da capital chilena.

Na quarta-feira, "Sandy pediu que os interessados enviassem propostas ao email (sandy23303@hotmail.com).

As duas comunicações com a rádio foram por telefone e Rumpy as colocou no ar ao vivo em seu programa "El club del cangrejo" (O clube do caranguejo).

Necessidade

"Sandy" pede no mínimo 700 mil pesos chilenos (cerca de US$ 1.000) para vender sua virgindade.

Na segunda conversa, Rumpy comentou que essa soma poderia ser suficiente para acabar com suas dúvidas,e a estudante respondeu:

"Sim, mas mesmo assim dá medo ir até algo que não conheço. Óbvio que a pessoa sente terror. Mas quando há necessidade, há necessidade", disse ela.

"Preciso de dinheiro para ter minha casa e sustentar-me sozinha", disse a jovem, acrescentando que o eleito poderá comprovar sua virgindade "no dia da incursão".

"Sandy" disse ao locutor que poderia tomar a decisão na segunda-feira (19), após consultar as propostas no final de semana.

Rumpy animou no passado o programa "El chacotero sentimental" (o palhaço sentimental), que permitia que a audiência abordasse sem censura temas de sexo, tanto para consultas como para revelações.

Os relatos do programa inspiraram um filme homônimo, que tornou-se o maior sucesso de bilheteria chileno há alguns anos.


Não resisti

Tinha parado com os testes, mas esse que a supreendente Mo me mandou foi muito bom.

E aí, vcs acham isso de mim?





Você é "O sétimo selo" de Ingmar Bergman. Você é intelectual, preocupado com ocultismos. E além de tudo é um mistério!!

Faça você também Que
bom filme é você?
Uma criação deO
Mundo Insano da Abyssinia





Preparando a mudança

Quando menos esperava, percebeu que algo havia mudado. Era como se o mundo que via estivesse em outro ritmo, outra sintonia. Um sentimento crescia dentro dele, mas não era possível de ser explicado, não ali onde ele estava.
O grande salão era escuro e frio. A solidão, tremenda. Mas mesmo assim ele conseguiu sentir a mudança. Estava integrando-se com o meio. Passou tanto tempo nas sombras que havia se tornado uma delas. Ao mesmo tempo em que isso lhe trazia paz, o preocupava. Será que se, subitamente, as portas lhe fossem abertas, teria coragem de sair. E mais, será que iria querer?
Por mais complicado que fosse estar ali, a solidão era de alguma forma aconchegante. Não havia ninguém, mas não havia problemas também. Era só quietude e alienação.
Ele tinha medo de não mais conseguir compartilhar das coisas e, mais ainda, tinha pavor de não mais conseguir compartilhar de si próprio.
Mas a mudança estava ali, no canto dos olhos, no limiar da existência. Ela estava chegando e não havia nada a fazer que não aguardá-la e, na hora exata, vivenciá-la em sua plenitude.

quinta-feira, maio 15, 2003

"A Paz... invadiu o meu coração"

Vocês perceberam como o dia hoje amanheceu mais calmo, sereno, como tudo parecia mais claro e no seu devido lugar?

Foi como se a cidade, que sempre é tão cinzenta e taciturna, de repente abrisse seus braços e se dispusesse a abraçar seus filhos, terna e placidamente.

E havia motivo para tanta festa...


O CORINTHIANS SE FERROU!!!
huahuahuhuahuahuhuahua

Dá-le River!!! E com a presença soberana do tricolor Ameli na zaga!!

Cantem todos comigo: "puta que o pariu, Libertadores o Corinthians nunca viu"

Chorem mesmo, gambás... vocês nasceram pra sofrer!!!

quarta-feira, maio 14, 2003

O pau tá quebrando

Vocês conhecem minha outra casa?

O pau tá quebrando lá... Cliquem aqui e vão lá ver!!


Horóscopo

Olha só... eu tava lendo o Epinion, da inteligentíssima Paula Foschia, um blog que cresceu e tornou-se praticamente uma revista (muito melhor do que a imensa maioria das revistas, isso é fato) e vi uma coluna falando de astrologia. Lá, a colunista Flávia Faustini dá dicas às meninas de como lidar com os homens de cada signo.
Achei bastante pertinente e copio o texto referente ao meu signo. É mais ou menos isso mesmo, meninas...

Sagitário: Sofisticadíssimo. Prepare-se para fins de semana prolongados no exterior e jantares caros. Uma libriana que conheço namorou um sagitariano que tirava onda, contando suas antigas conquistas amorosas(!). Parlapatão, vai prometer a Lua pra você. A boa notícia é que, geralmente, eles cumprem as promessas que fazem, nem que seja pelo prazer da aventura. A grande vantagem é que não tem problema se vocês moram longe um do outro: sagitarianos têm o melhor programa de milhagens do zodíaco. Mais um que deve ser conquistado pela cabeça: seja tão bravatosa quanto ele. Pra chamar a atenção, vista-se com roupas caras, não necessariamente bem vestida.
Personagem: Mr. Big, do Sex & the City; Hannibal Lecter, nos momentos de finesse (ei, nem todos são psicopatas!).

terça-feira, maio 13, 2003

O último teste pq eu cansei

Cansei e não curti nem um pouco o resultado desse. Vi esse teste no blog da minha queridíssima Mila.

Porra, mas Vampira é foda, hein???!



You are Rogue!

You are sexy and strong willed, and able to take on
just about anyone. You long for a serious
relationship, but whenever you begin to get
close to someone things always seem to take
turns for the worse. But you have dealt with
this lack of closeness with an almost constant
flirtacious behavior.


Which X-Men character are you most like?
brought to you by Quizilla



"Jerry!!!"

hahuahuahuahua

Esse foi o mlehor teste... acho que o que me definiu melhor (e acabou confirmando o teste aí debaixo). Vcs acham que tá certa essa resposta que me foi dada?

O teste é Qual personagem do Seinfeld você é?





Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Blog do Idiota







segunda-feira, maio 12, 2003

Mais um teste

Uma amiguinha nova e muito interessante que eu fiz por aí me mandou esse teste. Dêem uma olhada!


Você é louco? por Alito


Para não dizer que não falei de flores

Olá, caros amigos, leitores novos e eventuais. As coisas continuam complicadas aqui na torre de vidro, de onde vejo a corrente passar pela principal veia do dragão Paulistânio.
Como não estou podendo escrever muito, tô fazendo uns testes que vi no Jesus me chicoteia

Mando o resultado do primeiro... acho que o Cury (que anda sumido dos comentários e o pessoal até pergunta por ele...) vai gostar bastante. O teste mostra pra onde eu iria no Inferno de Dante. Vejam só:

The Dante's Inferno Test has banished you to the Second Level of Hell!
Here is how you matched up against all the levels:
LevelScore
Purgatory (Repenting Believers)Very Low
Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers)Very Low
Level 2 (Lustful)Very High
Level 3 (Gluttonous)High
Level 4 (Prodigal and Avaricious)High
Level 5 (Wrathful and Gloomy)High
Level 6 - The City of Dis (Heretics)Low
Level 7 (Violent)High
Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers)Very High
Level 9 - Cocytus (Treacherous)High

Take the Dante's Divine Comedy Inferno Test
You have come to a place mute of all light, where the wind bellows as the sea does in a tempest. This is the realm where the lustful spend eternity. Here, sinners are blown around endlessly by the unforgiving winds of unquenchable desire as punishment for their transgressions. The infernal hurricane that never rests hurtles the spirits onward in its rapine, whirling them round, and smiting, it molests them. You have betrayed reason at the behest of your appetite for pleasure, and so here you are doomed to remain. Cleopatra and Helen of Troy are two that share in your fate.


ehhehe
engraçadinho, né? É... "I'm so full of lust.." huahuahuahuahuhua

Hasta!

sexta-feira, maio 09, 2003

Tentativas

Uma coisa temos de ter em mente: sonhar sempre é bom... o sonho sim, é o motor da alma... é o que nos faz seguir em frente nesse mundo insano. Mas o perigo é perder o pé da realidade e não conseguir retomar a caminhada. Há sempre que se tentar colocar aquilo que desejamos mais internamente em prática.

Tentar, tentar sempre. Sempre que surgir a dúvida, encare... meta o pé! Pois aí, você terá ido e tentado... e se tiver competência e vontade, pode conseguir voltar. É muito mais fácil voltar (se você sai bem de uma situação) do que bater na porta de alguém na cara e na coragem.
Nada é pior do que conviver com a dúvida do "e se?".



quarta-feira, maio 07, 2003

Amor à Camisa

Hoje tem São Paulo X Goiás, pela Copa do Brasil. O Tricolor ainda se recupera da perda de seu comandante, Oswaldo de Oliveira, que foi demitido na noite do último sábado. O comando da equipe está com Roberto Rojas, que é treinador de goleiros do clube há mais de 15 anos. Muitos estão receosos por um interino estar à frente do time. Porém, se os jogadores entrarem com o espírito do camisa 10 são-paulino, Ricardinho, o alviverde goiano que se prepare pois o chumbo vai ser grosso. Sintam só a declaração do homem para a Gazeta Esportiva.net

'Independente de quem vai estar no banco, quem vai jogar é o São Paulo', disse Ricardinho, enchendo a boca na hora de pronunciar o nome do time. 'Seja no futebol ou no pingue-pongue, o São Paulo é sempre o São Paulo', concluiu.

segunda-feira, maio 05, 2003

Mr. Boca goes to Washin... errr... Brasília, mesmo

Ah... mais um dia passado na capital do País (a cidade universitária superdimensionada)... tô só o pó!! Tô com várias idéias, várias coisas para escrever, mas não vai dar tão cedo... vou entrar num esquema louco aí no trampo, que vai tomar muito do meu tempo e - principalmente - da minha força.
Pelo jeito, nas duas próximas semanas, vão ser só textos curtos, reescritos ou coisas do gênero...

Mal aí, poucos, mas fiéis leitores. Vou tentar fazer o máximo de coisas novas possível.

------------------
Auto-ajuda para mim mesmo

Como lidar com o fracasso de não fazer quem você mais gosta feliz? E, pior ainda, fazer esta pessoa sofrer?
A falha não é algo com que as pessoas lidem bem. Há aqueles que se fecham, há outros que fazem do erro combustível para seguir em frente com mais força...

Mas não existe fórmula exata para a resolução desse problema. O lance é tentar ser o mais correto possível...
Porém, isso exige auto-conhecimento. E, muitas vezes, ao se confrontar consigo mesmo, percebe-se que o seu lado negro interior é muito maior do que você prórpio imaginava... que as máscaras criadas para o seu convívio em sociedade estão enfiadas em sua alma tão fortemente, que confundem-se com sua essência., chegando num ponto em que não se sabe mais o que é verdade e o que é apenas encenação.

Tenho um velho amigo que uma vez me disse que essa histórias de "máscaras" são meio que uma falácia... ninguém é "plano", possui apenas uma dimensão. Todos temos reações boas e ruins, podemos ser altruístas ou egoístas... ninguém é só uma coisa ou outra. Ele diz isso pq é um cara muito sábio... Para nós, pobres mortais perdidos nesse mundo sujo, lidar com as prórpias dicotomias ';e algo realmente complexo.
Imagina então quando resolvemos compartilhar da nossa vida com alguém? Mas vamos seguindo... pq quem fica parado é poste, como diz o outro.
Errando e aprendendo a cada dia...




domingo, maio 04, 2003

Ajudinhas

Por mais incrível que isso possa parecer (sem falsa modéstia), eu sou muito procurado pelas pessoas para dar conselhos. Sei lá...
eu acho que sou um bom ouvinte e que consigo manter um certo distanciamento, o que me ajuda a fazer análises mais apuradas. Isso, eu acredito, é fruto (é claro) dos anos na faculdade de jornalismo, do meu tempo estudando Judô (eu estudava, não lutava simplesmente... é bem diferente) e de uma característica pessoal mesmo, de ficar mais quieto e analisando tudo e todos ao meu redor.

Dessa forma, com o passar do tempo, eu acabei juntando algumas frases, pensamentos, que usei para tentar auxiliar meus amigos na caminhada da vida. Vou começar a colocá-los por aqui... pode ser que ajude mais gente... e quem sabe depois eu não junto todos eles e lanço um livro de auto-ajuda?? :-)

A realidade não depende exclusivamente das suas ações. Por isso, mesmo que você faça tudo certo, as coisas podem dar errado. E você tem que aprender a conviver com isso.



sábado, maio 03, 2003

X2: A Hora dos Mutantes

Escrevi uma crítica sobre o melhor filme que vi este ano (sem brincadeira!!), X2, a segunda película trazendo os mutantes da Marvel.
Cliquem aqui e vão lá ler. Vai, vai... Tão esperando o quê??

:-)


sexta-feira, maio 02, 2003

Dominando a Besta

Quando chegou, a visão de toda aquela gente e do mar de edifícios o assustou. Ele sabia que ali era seu lugar e que tinha que achar seu caminho. Sobreviver era necessário. Para que seus sonhos tornassem-se reais, seria preciso agüentar muito, de tudo e de todos.

E ele era um grande sonhador. Sempre foi. Era a sua válvula de escape. Nunca foi muito querido quando pequeno. Não pela família, que o amava loucamente . Mas pelos colegas. Crianças podem - e sabem - ser cruéis quando querem. Sofreu muito por ser diferente.

Isso é interessante de se dizer. Como o ambiente tem uma influência decisiva sobre as pessoas. Ele foi considerado diferente durante a maior parte de sua vida, mas teve uma reação positiva em relação a isso. A força para suportar os olhares tortos das outras crianças fez dele um homem preparado para enfrentar a maioria dos desafios que a vida traria com o passar do tempo. Essa força vinha de seus sonhos. Vinha da energia retirada de um mundo que era só seu.

Agora, o desafio era outro. A grande metrópole o tragava, e ameaçava dilacerá-lo. Chamava aquele lugar de “filial do inferno”. Não conseguia se sentir a vontade ali. Faltava-lhe algo sempre. Era muito difícil suportar a pressão. Mas ele, no fundo, sempre soube que tinha obrigação de estar ali. Que não havia escapatória. Era isso ou o limbo do obscurantismo e da mediocridade. E ele sempre foi um líder, não podia se rebaixar e não suportava errar.

Então decidiu parar com a frescura e chamar o monstro pra briga: “Um de nós vai cair aos pés do outro, e certamente não serei eu!”, disse do alto de um dos maiores edifícios, de onde podia ver quase toda a cidade.

Aos poucos foi se ambientando. Ia caminhando por dentro das veias daquele mamute de concreto e, como um vírus, espalhava-se rapidamente. Conquistava novos territórios a cada dia. Nada escapava de seus olhos e ouvidos atentos. Seu quintal crescia a cada dia.

Hoje, já se sente em casa em grande parte daquela, agora, vila. Mas percebeu que a apropriação de novos espaços é constante. Talvez quando estiver mais velho - bem mais velho - e a sede de conhecimento tiver diminuído, ou até mesmo acabado, ele sossegue. Talvez até volte para aquele rincão de onde saiu... E ao invés de buscar o saber, passe a compartilhá-lo.


quinta-feira, maio 01, 2003

Superman's Song
Crash Test Dummies

Tarzan wasn't a ladies' man
He'd just come along and scoop 'em up under his arm
Like that, quick as a cat in the jungle
But Clark Kent, now there was a real gent
He would not be caught sittin' around in no
Junglescape, dumb as an ape doing nothing

[CHORUS]
Superman never made any money
For saving the world from Solomon Grundy
And sometimes I despair the world will never see
Another man like him

Hey Bob, Supe had a straight job
Even though he could have smashed through any bank
In the United States, he had the strength, but he would now
Folks said his family were all dead
Their planet crumbled but Superman, he forced himself
To carry on, forget Krypton, and keep going

Tarzan was king of the jungle and Lord over all the apes
But he could hardly string together four words: "I Tarzan, You Jane."

Sometimes when Supe was stopping crimes
I'll bet that he was tempted to just quit and turn his back
On man, join Tarzan in the forest
But he stayed in the city, and kept on changing clothes
In dirty old phonebooths till his work was through
And nothing to do but go on home


quarta-feira, abril 30, 2003

Somebody save me

Argh!! Vai... eu vou passar o feriadão inteiro em Sampa. Sexta tenho que trabalhar e segunda bem cedo tenho que ir pra Brasília.
Minha casa tá reformando e tá parecendo Bagdá.
A grana tá curta e por isso não tem muito como fugir.

Alguém me dá uma luz, pq tá bem foda? Vai, qquer coisa tá valendo... quem mais estiver preso aqui na capitarrrr, avisa e vamos combinar de fazer uma zoeira qquer... Sério mesmo, povo. Tô esperando os convites.

A Caixa
Final

SALA

Ao sair da cozinha, Paulinha vê os dois truculentos se esforçando para abrir a caixa com o pé de cabra e Valda entrando pela porta com uma galinha morta numa mão e uma vela vermelha na outra.

Sheila, sua amiga, está no sofá com o cão Átila no colo.

No canto da sala, João olha, com a mão no queixo, tentando entender o que acontece em sua casa. Ela vai até ele e oferece o pouco de água que ainda resta no copo.

Ele agradece, mas recusa. Ela olha para ele com um sorriso tímido e ele faz o mesmo.

Sheila, olhando de canto, levanta-se e vai até a caixa.

SHEILA: Mas vocês são muito burros não? Olha aqui do lado. Está escrito “To open press the button”.

MINOTAURO: E que diabos quer dizer isso???

CARLÃO: E desde quando você fala inglês?

SHEILA: Não falo. Mas isso tava escrito na caixa do emagrecedor elétrico que eu comprei...

Nesse momento Chiquinho volta da cozinha, Juliana atrás dele arrumando a roupa.

CHIQUINHO: Então dá licença que isso é serviço pra profissional.

Chiquinho aperta o botão e a caixa se abre.
Ao abrir, o apito fica ainda mais alto.

Todos em volta olham e vêem um relógio digital com os números em vermelho: 3....2....1....

RUA MOSTRANDO A JANELA DO PRÉDIO

BUUUUUUUUUUMM!!!
Janela e todo o prédio explodem.

-Corte –

Televisão mostrando o telejornal.

Locutor: O Comando Vermelho assumiu a autoria do atentado na tarde de hoje no Edifício Casa Branca no Rio de Janeiro que destruiu 10 quarteirões em Copacabana.

BAGDÁ – IRAQUE – UM BUNKER SUBTERRÂNEO

Saddam e seus conselheiros estão na sala de reunião, ele dirige a palavra especialmente a um deles que está de pé.

SADDAM: Washington já era para estar em chamas. Se essa bomba não explodir, eu pessoalmente vou tirar o seu coração com uma colher.

Um secretário de Saddam entra na sala e entrega correspondência para o presidente.

É uma carta da FedEx e lê-se:

Obrigado por escolher a FedEx, por um problema nosso a sua correspondência foi extraviada mas estamos fazendo todos os esforços para encontrá-la. Desculpe pelo transtorno. Para mais informações ligue no SAC da FedEX pelo 0800.

Entra créditos tocando a música do Elvis: “Return to sender”


Novos velhos amigos

Tem novidades ali do lado. A primeira é minha amiguinha Caroletas, uma mulher de Pés de Peixe.

A outra é uma pessoinha especial, que me fez rever muitos conceitos e acrescentou muito para mim... e continua acrescentando. É Anita... que adora fazer suas Confissões


terça-feira, abril 29, 2003

Mutunas!!!

É a semana mutante na Legião do Mal.

Homenagem ao X2 que estréia em 1º de maio. Vão lá ver que tá legal!


A Caixa
Parte 3

SALA DO APARTAMENTO

Um cachorro da raça Pit Bull vem correndo no corredor e pula no peito de João, depois de atropelá-lo, vai em direção da caixa, fica cheirando e depois começar a latir.
O dono do cachorro chega correndo à porta de João. MINOTAURO é o seu nome, vinte e poucos anos, forte, truculento e viciado em anabolizantes.

Minotauro entra correndo no apartamento, atrás dele está CARLÃO, seu melhor amigo, vinte e poucos anos, forte, e que já teve um caso com Sheila.

MINOTAURO: (imperativo) Átila, junto, agora.

Minotauro se vira para João que está caído no chão, estende a mão falando:

MINOTAURO: Mal aí, meu velho. Esse cachorro é foda.

Nesse momento Sheila sai da cozinha e cruza seus olhares com Carlão.

CARLÃO: (furioso) Que putaria é essa e que porra você tá fazendo aqui??

Sheila ajeita os seios e os cabelos para provocar Carlão, dando a entender que tinha acabado de dar uns amassos com João.

SHEILA: Seu grosso, o que você tá fazendo aqui? Sai daqui.

Minotauro derruba João no chão com um golpe e prepara para socá-lo.

MINOTAURO: O que a mina do meu camarada tá fazendo na tua casa, rapá?

João fecha os olhos e quando Minotauro vai dar um soco nele, a caixa começa a apitar sem parar.

Todo mundo olha pra caixa.

MINOTAURO: Que porra é essa?

João abre os olhos.

JOÃO: Uma caixa.

MINOTAURO: Eu sei que é uma caixa, mas que apito infernal é esse? Desliga essa porra.

JOÃO: Eu não sei.

MINOTAURO: Não sabe o quê?

JOÃO: Desligar.

MINOTAURO: Abre a caixa porra.

JOÃO: Eu não sei.

MINOTAURO: Não sabe o que caralho?

JOÃO: Abrir.

CARLÃO: A caixa não é sua, abre ela e desliga essa merda.

JOÃO: Eu não sei.

CARLÃO: O que você não sabe?

JOÃO: Se essa caixa é minha.

MINOTAURO e CARLÃO: (furiosos) Você não sabe nada, porra!!

Os dois ficam olhando a caixa, analisando e tentam abrir. Fazem de tudo, socam, chutam, dão chaves de pernas e braços, tudo em vão.

Com a gritaria a empregada do apartamento vizinho aparece, VALDA, cinqüenta e poucos anos, negra e macumbeira.

VALDA: Ôxe! Cêis falam muito alto, dona patroa tá dormindo.

Ela olha a cena cômica dos dois marmanjos tentando abrir a caixa de metal.

VALDA: Cêis num querem um abridor não.

Minotauro e Carlão não respondem, nessa hora até o porteiro Chiquinho começa a ajudar os dois. O apito não pára de tocar e o cachorro de latir. Valda volta para casa.

PAULINHA, bonita, vinte e poucos anos, tímida, amiga de Sheila aparece de fininho na casa.

PAULINHA: O que tá acontecendo?

Sheila estava cuidando do assustado João e vê a amiga na porta.

SHEILA: Ai amiga, isso aqui tá uma loucura.

Valda volta e a sua filha JULIANA, morena de 18 anos, bonita, acompanha a mãe.
Valda se dirige aos rapazes na caixa.

VALDA: Ói isso aqui não ajuda não?

Valda mostra um abridor de lata.

Os três olham surpresos.

Chiquinho vê Juliana e fica encantado. Minotauro vira para Valda:

MINOTAURO: Aí véia, tá tirando? Eu não quero abrir lata de atum não. Se liga na idade dessa caixa.

VALDA: E que tal esse aqui seu muleque atrevido?

Valda mostra um pé de cabra que estava na outra mão escondida atrás das costas.

MINOTAURO: Agora a véia tá falando minha língua.

Minotauro pega o pé de cabra e tenta abrir a caixa.

Carlão olha para João que está no colo de Sheila.

CARLÃO: E você rapá, eu não esqueci de você não. Assim que eu abrir essa porra vou dar um jeito nessa sua cara.

PAULINHA: Viu, onde eu posso pegar uma água?

João acena com a cabeça e aponta a cozinha.

COZINHA

Paulinha procura um copo mas não acha. Ela vê Juliana na porta e pergunta:

PAULINHA: Cê sabe onde tem um copo?

Juliana entra na cozinha e demonstra grande familiaridade com a casa, abre o armário e pega um copo.

Paulinha acha estranho.

Seu Chiquinho entra na cozinha, de olho em Juliana.

CHIQUINHO: E aí minha gata como está?

JULIANA: Tudo bem, meu negô.

CHIQUINHO: To com uma saudade do teu cangote...

Chiquinho pega a mão de Juliana, ajoelha e dá um beijo.

Juliana levanta Chiquinho com um dedo no queixo e olha com olhar de safada.

Chiquinho tira uma caixa de fósforos do bolso e começa a tocar um samba. Juliana na hora começa a sambar.

CHIQUINHO: (cantando) ... esse teu decote me tira o sossego,
vem me dar um chamego se você quiser,
o seu remelexo é um caso sério,
esconde um mistério que eu vou desvendar,
mas você pitelzinho faz logo um charminho pra me maltratar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.

JULIANA: Ai, você ainda tem a chave extra do viadinho que mora aqui?

CHIQUINHO: Claro... malandro é malandro, mané é mané... final de semana quando ele sair fora, a casa é toda nossa, princesa.

PAULINHA: Ele é viado? Tinha achado ele tão bonitinho...

Chiquinho e Juliana se espantam com a presença de Paulinha, como se tivessem se esquecido de que ela estava ali.

CHIQUINHO: Ah, sei não... nunca vi ele com mulé...

JULIANA: Eu já passei aqui voltando da praia várias vezes e ele nunca nem deu aquela conferida. Homem que não olha pra bunda de mulher quando ela passa de biquíni só pode ser boiola.

Paulinha olha para os dois pensativa, faz cara de nojo e volta pra sala, com um copo de água nas mãos.


segunda-feira, abril 28, 2003

A Caixa
Parte 2

SALA DO APARTAMENTO

Ao voltar para sala a campainha toca. Ele abre a porta e encontra SHEILA, trinta e poucos anos, vaidosa, sensual e bem perua.

SHEILA: (voz sensual) Oi vizinho.

JOÃO: Oi.

SHEILA: Nossa, que faca é essa? o que você tá aprontando?

JOÃO: (confuso) Não é que... (olha para caixa) ah.... eu...

SHEILA: Ai gatinho, não precisa se explicar. Posso te pedir um favorzinho, é que eu ia fazer um chazinho para mim e quando eu vi, tava sem açúcar. Será que você pode me arrumar uma colherinha?

JOÃO: Po... posso, pode entrar, por favor.

João vai para cozinha procurar o açúcar. Enquanto Sheila fica na sala olhando a casa e repara na caixa. Enquanto ela fica analisando o objeto prateado, João grita da cozinha.

JOÃO: Então, eu não tô achando o açúcar, não serve mel?

COZINHA

Sheila encosta-se ao batente da porta da cozinha e fala:

SHEILA: Eu adoro mel.

João, com o mel na mão, fica meio assustado. Sheila aproxima-se de João que começa andar de costas, com medo de Sheila. Até que bate com as costas na geladeira. Sheila pega os dois pulsos dele e prensa João contra a parede.

SHEILA: Mel é uma delícia.

Toca a campainha.

JOÃO: (ainda assustado) A porta... eu preciso atender, diz apontando para porta.

SHEILA: (brava) Ai, desencana de porta.
João se afasta enquanto Sheila segura a sua mão.

SALA DO APARTAMENTO

João atende a porta e está o porteiro CHIQUINHO, quarenta e poucos anos, mulato, vaidoso, sambista e extrovertido no corredor. Eles ficam conversando na porta.

JOÃO: Fala Chiquinho.

CHIQUINHO: Ô seu João que bela segundona hoje, não? Aliás a segunda virou o dia oficial do Parmera.

JOÃO: (bravo) Não converso mais sobre futebol. Meu negócio agora é tênis, Guga, Meligeni, Jaime Oncins, Cássio Mota.

CHIQUINHO: Pô seu João, tem cara aí que já tá no asilo.

JOÃO: Deixa pra lá...

CHIQUINHO: Ô, eu trouxe o condomínio do senhor.

Ouvem-se latidos de cachorro no corredor. Vozes de um cara gritando:
“Átila, Átila, volta aqui.”


domingo, abril 27, 2003

Crítica do dia

Mais um texto que escrevi em outros tempos... mas vi o livro em casa, me lembrei da história e de como tem uma certa relação com o momento. É bem diferente das outras críticas que escrevi. É uma resenha literária, mais longa e pensada. Lá vai:

As Cabeças Trocadas
Thomas Mann mostra como amar sempre é complicado

“As Cabeças Trocadas” (Nova Fronteira - 108 pág., tradução de Herbert Caro) não é um dos romances mais conhecidos e comentados de Thomas Mann. É difícil definir porque isso acontece. Afinal, trata-se de uma belíssima história de amor. E, como não poderia deixar de ser, ela é muito bem contada.

O que afasta os leitores talvez seja algum tipo de preconceito, pois “As Cabeças...” foi tirado do, já lendário, Kama-Sutra. É uma lenda indiana, portanto ali estão mitos e deuses indianos. Isto, para os menos abertos à novas idéias e formas de ver o mundo, pode causar um certo estranhamento. Mas a trajetória fantástica dos protagonistas - Sita, Nanda e Shridaman - pode ser transposta para qualquer época e lugar.
O escritor alemão, autor de clássicos como “A Montanha Mágica”, consegue aqui fazer a união perfeita entre ocidente e oriente. Quem pensa que esta obra, por ser tirada do já citado clássico do erotismo, seria carregada por uma dose extra de volúpia se engana. A linguagem é dura, concreta. Não há margem para interpretações dúbias, para a formação de imagens errôneas na mente do leitor. O máximo que se concede é a interpretação do que é contado.
Mesmo sendo carregado de uma forte temática mitológica e fantasiosa, tudo está dito, e de forma clara e concisa. As formações gramaticais chegam até a ser pedantes em alguns momentos, devido ao extremo cuidado e refinamento técnico. Mas mesmo assim, a narrativa possui uma fluidez notável. O único trabalho é retirar dali o melhor possível.

A ação se inicia quando os amigos Nanda e Shridaman saem em uma viagem de negócios. O primeiro é fazendeiro, tem o corpo forte e rijo, formado pelos rigores do trabalho duro. O outro é filho de mercador e segue a profissão do pai. É contemplativo e filosófico, e de nada se assemelha em vigor físico com o companheiro. No desenvolvimento da trama, estes detalhes sobre eles serão de profunda importância.

Ao passar por um templo ambos vêem um jovem banhar-se totalmente despida. É Sita. A visão daquela beldade acaba deixando Shridaman completamente apaixonado. O tempo passa e, depois dos arranjos necessários, ele acaba se casando com ela.
Até aí, não há nada de anormal. O romance é até um tanto quanto banal. O desenrolar da história é que faz com que o leitor se surpreenda e se encante com a narrativa. O desejo que Sita possui pelo melhor amigo de seu marido, a percepção deste de que sua esposa deseja outro e a culpa sentida pelo desejado, sem que nem mesmo tivesse sido consumado o ato da traição, tudo isso poderia ser contado de forma trivial, mas Mann consegue habilmente conduzir o leitor por um caminho onde filosofia, mitologia e fantasia se unem harmoniosamente.

O livro então passa a mostrar que possui mais do que uma história sobre amor, casamento ou amizade. Trata-se sim do dilema sempre presente sobre a maneira pela qual devemos tomar nossas decisões na vida. Para escolher um caminho, é melhor nos basearmos nas emoções ou na razão?
É neste ponto que a presença fortíssima do narrador impõe sua marca decisiva. Ele sempre dialoga com o leitor, instiga-o, convoca-o a refletir sobre os fatos, inquieta-o. Está o tempo todo tentando convencê-lo de que está sendo imparcial em seu relato, que sua função - e também a de quem está lendo - não é a de julgar. O narrador está ali só para contar o que aconteceu. E o leitor deve se utilizar do que está sendo contado para saber a melhor forma de conduzir sua própria existência.
Mas o caminho para tanto não é fácil. Afinal, o título não é “As Cabeças Trocadas” à toa. Os personagens realmente trocam as cabeças de corpo. Um assume o físico do outro, e as conseqüências disso para a esposa e para eles próprios são, no mínimo, assustadoras. Conseguir perceber que esta é uma forma fantástica de se mostrar as intensas - e eternas - contradições internas do homem quando está amando é complicado, e faz o romance merecer uma atenção redobrada.

Outra característica muito interessante que Mann imprime ao livro, é a forma pela qual os hábitos da cultura indiana são apresentados. Mostra-se tudo muito naturalmente, como algo corriqueiro. Não há nenhum tipo de demonstração de espanto em relação aos costumes daquele povo.
Acima de tudo, ao terminar “As Cabeças Trocadas”, fica-se com a impressão de que, mesmo tendo lido um relato extremamente fantasioso, a realidade está mais presente do que nunca e de que o amor pode assumir diversas formas, mas sempre será difícil lidar com ele.


sábado, abril 26, 2003

Revisitando a dor

Tempos atrás excrevi este texto para uma garota que passou pela minha vida. Mais uma delas. Eu tinha acabado de tomar um pé. E como vcs bem sabem, escrever tem relação direta com os sentimentos extremos. Pra mim, é pura liberação de energia. Hoje decidi, sei lá pq, reler o que havia escrito. Gostei... retrata bem o que eu estava passando e sentindo. Segue o texto:

O que é o sofrimento? Como defini-lo? Não há palavras suficientes para expressar meu sentimento nesse momento. Vazio, nada, solidão... Nenhuma dessas e todas elas ao mesmo tempo. Ela não me quer. Fazer o quê? É a vida... Ao menos eu tentei. Mas não foi suficiente. Não foi o bastante... Podem até dizer que as coisas não são bem assim, que não depende só de mim, que ela também precisava querer. Mas é duro conseguir pensar dessa forma agora.

Moinhos de vento. Sinto-me enfrentando alguns deles. Dom Quixote moderno e passional. O duro vai ser conviver com ela sem poder me aproximar como antes, sem nada, nada. Oh, guerra inglória! É... realmente a História que se faz é sempre a dos vencedores. Afinal, vencidos querem apenas se esconder em suas tocas frias e imundas. Talvez lá eles encontrem algum conforto. (É obvio que não vão encontrar, mas não custa nada dizer) Agora percebo que "amor é fogo que arde sem se ver". Mas é ferida que dói e se sente muitíssimo. Ah, dor que fere e punge - isso sim!

Estou perdido e sozinho nesse caminho escuro. Tudo o que queria era alguém que eu não precisasse puxar, que corresse ao meu lado. Não é pedir muito. Tenho consciência de que sou chato e exigente, mas que não sou muita coisa.

Olho pela janela, buscando uma resposta no horizonte, mas a quietude da madrugada só me deixa mais melancólico. Saída, saída: é tudo o que eu quero... Por alguns instantes consigo sublimar toda aquela energia que queima dentro de mim, mas o nome dela vez por outra incendeia meus lábios... e arde em minha mente e em minha alma.

A verdade é uma só: Agora não. Me apego no "agora" da frase anterior, mesmo sabendo que isso é idiotice. Mas me apego somente nesse momento, em que teço estas ridículas linhas. Sei que as coisas não são assim. É realmente idiotice. Mas o grande idiota, sem dúvida nenhuma fui eu. Bem, deveria estar acostumado. Sempre fui... Ah! Penso nela brilhando, bailando à minha frente, por corredores frios que se iluminariam ante sua presença... E eu podendo só observar. Como dizia aquela velha canção, "que sorte ingrata longe de ti". A vida segue e eu tenho que me acostumar. É como se eu me jogasse contra paredes, uma atras da outra. Quebro uma (depois de muito esforço) e já vem outra...

De um jeito ou de outro vou sobreviver para ver outro dia, mas agora não mais para lutar. Tentarei não pensar mais, mesmo sabendo que não vou conseguir. O campo me chama e lá vou ver o que ele quer. Quem sabe ele me mostre um caminho, uma solução, para que eu ainda a consiga convencer... É claro que a vida não vai acabar mas... Ah!! Que dor! A dor da perda, da falta e da derrota. Mas o verdadeiro homem é aquele não perde, só deixa de ganhar. Então toca o barco... que eu vou tentar não perder nunca.




sexta-feira, abril 25, 2003

Recadinhos

- Várias coisas novas lá na Legião

- Tem gente do escritório lendo isso aqui... ai, ai, ai... será que teremos boas contribuições ou más interpretações?

- Acho que vou parar de beber, pq os vexames estão cada vez piores... (Porra, o povo vai achar que eu sou pinguço desse jeito... também não é assim, povo... é que andei exagerando um tempo desses aí atrás)

- Flá, se vc passar por aqui, saiba que estou com saudades e esperando o seu e-mail





A Caixa

Então, um tempo atrás aí, durante umas das aulas na gloriosa Pontifícia, eu e um camarada escrevemos um roteiro prum curta. Quem sabe uma hora dessas a gente não filma? Vou colocar aqui a primeira parte e depois as seguintes. Espero que vcs gostem. chama-se "A Caixa"® (Este roteiro está devidamente registrado e protegido contra plágio).

Parte 1

QUARTO DE JOÃO

JOÃO, vinte e poucos anos, acorda assustado com a campainha. Pula da cama com o coração saindo da boca, suando, como se tivesse sido acordado de um pesadelo.

CORREDOR DO PRÉDIO

De calça de pijama e sem camisa, João abre a porta, olha em volta e nada vê. Baixa então os olhos e vê uma encomenda da FedEx. Ele olha mais uma vez em volta, dá de ombros e decide levar a encomenda para dentro de casa.

SALA DO APARTAMENTO

João coça a cabeça pensativo, não parece entender do que se trata. Abaixa-se, abre a encomenda e vê uma caixa grande prateada, de metal. Em cima dela, um papel escrito "Especially for you".
Ele tenta abrir a caixa. Faz muita força e não consegue. Tenta em várias posições tirar a tampa, mas sempre sem sucesso. Dá então um chute na caixa e grita de dor. Olha para a porta da cozinha e sai.

COZINHA

João abre as gavetas do armário procurando algum utensílio que possa ajudá-lo. Tira de dentro da gaveta uma colher, um garfo, uma espada de brinquedo e uma calcinha. Parece não entender nada. Até que encontra uma faca, abre um sorriso e volta pra sala.




quinta-feira, abril 24, 2003

Oh Lord, please don't let me be misunderstood

Uma vez mais, a má interpretação. Escrever é realmente um exercício difícil. Eu acredito que todo escritor escreve para si mesmo e só depois pensa no que os outros vão achar. Pelo menos é o que eu faço (não que eu seja um escritor. Sou apenas um pretenso escritor).
Mas aí mora um perigo inominável. Pois não há nunca como previr o que pensarão aqueles que passarem os olhos por cima de suas palavras.

Tive experiências graves com este blog e a má interpertação. Trouxeram-me grandes, mas grande problemas mesmo.Cada um vê aquilo que acha que deve. Isso não é uma crítica, é só uma constatação. Todos fazemos isso o tempo todo. É natural, uma vez que cada um tem uma história de vida, uma maneira própria de reagir e interpretar os fatos. Mas enfim...

Tem quem leia e me ache normal.
Tem quem leia e me ache maluco.
Tem quem leia e me ache um cara sensível.
Tem quem leia e me ache um nojento.
Tem quem leia e me ache inteligente.
Tem quem leia e me ache pretensioso.
Tem quem leia e me ache um babaca.
Tem quem leia e me ache idiota.
Tem quem leia e me ache um gênio.
Tem quem leia e queira me bater.
Tem quem leia e queira me beijar.
Tem quem leia e queira me matar.
Tem quem leia e queira se casar comigo.

E no final... o que vai acontecer?




terça-feira, abril 22, 2003

Crítica do dia

Antes dessa crítica, tenho que dizer que ando percebendo que nessa época, eu falava bem de praticamente tudo. Puta coisa sem graça! Eu não críticava mesmo... só analisava alguns pontos e acabava dizendo que era bom pra alguém. Que bobagem... ainda bem que eu cresci, viu...

Segue lá então:

Venom (Century Media)
Resurrection

O novo disco do Venom tem muita força. As letras satanistas continuam no repertório e só nomes como War Against Christ e Black Flame (of Satan) já dão uma idéia do que vem pela frente. A guitarra de Jeff Dunn, ou melhor dizendo Mantas (nome do deus Etrusco do Inferno) como ele prefere ser chamado, continua destruidora. Os destaques ficam por conta da música que abre e dá nome ao álbum, Ressurection, de Leviathan - sem dúvida a melhor faixa do CD - , e de Vengeance, que tem um solo bem legal.
O único problema é que ao ouvir todas as faixas fica uma impressão de que a banda está se repetindo, sem conseguir alcançar nada. Parece que Mantas só toca a guitarra de um jeito, sem nunca mudar. Sabemos que não é bem assim, mas é o que acontece. Apesar disso, Ressurection é indicado não só para aqueles que já conhecem e gostam do Venom, mas para quem quer ouvir algo pesado e com muita fúria, não só da guitarra, mas de toda a banda.



Perdido

O que diabos está acontecendo aqui? O que eu estou fazendo comigo?
Será que estou tão carente que nem percebo mais quem vale a pena e quem não vale? Qualquer meio sorriso já me faz sair em desabalada carreira?

Tanta dor, tanta confusão... tanto silêncio.

O pior é que estou quase certo de que os sentimentos vindos do passado, as dúvidas redescobertas e a saudade que anda batendo mais forte do que nunca são apenas sintomas duma solidão que eu havia me esquecido de como lidar.

Houve um tempo em que eu havia decidido (ou melhor, percebido) que o meu caminho seria seguido por mim apenas, sozinho. E essa idéia não parecia mais tão assombrosa.
Mas várias pessoas apareceram e fizeram com que eu mudasse de idéia. Só que não sei mais o que é certo e o que é errado. Sigo o coração ou a razão? Dou vazão aos meus sonhos ou encarno definitivamente que não sou quem eu penso que sou?

Tá difícil... difícil demais...

WILL MY SOUL EVER REST IN PEACE?
Stratovarius
(Music: Tolkki / Lyrics: Tolkki)


I've been searching for an oasis
In the desert for so long
To pretend I'm strong
In my weakness trying

I've been holding on
To things that I have left behind
I've been scared and lonely
I'm crippled inside.

Bathing my soul in the starlight
Healed my wounds in the sun
Screamed my pain to the forest
Asking the question why?

Will there come a time for me when I find peace of mind
Will I always have this feeling like I'm last in the line
I will climb up the mountain and light up a candle and ask:
"Will my soul ever rest in peace?"

I've been washed in pain
Haunted by the ghosts of years ago
They won't leave me be
They keep coming back for more

Will there come a time for me when I find peace of mind
Will I always have this feeling like I'm last in the line
I will climb up the mountain and light up a candle and ask:
"Will my soul ever rest in peace?"

My crippled soul is yearning to be free.




quinta-feira, abril 17, 2003

Feriadooooooooo

Falow, té mais... eu volto aí um dia desses, muito provavelmente antes do final do feriado.

Boa Páscoa à todos. Quem quiser, me mande chocolates.
:-)

FUI!


Só pra que fiquem sabendo

Olha como é a vida... tem gente reclamando que isso aqui não é mais um “blog diarinho”. São pessoas que não vejo com muita freqüência e que, por isso, gostavam de saber o que andava rolando comigo. É povo... eu decidi parar de fazer aquilo pq fui acusado de brincar e distorcer a realidade a meu favor. Há pessoas que não conseguem entender que todo fato gera visões diferentes.
É aquela velha história da montanha. Eu subo por um lado e mais rápido, enquanto vc sobre pelo outro e lentamente. É a mesma montanha, mas o que eu vejo e sinto é muito diferente do que vc vê e sente.
Para evitar maiores problemas e desgastes optei para colocar outros textos... continua sendo um relato da minha vida. Mas agora com menos fatos e mais sentimentos. Estou tentando explorar outras idéias que estão bailando dentro da minha mente.

Mas, para alegrar e tranqüilizar a esses poucos, mas muito queridos amigos, faço aqui um resumo rápido do que está rolando:

- Sim, eu já me mudei e estou morando com o pessoal da terrinha. Tirando as loucuras do Cury (que até agora também estão aceitáveis), tá tudo muito legal. Nada a reclamar, só muito a agradecer.

- Continuo trabalhando igual maluco, mas como já estou acostumado, não faz diferença. Mas tô com o olho bem aberto pra novas coisas que podem surgir a qualquer momento.

- Não, eu não arrumei uma namorada. Tô sozinho, curtindo por aí, pensando muito (se vcs são meus leitores, perceberam isso). Lembram-se do post da musa? Pois então.... aquilo gerou muita coisa, acontecimentos bem legais, sentimentos maravilhosos, mas efetivamente não se tornou nada. Portanto ele continua valendo e se alguém quiser se candidatar, sinta-se à vontade.

Acho que é isso, povo. Informações adicionais podem ser dadas via e-mail ou telefone e ao vivo para os mais íntimos. Obrigado pela atenção, cuidado e carinho. Valeu mesmo!






quarta-feira, abril 16, 2003

Fúria

Eu não sou o que você imagina. Infelizmente (pra você), nas horas em que mais penso em alguém, esse alguém sou eu. Desculpe-me, mas não sou tão certinho assim. Eu também erro, sabia? Apesar de quase não demonstrar e de odiar quando isso acontece.

Por mais envolvido que eu pareça, na verdade estou alheio a tudo e todos. E mais ainda distante de você. O meu mundo é apenas meu. Nem meus amigos, a quem prezo tanto, conseguem conceber as insanidades que pairam aqui dentro. Estou realmente além. Além da redenção, além da proteção. Fora de sincronia contigo e com quem mais seja.

Pode me acusar do que quiser. Eu não vou desistir. Não entrego os pontos assim tão facilmente e você sabe muito bem disso. Eu corro demais e sofro demais. Mas mesmo assim não paro. Pois este é o meu caminho. O caminho que escolhi para mim. É meu e somente meu. Procure o seu próprio!

Eu nunca gostei de ter ninguém pendurado em mim. Mesmo sabendo que eu me agarro de maneiras bem piores. Minhas amarras são internas e dessas é dificílimo escapar. E se você pensar em sair correndo vai ser pior, pois sua mente ainda estará presa àquelas sensações que você não tinha há muito tempo.

Não vai ser do seu jeito e você tem total noção disso. Nem pense em reclamar depois. A hora é agora. Ou vive a vida com tudo que ela pode ter ou desiste e se fecha no teu quarto de sonhos, com sua posiçãozinha sonhada também.

Pra mim não dá. Ou arrisca tudo ou não ganha nada. Tem que ter emoção, tesão, fúria, correria. Se é pra ficar parado, que seja apenas para pensar e imaginar o próximo passo em busca do imprevisível.





P.S: Legião atualizada

terça-feira, abril 15, 2003

Desejos

Acho que quero algo que não existe, que está vivo apenas em meus sonhos... alguém que partiu há tanto tempo que nem vale mais a pena ser lembrada. E que provavelmente nem se lembra de mim... mas que eu sofro a cada dia ao lembrar de sua passagem por aqui.

Mas eu era apenas um menino... e deixei a oportunidade passar... gostaria de senti-la novamente.... mesmo me perguntando se seria como antes, se sentiria o mesmo.

Ela está tão longe, nem imagina o que se passa em minha mente. Será possível... as palavras e as idéias correm incessantemente por mim. Planos, planejamentos... pensamentos perdidos, jogados ao vento, sem que aquela que os motiva nem sequer sonhe com o que acontece por aqui.

Um desejo forte, intenso... sem o mínimo medo ou receio. Energia pura, direcionada para a confirmação do que é belo, claro e bem definido. Amor em estado bruto.... daqueles que te fazem perdr a cabeça e tudo mais no caminho.

E hoje, com todo o aprendizado de ambos, seria perfeito. Mas quem disse que a vida é fácil e sequer próxima da perfeição?



segunda-feira, abril 14, 2003

Good things

Sabe uma coisa muito legal?

É quando teu irmão europeu te liga num sabádo à noite e fica quase uma hora contigo no telefone. E isso pra acabar a semana em que a a tua irmãzinha argentina veio pro Brasil e vc saiu pra comer pizza e falar besteira c/ ela.

Eu amo esse povo, viu...


Só pra constar: Legião do Mal atualizada.





domingo, abril 13, 2003

Um novo começo

Novos conceitos estão se formando, novas pessoas entrando em minha vida e ganhando espaço. Sentimentos familiares, no sentido de família mesmo. Estou passando pelo momento de formação do meu futuro, posso sentir isso. Consigo, às vezes, ver quem eu serei daqui um tempo. Vejo pelo menos quem eu quero ser... e quando tenho esta visão sorrio satisfeito. O amanhã brilha no horizonte. Agora é só achar que vai estar ao meu lado no momento em que a fortuna chegar.


Flopada

E então eu convidei meus supostos amigos pruma balada que flopou completamente. Acho que eles tinham algo melhor pra fazer. Foda-se. Eu me diverti.

Deixo agora uma música que é muito fim de noite, mas que é muito linda. Essa não é do Rei, mas quase. É do Erasmo.

SENTADO À BEIRA DO CAMINHO
Erasmo

Eu não posso mais ficar aqui a esperar
Que um dia, de repente, você volte para mim
Vejo caminhões e carros apressados a passar por mim
Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Eu existo, eu existo

Meu olhar se perde na poeira dessa estrada triste
Onde a tristeza e a saudade de nós ainda existe
Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança
De ao menos ver de perto seu olhar que eu trago na lembrança

Preciso acabar logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Eu existo, eu existo

Vem a chuva e molha o meu rosto, então eu choro tanto
Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com meu pranto

Olho para mim mesmo e procuro, e não encontro nada
Só um pobre resto de esperança à beira de uma estrada

Preciso acabar, ohhh, logo com isso
Preciso lembrar que eu existo
Eu existo, eu existo...

sexta-feira, abril 11, 2003

Força Oculta

O que pensar quando se está no meio de um turbilhão? Quando tudo parece um sonho, quando a realidade se dobra à sua frente, como reagir? Não é nada demais, além da vontade de não errar nunca.

Tenho em mãos uma liberdade que foi por muito tempo apenas imaginada. Não há mais amarras. O ir e vir tornou-se corriqueiro, inconstante e por isso mesmo leve. A verdade agora é mais presente do que nunca. Não há meias palavras e nem omissões. O que é, é e pronto.

Viver, amar... localizar-me num mundo sem fronteiras e de braços abertos. Tentar não me refugiar apenas na fantasia, trazer o que é supostamente real para perto de mim. Sem perder chances, sem titubear.

Sem pensar e nem olhar pra trás. Enfrentar sem medo e partir pro ataque. Venha mundo, que irás cair aos meu pés.


quinta-feira, abril 10, 2003

Reconstruindo a defesa

Estou feliz com a vitória do Tricolor ontem sobre o Figueirense. Menos pelo futebol apresentado e mais pela vontade e raça demonstradas pelos jogadores. O São Paulo rachou todas as bolas, chutou pro mato sem dó nem piedade da redonda.
Mesmo assim, a defesa ainda mostrou algumas falhas. Por isso, mesmo costumando não fazer copy/paste aqui, vou mandar uma notícia que acabei de ler na Gazeta Esportiva. Fala sobre o novo zagueiro Tricolor, o uruguaio Lugano. Tá me lembrando muito o querido e saudoso Dom Dario Pereira. Vejam só:

Futebol/Mercado - (10/04/2003 11:30:15)
Tricolor apresenta uruguaio que não afrouxa
Raul Flávio Drewnick

São Paulo (SP) - Pelo menos no discurso, o zagueiro Diego Alfredo Lugano Moreno vai agradar aos torcedores são-paulinos. O uruguaio de 1,88m, 84kg e 22 anos foi apresentado nesta quinta-feira no CT do Tricolor e inspira confiança pelo porte e semblante decidido.
Contratado por três anos junto ao Nacional do Uruguai, Lugano teve 50% do seu passe comprado pelo São Paulo por aproximadamente US$ 200 mil. Ele teve passagens pelas seleções Sub-23 de seu país, além de ter jogado amistosos pela seleção principal.

Apontando como sua principal característica a potência física, Lugano parecia adivinhar que o presidente Marcelo Portugal Gouvêa dava simultaneamente entrevistas reclamando da falta de garra do Tricolor. Sem frescuras, o uruguaio confirmou ter chamado um jogador do Irã para uma briga de rua após a final do Torneio de Honk Kong, vencido pela seleção Sub-23 do Uruguai.

'Aquela foi uma partida ríspida. Sei que isso não é nenhum exemplo desportivo mas acredito que o homem não pode afrouxar nos momentos difíceis', disse Lugano, sem nenhum constrangimento.

Bastante confiante ao falar sobre seu futebol, Lugano mostrou que não veio para São Paulo para brincar. Ele recusou até o pedido dos fotógrafos para posar para as fotos sorrindo. 'Sou muito sério'.

Apesar de jovem, o zagueiro uruguaio vem para o Brasil para crescer na carreira e não corre riscos de se perder com a fama que possa adquirir. Lugano é casado e tem um filho de dois anos. Ele espera dar mais segurança para sua família, que em breve devem se mudar para São Paulo. No Uruguai, seu salário no Nacional chegava a atrasar cinco meses.

'O São Paulo é uma das maiores equipes brasileiras e o Brasil tem o melhor futebol do mundo. Será um grande desafio e espero que termine com um final feliz como outros jogadores do meu país: Dario Pereyra, Forlán e Pedro Rocha', disse Lugano, que não quer ser vítima de comparações.

Lugano recebeu a camisa número 3, que atualmente pertence ao criticado Jean, das mãos do presidente Marcelo Portugal Gouvêa e espera brigar em breve por uma vaga no time titular.


Crítica do dia

Antes de colocar a Crítica do Dia, queria contar um pouco sobre o momento em que ela foi escrita.
Este foi o primeiro disco que resenhei. Fica claro que eu não tinha muitos recursos além do instinto para falar da música e do álbum todo. Foi logo na minha primeira semana no meu primeiro emprego.

É interessante pensar nesse tempo que passou, no quanto eu aprendi. Quando a escrevi, estava apenas no segundo ano da faculdade. Hoje já me formei e ainda por cima mudei completamente de ramo, caí na economia - algo que jamais havia pensado. Engraçadas as voltas que essa vida dá...
Segue a crítica:

Marillion (Abril Music / Castle)
Marillion.com

Este álbum do Marillion traz apenas 9 faixas e depois de ouvi-lo fica aquele gostinho de quero mais. Alguns fãs se assustaram com o nome do CD (Marilllion.com) e pensaram que a banda iria seguir a onda da música eletrônica. Nada disso. Eles passeiam por várias vertentes: Rock progressivo, Pop e até algumas levadas mais pesadas estão presentes, mas nada lembra o som eletrônico. Sem perder a mão na batera e na percussão, Ian Mosley manda muito bem, conduzindo de forma excepcional todas os estilos do Marillion. Nos teclados, o incansável Mark Kelly dá um show.
O baixo de Pete Trewaves não tem nada de muito especial, mas também não compromete, assim como a guitarra de Steve Rothery. Já os vocais de Steve Hogarth, esses sim merecem atenção e destaque.
No geral, é um excelente álbum e que deve ser conferido.


quarta-feira, abril 09, 2003

Despedida

Não, eu não quero.
Não peça, pois vai doer e você sabe
Não queira, por favor não queira
Eu não sou assim e você sabe
Não, eu não quero.

Vá, saia logo.
Não me peça para voltar
Eu não sou mais aquela pessoa
Sou outro e não posso ser diferente
Vá, saia logo.

Você vai sofrer.
Não entrei como você
Não posso mentir
Não quero enganar
Você vai sofrer.

Fique bem
Darei-te um ombro, mas não mais que isso
Concedo-te um abraço, mas não mais que isso
Minha vida, você não terá
Fique bem.


terça-feira, abril 08, 2003

segunda-feira, abril 07, 2003

brincadeirinha

ô moçada... mal aí... era brincadeirinha o "foda-se" ali debaixo. Eu adoro todos vcs...

Mais uma do Rei

Então é o seguinte... tô c/ essa música na cabeça desde sábado à noite. O Rei é um cara muito foda. Podem me chamar de brega ou de qquer outro adjetivo que o valha, mas eu gosto mesmo do cara. Especialmente das coisas velhonas.

Essa música diz um pouco sobre o que está passando na minha cabeça atualmente. Pelo menos alguma das coisas que estão aqui dentro deste espaço tão tempestuoso.

Muita gente já regravou essa canção, tanto que muitos nem imaginam que ela seja do Rei. Espero que gostem (e se não gostarem tbém foda-se pq o blog é meu...:-P)

Amor Perfeito
Roberto Carlos

Fecho os olhos, pra não ver passar o tempo.
Sinto falta de você,
Anjo bom, amor perfeito no meu peito,
Sem você não sei viver.
Então vem,
Que eu conto os dias, conto as horas pra te ver.
E eu não consigo te esquecer,
Cada minuto é muito tempo sem você, sem você...
Os minutos vão passando lentamente,
Não tem hora pra chegar.
Até quando te querendo e te amando,
Coração quer te encontrar.
Então vem, que nos meus braços esse amor é uma canção
E eu não consigo te esquecer.
Cada minuto é muito tempo sem você,
Sem você...
Eu não vou saber me acostumar
Sem suas mãos pra me acalmar,
Sem seu olhar pra me entender,
Sem seu carinho, amor sem você.
Vem me tirar da solidão,
Fazer feliz meu coração,
Já não importa quem errou,
O que passou, passou, então vem...
Que eu conto os dias, conto as horas pra te ver.
E eu não consigo te esquecer,
Cada minuto é muito tempo sem você,
Sem você...
Eu não vou saber me acostumar
Sem suas mãos pra me acalmar,
Sem seu olhar pra me entender,
Sem seu carinho, amor sem você.
Vem me tirar da solidão,
Fazer feliz meu coração,
Já não importa quem errou,
O que passou, passou, então vem, vem, vem...



This is your day, baby!!

É isso aí. Parabéns pra mim que hoje (07/04) é DIA DO JORNALISTA
Aeeeeeeeeeeeeeeee!!

Viva eu e meus coleguinhas!