A realidade não anda freqüentando este espaço com tanta freqüência mais, porém não resisto a falar sobre a vitória do São Paulo sobre o Corinthians neste domingo, no Morumbi.
De uma partida ridiculamente fraca, já que ambos os times não possuem mais elenco ou habilidade para empolgar suas respectivas torcidas, o clássico se transformou em um jogo inesquecível, que deve marcar a arrancada tricolor rumo à classificação para a Taça Libertadores da América.
O primeiro tempo foi insosso. Nada vezes nada. Começa a segunda metade e logo ali, antes dos 20 minutos, Luis Fabiano – a maior estrela do São Paulo nos dias de hoje – é expulso. E o jogo muda.
O técnico Júnior, em sua segunda partida no comando do Corinthians, havia conseguido animar sua equipe na volta para a etapa final e com esta expulsão até pensou que poderia vencer. Mas do outro lado havia duas figuras que mudaram completamente a partida: Rogério Ceni e Fábio Simplício.
Numa arrancada, o meio-campo tricolor sofreu falta, que cobrada pelo capitão são-paulino resultou em gol do atacante-revelação Diego Tardelli. A vibração de Rogério após o gol parecia ter contaminado a equipe, que se manteve sólida na defesa e partiu para os contra-ataques – já que o Corinthians foi para o tudo ou nada.
Aí, em três minutos, o São Paulo matou o jogo. Carlos Alberto tabelou com Fábio
Simplício, que chegou ao fundo e cruzou. O próprio Carlos Alberto cabeceou para o gol vazio. 2 a zero tricolor. Porém, o melhor estava porvir. Mais uma vez Fábio Simplício partiu no contra-ataque, tocou para Diego Tardelli que esperou a passagem de Ricardinho, que dividiu com Fabinho e Rubinho, venceu e tocou de pé direito. Fábio Simplício coroou sua excelente partida com um gol de calcanhar.
Assim, o São Paulo voltou para a quarta posição no campeonato e vai com muita vontade para o jogo contra o The Stongest da Bolívia na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana e também no sábado, contra o Goiás – pela próxima rodada do Brasileirão.
Força Tricolor!! Ano que vem estaremos de volta ao nosso lugar no panteão dos melhores da América – de onde jamais deveríamos ter saído.