"How many roads must a man walk?"
É algo estranho de se pensar, mas é verdade. As pessoas só se mexem, só tomam atitudes, diante dos problemas. Se tudo estivesse sempre bom, em pouco tempo você ficaria estagnado e morreria, deixaria de viver verdadeiramente.
E nos momentos mais complicados é quando você percebe que de fato você é bem mais forte do que toda a correnteza de maldade que não cessa sua força no ataque. Pensar que "Sim, eu posso" é algo único, uma sensação indescritível. Sentir que o monstro do outro lado está tiubeando... Você ainda não venceu a guerra, mas sabe que pode, que a energia para tanto está em você. Em você e em mais ninguém.
E quem te forjou foi o conflito e a dor. Não foi um caminho fácil, mas você o percorreu de cabeça erguida, sem se vender às inúmeras tentações que te foram apresentadas. Tua couraça é dura, mas teu coração é nobre e está aberto ao que o amanhã trará. A aventura do está por vir o excita, pois em seu íntimo sente que mesmo demorando, a vitória será sua. Sente-se ainda como um menino, mas já tornou-se há muito um homem.
quinta-feira, julho 17, 2003
quarta-feira, julho 16, 2003
O Sol tem de brilhar

Tô com essa música na cabeça desde que acordei.
Millennium Sun
Angra
An eagle breaks the silence
And overflies the field
My eyes will try to follow
Till it vanishes away
Like candles in the darkness
We fight against the wind
Devotion to your idols
Soon will overthrow the king
Out of order
Taming borders
Tearing down the fences
On and on and after all
The century has gone
Racism jumble
Turbulence
My eyes believe we have gone to the end
Ordinary Earth
Sailing throught the space
Population alienation
Losing all affection
Calling on to heaven's hope
To watch for my protection
Out of luck
Potential stuck
Remote controlled
By the T.V. again
Carries human souls
Lead us the journey of our fate
So come millennium sun
Won't you show us the way
Future's begun
So words from my mouth come
Whispering for your return
Pictures a sunset on the lake
Mirrors of crystal your portrait
Walking on this field while I wait
So come millennium sun
Won't you show us the way
Future's begun
So words come from my mouth
Whispering for your return
Show us the future's began
Burning millennium sun
Tô com essa música na cabeça desde que acordei.
Millennium Sun
Angra
An eagle breaks the silence
And overflies the field
My eyes will try to follow
Till it vanishes away
Like candles in the darkness
We fight against the wind
Devotion to your idols
Soon will overthrow the king
Out of order
Taming borders
Tearing down the fences
On and on and after all
The century has gone
Racism jumble
Turbulence
My eyes believe we have gone to the end
Ordinary Earth
Sailing throught the space
Population alienation
Losing all affection
Calling on to heaven's hope
To watch for my protection
Out of luck
Potential stuck
Remote controlled
By the T.V. again
Carries human souls
Lead us the journey of our fate
So come millennium sun
Won't you show us the way
Future's begun
So words from my mouth come
Whispering for your return
Pictures a sunset on the lake
Mirrors of crystal your portrait
Walking on this field while I wait
So come millennium sun
Won't you show us the way
Future's begun
So words come from my mouth
Whispering for your return
Show us the future's began
Burning millennium sun
terça-feira, julho 15, 2003
domingo, julho 13, 2003
"In the darkest night"
Esta semana não teve "post de final de semana" por motivos óbvios. É final de semana e cá estou escrevendo. Só que hoje não tem poesia, conto, crônica e nem crítica.
Hoje não tem história bonita, pensamento profundo e nem nada. Hoje só tem revolta, raiva e tristeza. Pq a vida está dificílima e o mundo é um lugar feio e injusto, no qual quem é honesto e trabalhador nunca se dá bem. Quem tenta criar seus filhos de forma séria e tendo por norte apenas a vontade de colocar a cabeça no travesseiro a noite e dormir tranquilo não chega a porra de lugar algum.
Hoje não tem comentário sobre livro interesssante e nem sobre cinema, hoje só tem aquele sentimento amargo da impossibilidade, das mãos amarradas e da falta de perspectivas. Pois nessa terra de filha da puta onde a maior parte de nós vive, só quem é dito "esperto" consegue alguma coisa. Pq por aqui todos querem se dar bem e quem é justo e segue sua vida no caminho do bem, só consegue tapinhas nas costas bem humorados e pés na bunda bem dados, quando menos se espera.
Vivendo numa época tão escura, não consigo ficar sem me perguntar de que adianta ter talento, vontade, persistência... já que no fim das contas o que vale mesmo é se você tá "levando bola" ou não.
Indago-me a respeito de mim mesmo. Dum suposto talento para ler, escrever e falar. Onde diabos isso vai acabar me levando??? Lugar nenhum, se eu quiser ser o bom menino que meus pais me criaram pra ser.
Então foda-se.
É incrível como problemas grandes passam a ser ridiculamente pequenos, de uma hora para outra, na medida em que coisas realmente sérias aparecem. E se antes do dia raiar, sempre é mais escuro, então tá na hora do sol brilhar mais que nunca, pois de escuridão já estamos bem cheios por aqui.
Esta semana não teve "post de final de semana" por motivos óbvios. É final de semana e cá estou escrevendo. Só que hoje não tem poesia, conto, crônica e nem crítica.
Hoje não tem história bonita, pensamento profundo e nem nada. Hoje só tem revolta, raiva e tristeza. Pq a vida está dificílima e o mundo é um lugar feio e injusto, no qual quem é honesto e trabalhador nunca se dá bem. Quem tenta criar seus filhos de forma séria e tendo por norte apenas a vontade de colocar a cabeça no travesseiro a noite e dormir tranquilo não chega a porra de lugar algum.
Hoje não tem comentário sobre livro interesssante e nem sobre cinema, hoje só tem aquele sentimento amargo da impossibilidade, das mãos amarradas e da falta de perspectivas. Pois nessa terra de filha da puta onde a maior parte de nós vive, só quem é dito "esperto" consegue alguma coisa. Pq por aqui todos querem se dar bem e quem é justo e segue sua vida no caminho do bem, só consegue tapinhas nas costas bem humorados e pés na bunda bem dados, quando menos se espera.
Vivendo numa época tão escura, não consigo ficar sem me perguntar de que adianta ter talento, vontade, persistência... já que no fim das contas o que vale mesmo é se você tá "levando bola" ou não.
Indago-me a respeito de mim mesmo. Dum suposto talento para ler, escrever e falar. Onde diabos isso vai acabar me levando??? Lugar nenhum, se eu quiser ser o bom menino que meus pais me criaram pra ser.
Então foda-se.
É incrível como problemas grandes passam a ser ridiculamente pequenos, de uma hora para outra, na medida em que coisas realmente sérias aparecem. E se antes do dia raiar, sempre é mais escuro, então tá na hora do sol brilhar mais que nunca, pois de escuridão já estamos bem cheios por aqui.
quinta-feira, julho 10, 2003
Redemoinho
Como o hoje e os amanhãs não estão trazendo algo que me faça suar frio, ter os batimentos acelerados nem nada do tipo, tô quase chutando o balde e voltando no tempo, pedindo arrego mais uma vez... estragando a vida de outra pessoa de novo.
Pensando bem, é uma fraqueza enorme. Toda vez que a corda aperta mais forte no pescoço eu tento correr atrás de um porto que nem é mais tão seguro assim. Pelo menos não na realidade. Mas nos meus sonhos... é onde eu sempre terei guarita.
Estou (de novo) confundindo o que eu quero que aconteça com o que de fato está ocorrendo. Isso não é nada bom... Mas o caminho é tão solitário que as vozes dentro da minha mente, que eu aprendi a deixar em volumes baixos, se aproveitam do eco causado por ninguém estar por perto e cresçem, cresçem, cresçem...
Não há caminhos fáceis... não há saídas prontas. Ao mesmo tempo que pontes são construídas, estradas são devastadas, trilhas são escondidas. Por trás de uma capa de alegria, mora um mundo inteiro de infelicidade.
Como o hoje e os amanhãs não estão trazendo algo que me faça suar frio, ter os batimentos acelerados nem nada do tipo, tô quase chutando o balde e voltando no tempo, pedindo arrego mais uma vez... estragando a vida de outra pessoa de novo.
Pensando bem, é uma fraqueza enorme. Toda vez que a corda aperta mais forte no pescoço eu tento correr atrás de um porto que nem é mais tão seguro assim. Pelo menos não na realidade. Mas nos meus sonhos... é onde eu sempre terei guarita.
Estou (de novo) confundindo o que eu quero que aconteça com o que de fato está ocorrendo. Isso não é nada bom... Mas o caminho é tão solitário que as vozes dentro da minha mente, que eu aprendi a deixar em volumes baixos, se aproveitam do eco causado por ninguém estar por perto e cresçem, cresçem, cresçem...
Não há caminhos fáceis... não há saídas prontas. Ao mesmo tempo que pontes são construídas, estradas são devastadas, trilhas são escondidas. Por trás de uma capa de alegria, mora um mundo inteiro de infelicidade.
quarta-feira, julho 09, 2003
Crítica do Dia
Faz tempo que não coloco crítica nenhuma aqui, né? Revirando meu baú de antiguidades, achei um pequeno texto que escrevi sobre um filme muito legal, sensível e tranquilo que vi faz um tempo... Procurem no vídeo que vale a pena.
DUAS VIDAS
(DISNEY'S THE KID)
Bom, quando você ficou sabendo desse filme deve ter pensado: "Bruce Willis e um pirralho... De novo? Esses caras não cansam não?"
Mas não é que acertaram de novo? O filme é bom, não é uma cópia de "Sexto Sentido" (aliás, passa bem longe disso) e mostra, definitivamente, que Willis é um ator completo, que sabe fazer Drama, Suspense, Ação e Comédia.
A história é a seguinte: Willis é um cara próximo de fazer 40 anos, bem sucedido na carreira profissional, mas que no pessoal é uma droga. Aí, um belo dia, ele recebe a visita de seu eu mais jovem - um moleque de 8 anos - que chega para mudar tudo.
Tá, aí você vai dizer: "Fraquinho esse roteiro, hein?" É, não é dos mais fortes, eu admito. Mas quem teve infância vai se emocionar com certeza. As cenas do garoto se revoltando com seu eu futuro porque este não tem cachorro nem namorada são sensacionais. E quando Willis volta ao passado pra ajudar a si mesmo em uma briga de colégio, muitos certamente irão se identificar (afinal, quem nunca brigou na escola?).
Não é a maior obra que o cinema já produziu. Mas considere que é um filme Disney, e eles nunca abusam muito. Este aqui já é até meio forte demais para os padrões deles. É claro que podia ser melhor, mas do jeito que ficou, dá uma bela Sessão da Tarde. E, com tanta porcaria por aí, isto já é mais do que suficiente.
Faz tempo que não coloco crítica nenhuma aqui, né? Revirando meu baú de antiguidades, achei um pequeno texto que escrevi sobre um filme muito legal, sensível e tranquilo que vi faz um tempo... Procurem no vídeo que vale a pena.
DUAS VIDAS
(DISNEY'S THE KID)
Bom, quando você ficou sabendo desse filme deve ter pensado: "Bruce Willis e um pirralho... De novo? Esses caras não cansam não?"
Mas não é que acertaram de novo? O filme é bom, não é uma cópia de "Sexto Sentido" (aliás, passa bem longe disso) e mostra, definitivamente, que Willis é um ator completo, que sabe fazer Drama, Suspense, Ação e Comédia.
A história é a seguinte: Willis é um cara próximo de fazer 40 anos, bem sucedido na carreira profissional, mas que no pessoal é uma droga. Aí, um belo dia, ele recebe a visita de seu eu mais jovem - um moleque de 8 anos - que chega para mudar tudo.
Tá, aí você vai dizer: "Fraquinho esse roteiro, hein?" É, não é dos mais fortes, eu admito. Mas quem teve infância vai se emocionar com certeza. As cenas do garoto se revoltando com seu eu futuro porque este não tem cachorro nem namorada são sensacionais. E quando Willis volta ao passado pra ajudar a si mesmo em uma briga de colégio, muitos certamente irão se identificar (afinal, quem nunca brigou na escola?).
Não é a maior obra que o cinema já produziu. Mas considere que é um filme Disney, e eles nunca abusam muito. Este aqui já é até meio forte demais para os padrões deles. É claro que podia ser melhor, mas do jeito que ficou, dá uma bela Sessão da Tarde. E, com tanta porcaria por aí, isto já é mais do que suficiente.
segunda-feira, julho 07, 2003
A pergunta é...
Por que eu insisto?
Já foi dito da contradição que ela é o motor da História. Que sem uma necessidade a ser preenchida, o homem se estagnaria e acabaria morrendo.
Minha contradição dá-se na questão do tempo. Da mesma maneira em que viso sempre o futuro, projeto sem parar o que está por vir, prendo-me a uma idéia, a um sentimento que, na prática, há muito se foi. Mesmo sabendo que aquilo poucas vezes funcionou direito, a maldita idéia teima em povoar minha mente.
É um carro que dobra a esquina, um cabelo que passa esvoaçante, um cheiro que vez por outra permeia o ar ou ainda uma voz que penso ouvir ao fundo. E quando esses sentimentos surgem, o coração se sobressalta, a pressão aperta o peito e tudo gira, como num carrossel louco formado por dragões em fúria.
Penso o que seria de mim se não houvesse a briga intensa entre passado e futuro a me incomodar. E mais, não estaria eu deixando o presente de lado (como muitas e muitas vezes já fiz) vivendo de sonhos do que passou e de esperanças no que pode ser?
Não há como responder no momento. Só o tempo (este imponderável), irá dizer.
Por que eu insisto?
Já foi dito da contradição que ela é o motor da História. Que sem uma necessidade a ser preenchida, o homem se estagnaria e acabaria morrendo.
Minha contradição dá-se na questão do tempo. Da mesma maneira em que viso sempre o futuro, projeto sem parar o que está por vir, prendo-me a uma idéia, a um sentimento que, na prática, há muito se foi. Mesmo sabendo que aquilo poucas vezes funcionou direito, a maldita idéia teima em povoar minha mente.
É um carro que dobra a esquina, um cabelo que passa esvoaçante, um cheiro que vez por outra permeia o ar ou ainda uma voz que penso ouvir ao fundo. E quando esses sentimentos surgem, o coração se sobressalta, a pressão aperta o peito e tudo gira, como num carrossel louco formado por dragões em fúria.
Penso o que seria de mim se não houvesse a briga intensa entre passado e futuro a me incomodar. E mais, não estaria eu deixando o presente de lado (como muitas e muitas vezes já fiz) vivendo de sonhos do que passou e de esperanças no que pode ser?
Não há como responder no momento. Só o tempo (este imponderável), irá dizer.
sexta-feira, julho 04, 2003
That 80's show
Sou um fã incontesto da dita "década perdida". Gosto das músicas, da cultura pop que se formou naquela época, da maneira que as coisas aconteciam...
Thundercats, He-Man, Gi Joe, Transformers. O que seria da minha vida sem esses saudosos personagens? Bom, talvez tivesse sido uma infância melhor, com menos televisão e mais brincadeiras de rua. Porém, acho que ter crescido da forma como cresci me ajudou muito e definiu o caminho que escolhi para minha vida. Se não fosse tão ligado em mídias, cultura pop em geral, música e literatura, nunca teria me tornado jornalista. Apesar de não estar totalmente feliz com meu emprego, num contexto maior sou muito feliz. Afinal de contas não são muitas as pessoas que podem dizer que se sustentam lendo e escrevendo (que, em última instância, é o que eu faço).
Nunca pensei em ser outra coisa na vida que não jornalista. A não ser é claro quando era bem pequeno e falava que ia ser "cientista" ou "astronauta". As palavras é que definiram toda a minha existência, desde o momento em que tenho consciência dela. Aprendi a ler sozinho com três anos de idade, de tanta vontade que tinha de entrar nesse mundo das palavras. E coleciono gibi dos sete até hoje (aliás, nem tenho mais onde guardar tanta coisa).
Enfim, comecei falando dos anos 80, a década em que cresci e da qual guardo muitas lembranças - a maioria delas muito boas, mas acabei divagando (como já é de praxe). Mas como este é o já tradicional post de "Bom final de semana", deixo aqui uma música muito eighties, desejando a todos boas lembranças - lembranças ternas, aconchegantes e que te façam bem.
Fiquem com Whitesnake e "Here I go Again", do álbum "Saints and Sinners", de 1982. A banda tinha somente três dos maiores ícones do rock n' roll: David Coverdale arregaçando nos vocais, Jon Lord destríndo nos teclados e Ian Paice esmirilhando a batera. Como não poderia deixar de ser, o disco vendeu horrores e trazia além dessa maravilha cuja letra coloco logo abaixo, as clássicas "Crying in the Rain" e "Victim of Love".
Aqui vai e até semana que vem.
Whitesnake
Here I go Again
I don't know where I'm going
But, I sure know where I've been
Hanging on the promises
In songs of yesterday
An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time
But, here I go again
Here I go again
Tho' I keep searching for an answer,
I never seem to find what I'm looking for
Oh Lord, I pray
You give me strength to carry on,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time
I'm just another heart in need of rescue,
Waiting on love's sweet charity
An' I'm gonna hold on
For the rest of my days,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time
But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go...
An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time...
But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go,
Here I go again...
Sou um fã incontesto da dita "década perdida". Gosto das músicas, da cultura pop que se formou naquela época, da maneira que as coisas aconteciam...
Thundercats, He-Man, Gi Joe, Transformers. O que seria da minha vida sem esses saudosos personagens? Bom, talvez tivesse sido uma infância melhor, com menos televisão e mais brincadeiras de rua. Porém, acho que ter crescido da forma como cresci me ajudou muito e definiu o caminho que escolhi para minha vida. Se não fosse tão ligado em mídias, cultura pop em geral, música e literatura, nunca teria me tornado jornalista. Apesar de não estar totalmente feliz com meu emprego, num contexto maior sou muito feliz. Afinal de contas não são muitas as pessoas que podem dizer que se sustentam lendo e escrevendo (que, em última instância, é o que eu faço).
Nunca pensei em ser outra coisa na vida que não jornalista. A não ser é claro quando era bem pequeno e falava que ia ser "cientista" ou "astronauta". As palavras é que definiram toda a minha existência, desde o momento em que tenho consciência dela. Aprendi a ler sozinho com três anos de idade, de tanta vontade que tinha de entrar nesse mundo das palavras. E coleciono gibi dos sete até hoje (aliás, nem tenho mais onde guardar tanta coisa).
Enfim, comecei falando dos anos 80, a década em que cresci e da qual guardo muitas lembranças - a maioria delas muito boas, mas acabei divagando (como já é de praxe). Mas como este é o já tradicional post de "Bom final de semana", deixo aqui uma música muito eighties, desejando a todos boas lembranças - lembranças ternas, aconchegantes e que te façam bem.
Fiquem com Whitesnake e "Here I go Again", do álbum "Saints and Sinners", de 1982. A banda tinha somente três dos maiores ícones do rock n' roll: David Coverdale arregaçando nos vocais, Jon Lord destríndo nos teclados e Ian Paice esmirilhando a batera. Como não poderia deixar de ser, o disco vendeu horrores e trazia além dessa maravilha cuja letra coloco logo abaixo, as clássicas "Crying in the Rain" e "Victim of Love".
Aqui vai e até semana que vem.
Whitesnake
Here I go Again
I don't know where I'm going
But, I sure know where I've been
Hanging on the promises
In songs of yesterday
An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time
But, here I go again
Here I go again
Tho' I keep searching for an answer,
I never seem to find what I'm looking for
Oh Lord, I pray
You give me strength to carry on,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time
I'm just another heart in need of rescue,
Waiting on love's sweet charity
An' I'm gonna hold on
For the rest of my days,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time
But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go...
An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams
An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time...
But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go,
Here I go again...
quarta-feira, julho 02, 2003
Piores de todos os tempos
Tô há algum tempo esquentando pra fazer umas listas de top 5 e vou começar agora, de baixo pra cima, Ou seja: do pior pro melhor. Seguem os 5 piores filmes que já vi em toda minha vida.
5 – Dominação
Esse aqui é muito ruim. É com a Winona Ryder e o Ben Chaplin. A mina descobre que o diabo (sim, ele mesmo. O carmulhão, o tranca-rua, sete flechas, o coisa-ruim, o demo, o fedido, etc, etc) está voltando por meio de uma conspiração (!!). Aí ela tenta impedir isso de acontecer convencendo um jornalista policial e todo certinho que ele é o centro desse imbróglio. Péssimo!! Roteiro com mais furos que um queijo suíço.
4 – Inesquecível
Bom, de Inesquecível, só o título. Ray Liotta estrela essa pérola do filme ruim. O cara tem sua mulher assassinada e, por grande conveniência da vida, ela era uma cientista que estava trabalhando com um soro retirado de cadáveres (Jesus, me proteja!!) que permite quando injetado em outras pessoas, que elas tenham as últimas memórias do morto. A premissa parece razoável? Não, não é. O filme é grotesco. Sorte que na época eu tinha namorada e “vi” o filme com ela.
3 – Spawn, o Soldado do Inferno
Esse aqui, realmente, ninguém merece. Tá bom, meus amigos quadrinheiros vão dizer que é a minha implicância com o Todd McFarlane (criador do personagem) falando mais alto aqui. Mas não é. A revista já não tinha pé nem cabeça. Mandaram pro filme é ficou mais ridículo ainda. É um videoclipe (mal feito) de mais de duas horas de duração. Trash, do trash do trash. Aquela capa feita por computador, só pra lembrar os desenhos (ridículos) do McFarlane é das piores coisas já idealizadas pela mente humana. Argh. Só de lembrar desse filme meu estômago vira.
2 – Godzilla
Então teve um puta hype em cima desse filme. Afinal de contas muita gente (eu inclusive) era fã dos velhos e clássicos trash movies japas, com o Godzilla, o Mech Godzilla, a Mothra e todos os outros bichos. Ok. Aí a gringaiada mistura isso com os franceses, cria uma mistura de Alien com um T-Rex e chama de Godzilla. Pô, o velho e bom God tinha um charme indiscutível. Mas aquilo não dava. Ainda tem o Mattew Brodderick pagando o micão de ficar ali. Não dá... a cena em que um táxi consegue sair rodando de dentro da boca do bicho resume toda a merda que saiu dali.
1 – A Reconquista
NADA É PIOR QUE ISSO!!! Esse é o campeão dos filmes péssimos. Sabe o John Travolta? Aquele dos “Embalos de Sábado à Noite” e “Grease”. Pois então... o homem teve um “revival” nos anos 90 com filmes do tipo de “Pulp Fiction” e “A Última Ameaça”. Aí ele se meteu com uns caras da cientologia, uma suposta religião fundada por um escritor de ficção científica, o L. Ron Hubbard. E noiou fortemente nisso. E decidiu fazer uma versão em filme da “obra-prima” do cara, um livro chamado Battlefield Earth. Juro, o Travolta é o vilão, ele tá com uns rastas tipo o que os irmãos fantasma usam no Matriz Reloaded e tem umas coisas enfiadas no nariz, pq ele é um alien e supostamente o ar da Terra mata ele.
Juro, é muito ruim mesmo. É abaixo de zero, abaixo de menos 40, pra ser mais exato. Assisti esse filme na sessão da meia-noite, num cinema lotadaço e na metade do filme, aproximadamente 60% das pessoas estava **dormindo**. Não é pra qquer um. Se um dia alguém aparecer c/ esse filme na sua casa, mate-o. Ninguém que te conhece minimamente faria uma maldade dessas à toa.
Tô há algum tempo esquentando pra fazer umas listas de top 5 e vou começar agora, de baixo pra cima, Ou seja: do pior pro melhor. Seguem os 5 piores filmes que já vi em toda minha vida.
5 – Dominação
Esse aqui é muito ruim. É com a Winona Ryder e o Ben Chaplin. A mina descobre que o diabo (sim, ele mesmo. O carmulhão, o tranca-rua, sete flechas, o coisa-ruim, o demo, o fedido, etc, etc) está voltando por meio de uma conspiração (!!). Aí ela tenta impedir isso de acontecer convencendo um jornalista policial e todo certinho que ele é o centro desse imbróglio. Péssimo!! Roteiro com mais furos que um queijo suíço.
4 – Inesquecível
Bom, de Inesquecível, só o título. Ray Liotta estrela essa pérola do filme ruim. O cara tem sua mulher assassinada e, por grande conveniência da vida, ela era uma cientista que estava trabalhando com um soro retirado de cadáveres (Jesus, me proteja!!) que permite quando injetado em outras pessoas, que elas tenham as últimas memórias do morto. A premissa parece razoável? Não, não é. O filme é grotesco. Sorte que na época eu tinha namorada e “vi” o filme com ela.
3 – Spawn, o Soldado do Inferno
Esse aqui, realmente, ninguém merece. Tá bom, meus amigos quadrinheiros vão dizer que é a minha implicância com o Todd McFarlane (criador do personagem) falando mais alto aqui. Mas não é. A revista já não tinha pé nem cabeça. Mandaram pro filme é ficou mais ridículo ainda. É um videoclipe (mal feito) de mais de duas horas de duração. Trash, do trash do trash. Aquela capa feita por computador, só pra lembrar os desenhos (ridículos) do McFarlane é das piores coisas já idealizadas pela mente humana. Argh. Só de lembrar desse filme meu estômago vira.
2 – Godzilla
Então teve um puta hype em cima desse filme. Afinal de contas muita gente (eu inclusive) era fã dos velhos e clássicos trash movies japas, com o Godzilla, o Mech Godzilla, a Mothra e todos os outros bichos. Ok. Aí a gringaiada mistura isso com os franceses, cria uma mistura de Alien com um T-Rex e chama de Godzilla. Pô, o velho e bom God tinha um charme indiscutível. Mas aquilo não dava. Ainda tem o Mattew Brodderick pagando o micão de ficar ali. Não dá... a cena em que um táxi consegue sair rodando de dentro da boca do bicho resume toda a merda que saiu dali.
1 – A Reconquista
NADA É PIOR QUE ISSO!!! Esse é o campeão dos filmes péssimos. Sabe o John Travolta? Aquele dos “Embalos de Sábado à Noite” e “Grease”. Pois então... o homem teve um “revival” nos anos 90 com filmes do tipo de “Pulp Fiction” e “A Última Ameaça”. Aí ele se meteu com uns caras da cientologia, uma suposta religião fundada por um escritor de ficção científica, o L. Ron Hubbard. E noiou fortemente nisso. E decidiu fazer uma versão em filme da “obra-prima” do cara, um livro chamado Battlefield Earth. Juro, o Travolta é o vilão, ele tá com uns rastas tipo o que os irmãos fantasma usam no Matriz Reloaded e tem umas coisas enfiadas no nariz, pq ele é um alien e supostamente o ar da Terra mata ele.
Juro, é muito ruim mesmo. É abaixo de zero, abaixo de menos 40, pra ser mais exato. Assisti esse filme na sessão da meia-noite, num cinema lotadaço e na metade do filme, aproximadamente 60% das pessoas estava **dormindo**. Não é pra qquer um. Se um dia alguém aparecer c/ esse filme na sua casa, mate-o. Ninguém que te conhece minimamente faria uma maldade dessas à toa.
Amigos
Ontem eu estava limpando minha caixa postal e encontrei um e-mail que um cara que considero como meu irmão me mandou no dia 11 de dezembro do longínquo ano de 1999. Mensagem animal, que achei que deveria compartilhar com vocês, até pq é o que eu sinto em relação a muitas das pessoas que frequentam este blog.
Meus secretos amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros
afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite
a rivalidade, e eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!
"A gente não faz amigos, reconhece-os."
Crônica De: Garth Henrichs
Ontem eu estava limpando minha caixa postal e encontrei um e-mail que um cara que considero como meu irmão me mandou no dia 11 de dezembro do longínquo ano de 1999. Mensagem animal, que achei que deveria compartilhar com vocês, até pq é o que eu sinto em relação a muitas das pessoas que frequentam este blog.
Meus secretos amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros
afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite
a rivalidade, e eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!
"A gente não faz amigos, reconhece-os."
Crônica De: Garth Henrichs
terça-feira, julho 01, 2003
Diferenças
Conversava com uma amiga agora cedo sobre os problemas com relacionamentos. É um assunto que nunca termina. Mas eu penso que o mais complicado é quando percebemos que nos enganamos, que nosso castelinho de cartas ruiu...
Nessas horas, é necessário ter em mente que todos os anseios são seus. Não da outra pessoa. Os outros não têm a menor obrigação de sentir o mesmo, de querer a mesma coisa. As pessoas quase sempre estão em estágios diferentes na vida... em freqüências diferentes. E aí você acaba esperando delas coisas que estão somente em você...
P.S: Este post não foi escrito para ninguém especificamente na minha vida, ok? É apenas um pensamento que compartilho com vcs. Então relaxem, críticos de plantão...
Conversava com uma amiga agora cedo sobre os problemas com relacionamentos. É um assunto que nunca termina. Mas eu penso que o mais complicado é quando percebemos que nos enganamos, que nosso castelinho de cartas ruiu...
Nessas horas, é necessário ter em mente que todos os anseios são seus. Não da outra pessoa. Os outros não têm a menor obrigação de sentir o mesmo, de querer a mesma coisa. As pessoas quase sempre estão em estágios diferentes na vida... em freqüências diferentes. E aí você acaba esperando delas coisas que estão somente em você...
P.S: Este post não foi escrito para ninguém especificamente na minha vida, ok? É apenas um pensamento que compartilho com vcs. Então relaxem, críticos de plantão...
segunda-feira, junho 30, 2003
Sons da cidade
Nativaaaaaaa - O Amor de São Paulo
- Do rádio do cobrador da linha Terminal Princesa Isabel/Terminal Sto. Amaro
Compro passe, vendo passe, compro passe, vendo passe
- do ambulante em frente ao meu escritório na Paulista
Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal
- Mais um ambulante, as imediações da Praça da República
(a tradução é: Skol: um real!)
Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui trabalhando
- De rapaz entrando no ônibus e tentando vender balas na linha Aeroporto/Perdizes
Nativaaaaaaa - O Amor de São Paulo
- Do rádio do cobrador da linha Terminal Princesa Isabel/Terminal Sto. Amaro
Compro passe, vendo passe, compro passe, vendo passe
- do ambulante em frente ao meu escritório na Paulista
Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal
- Mais um ambulante, as imediações da Praça da República
(a tradução é: Skol: um real!)
Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui trabalhando
- De rapaz entrando no ônibus e tentando vender balas na linha Aeroporto/Perdizes
sexta-feira, junho 27, 2003
Real life girl
Aproveitando que o post falando da boina rendeu, retomo o assunto da mulherada na balada. Como fiz várias nos últimos tempos e não fiz efetivamente muita coisa, pude observar bem o que se passava ao meu redor.
Eu não sei... mas tenho percebido uma tendência de exagero na maioria das garotas que, pro meu gosto, é meio exagerada. Numa boa, parece que todas as mulheres ficam na frente do espelho no mínimo duas horas cuidando de cada detalhe, da tornozeleira, passando pelos anéis, brincos, pontas dos cabelos, etc, etc, etc.
Ah, no fim das contas fica um lance tão fake, tão de fachada, que perde completamente a graça. Numa boa, eu vejo essas minas e nem tenho vontade de começar uma conversa. Elas parecem feitas apenas para se olhar, admirar como numa vitrine. Não são de verdade.
Mulher de verdade é aquela que está linda às oito da manhã quando chega pra assistir a primeira aula daquela professora chata. É aquela que no sábado cedinho lava a calçada em frente de casa, com aquela camiseta velha e aquele shortinho surrado, o cabelo amarrado meio sem se importar... e ainda assim está maravilhosa.
O problema é que vocês, minhas queridas, não percebem que a beleza está nas pequenas coisas, no que é simples, singelo. Quanto mais “emperequitada”, pior. Na vida existem dois tipos de mulheres: as de verdade e as da mídia. As primeiras, têm pneuzinhos, estrias, celulite, peidam, arrotam, etc, etc, etc. Mas estão do nosso lado. As outras... bem as outras não vão cuidar da gente depois do porre no churrascão da galera. Nem vão te salvar do aniversário do teu priminho chato, rumando de lá direto pro motel. Não tentem ser as da mídia, minhas caras. Homem que quer que sua namorada seja como as minas da tv tem um problema muito sério de consciência. Pq certamente ele não é o Mel Gibson.
A escolha entre umas ou outras, entre as que vc tem e as que nunca vai ter é tão óbvia, que nem preciso mais dizer nada. Fico por aqui, desejando que todos os meus amigos encontrem mulheres reais neste final de semana.
Aproveitando que o post falando da boina rendeu, retomo o assunto da mulherada na balada. Como fiz várias nos últimos tempos e não fiz efetivamente muita coisa, pude observar bem o que se passava ao meu redor.
Eu não sei... mas tenho percebido uma tendência de exagero na maioria das garotas que, pro meu gosto, é meio exagerada. Numa boa, parece que todas as mulheres ficam na frente do espelho no mínimo duas horas cuidando de cada detalhe, da tornozeleira, passando pelos anéis, brincos, pontas dos cabelos, etc, etc, etc.
Ah, no fim das contas fica um lance tão fake, tão de fachada, que perde completamente a graça. Numa boa, eu vejo essas minas e nem tenho vontade de começar uma conversa. Elas parecem feitas apenas para se olhar, admirar como numa vitrine. Não são de verdade.
Mulher de verdade é aquela que está linda às oito da manhã quando chega pra assistir a primeira aula daquela professora chata. É aquela que no sábado cedinho lava a calçada em frente de casa, com aquela camiseta velha e aquele shortinho surrado, o cabelo amarrado meio sem se importar... e ainda assim está maravilhosa.
O problema é que vocês, minhas queridas, não percebem que a beleza está nas pequenas coisas, no que é simples, singelo. Quanto mais “emperequitada”, pior. Na vida existem dois tipos de mulheres: as de verdade e as da mídia. As primeiras, têm pneuzinhos, estrias, celulite, peidam, arrotam, etc, etc, etc. Mas estão do nosso lado. As outras... bem as outras não vão cuidar da gente depois do porre no churrascão da galera. Nem vão te salvar do aniversário do teu priminho chato, rumando de lá direto pro motel. Não tentem ser as da mídia, minhas caras. Homem que quer que sua namorada seja como as minas da tv tem um problema muito sério de consciência. Pq certamente ele não é o Mel Gibson.
A escolha entre umas ou outras, entre as que vc tem e as que nunca vai ter é tão óbvia, que nem preciso mais dizer nada. Fico por aqui, desejando que todos os meus amigos encontrem mulheres reais neste final de semana.
quinta-feira, junho 26, 2003
Action and reaction
Sera que o tempo eh ciclico? Tudo que vai, volta e essas coisas todas? Pq outro dia eu tava trocando uma ideia com o Cury e ele soltou a perola de que “as mulheres sao como bumerangues”. Eu concordei. Falamos bastante sobre o assunto. Basicamente, o que isso significa? Significa que voce larga a mao e vai embora. Aih, quando menos espera **TUM** toma na nuca aquilo que achou ter se livrado. Como dizia um cara que eu conheci por aih, “o que essas minas querem naum é mole naum”.
;-)
P.S: Essa *erda de blogger sumiu com os acentos e eu num consigo fazer voltar. Mal ae
Sera que o tempo eh ciclico? Tudo que vai, volta e essas coisas todas? Pq outro dia eu tava trocando uma ideia com o Cury e ele soltou a perola de que “as mulheres sao como bumerangues”. Eu concordei. Falamos bastante sobre o assunto. Basicamente, o que isso significa? Significa que voce larga a mao e vai embora. Aih, quando menos espera **TUM** toma na nuca aquilo que achou ter se livrado. Como dizia um cara que eu conheci por aih, “o que essas minas querem naum é mole naum”.
;-)
P.S: Essa *erda de blogger sumiu com os acentos e eu num consigo fazer voltar. Mal ae
quarta-feira, junho 25, 2003
terça-feira, junho 24, 2003
Missing
Olha só, todo esse papo de JUCA e eu acabei esquecendo de dizer que muita coisa fez falta lá.
- A diversão e alegria incontidas de Djones e Ti na pista de dança.
- A loucura atávica de Diegones.
- A frieza meio fingida e a beberragem do Caueldson, meu brother que está nas terras da Rainha.
- A empolgação e embriaguez da turminha da mulherada.
É... como diz o outro, "tempo bão... num vorta maaaaaaais... saudade, quanto tempo faz..."
Olha só, todo esse papo de JUCA e eu acabei esquecendo de dizer que muita coisa fez falta lá.
- A diversão e alegria incontidas de Djones e Ti na pista de dança.
- A loucura atávica de Diegones.
- A frieza meio fingida e a beberragem do Caueldson, meu brother que está nas terras da Rainha.
- A empolgação e embriaguez da turminha da mulherada.
É... como diz o outro, "tempo bão... num vorta maaaaaaais... saudade, quanto tempo faz..."
segunda-feira, junho 23, 2003
Alone in the dark
Como nem tudo são flores, mais uma vez comprovei meu imenso talento para me isolar. Percebi que me falta mesmo coragem. Coragem para dar o primeiro passo e o último, que notadamente são os mais difíceis em qualquer caminhada. Observei mais uma vez que meu lugar não é a balada. Eu não sei MESMO “chegar” na mulherada na balada. Comigo as coisas só funcionam quando consigo conversar e me mostrar realmente pras pessoas. Eu quero ter um retorno, quero intensidade. Mais vale uma boa conversa com uma garota inteligente do que beijar nove meninas vazias na mesma festa. Que alternativa possui alguém como eu, que quer aprofundamento e companheirismo, num mundo dominado pela diversão momentânea?
Há, evidentemente, um elemento forte de falta de confiança nisso tudo. Não me acho atraente o suficiente para que alguém se interesse por mim só de olhar pra mim. Acho que consigo ser interessante. Mas isso não se mostra em cinco minutos de papo. Enfim... acabou que fiz contatos muito promissores. E foi isso. Vamos ver o que o futuro me reserva.
Como nem tudo são flores, mais uma vez comprovei meu imenso talento para me isolar. Percebi que me falta mesmo coragem. Coragem para dar o primeiro passo e o último, que notadamente são os mais difíceis em qualquer caminhada. Observei mais uma vez que meu lugar não é a balada. Eu não sei MESMO “chegar” na mulherada na balada. Comigo as coisas só funcionam quando consigo conversar e me mostrar realmente pras pessoas. Eu quero ter um retorno, quero intensidade. Mais vale uma boa conversa com uma garota inteligente do que beijar nove meninas vazias na mesma festa. Que alternativa possui alguém como eu, que quer aprofundamento e companheirismo, num mundo dominado pela diversão momentânea?
Há, evidentemente, um elemento forte de falta de confiança nisso tudo. Não me acho atraente o suficiente para que alguém se interesse por mim só de olhar pra mim. Acho que consigo ser interessante. Mas isso não se mostra em cinco minutos de papo. Enfim... acabou que fiz contatos muito promissores. E foi isso. Vamos ver o que o futuro me reserva.
My big and sad ego
Meu ego estava precisando de uma boa afagada e nada melhor do que uma viagem como essa pra fazer isso. Várias pessoas me parabenizaram e agradeceram por poderem estar ali, graças ao meu trabalho e dos outros. Numa boa, atire a primeira pedra quem não se sentir emocionado se alguém que vc conhece de vista, já conversou algumas vezes, te pára no meio da balada pra dizer “Vocês são muito foda” e também “O que vocês fizeram é incrível. Muito obrigado!”. Eu precisava mesmo ouvir alguém me agradecer. Meus companheiros nas lutas também me agradeceram. Disseram que eu não tinha nada com aquilo, que eu já estava formado e tudo, e mesmo assim dei um gás enorme. Fiz tudo pq gosto demais de me sentir útil, de organizar e comandar as coisas. Sinto-me em casa naquele meio. Eu é que tenho que agradecê-los por me permitirem respirar daqueles ares novamente.
Meu ego estava precisando de uma boa afagada e nada melhor do que uma viagem como essa pra fazer isso. Várias pessoas me parabenizaram e agradeceram por poderem estar ali, graças ao meu trabalho e dos outros. Numa boa, atire a primeira pedra quem não se sentir emocionado se alguém que vc conhece de vista, já conversou algumas vezes, te pára no meio da balada pra dizer “Vocês são muito foda” e também “O que vocês fizeram é incrível. Muito obrigado!”. Eu precisava mesmo ouvir alguém me agradecer. Meus companheiros nas lutas também me agradeceram. Disseram que eu não tinha nada com aquilo, que eu já estava formado e tudo, e mesmo assim dei um gás enorme. Fiz tudo pq gosto demais de me sentir útil, de organizar e comandar as coisas. Sinto-me em casa naquele meio. Eu é que tenho que agradecê-los por me permitirem respirar daqueles ares novamente.
"Ih, fudeu! O Pucão apareceu!"
Tentando ser mais objetivo, do que se tratou tudo isso? Bom, foi o Juca (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) e eu fui lá contribuir com a PUC-SP, mais especificamente com a Associação Atlética Acadêmica de Comunicação PUC-SP, a entidade representativa dos interesses esportivos dos alunos de comunicação.
Fui um dos fundadores desse negócio aí. Quando eu ainda estava na faculdade, não havia me formado e me tornado um homem ainda mais sério (há!) ajudei a levantar essa instituição e a levar a PUC para o JUCA. Ano passado, com muito sangue, suor e lágrimas (eu adoro um clichê), disputamos o torneio – que consiste em todos os esportes de quadra (volei, basquete, futsal e hand) masculinos e femininos, mais o futebol de campo, natação, tênis e tênis de mesa.
Agora, depois que meus vínculos com a universidade terminaram, eu não poderia deixar meu “filho” andar por aí sozinho, tão novinho que ele é, coitado...
Além disso, sou o mascote oficial da torcida. Sim, papai aqui é idiota o suficiente para vestir-se de cachorro e entrar em quadra dançando. Muita gente agora só me chama de Pucão (que é o nome do dito cão).
Tenho a dizer que a experiência desse ano foi maravilhosa. Ver que a evolução do nosso primeiro ano para este foi imensa, perceber que o meu espírito (e de meus colegas) ainda está presente ali e inspira uma nova geração a tomar as rédeas do que está por vir foi emocionante. Por várias vezes quase chorei. E em outras chorei mesmo. Eu precisava. Era tudo bom demais. Claro que teve momentos ruins e difíceis, de stress profundo. Mas o saldo positivo foi muito maior do que qualquer problema.
Dois momentos em especial quero relatar aqui. O primeiro foi no jogo do futebol de campo em que vencemos a FAAP. A arquibancada lotada, eu empunhando orgulhosamente minha veste de Pucão, a galera gritando sem parar e o time vencendo. Não agüentei... ali chorei mesmo. Anos de trabalho provaram que valiam a pena.
O outro momento foi durante a balada, quando chamei o pessoal novo e disse pra eles o quanto me deixavam orgulhosos em continuar tudo aquilo. O quão feliz eles me faziam em pegar pelas mãos meu filho e ensiná-lo a andar.
Tentando ser mais objetivo, do que se tratou tudo isso? Bom, foi o Juca (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) e eu fui lá contribuir com a PUC-SP, mais especificamente com a Associação Atlética Acadêmica de Comunicação PUC-SP, a entidade representativa dos interesses esportivos dos alunos de comunicação.
Fui um dos fundadores desse negócio aí. Quando eu ainda estava na faculdade, não havia me formado e me tornado um homem ainda mais sério (há!) ajudei a levantar essa instituição e a levar a PUC para o JUCA. Ano passado, com muito sangue, suor e lágrimas (eu adoro um clichê), disputamos o torneio – que consiste em todos os esportes de quadra (volei, basquete, futsal e hand) masculinos e femininos, mais o futebol de campo, natação, tênis e tênis de mesa.
Agora, depois que meus vínculos com a universidade terminaram, eu não poderia deixar meu “filho” andar por aí sozinho, tão novinho que ele é, coitado...
Além disso, sou o mascote oficial da torcida. Sim, papai aqui é idiota o suficiente para vestir-se de cachorro e entrar em quadra dançando. Muita gente agora só me chama de Pucão (que é o nome do dito cão).
Tenho a dizer que a experiência desse ano foi maravilhosa. Ver que a evolução do nosso primeiro ano para este foi imensa, perceber que o meu espírito (e de meus colegas) ainda está presente ali e inspira uma nova geração a tomar as rédeas do que está por vir foi emocionante. Por várias vezes quase chorei. E em outras chorei mesmo. Eu precisava. Era tudo bom demais. Claro que teve momentos ruins e difíceis, de stress profundo. Mas o saldo positivo foi muito maior do que qualquer problema.
Dois momentos em especial quero relatar aqui. O primeiro foi no jogo do futebol de campo em que vencemos a FAAP. A arquibancada lotada, eu empunhando orgulhosamente minha veste de Pucão, a galera gritando sem parar e o time vencendo. Não agüentei... ali chorei mesmo. Anos de trabalho provaram que valiam a pena.
O outro momento foi durante a balada, quando chamei o pessoal novo e disse pra eles o quanto me deixavam orgulhosos em continuar tudo aquilo. O quão feliz eles me faziam em pegar pelas mãos meu filho e ensiná-lo a andar.
I'm big, I'm bad and I'm back
Voltei... e como toda volta, esta também está sendo difícil. O cansaço é muito. Mas ele foi recompensado. Senti-me vivo como há muito não me sentia durante os dias fora. A adrenalina, as preocupações, as vitórias e derrotas. Os limites determinados pelo meu corpo e minha mente. Tudo, enfim. Tudo fez com que eu lembrasse que ainda tenho muita lenha pra queimar, muita energia acumulada e que preciso arrumar algo para me envolver, alguma coisa em que eu acredite, uma bandeira que eu possa levantar, alguma causa justa pela qual valha a pena lutar. É disso que preciso para encaminhar a minha vida. Assim foi, sempre...
Voltei... e como toda volta, esta também está sendo difícil. O cansaço é muito. Mas ele foi recompensado. Senti-me vivo como há muito não me sentia durante os dias fora. A adrenalina, as preocupações, as vitórias e derrotas. Os limites determinados pelo meu corpo e minha mente. Tudo, enfim. Tudo fez com que eu lembrasse que ainda tenho muita lenha pra queimar, muita energia acumulada e que preciso arrumar algo para me envolver, alguma coisa em que eu acredite, uma bandeira que eu possa levantar, alguma causa justa pela qual valha a pena lutar. É disso que preciso para encaminhar a minha vida. Assim foi, sempre...
quarta-feira, junho 18, 2003
Partindo do Olimpo
Baco, Ártemis, Ares e Hermes me chamam. É hora de partir. Ao longe vejo a nau em que devo embarcar. Sinto o peito arder pela vontade de ir em busca da vitória, do contentamento e da amizade. As orgias e festejos serão muitos, uma vez que a alegria estará sempre presente. Farei parte de um grupo único, de pessoas honradas, verdadeiras e trabalhadoras. Homens e mulheres dispostos a dar seu sangue pelo bem-estar daqueles que representam e das cores que vestem.
Sigo então meu rumo, olho para os céus e peço a proteção de Zeus. Que ele olhe por nós e nos acompanhe em mais essa jornada.
Até segunda ou outro dia desses, meu povo...
Baco, Ártemis, Ares e Hermes me chamam. É hora de partir. Ao longe vejo a nau em que devo embarcar. Sinto o peito arder pela vontade de ir em busca da vitória, do contentamento e da amizade. As orgias e festejos serão muitos, uma vez que a alegria estará sempre presente. Farei parte de um grupo único, de pessoas honradas, verdadeiras e trabalhadoras. Homens e mulheres dispostos a dar seu sangue pelo bem-estar daqueles que representam e das cores que vestem.
Sigo então meu rumo, olho para os céus e peço a proteção de Zeus. Que ele olhe por nós e nos acompanhe em mais essa jornada.
Até segunda ou outro dia desses, meu povo...
segunda-feira, junho 16, 2003
Isso eu já senti
I don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
Aerosmith, in "I Don't Wanna Miss a Thing"
O louco é pensar que já senti isso e tantas pessoas passaram por mim depois e eu não senti isso mais.
Será que o que penso hoje é efetivamente real? Não será apenas um escudo frente às adversidades que a vida me criou? Tenho a tendência a acreditar que sim. Pois a razão me diz que é errado. E mais ainda, eu já vivi tudo aquilo e vi que era realmente errado.
Então pq diabos tanta confusão??? Será fruto único e exclusivo da solidão? Bem sei que deveria esquecer e viver minha vida sem pensar em mais nada além dos problemas práticos. Mas não tô conseguindo!!!
Esse vazio vem e fica me consumindo... uma coisa leva à outra numa sucessão ininterrupta de muitos erros e poucos acertos.
A vida pode ser bastante estranha quando olhamos de perto para ela.
I don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
Aerosmith, in "I Don't Wanna Miss a Thing"
O louco é pensar que já senti isso e tantas pessoas passaram por mim depois e eu não senti isso mais.
Será que o que penso hoje é efetivamente real? Não será apenas um escudo frente às adversidades que a vida me criou? Tenho a tendência a acreditar que sim. Pois a razão me diz que é errado. E mais ainda, eu já vivi tudo aquilo e vi que era realmente errado.
Então pq diabos tanta confusão??? Será fruto único e exclusivo da solidão? Bem sei que deveria esquecer e viver minha vida sem pensar em mais nada além dos problemas práticos. Mas não tô conseguindo!!!
Esse vazio vem e fica me consumindo... uma coisa leva à outra numa sucessão ininterrupta de muitos erros e poucos acertos.
A vida pode ser bastante estranha quando olhamos de perto para ela.
Verborragia
Do mesmo jeito que as coisas ruins surgem do nada, as coisas boas também começam a acontecer. Pelo menos por enquanto, elas têm vindo em ondas (“como o maaaaaaaaaaar...” ok, essa foi péssima, próximaaaa!!). O engraçado, é que a vida apresenta-se como uma teia intrincada de fatos e pessoas. Não há como pensar que suas ações (boas e runis) não vão afetar um grande número de outras pessoas, de maneira direta ou indireta. A questão é: você pode se importar com isso ou não.
Essa coisa de tudo estar ligado acaba gerando fatos engraçados. Você às vezes descobre que teve uma importância muito maior na vida de algumas pessoas que nem são tão próximas de você. Ajudou-as pelo exemplo, pela forma de lidar com as situações que a vida lhe apresentou.
Em momentos complicados, é muito bom saber que mesmo sem querer, sem nem ter se preocupado, você foi importante para alguém. E como isso aconteceu? Pura e simplesmente por fazer o que era correto, por lutar e tentar alcançar seus objetivos.
Sentimentos bons como o de “volta pra casa”. Não precisa ser necessariamente sua casa, mas só um local aonde você se sente bem, protegido e querido.
Retomar velhas situações nem sempre é ruim. Às vezes é preciso ver o que aconteceu, ir até a cena do crime e reviver tudo aquilo, só pra ter certeza de que a situação está superada. Nos próximos dias vou ver algo que ajudei a criar dar seus primeiros passos sem que eu estivesse por trás dando apoio. Ainda não sei se vou reagir como um pai orgulhoso ou como um corujão, que vai tentar moldar seu filho da maneira que acredita ser a melhor para ele, se deixá-lo seguir por si próprio. Acredito que vai ser um pouco dos dois. Vai ser uma experiência nova. Bem diferente das dos outros anos.
É isso. JUCA 2003. Aqui vamos nós.
Do mesmo jeito que as coisas ruins surgem do nada, as coisas boas também começam a acontecer. Pelo menos por enquanto, elas têm vindo em ondas (“como o maaaaaaaaaaar...” ok, essa foi péssima, próximaaaa!!). O engraçado, é que a vida apresenta-se como uma teia intrincada de fatos e pessoas. Não há como pensar que suas ações (boas e runis) não vão afetar um grande número de outras pessoas, de maneira direta ou indireta. A questão é: você pode se importar com isso ou não.
Essa coisa de tudo estar ligado acaba gerando fatos engraçados. Você às vezes descobre que teve uma importância muito maior na vida de algumas pessoas que nem são tão próximas de você. Ajudou-as pelo exemplo, pela forma de lidar com as situações que a vida lhe apresentou.
Em momentos complicados, é muito bom saber que mesmo sem querer, sem nem ter se preocupado, você foi importante para alguém. E como isso aconteceu? Pura e simplesmente por fazer o que era correto, por lutar e tentar alcançar seus objetivos.
Sentimentos bons como o de “volta pra casa”. Não precisa ser necessariamente sua casa, mas só um local aonde você se sente bem, protegido e querido.
Retomar velhas situações nem sempre é ruim. Às vezes é preciso ver o que aconteceu, ir até a cena do crime e reviver tudo aquilo, só pra ter certeza de que a situação está superada. Nos próximos dias vou ver algo que ajudei a criar dar seus primeiros passos sem que eu estivesse por trás dando apoio. Ainda não sei se vou reagir como um pai orgulhoso ou como um corujão, que vai tentar moldar seu filho da maneira que acredita ser a melhor para ele, se deixá-lo seguir por si próprio. Acredito que vai ser um pouco dos dois. Vai ser uma experiência nova. Bem diferente das dos outros anos.
É isso. JUCA 2003. Aqui vamos nós.
sexta-feira, junho 13, 2003
Novidade
Olhem ali do lado na parte dos links e vejam que eu coloquei o Jesus, me chicoteia! do Marcurélio, que eu não conheço nem virtual, nem pessoalmente, mas que me parece um cara muito do gente boa. Coloco o link pois o leio todos os dias e o cara é muito inteligente. E não venham me dizer que isso parece viadagem. Não é, até pq homem não faz meu tipo como deixo claro para todas as minhas queridas leitoras. É que o cara escreve pra kct mesmo.
Vão logo ler!
:-)
Olhem ali do lado na parte dos links e vejam que eu coloquei o Jesus, me chicoteia! do Marcurélio, que eu não conheço nem virtual, nem pessoalmente, mas que me parece um cara muito do gente boa. Coloco o link pois o leio todos os dias e o cara é muito inteligente. E não venham me dizer que isso parece viadagem. Não é, até pq homem não faz meu tipo como deixo claro para todas as minhas queridas leitoras. É que o cara escreve pra kct mesmo.
Vão logo ler!
:-)
Mantra
O caminho é meu. Eu o escolhi e ninguém vai me impedir de chegar até o final dele.
A vida é minha. Eu quis que ela tomasse esse aspecto. Se você está achando feio, ainda não viu nada.
Pode parecer que não sei para onde vou. Mas isso é apenas você, que não está aqui dentro e portanto não faz idéia do que se passa.
Eu sou o mestre deste castelo. O controle é todo meu. E saiba que eu não vou voltar. Demorou para chegar este ponto. Ainda não é o ideal (mais sei que um dia será), mas não vou retroceder, não darei passo algum para trás – disso você pode ter certeza.
Vou me esforçar, vou me manter firme, não vou me dobrar aos seus desígnios, até porque não acredito tanto assim em você. Se o problema é a escolha, eu sou a solução.
Quando menos esperar você me verá à sua frente. E não terá percebido que passei por você há muito tempo. De onde estou a vista é ótima. Aproveite, pois seu posto não durará muito. Eu te aguardarei aqui em cima para pisar em você gargalhando e aproveitando aquele momento único em que sentirei o sabor da vitória.
O caminho é meu. Eu o escolhi e ninguém vai me impedir de chegar até o final dele.
A vida é minha. Eu quis que ela tomasse esse aspecto. Se você está achando feio, ainda não viu nada.
Pode parecer que não sei para onde vou. Mas isso é apenas você, que não está aqui dentro e portanto não faz idéia do que se passa.
Eu sou o mestre deste castelo. O controle é todo meu. E saiba que eu não vou voltar. Demorou para chegar este ponto. Ainda não é o ideal (mais sei que um dia será), mas não vou retroceder, não darei passo algum para trás – disso você pode ter certeza.
Vou me esforçar, vou me manter firme, não vou me dobrar aos seus desígnios, até porque não acredito tanto assim em você. Se o problema é a escolha, eu sou a solução.
Quando menos esperar você me verá à sua frente. E não terá percebido que passei por você há muito tempo. De onde estou a vista é ótima. Aproveite, pois seu posto não durará muito. Eu te aguardarei aqui em cima para pisar em você gargalhando e aproveitando aquele momento único em que sentirei o sabor da vitória.
quinta-feira, junho 12, 2003
Que dia é hoje mesmo?
Tá, ok... eu SEI que porra de dia é hoje. E para não deixar passar a data em branco, segue poema de William Shakspeare. Que obviamente sabe mais do assunto do que eu.
Eu só complemento dizendo àqueles que, como eu, estão sozinhos neste dia, que nem sempre isso é algo ruim. Como sabiamente diz o pai de uma grande amiga: "Antes só do que medianamente acompanhado".
Além disso, há momentos em que a solidão faz bem. Sem ninguém pra te atormentar (para o bem ou para o mal) é possível organizar as idéias e ver as coisas com mais clareza. Outra frase que gosto muito e que tem relação com esse momento vem do Sun Tzu, a Arte da Guerra: "Solitário é o caminho do guerreiro".
Como dizia a minha vó e que eu sempre repito, "para quem sabe ler, um pingo é letra". Fiquem então com o Shakespeare.
Sonnet CXVI
by William Shakespeare
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love,
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
Oh, no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests.. and is never shaken.
It is the star to every wandering bark
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love is not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come.
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out.. even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
Tá, ok... eu SEI que porra de dia é hoje. E para não deixar passar a data em branco, segue poema de William Shakspeare. Que obviamente sabe mais do assunto do que eu.
Eu só complemento dizendo àqueles que, como eu, estão sozinhos neste dia, que nem sempre isso é algo ruim. Como sabiamente diz o pai de uma grande amiga: "Antes só do que medianamente acompanhado".
Além disso, há momentos em que a solidão faz bem. Sem ninguém pra te atormentar (para o bem ou para o mal) é possível organizar as idéias e ver as coisas com mais clareza. Outra frase que gosto muito e que tem relação com esse momento vem do Sun Tzu, a Arte da Guerra: "Solitário é o caminho do guerreiro".
Como dizia a minha vó e que eu sempre repito, "para quem sabe ler, um pingo é letra". Fiquem então com o Shakespeare.
Sonnet CXVI
by William Shakespeare
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love,
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
Oh, no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests.. and is never shaken.
It is the star to every wandering bark
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love is not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come.
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out.. even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,
I never writ, nor no man ever loved.
segunda-feira, junho 09, 2003
Medieval Times Pt. 2
Em volta do cavaleiro estava uma horda de pequenos demônios, armados com facas, pequenas espadas e machados. Eles pareciam dispostos a impedir o avanço do guerreiro, pois se colocavam bem de frente à da entrada principal do castelo, aquela que dava acesso à torre.
Aqueles seres horrendos partiram então para o ataque. Eram cerca de 20 e seus olhares denunciavam que só seriam parados quando a vida deixasse de soprar dentro de seus corpos.
Começou então uma batalha sangrenta. O cavaleiro era muito hábil no manejo da espada e num só golpe cortou a cabeça de três de seus diminutos inimigos. Porém os demônios eram ardilosos e ele sentiu uma estocada entre suas costelas, feita por suas costas. Apesar da dor, conseguiu pensar e notou que havia um barril com óleo para lâmpadas encostado numa parede próxima. Era uma chance única. Desvencilhando-se com um chute certeiro de um atacante que tentava morder-lhe a perna, correu em direção ao barril e o rachou com um golpe certeiro de sua espada. Levantou-o então sobre sua cabeça e o arremessou na direção de seus inimigos.
O barril se rompeu e todo o óleo espalhou-se, recobrindo a maior parte daquelas criaturas repugnantes. O cavaleiro pegou então uma tocha que estava acesa no umbral do castelo e arremessou-a na direção dos pequenos. Uma forte chama surgiu quando o fogo tocou a pele do primeiro demônio e depois se alastrou pelo demais. O cheiro era horrível. Enquanto queimavam, um daqueles monstros conseguiu correr em direção às escadarias localizadas depois da entrada principal. Ele expelia um som horrendo de sua boca. Por um momento, o cavaleiro pensou que podia, no meio daquele urro, ouvir a palavra “Mestre” sendo dita.
Independente do que estivesse por vir, ele não desistiria. Devia chegar até o topo da torre e lá encontrar a sua prometida. E nada no mundo o iria impedir. Nem mesmo o som de inúmeros trovões soando ao mesmo tempo, como se o próprio céu estivesse explodindo que ouviu ao pisar no salão do castelo.
Em volta do cavaleiro estava uma horda de pequenos demônios, armados com facas, pequenas espadas e machados. Eles pareciam dispostos a impedir o avanço do guerreiro, pois se colocavam bem de frente à da entrada principal do castelo, aquela que dava acesso à torre.
Aqueles seres horrendos partiram então para o ataque. Eram cerca de 20 e seus olhares denunciavam que só seriam parados quando a vida deixasse de soprar dentro de seus corpos.
Começou então uma batalha sangrenta. O cavaleiro era muito hábil no manejo da espada e num só golpe cortou a cabeça de três de seus diminutos inimigos. Porém os demônios eram ardilosos e ele sentiu uma estocada entre suas costelas, feita por suas costas. Apesar da dor, conseguiu pensar e notou que havia um barril com óleo para lâmpadas encostado numa parede próxima. Era uma chance única. Desvencilhando-se com um chute certeiro de um atacante que tentava morder-lhe a perna, correu em direção ao barril e o rachou com um golpe certeiro de sua espada. Levantou-o então sobre sua cabeça e o arremessou na direção de seus inimigos.
O barril se rompeu e todo o óleo espalhou-se, recobrindo a maior parte daquelas criaturas repugnantes. O cavaleiro pegou então uma tocha que estava acesa no umbral do castelo e arremessou-a na direção dos pequenos. Uma forte chama surgiu quando o fogo tocou a pele do primeiro demônio e depois se alastrou pelo demais. O cheiro era horrível. Enquanto queimavam, um daqueles monstros conseguiu correr em direção às escadarias localizadas depois da entrada principal. Ele expelia um som horrendo de sua boca. Por um momento, o cavaleiro pensou que podia, no meio daquele urro, ouvir a palavra “Mestre” sendo dita.
Independente do que estivesse por vir, ele não desistiria. Devia chegar até o topo da torre e lá encontrar a sua prometida. E nada no mundo o iria impedir. Nem mesmo o som de inúmeros trovões soando ao mesmo tempo, como se o próprio céu estivesse explodindo que ouviu ao pisar no salão do castelo.
quinta-feira, junho 05, 2003
Right now
Não falei que as coisas iam começar a mudar? Então...
Recebi um e-mail hoje muito legal. Nele dizia que no dia 19 de julho, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil aqui de Sampa, vai passar um videoclipe muito do interessante. É de uma banda chamada Carcamanos e a música é "Vai Manuel". é um dos filmes selecionados para a 16ª Mostra Audiovisual Paulista.
Sabe o que é mais legal? O nome dos diretores. São três.
E entre eles está o meu!!!
É isso aí, povo! Fui selecionado! Quando estiver mais próximo eu aviso tudo direitinho e quero ver todo mundo lá, hein?!
E sabe o que mais aconteceu de legal? Um cara muito gente e boa e que escreve pra caralho decidiu topar uma loucura e escrever um livro online comigo. É aquele esquema: cada um segue da onde o outro parou, sem saber nada... pra testar mesmo o que cada um pode fazer.
Tá no ar, meu povo: Cliquem aqui e vão lá ver.
Até lembrei de como a história que tá lá começou. Uma hora dessas eu conto.
É isso!
Valeu!
Não falei que as coisas iam começar a mudar? Então...
Recebi um e-mail hoje muito legal. Nele dizia que no dia 19 de julho, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil aqui de Sampa, vai passar um videoclipe muito do interessante. É de uma banda chamada Carcamanos e a música é "Vai Manuel". é um dos filmes selecionados para a 16ª Mostra Audiovisual Paulista.
Sabe o que é mais legal? O nome dos diretores. São três.
E entre eles está o meu!!!
É isso aí, povo! Fui selecionado! Quando estiver mais próximo eu aviso tudo direitinho e quero ver todo mundo lá, hein?!
E sabe o que mais aconteceu de legal? Um cara muito gente e boa e que escreve pra caralho decidiu topar uma loucura e escrever um livro online comigo. É aquele esquema: cada um segue da onde o outro parou, sem saber nada... pra testar mesmo o que cada um pode fazer.
Tá no ar, meu povo: Cliquem aqui e vão lá ver.
Até lembrei de como a história que tá lá começou. Uma hora dessas eu conto.
É isso!
Valeu!
quarta-feira, junho 04, 2003
Wind of Changes
Parece que a maré tá querendo mudar, pessoas.
Quero agradecer a todos pelo apoio dado, mesmo nem sabendo pelo que eu estou passando.
Se quiserem mesmo me ajudar, aqueles que crêem, rezem. Os que não acreditam em nada, ao menos pensem: "Que tudo dê certo para o Bocão". Já estarão fazendo muito e ajudando as energias a convergirem para o local certo.
Valeu mesmo, povo. De coração.
Parece que a maré tá querendo mudar, pessoas.
Quero agradecer a todos pelo apoio dado, mesmo nem sabendo pelo que eu estou passando.
Se quiserem mesmo me ajudar, aqueles que crêem, rezem. Os que não acreditam em nada, ao menos pensem: "Que tudo dê certo para o Bocão". Já estarão fazendo muito e ajudando as energias a convergirem para o local certo.
Valeu mesmo, povo. De coração.
terça-feira, junho 03, 2003
Cosmos
Tá tudo muito complicado. Como disse antes, ruim em mais sentidos do que posso comentar. E acabo deixando pessoas na mão. Não escrevi o que deveria, não respondi os e-mails, não fiz porra nenhuma - pra ser mais direto e objetivo.
Nem post vou escrever. Vai ser citação mesmo. Duas frases dum cara muito foda, que tenho certeza muitos de vocês já leram ou pelo menos ouviram falar: Carl Sagan.
"It's better to light a candle then to curse the darkness".
"We are like butterflies who flutter for a day and think it's forever".
Tá tudo muito complicado. Como disse antes, ruim em mais sentidos do que posso comentar. E acabo deixando pessoas na mão. Não escrevi o que deveria, não respondi os e-mails, não fiz porra nenhuma - pra ser mais direto e objetivo.
Nem post vou escrever. Vai ser citação mesmo. Duas frases dum cara muito foda, que tenho certeza muitos de vocês já leram ou pelo menos ouviram falar: Carl Sagan.
"It's better to light a candle then to curse the darkness".
"We are like butterflies who flutter for a day and think it's forever".
domingo, junho 01, 2003
Bad times
A fase realmente não é boa. Em mais sentidos do que eu posso comentar. Mas, por outro lado, muitas das coisas das quais planejei estão acontecendo. Acho que é a tempestadade antes da bonança. Pelo menos eu espero que seja.
E já que o dia hoje é de coisas não muito boas, segue uma lista de tudo que eu mais odeio, pra ver se espanto meus fantasmas.
Pessoas burras
Sair de casa quando está chovendo
Ser incomodado quando estou lendo e/ou ouvindo música
Pessoas dependendo de mim
Atendentes sem educação
Gastar dinheiro com remédio
Não ter dinheiro
Não ter nada novo pra ler
Pessoas que são pagas para fazer algo e não cumprem sua obrigação
Gente que sabe que está errada, mas discute mesmo assim
Se lembrar de mais coisas depois posto aqui.
E vcs, acrescentem as suas aí nos comentários.
A fase realmente não é boa. Em mais sentidos do que eu posso comentar. Mas, por outro lado, muitas das coisas das quais planejei estão acontecendo. Acho que é a tempestadade antes da bonança. Pelo menos eu espero que seja.
E já que o dia hoje é de coisas não muito boas, segue uma lista de tudo que eu mais odeio, pra ver se espanto meus fantasmas.
Pessoas burras
Sair de casa quando está chovendo
Ser incomodado quando estou lendo e/ou ouvindo música
Pessoas dependendo de mim
Atendentes sem educação
Gastar dinheiro com remédio
Não ter dinheiro
Não ter nada novo pra ler
Pessoas que são pagas para fazer algo e não cumprem sua obrigação
Gente que sabe que está errada, mas discute mesmo assim
Se lembrar de mais coisas depois posto aqui.
E vcs, acrescentem as suas aí nos comentários.
sexta-feira, maio 30, 2003
Medieval Times Pt.1
Enquanto caminhava, observava à distância o topo do castelo. Seu objetivo era chegar até lá e comprovar se realmente havia uma garota presa ali. Em sua mente, imaginava que ela, ali naquela torre escura, era tão solitária quanto ele – que vivia a caminhar pelo sol.
Montou então em seu cavalo e saiu em disparada por meio dos arbustos. Queria chegar ao amanhecer.
Quanto maior ficava a imagem frente a seus olhos, mais sentia a adrenalina pulsar em suas veias. Parou quando viu o grande portão de madeira fechado. Conteve-se apenas para contemplar. Estava tão perto de seu objetivo agora, que quase podia sentir o doce perfume daquela que habitava o ponto mais alto da construção que admirava. Desceu de sua montaria e a deixou amarrada em uma árvore, próxima do pequeno lago que circundava o castelo. Desembainhou sua espada, respirou fundo. Ajoelhou-se e pediu a proteção dos céus. Era agora ou nunca.
Colocou-se em frente ao portão, como se traçasse uma linha imaginária entre ele e si próprio. Pôs-se a correr. Na beira do lago saltou e, com a espada levantada sob sua cabeça, cravou-a bem no centro daquela estrutura. Segurou-se então com uma das mãos e com a outra retirou um pequeno machado que trazia preso à cintura. Equilibrando-se habilmente, fez uma alavanca e jogou o machado nas correntes que prendiam o portão.
Elas se despedaçaram e a barreira começou a descer. O cavaleiro então se apoiou com as duas mãos na espada, rodou espetacularmente sob o eixo formado por ela e lançou-se para dentro do castelo. Caiu ao solo de cabeça baixa, com a espada em suas mãos. Quando levantou os olhos o que viu o deixou petrificado. Era a última coisa que esperava ver ali.
Enquanto caminhava, observava à distância o topo do castelo. Seu objetivo era chegar até lá e comprovar se realmente havia uma garota presa ali. Em sua mente, imaginava que ela, ali naquela torre escura, era tão solitária quanto ele – que vivia a caminhar pelo sol.
Montou então em seu cavalo e saiu em disparada por meio dos arbustos. Queria chegar ao amanhecer.
Quanto maior ficava a imagem frente a seus olhos, mais sentia a adrenalina pulsar em suas veias. Parou quando viu o grande portão de madeira fechado. Conteve-se apenas para contemplar. Estava tão perto de seu objetivo agora, que quase podia sentir o doce perfume daquela que habitava o ponto mais alto da construção que admirava. Desceu de sua montaria e a deixou amarrada em uma árvore, próxima do pequeno lago que circundava o castelo. Desembainhou sua espada, respirou fundo. Ajoelhou-se e pediu a proteção dos céus. Era agora ou nunca.
Colocou-se em frente ao portão, como se traçasse uma linha imaginária entre ele e si próprio. Pôs-se a correr. Na beira do lago saltou e, com a espada levantada sob sua cabeça, cravou-a bem no centro daquela estrutura. Segurou-se então com uma das mãos e com a outra retirou um pequeno machado que trazia preso à cintura. Equilibrando-se habilmente, fez uma alavanca e jogou o machado nas correntes que prendiam o portão.
Elas se despedaçaram e a barreira começou a descer. O cavaleiro então se apoiou com as duas mãos na espada, rodou espetacularmente sob o eixo formado por ela e lançou-se para dentro do castelo. Caiu ao solo de cabeça baixa, com a espada em suas mãos. Quando levantou os olhos o que viu o deixou petrificado. Era a última coisa que esperava ver ali.
quinta-feira, maio 29, 2003
Life, Universe and Everything
Vai ser mais difícil do que eu pensei. A batalha está longe de ser vencida. É complicado combater hábitos e costumes construídos por anos a fio. É algo tão natural que nem requer mais pensamento.
Mas vontade é tudo e eu a tenho. Sempre tive, mesmo quando não sabia. Então é só manter o foco, continuar me concentrando e acumulando energia. A explosão virá a seguir, não há dúvidas. Aliás, não há dúvida nenhuma. Todas as respostas estão dadas, é só saber olhar, enxergar por trás do véu da ilusão e da mediocridade. Ser pleno, completo. Sem medo e com muita certeza.
Led Zeppelin
Thank You
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.
Kind woman, I give you my all, Kind woman, nothing more.
Little drops of rain whisper of the pain, tears of loves lost in the days gone by.
My love is strong, with you there is no wrong,
together we shall go until we die. My, my, my.
An inspiration is what you are to me, inspiration, look... see.
And so today, my world it smiles, your hand in mine, we walk the miles,
Thanks to you it will be done, for you to me are the only one.
Happiness, no more be sad, happiness....I'm glad.
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.
Vai ser mais difícil do que eu pensei. A batalha está longe de ser vencida. É complicado combater hábitos e costumes construídos por anos a fio. É algo tão natural que nem requer mais pensamento.
Mas vontade é tudo e eu a tenho. Sempre tive, mesmo quando não sabia. Então é só manter o foco, continuar me concentrando e acumulando energia. A explosão virá a seguir, não há dúvidas. Aliás, não há dúvida nenhuma. Todas as respostas estão dadas, é só saber olhar, enxergar por trás do véu da ilusão e da mediocridade. Ser pleno, completo. Sem medo e com muita certeza.
Led Zeppelin
Thank You
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.
Kind woman, I give you my all, Kind woman, nothing more.
Little drops of rain whisper of the pain, tears of loves lost in the days gone by.
My love is strong, with you there is no wrong,
together we shall go until we die. My, my, my.
An inspiration is what you are to me, inspiration, look... see.
And so today, my world it smiles, your hand in mine, we walk the miles,
Thanks to you it will be done, for you to me are the only one.
Happiness, no more be sad, happiness....I'm glad.
If the sun refused to shine, I would still be loving you.
When mountains crumble to the sea, there will still be you and me.
quarta-feira, maio 28, 2003
Manual da Redação
Tenho percebido que muitas pessoas chegam aqui procurando por jornalismo, jornalistas, curso de jornalismo, etc.
Interessante isso. Tanto que vou dar algumas dicas para quem ainda está pensando em fazer o curso e para quem já está na faculdade, mas apenas começando. Segue então o manual básico de jornalismo do Bocão:
1 - Você só vai ser jornalista se ler muito. E não tô falando dos ditos “clássicos da literatura”. Esses também te ajudam, dão subsídios. Mas leia tudo que cair na sua mão. Desde bula de remédio, até flyer de balada. Em tudo pode existir uma informação relevante, algo que pode ser usado numa matéria futura.
2 – Anote todas as idéias que tiver. Acostume-se a andar com bloco e caneta. Há quem prefira o gravador. Mas, convenhamos que um bobo andando por aí falando com um gravador não é das figuras mais bem vistas (eu sei, pq já fui esse bobo).
3 – Agarre toda e qualquer oportunidade que surgir para escrever. Desde fazer cartas para sua vizinha burra, até escrever prum site tosco qquer. Crie um blog, faça um fanzine. No mínimo, você vai aprender muito.
4 – Não existe cultura inútil. Todo conhecimento é válido, desde de saber que a moeda da Grécia é a drakma, até que o nome completo do Jimmy Olsen é James Bartolomew Olsen.
5 – Conhecimento é poder. Saiba de tudo, sempre. E queira saber cada vez mais, pq você nunca sabe tudo.
6 – O jornalista, especialmente na faculdade e no início de carreira, tem de ser um especialista em generalidades. Você deve ser capaz de falar 10 minutos sobre qualquer assunto. Pq vc nunca sabe qual vai sua pauta. Num dia você pode escrever sobre as tribos do Sudão e no outro sobre o vazamento nos esgotos da Sabesp.
7 – Vai prestar vestibular? Esqueça todas as faculdades do interior. Jornalismo tem de ser feito em grandes centros. Você tem de estar aonde as coisas acontecem. E tem mais: se você estudar no interior, mesmo que seja inteligentíssimo e tenha um puta texto, seu caminho será mais longo. O dia que quiser vir pra sampa, por exemplo, vai competir com um monte de gente que já fez estágio em vários lugares e que, além disso, conhece todo mundo nas redações, pq vários estudaram com ele.
8 – Contatos são fundamentais. Seja cara-de-pau, conheça as pessoas. Seja amigável com todos, pq você nunca sabe o dia de amanhã.
9 – Tenha consciência de seu papel. Você não é mais nem menos que ninguém. Saiba que o jornal que você escreveu hoje, embrulha o peixe amanhã. Isso não significa que você tem de fazer um trabalho de merda. Apenas te mostra que você não é tanto assim quanto tem a tendência de pensar.
10 – Nunca se esqueça que seu compromisso, acima de tudo, é com a verdade.
Tenho percebido que muitas pessoas chegam aqui procurando por jornalismo, jornalistas, curso de jornalismo, etc.
Interessante isso. Tanto que vou dar algumas dicas para quem ainda está pensando em fazer o curso e para quem já está na faculdade, mas apenas começando. Segue então o manual básico de jornalismo do Bocão:
1 - Você só vai ser jornalista se ler muito. E não tô falando dos ditos “clássicos da literatura”. Esses também te ajudam, dão subsídios. Mas leia tudo que cair na sua mão. Desde bula de remédio, até flyer de balada. Em tudo pode existir uma informação relevante, algo que pode ser usado numa matéria futura.
2 – Anote todas as idéias que tiver. Acostume-se a andar com bloco e caneta. Há quem prefira o gravador. Mas, convenhamos que um bobo andando por aí falando com um gravador não é das figuras mais bem vistas (eu sei, pq já fui esse bobo).
3 – Agarre toda e qualquer oportunidade que surgir para escrever. Desde fazer cartas para sua vizinha burra, até escrever prum site tosco qquer. Crie um blog, faça um fanzine. No mínimo, você vai aprender muito.
4 – Não existe cultura inútil. Todo conhecimento é válido, desde de saber que a moeda da Grécia é a drakma, até que o nome completo do Jimmy Olsen é James Bartolomew Olsen.
5 – Conhecimento é poder. Saiba de tudo, sempre. E queira saber cada vez mais, pq você nunca sabe tudo.
6 – O jornalista, especialmente na faculdade e no início de carreira, tem de ser um especialista em generalidades. Você deve ser capaz de falar 10 minutos sobre qualquer assunto. Pq vc nunca sabe qual vai sua pauta. Num dia você pode escrever sobre as tribos do Sudão e no outro sobre o vazamento nos esgotos da Sabesp.
7 – Vai prestar vestibular? Esqueça todas as faculdades do interior. Jornalismo tem de ser feito em grandes centros. Você tem de estar aonde as coisas acontecem. E tem mais: se você estudar no interior, mesmo que seja inteligentíssimo e tenha um puta texto, seu caminho será mais longo. O dia que quiser vir pra sampa, por exemplo, vai competir com um monte de gente que já fez estágio em vários lugares e que, além disso, conhece todo mundo nas redações, pq vários estudaram com ele.
8 – Contatos são fundamentais. Seja cara-de-pau, conheça as pessoas. Seja amigável com todos, pq você nunca sabe o dia de amanhã.
9 – Tenha consciência de seu papel. Você não é mais nem menos que ninguém. Saiba que o jornal que você escreveu hoje, embrulha o peixe amanhã. Isso não significa que você tem de fazer um trabalho de merda. Apenas te mostra que você não é tanto assim quanto tem a tendência de pensar.
10 – Nunca se esqueça que seu compromisso, acima de tudo, é com a verdade.
segunda-feira, maio 26, 2003
De volta ao chão
Apesar disto aqui não ser mais um blog diarinho, decidi compartilhar com vocês a informação de que estou tomando um rumo mais saudável para minha vida e que agora minha fuga da realidade será feita apenas e tão somente via literatura, quadrinhos, música, cinema e congêneres.
Nada mais de beber até perder os sentidos. Andei abusando por demais da sorte e do meu anjo da guarda. É hora de me limpar. Até exercícios estou pensando em fazer mais seriamente. Não dá mais pra ficar de molecagem direto. Não quero mais tentar me lembrar de algo e não conseguir.
Em relação à área psicológica e pessoal, devo dizer que a solidão está sim batendo muito forte, tem dias que eu acho que não vou agüentar, mas mesmo assim sigo em frente pq tenho uma vida boa pra kct e estou reclamando de barriga cheia. Como dizem alguns lá na minha terra: “Tá ruim, mas tá bão”.
Então é isso, meu povo. Ah, para aqueles que tanto me perguntaram, os novos projetos são na área quadrinística, literária, educacional e até televisiva. Ufa! É, coisa pra caramba...
Mas darei conta de tudo. Se preocupem não.
Apesar disto aqui não ser mais um blog diarinho, decidi compartilhar com vocês a informação de que estou tomando um rumo mais saudável para minha vida e que agora minha fuga da realidade será feita apenas e tão somente via literatura, quadrinhos, música, cinema e congêneres.
Nada mais de beber até perder os sentidos. Andei abusando por demais da sorte e do meu anjo da guarda. É hora de me limpar. Até exercícios estou pensando em fazer mais seriamente. Não dá mais pra ficar de molecagem direto. Não quero mais tentar me lembrar de algo e não conseguir.
Em relação à área psicológica e pessoal, devo dizer que a solidão está sim batendo muito forte, tem dias que eu acho que não vou agüentar, mas mesmo assim sigo em frente pq tenho uma vida boa pra kct e estou reclamando de barriga cheia. Como dizem alguns lá na minha terra: “Tá ruim, mas tá bão”.
Então é isso, meu povo. Ah, para aqueles que tanto me perguntaram, os novos projetos são na área quadrinística, literária, educacional e até televisiva. Ufa! É, coisa pra caramba...
Mas darei conta de tudo. Se preocupem não.
sexta-feira, maio 23, 2003
Para quem me pediu um texto...
Seu sorriso era cativante. Não havia como ficar perto dela e não perceber sua radiante alegria. A menina brilhava, isso era certo. O potencial carregado por ela era tão grande que era impossível não se contagiar. Sua energia era única.
Perdido naqueles olhos escuros, uma alma de menina num corpo de mulher. Ela estava florescendo, nascendo para uma nova realidade. Havia decidido seguir uma estrada feita de letras e sentimentos, construindo ali a sua vida.
Em noites perdidas na cidade escura, uma gata lhe fazia companhia em aventuras por caminhos bons e ruins. Muito ainda seria descoberto. Faltavam pontos para serem preenchidos naquela ficha. E ela não levaria prisioneiros em sua jornada. Seguiria sozinha, aprendendo, conhecendo mais e mais até achar aquele que a acompanharia.
Até chegar àquele ponto, tudo seria muito difícil. Mas a força contida nela era muito maior do que imaginava. Seu futuro era brilhante. Faltava-lhe apenas colocar a cabeça no lugar e decidir seguir em frente, usando o medo como combustível e a inteligência como escudo.
Seu sorriso era cativante. Não havia como ficar perto dela e não perceber sua radiante alegria. A menina brilhava, isso era certo. O potencial carregado por ela era tão grande que era impossível não se contagiar. Sua energia era única.
Perdido naqueles olhos escuros, uma alma de menina num corpo de mulher. Ela estava florescendo, nascendo para uma nova realidade. Havia decidido seguir uma estrada feita de letras e sentimentos, construindo ali a sua vida.
Em noites perdidas na cidade escura, uma gata lhe fazia companhia em aventuras por caminhos bons e ruins. Muito ainda seria descoberto. Faltavam pontos para serem preenchidos naquela ficha. E ela não levaria prisioneiros em sua jornada. Seguiria sozinha, aprendendo, conhecendo mais e mais até achar aquele que a acompanharia.
Até chegar àquele ponto, tudo seria muito difícil. Mas a força contida nela era muito maior do que imaginava. Seu futuro era brilhante. Faltava-lhe apenas colocar a cabeça no lugar e decidir seguir em frente, usando o medo como combustível e a inteligência como escudo.
Crítica do Dia
Aí galera, desculpa mas não tô conseguindo escrever coisas novas. Até pq estou escrevendo (ou pelo menos tentando escrever) muitas outras coisas. Assim que sossegar um pouco volto a escrever mais aqui e dou notícias desses meus novos projetos. Valeu a todos pelos comentários, e-mails, etc.
Segue então algo que escrevi no longínquo ano de 1999 quando estava apenas no primeiro ano da faculdade. Homenagem à minha bixete favorita, a adorável Mo.
Preparem-se, pois a próxima parada é Wonderland...
Bossa Gringa
Um casal sentado, num fim de tarde, observando o mar ao som de grandes sucessos da Bossa Nova. Ao imaginarmos um cenário para essa cena, a imagem que surge em nossas mentes é, quase que invariavelmente, a do Rio de Janeiro. Mas essa expectativa é quebrada no bom independente Próxima Parada Wonderland (Next Stop Wonderland).
O filme se passa em Boston e retrata, na maioria das vezes de forma divertida, a sofrida vida amorosa de uma enfermeira, vivida pela atriz Hope Davis. Com um roteiro bem trabalhado e uma movimentação de câmera que chega a surpreender em alguns momentos, o diretor Brad Anderson consegue cativar o espectador e conduzi-lo por uma história que, se fosse produzida por algum dos grandes estúdios, acabaria caindo na mesmice dos Tom Hanks e Meg Ryans da vida.
O Brasil é uma presença constante no filme, com a trilha sonora que traz somente músicas brasileiras muito bem escolhidas, com canções de Tom Jobim, João Gilberto e outros, e um personagem brasileiro, interpretado de maneira caricata pelo ator boliviano Jose Zuniga. Sendo filmado em Boston, um conhecido reduto tupiniquim em terras do Tio Sam, poderíamos ter sido retratados de maneira mais convincente.
Destaque no Sundance Festival e na Mostra Internacional de São Paulo de 98, essa comédia romântica chega para mostrar a força criativa dos pequenos, que em tempos de histórias sem sal e marketing milionário dos gigantes da indústria cinematográfica, conseguem ser sucesso não só de crítica, mas também de público, com estilo e originalidade.
Aí galera, desculpa mas não tô conseguindo escrever coisas novas. Até pq estou escrevendo (ou pelo menos tentando escrever) muitas outras coisas. Assim que sossegar um pouco volto a escrever mais aqui e dou notícias desses meus novos projetos. Valeu a todos pelos comentários, e-mails, etc.
Segue então algo que escrevi no longínquo ano de 1999 quando estava apenas no primeiro ano da faculdade. Homenagem à minha bixete favorita, a adorável Mo.
Preparem-se, pois a próxima parada é Wonderland...
Bossa Gringa
Um casal sentado, num fim de tarde, observando o mar ao som de grandes sucessos da Bossa Nova. Ao imaginarmos um cenário para essa cena, a imagem que surge em nossas mentes é, quase que invariavelmente, a do Rio de Janeiro. Mas essa expectativa é quebrada no bom independente Próxima Parada Wonderland (Next Stop Wonderland).
O filme se passa em Boston e retrata, na maioria das vezes de forma divertida, a sofrida vida amorosa de uma enfermeira, vivida pela atriz Hope Davis. Com um roteiro bem trabalhado e uma movimentação de câmera que chega a surpreender em alguns momentos, o diretor Brad Anderson consegue cativar o espectador e conduzi-lo por uma história que, se fosse produzida por algum dos grandes estúdios, acabaria caindo na mesmice dos Tom Hanks e Meg Ryans da vida.
O Brasil é uma presença constante no filme, com a trilha sonora que traz somente músicas brasileiras muito bem escolhidas, com canções de Tom Jobim, João Gilberto e outros, e um personagem brasileiro, interpretado de maneira caricata pelo ator boliviano Jose Zuniga. Sendo filmado em Boston, um conhecido reduto tupiniquim em terras do Tio Sam, poderíamos ter sido retratados de maneira mais convincente.
Destaque no Sundance Festival e na Mostra Internacional de São Paulo de 98, essa comédia romântica chega para mostrar a força criativa dos pequenos, que em tempos de histórias sem sal e marketing milionário dos gigantes da indústria cinematográfica, conseguem ser sucesso não só de crítica, mas também de público, com estilo e originalidade.
terça-feira, maio 20, 2003
O caminho
Deixou para trás toda aquela estrutura. A vida que havia vivido passou a ser apenas uma lembrança longínqua, que a cada dia tornava-se mais e mais distante. Ele não mais aceitava os ditames que antes lhe eram impostos. Era dono de seu caminho e destino. Nada nem ninguém mais conseguiriam impedi-lo de alcançar aquilo que buscava.
Alguns tomaram sua atitude como desrespeito, birra. Um grito tardio de uma pós-adolescência. Mas em seu âmago, ele sabia que não era isso. Pelo contrário. O caminho agora era o da vida adulta com toda carga de responsabilidade que ela trazia. A único ponto que prometeu para si mesmo, tendo apenas a lua e a brisa noturna como testemunhas, foi de que jamais perderia o olhar de garoto, o sorriso fácil de menino e a alegria de criança. Essas, não havia buraco profundo, nem escuridão gélida, que pudessem tirar dele.
Deixou para trás toda aquela estrutura. A vida que havia vivido passou a ser apenas uma lembrança longínqua, que a cada dia tornava-se mais e mais distante. Ele não mais aceitava os ditames que antes lhe eram impostos. Era dono de seu caminho e destino. Nada nem ninguém mais conseguiriam impedi-lo de alcançar aquilo que buscava.
Alguns tomaram sua atitude como desrespeito, birra. Um grito tardio de uma pós-adolescência. Mas em seu âmago, ele sabia que não era isso. Pelo contrário. O caminho agora era o da vida adulta com toda carga de responsabilidade que ela trazia. A único ponto que prometeu para si mesmo, tendo apenas a lua e a brisa noturna como testemunhas, foi de que jamais perderia o olhar de garoto, o sorriso fácil de menino e a alegria de criança. Essas, não havia buraco profundo, nem escuridão gélida, que pudessem tirar dele.
segunda-feira, maio 19, 2003
Resenha do Dia
Faz algum tempo que não colo crítica de disco ou uma resenha literária por aqui. Então, mando agora meus comentários sobre o livro "O Céu e o Fundo do Mar", de Fernando Bonassi. Espero que gostem da leitura.
Mais uma história impossível de amor
Podem o amor e o desejo superar todos os problemas, passados e presentes? É esta a questão que se propõe em “O Céu e o Fundo do Mar” (Fernando Bonassi, 128 pág., R$18,00). Uma história dura, sobre o relacionamento entre duas pessoas completamente diferentes, mas que se unem apesar de tudo que - normalmente - os separaria.
Logo de início algo chama atenção: sabe-se mais sobre os protagonistas lendo a contracapa do que nas 30 primeiras páginas. Até explica-se quem são eles, porém sem muita clareza. Isso pode até confundir e afastar um leitor menos experimentado e que goste de tudo às claras. Porém, a intenção do autor ao fazer isso é claramente não se prender a detalhes que considera de menor importância, enquanto reforça a narrativa de pequenos gestos, de pequenos atos do cotidiano dos personagens.
Este é um ponto interessante de ser notado. Em sua escrita, Bonassi valoriza o que há de mais simples e, ao mesmo tempo, complexo na relação entre homem e mulher. Presta uma atenção redobrada ao que se sente mas que não se diz. Àquelas pequenas coisas que, na prática, não precisam ser ditas quando se está com alguém com quem se compartilha de grande afinidade.
Ela, é uma sobrevivente dos tempos de ditadura, alguém que se revoltou contra o regime imposto ao Brasil naquela época e está por aqui para contar a história. Claro que não sem marcas e feridas ainda a serem curadas. Entre elas o desaparecimento de seu marido.
Seu par na história é um jovem da periferia de São Paulo, que aprendeu a viver e a circular pelos diferentes caminhos que a cidade apresenta, e que sobrevive vendendo drogas para jovens abastados. A forma pela qual eles se encontram é contada de forma breve e corriqueira, sem dar muito motivo. O que importa realmente é que eles se encontraram e sabiam que deveriam estar juntos desde o primeiro momento em que se viram.
Mais um ponto importante de: não se sabe o nome de ninguém no livro. A mulher é simplesmente “a mulher” e o rapaz, é somente “o rapaz”. Não se diz nome nenhum durante toda a narrativa. Além disso, o tempo não se define muito bem durante toda a história. Há uma tentativa de se dizer se é dia ou noite, mas que é um tanto quanto confusa. Mas o tempo maior, dizer em que época se passa o texto, isso só lá pelo final que é possível definir.
Há um ar de impossibilidade sempre permeando o relacionamento dos dois. Num momento é a diferença de idade entre eles, noutro a vida que levam. Mas o que mais complica a situação dos dois é uma intrincada rede de problemas psicológicos da mulher, que é totalmente traumatizada por ter vivido na clandestinidade durante os anos de ferro, além de possuir um imenso sentimento de culpa. Mesmo com o marido desaparecido (provavelmente morto) há muitos anos, ela ainda considera que o está traindo.
Cria-se então uma balança em que estão pendendo todos esses problemas. O que significa que, ao mesmo tempo que ela - devido à sua carência e necessidade - precisa dele e de sua presença, o afasta devido a essas mesmas questões.
A linguagem é extremamente direta, seca. Frases demasiadamente curtas, o que em alguns momentos chegam a irritar tamanha a economia de palavras. Mais do que um recurso estilístico, esse incômodo causado pela leitura de alguns trechos parece ser proposital. É uma maneira de passar ao leitor a angústia dos personagens.
Não há nem divisão de capítulos, a ação é ininterrupta. Lembra em muito o roteiro de um filme. Aliás, o livro parece ter sido criado na expectativa de uma adaptação para a tela grande. A montagem das cenas é toda cinematográfica. E isso faz até algum sentido, visto que o autor é cineasta.
Um certo erotismo também permeia todo o texto. Há muita habilidade de Bonassi nesses trechos. Ele consegue fazer uma mistura da mais pura paixão, com um toque de virilidade, porém sem ser demasiadamente vulgar. Ele é explícito, mas não ofensivo e é isso que consegue cativar. Nesses momentos, é com se ele se soltasse mais, deixasse de lado a dureza com que trata o texto para se deixar levar por algo menos dolorido, mais feliz.
No conjunto todo, “O Céu e o Fundo do Mar” não é um excelente livro. Definitivamente não vai ser a melhor coisa que você já leu. Não é algo inesquecível, mas é interessante. E a título de curiosidade, é recomendável.
Seu problema é que fica um sentimento de que está faltando algo. Pois convenhamos, a idéia de juntar pessoas de dois mundos diferentes e explorar a impossibilidade da relação entre eles não é exatamente nova. Mas ainda é possível tratar diferentes ângulos da questão. E em alguns momentos o autor consegue iluminar alguns pontos ainda obscuros nesse tipo de história. Por isso, e pelo tratamento dado à linguagem, o livro merece um pouco da sua atenção. Mas só um pouco.
Faz algum tempo que não colo crítica de disco ou uma resenha literária por aqui. Então, mando agora meus comentários sobre o livro "O Céu e o Fundo do Mar", de Fernando Bonassi. Espero que gostem da leitura.
Mais uma história impossível de amor
Podem o amor e o desejo superar todos os problemas, passados e presentes? É esta a questão que se propõe em “O Céu e o Fundo do Mar” (Fernando Bonassi, 128 pág., R$18,00). Uma história dura, sobre o relacionamento entre duas pessoas completamente diferentes, mas que se unem apesar de tudo que - normalmente - os separaria.
Logo de início algo chama atenção: sabe-se mais sobre os protagonistas lendo a contracapa do que nas 30 primeiras páginas. Até explica-se quem são eles, porém sem muita clareza. Isso pode até confundir e afastar um leitor menos experimentado e que goste de tudo às claras. Porém, a intenção do autor ao fazer isso é claramente não se prender a detalhes que considera de menor importância, enquanto reforça a narrativa de pequenos gestos, de pequenos atos do cotidiano dos personagens.
Este é um ponto interessante de ser notado. Em sua escrita, Bonassi valoriza o que há de mais simples e, ao mesmo tempo, complexo na relação entre homem e mulher. Presta uma atenção redobrada ao que se sente mas que não se diz. Àquelas pequenas coisas que, na prática, não precisam ser ditas quando se está com alguém com quem se compartilha de grande afinidade.
Ela, é uma sobrevivente dos tempos de ditadura, alguém que se revoltou contra o regime imposto ao Brasil naquela época e está por aqui para contar a história. Claro que não sem marcas e feridas ainda a serem curadas. Entre elas o desaparecimento de seu marido.
Seu par na história é um jovem da periferia de São Paulo, que aprendeu a viver e a circular pelos diferentes caminhos que a cidade apresenta, e que sobrevive vendendo drogas para jovens abastados. A forma pela qual eles se encontram é contada de forma breve e corriqueira, sem dar muito motivo. O que importa realmente é que eles se encontraram e sabiam que deveriam estar juntos desde o primeiro momento em que se viram.
Mais um ponto importante de: não se sabe o nome de ninguém no livro. A mulher é simplesmente “a mulher” e o rapaz, é somente “o rapaz”. Não se diz nome nenhum durante toda a narrativa. Além disso, o tempo não se define muito bem durante toda a história. Há uma tentativa de se dizer se é dia ou noite, mas que é um tanto quanto confusa. Mas o tempo maior, dizer em que época se passa o texto, isso só lá pelo final que é possível definir.
Há um ar de impossibilidade sempre permeando o relacionamento dos dois. Num momento é a diferença de idade entre eles, noutro a vida que levam. Mas o que mais complica a situação dos dois é uma intrincada rede de problemas psicológicos da mulher, que é totalmente traumatizada por ter vivido na clandestinidade durante os anos de ferro, além de possuir um imenso sentimento de culpa. Mesmo com o marido desaparecido (provavelmente morto) há muitos anos, ela ainda considera que o está traindo.
Cria-se então uma balança em que estão pendendo todos esses problemas. O que significa que, ao mesmo tempo que ela - devido à sua carência e necessidade - precisa dele e de sua presença, o afasta devido a essas mesmas questões.
A linguagem é extremamente direta, seca. Frases demasiadamente curtas, o que em alguns momentos chegam a irritar tamanha a economia de palavras. Mais do que um recurso estilístico, esse incômodo causado pela leitura de alguns trechos parece ser proposital. É uma maneira de passar ao leitor a angústia dos personagens.
Não há nem divisão de capítulos, a ação é ininterrupta. Lembra em muito o roteiro de um filme. Aliás, o livro parece ter sido criado na expectativa de uma adaptação para a tela grande. A montagem das cenas é toda cinematográfica. E isso faz até algum sentido, visto que o autor é cineasta.
Um certo erotismo também permeia todo o texto. Há muita habilidade de Bonassi nesses trechos. Ele consegue fazer uma mistura da mais pura paixão, com um toque de virilidade, porém sem ser demasiadamente vulgar. Ele é explícito, mas não ofensivo e é isso que consegue cativar. Nesses momentos, é com se ele se soltasse mais, deixasse de lado a dureza com que trata o texto para se deixar levar por algo menos dolorido, mais feliz.
No conjunto todo, “O Céu e o Fundo do Mar” não é um excelente livro. Definitivamente não vai ser a melhor coisa que você já leu. Não é algo inesquecível, mas é interessante. E a título de curiosidade, é recomendável.
Seu problema é que fica um sentimento de que está faltando algo. Pois convenhamos, a idéia de juntar pessoas de dois mundos diferentes e explorar a impossibilidade da relação entre eles não é exatamente nova. Mas ainda é possível tratar diferentes ângulos da questão. E em alguns momentos o autor consegue iluminar alguns pontos ainda obscuros nesse tipo de história. Por isso, e pelo tratamento dado à linguagem, o livro merece um pouco da sua atenção. Mas só um pouco.
sexta-feira, maio 16, 2003
It's a Bizarre World after all
Vejam que notícia exdrúxula (e até certo ponto triste) que vi na folha online. Pior que por aqui tem garota se vendendo por bem menos...
"Sandy", 21, peruana, quer vender virgindade para pagar estudos
da France Presse, em Santiago (Chile)
Uma universitária de 21 anos ofereceu publicamente na quarta-feira (14), através de um programa de rádio, perder sua virgindade com um homem que lhe dê dinheiro para financiar seus estudos em Santiago (Chile).
Hoje, "Sandy", que afirma ser peruana, declarou-se indecisa. "A idéia me assusta, tenho medo de encontrar uma oferta boa, se é que me atrevo, e estar com alguém que não conheço", disse a moça ao locutor Rumpy, da emissora "W "da capital chilena.
Na quarta-feira, "Sandy pediu que os interessados enviassem propostas ao email (sandy23303@hotmail.com).
As duas comunicações com a rádio foram por telefone e Rumpy as colocou no ar ao vivo em seu programa "El club del cangrejo" (O clube do caranguejo).
Necessidade
"Sandy" pede no mínimo 700 mil pesos chilenos (cerca de US$ 1.000) para vender sua virgindade.
Na segunda conversa, Rumpy comentou que essa soma poderia ser suficiente para acabar com suas dúvidas,e a estudante respondeu:
"Sim, mas mesmo assim dá medo ir até algo que não conheço. Óbvio que a pessoa sente terror. Mas quando há necessidade, há necessidade", disse ela.
"Preciso de dinheiro para ter minha casa e sustentar-me sozinha", disse a jovem, acrescentando que o eleito poderá comprovar sua virgindade "no dia da incursão".
"Sandy" disse ao locutor que poderia tomar a decisão na segunda-feira (19), após consultar as propostas no final de semana.
Rumpy animou no passado o programa "El chacotero sentimental" (o palhaço sentimental), que permitia que a audiência abordasse sem censura temas de sexo, tanto para consultas como para revelações.
Os relatos do programa inspiraram um filme homônimo, que tornou-se o maior sucesso de bilheteria chileno há alguns anos.
Vejam que notícia exdrúxula (e até certo ponto triste) que vi na folha online. Pior que por aqui tem garota se vendendo por bem menos...
"Sandy", 21, peruana, quer vender virgindade para pagar estudos
da France Presse, em Santiago (Chile)
Uma universitária de 21 anos ofereceu publicamente na quarta-feira (14), através de um programa de rádio, perder sua virgindade com um homem que lhe dê dinheiro para financiar seus estudos em Santiago (Chile).
Hoje, "Sandy", que afirma ser peruana, declarou-se indecisa. "A idéia me assusta, tenho medo de encontrar uma oferta boa, se é que me atrevo, e estar com alguém que não conheço", disse a moça ao locutor Rumpy, da emissora "W "da capital chilena.
Na quarta-feira, "Sandy pediu que os interessados enviassem propostas ao email (sandy23303@hotmail.com).
As duas comunicações com a rádio foram por telefone e Rumpy as colocou no ar ao vivo em seu programa "El club del cangrejo" (O clube do caranguejo).
Necessidade
"Sandy" pede no mínimo 700 mil pesos chilenos (cerca de US$ 1.000) para vender sua virgindade.
Na segunda conversa, Rumpy comentou que essa soma poderia ser suficiente para acabar com suas dúvidas,e a estudante respondeu:
"Sim, mas mesmo assim dá medo ir até algo que não conheço. Óbvio que a pessoa sente terror. Mas quando há necessidade, há necessidade", disse ela.
"Preciso de dinheiro para ter minha casa e sustentar-me sozinha", disse a jovem, acrescentando que o eleito poderá comprovar sua virgindade "no dia da incursão".
"Sandy" disse ao locutor que poderia tomar a decisão na segunda-feira (19), após consultar as propostas no final de semana.
Rumpy animou no passado o programa "El chacotero sentimental" (o palhaço sentimental), que permitia que a audiência abordasse sem censura temas de sexo, tanto para consultas como para revelações.
Os relatos do programa inspiraram um filme homônimo, que tornou-se o maior sucesso de bilheteria chileno há alguns anos.
Não resisti
Tinha parado com os testes, mas esse que a supreendente Mo me mandou foi muito bom.
E aí, vcs acham isso de mim?

Você é "O sétimo selo" de Ingmar Bergman. Você é intelectual, preocupado com ocultismos. E além de tudo é um mistério!!
Faça você também Que
bom filme é você? Uma criação de
O
Mundo Insano da Abyssinia
Tinha parado com os testes, mas esse que a supreendente Mo me mandou foi muito bom.
E aí, vcs acham isso de mim?
Você é "O sétimo selo" de Ingmar Bergman. Você é intelectual, preocupado com ocultismos. E além de tudo é um mistério!!
Faça você também Que
bom filme é você? Uma criação de
Mundo Insano da Abyssinia
Preparando a mudança
Quando menos esperava, percebeu que algo havia mudado. Era como se o mundo que via estivesse em outro ritmo, outra sintonia. Um sentimento crescia dentro dele, mas não era possível de ser explicado, não ali onde ele estava.
O grande salão era escuro e frio. A solidão, tremenda. Mas mesmo assim ele conseguiu sentir a mudança. Estava integrando-se com o meio. Passou tanto tempo nas sombras que havia se tornado uma delas. Ao mesmo tempo em que isso lhe trazia paz, o preocupava. Será que se, subitamente, as portas lhe fossem abertas, teria coragem de sair. E mais, será que iria querer?
Por mais complicado que fosse estar ali, a solidão era de alguma forma aconchegante. Não havia ninguém, mas não havia problemas também. Era só quietude e alienação.
Ele tinha medo de não mais conseguir compartilhar das coisas e, mais ainda, tinha pavor de não mais conseguir compartilhar de si próprio.
Mas a mudança estava ali, no canto dos olhos, no limiar da existência. Ela estava chegando e não havia nada a fazer que não aguardá-la e, na hora exata, vivenciá-la em sua plenitude.
Quando menos esperava, percebeu que algo havia mudado. Era como se o mundo que via estivesse em outro ritmo, outra sintonia. Um sentimento crescia dentro dele, mas não era possível de ser explicado, não ali onde ele estava.
O grande salão era escuro e frio. A solidão, tremenda. Mas mesmo assim ele conseguiu sentir a mudança. Estava integrando-se com o meio. Passou tanto tempo nas sombras que havia se tornado uma delas. Ao mesmo tempo em que isso lhe trazia paz, o preocupava. Será que se, subitamente, as portas lhe fossem abertas, teria coragem de sair. E mais, será que iria querer?
Por mais complicado que fosse estar ali, a solidão era de alguma forma aconchegante. Não havia ninguém, mas não havia problemas também. Era só quietude e alienação.
Ele tinha medo de não mais conseguir compartilhar das coisas e, mais ainda, tinha pavor de não mais conseguir compartilhar de si próprio.
Mas a mudança estava ali, no canto dos olhos, no limiar da existência. Ela estava chegando e não havia nada a fazer que não aguardá-la e, na hora exata, vivenciá-la em sua plenitude.
quinta-feira, maio 15, 2003
"A Paz... invadiu o meu coração"
Vocês perceberam como o dia hoje amanheceu mais calmo, sereno, como tudo parecia mais claro e no seu devido lugar?
Foi como se a cidade, que sempre é tão cinzenta e taciturna, de repente abrisse seus braços e se dispusesse a abraçar seus filhos, terna e placidamente.
E havia motivo para tanta festa...
O CORINTHIANS SE FERROU!!!
huahuahuhuahuahuhuahua
Dá-le River!!! E com a presença soberana do tricolor Ameli na zaga!!
Cantem todos comigo: "puta que o pariu, Libertadores o Corinthians nunca viu"
Chorem mesmo, gambás... vocês nasceram pra sofrer!!!
Vocês perceberam como o dia hoje amanheceu mais calmo, sereno, como tudo parecia mais claro e no seu devido lugar?
Foi como se a cidade, que sempre é tão cinzenta e taciturna, de repente abrisse seus braços e se dispusesse a abraçar seus filhos, terna e placidamente.
E havia motivo para tanta festa...
O CORINTHIANS SE FERROU!!!
huahuahuhuahuahuhuahua
Dá-le River!!! E com a presença soberana do tricolor Ameli na zaga!!
Cantem todos comigo: "puta que o pariu, Libertadores o Corinthians nunca viu"
Chorem mesmo, gambás... vocês nasceram pra sofrer!!!
quarta-feira, maio 14, 2003
Horóscopo
Olha só... eu tava lendo o Epinion, da inteligentíssima Paula Foschia, um blog que cresceu e tornou-se praticamente uma revista (muito melhor do que a imensa maioria das revistas, isso é fato) e vi uma coluna falando de astrologia. Lá, a colunista Flávia Faustini dá dicas às meninas de como lidar com os homens de cada signo.
Achei bastante pertinente e copio o texto referente ao meu signo. É mais ou menos isso mesmo, meninas...
Sagitário: Sofisticadíssimo. Prepare-se para fins de semana prolongados no exterior e jantares caros. Uma libriana que conheço namorou um sagitariano que tirava onda, contando suas antigas conquistas amorosas(!). Parlapatão, vai prometer a Lua pra você. A boa notícia é que, geralmente, eles cumprem as promessas que fazem, nem que seja pelo prazer da aventura. A grande vantagem é que não tem problema se vocês moram longe um do outro: sagitarianos têm o melhor programa de milhagens do zodíaco. Mais um que deve ser conquistado pela cabeça: seja tão bravatosa quanto ele. Pra chamar a atenção, vista-se com roupas caras, não necessariamente bem vestida.
Personagem: Mr. Big, do Sex & the City; Hannibal Lecter, nos momentos de finesse (ei, nem todos são psicopatas!).
Olha só... eu tava lendo o Epinion, da inteligentíssima Paula Foschia, um blog que cresceu e tornou-se praticamente uma revista (muito melhor do que a imensa maioria das revistas, isso é fato) e vi uma coluna falando de astrologia. Lá, a colunista Flávia Faustini dá dicas às meninas de como lidar com os homens de cada signo.
Achei bastante pertinente e copio o texto referente ao meu signo. É mais ou menos isso mesmo, meninas...
Sagitário: Sofisticadíssimo. Prepare-se para fins de semana prolongados no exterior e jantares caros. Uma libriana que conheço namorou um sagitariano que tirava onda, contando suas antigas conquistas amorosas(!). Parlapatão, vai prometer a Lua pra você. A boa notícia é que, geralmente, eles cumprem as promessas que fazem, nem que seja pelo prazer da aventura. A grande vantagem é que não tem problema se vocês moram longe um do outro: sagitarianos têm o melhor programa de milhagens do zodíaco. Mais um que deve ser conquistado pela cabeça: seja tão bravatosa quanto ele. Pra chamar a atenção, vista-se com roupas caras, não necessariamente bem vestida.
Personagem: Mr. Big, do Sex & the City; Hannibal Lecter, nos momentos de finesse (ei, nem todos são psicopatas!).
terça-feira, maio 13, 2003
O último teste pq eu cansei
Cansei e não curti nem um pouco o resultado desse. Vi esse teste no blog da minha queridíssima Mila.
Porra, mas Vampira é foda, hein???!

You are Rogue!
You are sexy and strong willed, and able to take on
just about anyone. You long for a serious
relationship, but whenever you begin to get
close to someone things always seem to take
turns for the worse. But you have dealt with
this lack of closeness with an almost constant
flirtacious behavior.
Which X-Men character are you most like?
brought to you by Quizilla
Cansei e não curti nem um pouco o resultado desse. Vi esse teste no blog da minha queridíssima Mila.
Porra, mas Vampira é foda, hein???!
You are Rogue!
You are sexy and strong willed, and able to take on
just about anyone. You long for a serious
relationship, but whenever you begin to get
close to someone things always seem to take
turns for the worse. But you have dealt with
this lack of closeness with an almost constant
flirtacious behavior.
Which X-Men character are you most like?
brought to you by Quizilla
"Jerry!!!"
hahuahuahuahua
Esse foi o mlehor teste... acho que o que me definiu melhor (e acabou confirmando o teste aí debaixo). Vcs acham que tá certa essa resposta que me foi dada?
O teste é Qual personagem do Seinfeld você é?

Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Blog do Idiota
hahuahuahuahua
Esse foi o mlehor teste... acho que o que me definiu melhor (e acabou confirmando o teste aí debaixo). Vcs acham que tá certa essa resposta que me foi dada?
O teste é Qual personagem do Seinfeld você é?
Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Blog do Idiota
segunda-feira, maio 12, 2003
Mais um teste
Uma amiguinha nova e muito interessante que eu fiz por aí me mandou esse teste. Dêem uma olhada!
Você é louco? por Alito
Uma amiguinha nova e muito interessante que eu fiz por aí me mandou esse teste. Dêem uma olhada!
Você é louco? por Alito
Para não dizer que não falei de flores
Olá, caros amigos, leitores novos e eventuais. As coisas continuam complicadas aqui na torre de vidro, de onde vejo a corrente passar pela principal veia do dragão Paulistânio.
Como não estou podendo escrever muito, tô fazendo uns testes que vi no Jesus me chicoteia
Mando o resultado do primeiro... acho que o Cury (que anda sumido dos comentários e o pessoal até pergunta por ele...) vai gostar bastante. O teste mostra pra onde eu iria no Inferno de Dante. Vejam só:
The Dante's Inferno Test has banished you to the Second Level of Hell!
Here is how you matched up against all the levels:
Take the Dante's Divine Comedy Inferno Test
You have come to a place mute of all light, where the wind bellows as the sea does in a tempest. This is the realm where the lustful spend eternity. Here, sinners are blown around endlessly by the unforgiving winds of unquenchable desire as punishment for their transgressions. The infernal hurricane that never rests hurtles the spirits onward in its rapine, whirling them round, and smiting, it molests them. You have betrayed reason at the behest of your appetite for pleasure, and so here you are doomed to remain. Cleopatra and Helen of Troy are two that share in your fate.
ehhehe
engraçadinho, né? É... "I'm so full of lust.." huahuahuahuahuhua
Hasta!
Olá, caros amigos, leitores novos e eventuais. As coisas continuam complicadas aqui na torre de vidro, de onde vejo a corrente passar pela principal veia do dragão Paulistânio.
Como não estou podendo escrever muito, tô fazendo uns testes que vi no Jesus me chicoteia
Mando o resultado do primeiro... acho que o Cury (que anda sumido dos comentários e o pessoal até pergunta por ele...) vai gostar bastante. O teste mostra pra onde eu iria no Inferno de Dante. Vejam só:
The Dante's Inferno Test has banished you to the Second Level of Hell!
Here is how you matched up against all the levels:
| Level | Score |
|---|---|
| Purgatory (Repenting Believers) | Very Low |
| Level 1 - Limbo (Virtuous Non-Believers) | Very Low |
| Level 2 (Lustful) | Very High |
| Level 3 (Gluttonous) | High |
| Level 4 (Prodigal and Avaricious) | High |
| Level 5 (Wrathful and Gloomy) | High |
| Level 6 - The City of Dis (Heretics) | Low |
| Level 7 (Violent) | High |
| Level 8- the Malebolge (Fraudulent, Malicious, Panderers) | Very High |
| Level 9 - Cocytus (Treacherous) | High |
Take the Dante's Divine Comedy Inferno Test
You have come to a place mute of all light, where the wind bellows as the sea does in a tempest. This is the realm where the lustful spend eternity. Here, sinners are blown around endlessly by the unforgiving winds of unquenchable desire as punishment for their transgressions. The infernal hurricane that never rests hurtles the spirits onward in its rapine, whirling them round, and smiting, it molests them. You have betrayed reason at the behest of your appetite for pleasure, and so here you are doomed to remain. Cleopatra and Helen of Troy are two that share in your fate.
ehhehe
engraçadinho, né? É... "I'm so full of lust.." huahuahuahuahuhua
Hasta!
sexta-feira, maio 09, 2003
Tentativas
Uma coisa temos de ter em mente: sonhar sempre é bom... o sonho sim, é o motor da alma... é o que nos faz seguir em frente nesse mundo insano. Mas o perigo é perder o pé da realidade e não conseguir retomar a caminhada. Há sempre que se tentar colocar aquilo que desejamos mais internamente em prática.
Tentar, tentar sempre. Sempre que surgir a dúvida, encare... meta o pé! Pois aí, você terá ido e tentado... e se tiver competência e vontade, pode conseguir voltar. É muito mais fácil voltar (se você sai bem de uma situação) do que bater na porta de alguém na cara e na coragem.
Nada é pior do que conviver com a dúvida do "e se?".
Uma coisa temos de ter em mente: sonhar sempre é bom... o sonho sim, é o motor da alma... é o que nos faz seguir em frente nesse mundo insano. Mas o perigo é perder o pé da realidade e não conseguir retomar a caminhada. Há sempre que se tentar colocar aquilo que desejamos mais internamente em prática.
Tentar, tentar sempre. Sempre que surgir a dúvida, encare... meta o pé! Pois aí, você terá ido e tentado... e se tiver competência e vontade, pode conseguir voltar. É muito mais fácil voltar (se você sai bem de uma situação) do que bater na porta de alguém na cara e na coragem.
Nada é pior do que conviver com a dúvida do "e se?".
quarta-feira, maio 07, 2003
Amor à Camisa
Hoje tem São Paulo X Goiás, pela Copa do Brasil. O Tricolor ainda se recupera da perda de seu comandante, Oswaldo de Oliveira, que foi demitido na noite do último sábado. O comando da equipe está com Roberto Rojas, que é treinador de goleiros do clube há mais de 15 anos. Muitos estão receosos por um interino estar à frente do time. Porém, se os jogadores entrarem com o espírito do camisa 10 são-paulino, Ricardinho, o alviverde goiano que se prepare pois o chumbo vai ser grosso. Sintam só a declaração do homem para a Gazeta Esportiva.net
'Independente de quem vai estar no banco, quem vai jogar é o São Paulo', disse Ricardinho, enchendo a boca na hora de pronunciar o nome do time. 'Seja no futebol ou no pingue-pongue, o São Paulo é sempre o São Paulo', concluiu.
Hoje tem São Paulo X Goiás, pela Copa do Brasil. O Tricolor ainda se recupera da perda de seu comandante, Oswaldo de Oliveira, que foi demitido na noite do último sábado. O comando da equipe está com Roberto Rojas, que é treinador de goleiros do clube há mais de 15 anos. Muitos estão receosos por um interino estar à frente do time. Porém, se os jogadores entrarem com o espírito do camisa 10 são-paulino, Ricardinho, o alviverde goiano que se prepare pois o chumbo vai ser grosso. Sintam só a declaração do homem para a Gazeta Esportiva.net
'Independente de quem vai estar no banco, quem vai jogar é o São Paulo', disse Ricardinho, enchendo a boca na hora de pronunciar o nome do time. 'Seja no futebol ou no pingue-pongue, o São Paulo é sempre o São Paulo', concluiu.
segunda-feira, maio 05, 2003
Mr. Boca goes to Washin... errr... Brasília, mesmo
Ah... mais um dia passado na capital do País (a cidade universitária superdimensionada)... tô só o pó!! Tô com várias idéias, várias coisas para escrever, mas não vai dar tão cedo... vou entrar num esquema louco aí no trampo, que vai tomar muito do meu tempo e - principalmente - da minha força.
Pelo jeito, nas duas próximas semanas, vão ser só textos curtos, reescritos ou coisas do gênero...
Mal aí, poucos, mas fiéis leitores. Vou tentar fazer o máximo de coisas novas possível.
------------------
Auto-ajuda para mim mesmo
Como lidar com o fracasso de não fazer quem você mais gosta feliz? E, pior ainda, fazer esta pessoa sofrer?
A falha não é algo com que as pessoas lidem bem. Há aqueles que se fecham, há outros que fazem do erro combustível para seguir em frente com mais força...
Mas não existe fórmula exata para a resolução desse problema. O lance é tentar ser o mais correto possível...
Porém, isso exige auto-conhecimento. E, muitas vezes, ao se confrontar consigo mesmo, percebe-se que o seu lado negro interior é muito maior do que você prórpio imaginava... que as máscaras criadas para o seu convívio em sociedade estão enfiadas em sua alma tão fortemente, que confundem-se com sua essência., chegando num ponto em que não se sabe mais o que é verdade e o que é apenas encenação.
Tenho um velho amigo que uma vez me disse que essa histórias de "máscaras" são meio que uma falácia... ninguém é "plano", possui apenas uma dimensão. Todos temos reações boas e ruins, podemos ser altruístas ou egoístas... ninguém é só uma coisa ou outra. Ele diz isso pq é um cara muito sábio... Para nós, pobres mortais perdidos nesse mundo sujo, lidar com as prórpias dicotomias ';e algo realmente complexo.
Imagina então quando resolvemos compartilhar da nossa vida com alguém? Mas vamos seguindo... pq quem fica parado é poste, como diz o outro.
Errando e aprendendo a cada dia...
Ah... mais um dia passado na capital do País (a cidade universitária superdimensionada)... tô só o pó!! Tô com várias idéias, várias coisas para escrever, mas não vai dar tão cedo... vou entrar num esquema louco aí no trampo, que vai tomar muito do meu tempo e - principalmente - da minha força.
Pelo jeito, nas duas próximas semanas, vão ser só textos curtos, reescritos ou coisas do gênero...
Mal aí, poucos, mas fiéis leitores. Vou tentar fazer o máximo de coisas novas possível.
------------------
Auto-ajuda para mim mesmo
Como lidar com o fracasso de não fazer quem você mais gosta feliz? E, pior ainda, fazer esta pessoa sofrer?
A falha não é algo com que as pessoas lidem bem. Há aqueles que se fecham, há outros que fazem do erro combustível para seguir em frente com mais força...
Mas não existe fórmula exata para a resolução desse problema. O lance é tentar ser o mais correto possível...
Porém, isso exige auto-conhecimento. E, muitas vezes, ao se confrontar consigo mesmo, percebe-se que o seu lado negro interior é muito maior do que você prórpio imaginava... que as máscaras criadas para o seu convívio em sociedade estão enfiadas em sua alma tão fortemente, que confundem-se com sua essência., chegando num ponto em que não se sabe mais o que é verdade e o que é apenas encenação.
Tenho um velho amigo que uma vez me disse que essa histórias de "máscaras" são meio que uma falácia... ninguém é "plano", possui apenas uma dimensão. Todos temos reações boas e ruins, podemos ser altruístas ou egoístas... ninguém é só uma coisa ou outra. Ele diz isso pq é um cara muito sábio... Para nós, pobres mortais perdidos nesse mundo sujo, lidar com as prórpias dicotomias ';e algo realmente complexo.
Imagina então quando resolvemos compartilhar da nossa vida com alguém? Mas vamos seguindo... pq quem fica parado é poste, como diz o outro.
Errando e aprendendo a cada dia...
domingo, maio 04, 2003
Ajudinhas
Por mais incrível que isso possa parecer (sem falsa modéstia), eu sou muito procurado pelas pessoas para dar conselhos. Sei lá...
eu acho que sou um bom ouvinte e que consigo manter um certo distanciamento, o que me ajuda a fazer análises mais apuradas. Isso, eu acredito, é fruto (é claro) dos anos na faculdade de jornalismo, do meu tempo estudando Judô (eu estudava, não lutava simplesmente... é bem diferente) e de uma característica pessoal mesmo, de ficar mais quieto e analisando tudo e todos ao meu redor.
Dessa forma, com o passar do tempo, eu acabei juntando algumas frases, pensamentos, que usei para tentar auxiliar meus amigos na caminhada da vida. Vou começar a colocá-los por aqui... pode ser que ajude mais gente... e quem sabe depois eu não junto todos eles e lanço um livro de auto-ajuda?? :-)
A realidade não depende exclusivamente das suas ações. Por isso, mesmo que você faça tudo certo, as coisas podem dar errado. E você tem que aprender a conviver com isso.
Por mais incrível que isso possa parecer (sem falsa modéstia), eu sou muito procurado pelas pessoas para dar conselhos. Sei lá...
eu acho que sou um bom ouvinte e que consigo manter um certo distanciamento, o que me ajuda a fazer análises mais apuradas. Isso, eu acredito, é fruto (é claro) dos anos na faculdade de jornalismo, do meu tempo estudando Judô (eu estudava, não lutava simplesmente... é bem diferente) e de uma característica pessoal mesmo, de ficar mais quieto e analisando tudo e todos ao meu redor.
Dessa forma, com o passar do tempo, eu acabei juntando algumas frases, pensamentos, que usei para tentar auxiliar meus amigos na caminhada da vida. Vou começar a colocá-los por aqui... pode ser que ajude mais gente... e quem sabe depois eu não junto todos eles e lanço um livro de auto-ajuda?? :-)
A realidade não depende exclusivamente das suas ações. Por isso, mesmo que você faça tudo certo, as coisas podem dar errado. E você tem que aprender a conviver com isso.
sábado, maio 03, 2003
X2: A Hora dos Mutantes
Escrevi uma crítica sobre o melhor filme que vi este ano (sem brincadeira!!), X2, a segunda película trazendo os mutantes da Marvel.
Cliquem aqui e vão lá ler. Vai, vai... Tão esperando o quê??
:-)
Escrevi uma crítica sobre o melhor filme que vi este ano (sem brincadeira!!), X2, a segunda película trazendo os mutantes da Marvel.
Cliquem aqui e vão lá ler. Vai, vai... Tão esperando o quê??
:-)
sexta-feira, maio 02, 2003
Dominando a Besta
Quando chegou, a visão de toda aquela gente e do mar de edifícios o assustou. Ele sabia que ali era seu lugar e que tinha que achar seu caminho. Sobreviver era necessário. Para que seus sonhos tornassem-se reais, seria preciso agüentar muito, de tudo e de todos.
E ele era um grande sonhador. Sempre foi. Era a sua válvula de escape. Nunca foi muito querido quando pequeno. Não pela família, que o amava loucamente . Mas pelos colegas. Crianças podem - e sabem - ser cruéis quando querem. Sofreu muito por ser diferente.
Isso é interessante de se dizer. Como o ambiente tem uma influência decisiva sobre as pessoas. Ele foi considerado diferente durante a maior parte de sua vida, mas teve uma reação positiva em relação a isso. A força para suportar os olhares tortos das outras crianças fez dele um homem preparado para enfrentar a maioria dos desafios que a vida traria com o passar do tempo. Essa força vinha de seus sonhos. Vinha da energia retirada de um mundo que era só seu.
Agora, o desafio era outro. A grande metrópole o tragava, e ameaçava dilacerá-lo. Chamava aquele lugar de “filial do inferno”. Não conseguia se sentir a vontade ali. Faltava-lhe algo sempre. Era muito difícil suportar a pressão. Mas ele, no fundo, sempre soube que tinha obrigação de estar ali. Que não havia escapatória. Era isso ou o limbo do obscurantismo e da mediocridade. E ele sempre foi um líder, não podia se rebaixar e não suportava errar.
Então decidiu parar com a frescura e chamar o monstro pra briga: “Um de nós vai cair aos pés do outro, e certamente não serei eu!”, disse do alto de um dos maiores edifícios, de onde podia ver quase toda a cidade.
Aos poucos foi se ambientando. Ia caminhando por dentro das veias daquele mamute de concreto e, como um vírus, espalhava-se rapidamente. Conquistava novos territórios a cada dia. Nada escapava de seus olhos e ouvidos atentos. Seu quintal crescia a cada dia.
Hoje, já se sente em casa em grande parte daquela, agora, vila. Mas percebeu que a apropriação de novos espaços é constante. Talvez quando estiver mais velho - bem mais velho - e a sede de conhecimento tiver diminuído, ou até mesmo acabado, ele sossegue. Talvez até volte para aquele rincão de onde saiu... E ao invés de buscar o saber, passe a compartilhá-lo.
Quando chegou, a visão de toda aquela gente e do mar de edifícios o assustou. Ele sabia que ali era seu lugar e que tinha que achar seu caminho. Sobreviver era necessário. Para que seus sonhos tornassem-se reais, seria preciso agüentar muito, de tudo e de todos.
E ele era um grande sonhador. Sempre foi. Era a sua válvula de escape. Nunca foi muito querido quando pequeno. Não pela família, que o amava loucamente . Mas pelos colegas. Crianças podem - e sabem - ser cruéis quando querem. Sofreu muito por ser diferente.
Isso é interessante de se dizer. Como o ambiente tem uma influência decisiva sobre as pessoas. Ele foi considerado diferente durante a maior parte de sua vida, mas teve uma reação positiva em relação a isso. A força para suportar os olhares tortos das outras crianças fez dele um homem preparado para enfrentar a maioria dos desafios que a vida traria com o passar do tempo. Essa força vinha de seus sonhos. Vinha da energia retirada de um mundo que era só seu.
Agora, o desafio era outro. A grande metrópole o tragava, e ameaçava dilacerá-lo. Chamava aquele lugar de “filial do inferno”. Não conseguia se sentir a vontade ali. Faltava-lhe algo sempre. Era muito difícil suportar a pressão. Mas ele, no fundo, sempre soube que tinha obrigação de estar ali. Que não havia escapatória. Era isso ou o limbo do obscurantismo e da mediocridade. E ele sempre foi um líder, não podia se rebaixar e não suportava errar.
Então decidiu parar com a frescura e chamar o monstro pra briga: “Um de nós vai cair aos pés do outro, e certamente não serei eu!”, disse do alto de um dos maiores edifícios, de onde podia ver quase toda a cidade.
Aos poucos foi se ambientando. Ia caminhando por dentro das veias daquele mamute de concreto e, como um vírus, espalhava-se rapidamente. Conquistava novos territórios a cada dia. Nada escapava de seus olhos e ouvidos atentos. Seu quintal crescia a cada dia.
Hoje, já se sente em casa em grande parte daquela, agora, vila. Mas percebeu que a apropriação de novos espaços é constante. Talvez quando estiver mais velho - bem mais velho - e a sede de conhecimento tiver diminuído, ou até mesmo acabado, ele sossegue. Talvez até volte para aquele rincão de onde saiu... E ao invés de buscar o saber, passe a compartilhá-lo.
quinta-feira, maio 01, 2003
Superman's Song
Crash Test Dummies
Tarzan wasn't a ladies' man
He'd just come along and scoop 'em up under his arm
Like that, quick as a cat in the jungle
But Clark Kent, now there was a real gent
He would not be caught sittin' around in no
Junglescape, dumb as an ape doing nothing
[CHORUS]
Superman never made any money
For saving the world from Solomon Grundy
And sometimes I despair the world will never see
Another man like him
Hey Bob, Supe had a straight job
Even though he could have smashed through any bank
In the United States, he had the strength, but he would now
Folks said his family were all dead
Their planet crumbled but Superman, he forced himself
To carry on, forget Krypton, and keep going
Tarzan was king of the jungle and Lord over all the apes
But he could hardly string together four words: "I Tarzan, You Jane."
Sometimes when Supe was stopping crimes
I'll bet that he was tempted to just quit and turn his back
On man, join Tarzan in the forest
But he stayed in the city, and kept on changing clothes
In dirty old phonebooths till his work was through
And nothing to do but go on home
Crash Test Dummies
Tarzan wasn't a ladies' man
He'd just come along and scoop 'em up under his arm
Like that, quick as a cat in the jungle
But Clark Kent, now there was a real gent
He would not be caught sittin' around in no
Junglescape, dumb as an ape doing nothing
[CHORUS]
Superman never made any money
For saving the world from Solomon Grundy
And sometimes I despair the world will never see
Another man like him
Hey Bob, Supe had a straight job
Even though he could have smashed through any bank
In the United States, he had the strength, but he would now
Folks said his family were all dead
Their planet crumbled but Superman, he forced himself
To carry on, forget Krypton, and keep going
Tarzan was king of the jungle and Lord over all the apes
But he could hardly string together four words: "I Tarzan, You Jane."
Sometimes when Supe was stopping crimes
I'll bet that he was tempted to just quit and turn his back
On man, join Tarzan in the forest
But he stayed in the city, and kept on changing clothes
In dirty old phonebooths till his work was through
And nothing to do but go on home
quarta-feira, abril 30, 2003
Somebody save me
Argh!! Vai... eu vou passar o feriadão inteiro em Sampa. Sexta tenho que trabalhar e segunda bem cedo tenho que ir pra Brasília.
Minha casa tá reformando e tá parecendo Bagdá.
A grana tá curta e por isso não tem muito como fugir.
Alguém me dá uma luz, pq tá bem foda? Vai, qquer coisa tá valendo... quem mais estiver preso aqui na capitarrrr, avisa e vamos combinar de fazer uma zoeira qquer... Sério mesmo, povo. Tô esperando os convites.
Argh!! Vai... eu vou passar o feriadão inteiro em Sampa. Sexta tenho que trabalhar e segunda bem cedo tenho que ir pra Brasília.
Minha casa tá reformando e tá parecendo Bagdá.
A grana tá curta e por isso não tem muito como fugir.
Alguém me dá uma luz, pq tá bem foda? Vai, qquer coisa tá valendo... quem mais estiver preso aqui na capitarrrr, avisa e vamos combinar de fazer uma zoeira qquer... Sério mesmo, povo. Tô esperando os convites.
A Caixa
Final
SALA
Ao sair da cozinha, Paulinha vê os dois truculentos se esforçando para abrir a caixa com o pé de cabra e Valda entrando pela porta com uma galinha morta numa mão e uma vela vermelha na outra.
Sheila, sua amiga, está no sofá com o cão Átila no colo.
No canto da sala, João olha, com a mão no queixo, tentando entender o que acontece em sua casa. Ela vai até ele e oferece o pouco de água que ainda resta no copo.
Ele agradece, mas recusa. Ela olha para ele com um sorriso tímido e ele faz o mesmo.
Sheila, olhando de canto, levanta-se e vai até a caixa.
SHEILA: Mas vocês são muito burros não? Olha aqui do lado. Está escrito “To open press the button”.
MINOTAURO: E que diabos quer dizer isso???
CARLÃO: E desde quando você fala inglês?
SHEILA: Não falo. Mas isso tava escrito na caixa do emagrecedor elétrico que eu comprei...
Nesse momento Chiquinho volta da cozinha, Juliana atrás dele arrumando a roupa.
CHIQUINHO: Então dá licença que isso é serviço pra profissional.
Chiquinho aperta o botão e a caixa se abre.
Ao abrir, o apito fica ainda mais alto.
Todos em volta olham e vêem um relógio digital com os números em vermelho: 3....2....1....
RUA MOSTRANDO A JANELA DO PRÉDIO
BUUUUUUUUUUMM!!!
Janela e todo o prédio explodem.
-Corte –
Televisão mostrando o telejornal.
Locutor: O Comando Vermelho assumiu a autoria do atentado na tarde de hoje no Edifício Casa Branca no Rio de Janeiro que destruiu 10 quarteirões em Copacabana.
BAGDÁ – IRAQUE – UM BUNKER SUBTERRÂNEO
Saddam e seus conselheiros estão na sala de reunião, ele dirige a palavra especialmente a um deles que está de pé.
SADDAM: Washington já era para estar em chamas. Se essa bomba não explodir, eu pessoalmente vou tirar o seu coração com uma colher.
Um secretário de Saddam entra na sala e entrega correspondência para o presidente.
É uma carta da FedEx e lê-se:
Obrigado por escolher a FedEx, por um problema nosso a sua correspondência foi extraviada mas estamos fazendo todos os esforços para encontrá-la. Desculpe pelo transtorno. Para mais informações ligue no SAC da FedEX pelo 0800.
Entra créditos tocando a música do Elvis: “Return to sender”
Final
SALA
Ao sair da cozinha, Paulinha vê os dois truculentos se esforçando para abrir a caixa com o pé de cabra e Valda entrando pela porta com uma galinha morta numa mão e uma vela vermelha na outra.
Sheila, sua amiga, está no sofá com o cão Átila no colo.
No canto da sala, João olha, com a mão no queixo, tentando entender o que acontece em sua casa. Ela vai até ele e oferece o pouco de água que ainda resta no copo.
Ele agradece, mas recusa. Ela olha para ele com um sorriso tímido e ele faz o mesmo.
Sheila, olhando de canto, levanta-se e vai até a caixa.
SHEILA: Mas vocês são muito burros não? Olha aqui do lado. Está escrito “To open press the button”.
MINOTAURO: E que diabos quer dizer isso???
CARLÃO: E desde quando você fala inglês?
SHEILA: Não falo. Mas isso tava escrito na caixa do emagrecedor elétrico que eu comprei...
Nesse momento Chiquinho volta da cozinha, Juliana atrás dele arrumando a roupa.
CHIQUINHO: Então dá licença que isso é serviço pra profissional.
Chiquinho aperta o botão e a caixa se abre.
Ao abrir, o apito fica ainda mais alto.
Todos em volta olham e vêem um relógio digital com os números em vermelho: 3....2....1....
RUA MOSTRANDO A JANELA DO PRÉDIO
BUUUUUUUUUUMM!!!
Janela e todo o prédio explodem.
-Corte –
Televisão mostrando o telejornal.
Locutor: O Comando Vermelho assumiu a autoria do atentado na tarde de hoje no Edifício Casa Branca no Rio de Janeiro que destruiu 10 quarteirões em Copacabana.
BAGDÁ – IRAQUE – UM BUNKER SUBTERRÂNEO
Saddam e seus conselheiros estão na sala de reunião, ele dirige a palavra especialmente a um deles que está de pé.
SADDAM: Washington já era para estar em chamas. Se essa bomba não explodir, eu pessoalmente vou tirar o seu coração com uma colher.
Um secretário de Saddam entra na sala e entrega correspondência para o presidente.
É uma carta da FedEx e lê-se:
Obrigado por escolher a FedEx, por um problema nosso a sua correspondência foi extraviada mas estamos fazendo todos os esforços para encontrá-la. Desculpe pelo transtorno. Para mais informações ligue no SAC da FedEX pelo 0800.
Entra créditos tocando a música do Elvis: “Return to sender”
Novos velhos amigos
Tem novidades ali do lado. A primeira é minha amiguinha Caroletas, uma mulher de Pés de Peixe.
A outra é uma pessoinha especial, que me fez rever muitos conceitos e acrescentou muito para mim... e continua acrescentando. É Anita... que adora fazer suas Confissões
Tem novidades ali do lado. A primeira é minha amiguinha Caroletas, uma mulher de Pés de Peixe.
A outra é uma pessoinha especial, que me fez rever muitos conceitos e acrescentou muito para mim... e continua acrescentando. É Anita... que adora fazer suas Confissões
terça-feira, abril 29, 2003
Mutunas!!!
É a semana mutante na Legião do Mal.
Homenagem ao X2 que estréia em 1º de maio. Vão lá ver que tá legal!
É a semana mutante na Legião do Mal.
Homenagem ao X2 que estréia em 1º de maio. Vão lá ver que tá legal!
A Caixa
Parte 3
SALA DO APARTAMENTO
Um cachorro da raça Pit Bull vem correndo no corredor e pula no peito de João, depois de atropelá-lo, vai em direção da caixa, fica cheirando e depois começar a latir.
O dono do cachorro chega correndo à porta de João. MINOTAURO é o seu nome, vinte e poucos anos, forte, truculento e viciado em anabolizantes.
Minotauro entra correndo no apartamento, atrás dele está CARLÃO, seu melhor amigo, vinte e poucos anos, forte, e que já teve um caso com Sheila.
MINOTAURO: (imperativo) Átila, junto, agora.
Minotauro se vira para João que está caído no chão, estende a mão falando:
MINOTAURO: Mal aí, meu velho. Esse cachorro é foda.
Nesse momento Sheila sai da cozinha e cruza seus olhares com Carlão.
CARLÃO: (furioso) Que putaria é essa e que porra você tá fazendo aqui??
Sheila ajeita os seios e os cabelos para provocar Carlão, dando a entender que tinha acabado de dar uns amassos com João.
SHEILA: Seu grosso, o que você tá fazendo aqui? Sai daqui.
Minotauro derruba João no chão com um golpe e prepara para socá-lo.
MINOTAURO: O que a mina do meu camarada tá fazendo na tua casa, rapá?
João fecha os olhos e quando Minotauro vai dar um soco nele, a caixa começa a apitar sem parar.
Todo mundo olha pra caixa.
MINOTAURO: Que porra é essa?
João abre os olhos.
JOÃO: Uma caixa.
MINOTAURO: Eu sei que é uma caixa, mas que apito infernal é esse? Desliga essa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o quê?
JOÃO: Desligar.
MINOTAURO: Abre a caixa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o que caralho?
JOÃO: Abrir.
CARLÃO: A caixa não é sua, abre ela e desliga essa merda.
JOÃO: Eu não sei.
CARLÃO: O que você não sabe?
JOÃO: Se essa caixa é minha.
MINOTAURO e CARLÃO: (furiosos) Você não sabe nada, porra!!
Os dois ficam olhando a caixa, analisando e tentam abrir. Fazem de tudo, socam, chutam, dão chaves de pernas e braços, tudo em vão.
Com a gritaria a empregada do apartamento vizinho aparece, VALDA, cinqüenta e poucos anos, negra e macumbeira.
VALDA: Ôxe! Cêis falam muito alto, dona patroa tá dormindo.
Ela olha a cena cômica dos dois marmanjos tentando abrir a caixa de metal.
VALDA: Cêis num querem um abridor não.
Minotauro e Carlão não respondem, nessa hora até o porteiro Chiquinho começa a ajudar os dois. O apito não pára de tocar e o cachorro de latir. Valda volta para casa.
PAULINHA, bonita, vinte e poucos anos, tímida, amiga de Sheila aparece de fininho na casa.
PAULINHA: O que tá acontecendo?
Sheila estava cuidando do assustado João e vê a amiga na porta.
SHEILA: Ai amiga, isso aqui tá uma loucura.
Valda volta e a sua filha JULIANA, morena de 18 anos, bonita, acompanha a mãe.
Valda se dirige aos rapazes na caixa.
VALDA: Ói isso aqui não ajuda não?
Valda mostra um abridor de lata.
Os três olham surpresos.
Chiquinho vê Juliana e fica encantado. Minotauro vira para Valda:
MINOTAURO: Aí véia, tá tirando? Eu não quero abrir lata de atum não. Se liga na idade dessa caixa.
VALDA: E que tal esse aqui seu muleque atrevido?
Valda mostra um pé de cabra que estava na outra mão escondida atrás das costas.
MINOTAURO: Agora a véia tá falando minha língua.
Minotauro pega o pé de cabra e tenta abrir a caixa.
Carlão olha para João que está no colo de Sheila.
CARLÃO: E você rapá, eu não esqueci de você não. Assim que eu abrir essa porra vou dar um jeito nessa sua cara.
PAULINHA: Viu, onde eu posso pegar uma água?
João acena com a cabeça e aponta a cozinha.
COZINHA
Paulinha procura um copo mas não acha. Ela vê Juliana na porta e pergunta:
PAULINHA: Cê sabe onde tem um copo?
Juliana entra na cozinha e demonstra grande familiaridade com a casa, abre o armário e pega um copo.
Paulinha acha estranho.
Seu Chiquinho entra na cozinha, de olho em Juliana.
CHIQUINHO: E aí minha gata como está?
JULIANA: Tudo bem, meu negô.
CHIQUINHO: To com uma saudade do teu cangote...
Chiquinho pega a mão de Juliana, ajoelha e dá um beijo.
Juliana levanta Chiquinho com um dedo no queixo e olha com olhar de safada.
Chiquinho tira uma caixa de fósforos do bolso e começa a tocar um samba. Juliana na hora começa a sambar.
CHIQUINHO: (cantando) ... esse teu decote me tira o sossego,
vem me dar um chamego se você quiser,
o seu remelexo é um caso sério,
esconde um mistério que eu vou desvendar,
mas você pitelzinho faz logo um charminho pra me maltratar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
JULIANA: Ai, você ainda tem a chave extra do viadinho que mora aqui?
CHIQUINHO: Claro... malandro é malandro, mané é mané... final de semana quando ele sair fora, a casa é toda nossa, princesa.
PAULINHA: Ele é viado? Tinha achado ele tão bonitinho...
Chiquinho e Juliana se espantam com a presença de Paulinha, como se tivessem se esquecido de que ela estava ali.
CHIQUINHO: Ah, sei não... nunca vi ele com mulé...
JULIANA: Eu já passei aqui voltando da praia várias vezes e ele nunca nem deu aquela conferida. Homem que não olha pra bunda de mulher quando ela passa de biquíni só pode ser boiola.
Paulinha olha para os dois pensativa, faz cara de nojo e volta pra sala, com um copo de água nas mãos.
Parte 3
SALA DO APARTAMENTO
Um cachorro da raça Pit Bull vem correndo no corredor e pula no peito de João, depois de atropelá-lo, vai em direção da caixa, fica cheirando e depois começar a latir.
O dono do cachorro chega correndo à porta de João. MINOTAURO é o seu nome, vinte e poucos anos, forte, truculento e viciado em anabolizantes.
Minotauro entra correndo no apartamento, atrás dele está CARLÃO, seu melhor amigo, vinte e poucos anos, forte, e que já teve um caso com Sheila.
MINOTAURO: (imperativo) Átila, junto, agora.
Minotauro se vira para João que está caído no chão, estende a mão falando:
MINOTAURO: Mal aí, meu velho. Esse cachorro é foda.
Nesse momento Sheila sai da cozinha e cruza seus olhares com Carlão.
CARLÃO: (furioso) Que putaria é essa e que porra você tá fazendo aqui??
Sheila ajeita os seios e os cabelos para provocar Carlão, dando a entender que tinha acabado de dar uns amassos com João.
SHEILA: Seu grosso, o que você tá fazendo aqui? Sai daqui.
Minotauro derruba João no chão com um golpe e prepara para socá-lo.
MINOTAURO: O que a mina do meu camarada tá fazendo na tua casa, rapá?
João fecha os olhos e quando Minotauro vai dar um soco nele, a caixa começa a apitar sem parar.
Todo mundo olha pra caixa.
MINOTAURO: Que porra é essa?
João abre os olhos.
JOÃO: Uma caixa.
MINOTAURO: Eu sei que é uma caixa, mas que apito infernal é esse? Desliga essa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o quê?
JOÃO: Desligar.
MINOTAURO: Abre a caixa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o que caralho?
JOÃO: Abrir.
CARLÃO: A caixa não é sua, abre ela e desliga essa merda.
JOÃO: Eu não sei.
CARLÃO: O que você não sabe?
JOÃO: Se essa caixa é minha.
MINOTAURO e CARLÃO: (furiosos) Você não sabe nada, porra!!
Os dois ficam olhando a caixa, analisando e tentam abrir. Fazem de tudo, socam, chutam, dão chaves de pernas e braços, tudo em vão.
Com a gritaria a empregada do apartamento vizinho aparece, VALDA, cinqüenta e poucos anos, negra e macumbeira.
VALDA: Ôxe! Cêis falam muito alto, dona patroa tá dormindo.
Ela olha a cena cômica dos dois marmanjos tentando abrir a caixa de metal.
VALDA: Cêis num querem um abridor não.
Minotauro e Carlão não respondem, nessa hora até o porteiro Chiquinho começa a ajudar os dois. O apito não pára de tocar e o cachorro de latir. Valda volta para casa.
PAULINHA, bonita, vinte e poucos anos, tímida, amiga de Sheila aparece de fininho na casa.
PAULINHA: O que tá acontecendo?
Sheila estava cuidando do assustado João e vê a amiga na porta.
SHEILA: Ai amiga, isso aqui tá uma loucura.
Valda volta e a sua filha JULIANA, morena de 18 anos, bonita, acompanha a mãe.
Valda se dirige aos rapazes na caixa.
VALDA: Ói isso aqui não ajuda não?
Valda mostra um abridor de lata.
Os três olham surpresos.
Chiquinho vê Juliana e fica encantado. Minotauro vira para Valda:
MINOTAURO: Aí véia, tá tirando? Eu não quero abrir lata de atum não. Se liga na idade dessa caixa.
VALDA: E que tal esse aqui seu muleque atrevido?
Valda mostra um pé de cabra que estava na outra mão escondida atrás das costas.
MINOTAURO: Agora a véia tá falando minha língua.
Minotauro pega o pé de cabra e tenta abrir a caixa.
Carlão olha para João que está no colo de Sheila.
CARLÃO: E você rapá, eu não esqueci de você não. Assim que eu abrir essa porra vou dar um jeito nessa sua cara.
PAULINHA: Viu, onde eu posso pegar uma água?
João acena com a cabeça e aponta a cozinha.
COZINHA
Paulinha procura um copo mas não acha. Ela vê Juliana na porta e pergunta:
PAULINHA: Cê sabe onde tem um copo?
Juliana entra na cozinha e demonstra grande familiaridade com a casa, abre o armário e pega um copo.
Paulinha acha estranho.
Seu Chiquinho entra na cozinha, de olho em Juliana.
CHIQUINHO: E aí minha gata como está?
JULIANA: Tudo bem, meu negô.
CHIQUINHO: To com uma saudade do teu cangote...
Chiquinho pega a mão de Juliana, ajoelha e dá um beijo.
Juliana levanta Chiquinho com um dedo no queixo e olha com olhar de safada.
Chiquinho tira uma caixa de fósforos do bolso e começa a tocar um samba. Juliana na hora começa a sambar.
CHIQUINHO: (cantando) ... esse teu decote me tira o sossego,
vem me dar um chamego se você quiser,
o seu remelexo é um caso sério,
esconde um mistério que eu vou desvendar,
mas você pitelzinho faz logo um charminho pra me maltratar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
JULIANA: Ai, você ainda tem a chave extra do viadinho que mora aqui?
CHIQUINHO: Claro... malandro é malandro, mané é mané... final de semana quando ele sair fora, a casa é toda nossa, princesa.
PAULINHA: Ele é viado? Tinha achado ele tão bonitinho...
Chiquinho e Juliana se espantam com a presença de Paulinha, como se tivessem se esquecido de que ela estava ali.
CHIQUINHO: Ah, sei não... nunca vi ele com mulé...
JULIANA: Eu já passei aqui voltando da praia várias vezes e ele nunca nem deu aquela conferida. Homem que não olha pra bunda de mulher quando ela passa de biquíni só pode ser boiola.
Paulinha olha para os dois pensativa, faz cara de nojo e volta pra sala, com um copo de água nas mãos.
segunda-feira, abril 28, 2003
A Caixa
Parte 2
SALA DO APARTAMENTO
Ao voltar para sala a campainha toca. Ele abre a porta e encontra SHEILA, trinta e poucos anos, vaidosa, sensual e bem perua.
SHEILA: (voz sensual) Oi vizinho.
JOÃO: Oi.
SHEILA: Nossa, que faca é essa? o que você tá aprontando?
JOÃO: (confuso) Não é que... (olha para caixa) ah.... eu...
SHEILA: Ai gatinho, não precisa se explicar. Posso te pedir um favorzinho, é que eu ia fazer um chazinho para mim e quando eu vi, tava sem açúcar. Será que você pode me arrumar uma colherinha?
JOÃO: Po... posso, pode entrar, por favor.
João vai para cozinha procurar o açúcar. Enquanto Sheila fica na sala olhando a casa e repara na caixa. Enquanto ela fica analisando o objeto prateado, João grita da cozinha.
JOÃO: Então, eu não tô achando o açúcar, não serve mel?
COZINHA
Sheila encosta-se ao batente da porta da cozinha e fala:
SHEILA: Eu adoro mel.
João, com o mel na mão, fica meio assustado. Sheila aproxima-se de João que começa andar de costas, com medo de Sheila. Até que bate com as costas na geladeira. Sheila pega os dois pulsos dele e prensa João contra a parede.
SHEILA: Mel é uma delícia.
Toca a campainha.
JOÃO: (ainda assustado) A porta... eu preciso atender, diz apontando para porta.
SHEILA: (brava) Ai, desencana de porta.
João se afasta enquanto Sheila segura a sua mão.
SALA DO APARTAMENTO
João atende a porta e está o porteiro CHIQUINHO, quarenta e poucos anos, mulato, vaidoso, sambista e extrovertido no corredor. Eles ficam conversando na porta.
JOÃO: Fala Chiquinho.
CHIQUINHO: Ô seu João que bela segundona hoje, não? Aliás a segunda virou o dia oficial do Parmera.
JOÃO: (bravo) Não converso mais sobre futebol. Meu negócio agora é tênis, Guga, Meligeni, Jaime Oncins, Cássio Mota.
CHIQUINHO: Pô seu João, tem cara aí que já tá no asilo.
JOÃO: Deixa pra lá...
CHIQUINHO: Ô, eu trouxe o condomínio do senhor.
Ouvem-se latidos de cachorro no corredor. Vozes de um cara gritando:
“Átila, Átila, volta aqui.”
Parte 2
SALA DO APARTAMENTO
Ao voltar para sala a campainha toca. Ele abre a porta e encontra SHEILA, trinta e poucos anos, vaidosa, sensual e bem perua.
SHEILA: (voz sensual) Oi vizinho.
JOÃO: Oi.
SHEILA: Nossa, que faca é essa? o que você tá aprontando?
JOÃO: (confuso) Não é que... (olha para caixa) ah.... eu...
SHEILA: Ai gatinho, não precisa se explicar. Posso te pedir um favorzinho, é que eu ia fazer um chazinho para mim e quando eu vi, tava sem açúcar. Será que você pode me arrumar uma colherinha?
JOÃO: Po... posso, pode entrar, por favor.
João vai para cozinha procurar o açúcar. Enquanto Sheila fica na sala olhando a casa e repara na caixa. Enquanto ela fica analisando o objeto prateado, João grita da cozinha.
JOÃO: Então, eu não tô achando o açúcar, não serve mel?
COZINHA
Sheila encosta-se ao batente da porta da cozinha e fala:
SHEILA: Eu adoro mel.
João, com o mel na mão, fica meio assustado. Sheila aproxima-se de João que começa andar de costas, com medo de Sheila. Até que bate com as costas na geladeira. Sheila pega os dois pulsos dele e prensa João contra a parede.
SHEILA: Mel é uma delícia.
Toca a campainha.
JOÃO: (ainda assustado) A porta... eu preciso atender, diz apontando para porta.
SHEILA: (brava) Ai, desencana de porta.
João se afasta enquanto Sheila segura a sua mão.
SALA DO APARTAMENTO
João atende a porta e está o porteiro CHIQUINHO, quarenta e poucos anos, mulato, vaidoso, sambista e extrovertido no corredor. Eles ficam conversando na porta.
JOÃO: Fala Chiquinho.
CHIQUINHO: Ô seu João que bela segundona hoje, não? Aliás a segunda virou o dia oficial do Parmera.
JOÃO: (bravo) Não converso mais sobre futebol. Meu negócio agora é tênis, Guga, Meligeni, Jaime Oncins, Cássio Mota.
CHIQUINHO: Pô seu João, tem cara aí que já tá no asilo.
JOÃO: Deixa pra lá...
CHIQUINHO: Ô, eu trouxe o condomínio do senhor.
Ouvem-se latidos de cachorro no corredor. Vozes de um cara gritando:
“Átila, Átila, volta aqui.”
domingo, abril 27, 2003
Crítica do dia
Mais um texto que escrevi em outros tempos... mas vi o livro em casa, me lembrei da história e de como tem uma certa relação com o momento. É bem diferente das outras críticas que escrevi. É uma resenha literária, mais longa e pensada. Lá vai:
As Cabeças Trocadas
Thomas Mann mostra como amar sempre é complicado
“As Cabeças Trocadas” (Nova Fronteira - 108 pág., tradução de Herbert Caro) não é um dos romances mais conhecidos e comentados de Thomas Mann. É difícil definir porque isso acontece. Afinal, trata-se de uma belíssima história de amor. E, como não poderia deixar de ser, ela é muito bem contada.
O que afasta os leitores talvez seja algum tipo de preconceito, pois “As Cabeças...” foi tirado do, já lendário, Kama-Sutra. É uma lenda indiana, portanto ali estão mitos e deuses indianos. Isto, para os menos abertos à novas idéias e formas de ver o mundo, pode causar um certo estranhamento. Mas a trajetória fantástica dos protagonistas - Sita, Nanda e Shridaman - pode ser transposta para qualquer época e lugar.
O escritor alemão, autor de clássicos como “A Montanha Mágica”, consegue aqui fazer a união perfeita entre ocidente e oriente. Quem pensa que esta obra, por ser tirada do já citado clássico do erotismo, seria carregada por uma dose extra de volúpia se engana. A linguagem é dura, concreta. Não há margem para interpretações dúbias, para a formação de imagens errôneas na mente do leitor. O máximo que se concede é a interpretação do que é contado.
Mesmo sendo carregado de uma forte temática mitológica e fantasiosa, tudo está dito, e de forma clara e concisa. As formações gramaticais chegam até a ser pedantes em alguns momentos, devido ao extremo cuidado e refinamento técnico. Mas mesmo assim, a narrativa possui uma fluidez notável. O único trabalho é retirar dali o melhor possível.
A ação se inicia quando os amigos Nanda e Shridaman saem em uma viagem de negócios. O primeiro é fazendeiro, tem o corpo forte e rijo, formado pelos rigores do trabalho duro. O outro é filho de mercador e segue a profissão do pai. É contemplativo e filosófico, e de nada se assemelha em vigor físico com o companheiro. No desenvolvimento da trama, estes detalhes sobre eles serão de profunda importância.
Ao passar por um templo ambos vêem um jovem banhar-se totalmente despida. É Sita. A visão daquela beldade acaba deixando Shridaman completamente apaixonado. O tempo passa e, depois dos arranjos necessários, ele acaba se casando com ela.
Até aí, não há nada de anormal. O romance é até um tanto quanto banal. O desenrolar da história é que faz com que o leitor se surpreenda e se encante com a narrativa. O desejo que Sita possui pelo melhor amigo de seu marido, a percepção deste de que sua esposa deseja outro e a culpa sentida pelo desejado, sem que nem mesmo tivesse sido consumado o ato da traição, tudo isso poderia ser contado de forma trivial, mas Mann consegue habilmente conduzir o leitor por um caminho onde filosofia, mitologia e fantasia se unem harmoniosamente.
O livro então passa a mostrar que possui mais do que uma história sobre amor, casamento ou amizade. Trata-se sim do dilema sempre presente sobre a maneira pela qual devemos tomar nossas decisões na vida. Para escolher um caminho, é melhor nos basearmos nas emoções ou na razão?
É neste ponto que a presença fortíssima do narrador impõe sua marca decisiva. Ele sempre dialoga com o leitor, instiga-o, convoca-o a refletir sobre os fatos, inquieta-o. Está o tempo todo tentando convencê-lo de que está sendo imparcial em seu relato, que sua função - e também a de quem está lendo - não é a de julgar. O narrador está ali só para contar o que aconteceu. E o leitor deve se utilizar do que está sendo contado para saber a melhor forma de conduzir sua própria existência.
Mas o caminho para tanto não é fácil. Afinal, o título não é “As Cabeças Trocadas” à toa. Os personagens realmente trocam as cabeças de corpo. Um assume o físico do outro, e as conseqüências disso para a esposa e para eles próprios são, no mínimo, assustadoras. Conseguir perceber que esta é uma forma fantástica de se mostrar as intensas - e eternas - contradições internas do homem quando está amando é complicado, e faz o romance merecer uma atenção redobrada.
Outra característica muito interessante que Mann imprime ao livro, é a forma pela qual os hábitos da cultura indiana são apresentados. Mostra-se tudo muito naturalmente, como algo corriqueiro. Não há nenhum tipo de demonstração de espanto em relação aos costumes daquele povo.
Acima de tudo, ao terminar “As Cabeças Trocadas”, fica-se com a impressão de que, mesmo tendo lido um relato extremamente fantasioso, a realidade está mais presente do que nunca e de que o amor pode assumir diversas formas, mas sempre será difícil lidar com ele.
Mais um texto que escrevi em outros tempos... mas vi o livro em casa, me lembrei da história e de como tem uma certa relação com o momento. É bem diferente das outras críticas que escrevi. É uma resenha literária, mais longa e pensada. Lá vai:
As Cabeças Trocadas
Thomas Mann mostra como amar sempre é complicado
“As Cabeças Trocadas” (Nova Fronteira - 108 pág., tradução de Herbert Caro) não é um dos romances mais conhecidos e comentados de Thomas Mann. É difícil definir porque isso acontece. Afinal, trata-se de uma belíssima história de amor. E, como não poderia deixar de ser, ela é muito bem contada.
O que afasta os leitores talvez seja algum tipo de preconceito, pois “As Cabeças...” foi tirado do, já lendário, Kama-Sutra. É uma lenda indiana, portanto ali estão mitos e deuses indianos. Isto, para os menos abertos à novas idéias e formas de ver o mundo, pode causar um certo estranhamento. Mas a trajetória fantástica dos protagonistas - Sita, Nanda e Shridaman - pode ser transposta para qualquer época e lugar.
O escritor alemão, autor de clássicos como “A Montanha Mágica”, consegue aqui fazer a união perfeita entre ocidente e oriente. Quem pensa que esta obra, por ser tirada do já citado clássico do erotismo, seria carregada por uma dose extra de volúpia se engana. A linguagem é dura, concreta. Não há margem para interpretações dúbias, para a formação de imagens errôneas na mente do leitor. O máximo que se concede é a interpretação do que é contado.
Mesmo sendo carregado de uma forte temática mitológica e fantasiosa, tudo está dito, e de forma clara e concisa. As formações gramaticais chegam até a ser pedantes em alguns momentos, devido ao extremo cuidado e refinamento técnico. Mas mesmo assim, a narrativa possui uma fluidez notável. O único trabalho é retirar dali o melhor possível.
A ação se inicia quando os amigos Nanda e Shridaman saem em uma viagem de negócios. O primeiro é fazendeiro, tem o corpo forte e rijo, formado pelos rigores do trabalho duro. O outro é filho de mercador e segue a profissão do pai. É contemplativo e filosófico, e de nada se assemelha em vigor físico com o companheiro. No desenvolvimento da trama, estes detalhes sobre eles serão de profunda importância.
Ao passar por um templo ambos vêem um jovem banhar-se totalmente despida. É Sita. A visão daquela beldade acaba deixando Shridaman completamente apaixonado. O tempo passa e, depois dos arranjos necessários, ele acaba se casando com ela.
Até aí, não há nada de anormal. O romance é até um tanto quanto banal. O desenrolar da história é que faz com que o leitor se surpreenda e se encante com a narrativa. O desejo que Sita possui pelo melhor amigo de seu marido, a percepção deste de que sua esposa deseja outro e a culpa sentida pelo desejado, sem que nem mesmo tivesse sido consumado o ato da traição, tudo isso poderia ser contado de forma trivial, mas Mann consegue habilmente conduzir o leitor por um caminho onde filosofia, mitologia e fantasia se unem harmoniosamente.
O livro então passa a mostrar que possui mais do que uma história sobre amor, casamento ou amizade. Trata-se sim do dilema sempre presente sobre a maneira pela qual devemos tomar nossas decisões na vida. Para escolher um caminho, é melhor nos basearmos nas emoções ou na razão?
É neste ponto que a presença fortíssima do narrador impõe sua marca decisiva. Ele sempre dialoga com o leitor, instiga-o, convoca-o a refletir sobre os fatos, inquieta-o. Está o tempo todo tentando convencê-lo de que está sendo imparcial em seu relato, que sua função - e também a de quem está lendo - não é a de julgar. O narrador está ali só para contar o que aconteceu. E o leitor deve se utilizar do que está sendo contado para saber a melhor forma de conduzir sua própria existência.
Mas o caminho para tanto não é fácil. Afinal, o título não é “As Cabeças Trocadas” à toa. Os personagens realmente trocam as cabeças de corpo. Um assume o físico do outro, e as conseqüências disso para a esposa e para eles próprios são, no mínimo, assustadoras. Conseguir perceber que esta é uma forma fantástica de se mostrar as intensas - e eternas - contradições internas do homem quando está amando é complicado, e faz o romance merecer uma atenção redobrada.
Outra característica muito interessante que Mann imprime ao livro, é a forma pela qual os hábitos da cultura indiana são apresentados. Mostra-se tudo muito naturalmente, como algo corriqueiro. Não há nenhum tipo de demonstração de espanto em relação aos costumes daquele povo.
Acima de tudo, ao terminar “As Cabeças Trocadas”, fica-se com a impressão de que, mesmo tendo lido um relato extremamente fantasioso, a realidade está mais presente do que nunca e de que o amor pode assumir diversas formas, mas sempre será difícil lidar com ele.
Assinar:
Postagens (Atom)