segunda-feira, outubro 20, 2003

"Crescei-vos e mutiplicai-vos"

Este final de semana assisti ao filme “Aos Treze”. Um filme independente que conta a história de Tracy, uma garota americana normal de treze anos de idade que, para se tornar uma das garotas “cool” da escola, se envolve num turbilhão de drogas, sexo e crime.
O filme me perturbou. Pesado demais. Nem tanto pelo que acontece, mas especialmente pela idade das protagonistas. Treze anos é muito pouco!!!
Percebo claramente que a fita me perturbou mais pq tenho uma criança de dez em casa, que não é meu filho, mas é como se fosse. E ser pai é algo bem difícil. Sempre foi, mas nos dias de hoje é ainda mais.

Acredito que a combinação de disciplina, atenção e carinho é a melhor. Tem de ser duro na maioria das vezes (aquela velha história de que “você vai me agradecer depois por eu ter te dito não”), tem de estar ali pra quando ele cair. Acho até que a maior parte dos pais faz isso. O problema é lidar com o mundo e seus perigos.

Se por um lado você não pode isolá-lo e fazer com que viva numa bolha de felicidade, largar pela vida é pior ainda. Esse equilíbrio é complicadíssimo. Pq a tendência natural (pelo menos a MINHA tendência natural) é querer separar totalmente do mundo e dar tudo na mão e deixar feliz sempre. Mas eu sei que isso é ruim – pq ele precisa quebrar a cara pra ver que o mundo não é um lugar legal. Só assim vai ficar forte o suficiente para agüentar o tranco.

E tem mais uma coisa: dói ver o crescimento. Não é fácil ver o seu bebê largar da sua mão e começar a andar sozinho. Complicado. No fim, o que podemos fazer é ficar ali, estar ali. Sempre, em todas as horas. Ajudando ele a levantar quando cair, mostrando o caminho que achamos melhor. E dando o melhor de nós, aguardando apenas que o resultado final seja positivo. Este é o único jogo que nunca termina.

sexta-feira, outubro 17, 2003

As melhores coisas da vida

Sexo
Amigos
Cerveja gelada
Sexo
Conversa de bar
Mulheres
Sexo
Filme de adolescente da década de 80
Heavy e Hard Rock dos anos 80
Sexo
Beijo na boca
Cheiro de carro novo
Gibi novo
Livro novo
Sexo
Mulher gostosa
Centro de São Paulo aos domingos
Galeria do Rock
Sexo
Sofá e filme trash na TV
Viagem com os amigos
Sexo
Festa de formatura
Dormir
Comida boa
Mulheres
Churrascão
Loja de brinquedos
E, para finalizar, não menos importante:
SEXO

Vozes da cidade

São Paulo é uma cidade estranha. No começo é difícil de se situar por aqui. Eu morei aqui quando era muito pequeno, mas toda minha vida foi construída em Piracicaba, interior do estado. Voltei pra cá seis anos atrás e, logo que cheguei, chamava isso aqui de “filial do inferno”. Era assim que eu via. Aos poucos me deixei levar pelo charme sutil do contraste entre luz e trevas, entre limpeza e lixo.

Os becos do centro da cidade, os botecos das faculdades, a noite underground – cada coisa com sua maneira única de representar a vida da metrópole. Galeria do Rock, Avenida Paulista, Rua Augusta, Vila Olímpia. Forças antagônicas e ao mesmo tempo companheiras na evolução do monstro de concreto.

Dentro de mim, movimentos complexos também. Iniciando tudo o desejo de sair do marasmo e mesmice das cercanias interioranas. Depois veio a repulsa, a solidão que batia forte, o sentimento de impossibilidade. Então chegaram a empolgação, o deslumbramento, as idéias de loucura e perdição. Era a negação do passado em sua forma plena.

Hoje restou um pouco de tudo aquilo. É a hora do início da maturidade, da calma e da normalidade. Normal no sentido de aceitação e não de ser estático. Aceitando os lados bons e ruins.

Se por uma forma sinto-me preso e isolado por entre as entranhas dessa entidade de metal e vidro, por outro me alimento da fumaça que corre por ele. Muito de qualquer coisa sempre é demais. Então nem tanto o céu, nem tanto o mar. Um pé cá e outro lá. Seguindo como deve ser, sem negar nada nem ninguém. Apenas sendo. E vivendo. E sentindo.

quarta-feira, outubro 15, 2003

I'm just a little boy

Ainda me espanto com o quão ingênuo eu sou. Olhares, intenções, desejos... tudo passa tão desapercebido por mim, que agora – percebendo mais as coisas – vejo que devo ter deixado muita coisa legal passar por mim.
Sim, algumas eu tenho consciência. Foi franguice mesmo. Amarelei. “You’re a chicken, McFly!!”.
Mas muito mais deve ter acontecido por detrás das sombras e eu nem reparei.
O dito mundo “adulto” é um lugar estranho demais... não sei se estou preparado. Mas, por outro lado, quem de nós está?



segunda-feira, outubro 13, 2003

Soundtrack

Trilha sonora do dia e recado para mim mesmo.

Tente Outra Vez
Raul Seixas

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não não
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez


domingo, outubro 12, 2003

É nóis!!




A realidade não anda freqüentando este espaço com tanta freqüência mais, porém não resisto a falar sobre a vitória do São Paulo sobre o Corinthians neste domingo, no Morumbi.

De uma partida ridiculamente fraca, já que ambos os times não possuem mais elenco ou habilidade para empolgar suas respectivas torcidas, o clássico se transformou em um jogo inesquecível, que deve marcar a arrancada tricolor rumo à classificação para a Taça Libertadores da América.

O primeiro tempo foi insosso. Nada vezes nada. Começa a segunda metade e logo ali, antes dos 20 minutos, Luis Fabiano – a maior estrela do São Paulo nos dias de hoje – é expulso. E o jogo muda.

O técnico Júnior, em sua segunda partida no comando do Corinthians, havia conseguido animar sua equipe na volta para a etapa final e com esta expulsão até pensou que poderia vencer. Mas do outro lado havia duas figuras que mudaram completamente a partida: Rogério Ceni e Fábio Simplício.

Numa arrancada, o meio-campo tricolor sofreu falta, que cobrada pelo capitão são-paulino resultou em gol do atacante-revelação Diego Tardelli. A vibração de Rogério após o gol parecia ter contaminado a equipe, que se manteve sólida na defesa e partiu para os contra-ataques – já que o Corinthians foi para o tudo ou nada.

Aí, em três minutos, o São Paulo matou o jogo. Carlos Alberto tabelou com Fábio
Simplício, que chegou ao fundo e cruzou. O próprio Carlos Alberto cabeceou para o gol vazio. 2 a zero tricolor. Porém, o melhor estava porvir. Mais uma vez Fábio Simplício partiu no contra-ataque, tocou para Diego Tardelli que esperou a passagem de Ricardinho, que dividiu com Fabinho e Rubinho, venceu e tocou de pé direito. Fábio Simplício coroou sua excelente partida com um gol de calcanhar.

Assim, o São Paulo voltou para a quarta posição no campeonato e vai com muita vontade para o jogo contra o The Stongest da Bolívia na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana e também no sábado, contra o Goiás – pela próxima rodada do Brasileirão.

Força Tricolor!! Ano que vem estaremos de volta ao nosso lugar no panteão dos melhores da América – de onde jamais deveríamos ter saído.


quinta-feira, outubro 09, 2003

"Hey baby, take a walk on the wild side"

Ei você... é, você mesmo. Pensa que eu não estou vendo? Sim, eu estou. E não sou só eu. Todos sabem que você tem um lado diferente. Você não é sempre essa pessoa boa e íntegra que gosta de propagar.

E sabe como eles sabem? Porque todos eles também têm seu lado negro. Sim, é verdade. Ninguém é totalmente bom ou totalmente mal. Há um momento do dia que uma nuvem negra passa por sobre sua cabeça, nubla seus pensamentos e você pensa coisas feias, duras, amargas.

Não, nem tente negar. Eu e você sabemos que é assim que as coisas são.
Então não é melhor abrirmos o jogo logo de uma vez? Comecemos já com as cartas na mesa, com o olhar direto nos olhos do outro.

Verdade e mentira, por cima ou por baixo, branco e negro.

Nada é aquilo que parece ser.

Pare e perceba. Tudo vai ser mais fácil.



quarta-feira, outubro 08, 2003

"Quem fica parado é poste"

Então o esquema é o seguinte: vai e não olha pra trás. Pois o ontem já passou e não volta. Tentar recuperar momentos perdidos é o mesmo que apostar num jogo em que já foi dado o apito final. Não dá, não dá MESMO!

O tempo é contínuo e, mesmo que seja cíclico, as voltas são muito maiores do que se imagina. Capacidade, todos têm. Então não pára. Segue e acredita. Porque uma hora a hora chega. O lance é estar preparado – para qualquer coisa.


terça-feira, outubro 07, 2003

The boys are back in town

I'm so fucking tired of this shit!!!

Pronto... gritei, botei pra fora e é isso.

Chega de frescuras choraminguentas. Ah, vai morder seu pai na bunda, Dona Tristeza.
E você também, ô Melancolia. Suma daqui e não se preocupe em voltar.

Para alegrar o dia, um teste daqueles que já fiz várias vezes por aqui. Fiquei até feliz com o resultado... eu juro que achei que ia dar Ross...





I'm Joey Tribbiani from Friends!

Take the Friends Quiz here.

created by stomps.





segunda-feira, outubro 06, 2003

Soundtrack

Let It Be
The Beatles

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.
And when the night is cloudy,
There is a light that shines on me,
Shine until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music,
Mother Mary comes to me,
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.

Perguntas

Que somos nós além de meros peões no jogo entre Razão e Sensibilidade?
Passaremos de algo mais que joguetes na disputa travada pela Lógica e o Desejo?
Conseguimos, em alguma medida, sermos de fato donos de nosso destino?



quinta-feira, outubro 02, 2003

Tempo, famigerado tempo

Um dia o menino levantou e se olhou no espelho. Percebeu que não era mais menino. Era homem, e como tal tinha muito a fazer.
Os dias perdidos atrás da bola, o olhar sem razão no horizonte, a inquietude e a pressa não poderiam mais fazer parte de sua vida.
Agora tinha de ter paciência, deveria pensar mais antes de agir, visto que suas ações tinham mais peso – afinal, havia crescido e por isso as conseqüências o acompanhavam onde quer que fosse.
Não era só internamente que a mudança ocorreu: por fora também ao era mais o mesmo. Reconhecia-se apenas pela freqüência com que se via refletido por aí, fosse em espelhos ou em vitrines ao andar pela cidade. Porém, ao ver retratos seus do passado, via apenas uma criança feliz. E com uma felicidade da qual ele não lembrava a razão. Era porque era. E fim, não havia explicação.
Notou então o maior problema de crescer. Não eram as responsabilidades e muito menos os cabelos brancos. Era a dificuldade de conseguir, por um instante que fosse, aquela alegria incontida e sem motivos. A felicidade simples de ser quem você é.

segunda-feira, setembro 29, 2003

Soundtrack

Trilha sonora do dia: Queensrÿche, do disco "Operation: Mindcrime" de 1988.
Este disco é considerado o melhor da carreira desta banda, conhecida pela maior parte do público pela balada "Silent Lucidity". "Operation: Mindcrime" é um disco conceitual, que conta uma história ao longo de suas quinze faixas, que terminam com a excelente canção cuja letra coloco aqui hoje: "Eyes of a Stranger".

As músicas que tenho colocado aqui, agora com uma frequência maior, representam as idéias, sentimentos e tudo mais do momento. Infelizmente (ou até feliz, se formos olhar por outro lado), não estou tendo tanto tempo de escrever, pois as coisas andam intensas.

Segue então a música:

EYES OF A STRANGER
Music and Lyrics by Chris DeGarmo & Geoff Tate

All alone now
Except for the memories
Of what we had and what we knew
Everytime I try to leave it behind me
I see something that reminds me of you
Every night the dreams return to haunt me
Your rosary wrapped around your throat
I lie awake and sweat, afraid to fall asleep
I see your face looking back at me

And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare

Is this all that's left
Of my life before me
Straight jacket memories, sedative highs
No happy ending like they've always promised
There's got to be something left for me
And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare [Lies behind my stare]

How many times must I live this tragedy
How many more lies will they tell me
All I want is the same as everyone
Why am I here, and for how long

And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare


Dream Warrior

Às vezes pensava que se não sonhasse tanto, sua vida seria mais tranqüila. Pois desde que se lembrava de existir sonhou. E planejou e quis mais do que lhe estava dado. Conseguiu assim tudo que tinha. Não era muito, mas dadas às condições estava excelente. Porém, a dor da conquista era intensa. Nada era simples com ele, as situações sempre exigiam cuidados redobrados. Só não sabia se as dificuldades surgiam em função do tamanho do desafio ou se era só a sua mente, que tentava colocar obstáculos, fazendo com que o resultado final parecesse mais nobre.
A pergunta continuava: se tivesse os dois pés no chão e os olhos voltados pra frente e não para as estrelas, não teria cometido os mesmos erros? Acreditava que não. Os erros seriam apenas diferentes.


quinta-feira, setembro 25, 2003

Soundtrack

Música do dia:

Always on My Mind
(words & music by wayne thompson - mark james - johnny christopher)
Na voz de Elvis Presley

Maybe I didn’t treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn’t love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn’t died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Maybe I didn’t hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I’m so happy that you’re mine
If I make you feel second best
Girl, I’m sorry I was blind

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn’t died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You are always on my mind
You are always on my mind

The road never ends

Ao que parece, o caminho chegou a seu final. E terminou num precipício. As opções agora são: desistir de tudo e pular de cabeça, ou olhar para os lados e seguir, tentando circundar aquele vale profundo.
Mas no momento, não possuía forças para nada além de contemplar o vazio, caído de joelhos no limiar entre a terra e o nada. O fim foi mais leve do que imaginava, mas tão sentido quanto pensou que ia ser. Talvez até pior – afinal, desta vez a estrada não se dividiu em duas ou três, como das outras vezes. Ela acabou. Ponto final.

Ele se lembrava de palavras que ouviu há tempos: “Se não encontro o caminho, eu mesmo o faço”. Com esse pensamento na cabeça, limpou sua mente e se concentrou, tentando aliviar sua alma daquela pressão incomensurável.

Meditou por um tempo que não foi tempo. Foi eternidade. Purificou-se de corpo e espírito.
Foi então que se levantou renovado e decidiu caminhar rumo ao desconhecido, decidido a chegar do outro lado do abismo e conquistar tudo que estivesse lá.

quarta-feira, setembro 24, 2003

Alone in the dark

I’m trying, baby... but it’s so hard sometimes. Life just isn’t what it used to be. And I don’t know what to do anymore. In which road should I put my truck? I’m moving in circles… Running away from the best friend I’ve ever had: the truth.


segunda-feira, setembro 22, 2003

The sorrowland

Por mais que ainda exista esperança, lá no fundo, naquele local escuro de sua alma, ele sabe que tudo – definitivamente – acabou.

Não há como reparar os erros do passado. A evolução bateu à sua porta e entrou sem pedir licença. A dor era incomensurável. Não havia nada que se comparasse àquele sentimento amargo que se instalou no fundo de seu ser.

As palavras, que foram sempre suas maiores aliadas, não tinham capacidade de municiá-lo na guerra sangrenta que travou. Foram apenas sons jogados no vento forte da danação.

Viver com a marca do fracasso não ia ser fácil. Com a solidão (por mais fria e tenebrosa que ela fosse), ele já estava acostumando. Porém, com a falha, ele jamais se acostumaria.

Ele olhava para todos os lados e nada brilhava, nenhum caminho surgia. Então ajoelhou-se, reuniu o que restava de suas forças e saiu noite adentro. Depois daquele momento nunca mais foi visto.



Legião

Cheguei empolgado do final de semana e tô postando críticas das revistas que li lá na Legião do Mal. A primeira é de Teen Titans #1 e #2. Depois virão outras (Green Arrow, Formemely Know as the Justice League, Dark Victory, Thing: Freakshow e Superman: Judgement Day)
Quem sabe eu também fale de Promethea, mas acho que não pq essas revistas me fizeram pensar em muito mais coisas que eu ainda não consegui digerir direito. Alan Moore é um doente.

sexta-feira, setembro 19, 2003

Trilha sonora do final de semana

She
- na voz de Elvis Costello...

She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
Maybe my treasure or the prize I have to pay
She may be the song that summer sings
Maybe the children autumn brings
Maybe a hundred different things
Within the measure of a day

She may be the beauty or the beast
Maybe the famine or the feast
May turn each day into a Heaven or a Hell
She may be the mirror of my dreams
A smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell....

She, who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She maybe the love that cannot hope to last
May come to leap from shadows in the past
That I remember 'till the day I die

She maybe the reason I survive
The why and wherefore kind of life
The one I care for through the rough and ready years

Me, I'll take the laughter and your tears
And make them all my souvenirs
And when she goes I've got to be
The meaning of my life is
She....She
Oh, she....

See'ya folks!

Definition

Não é o medo de errar que impede o avanço. É a culpa passada que trava o desenvolvimento.


quinta-feira, setembro 18, 2003

The Last Enemy

Mais uma vez o mundo parecia se fechar ao redor dele. As grande árvores daquele bosque que não tinha fim bloqueavam quase que totalmente a luz. O pior de tudo é que ele estava se acostumando com aquela situação sombria. Seus olhos doíam quando um fiapo de luz ultrapassava a barreira.

O que mais o incomodava não era a dificuldade praticamente física que estava vivenciando. As marcas em sua alma é que ardiam mais. Seu medo, sua fraqueza.
Sabia que o momento era de arriscar. Afinal de contas não tinha nada. O máximo que poderia acontecer é que do outro lado da escuridão, onde sol brilhava forte, é que tudo continuasse da mesma forma.

Mas mesmo assim, vinha aquela dor enorme, lancinante, em seu peito toda vez que tentava atravessar a barreira. Não se conformava com tanta fraqueza. Seu pior inimigo era ele mesmo.


quarta-feira, setembro 17, 2003

Soundtrack

Trilha sonora do dia:

Eight Days a Week
The Beatles

Ooh I need your love babe, guess you know it’s true,
Hope you need my love babe just like I need you,
Hold me, love me,
Hold me, love,

Ain’t got nothin’ but love babe,
Eight days a week.
Love you ev’ry day girl, always on my mind,
One thing I can say girl, love you all the time,
Hold me, love me,
Hold me, love me,

Ain’t got nothin’ but love babe,
Eight days a week.
Eight days a week I love you,
Eight days a week is not enough to show I care.

Ooh I need your love babe, guess you know it’s true,
Hope you need my love babe just like I need you,
Hold me, love me,
Hold me, love me,

Ain’t got nothin’ but love babe,
Eight days a week.
Eight days a week I love you,
Eight days a week is not enough to show I care.

Love you ev’ry day girl, always on my mind,
One thing I can say girl, love you all the time,
Hold me, love me,
Hold me, love me,

Ain’t got nothin’ but love babe,
Eight days a week.
Eight days a week. Eight days a week.



Going down

Whenever I want you
all I have to do is dream

- Roy Orbison, in "All I have to do is dream"

Lembra daqueles dias em que eu dizia que aquilo tudo era pequeno demais pra mim? Quando eu falava que o mundo tinha muito mais para oferecer e eu não podia ficar parado ali... Sabe tudo que me incomodava: a calma, a tranquilidade e o tempo passando em outro ritmo?

Pois então... era balela. Aquele sonho da casa com cerquinha branca, cachorros e a molecada correndo era meu também. Mas eu nunca quis admitir.
Só que no final, todos querem as mesmas coisas.

terça-feira, setembro 16, 2003

Perdido

Não sei o que fazer... os caminhos não estão limpos. Parece haver uma abertura, mas a névoa preenche todo o espaço...

Acredito ter conseguido definir o foco, a direção e o objetivo. É ali. É para lá que eu vou. Mas o medo dos desvios passados corrói o coração e queima a alma.

Sei que tudo volta, que para cada ação há uma reação. Mas será que existem erros que são tão fortes que você pagará por eles pelo resto da vida?


More Today than Yesterday
Goldfinger

I don't remember what day it was
I didn't notice what time it was
All I know is that I fell in love with you
And if all my dreams come true, I'll be spending time with you

Everyday's a new day, in love with you
With each day comes a new way, of loving you
Everytime I kiss your lips my mind starts to wonder
And if all my dreams come true, I'll be spending time with you

I loved you more today than yesterday
But not as much as tomorrow
Ohhh, I loved you more today than yesterday
But darlin' not as much as tomorrow

Tomorrow makes each spring time just a day away
Cupid we don't need you now be on your way
Thank the lord for love like hours that grows ever stronger
And if all my dreams come true I'll be spending time with you

Ohhh I loved you more today than yesterday
But not as much as tomorrow
Ohhh, I loved you more today than yesterday
But darlin' not as much as tomorrow

Everyday's a new day
Everytime I love you
Everyday's a new way
Everytime I love ya
Everyday's a new day
Everytime I love ya
Everyway's a new way
Everytime I love ya
Everytime I love ya
Everytime I love ya
Everytime I love ya

The ladder of life

Enquanto andava pela rua naquela noite fria e escura começou a entrar naquele mundo diferente do seu. Uma realidade que existe e ao mesmo tempo não. Ele sabia disso mas não se importava, pois aquilo que poderia ser considerado mentira por uns era o que havia de mais real para ele.

Naquele mundo brilhante, ele era rei. Não havia como não se sentir confortável no meio de tanta alegria. Sim, se muitos não sabiam o que era felicidade, ele sabia. Ele a sentia todos os dias ao fechar os olhos.

No começo precisava se concentrar para deixar seu plano de existência. Atualmente, nada mais era necessário a não ser querer. Não importava mais nem o local onde estivesse. Percebeu muito naturalmente que estava se tornando o senhor de sua existência. Porém, algo ainda o perturbava.

A dissociação entre o ser e o pensar o acompanhava em tudo. A matéria e o pensamento estavam separadas demais. Enquanto em um momento ele era Deus, em outro não passava de um simples macaco esperando a evolução chegar. Essa contradição o incomodava cada vez mais quando ia para sua outra casa.
Não conseguia entender as forças que atuavam no afastamento entre o real e o imaginário. Por que não podia ficar simples e alegremente sempre? Não havia motivo para o lá e o aqui não serem um só.

Parecia que a dúvida o acompanharia para sempre. Até que notou que a diferença estava apenas nele. A energia que fazia o ideal tornar-se tátil era única, algo primordial. A mesma que moldou o Universo, surgida com o início de tudo. Um e nenhum, completo e vazio.

Não havia diferença, a não ser na sua forma de enxergar o mundo.

segunda-feira, setembro 15, 2003

Crítica

Fiz uma crítica bem meia boca de "The League of Extraordinary Gentelmen" e coloquei lá na Legião do Mal.

E pq está lá? Ora bolas, o filme é baseado em gibi!! E se tem ligação com quadrinhos, vai lá pra Legião.

Dêem uma olhada.

sexta-feira, setembro 12, 2003

Comentem!!

Sabe a história do Thomas?

Pois então! Agora ela também tem comentários. No fim do post clique em "Shout Out" e se comunique conosco!

Vai lá!

quarta-feira, setembro 10, 2003

The thin line

Life is changing before my eyes
All those things
I’ve just left behind

The past and the future
Started to bond together
And again we could be as one

The feeling is strong
And I can’t deny
There is no reason to be shy

It’s more than I can say
Words can’t describe
All this energy I have inside

So little we know
About what will come
Only one light shines

It’s Love
Larger than everything
Unforgettable

A force of nature
A fire that never extinguishes
A rock that can’t be broken

But life is more than that
There is a line
And we follow it

Even when we decide
To be apart
Fate is there

It reminds you
About what you are
And about whom you are

More important
Fate reminds you
Where you are

Knowing that
The time is to think:
Where you should be?


A onda boa

Tenho uma amiga que me disse uma vez que quando a nuvem negra passase, seria difícil de nos segurar... pq ia ser tanta coisa boa junta, que não ia ter como... o topo seria nosso de qualquer maneira.

Acho que ela está certa. Com um tropeçozinho aqui ou outro ali, tudo está se encaixando. Até coisas que estavam apenas na esfera onírica começam a surgir. Difícil de acreditar. Ainda não é nada... mas a simples possibilidade de algo vir a acontecer já é tão diferente daquela escuridão e falta de perspectivas.

Sabe o destino? É, aquele que eu tô sempre tentando driblar, fazer de conta que não conheço... então... ele mesmo. Bateu em minha porta fortemente. Quase arrombou, pra falar a verdade. E me jogou na cara o que eu sei, mas tenho um puta medo de adimitir.

E mais que isso. Me disse que do outro lado do espelho (para meu total espanto) as coisas acontecem exatamente da mesma forma.

Então lá vou eu, mais uma vez. Escalar aquela montanha que conheço por quase todos os lados. Seguir por aquele caminho tantas vezes caminhado. O fim só chega quando o que há de bom estiver lá.

segunda-feira, setembro 08, 2003

Sale!

Gosta de revistas em quadrinhos?
Tá afim de incrementar ou complementar sua coleção?

Então vai ver a "listinha" de coisas legais que tá aqui
Quem freqüenta este blog já conhece o hábil Cury. Quem está vendendo as revistas é ele. E "eu agarantio". Podem comprar sossegados, ele não vai dar o cano em ninguém e todas as HQs estão num estado excelente de conservação.

Vão e comprem!!


R.I.P

É estranho como a vida é frágil e irreparável. Quando ela acaba, quem fica por aqui não tem outra coisa a fazer senão buscar saídas pelos enigmas sucessivos que o destino traz. Até que chegue sua própria hora e o ciclo recomece. No frigir dos ovos, pouca coisa realmente importa. A não ser os bons momentos dos quais se participou.

E ao fundo, uma música não pára de tocar...

London Calling
(Strummer/Jones)

London calling to the faraway towns
Now that war is declared-and battle come down
London calling to the underworld
Come out of the cupboard, all you boys and girls
London calling, now don't look at us
All that phoney Beatlemania has bitten the dust
London calling, see we ain't got no swing
'Cept for the ring of that truncheon thing

CHORUS
The ice age is coming, the sun is zooming in
Engines stop running and the wheat is growing thin
A nuclear error, but I have no fear
London is drowning-and I live by the river

London calling to the imitation zone
Forget it, brother, an' go it alone
London calling upon the zombies of death
Quit holding out-and draw another breath
London calling-and I don't wanna shout
But when we were talking-I saw you nodding out
London calling, see we ain't got no highs
Except for that one with the yellowy eyes

CHORUS

Now get this
London calling, yeah, I was there, too
An' you know what they said? Well, some of it was true!
London calling at the top of the dial
After all this, won't you give me a smile?

I never felt so much a' like

quinta-feira, setembro 04, 2003

Into the realm of the lost souls

Preso numa jaula de vidro, observando tudo que se passa no mundo exterior, mas sem poder se livrar daquela prisão. Sua mente, como sempre fazia em momentos de desespero, refugiava-se na idéia daquela chama clara e morna na qual se aqueceu tantas e tantas vezes.

Aquilo era tão familiar, tudo se encaixava tão perfeitamente, que era difícil - praticamente impossível - resistir ao chamado daquele fogo bruxuleante. As forças que o conduziam para lá eram estranhas a ele. Não conseguia compreender. Estava além da razão, era puro sentimento. Só que um sentimento alienígena em sua estrutura tão ordeira e controlada.

Ele não sabia mais o que fazer. Estava tudo fugindo do padrão que havia estabelecido para si próprio. Sim, era um homem de padrões, mesmo que não gostasse de adimitir isso com frequência. Seqüências o agradavam, ordenação o agradava. E aquela chama o interrompia em seu caminho de ordem e retidão.

Havia achado um culpado para aquilo. Ele mesmo e sua falta de vontade em encarar o novo. Ele gostava mesmo era daquilo que conhecia e conseguia controlar. Fora isso, mais nada o agradava. Sentia-se profundamente incomodado.

Decidiu então tentar uma nova alternativa. Fechou os olhos e afundou-se em si mesmo. No vácuo profundo e interminável de sua existência.
Acabou se perdendo na escuridão. E nunca mais achou a saída do imenso labirinto de sua própria alma.

Frase

Ela não pára!!

Mais uma frase memorável:

"A diferença entre a mulher e o homem é que a mulher está sempre pronta para o que der e vier e o homem está sempre pronto para quem vier e der".


quarta-feira, setembro 03, 2003

"Just a little patience..."

Falta paciência para conhecer
para gostar
para amar

Falta paciência para entender
para se identificar
para compartilhar

Falta paciência para sentir
para saber
para ouvir

Falta muita paciência
mas está sobrando vontade


Why Chocolate Is Better Than SEX

Recebi isso de uma amiga

Muito bom

1. You can GET chocolate.
2. Chocolate satisfies even when it has gone soft.
3. You can safely have chocolate while you are driving.
4. You can make chocolate last as long as you want it to.
5. You can have chocolate even in front of your mother.
6. If you bite the nuts too hard the chocolate won't mind.
7. Two people of the same sex can have chocolate without being
called nasty names.
8. The word "commitment" doesn't scare off chocolate.
9. You can have chocolate on top of your workbench/desk
during working hours without upsetting your co-workers.
10. You can ask a stranger for chocolate without getting your
face slapped.
11. With chocolate there's no need to fake it.
12. Chocolate doesn't make you pregnant.
13. You can have chocolate at any time of the month.
14. Good chocolate is easy to find.
15. You can have as many kinds of chocolate as you can handle.
16. You are never too young or too old for chocolate.
17. When you have chocolate it does not keep your neighbors awake.
18. With chocolate size doesn't matter.

segunda-feira, setembro 01, 2003

Hail to the King

Are You Lonesome Tonight?
(words & music by roy turk and lou handman)

Are you lonesome tonight,
Do you miss me tonight?
Are you sorry we drifted apart?
Does your memory stray to a brighter sunny day
When I kissed you and called you sweetheart?
Do the chairs in your parlor seem empty and bare?
Do you gaze at your doorstep and picture me there?
Is your heart filled with pain, shall I come back again?
Tell me dear, are you lonesome tonight?

I wonder if you’re lonesome tonight
You know someone said that the world’s a stage
And each must play a part.
Fate had me playing in love you as my sweet heart.
Act one was when we met, I loved you at first glance
You read your line so cleverly and never missed a cue
Then came act two, you seemed to change and you acted strange
And why I’ll never know.
Honey, you lied when you said you loved me
And I had no cause to doubt you.
But I’d rather go on hearing your lies
Than go on living without you.
Now the stage is bare and I’m standing there
With emptiness all around
And if you won’t come back to me
Then make them bring the curtain down.

Is your heart filled with pain, shall I come back again?
Tell me dear, are you lonesome tonight?

Yes, I am...

Pra comemorar

Sim, o momento merece comemoração. Por isso tem capítulo novo lá no Turn Up, um dos filhos disso aqui.
Cliquem aqui e vejam mais um passo na conturbada trajetória de Thomas.

Vai! Cliquem

"Happy Birthday, mr. President..."

Há um ano atrás este espaço virtual era criado para dar vazão às loucuras provenientes da minha mente problemática. Fui inspirado a iniciar este negócio por minhas duas grandes amigas Biba e Djones, que já estavam nessa brincadeira e me mostraram que poderia ser bom cair nesse jogo também.
De lá pr cá muita coisa rolou. Eu mudei, cresci... e o blog me ajudou a colocar a cabeça no lugar várias vezes, além de ser a válvula de escape mais precisa que encontrei. Por meio dele conheci pessoas que se tornaram minhas amigas e que considero muito importantes em minha vida hoje.
Por outro lado, algumas pessoas se ofenderam pelo meu modo de ver as situações e relatá-las por aqui. O foco mudou, o que antes era um “diarinho” acabou sendo transformado num espaço de discussão e divulgação de novas idéias, de bobagens em geral, de exercícios literários e de sentimentos intensos, na maioria das vezes.
Como já disse o Rei, “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”.
Então é isso.

Longa vida ao “It’s all about insanity”!


quarta-feira, agosto 27, 2003

terça-feira, agosto 26, 2003

Stratovarius




No último sabádo eu conferi de perto a apresentação do Stratovarius aqui na cidade de São Paulo. A banda está em turnê divulgando o disco "Elements pt.1".
A apresentação começou com a bela e empolgante "Eagleheart", deste disco mesmo e seguiu com o clássico "Kiss of Judas". Nada melhor para botar fogo na platéia.

O que chamou atenção em todo o concerto foi a vontade demonstrada pelos membros da banda, em especial o vocalista Timo Kotipelto. O cara cantava com uma vontade impressionante e mandava aqueles agudos de deixar as velhas com todos os cabelos do corpo em pé, como na excelente "Distant Skies".
Seu xará, Timo Tolkki, arrebentou na guitarra, levando as músicas com uma perfeição invejável e ainda fazendo um backing vocal de respeito.

Aliás, todos estavam muito bem, formando um conjunto impecável. A batera de Jörg Michael estava impressionante, bem como os teclados de Jens Johansson e o baixo de Jari Kainulainen.

Juntos eles deixaram inesquecível a versão de "Forever" cantada em coro pelas quase 4 mil pessoas que se abarrotavam no Olympia. Ficam pra História também "Twilight Symphony", "Father Time" e, obviamente, "Hunting High and Low" - esta última fazendo tremer as estruturas da já decadente casa de shows da zona oeste paulistana.

Como não poderia deixar de ser, os caras fecharam essa bela noite com o clássico "Black Diamond", demonstrando um carinho enorme pela platéia brasileira. Valeu especialmente por isso: ver artistas que se preocupam com seus fãs, em atendê-los e em se divertir fazendo isso, o que sem dúvida alguma é o mais importante.

Fiquem com a letra de Black Diamond, só pra ter um gostinho (bem pequeno, é claro) do que foi aquilo.

BLACK DIAMOND
(Music: Tolkki / Lyrics: Tolkki-Kotipelto)

Again I see you standing there watching me. Your gaze, those eyes are tantalizing openly.

Inviting me to get close to you, can't help myself. There's fascination in the air.

I try to fight this strong sensation but there's no chance to escape from this temptation.

Feels like I've known you before, repeating phrases, but I yearn for something more.

I know I can't stay by your side forever, but I know I won't forget your beauty,
my Black Diamond.


segunda-feira, agosto 25, 2003

Balada

Bom, hoje ainda é segunda então dá tempo de vocês programarem uma balada muito boa pro final de semana.

Um grupo de amigos meus decidiu expandir uma experiência antes restrita aos muros de nossas casas e compartilhar alegria e bons momentos com o mundo. e, claro, abrir uma nova possibilidade de negócios com isso.

Então cliquem aqui e saibam mais sobre o que é o Kitsch e sobre a festona que rola no próximo sábado, na pitoresca cidade de Limeira - uma das agregadas da Grande Piracicaba.

Tem até flyer virtual. Olhem só:


"It' a strange world. Let's keep it that way"
Warren Ellis, in Planetary

Tinha um cara querendo pular de cima do Conjunto Nacional, aqui na Av. Paulista. Uma hora atrás, mais ou menos.
Imaginem o tumulto: Av. Paulista, um dos centros nervosos da cidade, que dirá até do País. Hora do almoço duma segunda-feira chuvosa, com trânsito explodindo em congestionamentos.
Bom, pensando assim vc até pode vislumbrar uma meia dúzia de motivos para querer pular.

Mas não deu em nada. Um policial agarrou o mano antes dele executar sua "obra".

Louco, né?

E tava ali. Poucos metros de mim, atravessando a rua. E todos em volta gritavam como num jogo de futebol. "Pula, pula..."

Vibraram quando o policial agarrou. Pelo menos a maioria vibrou. Outros só ficaram chateados de nao ver os miolos espalhados pela calçada.

Como desgraça atrái, não?

Bizarro...

Jeito louco de começar a semana.
Vamos ver o que mais vem daqui pra frente.

quinta-feira, agosto 21, 2003

Reflexões acerca da realidade daqueles que escrevem

As ações do cotidiano não são realizadas ao mero acaso. Há uma intenção permeando as decisões de quem as pratica.

No meio jornalístico, todos estão (muitas vezes sem saber) atentos na hora de escolher (e fabricar) esta ou aquela imagem. O jornalista (ou, em certo sentido, o escritor) impõe um sentido às suas imagens. Faz isso para evitar dualidades, ambigüidades.

A força empregada para que a imagem não se abra a interpretações dúbias é muito grande. Ela atribui ao fabricante um poder de dominação incrível - uma vez que lhe confere a possibilidade de moldar a realidade de acordo com sua vontade, ou da vontade daqueles que representa.

Aqueles que contemplam o que foi criado pelo jornalista/escritor devem ter apenas um entendimento do que lhes é apresentado. Cria-se assim um discurso hegemônico, dominante e único.


terça-feira, agosto 19, 2003

Teste

Fazia tempo que eu não topava com um desses testes... sei lá, não gostei do resultado.
Vejam:

Pyro
Pyro! You are young and stupid, yet powerful. But
that's not good enough, no. You want more, you
wnat to be able to create fire rather than just
manipulate it. You want power!
Show off.


What X Men 2 Movie Character Are You?
brought to you by Quizilla

segunda-feira, agosto 18, 2003

The end

Se tudo já foi feito, se não há mais missão a ser completada, então o que ainda prende sua esssência aqui?

O término é inevitável, mas e o sofrimento, este não poderia ser evitado?

Em momentos assim, o questionamento sobre a existência ou não de algo metafísico bate mais forte. Se há uma força exterior superior, que supostamente rege tudo que nos cerca, pq então situações tão trágicas acontecem?

Até entendo a questão do livre arbítrio, mas e doenças? E as injustiças? E quem sofre e nem poder de escolher teve?

Cada dia mais o que não pode ser visto se afasta, e apenas resta a realidade dura e cruel - a qual evidencia que apenas nós temos força nesse universo. E mais nada nem ninguém.




domingo, agosto 17, 2003

Everything can be changed

Numa batida do coração o mundo que trazia em seus ombros tornou-se fumaça e ele começou a acreditar novamente. Se pelo menos um dos espectros que o atormentavam noite e dia parecia (pelo menos momentaneamente) tê-lo abandonado, era mais que possível que os outros também morressem sem mais nem menos.

O que mais o espantava era que não houve um esforço tão grande assim. Ele apenas foi natural, agiu tranquilamente, seguindo somente sua consciência e seus desejos. E tudo se encaixou, foi tranquilo, perfeito como ele gosta que seja, como deveria ser.


sexta-feira, agosto 15, 2003

I’m on a rollercoaster ride!

Já dizia o grande Tim Maia que “Tudo é tudo e nada é nada”. Subitamente, aparecem alternativas diversas à mesmice e ao nada, que ameaçava fortemente tomar conta da minha realidade. Mas não sou só eu que preciso de movimentação… A onda boa tem de chegar a todos!

Ninguém é só um. Eu não sou só eu. Há inúmeras relações ligando uma coisa à outra, um ser a outro. E, dessa forma, a reação boa tem que ser em cadeia… sem deixar nada nem ninguém para trás.

Que sejam destravados todos os entraves dessa vida louca. Que se afastem de mim e de todos os meus a maldade, a corrupção, a inveja e o que mais de mal houver no mundo.

Que a força daqueles que vieram antes de nós se some às nossas nesse momento de escuridão profunda.

Que o sol brilhe e o fogo queime como nunca queimou antes – e assim acabe com o céu negro que tomou conta de nossa terra.

Hey, ho! Let’s go!



O blog é pop

Olhem só como o mundo é louco. Estava eu lendo os comentários desse blog, quando percebo um monte de gente diferente e tal. Decido então efetuar uma buscazinha básica pelo google. Eis que surge uma coisa assim pra eu ver:

Eu, aparecendo na coluna do Gravatá

Pop ou o quê, hein?

Bom, meio que me senti no Oscar, então agradeço aqui a todo mundo que lê, pq na maioria das vezes me inspiro em vocês para falar das coisas.

Ok, ok... é mentira isso. Acabo buscando inspiração nas coisas que vejo por aí no dia-a-dia. Eventualmente vocês também são inspiração.

Mas valeu todo mundo que tem a paciência de ler o que coloco aqui, quase que diariamente. Essa pindonga vai fazer um ano no fim do mês. Tô querendo chamar as pessoas pra tomar umas num dos botecos da vida. Que acham?

quinta-feira, agosto 14, 2003

Frase do dia

Diretamente dela


"Quem acha tudo gozado é camareira de motel"

Too much

Você sabe que está trabalhando demais quando clica em "Novo Documento em branco" no Word e abre o "Documento27" na sua tela.

Que fase!

terça-feira, agosto 12, 2003

"Time after time"

Temos de saber que até no que parece ser a mesmice, as coisas estão mudando. Tudo muda sempre.
Na maior parte das vezes, quem não aceita a mudança somos nós. Não queremos ver. A morosidade, num nível praticamente subconsciente, toma conta de nós vez por outra. E aí, meus amigos, nos perdemos no meio do nada, sem nenhum local para nos escorarmos.

Aceitemos a mudança. Vamos cair nos braços dela e seguir o rumo dessa vida louca.
O tempo, na sua imensa e interminável seqüência, vai abrindo e fechando portas em nossa frente.
E só nos resta seguir, pois a realidade simplesmente é. Dela, não há como fugir.



sábado, agosto 09, 2003

O inferno são os outros e o céu somos todos nós

Caríssimos,

Há que se pensar que a felicidade é um estado apenas momentâneo. Não pense que sempre será tudo bom. No máximo será normal.
A felicidade, essa lenda, está escondida em coisas mínimas. Andar pela rua tomando sorvete, por exemplo. Sentar na varanda e ver o sol nascer. Ver crianças brincando sem se preocupar com o amanhã numa pracinha...

Vejam o que há de bom para ser visto. Não é nada além do que a simplicidade. Mas ela é muito mais do que a mediocridade.

Bom final de semana!
Carpe Diem!!

quinta-feira, agosto 07, 2003

"It's the end of the world as we know it..."

Sabe aquele mundo em que você acreditava? Pois então... ele acabou.
Nada mais do que você pensa ser verdade continua sendo. Aquelas suas crenças estão todas furadas.
Sinto lhe informar, criança, mas papai noel não existe, o coelho da páscoa menos ainda e o amor, a justiça e a felicidade são conceitos tão abstratos que nem vale pena comentar sobre eles.
E não adianta chorar e espernear. As coisas não serão mais daquele jeito que você pensou que seriam. E é isso. Ou você trabalha com o que tem na mão, ou a vida vai passar tão rápido por você, que quando prceber vão te faltar forças até para levantar da cama de manhã.
E todos sabemos que há dias que falta mesmo vontade pra sair e encarar o mundo. Mas você tem de ir. Pois ninguém irá pra você. Então joga todas as suas falsas crenças pro alto mesmo. A única coisa que importa é o seu trabalho, a sua força. O que existe na vida é aquilo que está aí pra ser visto e feito. Nada cairá do céu, por mais que você implore. Então vai. Tá tudo uma merda, mas amanhã é outro dia de luta, sangue e sofrimento. Mas você vai sobreviver, como sempre fez.
Vontade e determinação. Só isso move as coisas por entre o ar denso da perdição.

segunda-feira, agosto 04, 2003

Recado

Este texto é pra você. E não tente se esconder nem olhar pro lado, que é contigo mesmo que estou falando. Sim, você que está tão próximo, mas ao mesmo tempo tão longe de mim. Você que nunca conseguiu me entender de verdade, pq eu nunca fui como você esperava que eu fosse. Hoje, talvez, eu te deixe orgulhoso, mas nem sempre foi assim. Nem tente negar, pq você estará mentindo... e não é das suas mentir desse jeito.
Você errou e errou feio comigo. Sua sorte é que eu sou louco de nascença, que eu tinha a minha mente errática pra servir de escudo e tudo que você fez só serviu pra me deixar mais forte e resistente.
Será que você não percebe? Há duas pessoas aí dentro. Médico e o Monstro. Transformados por um líquido maldito. Sim, sim... quem sou eu pra falar, não é mesmo? Você até pode argumentar isso. Afinal eu também já “caí na vida”. Mas tô bem longe de ser algo tão insano como você está hoje: dois seres completamente distintos.

Ele não é como eu. Somos muito, muito diferentes. E ainda bem, pq eu sou um puta dum louco que sofre pra diabo. Com ele tudo é mais fácil, vai ser mais fácil. É como se fossemos dois tipos diferentes da mesma planta. Uma cresce com muita água, a outra morre afogada com poucos pingos. O fruto delas tem sabor parecido, mas não igual. O que funcionou pra mim, não vai funcionar pra ele.

Você deixou marcas em mim. Elas são profundas. Eu nunca vou esquecer coisas horríveis que você me disse, no alto de sua “razão”. Eu não quero e não vou deixar que isso aconteça com ele.
Dá pra você perceber que as pessoas ao seu redor dependem de você? E não, não é de grana que eu tô falando. É da sua presença, da sua vontade, da sua postura, do seu exemplo.

Só que sendo dois, não tem como. Pois o lado ruim anula qualquer coisa que o lado bom possa fazer. Mexa-se, reaja. Você tem toda a capacidade do mundo pra isso, mas parece que se esqueceu. Ele precisa de você... eu não tomei seu lugar, nem nunca vou tomar. Mas cada dia que passa, ele te acha um monstro maior. E não se esqueça que eu e ele somos diferentes. Eu não me importo. Preocupo-me, mas isso é muito diferente de me importar. Mas ele não é assim. Ele guarda tudo, muito mais do que eu. As marcas dele serão piores que as minhas.

Põe a mão na consciência e percebe que fugiu do teu controle. Virou doença já. Os indícios estão aí, é só você querer enxergar. Você é inteligente, pode retomar as rédeas a qualquer momento. Mas tem de ser logo. Pq daqui a pouco não vai ter volta.

Você poderia ser o melhor. Mas parece escolher sempre ficar por baixo, querer menos. Ainda há tempo. Mude, mas mude radicalmente. Pois só uma nova estrutura, que suplante a atual em toda sua forma, poderá trazer algum ganho real na vida de todos nós.


sexta-feira, agosto 01, 2003

Go, go, go!!

Vai menino. Eles estão todos contra você.
Mas você não pode nunca abaixar a cabeça.

Vai menino. Eles não sabem metade do que você sabe.
Por isso não duvide nunca de si mesmo.

Vai menino. Eles serão os perdedores no final.
Não será você, tenha certeza disso.

Vai menino. Eles não podem te dobrar.
Você tem força, tem alma, tem coração.

Vai menino. Eles te fazem mal, mas não irão te matar.
Daqui um tempo, eles verão que não sabiam com quem estavam mexendo.

Vai menino. Eles pensam que você é apenas mais um.
Não se esqueça que você nasceu pra ser rei.





quinta-feira, julho 31, 2003

Shaper of the Universe

A vida não é nada além de uma sucessão de histórias que vão sendo contadas, recontadas e alteradas com o passar do tempo.
A realidade se dobra a cada novo aspecto que colocado, dependendo também do receptor, aquele que numa relação dialética constrói e desconstrói os mitos do dia-a-dia.

Isso significa que podemos tomar o controle das situações quando bem entendermos. Moldar a realidade para que ela se adeque às nossas necessidades nada mais é do que nossa missão única e verdadeira neste plano.

Abram os olhos para o que está aí sem que a maioria perceba.

Pulem antes de olhar.

quarta-feira, julho 30, 2003

Bate e pronto

De repente, tudo não passou de sonhos estranhos perdidos numa noite de sono leve
De repente, ele cresceu e não percebeu,
Sentiu, mas não sorriu
Viveu e se esqueceu

De repente, tudo estava de cabeça pra baixo
E ele não sabia para onde correr

De repente, a vida, que lhe era tão cara
Passou a ser mercadoria de segunda
Com tudo que havia vivido
Enterrado numa mesma e comum vala

De repente, não havia nada
E ninguém estava ali para ajudar

De repente, tudo que conseguia sentir era dor
O tempo da alegria passou
Quem sorria, pra trás ficou
E ele, como sempre, era só mais um enganador



Atenção!

Os psiquiatras dizem que “uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental.” Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você!!


Procura-se

Razoavelmente bonita
Inteligente
Mais pra loira que morena (castanho claro é o ideal)

Preciso de uma namorada. Alguém se habilita ou tem uma amiga pra por na roda?



Percebi

Percebi que muitas pessoas estão reclamando de solidão e tudo mais. A questão é: pq os homens sozinhos não se juntam às mulheres soliteiras???

Conheço gente legal de ambos os sexos. O que fazer se eles não se reúnem???

Complicado, viu...


terça-feira, julho 29, 2003

No ponto exato

Esse Coverdale é um filho da puta. Essa música saiu do álbum solo do figura, Into the Light
Nem vou comentar mais nada pq ela diz tudo.
Filho da puta...

Love is blind
(Coverdale/Slick)

they say love
love is blind
and true love
is hard to find
it makes you wonder
now you're yesterdays news
at the bitter end of a love affair
some you win some you lose
'cause love is blind

they say time
will heal the pain
but sooner of later
it's back again
but don't be angry
that your heart could be so wrong
when that old familar feelings got you
singing the same old song
'cause love is blind

now your days
are spent preparing
for the nights
you sleep alone
it makes you wonder
why you never learn from the past
'cause this ain't the first time baby
an' it won't be the last
'cause love is blind

so if love
love is blind
and true love
so hard to find
there's only one remedy
to take away the pain
you got to roll with the punches baby
and start all over again
'cause love is blind



segunda-feira, julho 28, 2003

News!

Se vocês olharem ali do lado verão que foram acrescentados novos links.
São pessoas muito especiais, que eu leio sempre e que eu quero compartilhar com vocês.

O Ultimato é do Oz, um cara muito gente boa, que curte gibi como eu e escreve coisas bem legais.

O Epinion, da genial Paula Foschia eu já comentei por aqui. Mais que um blog, hoje é uma revista eletrônica. E bem melhor que a maioria das revistas por aí.

Come on, Eileen! é uma delícia de ser lido, duma garota sensacional que me encontrou por aí. Vejam!!!

Já a Casa Milá, da minha amigona Mila é um local de conforto em meio à balburdia do mundo.

Outra linkada foi a sensacional Kakazinha, a maior abandonada do excelente Penso, logo digito!

Vejam todos e aproveitem, como eu!

domingo, julho 27, 2003

Unido consigo mesmo

Relacionar-se com as pessoas não é algo simples. Decidir que deseja compartilhar, em pelo menos alguns aspectos, de sua vida com outra pessoa faz com que surjam circunstâncias antes não pensadas, durante os períodos de solidão.

Observo que muitas vezes as pessoas, não sei se por carência ou por outro motivo qualquer começam a agir de forma diferente quando estão acompanhadas. Forçam comportamentos na ansia de mostrar para os outros e para si mesmo que gostam, que estão próximos.

Além disso, muita gente cria uma cadeia de dependência prejudicial para todos os envolvidos no processo. Somos seres individuais. Óbvio que necessitamos dos outros para viver, porém devemos buscar sempre a individualidade.

Pois, mesmo querendo muito, claramente nada dura para sempre. E quando tudo acabar, como sobreviver se você fez do outro não um companheiro, mas sim uma muleta?

Pensem, meus caros... são pequenas atitudes do dia-a-dia: ligações inúteis, pedidos sem sentido, formas de falar... tudo isso cria dependência.
Sejam vocês mesmos. O outro existe para te trazer conforto, alegria, felicidade. Não para viver sua vida por você.



sexta-feira, julho 25, 2003

quinta-feira, julho 24, 2003

Vai!!!

O que não se pode aceitar é o marasmo, a mesmice. Nada faz mais mal à saúde do que a enrolação, o vai-não-vai.

Atitude é o que interessa. Tomar as rédeas da própria vida e assumir que os desafios são muitos, mas que há solução para todos eles, mesmo que esta solução seja virar as costas e sair andando. Chega um ponto em que você não tem mais nada a perder. Tem que enfiar o pé mesmo, cair de cabeça.

Pense no que pode ser feito de diferente. Mas pense com vontade mesmo. Aí perceberá que há alternativas. Sempre existem opções.

Você acorda todos os dias e pensa: “Que bosta, vou ter de trabalhar naquela merda de lugar de novo!”.
Tá ruim, meu filho? Então sai!!
Quando é hora de ir pra faculdade você indaga: “Que diabos eu estou fazendo indo praquele lugar??”
Então não vai!!

Aí, vocês dirão: “Ah, é fácil falar...”. Sim, é muito fácil. E fazer é tão fácil quanto! Depende da vontade. O problema maior é que somos todos, em maior ou menor medida, acomodados. Não queremos nunca passar por atropelos, sobressaltos e complicações.

Se você trabalha numa multinacional mega-fodona e tá de saco cheio, poderia muito bem vender coco na praia. Mas ninguém quer perder o apartamento, o carro, o cineminha, os cds e tudo mais.

Mexa-se!! Agilize a mudança. Mude a forma de pensar, de agir, de falar com as pessoas. Seja alguém diferente, seja quem você quer realmente ser.

Ame-se!! Goste de você mesmo. Se ache o melhor, a última bolacha do pacote mesmo. Dê valor para quem você é, para as razões que te construíram no longo trajeto de sua vida. Se você não gostar de si mesmo, ninguém vai gostar!!

Proteja-se! Escolha bem seus caminhos e companhias. Você deve fazer de quem te acompanha teu exército, pessoas em quem você irá confiar no dia mais claro e na noite mais densa.

Somos aquilo que escolhemos ser. Livre Arbítrio. Lembram dessa história?

Comments SUCKS!

Ô galera, mal aí... esse sistema de comentários tá bizarro. Não tá funcionando direito mesmo. Como eu sei que vcs adoram comentar (e eu adoro que vcs comentem), peço encarecidamente que vcs tentem algumas vezes antes de desistir.

Ou, mandem as opiniões de vcs por e-mail. Tem um link ali em cima. Eu dou um jeito de publicar os comentários depois.

Valeu!




quarta-feira, julho 23, 2003

Quero saber!

Sou só eu ou todos os outros homens acham a Leandra Leal, que tá na foto aí embaixo, muito gata?

Assim, ela não é bonitona e tal. Mas ela tem aquele famoso jeitinho.

Como assim? Vc não sabe o que é o jeitinho??
Pô, se vc é homem mesmo vc sabe, vai... É aquele jeito de sorrir, de colocar o cabelo atrás da orelha, de dizer "oi", de te olhar nos olhos... essas coisas simples que algumas garotas têm. É aquele algo a mais que deixa uma menina que nem é tãaaaao bonita assim, irresistível aos seus olhos.

Sério, nesse filme aí que comentei tem a Luana Piovani, um arraso de mulher. Mas que, obviamente, está num padrão tão superior, que nem conta - a não ser para fins meramente masturbatórios. É aquela velha história das mulheres de verdade e das mulheres da mídia.

Leandra Leal é uma mulher de verdade. Luana Piovani é uma mulher da mídia. Exemplos claros e diretos.

Preciso conhecer uma outra mulher com jeitinho. Pq até onde eu sei a Leandra Leal mora no Rio e aí é foda, tem a ponte aérea e tal... e de busão também é uma grana....

;-)

Explicação

E antes que me xinguem: sim, eu estou infame. Aguardem, pois a tendência é piorar.


Advinhação

Existe uma semelhança entre um bolo queimado, cerveja estourada no
congelador e uma mulher grávida ???



Se tivesse tirado antes não teria acontecido.



terça-feira, julho 22, 2003

Crítica do Dia


O Homem que Copiava
Direção: Jorge Furtado

Copiando sim, mas com originalidade, graça e estilo

O cinema brasileiro vive um período de intensa produção. Depois do arrebatador sucesso de “Cidade de Deus”, vieram outras películas de qualidade inegável, como “Madame Satã” e “Carandiru”. Todas elas fugindo daquele estigma que pairou durante anos sobre o cinema nacional, de mostrar só a miséria e os problemas do nordeste do País, e se voltando para narrativas mais urbanas e que utilizavam as mais modernas técnicas da produção mundial.
O destaque mais recente desta nova onda é “O Homem que Copiava”, do diretor Jorge Furtado. Ambientado em Porto Alegre, o filme mostra a vida de André (interpretado magistralmente por Lázaro Ramos), um jovem pobre que trabalha em uma papelaria, fazendo fotocópias das mais diversas coisas e que coloca sua mente ávida em ritmo industrial de produção quando chega em casa e começa a desenhar.
Inteligente, esperto e sonhador, o protagonista se apaixona por Sílvia, vivida pela bela atriz Leandra Leal, apenas observando a garota com seu binóculo, todas as noites. Depois de conseguir conhecê-la, seu objetivo passa a ser tirá-los da mesmice de suas vidas. Para isso, André imagina um plano que garanta ao casal aquilo de que mais necessitam: dinheiro. Nesse imbróglio, surgem também Marinês e Cardoso – em boas atuações de Luana Piovani e Pedro Cardoso – para deixar tudo ainda mais confuso.
A grande virtude do filme é o seu roteiro muito bem amarrado, que conduz o espectador por toda a trama, de forma a causar um sentimento de identificação e empatia muito grande, mesmo em situações um tanto quanto exageradas. Além disso, a qualidade técnica da produção salta aos olhos e enche os ouvidos, especialmente quando lembramos de como era o cinema nacional alguns poucos anos atrás.
“O Homem que Copiava” é um belíssimo exemplo de como é possível fazer um filme sensível, engraçado e que tem apelo às massas – por meio da temática facilmente reconhecível. Mas tudo isso sem cair na mesmice e muito menos na apelação.



segunda-feira, julho 21, 2003

Pensamento do Dia

" Se você ainda não encontrou a pessoa certa, não esquenta....

Vá se divertindo com a errada".


domingo, julho 20, 2003

"Friends will be friends"

Apesar de a asa negra ainda estar sobrevoando, já consigo ver o sol brilhar. São pequenos fios de esperança, ainda finos, mas que reluzem de maneira impressionante.

E essa esperança não vem de outros que não de meus amigos. Quando você recebe uma ligação num sábado à noite dum cara que vive a um oceano de distância, que liga só pra dizer que não está aqui, que está com saudades mas que está contigo nessa hora complicada, você percebe que de repente a vida até pode valer um pouco a pena.

Outros também deram provas de carinho que me fizeram ficar vermelho e com um nó na garganta. As coisas surgem dos locais mais inesperados e é aí que mora a graça, a beleza e a verdade. O amor em sua forma mais pura e simples. Sem interesses outros que não o bem-estar de alguém com quem você se importa.

Obrigado a todos. Começo a nova semana com a certeza de que toda essa merda vai acabar muito mais cedo do que eu posso imaginar. Afinal de contas, o mundo tá virado de cabeça pra baixo mesmo. Até o Rubinho ganhou uma corrida! :-)



sábado, julho 19, 2003

Time and time again

O silêncio imperava no salão de vidro. Lá fora, só a noite testemunhava a solidão que o assolava. Ele observava ao longe as árvores que balançavam ao vento e imaginava dias de um futuro passado. Quando o que poderia ter sido acontecia sem nenhuma interferência.

Mas ali, naquele momento em que sua mente retornava das divagações, percebia que havia mais na linha do tempo do que era possível a ele conceber. A consciência da própria mortalidade o assutou. Era a primeira vez que assistia àquele espetáculo, que ao mesmo tempo que era belíssimo, era angustiante. Não havia escapatória da cruel realidade.

Ele estava sozinho. E isso doía. Era como se vivesse sempre no olho da tempestade, onde o nada possuía uma profundidade incomensurável e tudo ao seu redor movia-se numa velocidade espantosa.

O tempo não parava e ele já sentia os anseios da idade baterem à sua porta. Era hora da decisão. Não havia mais escapatória.
Correu e se lançou na escuridão. E ao longe viu o farol que o conduziria pelo resto da vida.

quinta-feira, julho 17, 2003

"How many roads must a man walk?"

É algo estranho de se pensar, mas é verdade. As pessoas só se mexem, só tomam atitudes, diante dos problemas. Se tudo estivesse sempre bom, em pouco tempo você ficaria estagnado e morreria, deixaria de viver verdadeiramente.

E nos momentos mais complicados é quando você percebe que de fato você é bem mais forte do que toda a correnteza de maldade que não cessa sua força no ataque. Pensar que "Sim, eu posso" é algo único, uma sensação indescritível. Sentir que o monstro do outro lado está tiubeando... Você ainda não venceu a guerra, mas sabe que pode, que a energia para tanto está em você. Em você e em mais ninguém.

E quem te forjou foi o conflito e a dor. Não foi um caminho fácil, mas você o percorreu de cabeça erguida, sem se vender às inúmeras tentações que te foram apresentadas. Tua couraça é dura, mas teu coração é nobre e está aberto ao que o amanhã trará. A aventura do está por vir o excita, pois em seu íntimo sente que mesmo demorando, a vitória será sua. Sente-se ainda como um menino, mas já tornou-se há muito um homem.

Heróis da Resistência

Talvez nas horas mais complicadas as resoluções aparecem mais simplesmente. Pequenas demostrações de carinho que significam muito, que conseguem te levantar do fundo. É bom perceber que nem todo mundo se perdeu na nuvem imensa de podridão que teima em nos cercar.

quarta-feira, julho 16, 2003

O Sol tem de brilhar




Tô com essa música na cabeça desde que acordei.

Millennium Sun
Angra

An eagle breaks the silence
And overflies the field
My eyes will try to follow
Till it vanishes away

Like candles in the darkness
We fight against the wind
Devotion to your idols
Soon will overthrow the king


Out of order
Taming borders
Tearing down the fences
On and on and after all
The century has gone
Racism jumble
Turbulence
My eyes believe we have gone to the end

Ordinary Earth
Sailing throught the space

Population alienation
Losing all affection
Calling on to heaven's hope
To watch for my protection
Out of luck
Potential stuck
Remote controlled
By the T.V. again

Carries human souls
Lead us the journey of our fate
So come millennium sun
Won't you show us the way
Future's begun
So words from my mouth come
Whispering for your return

Pictures a sunset on the lake
Mirrors of crystal your portrait
Walking on this field while I wait

So come millennium sun
Won't you show us the way
Future's begun
So words come from my mouth
Whispering for your return
Show us the future's began
Burning millennium sun



terça-feira, julho 15, 2003

Indagação

Num mundo dominado pela escuridão, uma tocha acesa no fundo de um vale é motivo de guerra ou de esperança?

domingo, julho 13, 2003

"In the darkest night"

Esta semana não teve "post de final de semana" por motivos óbvios. É final de semana e cá estou escrevendo. Só que hoje não tem poesia, conto, crônica e nem crítica.

Hoje não tem história bonita, pensamento profundo e nem nada. Hoje só tem revolta, raiva e tristeza. Pq a vida está dificílima e o mundo é um lugar feio e injusto, no qual quem é honesto e trabalhador nunca se dá bem. Quem tenta criar seus filhos de forma séria e tendo por norte apenas a vontade de colocar a cabeça no travesseiro a noite e dormir tranquilo não chega a porra de lugar algum.

Hoje não tem comentário sobre livro interesssante e nem sobre cinema, hoje só tem aquele sentimento amargo da impossibilidade, das mãos amarradas e da falta de perspectivas. Pois nessa terra de filha da puta onde a maior parte de nós vive, só quem é dito "esperto" consegue alguma coisa. Pq por aqui todos querem se dar bem e quem é justo e segue sua vida no caminho do bem, só consegue tapinhas nas costas bem humorados e pés na bunda bem dados, quando menos se espera.

Vivendo numa época tão escura, não consigo ficar sem me perguntar de que adianta ter talento, vontade, persistência... já que no fim das contas o que vale mesmo é se você tá "levando bola" ou não.

Indago-me a respeito de mim mesmo. Dum suposto talento para ler, escrever e falar. Onde diabos isso vai acabar me levando??? Lugar nenhum, se eu quiser ser o bom menino que meus pais me criaram pra ser.

Então foda-se.

É incrível como problemas grandes passam a ser ridiculamente pequenos, de uma hora para outra, na medida em que coisas realmente sérias aparecem. E se antes do dia raiar, sempre é mais escuro, então tá na hora do sol brilhar mais que nunca, pois de escuridão já estamos bem cheios por aqui.

quinta-feira, julho 10, 2003

Redemoinho

Como o hoje e os amanhãs não estão trazendo algo que me faça suar frio, ter os batimentos acelerados nem nada do tipo, tô quase chutando o balde e voltando no tempo, pedindo arrego mais uma vez... estragando a vida de outra pessoa de novo.

Pensando bem, é uma fraqueza enorme. Toda vez que a corda aperta mais forte no pescoço eu tento correr atrás de um porto que nem é mais tão seguro assim. Pelo menos não na realidade. Mas nos meus sonhos... é onde eu sempre terei guarita.

Estou (de novo) confundindo o que eu quero que aconteça com o que de fato está ocorrendo. Isso não é nada bom... Mas o caminho é tão solitário que as vozes dentro da minha mente, que eu aprendi a deixar em volumes baixos, se aproveitam do eco causado por ninguém estar por perto e cresçem, cresçem, cresçem...

Não há caminhos fáceis... não há saídas prontas. Ao mesmo tempo que pontes são construídas, estradas são devastadas, trilhas são escondidas. Por trás de uma capa de alegria, mora um mundo inteiro de infelicidade.

quarta-feira, julho 09, 2003

Crítica do Dia

Faz tempo que não coloco crítica nenhuma aqui, né? Revirando meu baú de antiguidades, achei um pequeno texto que escrevi sobre um filme muito legal, sensível e tranquilo que vi faz um tempo... Procurem no vídeo que vale a pena.

DUAS VIDAS
(DISNEY'S THE KID)

Bom, quando você ficou sabendo desse filme deve ter pensado: "Bruce Willis e um pirralho... De novo? Esses caras não cansam não?"

Mas não é que acertaram de novo? O filme é bom, não é uma cópia de "Sexto Sentido" (aliás, passa bem longe disso) e mostra, definitivamente, que Willis é um ator completo, que sabe fazer Drama, Suspense, Ação e Comédia.

A história é a seguinte: Willis é um cara próximo de fazer 40 anos, bem sucedido na carreira profissional, mas que no pessoal é uma droga. Aí, um belo dia, ele recebe a visita de seu eu mais jovem - um moleque de 8 anos - que chega para mudar tudo.

Tá, aí você vai dizer: "Fraquinho esse roteiro, hein?" É, não é dos mais fortes, eu admito. Mas quem teve infância vai se emocionar com certeza. As cenas do garoto se revoltando com seu eu futuro porque este não tem cachorro nem namorada são sensacionais. E quando Willis volta ao passado pra ajudar a si mesmo em uma briga de colégio, muitos certamente irão se identificar (afinal, quem nunca brigou na escola?).

Não é a maior obra que o cinema já produziu. Mas considere que é um filme Disney, e eles nunca abusam muito. Este aqui já é até meio forte demais para os padrões deles. É claro que podia ser melhor, mas do jeito que ficou, dá uma bela Sessão da Tarde. E, com tanta porcaria por aí, isto já é mais do que suficiente.



segunda-feira, julho 07, 2003

A pergunta é...

Por que eu insisto?

Já foi dito da contradição que ela é o motor da História. Que sem uma necessidade a ser preenchida, o homem se estagnaria e acabaria morrendo.

Minha contradição dá-se na questão do tempo. Da mesma maneira em que viso sempre o futuro, projeto sem parar o que está por vir, prendo-me a uma idéia, a um sentimento que, na prática, há muito se foi. Mesmo sabendo que aquilo poucas vezes funcionou direito, a maldita idéia teima em povoar minha mente.

É um carro que dobra a esquina, um cabelo que passa esvoaçante, um cheiro que vez por outra permeia o ar ou ainda uma voz que penso ouvir ao fundo. E quando esses sentimentos surgem, o coração se sobressalta, a pressão aperta o peito e tudo gira, como num carrossel louco formado por dragões em fúria.

Penso o que seria de mim se não houvesse a briga intensa entre passado e futuro a me incomodar. E mais, não estaria eu deixando o presente de lado (como muitas e muitas vezes já fiz) vivendo de sonhos do que passou e de esperanças no que pode ser?

Não há como responder no momento. Só o tempo (este imponderável), irá dizer.


sexta-feira, julho 04, 2003

That 80's show

Sou um fã incontesto da dita "década perdida". Gosto das músicas, da cultura pop que se formou naquela época, da maneira que as coisas aconteciam...

Thundercats, He-Man, Gi Joe, Transformers. O que seria da minha vida sem esses saudosos personagens? Bom, talvez tivesse sido uma infância melhor, com menos televisão e mais brincadeiras de rua. Porém, acho que ter crescido da forma como cresci me ajudou muito e definiu o caminho que escolhi para minha vida. Se não fosse tão ligado em mídias, cultura pop em geral, música e literatura, nunca teria me tornado jornalista. Apesar de não estar totalmente feliz com meu emprego, num contexto maior sou muito feliz. Afinal de contas não são muitas as pessoas que podem dizer que se sustentam lendo e escrevendo (que, em última instância, é o que eu faço).

Nunca pensei em ser outra coisa na vida que não jornalista. A não ser é claro quando era bem pequeno e falava que ia ser "cientista" ou "astronauta". As palavras é que definiram toda a minha existência, desde o momento em que tenho consciência dela. Aprendi a ler sozinho com três anos de idade, de tanta vontade que tinha de entrar nesse mundo das palavras. E coleciono gibi dos sete até hoje (aliás, nem tenho mais onde guardar tanta coisa).

Enfim, comecei falando dos anos 80, a década em que cresci e da qual guardo muitas lembranças - a maioria delas muito boas, mas acabei divagando (como já é de praxe). Mas como este é o já tradicional post de "Bom final de semana", deixo aqui uma música muito eighties, desejando a todos boas lembranças - lembranças ternas, aconchegantes e que te façam bem.

Fiquem com Whitesnake e "Here I go Again", do álbum "Saints and Sinners", de 1982. A banda tinha somente três dos maiores ícones do rock n' roll: David Coverdale arregaçando nos vocais, Jon Lord destríndo nos teclados e Ian Paice esmirilhando a batera. Como não poderia deixar de ser, o disco vendeu horrores e trazia além dessa maravilha cuja letra coloco logo abaixo, as clássicas "Crying in the Rain" e "Victim of Love".
Aqui vai e até semana que vem.

Whitesnake
Here I go Again

I don't know where I'm going
But, I sure know where I've been
Hanging on the promises
In songs of yesterday
An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time
But, here I go again
Here I go again

Tho' I keep searching for an answer,
I never seem to find what I'm looking for
Oh Lord, I pray
You give me strength to carry on,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time

I'm just another heart in need of rescue,
Waiting on love's sweet charity
An' I'm gonna hold on
For the rest of my days,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time

But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go...

An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time...

But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go,
Here I go again...

quarta-feira, julho 02, 2003

Piores de todos os tempos

Tô há algum tempo esquentando pra fazer umas listas de top 5 e vou começar agora, de baixo pra cima, Ou seja: do pior pro melhor. Seguem os 5 piores filmes que já vi em toda minha vida.

5 – Dominação
Esse aqui é muito ruim. É com a Winona Ryder e o Ben Chaplin. A mina descobre que o diabo (sim, ele mesmo. O carmulhão, o tranca-rua, sete flechas, o coisa-ruim, o demo, o fedido, etc, etc) está voltando por meio de uma conspiração (!!). Aí ela tenta impedir isso de acontecer convencendo um jornalista policial e todo certinho que ele é o centro desse imbróglio. Péssimo!! Roteiro com mais furos que um queijo suíço.

4 – Inesquecível
Bom, de Inesquecível, só o título. Ray Liotta estrela essa pérola do filme ruim. O cara tem sua mulher assassinada e, por grande conveniência da vida, ela era uma cientista que estava trabalhando com um soro retirado de cadáveres (Jesus, me proteja!!) que permite quando injetado em outras pessoas, que elas tenham as últimas memórias do morto. A premissa parece razoável? Não, não é. O filme é grotesco. Sorte que na época eu tinha namorada e “vi” o filme com ela.

3 – Spawn, o Soldado do Inferno
Esse aqui, realmente, ninguém merece. Tá bom, meus amigos quadrinheiros vão dizer que é a minha implicância com o Todd McFarlane (criador do personagem) falando mais alto aqui. Mas não é. A revista já não tinha pé nem cabeça. Mandaram pro filme é ficou mais ridículo ainda. É um videoclipe (mal feito) de mais de duas horas de duração. Trash, do trash do trash. Aquela capa feita por computador, só pra lembrar os desenhos (ridículos) do McFarlane é das piores coisas já idealizadas pela mente humana. Argh. Só de lembrar desse filme meu estômago vira.

2 – Godzilla
Então teve um puta hype em cima desse filme. Afinal de contas muita gente (eu inclusive) era fã dos velhos e clássicos trash movies japas, com o Godzilla, o Mech Godzilla, a Mothra e todos os outros bichos. Ok. Aí a gringaiada mistura isso com os franceses, cria uma mistura de Alien com um T-Rex e chama de Godzilla. Pô, o velho e bom God tinha um charme indiscutível. Mas aquilo não dava. Ainda tem o Mattew Brodderick pagando o micão de ficar ali. Não dá... a cena em que um táxi consegue sair rodando de dentro da boca do bicho resume toda a merda que saiu dali.

1 – A Reconquista
NADA É PIOR QUE ISSO!!! Esse é o campeão dos filmes péssimos. Sabe o John Travolta? Aquele dos “Embalos de Sábado à Noite” e “Grease”. Pois então... o homem teve um “revival” nos anos 90 com filmes do tipo de “Pulp Fiction” e “A Última Ameaça”. Aí ele se meteu com uns caras da cientologia, uma suposta religião fundada por um escritor de ficção científica, o L. Ron Hubbard. E noiou fortemente nisso. E decidiu fazer uma versão em filme da “obra-prima” do cara, um livro chamado Battlefield Earth. Juro, o Travolta é o vilão, ele tá com uns rastas tipo o que os irmãos fantasma usam no Matriz Reloaded e tem umas coisas enfiadas no nariz, pq ele é um alien e supostamente o ar da Terra mata ele.
Juro, é muito ruim mesmo. É abaixo de zero, abaixo de menos 40, pra ser mais exato. Assisti esse filme na sessão da meia-noite, num cinema lotadaço e na metade do filme, aproximadamente 60% das pessoas estava **dormindo**. Não é pra qquer um. Se um dia alguém aparecer c/ esse filme na sua casa, mate-o. Ninguém que te conhece minimamente faria uma maldade dessas à toa.

Amigos

Ontem eu estava limpando minha caixa postal e encontrei um e-mail que um cara que considero como meu irmão me mandou no dia 11 de dezembro do longínquo ano de 1999. Mensagem animal, que achei que deveria compartilhar com vocês, até pq é o que eu sinto em relação a muitas das pessoas que frequentam este blog.

Meus secretos amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros
afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite
a rivalidade, e eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

"A gente não faz amigos, reconhece-os."

Crônica De: Garth Henrichs

terça-feira, julho 01, 2003

Diferenças

Conversava com uma amiga agora cedo sobre os problemas com relacionamentos. É um assunto que nunca termina. Mas eu penso que o mais complicado é quando percebemos que nos enganamos, que nosso castelinho de cartas ruiu...
Nessas horas, é necessário ter em mente que todos os anseios são seus. Não da outra pessoa. Os outros não têm a menor obrigação de sentir o mesmo, de querer a mesma coisa. As pessoas quase sempre estão em estágios diferentes na vida... em freqüências diferentes. E aí você acaba esperando delas coisas que estão somente em você...

P.S: Este post não foi escrito para ninguém especificamente na minha vida, ok? É apenas um pensamento que compartilho com vcs. Então relaxem, críticos de plantão...

segunda-feira, junho 30, 2003

Sons da cidade

Nativaaaaaaa - O Amor de São Paulo
- Do rádio do cobrador da linha Terminal Princesa Isabel/Terminal Sto. Amaro

Compro passe, vendo passe, compro passe, vendo passe
- do ambulante em frente ao meu escritório na Paulista

Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal
- Mais um ambulante, as imediações da Praça da República
(a tradução é: Skol: um real!)

Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui trabalhando
- De rapaz entrando no ônibus e tentando vender balas na linha Aeroporto/Perdizes

Cenas da cidade

Jô Soares libera o anel
- Pichação na Av. Brigadeiro Luis Antônio

Lindas Gaúchas. Taxa única – 20 Reais
- Faixa vista na Av. Santo Amaro

Pessoas sem nada pra fazer às 10 da manhã
- Fato constatado em passagem pelo Parque do Ibirapuera


sexta-feira, junho 27, 2003

Real life girl

Aproveitando que o post falando da boina rendeu, retomo o assunto da mulherada na balada. Como fiz várias nos últimos tempos e não fiz efetivamente muita coisa, pude observar bem o que se passava ao meu redor.
Eu não sei... mas tenho percebido uma tendência de exagero na maioria das garotas que, pro meu gosto, é meio exagerada. Numa boa, parece que todas as mulheres ficam na frente do espelho no mínimo duas horas cuidando de cada detalhe, da tornozeleira, passando pelos anéis, brincos, pontas dos cabelos, etc, etc, etc.

Ah, no fim das contas fica um lance tão fake, tão de fachada, que perde completamente a graça. Numa boa, eu vejo essas minas e nem tenho vontade de começar uma conversa. Elas parecem feitas apenas para se olhar, admirar como numa vitrine. Não são de verdade.

Mulher de verdade é aquela que está linda às oito da manhã quando chega pra assistir a primeira aula daquela professora chata. É aquela que no sábado cedinho lava a calçada em frente de casa, com aquela camiseta velha e aquele shortinho surrado, o cabelo amarrado meio sem se importar... e ainda assim está maravilhosa.

O problema é que vocês, minhas queridas, não percebem que a beleza está nas pequenas coisas, no que é simples, singelo. Quanto mais “emperequitada”, pior. Na vida existem dois tipos de mulheres: as de verdade e as da mídia. As primeiras, têm pneuzinhos, estrias, celulite, peidam, arrotam, etc, etc, etc. Mas estão do nosso lado. As outras... bem as outras não vão cuidar da gente depois do porre no churrascão da galera. Nem vão te salvar do aniversário do teu priminho chato, rumando de lá direto pro motel. Não tentem ser as da mídia, minhas caras. Homem que quer que sua namorada seja como as minas da tv tem um problema muito sério de consciência. Pq certamente ele não é o Mel Gibson.
A escolha entre umas ou outras, entre as que vc tem e as que nunca vai ter é tão óbvia, que nem preciso mais dizer nada. Fico por aqui, desejando que todos os meus amigos encontrem mulheres reais neste final de semana.



quinta-feira, junho 26, 2003

Action and reaction

Sera que o tempo eh ciclico? Tudo que vai, volta e essas coisas todas? Pq outro dia eu tava trocando uma ideia com o Cury e ele soltou a perola de que “as mulheres sao como bumerangues”. Eu concordei. Falamos bastante sobre o assunto. Basicamente, o que isso significa? Significa que voce larga a mao e vai embora. Aih, quando menos espera **TUM** toma na nuca aquilo que achou ter se livrado. Como dizia um cara que eu conheci por aih, “o que essas minas querem naum é mole naum”.
;-)

P.S: Essa *erda de blogger sumiu com os acentos e eu num consigo fazer voltar. Mal ae

quarta-feira, junho 25, 2003

Num tô entendendo!

Ô, alguém aí me explica qual é o lance dessa nova moda da mulherada usar boina na balada?
Assim, já percebi que é coisa de Paty, mas uma boina??? What the fuck?!!?



Frase

Essa não é minha, recebi por e-mail. Boa demais!

Amnésia é o cara não lembrar o que é CLITÓRIS, mesmo depois de ter estado várias vezes com a resposta na ponta da língua.


terça-feira, junho 24, 2003

Missing

Olha só, todo esse papo de JUCA e eu acabei esquecendo de dizer que muita coisa fez falta lá.

- A diversão e alegria incontidas de Djones e Ti na pista de dança.

- A loucura atávica de Diegones.

- A frieza meio fingida e a beberragem do Caueldson, meu brother que está nas terras da Rainha.

- A empolgação e embriaguez da turminha da mulherada.

É... como diz o outro, "tempo bão... num vorta maaaaaaais... saudade, quanto tempo faz..."



segunda-feira, junho 23, 2003

Alone in the dark

Como nem tudo são flores, mais uma vez comprovei meu imenso talento para me isolar. Percebi que me falta mesmo coragem. Coragem para dar o primeiro passo e o último, que notadamente são os mais difíceis em qualquer caminhada. Observei mais uma vez que meu lugar não é a balada. Eu não sei MESMO “chegar” na mulherada na balada. Comigo as coisas só funcionam quando consigo conversar e me mostrar realmente pras pessoas. Eu quero ter um retorno, quero intensidade. Mais vale uma boa conversa com uma garota inteligente do que beijar nove meninas vazias na mesma festa. Que alternativa possui alguém como eu, que quer aprofundamento e companheirismo, num mundo dominado pela diversão momentânea?
Há, evidentemente, um elemento forte de falta de confiança nisso tudo. Não me acho atraente o suficiente para que alguém se interesse por mim só de olhar pra mim. Acho que consigo ser interessante. Mas isso não se mostra em cinco minutos de papo. Enfim... acabou que fiz contatos muito promissores. E foi isso. Vamos ver o que o futuro me reserva.

My big and sad ego

Meu ego estava precisando de uma boa afagada e nada melhor do que uma viagem como essa pra fazer isso. Várias pessoas me parabenizaram e agradeceram por poderem estar ali, graças ao meu trabalho e dos outros. Numa boa, atire a primeira pedra quem não se sentir emocionado se alguém que vc conhece de vista, já conversou algumas vezes, te pára no meio da balada pra dizer “Vocês são muito foda” e também “O que vocês fizeram é incrível. Muito obrigado!”. Eu precisava mesmo ouvir alguém me agradecer. Meus companheiros nas lutas também me agradeceram. Disseram que eu não tinha nada com aquilo, que eu já estava formado e tudo, e mesmo assim dei um gás enorme. Fiz tudo pq gosto demais de me sentir útil, de organizar e comandar as coisas. Sinto-me em casa naquele meio. Eu é que tenho que agradecê-los por me permitirem respirar daqueles ares novamente.