quarta-feira, março 17, 2004

Mulheres e suas escolhas

É engraçado como na exposição da minha teoria sobre o desenvolvimento masculino (que pode ser conferida abaixo), acabaram vindo à tona pensamentos outros, sobre como mulheres (pelo menos muitas delas) procuram caras safados, sem-vergonha, toscos e afins.

De fato esta é uma tendência que percebo há tempos. Não tenho uma amiga que não tenha me dito pelo menos uma vez "ele não presta" ou "Acho que ele tá me sacaneando". Na grande maioria das vezes eu respondo que sim, realmente ele é um safado e esta sacaneando com ela. Pq eu também sou homem e sei como nossas mentes funcionam.

Este traço é tão marcante na personalidade feminina que pode ser encontrado em fatos dos mais inusitados. Outro dia, por exemplo, estava eu na aula e discutíamos o público-alvo de algumas histórias em quadrinhos (por ser essa a pauta da aula vcs vêm que não é exatamente algo, digamos assim, regular, que eu ando estudando).
Eis então que fico sabendo que quando era publicada pela editora Abril, a revista "A Espada Selvagem de Conan" tinha uma parcela considerável de sua audiência formada pelo público feminino.

Num primeiro momento poderia se pensar que isso ocorria pq o personagem principal é um cara bombadão que corre pra lá e pra cá de sunguinha. Mas não. Sabe pq a mulherada curte o bárbaro simério? Pq ele é um bad guy. ele xinga os próprios deuses, enche a cara, dá porrada em todo mundo. É o que se chamava antigamente de arruaceiro. E, além disso, trata mal tudo quanto é mulher.

É bizarro, mas a mulherada curtia essa história de ser pisada e tal. Como se isso expressasse algum tipo de virilidade por parte do homem.

Vamos reafirmar então, para que todas vocês não se esqueçam meninas: ISSO É RIDÍCULO!

Comportamentos como esse, de gostar de sofrer, de correr atrás de quem não presta, só demonstram falta de maturidade da parte de vocês. Entendam uma coisa: ninguém muda ninguém assim, do nada. Se o cara era um safado e, sem que você nem pedisse ele decidisse seguir por um caminho mais correto, tudo bem. Mas se você pensa que vai regenerar um cafajeste contumaz, sinceramente, você se ferrou.

Não sei que mecanismo interno faz com que as garotas ajam assim. Não sei se é uma revolta contra o pai, normalmente uma figura correta - então elas procuram um cara errado para chocar.
Ou talvez seja um algo no sentido materno... elas enxergam o cara como um menininho perdido que precisa de cuidados. Enfim... não importa o que seja, pq no final, quase que invariavelmente, elas acabam rodando.

Pensem e tentem evoluir desse esquema pequeno. Tem um monte de cara tranqüilo, legal e bonzinho por aí. Vocês não precisam sofrer. Procurem o entendimento, a calma e a harmonia. A felicidade está nas pequenas coisas: num dia bem vivido, sem traumas e discussões; num sorriso simples ou num abraço compreensivo.

Mas, acredito que vocês garotas só conseguem ver isso depois de um tempo e de uma certa maturidade. Só que isso já é assunto para um próximo texto.

A gente se fala...

segunda-feira, março 15, 2004

Do crescimento e desenvolvimento masculino

Em conversas com minhas amigas noto que uma das queixas mais freqüentes delas em relação aos homens é a falta de maturidade dos mesmos.

Ao pensar sobre o assunto e discutir diferenças entre o universo maculino e feminino com minha bela e sábia garota, cheguei a uma teoria: o que falta aos homens são momentos de definição.

Para as garotas existem inúmeros fatos que as definem enquanto mulheres. Que marcam a transição entre uma época ou outra. É o primeiro sutiã, a primeira menstruação...

Homem não tem disso. Você cresce e pronto. Se vira, negão!

Acho que vem daí essa dificuldade masculina em livrar-se de alguns resquícios infantis, de efetivamente encarar o mundo adulto, em especial no tocante a relacionamentos.
O crescimento acaba sendo lento e gradual demais.

Na minha visão, em termos gerais, só vamos abandonar em definitivo aquele sentimento pueril quando perdemos, de certa forma, a condição de filhos. Ou seja, quando passamos a ser nós os pais - ou, no mínimo, o marido.
O casamento (união de qualquer tipo, não precisa ser o casamento em sua forma mais tradicional) acaba sendo a marca definitiva de mudança.

É claro que trata-se de um explicação generalista, que a história de vida de cada pessoa pode gerar fatos definidores outros. Mas, na média, acredito que é assim que as coisas acontecem.

Que vocês acham, meninas? Concordam?
E vcs, marmanjos?

quinta-feira, março 11, 2004

Difícil sim. Impossível não



Ontem foi complicado. Quem adora dizer que a escola equatoriana não privilegia a catimba, como a dos argentinos, teve ontem a prova inconteste de que não é exatamente assim que as coisas funcionam.

O São Paulo penou para marcar seu golzinho solitário. É preciso que se diga que foi sim um golaço. Mas que sofremos, ah... isso também é inegável.

Porém, graças aos deuses da bola que olham por nós vez ou outra, em campo com a camisa nove estava ele, o Fabuloso. Quando a bola caiu em seus pés, a certeza era quase que absoluta de que aí viria o tento. Vai buscar lá no fundo, cabeludo safado (que goleirinho marrento, hein??).

A confiança do Fabuloso era tanta que encobriu o goleiro e nem esperou a bola entrar pra sair comemorando. Aí entra a diferença, porque minutos antes esse menino que parece estar entrando nos eixos, Diego Tardelli, havia tido uma oportunidade bastante parecida e perdeu, na cara do bufão que veio dos andes.

O que importa é que estamos vivos e acesos no campeonato. Essa tal de LDU (Luis Deixou Um) vai apanhar do Alianza Lima lá no Peru e seremos mais líderes do que nunca.

E que venha o Juventus! Vamos ajudar o timinho da marginal sem número (minha garota que não me ouça, senão apanho em casa) a não cair. Mas devo dizer que, não fosse a vergonha que dá entregar o jogo, vontade não falta pra ver os maloqueiros na segundona.

quarta-feira, março 10, 2004

Tempus fugit

É, continuo sem tempo pra postar.

Trabalho + Curso + Pós = 1 cara louco de saudade da namorada e sem saber se mata aula pra ir ao jogo ou não.

Se nem pra namorar tenho tempo, imagina pra ficar elocubrando sobre a vida, o universo e tudo mais... Mas eu apareço de vez em quando: pra dar sinal de vida e para deixar sair as loucuras daqui de dentro quando elas acumularem.

É isso!



quinta-feira, março 04, 2004

Só avisando

Então... eu havia prometido uma crítica de "Mestre dos Mares", mas a semana tá meio foda aqui no trampo, eu voltei a estudar, e não sei se vai dar tempo. Mal ae...

Se conseguir ainda faço, ok?

Valeu!

Mantra

Há que se acreditar sempre. Não perder a fé, o espírito de luta e a determinação.
É depois das horas mais negras que a luz brilha mais forte.

Não há fase ruim que dure pra sempre. Segurem-se!! Mantenham-se firmes. Vai passar. Acreditem, vai passar...

segunda-feira, março 01, 2004

Pensamentos fortuitos

E não é que tem uma hora em que definitivamente é preciso crescer e deixar de ser moleque?

Mesmo com todas as responsabilidades assumidas, há sempre uma ou outra ponta solta, lá no fundo. E essas só são resolvidas consigo mesmo. No momento em que se pára, avalia a situação e decide: ir em frente ou estagnar.

O futuro é aquilo que queremos que ele seja. Que Deus nos dê a todos clareza de pensamento para saber escolher entre a luz e as trevas.

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Sem comentários



São Paulo (BRA) 3 x 1 Cobreloa (CHI)

Nem precisa falar nada, precisa?

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Só pra constar

Esse ano eu queria um carnaval bem tranquilo, com pouca farra, praticamente nenhuma bebedeira e apenas uma praia, minha garota do lado e um solzinho a brilhar.

Mas o clima nem colaborou...

Foi foda essa chuva toda. Não que eu não tenha aproveitado. Aproveitei sim, descansei bastante. Mas tô me sentindo mofado!! Eu gosto de tempo cinza em Sampa, pq tenho de ficar trabalhando. Na praia é sacanagem...

Deu pra pegar um cineminha e olhe lá. Depois mando uma crítica de "Mestre dos Mares". Tô achando que vou causar polêmica, igual com o filme da Julia Roberts aí embaixo...
;-P



quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Executando potenciais

“O Sorriso de Mona Lisa” (Mona Lisa Smile) é um filme tocante. Bonito como há muito não se via num cinema cravejado por comédias toscas ou “blockbusters” vazios. O filme conta a história de uma professora (vivida magistralmente por Julia Roberts) que é contratada para dar aulas em uma tradicionalíssima faculdade só para moças no meio-oeste norte-americano.

O que a professora Katherine Watson (de História da Arte) não esperava era encontrar um cursinho pré-nupcial, como o que viu. O embate entre as idéias ditas “progressivas” e “subversivas” da docente vivida por Roberts e suas alunas reacionárias é o motor de toda a película.

É preciso ressaltar que a produção de arte e os figurinos são caprichadíssimos, fazendo uma ambientação espetacular de época. Consegue passar toda empolgação muitas vezes fingida do pós-guerra, na Golden Age do império norte-americano.

Neste ponto entra uma das melhores sacadas do filme. É quase que de praxe retratar o início da década de 1950 como um período mágico da cultura dos Estados Unidos, em que floresciam o rock e os rapazes percorriam felizes as ruas em seus cadillacs e motocicletas. “O Sorriso de mona Lisa”, porém, consegue ir além dessa capa protetora e mostra o quanto a sociedade daquele tempo foi afetada pelos dramas vistos pelos soldados na II Guerra Mundial. Mesmo que a batalha não tenha acontecido em seu quintal, a vida nunca mais foi a mesma depois do conflito – as pessoas olhavam a vida sob outra perspectiva e as sementes de toda revolução ocorrida na década seguinte estavam sendo plantadas muito firmemente.

Há também a relação entre professores e alunos, que não é o foco principal, mas que é transposta para a tela de maneira singela, demonstrando claramente que numa relação de ensino, mestres e aprendizes não estão (ou pelo menos não deveriam estar) em lados opostos, mas sim caminhando e aprendendo o tempo todo juntos.

Além de Roberts e seu sorriso matador, as atuações de Julia Stiles (de “A Identidade Bourne” e “No Compasso do Amor”) e Kirsten Dunst (A MJ de “Homem-Aranha”) chamam atenção pela força na interpretação.

Mais do que um simples retrato de época, “O Sorriso de Mona Lisa” levanta questões relevantes ainda hoje, como a pré-determinação de funções entre homens e mulheres. É extremamente comum pessoas de ambos os sexos demonstrarem toda a sua falta de tato e consciência ao dizerem frases do tipo: “Isso é coisa de mulher” ou “Esse é um trabalho de homem”.

Se existe algo que a revolução tecnológica dos últimos 50 anos trouxe foi a igualdade de condições frente ao trabalho. Poucas funções ainda hoje necessitam de força física muito maior, por exemplo. E mesmo nessas, a mulher demonstra que tem totais condições para exercê-las com a mesma qualidade, ou até superior, que seus pares do sexo oposto.
Não existe nada mais arcaico do que separar homens e mulheres, seja em que função for.

É obvio que diferenças existem e sempre irão existir, porém é preciso que se olhe pelo outro lado da questão – que mostra que cada indivíduo (independente do sexo) possui aptidões para determinada função. O que vai determinar o melhor caminho para sua vida é um conjunto de fatores, que vai desde a forma como foi criado, passando por educação e demais experiências. Além é claro do sexo. E não só por causa dele.

Há ainda uma questão maior em “O Sorriso de Mona Lisa”: aquela que dá conta do potencial não-explorado de muita gente. A professora Watson se revolta ao ver que suas alunas mais brilhantes terão seus talentos desperdiçados esquentando a barriga no fogão e correndo atrás de um bando de filhos catarrentos. Não que ter uma família seja algo necessariamente ruim. A questão é que, desde aquela época, é muito possível conciliar carreira e família.

Ainda hoje, cinqüenta anos depois do momento retratado no filme, muitos desperdiçam suas vidas por acharem que devem seguir um caminho pré-definido por sua família ou até mesmo por si próprio e, dessa forma, acabam por deixar passar sem viver plenamente sua juventude. O resultado disso é claro: as pessoas têm crises de estresse cada vez mais cedo, os casamentos duram cada vez menos e o que mais se vê andando pela cidade são pessoas carrancudas e de mal com o mundo.

Não há outra razão para isso acontecer que não o medo que muitos possuem de perseguir os próprios sonhos, as verdades em que acreditam. Em buscar sempre o que há de melhor lá fora de seu mundinho. Em querer sempre mais.

Procurar e construir seu próprio caminho, independente das pressões familiares e sociais, de fato não é fácil. Mas indubitavelmente traz resultados muito melhores.

Portanto, quem está precisando de um “empurrãozinho” para sair da lama na vida, não deve perder “O Sorriso de Mona Lisa”. Para tentar enxergar o que está além do que pode ser visto e se libertar das piores amarras que se pode ter: as que sua própria mente lhe impõe.


segunda-feira, fevereiro 16, 2004

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

"Ver com os olhos livres"

Que tal ver a vida com outros olhos? Ao invés de apenas reclamar e dizer o quanto tudo tá uma bosta, vire-se e pense no quanto existe de coisas boas ao seu redor. Desde o sol que brilha, a comida que você come, os pássaros que cantam, seus pais, amigos... cada um tem sua cota de felicidade e alegria.

Mas precisa querer enxergá-la, senão fica estagnado na tristeza e dali não sai por nada.

Pensem nisso.

---

E agora, 'bora colocar um som, que faz um puta tempo que não ponho nenhuma música aqui, né? Tem uma que ouvi no rádio no começo da semana e não saiu mais da minha cabeça: "I'll be there for you". Sim, Bon Jovi, do álbum New Jersey, que ou muito me engano, ou é de 1994.

E sim, eu sou brega pra cacete e não me encham o saco. Quantas vezes já não disse que adoro um glam rock, um metal farofa...
;-)

I'll be there for you
Bon Jovi

I guess this time you're really leaving
I heard your suitcase say goodbye
And as my broken heart lies bleeding
They say true love is suicide
You say you've cried a thousand rivers
And now you're swimming for the short
You left me drowning in my tears
And you won't save me anymore
Now i'm praying to god you'll give me one more chance, girl

chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you

I know you know we've had some good times
Now they have their own hiding place
I can promise you tomorrow
but I can't buy back yesterday
And baby you know my hand are dirty
But I wanted to be your valentine
I'll be the water when you get thirsty, baby
When you get drunk, I'll be the wine

chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you

solo

And I wasn't there when you were happy
I wasn't there when you were down
I didn't mean to miss your birthday, baby
I wish i'd seen you blow those candles out

chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you


quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Vitória!!

Vencemos, começamos muito bem nossa caminhada rumo ao título!!

E, melhor ainda, com gol de Rogério Ceni!!
Ninguém mais são-paulino do que ele, ninguém representa melhor a árdua caminhada até voltarmos à Libertadores.

São Paulo-BRA 2 x 1 Alianza Lima-PER

Sente o drama:



quarta-feira, fevereiro 11, 2004

É hoje!!!!

Depois de 10 anos, voltamos para o lugar que é nosso de direito: o panteão dos grandes clubes sul-americanos.

Hoje, o Alianza Lima, no Peru. Amanhã, mais uma vez, Tóquio.

Ninguém segura o Fabigol!!

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Injustiças masculinas

Deixando um pouco os delírios literários de lado, vamos falar hoje de como nós homens somos bastante injustos quando pensamos em mulher.

Sim, injustos. Porque percebam: imagens de mulheres muito lindas existem em todos os lugares. Como padrão mental, formado praticamente involuntariamente, temos desde a mais tenra idade a imagem de deusas em nossas cabeças (só na de cima, no caso, pq pra conseguir uma deusa na outra...).

Aí, quando chega o “momento da verdade” em termos de relacionamento, nossa primeira intenção é correr atrás das mais gatas. Não que isso seja um erro, bem longe disso aliás. O problema vem depois.

Digamos que o jovenzinho nerd conseguiu desencalhar. Largou sua pilha de revistas em quadrinho, seus cds de Playstation e deixou a molecada na mão lá na Lan House (que é um fliperama de maricas, mas em outra oportunidade comento isso). Enfim, ele arrumou uma fêmea da espécie e está em busca da tão sonhada cópula.

Por ser ele um nerd sujo, obviamente tem um cabelo desarranjado (e se bobear ensebado), se veste mal, não tem o menor traquejo social, tem aquele bronzeado super estiloso que só horas e horas trancado no banheiro fazendo exercícios manuais consegue dar e, sem dúvida nenhuma, tem uma barriga meio que significativa.

Mas arrumando uma namorada, pelo simples fato de ser homem, esse exemplar deplorável da humanidade se considera o rei da matilha. E, como tal, manda e desmanda. Começando pelo olhar crítico para com sua consorte.

Em resumo, o palhaço é gordo, espinhento, nojentão mesmo. Mas faz questão que sua namorada não tenha uma “imperfeição” sequer. Um pneuzinho de leve na cinturinha. Um a celulitezinha de nada. Faça-me o favor, né?

Usei o exemplo do nerd babacão, mas esse tipo de pensamento serve praticamente pra todos os homens. Pois nada mais comum do que um bando de barrigudos sentados num boteco fazendo sua pança crescer ainda mais ao ingerir litros e litros de cerveja comentar sobre mulheres lindas que passam . Já aquelas que não seguem os padrões atuais, são relegadas ao papel de meras coadjuvantes da conversa. Motivos de piadas muitas e muitas vezes.

Vejam, não estou aqui fazendo uma ode às feias. Mulher bonita, bem cuidada, sarada, com tudo em cima e tal é provavelmente a melhor imagem do mundo. O lance é o de se mancar um pouco. Nós podemos ter nossa “pochete”, mas elas não? Injusto, no mínimo.

O que tento dizer é que nós homens precisamos ter um pouco mais de noção. Só dá pra exigir, encrencar com algo, se a recíproca é verdadeira.

Então filhão, se você não se cuida, tá pouco se fodendo se a gordura se instala na área da cintura, mas mesmo assim quer que sua namoradinha seja como a Gisele, se liga.
Daqui a pouco ela arruma um cara que a valorize por completo e você vai voltar a se matar solitariamente...

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Pensamentos fortuitos

Uma grande mulher é aquela que te faz querer sempre ser um homem melhor

sexta-feira, janeiro 30, 2004

O vale

Ele já estava exausto de tanto caminhar. A jornada havia sido dura e complicada. Ele não tinha mais suprimentos, o sol o castigava e havia ainda um monte para escalado em sua frente. O jovem andarilho não sabia para onde deveria ir. Sentia apenas em seu âmago a necessidade de continuar. Parar jamais.

Havia passado por mais caminhos do que conseguia se lembrar com clareza. Mudou de trajetória inúmeras vezes. Sempre ao sabor do vento e da expectativa de conquista. Não se importava nem de ter de voltar, vez por outra. O que importava era ver e viver.
E ele sabia também que ao atravessar um rio, na volta (se houvesse) não seria mais o mesmo homem. E muito menos o mesmo rio.

Com muito esforço conseguiu transpor mais aquela barreira. Foi quando avistou um ponto não muito longínquo, para o qual convergiam todas as linhas. Do alto daquela elevação do terreno, ele conseguia avistar todas as regiões ao seu redor.

Estranhamente sentia-se no centro de tudo. Como se de seu próprio interior pulsasse a energia primordial do universo. Deu conta então do que havia ocorrido: estava num momento decisivo de sua jornada. Era para onde todas as estradas estavam levando.

Dali pra frente o caminho parecia ser único. Ou pelo menos diminuíam as ramificações.
Aguardava por ele, para continuar a caminhada, um sorriso acolhedor e um olhar amoroso. O andarilho não estava mais sozinho.

Puseram-se então a andar. No coração daquele guerreiro solitário ficou a certeza de que quem persevera alcança. E que quem não pára chegará certamente ao ponto para qual todas as estradas levam. Um vale que muitos costumam chamar de Felicidade.

terça-feira, janeiro 27, 2004

"Heaven is a place on Earth"

Depois de ter passado por momentos complicados em 2003, a fase agora é de sublimação. Todos os problemas foram superados, de uma forma ou de outra, e agora tá tudo tão bem que não consigo nem pensar.

Devo demorar para voltar a escrever aqui (ou não, sei lá... minha inspiração é algo estranho), pq preciso encaixar tantas coisas certas e boas nos lugares devidos delas. Estou só sentindo a alegria. Ela é tão intensa, que nem consigo ainda falar sobre ela.

Então é isso. Eu volto. Com certeza volto. Pode ser daqui cinco minutos ou daqui cinco dias. É só algo de novo passar pela minha mente.

Vou só ali me beliscar pra ver se é mesmo de verdade e já volto.


sábado, janeiro 24, 2004

Segurança demais é problema

As pessoas têm a péssima tendência de se acomodar. Por costume, preguiça e uma pseudo segurança, poucos se lançam em busca do novo.

A questão é que muitas vezes ficamos estagnados e não percebemos nosso real valor. em termos profissionais, acabamos por nublar as possibiliddes que o mercado nos apresenta. Em grande parte das vezes, possuímos um valor muito maior do que pensamos ter.

Pensem nisso. Apesar de estar se sentindo seguro, se for segurança demais, é melhor abrir os olhos.

A vida é plena de possibilidades. Cabe a nós, meros mortais, aproveitar cada uma delas.


quarta-feira, janeiro 21, 2004

O Último Samurai

Assisti o novo filme do queridinho de hollywood, Tom Cruise, e me impressionei muito positivamente com o que vi.

A atuação do cara chama atenção, como um ex-combatente das guerras contra os índios nos EUA, que vai para o Japão treinar o exécito daquele país nas artes de guerra ocidentais. Pode ser um dos indicados ao Oscar.

A história eu nem vou comentar aqui, pois não é o caso.
Pra mim, interessou particularmente a relação de amizade e lealdade dos samurais - um grupo de momens com um rígido código de moral e honra. A forma pela qual o personagem de Cruise se coloca frente ao chefe dos samurais, Kastsumoto, e de como esse se põe perante o imperador é o que merece de fato ser notado neste filme.

Além, é claro, da maravilhosa fotografia, que presta uma justa homenagem a clássicos do mestre Akira Kurosawa.

Mais que tudo, o filme despertou em mim o desejo de conhecer mais sobre a cultura samurai e do bushido, o caminho do guerreiro.
Artes marciais como o Kendo e o Aikido devem sanar minhas dúvidas e sede de conhecimento.



Avante

Não há o que dizer da mudança, a não ser de que ela é arrebatadora e sábia.
A sua sabedoria está no conhecimento de que o que virá é sempre o diferente e por isso necessita de uma nova forma de atuação.

É bobagem e infrutífero tentar lutar contra o que muda. Não há como, pois o tempo continua sempre caminhando e é ele o motor dessa nau que navega em fúria, que nos habituamos chamar de realidade.


segunda-feira, janeiro 19, 2004

"That's what dreams are made of..."

Pensem num estádio lotado de pessoas vestindo, quase que invariavelmente, preto.
Aproximadamente 49 mil pessoas que saem desgovernadamente pelas ruas, felizes e cansadas ao final do espetáculo.

Aí, completamente do nada, surge um certo alguém, com quem você apenas sonhava encontrar no meio daquele mar de gente.

E foi isso, um sonho. Mas que virou realidade.

Simples, mas com significado.

Tem dias que poderiam se repetir Ad Eternum, sabia...

Up the Irons!!



Foi uma bela noite de sábado. O espetáculo começou com os brasileiros do Shaman, capitaneados pelo veterano André Mattos arregaçando nos vocais, como já é de costume.

A banda tocou músicas de seu único álbum, "Ritual", empolgando a galera de leve. O povo só enlouqueceu mesmo quando ouviu os primeiros acordes de um clássico headbanger: "No More Tears", do pai do metal Mr. Ozzy Osbourne. A canção foi executada com uma perfeição ímpar. Realmente notável.
Aí, como o público já estava quente, o Shaman mandou o que todos sabiam que eles fariam: "Carry On" - hino dos tempos de Angra. André se esgoelou como de costume e o resultado, também como de costume, foi excelente.

Às 21h30 entrou ao palco a gloriosa "Donzela de Ferro", executando logo de início "Wildest Dreams", do mais recente álbum, "Dance of Death". A explosão de alegria foi contagiante e continuou por um dos sons antológicos dos ingleses: "Wrathchild". Porém, a explosão mesmo veio na música seguinte. A loucura foi incontrolável em "Can I Play with Madness".

Ao final da música, uma surpresa. Apesar de Bruce Dickinson sempre gritar seus tradicionais "Scream for me, Brazil!!" e coisas do gênero, a interação com o público era mais teatral, não tão direta. Porém, com a galera se matando no empurra-empurra próximo ao palco, Bruce parou tudo, disse que ia começar a ficar muito puto se o pessoal não parasse com aquilo e que aquela era uma noite de alegria, que não deveria acabar num cemitério.
Atitude louvável e que demonstra o respeito e carinho que o Iron Maiden possui por seus fãs.

A continuação do show veio com mais um hino: "The Trooper". A esta, seguiu-se a bela "Dance of Death". A música que continua martelando minha cabeça até hoje veio a seguir: "Rainmaker". É uma daquelas músicas que só o Iron sabe fazer, com refrões bem marcados, com muito ritmo e pulsação empolgante. Lá embaixo eu coloco a letra da música, que também é bem boa.

"Brave New World" veio a seguir, relembrando a turnê passada. Logo após, foi a hora do épico do último disco, "Paschendale" e uma breve recordação dos nefastos momentos com Blaze Bailey em "Lord of the Flies" - incomparavelmente melhor sob o comenado de Bruce e com três guitarras.

Então chegou um momento inesquecível, numa seqüência avassaladora: "Hallowed be thy Name", "Fear of the Dark" e "Iron Maiden". Ali, nessas três músicas, a banda inglesa liderada pelo baixista Steve Harris mostrou porque continua sendo uma atração como poucas. O poder dessas canções atravessa gerações e, mesmo numa época em que muitos proclamam a morte do Metal, enquanto outros os chamam pejorativamente de dinossauros, os Maidens mostram que não é qualquer moleque de trezes anos que é capaz de levantar um estádio com 49 mil pessoas e fazer com todas cantem em uníssono suas canções.

O bis veio com algo que muitos pensavam ser impossível: um acústico!! A escolhida para a experiência foi a balada "Journeyman". Depois dela vieram "The Number of the Beast" e "Run to the Hills", para fechar o belo espetáculo de duas horas de duração.

Em comparação com a última passagem da banda pelo país, no Rock in Rio III, a apresentação foi mais leve, solta. Muito em função de que, daquela vez, estava sendo gravado um DVD com o show. Fica também o registro da produção caprichada, com Bruce se vestindo à carater em diversas músicas, como em "Dance of Death" em que ele encarnou a própria Morte e em "Paschendale", como um soldado.

Ficou provado no último sábado no estádio do Pacaembu que não há novidade que supere a qualidade.

Rainmaker
Iron Maiden

When I was wandering in the desert
And was searching for the truth
I heard a choir of angels calling out my name
I had the feeling that my life would never be the same again
I turned my face towards the barren sun

And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in our lives like the cracks upon the ground
They are sealed and are now washed away

You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....

And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away

You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....

And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away

sábado, janeiro 17, 2004

É hoje!!!

Problemas? Frustrações? Stress?

Nada disso. Hoje é dia de alegria.

IRON MAIDEN NO BRASIL!!!

Olha o que me espera:

sexta-feira, janeiro 16, 2004

As estradas que seguimos

É um sentimento estranho. Pensar que alguém que te acompanhou por muito tempo, começou em algum momento a tomar outro rumo e não parou mais.

Aí, quando vocês perceberam, cada um estava em uma margem de um imenso rio, de corredeiras fortes e ininterruptas.

Este, por si só, não seria um problema. Porém, a questão é que seguindo um para cada lado, não há o mínimo interesse em contruir uma ponte.

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Recapitulando

Só fazendo checklist rápido. Lembram das metas para o ano novo, colocadas aí embaixo?

Vejam o status de algumas delas:

1 - Arrumar um emprego novo - MISSÃO COMPLETA
2 - Ganhar bastante dinheiro no emprego novo - MISSÃO EM ANDAMENTO
3 - Voltar a estudar - MISSÃO COM DATA DE INÍCIO EM 03/04
4 - Arrumar uma namorada (que seja gata e legal) - MISSÃO EM ANDAMENTO
5 - Ficar em forma e jogar mais um JUCA - MISSÃO EM ANDAMENTO

Acho que tá bom prum ano que começou a apenas 15 dias, não?

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Não posso mais esquecer

É algo que a vida faz, mas eu sempre me esqueço:

Algumas coisas simplesmente TEM de acontecer

Não importa o tempo, o lugar... o que é, é e pronto!

sábado, janeiro 10, 2004

A felicidade até existe, viu...

Só um pensamento: se a próxima semana for tão boa quanto esta (e ela está se projetando como melhor), o mês de janeiro pode sozinho começar a equilibrar toda merda do ano passado.

É hora de surfar a onda boa!!!

UHU!!!!

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Mudança e cura

A primeira mudança importante se deu na questão do tempo. Nada mais vinha com a indefectível marca da modernidade: a rapidez. Agora tudo era mais calmo. Sentia-se em alguns momentos como um daqueles selvagens de outrora ou até como aqueles exploradores antigos, que demoravam mais de três meses para relatar aos reis suas descobertas.

O que ele descobria e explorava era a si próprio. Os limites de seu corpo e mente. As regiões que há muito deitavam-se esquecidas nos recônditos de seu ser.
Em sua viagem notou que havia sido contaminado de maneira tácita e quase imperceptível por sentimentos baixos, pequenos e sem propósito. Inveja, egoísmo e tristezas em geral que nada acrescentam à existência - a não ser em problemas dos mais diversos. E foi exatamente por conta dos problemas que a percepção surgiu.

Pois do nada, do próprio limbo, surgiram doenças (mentais, físicas e espirituais). Mas ele era um jovem. Supostamente saudável. Naquele templo não deveriam entrar pragas de nenhuma categoria. Pois ainda assim elas apareciam.

Para dar um basta a elas era preciso reeducar-se na boa vida. Não se trata aqui daquela boa vida dos vagabundos e transeuntes sem função; mas sim de reaprender a pensar e – principalmente – a sentir. Ter o coração em sobressalto, a pele arrepiada, os olhos rápidos e trêmulos. Uma vez que a humanidade tal qual a conhecemos só se define pela emoção.

O intelecto, proclamado aos quatro ventos como real componente caracterizador da humanidade, não passa de uma massa que foi moldada para se prestar a funções pré-determinadas pelo sistema econômico-social vigente.
É a imprevisibilidade, essa sim, a real força motriz daquilo que podemos indubitavelmente chamar de humano. Ela pode ser vista na arte e nas reações por esta causada. Nos encontros amorosos e sexuais que se dão a todo o momento pelo mundo. Num simples observar de pôr-do-sol e no fulgor que pode ser provocado por isto.

Aquele homem que se sentia (e de fato estava) e agora com tempo para si mesmo redescobria o universo, aprofundando-se na exploração desse novo mundo iria chegar à inevitável conclusão de que a real riqueza da vida estava nos detalhes. É nos pequenas coisas que a vida se dá plenamente. Que ela se abre e mostra todo sentimento que possui. Um desabrochar de flor, o sorriso de um bebê ou até mesmo um piscar de olhos da mulher desejada. Aí mora a plenitude do ser.

Mudar significa curar-se. Com a cura vem a iniciativa e a vontade. E com essas mais mudanças. O círculo é virtuoso e a viagem não tem fim. Pois todo conhecimento – até o auto-conhecimento – é infinito.

Sabedoria

Uma grande amiga minha me disse algo muito sábio hoje. Que ao invés de me sentir um lixo por estar sem emprego e abandonado eu tinha era que ficar feliz.

"Pelo menos você não tem nem namorada nem chefe te enchendo o saco. Quantos não queriam estar no seu lugar?"

Essa menina é demais mesmo, não? Foi a coisa mais legal que eu ouvi nesses dias.

By the way, I've met a girl today that in another time and place could have been the one. Really... She's just AMAZING. But not here and not now. As always... but, as a friend said today: "Time is just this crazy thing we do".

Entendeu? Não?
Ces't la vie...




segunda-feira, janeiro 05, 2004

2004

Ano novo, vida nova
Clichê, mas no meu caso é a pura verdade.
O ano se inicia com as coisas se alterando fortemente por aqui.

Depois de três anos fui demitido da empresa em que trabalhava.
As razões nem precisam mais ser comentadas.

Mas ok. Não vamos falar mais disso pq, sem dúvida alguma, aquela fase passou.

O futuro é brilhante e se apresenta a mim para que eu o tome.

Então é isso, meu povo. Quem precisar de um jornalista, já sabe onde procurar. ;-)

terça-feira, dezembro 30, 2003

Resoluções

Ano Novo é tempo de resoluções. A minha primeira é não deixar que um filho da puta qualquer me ponha pra baixo e faça com que eu me sinta um lixo.

Por isso, mais um post antes do ano acabar.

Segue minha lista de desejos. Não, melhor dizendo, de metas a serem cumpridas em 2004.
Vamos lá, são dez:

1 - Arrumar um novo emprego
2 - Ganhar bastante dinheiro no emprego novo
3 - Voltar a estudar
4 - Arrumar uma namorada (que seja gata e legal)
5 - Ficar em forma e jogar mais um JUCA!! (Hand rules!!)
6 - Continuar com pique de fazer baladas monstro com a galera
7 - Fazer mais um filme
8 - Não me afastar de ninguém que eu goste
9 - Ser menos anti-social
10 - Continuar tendo grandes amigos

HATE

Eu ia fazer um balanço de final de ano. Um post longo, contando como foi difícil passar por 2003. Como pessoas muito queridas deixaram minha vida sem possibilidade de volta. Como percebi que eu não era tão forte quanto eu gosto de dizer. Como meus amigos me ajudaram a sair do buraco, como eu tive que crescer e ficar mais responsável ainda.

Ia ser legal, o texto (eu acredito) seria bonito, tocante.

Mas não escreverei mais.

Pois toda minha inspiração acabou no momento em que adentrei neste maldito escritório e o indivíduo que se acha meu chefe veio me achincalhar, humilhar, ameaçar, discutir sem a menor razão.

Só há espaço agora aqui para o ódio e a raiva.

Eu não guardo rancores. De tudo que eu passei na vida (e não foi pouco, acreditem), de uma ou duas pessoas no máximo eu de fato não gosto até hoje.
Quem me conhece sabe que sou sério, mas que sempre levo tudo numa boa. Sou agregador e pacífico por natureza. Cresci num colégio franciscano. Sabe aquela história do "onde houver ódio, que eu leve o amor"? Esse sou eu.

Mas tudo tem limites. A irritação que sinto agora é exacerbada. Não consigo nem descrever.

O cara me provoca, esperando que eu estoure. tudo para que eu saia daqui com uma mão na frente e outra atrás.

Só que não vai acontecer. Me segurei. Me seguraram também. O idiota erra e joga a culpa em mim. Quem pode aguentar isso??? Eu não.

Hoje, 30 de dezembro, é o último dia que trabalho neste local que hoje considero infecto. Maculado com a presença de um homem pequeno e negativo.

Vou embora sim, mas de cabeça erguida. Não mais o meu currículo será manchado por ter trabalhado com alguém tão baixo e vil.

Adeus.

Até 2004. E que lá as coisas sejam melhores.

terça-feira, dezembro 23, 2003

Feliz Natal

Então é isso, meu povo.
Lembrem-se todos do que significa o Natal. Bem mais que dar presentes. Significa estar junto, compartilhar, viver e gostar. Amor acima de tudo.

Façam portanto um favor ao mundo: vão lá fora e amem.
Isso é tudo de que qualquer um precisa.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

"Out of the silent planet"

É estranho que tanto tempo já se passou. Que algumas coisas mudaram, mas outras permaneceram. E assim serão sempre. Que mesmo com a mordida dura da vida, existem coisas que estão além da barbárie e da falta de sentimentos. Há forças que conseguem quebrar as barreiras e suplantar a mesquinhez do mundo moderno.

Cada pessoa vive como se fosse um planeta. Dentro dela, populações inteiras se juntam, guerreiam e se desenvolvem. Mas um planeta tem satélites e faz parte de um sistema. Aí entram as outras pessoas-planeta, e juntos dão existência aos sistemas, galáxias e ao universo todo. Ao multiverso todo.

Uma simples escolha mudou tudo. Um momento, que desviou toda a realidade – fazendo com que vários planetas passassem a orbitar a mesma estrela que eu. Então o universo continuou se expandindo, com não poderia deixar de ser. No seu crescimento incontrolável arrebatou vários, destruiu inúmeros. Mas numa galáxia distante e quieta – que dizem atender pelo nome de Piracicaba – a expansão deixou apenas a luz e a prosperidade para aqueles meninos-planeta.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

"Bye bye tristeza, não precisa voltar"

Então eu tava todo depressivo, mal, caindo pelas tabelas mesmo.

Só que decidi ligar fortemente o botão do "Foda-se" e deixar rolar.

Uma coisa boa já aconteceu: balada garantida no final de semana. E nada melhor do que velhos amigos, cerveja gelada e muita mulher bonita para alegrar a vida de qquer um. De graça então, nem se fala.
Puta merda, eu AMO meus amigos. Mesmo sem saber, os caras sempre me salvam...

São Carlos, me aguarde. É hora de mais uma formatura.






quarta-feira, dezembro 17, 2003

Anger Management

Um questão me intriga: estou controlando a raiva ou apenas armazenando-a?

Pq se ela estiver sendo estocada, meus caros, quando eu explodir a coisa vai ser feia. BEM feia.

terça-feira, dezembro 16, 2003

Missing

Contato. Sinto falta de contato com as pessoas. Um ano depois de ter deixado a universidade, além de me arrepender de não ter engrenado a pós logo na seqüência (pq agora, sem emprego, sabe-se-lá-deus se eu vou conseguir estudar), sinto muita falta das pessoas. De ver gente diferente transitando todos os dias. De olhar para quem andava pelos corredores cinzentos da PUC e pensar que diabos aquele ser fazia ali.

Sou, essencialmente, anti-social. Tenho uma dificuldade tremenda em conhecer gente nova. Travo, não vou adiante na conversa. Muitos dos que me conhecem apenas por aqui podem dizer que isso é balela, mas não é. Escrever é bem mais fácil do que falar (pelo menos pra mim) e então, via MSN, ICQ, e-mail e coisas do tipo, tudo fica simplificado.

Sem a universidade, perdi meu referencial para novos contatos. Não conheço mais outras pessoas. Apesar da minha proximidade com o pessoal da Atlética, fica faltando aquela movimentação diária, aqueles olhares perdidos que acabam culminando em risadas soltas depois.

O problema é que eu não vejo saída pra isso. Pelo menos não no momento.



And justice for whom?

O mundo é realmente um lugar estranho. Eu sempre acreditei que quem fosse justo, correto e fizesse sua parte para que as coisas dessem certo – tanto em termos menores, do dia-a-dia, como nos maiores, da existência no mundo – se daria bem na vida. Eu sempre acreditei na justiça. Nessa coisa simples de que, se você faz o bem, o bem acontece com você.

Mas a vida não é necessariamente assim. Todos temos anseios, desejos e ambições. Isto é fato. Não ter nenhum desses sentimentos acaba fazendo de você um pária na sociedade competitiva em que vivemos. Nem saudável é, pois atravessar a vida sem querer mais dela te transforma num peso morto. Porém, o problema está na forma de execução das ações. A maneira pela qual as pessoas agem para alcançar seus objetivos.

Passo por uma situação que nunca imaginei viver. Estou sendo punido por fazer meu trabalho bem. É, exatamente. Você não leu errado não, é isso mesmo. Eu fiz meu trabalho bem demais, ganhei destaque, notoriedade e respeito. Por isso estou sendo demitido de uma empresa pela qual me dedico há três longos anos.

Ser um jovem promissor, que tem potencial e vontade fez de mim alvo de quem tem frustrações diversas na vida e que não suportaria passar por mais uma provação: a de ser substituído por um moleque.

Só que é preciso lembrar: esse moleque nunca quis substituir ninguém. Ele até acredita que, se eventualmente isso acontecesse hoje, não estaria preparado. Evolução é a palavra chave. Dentro de uma organização, você vai evoluindo, conquistando seu espaço. A não ser em casos em que se contrata um executivo de renome no mercado, com vários anos de experiência, ninguém chega e já vai impondo seu modo de operar, assim sem mais nem menos.

O meu bom desempenho acabou incomodando e, antes que o crescimento fosse maior, me passaram a perna. E eu caí ridiculamente no chão. Isso porque sou ingênuo e acredito nas pessoas. Jamais imaginei que sofreria sanções em função da minha competência.

Agora, tenho de correr atrás. Buscar novas iniciativas, me reinventar. Uma volta às origens talvez. Afinal de contas eu nunca fui e nem nunca quis ser um jornalista econômico. Minha paixão está em outras coisas, outros pensamentos. Eu só fazia, pura e simplesmente, o meu trabalho.

Por isso aprendam crianças: o melhor nem sempre vence. O mocinho pode acabar morrendo no final. E a justiça não é nada além de uma velha cega que foi passada pra trás por sua prima distante, a realidade.


segunda-feira, dezembro 15, 2003

Admitindo

Quero gostar de alguém a ponto de passar a noite acordado ao lado dela, apenas admirando suas linhas e contornos e pensando em quanto tenho sorte dela estar ali.
Quero me preocupar, me importar. Não quero ser frio, egoísta e fechado.
Quero ter alguém para me lembrar, uma pessoa em quem eu pense nas horas difíceis.

Não quero mais viver de sombras do passado, de feridas já cicatrizadas. Não quero mais migalhas vindas de banquetes ocorridos em tempos imemoriais. Basta de restos, de devaneios pobres e pensamentos perdidos.

Quero alguém para acompanhar meus passos. Alguém que seja minha âncora. Alguém que nuble meus olhos com os véus da felicidade quando a realidade só me trouxer tristeza. Alguém que cuide de mim e que também queira ser cuidada. E que o cuidado de um se funda com o do outro e ambos se satisfaçam com um mero tocar de mãos e um olhar sincero.
Quero me perder em jogos de luzes que entram e saem por recônditos de um corpo que, mesmo conhecendo bem sempre me trará uma nova surpresa. E que mesmo a repetição será como a novidade, pois o sentimento será tão forte que seu fogo nunca acabará.

Sim, sou um romântico incorrigível. Quero ser o cavaleiro na armadura brilhante, montado no cavalo branco. Sim, quero mesmo e não nego. Chega de pose e de falsidade. Procuro uma princesa, para que ela habite o castelo que construirei com minhas próprias mãos.



quinta-feira, dezembro 11, 2003

Awake

Tudo que tem um começo, realmente tem um fim.
As possibilidades se desdobram, a realidade se deflagra.

Como em toda família, chega a hora de deixar o ninho.

Houve derrotas, mas muito mais vitórias.
Aprendizado, crescimento, desejos satisfeitos e planos a seguir.

É hora de aprender com o que passou, fincar a bandeira para que se necessário haja volta e seguir, para o infinito e além.

terça-feira, dezembro 09, 2003

Soundtrack

Faz tempo que não ponho uma musica aqui. Lá vai então, a trilha sonora do dia.
Você só percebe que a vida, de fato, vale a pena, quando teus amigos te embreagam em plena segundona.
Aperta o botão do "Foda-se" e vai!!!

Agora só falta você
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta...

segunda-feira, dezembro 08, 2003

Zero

A solidão às vezes é tão dura, fria e escura que dói. E é uma dor aguda, sem precedentes, que surge do nada e vai para lugar nenhum. Embrulha o estômago, deixa tudo rodando e sai depois, como se nada tivesse acontecido.
Estar completamente sozinho, sem ter ninguém nem para pensar, é das coisas mais complicadas dessa vida. E mesmo aqueles que prezam tanto a individualidade e a solidão, sentem vez por outra que lhes falta algo.
O problema está em como superar as barreiras do um, para que este se torne dois.


quinta-feira, dezembro 04, 2003

Sobre mocinhos e bandidos

Uma história para ser boa precisa de um vilão. Daqueles bem ruins, a maldade encarnada mesmo.
Acho que nunca escrevi uma boa história justamente por isso. Não consigo compreender a maldade. Sou até ingênuo nesse sentido. Aquela ingenuidade básica de personagens com Capitão América e Superman, por exemplo. O pensamento simplista de que todos, em essência, são bons.

Além de atrapalhar minha ficção, essa idéia romântica do Bem acaba atrapalhando minha vida pessoal também. Acabo não estando preparado para pessoas que me puxam o tapete, entram de carrinho por trás e passam o rodo sem dó, nem piedade.

Aí acontece o quê? Tenho de correr atrás, me virar depois que o picadeiro já está montado e eu virei a atração principal: ninguém menos que o palhaço.

Mas não há de ser nada. Se existe uma constante na equação da minha vida, é a de que todos que me fazem algum tipo de mal acabam sofrendo as conseqüências depois. Devem ser as bruxarias, crendices, rezas e adjacências das mulheres da minha família, que fecham meu corpo e rebatem naqueles que, de fato, merecem sofrer.
Assim sendo, eles que se preparem, porque a vingança é a espada afiada e cortante dos justos.

“E se eles querem meu sangue, verão meu sangue só no fim”
- Cidade Negra


terça-feira, dezembro 02, 2003

In the darkest hour

Encalhado numa praia deserta no meio do oceano. O que deveria ser o paraíso transfigura-se em inferno, dada as condições do clima. Uma tempestade sem precedentes assola o local. O céu confunde-se com o mar, numa mistura negra, rubra e azul, cortada insistentemente pelos relâmpagos mais fortes jamais vistos.
Deitado na areia, o jovem náufrago desespera-se. Seu navio está quase que totalmente submerso neste momento. Para onde quer que olhe, só vê a escuridão, que ameaça tomar-lhe a própria existência.
Então ele grita, o grito mais forte que já deu. Recusa-se a compartilhar daquela realidade. E a tempestade subitamente cessa. As forças da natureza se dobram ele. E isto acontece pelo simples fato que aquele náufrago decidiu, num momento de vida ou morte, que não aceitaria nenhum destino que não fosse a grandiosidade.



quinta-feira, novembro 27, 2003

Parabéns pra mim

Viva eu, viva tudo.
Viva o Chico Barrigudo!

É meu aniversário. 24 anos.

O lance é festejar, fazer o quê??

:-P

quarta-feira, novembro 26, 2003

"Se você construir, eles virão"

O que significa, de fato, ficar mais velho? Além das mudanças físicas, outras tantas psicológicas tendem a nos acompanhar. O crescimento, o amadurecimento. O acúmulo de conhecimentos que acaba por determinar os caminhos que serão seguidos frente às diversas situações que a vida nos traz.

Amanhã completo mais um ano de vida. Lá se vão vinte e quatro deles. Nesse tempo todo consegui aprender muita coisa, mas ainda tenho um universo e meio pela minha frente a ser descoberto. É até estranho pensar. Eu nunca havia imaginado minha vida depois dos 18 e cá estou eu, com quase 24. Mas me vejo e me sinto tão moleque que nem parece.

Se eu fosse pensar na obra da minha vida até aqui, acredito que destacaria os amigos que fiz e o que representei para eles - seja um referencial para o que eles gostariam ou para o que eles detestariam ser. Valeu a pena também minha postura com meu irmão, ajudar a criá-lo e a transformá-lo numa pessoa de bem - uma luta que ainda nem está em sua metade. Minha passagem pela universidade, onde descobri que a vida poderia ser bem mais do que eu imaginava, que havia pessoas muito melhores (em todos os sentidos) do que eu conseguia conceber, também é digna de nota.

Até agora, acredito que a vida foi apenas e tão somente agregar. Combinações e uniões. Daqui pra frente, a hora vai ser de construir.

segunda-feira, novembro 24, 2003

"eu tomo pinga..."

Ah, e preciso me lembrar de não escrever mais posts quando estiver num estado avançado de embriaguez


Party on!

Pô, eu não gosto de fazer diarinho no blog, mas ultimamente isso que tá rolando, né?
tsc! A vida não tá me dando tempo para criar. Preciso de férias... Mas pelo menos não estou no estado de nervos deplorável em que me encontrava no mesmo período do ano passado.

Naquela época eu me enganava, acreditando em algo que não passava de poeira jogada no vento. Um sentimento movido pela pura inexistência de algo para substituí-lo.

Mas enfim, o final de semana foi bem bom. Baladas de quinta a domingo. E muita alegria... felicidade que transbordava.
Às vezes me pergunto se não estaria velho demais para alguns tipos de balada. Para as zoeiras da galera universitária, para me meter, mesmo depois de formado, com coisas da Atlética.

Só que tenho tempo e disposição. Então, pq não? Hoje vejo o quanto as coisas cresceram. De um bando de gente com idéias e vontade, a Atlética virou uma entidade real, com diversas pessoas envolvidas e que só tem a tendência de evoluir mais. É bom me sentir pai daquilo. E ser um dos "Conselheiros" como sou atualmente.



domingo, novembro 23, 2003

spirit of things

Nada se compara a ser o espírito de uma entidade.
E eu sou. Como muitos de vcs leitores sabem, o pequeno boca aqui é o PUCÃO, o idiota que veste a fantasia de cachorro e dança como um alucinado nos torneios que a AAA Comunicação PUC-SP joga.

Eu sinto as pessoas esperando alegria, vontade e raça de mim. O sentimento é bom demais. Viver essa emoção é bom demais.... tenho certeza que na história da minha vida, tudo isso que passei e estou passando será um capítulo extremamente importante e extenso.

Neste final de semana fomos campeões da Copa Paulo Freire e nos classificamos para a final da Liga universitária de basquete. Bom demais da conta.

Só falta uma Pucadela. Aí, o espetáculo tá completo.

sexta-feira, novembro 21, 2003

Felicidade gratuita

Nada como uma notícia boa, assim, do nada, para melhorar o humor.

Mamãe liga e diz que o meu moleque foi escolhido para ser o orador da turma na formatura da quarta série.

PUTA QUE PARIU, QUE ORGULHO!!!

Desculpa aí, mas não estou cabendo dentro de mim de tanto orgulho da minha criança. Pô, ele ainda tá na quarta série!! Meu moleque ainda vai fazer muita coisa boa por aí.

Mundo, prepare-se!


terça-feira, novembro 18, 2003

Married with children

Nos últimos tempos fiquei sabendo que dois amigos estão noivos e devem se casar no ano que vem. Muito louco pensar que aquele cara com quem você encheu a cara e fez tantas bobagens, subtamente, vai dar esse passo tão grande.
Pelo menos para mim o passo é grande, uma decisão forte e que deve ser pensada com calma.

Porém, esse não é o fator que me fez tocar nesse assunto. O lance é ver que não tem volta mesmo. A gente cresceu, a vida arrebentou nossa porta e daqui pra fente, ou surfamos a onda até a praia, ou nos arrebentamos no fundo do mar.

Mas para mim, eu acho, essas responsabiliddes familiares todas ainda demoram para chegar. Tenho muitos outros objetivos a serem alcançados antes disso.
E, como saudosista e escapista convicto, deixo a letra dessa música, que tem tudo a ver com o momento.
Recomendo que baixem na net também, pq o som é bom demais.

No One to Run With
The Allman Brothers

Everybody wants to know where Jimmy has gone
He left town, I doubt if he's coming back home

Well Tony got a job, three kids and a lovely wife
Working at the commerce bank for the rest of his life

Nobody left to run with anymore
Nobody left to do the crazy things we used to do before
Nobody left to run with anymore

I'm gonna hit the road, adios my friend
Go someplace and start all over again

Don't know where I'm going, like a gypsy out on the road
I'll go someplace and join a traveling show

Nobody left to run with anymore
Nobody wants to do the crazy things we used to do before
Nobody left to run with anymore

Nobody left to run with anymore
Nobody left to run with anymore

I think Jimmy must have had the right idea
Packed his stuff and he got right out of here

I don't know where he's at but I'm sure that he's ok
Now I realize what Jimmy was trying to say

Nobody left to run with anymore
Nobody wants to do the crazy things we used to do before
Nobody left to run with anymore

Nobody left to run with anymore
Nobody left to run with anymore

segunda-feira, novembro 17, 2003

Pensamento e ação

Enquanto o que estiver dado for isto, a necessidade de mudanças tem de continuar. Não dá para aceitar a vida como ela é. As reflexões são poucas, as idéias novas são escassas e nada parece sair do lugar.

Há que se ter movimento, paixão, vitórias e derrotas. Emoção pura, desmedida. Arrebatamento completo. Não dá mais para continuar fingindo que tudo está bem, porque não está. O monstro tem garras e dentes afiados, que cada vez mais se aproximam, preparando o bote.

Quanto mais o tempo passa, mais longe os objetivos ficam. O conformismo, a preguiça e o sentimento de um pseudo bem-estar enganam, são traiçoeiras. A hora é essa: parar, pensar e (por que não?) jogar tudo pro alto e sair por aí. Com a lua como mãe e o vento como pai. Liberdade, ainda que tardia.

quinta-feira, novembro 13, 2003

Burning season

Um clima praiano permeia a cidade. O verão chega trazendo pouca roupa e muita gente para as ruas. A brisa é leve, as conversas alegres. Foi só o calor bater para que todos saíssem de suas tocas e buscassem o contato com o outro. Cerveja gelada, botequim de esquina. Nesta, mais do que nas outras estações, os amores nascem e morrem freneticamente, como se fossem obrigados a seguirem o ritmo do resto da vida.
O dia foi o mais quente do ano. A lua brilha no alto, pronta para virar a cabeça dos menos afortunados. As crianças têm seus sonos invadidos pelo incômodo dos lençóis molhados do suor de sonhos forrados de brincadeiras intensas.
Isto é São Paulo, 12 de novembro e 34,5 graus Celsius.

segunda-feira, novembro 10, 2003

Do final. O da semana e de todo resto

Viagem, festa, amigos. Alegria incontida. E alguma tristeza escondida.
Foi um final de semana especial, sem dúvida alguma. Ribeirão Preto é longe demais. E quente como o inferno. Porém, o calor foi devidamente amenizado por muita (mas MUITA mesmo) cerveja gelada.

Era uma dessas situações-chave que a realidade, vez por outra, nos traz. Formatura. De uma das pessoas de que eu mais gosto nessa vida. Um irmão, amigo pra vida toda. Além dele, toda a turma estava presente. Pessoas que escolheram os caminhos mais diversos entre si (engenheiros, médicos, administradores, jornalistas...), mas que ainda mantém em comum aquela amizade que já transcendeu o simples grupo de amigos e os transformou numa família.

Ali pude perceber a minha sorte. Existem pessoas que não têm amigos. Outros têm um ou outro apenas. Eu não. Tenho um grupo. Um belo grupo. Obviamente sou mais próximo de uns do que de outros, mas com qualquer um deles me sinto em casa. Me senti em casa em Ribeirão.

Nesta viagem pude perceber também que se já sou retardado assim, sem eles teria me perdido completamente. Mais do que uma simples companhia, meus amigos me deram um norte, foram um farol na escuridão da minha ignorância e inaptidão social. Com seus padrões altos em todos os sentidos, eles acabaram me forçando a me dedicar mais em tudo, para continuar sendo um deles. Tenho muito orgulho em fazer parte de um grupo tão especial.

E eu pude dizer isso a algumas das pessoas ali reunidas. Agradecimentos que eu havia deixado passar por muito tempo. Dizer da alegria que é poder partilhar da minha vida com todos eles. Ninguém (ou muito poucos) imaginam que no fundo eu sou esse cara triste, fechado e depressivo. Pq ao lado deles é impossível ser assim. Eu sempre me animo. O bem que me fazem é incrível.

Foi muito bom também encontrar pessoas do passado, de uma época muito mais simples, pura e feliz. E ver que elas não me esqueceram, assim como eu nunca as esqueci. Dizer a elas como foi importante conviver com elas naqueles tempos, de como eles fazem parte da história da minha vida. E ouvir em troca que eu também faço parte da história da vida delas.

Porém, no meio de tanta alegria, a tristeza também apareceu. Mesmo com tantas pessoas queridas, em alguns momentos tudo pareceu perdido. A solidão bateu mais forte do que nunca. Aquela idéia recorrente de estar sozinho num salão cheio de gente se concretizou de forma plena. Eu precisava de alguém para compartilhar tudo aquilo. Mas essa pessoa não existe. E isso dói.

Parece que todos os finais de ano trazem alguma forma de decisão. Em 2003, pelo jeito, vai ser a de me livrar completamente de certos paradigmas pelo quais me coloquei como indivíduo. Se houve evolução, ela ainda foi pequena. Há muitos demônios para serem destruídos aqui dentro. O bom é saber, ter a certeza, de que não terei que passar por isso sozinho.

quarta-feira, novembro 05, 2003

Choices

Escolhas erradas na hora errada. Eu não aprendo mesmo... não posso fazer nada na hora do impulso, da raiva, quando meus olhos nublam e a consciência voa.

Mas faço, continuo fazendo e errando. Talvez um pouco menos do que no passado. Mas erros são erros, não dá para negá-los. Você os comete e o pior é aquele microsegundo depois, em que todo o processo que será desencadeado por sua ação torta vem à sua mente e é possível enxergar claramente todas as ramificações do ato.

Dói, não é?
Sim, dói. E de dor eu entendo bem mais do que gostaria.

segunda-feira, novembro 03, 2003

Um e apenas um

Apesar do desejo forte, da vontade indescritível, algo cria uma certa estática no fundo da minha mente.
Não acredito que eu esteja hoje mais disposto a compartilhar da minha vida do que estava no passado. Vejo amigos que namoram, que vivem uma vida integrada com seus respectivos parceiros. E isso me incomoda.
Por um lado, isto é um sintoma da realização pela qual passo atualmente. De não dar satisfação a ninguém, de ter minha vida, minha casa, de não ser ligado intimamente nada. Não me sentir preso de forma alguma.
Este era um objetivo que persegui por muito tempo. E demorou muito para que eu alcançasse este estágio. Dessa forma, não vou perdê-lo facilmente.

Outro fator é que, como diz aquele velho ditado, "Cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça". Ou seja, depois de me jogar no meio do furacão, me seguro fortemente antes de tentar qualquer outra coisa. É um elemento de defesa natural.
O último fator que me afasta de qualquer aprofundamento é, principalmente, meu isolamento natural das coisas e das pessoas. Sou solitário por natureza. Vivo no meu mundinho e não gosto de dividi-lo e nem de deixar ninguém entrar nele.

Assim sendo, esses fatores me fazem pisar no freio antes de tomar qualquer decisão. Antes de me jogar sem olhar para trás.

Eu penso demais nas possibilidades. Deveria ir e pronto. Só pra ver o que acontece.

Talvez eu vá.

sábado, novembro 01, 2003

Soundtrack

Trilha sonora do final de semana. Olha, eu sempre só coloco as letras das músicas. Mas hoje, além disso, recomendo que vocês baixem essa maravilha e ouçam por vocês mesmos. Essa é demais.

Drift Away
Uncle Cracker

Day after day I'm more confused
But I look for the light through the pourin' rain
You know, that's a game, that I hate to loose
I'm feelin' the strain, ain't it a shame

[CHORUS:]
Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away
Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away

Won't you take me away

Beginin' to think, that I'm wastin' time
And I don't understand the things I do
The world outside looks so unkind
I'm countin' on you, you can carry me through

Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away
Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away

Won't you take me away

And when my mind is free
You know your melody can move me
And when I'm feelin' blue
The guitars come through to soothe me

Thanks for the joy you've given me
I want you to know I believe in your song
And rhythm, and rhyme, and harmony
You helped me along, you're makin' me strong

Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away
Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away

Won't you take me away

Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away
Give me the beat boys and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away

Won't you take me away


O que é e o que pode ser

Não consigo definir o que sinto hoje. Um misto de desejo, saudade e tristeza. Um amor por alguém que nem conheço mais. Será que isso vai me atormentar pelo resto da vida? Claro que atualmente eu me divirto, me lanço frente ao mundo. Mas não me envolvo. Mantenho sempre uma distância segura.
Qual é o problema comigo? Por que não esqueço? Por que não deixo ir? Por que deixei ir?
Tenho total consciência de que a escolha que fiz foi correta naquele momento (ou naqueles momentos). Eu precisava me livrar de tudo e todos. Sair do ninho, crescer. E isso teve conseqüências bastante positivas. Cá estou, recém-formado e trabalhando. Levando minha vida de forma firme e correta. Ajudando quem precisa de mim, assumindo minhas responsabilidades e sendo dono do meu nariz (o que para mim é o mais importante de tudo). Tudo isso é resultado de mandar o mundinho às favas e encarar o monstro.
O problema é que como em toda luta, houve casualidades. Baixas nas linhas aliadas. No caso específico, as perdas foram duras, doídas. As feridas não fecharam nunca, mesmo com o tempo e diversos remédios para que houvesse cicatrização, não aconteceu. A dor amainava às vezes, mas nunca deixava de doer.
Mas que direito eu tenho de querer voltar, depois de tudo, depois de todas? Com que cara posso pedir para que tudo seja perdoado, que o presente e o passado se fundam para gerar o futuro? Apesar do desejo ser forte, o medo ainda o supera. Como invadir uma realidade aparentemente harmônica e destruí-la por completo, tentando convence-la no caminho de que essa é a melhor opção? Não há como. Quer dizer... até existe maneira de fazer. Mas eu ainda não reúno habilidades técnicas e morais para tanto.
Fora que apesar de todo esse discurso, não tenho – de fato – total certeza do que motiva tudo isso. Se um sentimento puro, de amor mesmo; ou apenas carência, solidão. Cada dia a balança pende para um lado. Mas eu acredito (ou quero muito acreditar) que a primeira opção é que está no comando por aqui. Eu me levo em boa conta.
Mas prometo que um hora dessas estouro. E talvez, mais uma vez, o que parece ser não seja e tudo mude – tão rápido quanto o bater de asas de uma mosca tailandesa.

terça-feira, outubro 28, 2003

Das referências e além

Algo em que sempre penso é na questão das referências, naquilo que compõe o universo intelectual e sensível de cada pessoa. Tenho muito patente em minha cabeça os elementos que me formaram. Sou um filho da TV dos anos 80. Quando era criança, passei mais tempo na frente da telinha do que com meus pais – e certamente – muito mais tempo com aquela caixa mágica do que com outras crianças.

Diferente da maior parte das pessoas da minha idade (faço 23 e 12 meses logo mais em novembro), só entrei na escola quando não tinha alternativa mesmo. Ou seja, no pré-primario. Não fiz escolinha nem nada. E como eu não tinha irmãos, digamos que minha sociabilização não foi das mais pacíficas. Então a TV tornou-se ainda mais presente em minha vida. Some isso ao fato de eu ser meio retardado e ter aprendido a ler muito cedo (com 3 aninhos o pequeno Boca já era a alegria das festas de família, lendo o jornal pras tias aplaudirem), e tem-se um quadro de um pequeno monstro.

Mas já estou viajando demais, então deixa eu tentar voltar pro foco que havia iniciado: a televisão (e, claro, os quadrinhos), formaram os padrões estéticos que possuo. Seja em música, literatura, cinema – tudo que envolve o aspecto cultural e que eu gosto – possui claramente um pé naquele modo de pensamento.

Dessa forma, não tenho problema algum em dizer que sou completamente influenciado pela cultura norte-americana. Casos como os da música podem exemplificar melhor o que quero dizer.
Não tenho nem como gostar de MPB. Não conheço. E não tenho interesse muito grande em conhecer também. Meu negócio é rock! Heavy farofa, de preferência. Tudo que é naquele estilo oitentão – da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal), com Iron, Judas, entre outros – a coisas mais leves, como Poison, Bom Jovi, Skid Row etc. Gosto mesmo! Daquelas músicas empolgantes, com refrões bem marcados. Se querem um exemplo forte do que estou dizendo baixem a música “Dare“, da trilha sonora de “Transformers – O Filme”. Quem canta é a banda Stan Bush.

Talvez eu seja generalista demais no que vou dizer agora, mas é a minha maneira de ver as coisas. Não há como negar que a maior parte dos jovens entre 20 e 25 anos, de classe média pra cima, vivendo do sudeste pra baixo do Brasil, tiveram infâncias e adolescências parecidas com as minhas. Alguns com mais ou menos contato e interesse com essa cultura pop que trato aqui, mas todos com alguns elementos em comum. Viveram todas na mesma época, compartilharam daquele zeitgeist.

Por que digo isso? Porque vez por outra surge algum surto de “brasilidade”. Algo mais falso do que nota de três reais a passar por aí. Eu achei que a modinha do tal do “forró universitário” havia passado, mas semanas atrás vi uma notícia dizendo que alguém dessas bandinha havia sido espancado num show intitulado “O Grande Encontro do Forró Universitário” e que o mesmo estava lotado.

Falem sério... quem desses universitários endinheirados de São Paulo tem “raízes forrozeiras”? Quantos deles ouviam forró em casa, em festinhas de família quando eram crianças? Mas são eles mesmos que adoram dizer que os metaleiros (será que alguém ainda usa esse termo?) ou roqueiros são vendidos, só gostam do que vem de fora, etc etc.
É aí que entra a questão da referência. Pois me digam: como posso gostar de algo que não faz parte, em absoluto, daquilo que formou meu gosto musical, minha forma de ser, pensar e agir? Notem, não há aqui nenhum juízo de valor a respeito da música em si. O que me incomoda profundamente é gente que segue a modinha, fala como se fosse dona da razão e que na verdade é tão alienada de dado assunto, que não consegue fazer outro argumento que não o tal da brasilidade x ser vendido.

É quase que a mesma coisa que acontece com aqueles menininhos riquinhos, que moram em belas casas dos Jardins e que ao entrar em cursos como Jornalismo, Ciências Sociais, História, entres outros das Humanas começam a gritar “Fora Alca”, “Fora FMI” e outras bobagens do gênero – uma vez que eles próprios não passam de filhos bem nutridos do cruel (sim, eu concordo que é cruel. Mas qual é a outra opção?) sistema capitalista.
Devo retomar o assunto em breve, mas em resumo é isso: os gostos de todos nós mudam com o passar do tempo, se aprimoram na maior parte das vezes. Não há motivo que impeça um cara que curtia Sepultura passar a gostar, subitamente, de Luis Gonzaga. O ponto é que temos de ser sinceros e verdadeiros. Goste daquilo que você gosta mesmo. Não daquilo que tentam lhe vender como “the next big thing”. Não é simples, mas pelo menos é sincero.

segunda-feira, outubro 27, 2003

Perto

Acabei de perceber que daqui a exatamente um mês completarei 23 anos e doze meses de vida. Que fase!

A escrita da vida

Para mim é muito claro que num dado momento da minha vida eu parei de vivê-la simplesmente e passei a acreditar que eu estava escrevendo o roteiro de um filme.
Parece confuso? Mas não é. É até simples, de certa forma. Deu-se que a necessidade de negar tudo e todos se tornou mais forte do que o resto. E eu comecei a agir como se fosse um dos personagens das histórias que eu escrevo. O problema é que eu acabei me esquecendo de algo fundamental. Eu escrevia as minhas falas. E as das outras pessoas, ficavam a cargo de quem? Não de mim, com certeza.
Demorou para cair a ficha de que eu sou bem mais simples do que eu gosto de dizer que sou.


sexta-feira, outubro 24, 2003

Newspaper boy

Talvez o texto que coloco logo abaixo explique um pouco do meu desânimo, comentado no último post. É o release de um debate que vai rolar na ECA (pra vocês de fora de Sampa, ECA significa "Escola de Comunicação e Artes". É onde rola o curso de jornalismo da USP). Acredito que as informações esclarecem muito sobre a minha vida. Confiram e, quem se interessar, compareça ao debate:

PESQUISADOR ANALISA VIDA DE JORNALISTA E PARTICIPA DE DEBATE NA ECA-USP

A vida pessoal dos jornalistas é precária, com falta de relacionamento familiar por conta das excessivas jornadas de trabalho e vínculos afetivos que se desfazem rapidamente. Eles trabalham em quase todos os finais de semana, mas em compensação resistem bem ao estresse, inclusive se dedicando com paixão à profissão, e nutrindo por ela uma relação de amor e ódio. Nas redações, o ritmo de trabalho a que se submetem é estafante, com jornadas de 12 horas e às vezes, até mais, e estão expostos ao assédio moral e ao rígido controle social.

Ganham muito pouco, se for considerado o grau de exigência que é imposto pelas chefias, o ambiente competitivo em que trabalham, a precariedade das condições de trabalho em muitas redações e a falta de tempo para estudo. Apesar de tudo, têm pouca consciência da importância social de seu trabalho, são muito individualistas e influenciados pela imagem glamourosa que a sociedade possui da profissão, e não acreditam na sua capacidade de organização enquanto categoria profissional.

Estas são as principais constatações de um estudo feito pelo pesquisador Roberto Heloani, advogado, psicólogo, mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e doutor em Psicologia, pela PUC-SP, em 1991, cujo resumo de tese foi publicado pela editora Cortez, em 94 – Organização do trabalho e administração: uma visão multidisciplinar.

Desta vez, sua pesquisa para o Pós-Doutorado na Escola de Comunicações e Artes da USP, em 2003, levou o título Mudanças no mundo do trabalho e impactos na qualidade de vida do jornalista. “Eu sabia que a rotina desses profissionais era bem complicada, mas não achava que era tanto: foi surpreendente. A deterioração da qualidade de vida do jornalista naturalizou-se, banalizou-se, e isso é grave, pois se trata de formadores de opinião”, diz Heloani.

Entrevistas e análise profunda
No estudo, uma realização apoiada por duas instituições - o Núcleo de Pesquisa e Publicações da FGV e a ECA-USP, ele entrevistou a fundo 44 jornalistas, aplicando testes concernentes ao estresse e à saúde do trabalho, além de fazer discussões em grupos focais. Deste total, o pesquisador escolheu 22 para análise em profundidade, com levantamento de história de vida e entrevistas nos locais de trabalho em várias mídias. Somente as fitas gravadas tomaram mais de mil páginas de transcrições.

Heloani é um pesquisador preocupado com as relações de trabalho depois da reestruturação produtiva empreendida pelas empresas, no mundo todo, há duas décadas. No dia 8 de outubro, lançou o livro Gestão e organização no capitalismo globalizado: história da manipulação psicológica no mundo do trabalho, resultado de sua tese de livre-docência na Unicamp.

O Núcleo de Jornalismo e Cidadania da ECA-USP promoverá no dia 5 de novembro, quarta-feira, às 19h00, um debate com Roberto Heloani e o jornalista e pesquisador Jorge Cláudio Ribeiro, autor de cinco livros, entre eles Sempre Alerta: condições e contradições do trabalho do jornalista, resumo de seu Doutorado pela PUC/SP em 1994. Será no Auditório Freitas Nobre (CJE - Departamento de Jornalismo e Editoração), Escola de Comunicações e Artes, av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443/Bloco A,Cidade Universitária, São Paulo-Capital.

Mais informações:
Jô Azevedo
joazevedo27@uol.com.br
Fone: (11) 9964-3727


quinta-feira, outubro 23, 2003

Silent ballroom

A vontade anda pouca. De falar, de escrever. De ser, simplesmente ser. Não consegui definir ainda se é uma fuga ou se simplesmente não há motivos para correr atrás da vida.
É como um imenso salão, numa bela festa. Alguns entram, outros saem. Alguns dançam, outros apenas olham à distância, se perguntando quando chegará a sua vez de dançar. Porém, há um terceiro tipo de pessoas. São os que estão ali sem querer estar. Mas que percebem que pode ser bom se integrar ao movimento. O receio ainda dominava. Só que não era nada que um belo sorriso não pudesse quebrar. Isso é o limiar da noite, trazendo o limbo para freqüentar à noite nem um pouco serena.

segunda-feira, outubro 20, 2003

"Crescei-vos e mutiplicai-vos"

Este final de semana assisti ao filme “Aos Treze”. Um filme independente que conta a história de Tracy, uma garota americana normal de treze anos de idade que, para se tornar uma das garotas “cool” da escola, se envolve num turbilhão de drogas, sexo e crime.
O filme me perturbou. Pesado demais. Nem tanto pelo que acontece, mas especialmente pela idade das protagonistas. Treze anos é muito pouco!!!
Percebo claramente que a fita me perturbou mais pq tenho uma criança de dez em casa, que não é meu filho, mas é como se fosse. E ser pai é algo bem difícil. Sempre foi, mas nos dias de hoje é ainda mais.

Acredito que a combinação de disciplina, atenção e carinho é a melhor. Tem de ser duro na maioria das vezes (aquela velha história de que “você vai me agradecer depois por eu ter te dito não”), tem de estar ali pra quando ele cair. Acho até que a maior parte dos pais faz isso. O problema é lidar com o mundo e seus perigos.

Se por um lado você não pode isolá-lo e fazer com que viva numa bolha de felicidade, largar pela vida é pior ainda. Esse equilíbrio é complicadíssimo. Pq a tendência natural (pelo menos a MINHA tendência natural) é querer separar totalmente do mundo e dar tudo na mão e deixar feliz sempre. Mas eu sei que isso é ruim – pq ele precisa quebrar a cara pra ver que o mundo não é um lugar legal. Só assim vai ficar forte o suficiente para agüentar o tranco.

E tem mais uma coisa: dói ver o crescimento. Não é fácil ver o seu bebê largar da sua mão e começar a andar sozinho. Complicado. No fim, o que podemos fazer é ficar ali, estar ali. Sempre, em todas as horas. Ajudando ele a levantar quando cair, mostrando o caminho que achamos melhor. E dando o melhor de nós, aguardando apenas que o resultado final seja positivo. Este é o único jogo que nunca termina.

sexta-feira, outubro 17, 2003

As melhores coisas da vida

Sexo
Amigos
Cerveja gelada
Sexo
Conversa de bar
Mulheres
Sexo
Filme de adolescente da década de 80
Heavy e Hard Rock dos anos 80
Sexo
Beijo na boca
Cheiro de carro novo
Gibi novo
Livro novo
Sexo
Mulher gostosa
Centro de São Paulo aos domingos
Galeria do Rock
Sexo
Sofá e filme trash na TV
Viagem com os amigos
Sexo
Festa de formatura
Dormir
Comida boa
Mulheres
Churrascão
Loja de brinquedos
E, para finalizar, não menos importante:
SEXO

Vozes da cidade

São Paulo é uma cidade estranha. No começo é difícil de se situar por aqui. Eu morei aqui quando era muito pequeno, mas toda minha vida foi construída em Piracicaba, interior do estado. Voltei pra cá seis anos atrás e, logo que cheguei, chamava isso aqui de “filial do inferno”. Era assim que eu via. Aos poucos me deixei levar pelo charme sutil do contraste entre luz e trevas, entre limpeza e lixo.

Os becos do centro da cidade, os botecos das faculdades, a noite underground – cada coisa com sua maneira única de representar a vida da metrópole. Galeria do Rock, Avenida Paulista, Rua Augusta, Vila Olímpia. Forças antagônicas e ao mesmo tempo companheiras na evolução do monstro de concreto.

Dentro de mim, movimentos complexos também. Iniciando tudo o desejo de sair do marasmo e mesmice das cercanias interioranas. Depois veio a repulsa, a solidão que batia forte, o sentimento de impossibilidade. Então chegaram a empolgação, o deslumbramento, as idéias de loucura e perdição. Era a negação do passado em sua forma plena.

Hoje restou um pouco de tudo aquilo. É a hora do início da maturidade, da calma e da normalidade. Normal no sentido de aceitação e não de ser estático. Aceitando os lados bons e ruins.

Se por uma forma sinto-me preso e isolado por entre as entranhas dessa entidade de metal e vidro, por outro me alimento da fumaça que corre por ele. Muito de qualquer coisa sempre é demais. Então nem tanto o céu, nem tanto o mar. Um pé cá e outro lá. Seguindo como deve ser, sem negar nada nem ninguém. Apenas sendo. E vivendo. E sentindo.

quarta-feira, outubro 15, 2003

I'm just a little boy

Ainda me espanto com o quão ingênuo eu sou. Olhares, intenções, desejos... tudo passa tão desapercebido por mim, que agora – percebendo mais as coisas – vejo que devo ter deixado muita coisa legal passar por mim.
Sim, algumas eu tenho consciência. Foi franguice mesmo. Amarelei. “You’re a chicken, McFly!!”.
Mas muito mais deve ter acontecido por detrás das sombras e eu nem reparei.
O dito mundo “adulto” é um lugar estranho demais... não sei se estou preparado. Mas, por outro lado, quem de nós está?



segunda-feira, outubro 13, 2003

Soundtrack

Trilha sonora do dia e recado para mim mesmo.

Tente Outra Vez
Raul Seixas

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não não
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez


domingo, outubro 12, 2003

É nóis!!




A realidade não anda freqüentando este espaço com tanta freqüência mais, porém não resisto a falar sobre a vitória do São Paulo sobre o Corinthians neste domingo, no Morumbi.

De uma partida ridiculamente fraca, já que ambos os times não possuem mais elenco ou habilidade para empolgar suas respectivas torcidas, o clássico se transformou em um jogo inesquecível, que deve marcar a arrancada tricolor rumo à classificação para a Taça Libertadores da América.

O primeiro tempo foi insosso. Nada vezes nada. Começa a segunda metade e logo ali, antes dos 20 minutos, Luis Fabiano – a maior estrela do São Paulo nos dias de hoje – é expulso. E o jogo muda.

O técnico Júnior, em sua segunda partida no comando do Corinthians, havia conseguido animar sua equipe na volta para a etapa final e com esta expulsão até pensou que poderia vencer. Mas do outro lado havia duas figuras que mudaram completamente a partida: Rogério Ceni e Fábio Simplício.

Numa arrancada, o meio-campo tricolor sofreu falta, que cobrada pelo capitão são-paulino resultou em gol do atacante-revelação Diego Tardelli. A vibração de Rogério após o gol parecia ter contaminado a equipe, que se manteve sólida na defesa e partiu para os contra-ataques – já que o Corinthians foi para o tudo ou nada.

Aí, em três minutos, o São Paulo matou o jogo. Carlos Alberto tabelou com Fábio
Simplício, que chegou ao fundo e cruzou. O próprio Carlos Alberto cabeceou para o gol vazio. 2 a zero tricolor. Porém, o melhor estava porvir. Mais uma vez Fábio Simplício partiu no contra-ataque, tocou para Diego Tardelli que esperou a passagem de Ricardinho, que dividiu com Fabinho e Rubinho, venceu e tocou de pé direito. Fábio Simplício coroou sua excelente partida com um gol de calcanhar.

Assim, o São Paulo voltou para a quarta posição no campeonato e vai com muita vontade para o jogo contra o The Stongest da Bolívia na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana e também no sábado, contra o Goiás – pela próxima rodada do Brasileirão.

Força Tricolor!! Ano que vem estaremos de volta ao nosso lugar no panteão dos melhores da América – de onde jamais deveríamos ter saído.


quinta-feira, outubro 09, 2003

"Hey baby, take a walk on the wild side"

Ei você... é, você mesmo. Pensa que eu não estou vendo? Sim, eu estou. E não sou só eu. Todos sabem que você tem um lado diferente. Você não é sempre essa pessoa boa e íntegra que gosta de propagar.

E sabe como eles sabem? Porque todos eles também têm seu lado negro. Sim, é verdade. Ninguém é totalmente bom ou totalmente mal. Há um momento do dia que uma nuvem negra passa por sobre sua cabeça, nubla seus pensamentos e você pensa coisas feias, duras, amargas.

Não, nem tente negar. Eu e você sabemos que é assim que as coisas são.
Então não é melhor abrirmos o jogo logo de uma vez? Comecemos já com as cartas na mesa, com o olhar direto nos olhos do outro.

Verdade e mentira, por cima ou por baixo, branco e negro.

Nada é aquilo que parece ser.

Pare e perceba. Tudo vai ser mais fácil.



quarta-feira, outubro 08, 2003

"Quem fica parado é poste"

Então o esquema é o seguinte: vai e não olha pra trás. Pois o ontem já passou e não volta. Tentar recuperar momentos perdidos é o mesmo que apostar num jogo em que já foi dado o apito final. Não dá, não dá MESMO!

O tempo é contínuo e, mesmo que seja cíclico, as voltas são muito maiores do que se imagina. Capacidade, todos têm. Então não pára. Segue e acredita. Porque uma hora a hora chega. O lance é estar preparado – para qualquer coisa.


terça-feira, outubro 07, 2003

The boys are back in town

I'm so fucking tired of this shit!!!

Pronto... gritei, botei pra fora e é isso.

Chega de frescuras choraminguentas. Ah, vai morder seu pai na bunda, Dona Tristeza.
E você também, ô Melancolia. Suma daqui e não se preocupe em voltar.

Para alegrar o dia, um teste daqueles que já fiz várias vezes por aqui. Fiquei até feliz com o resultado... eu juro que achei que ia dar Ross...





I'm Joey Tribbiani from Friends!

Take the Friends Quiz here.

created by stomps.





segunda-feira, outubro 06, 2003

Soundtrack

Let It Be
The Beatles

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.
And when the night is cloudy,
There is a light that shines on me,
Shine until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music,
Mother Mary comes to me,
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.

Perguntas

Que somos nós além de meros peões no jogo entre Razão e Sensibilidade?
Passaremos de algo mais que joguetes na disputa travada pela Lógica e o Desejo?
Conseguimos, em alguma medida, sermos de fato donos de nosso destino?



quinta-feira, outubro 02, 2003

Tempo, famigerado tempo

Um dia o menino levantou e se olhou no espelho. Percebeu que não era mais menino. Era homem, e como tal tinha muito a fazer.
Os dias perdidos atrás da bola, o olhar sem razão no horizonte, a inquietude e a pressa não poderiam mais fazer parte de sua vida.
Agora tinha de ter paciência, deveria pensar mais antes de agir, visto que suas ações tinham mais peso – afinal, havia crescido e por isso as conseqüências o acompanhavam onde quer que fosse.
Não era só internamente que a mudança ocorreu: por fora também ao era mais o mesmo. Reconhecia-se apenas pela freqüência com que se via refletido por aí, fosse em espelhos ou em vitrines ao andar pela cidade. Porém, ao ver retratos seus do passado, via apenas uma criança feliz. E com uma felicidade da qual ele não lembrava a razão. Era porque era. E fim, não havia explicação.
Notou então o maior problema de crescer. Não eram as responsabilidades e muito menos os cabelos brancos. Era a dificuldade de conseguir, por um instante que fosse, aquela alegria incontida e sem motivos. A felicidade simples de ser quem você é.

segunda-feira, setembro 29, 2003

Soundtrack

Trilha sonora do dia: Queensrÿche, do disco "Operation: Mindcrime" de 1988.
Este disco é considerado o melhor da carreira desta banda, conhecida pela maior parte do público pela balada "Silent Lucidity". "Operation: Mindcrime" é um disco conceitual, que conta uma história ao longo de suas quinze faixas, que terminam com a excelente canção cuja letra coloco aqui hoje: "Eyes of a Stranger".

As músicas que tenho colocado aqui, agora com uma frequência maior, representam as idéias, sentimentos e tudo mais do momento. Infelizmente (ou até feliz, se formos olhar por outro lado), não estou tendo tanto tempo de escrever, pois as coisas andam intensas.

Segue então a música:

EYES OF A STRANGER
Music and Lyrics by Chris DeGarmo & Geoff Tate

All alone now
Except for the memories
Of what we had and what we knew
Everytime I try to leave it behind me
I see something that reminds me of you
Every night the dreams return to haunt me
Your rosary wrapped around your throat
I lie awake and sweat, afraid to fall asleep
I see your face looking back at me

And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare

Is this all that's left
Of my life before me
Straight jacket memories, sedative highs
No happy ending like they've always promised
There's got to be something left for me
And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare [Lies behind my stare]

How many times must I live this tragedy
How many more lies will they tell me
All I want is the same as everyone
Why am I here, and for how long

And I raise my head and stare
Into the eyes of a stranger
I've always known that the mirror never lies
People always turn away
From the eyes of a stranger
Afraid to know what
Lies behind the stare


Dream Warrior

Às vezes pensava que se não sonhasse tanto, sua vida seria mais tranqüila. Pois desde que se lembrava de existir sonhou. E planejou e quis mais do que lhe estava dado. Conseguiu assim tudo que tinha. Não era muito, mas dadas às condições estava excelente. Porém, a dor da conquista era intensa. Nada era simples com ele, as situações sempre exigiam cuidados redobrados. Só não sabia se as dificuldades surgiam em função do tamanho do desafio ou se era só a sua mente, que tentava colocar obstáculos, fazendo com que o resultado final parecesse mais nobre.
A pergunta continuava: se tivesse os dois pés no chão e os olhos voltados pra frente e não para as estrelas, não teria cometido os mesmos erros? Acreditava que não. Os erros seriam apenas diferentes.


quinta-feira, setembro 25, 2003

Soundtrack

Música do dia:

Always on My Mind
(words & music by wayne thompson - mark james - johnny christopher)
Na voz de Elvis Presley

Maybe I didn’t treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn’t love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn’t died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Maybe I didn’t hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I’m so happy that you’re mine
If I make you feel second best
Girl, I’m sorry I was blind

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn’t died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You are always on my mind
You are always on my mind

The road never ends

Ao que parece, o caminho chegou a seu final. E terminou num precipício. As opções agora são: desistir de tudo e pular de cabeça, ou olhar para os lados e seguir, tentando circundar aquele vale profundo.
Mas no momento, não possuía forças para nada além de contemplar o vazio, caído de joelhos no limiar entre a terra e o nada. O fim foi mais leve do que imaginava, mas tão sentido quanto pensou que ia ser. Talvez até pior – afinal, desta vez a estrada não se dividiu em duas ou três, como das outras vezes. Ela acabou. Ponto final.

Ele se lembrava de palavras que ouviu há tempos: “Se não encontro o caminho, eu mesmo o faço”. Com esse pensamento na cabeça, limpou sua mente e se concentrou, tentando aliviar sua alma daquela pressão incomensurável.

Meditou por um tempo que não foi tempo. Foi eternidade. Purificou-se de corpo e espírito.
Foi então que se levantou renovado e decidiu caminhar rumo ao desconhecido, decidido a chegar do outro lado do abismo e conquistar tudo que estivesse lá.

quarta-feira, setembro 24, 2003

Alone in the dark

I’m trying, baby... but it’s so hard sometimes. Life just isn’t what it used to be. And I don’t know what to do anymore. In which road should I put my truck? I’m moving in circles… Running away from the best friend I’ve ever had: the truth.


segunda-feira, setembro 22, 2003

The sorrowland

Por mais que ainda exista esperança, lá no fundo, naquele local escuro de sua alma, ele sabe que tudo – definitivamente – acabou.

Não há como reparar os erros do passado. A evolução bateu à sua porta e entrou sem pedir licença. A dor era incomensurável. Não havia nada que se comparasse àquele sentimento amargo que se instalou no fundo de seu ser.

As palavras, que foram sempre suas maiores aliadas, não tinham capacidade de municiá-lo na guerra sangrenta que travou. Foram apenas sons jogados no vento forte da danação.

Viver com a marca do fracasso não ia ser fácil. Com a solidão (por mais fria e tenebrosa que ela fosse), ele já estava acostumando. Porém, com a falha, ele jamais se acostumaria.

Ele olhava para todos os lados e nada brilhava, nenhum caminho surgia. Então ajoelhou-se, reuniu o que restava de suas forças e saiu noite adentro. Depois daquele momento nunca mais foi visto.



Legião

Cheguei empolgado do final de semana e tô postando críticas das revistas que li lá na Legião do Mal. A primeira é de Teen Titans #1 e #2. Depois virão outras (Green Arrow, Formemely Know as the Justice League, Dark Victory, Thing: Freakshow e Superman: Judgement Day)
Quem sabe eu também fale de Promethea, mas acho que não pq essas revistas me fizeram pensar em muito mais coisas que eu ainda não consegui digerir direito. Alan Moore é um doente.