quinta-feira, janeiro 15, 2004

Recapitulando

Só fazendo checklist rápido. Lembram das metas para o ano novo, colocadas aí embaixo?

Vejam o status de algumas delas:

1 - Arrumar um emprego novo - MISSÃO COMPLETA
2 - Ganhar bastante dinheiro no emprego novo - MISSÃO EM ANDAMENTO
3 - Voltar a estudar - MISSÃO COM DATA DE INÍCIO EM 03/04
4 - Arrumar uma namorada (que seja gata e legal) - MISSÃO EM ANDAMENTO
5 - Ficar em forma e jogar mais um JUCA - MISSÃO EM ANDAMENTO

Acho que tá bom prum ano que começou a apenas 15 dias, não?

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Não posso mais esquecer

É algo que a vida faz, mas eu sempre me esqueço:

Algumas coisas simplesmente TEM de acontecer

Não importa o tempo, o lugar... o que é, é e pronto!

sábado, janeiro 10, 2004

A felicidade até existe, viu...

Só um pensamento: se a próxima semana for tão boa quanto esta (e ela está se projetando como melhor), o mês de janeiro pode sozinho começar a equilibrar toda merda do ano passado.

É hora de surfar a onda boa!!!

UHU!!!!

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Mudança e cura

A primeira mudança importante se deu na questão do tempo. Nada mais vinha com a indefectível marca da modernidade: a rapidez. Agora tudo era mais calmo. Sentia-se em alguns momentos como um daqueles selvagens de outrora ou até como aqueles exploradores antigos, que demoravam mais de três meses para relatar aos reis suas descobertas.

O que ele descobria e explorava era a si próprio. Os limites de seu corpo e mente. As regiões que há muito deitavam-se esquecidas nos recônditos de seu ser.
Em sua viagem notou que havia sido contaminado de maneira tácita e quase imperceptível por sentimentos baixos, pequenos e sem propósito. Inveja, egoísmo e tristezas em geral que nada acrescentam à existência - a não ser em problemas dos mais diversos. E foi exatamente por conta dos problemas que a percepção surgiu.

Pois do nada, do próprio limbo, surgiram doenças (mentais, físicas e espirituais). Mas ele era um jovem. Supostamente saudável. Naquele templo não deveriam entrar pragas de nenhuma categoria. Pois ainda assim elas apareciam.

Para dar um basta a elas era preciso reeducar-se na boa vida. Não se trata aqui daquela boa vida dos vagabundos e transeuntes sem função; mas sim de reaprender a pensar e – principalmente – a sentir. Ter o coração em sobressalto, a pele arrepiada, os olhos rápidos e trêmulos. Uma vez que a humanidade tal qual a conhecemos só se define pela emoção.

O intelecto, proclamado aos quatro ventos como real componente caracterizador da humanidade, não passa de uma massa que foi moldada para se prestar a funções pré-determinadas pelo sistema econômico-social vigente.
É a imprevisibilidade, essa sim, a real força motriz daquilo que podemos indubitavelmente chamar de humano. Ela pode ser vista na arte e nas reações por esta causada. Nos encontros amorosos e sexuais que se dão a todo o momento pelo mundo. Num simples observar de pôr-do-sol e no fulgor que pode ser provocado por isto.

Aquele homem que se sentia (e de fato estava) e agora com tempo para si mesmo redescobria o universo, aprofundando-se na exploração desse novo mundo iria chegar à inevitável conclusão de que a real riqueza da vida estava nos detalhes. É nos pequenas coisas que a vida se dá plenamente. Que ela se abre e mostra todo sentimento que possui. Um desabrochar de flor, o sorriso de um bebê ou até mesmo um piscar de olhos da mulher desejada. Aí mora a plenitude do ser.

Mudar significa curar-se. Com a cura vem a iniciativa e a vontade. E com essas mais mudanças. O círculo é virtuoso e a viagem não tem fim. Pois todo conhecimento – até o auto-conhecimento – é infinito.

Sabedoria

Uma grande amiga minha me disse algo muito sábio hoje. Que ao invés de me sentir um lixo por estar sem emprego e abandonado eu tinha era que ficar feliz.

"Pelo menos você não tem nem namorada nem chefe te enchendo o saco. Quantos não queriam estar no seu lugar?"

Essa menina é demais mesmo, não? Foi a coisa mais legal que eu ouvi nesses dias.

By the way, I've met a girl today that in another time and place could have been the one. Really... She's just AMAZING. But not here and not now. As always... but, as a friend said today: "Time is just this crazy thing we do".

Entendeu? Não?
Ces't la vie...




segunda-feira, janeiro 05, 2004

2004

Ano novo, vida nova
Clichê, mas no meu caso é a pura verdade.
O ano se inicia com as coisas se alterando fortemente por aqui.

Depois de três anos fui demitido da empresa em que trabalhava.
As razões nem precisam mais ser comentadas.

Mas ok. Não vamos falar mais disso pq, sem dúvida alguma, aquela fase passou.

O futuro é brilhante e se apresenta a mim para que eu o tome.

Então é isso, meu povo. Quem precisar de um jornalista, já sabe onde procurar. ;-)

terça-feira, dezembro 30, 2003

Resoluções

Ano Novo é tempo de resoluções. A minha primeira é não deixar que um filho da puta qualquer me ponha pra baixo e faça com que eu me sinta um lixo.

Por isso, mais um post antes do ano acabar.

Segue minha lista de desejos. Não, melhor dizendo, de metas a serem cumpridas em 2004.
Vamos lá, são dez:

1 - Arrumar um novo emprego
2 - Ganhar bastante dinheiro no emprego novo
3 - Voltar a estudar
4 - Arrumar uma namorada (que seja gata e legal)
5 - Ficar em forma e jogar mais um JUCA!! (Hand rules!!)
6 - Continuar com pique de fazer baladas monstro com a galera
7 - Fazer mais um filme
8 - Não me afastar de ninguém que eu goste
9 - Ser menos anti-social
10 - Continuar tendo grandes amigos

HATE

Eu ia fazer um balanço de final de ano. Um post longo, contando como foi difícil passar por 2003. Como pessoas muito queridas deixaram minha vida sem possibilidade de volta. Como percebi que eu não era tão forte quanto eu gosto de dizer. Como meus amigos me ajudaram a sair do buraco, como eu tive que crescer e ficar mais responsável ainda.

Ia ser legal, o texto (eu acredito) seria bonito, tocante.

Mas não escreverei mais.

Pois toda minha inspiração acabou no momento em que adentrei neste maldito escritório e o indivíduo que se acha meu chefe veio me achincalhar, humilhar, ameaçar, discutir sem a menor razão.

Só há espaço agora aqui para o ódio e a raiva.

Eu não guardo rancores. De tudo que eu passei na vida (e não foi pouco, acreditem), de uma ou duas pessoas no máximo eu de fato não gosto até hoje.
Quem me conhece sabe que sou sério, mas que sempre levo tudo numa boa. Sou agregador e pacífico por natureza. Cresci num colégio franciscano. Sabe aquela história do "onde houver ódio, que eu leve o amor"? Esse sou eu.

Mas tudo tem limites. A irritação que sinto agora é exacerbada. Não consigo nem descrever.

O cara me provoca, esperando que eu estoure. tudo para que eu saia daqui com uma mão na frente e outra atrás.

Só que não vai acontecer. Me segurei. Me seguraram também. O idiota erra e joga a culpa em mim. Quem pode aguentar isso??? Eu não.

Hoje, 30 de dezembro, é o último dia que trabalho neste local que hoje considero infecto. Maculado com a presença de um homem pequeno e negativo.

Vou embora sim, mas de cabeça erguida. Não mais o meu currículo será manchado por ter trabalhado com alguém tão baixo e vil.

Adeus.

Até 2004. E que lá as coisas sejam melhores.

terça-feira, dezembro 23, 2003

Feliz Natal

Então é isso, meu povo.
Lembrem-se todos do que significa o Natal. Bem mais que dar presentes. Significa estar junto, compartilhar, viver e gostar. Amor acima de tudo.

Façam portanto um favor ao mundo: vão lá fora e amem.
Isso é tudo de que qualquer um precisa.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

"Out of the silent planet"

É estranho que tanto tempo já se passou. Que algumas coisas mudaram, mas outras permaneceram. E assim serão sempre. Que mesmo com a mordida dura da vida, existem coisas que estão além da barbárie e da falta de sentimentos. Há forças que conseguem quebrar as barreiras e suplantar a mesquinhez do mundo moderno.

Cada pessoa vive como se fosse um planeta. Dentro dela, populações inteiras se juntam, guerreiam e se desenvolvem. Mas um planeta tem satélites e faz parte de um sistema. Aí entram as outras pessoas-planeta, e juntos dão existência aos sistemas, galáxias e ao universo todo. Ao multiverso todo.

Uma simples escolha mudou tudo. Um momento, que desviou toda a realidade – fazendo com que vários planetas passassem a orbitar a mesma estrela que eu. Então o universo continuou se expandindo, com não poderia deixar de ser. No seu crescimento incontrolável arrebatou vários, destruiu inúmeros. Mas numa galáxia distante e quieta – que dizem atender pelo nome de Piracicaba – a expansão deixou apenas a luz e a prosperidade para aqueles meninos-planeta.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

"Bye bye tristeza, não precisa voltar"

Então eu tava todo depressivo, mal, caindo pelas tabelas mesmo.

Só que decidi ligar fortemente o botão do "Foda-se" e deixar rolar.

Uma coisa boa já aconteceu: balada garantida no final de semana. E nada melhor do que velhos amigos, cerveja gelada e muita mulher bonita para alegrar a vida de qquer um. De graça então, nem se fala.
Puta merda, eu AMO meus amigos. Mesmo sem saber, os caras sempre me salvam...

São Carlos, me aguarde. É hora de mais uma formatura.






quarta-feira, dezembro 17, 2003

Anger Management

Um questão me intriga: estou controlando a raiva ou apenas armazenando-a?

Pq se ela estiver sendo estocada, meus caros, quando eu explodir a coisa vai ser feia. BEM feia.

terça-feira, dezembro 16, 2003

Missing

Contato. Sinto falta de contato com as pessoas. Um ano depois de ter deixado a universidade, além de me arrepender de não ter engrenado a pós logo na seqüência (pq agora, sem emprego, sabe-se-lá-deus se eu vou conseguir estudar), sinto muita falta das pessoas. De ver gente diferente transitando todos os dias. De olhar para quem andava pelos corredores cinzentos da PUC e pensar que diabos aquele ser fazia ali.

Sou, essencialmente, anti-social. Tenho uma dificuldade tremenda em conhecer gente nova. Travo, não vou adiante na conversa. Muitos dos que me conhecem apenas por aqui podem dizer que isso é balela, mas não é. Escrever é bem mais fácil do que falar (pelo menos pra mim) e então, via MSN, ICQ, e-mail e coisas do tipo, tudo fica simplificado.

Sem a universidade, perdi meu referencial para novos contatos. Não conheço mais outras pessoas. Apesar da minha proximidade com o pessoal da Atlética, fica faltando aquela movimentação diária, aqueles olhares perdidos que acabam culminando em risadas soltas depois.

O problema é que eu não vejo saída pra isso. Pelo menos não no momento.



And justice for whom?

O mundo é realmente um lugar estranho. Eu sempre acreditei que quem fosse justo, correto e fizesse sua parte para que as coisas dessem certo – tanto em termos menores, do dia-a-dia, como nos maiores, da existência no mundo – se daria bem na vida. Eu sempre acreditei na justiça. Nessa coisa simples de que, se você faz o bem, o bem acontece com você.

Mas a vida não é necessariamente assim. Todos temos anseios, desejos e ambições. Isto é fato. Não ter nenhum desses sentimentos acaba fazendo de você um pária na sociedade competitiva em que vivemos. Nem saudável é, pois atravessar a vida sem querer mais dela te transforma num peso morto. Porém, o problema está na forma de execução das ações. A maneira pela qual as pessoas agem para alcançar seus objetivos.

Passo por uma situação que nunca imaginei viver. Estou sendo punido por fazer meu trabalho bem. É, exatamente. Você não leu errado não, é isso mesmo. Eu fiz meu trabalho bem demais, ganhei destaque, notoriedade e respeito. Por isso estou sendo demitido de uma empresa pela qual me dedico há três longos anos.

Ser um jovem promissor, que tem potencial e vontade fez de mim alvo de quem tem frustrações diversas na vida e que não suportaria passar por mais uma provação: a de ser substituído por um moleque.

Só que é preciso lembrar: esse moleque nunca quis substituir ninguém. Ele até acredita que, se eventualmente isso acontecesse hoje, não estaria preparado. Evolução é a palavra chave. Dentro de uma organização, você vai evoluindo, conquistando seu espaço. A não ser em casos em que se contrata um executivo de renome no mercado, com vários anos de experiência, ninguém chega e já vai impondo seu modo de operar, assim sem mais nem menos.

O meu bom desempenho acabou incomodando e, antes que o crescimento fosse maior, me passaram a perna. E eu caí ridiculamente no chão. Isso porque sou ingênuo e acredito nas pessoas. Jamais imaginei que sofreria sanções em função da minha competência.

Agora, tenho de correr atrás. Buscar novas iniciativas, me reinventar. Uma volta às origens talvez. Afinal de contas eu nunca fui e nem nunca quis ser um jornalista econômico. Minha paixão está em outras coisas, outros pensamentos. Eu só fazia, pura e simplesmente, o meu trabalho.

Por isso aprendam crianças: o melhor nem sempre vence. O mocinho pode acabar morrendo no final. E a justiça não é nada além de uma velha cega que foi passada pra trás por sua prima distante, a realidade.


segunda-feira, dezembro 15, 2003

Admitindo

Quero gostar de alguém a ponto de passar a noite acordado ao lado dela, apenas admirando suas linhas e contornos e pensando em quanto tenho sorte dela estar ali.
Quero me preocupar, me importar. Não quero ser frio, egoísta e fechado.
Quero ter alguém para me lembrar, uma pessoa em quem eu pense nas horas difíceis.

Não quero mais viver de sombras do passado, de feridas já cicatrizadas. Não quero mais migalhas vindas de banquetes ocorridos em tempos imemoriais. Basta de restos, de devaneios pobres e pensamentos perdidos.

Quero alguém para acompanhar meus passos. Alguém que seja minha âncora. Alguém que nuble meus olhos com os véus da felicidade quando a realidade só me trouxer tristeza. Alguém que cuide de mim e que também queira ser cuidada. E que o cuidado de um se funda com o do outro e ambos se satisfaçam com um mero tocar de mãos e um olhar sincero.
Quero me perder em jogos de luzes que entram e saem por recônditos de um corpo que, mesmo conhecendo bem sempre me trará uma nova surpresa. E que mesmo a repetição será como a novidade, pois o sentimento será tão forte que seu fogo nunca acabará.

Sim, sou um romântico incorrigível. Quero ser o cavaleiro na armadura brilhante, montado no cavalo branco. Sim, quero mesmo e não nego. Chega de pose e de falsidade. Procuro uma princesa, para que ela habite o castelo que construirei com minhas próprias mãos.



quinta-feira, dezembro 11, 2003

Awake

Tudo que tem um começo, realmente tem um fim.
As possibilidades se desdobram, a realidade se deflagra.

Como em toda família, chega a hora de deixar o ninho.

Houve derrotas, mas muito mais vitórias.
Aprendizado, crescimento, desejos satisfeitos e planos a seguir.

É hora de aprender com o que passou, fincar a bandeira para que se necessário haja volta e seguir, para o infinito e além.

terça-feira, dezembro 09, 2003

Soundtrack

Faz tempo que não ponho uma musica aqui. Lá vai então, a trilha sonora do dia.
Você só percebe que a vida, de fato, vale a pena, quando teus amigos te embreagam em plena segundona.
Aperta o botão do "Foda-se" e vai!!!

Agora só falta você
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta...

segunda-feira, dezembro 08, 2003

Zero

A solidão às vezes é tão dura, fria e escura que dói. E é uma dor aguda, sem precedentes, que surge do nada e vai para lugar nenhum. Embrulha o estômago, deixa tudo rodando e sai depois, como se nada tivesse acontecido.
Estar completamente sozinho, sem ter ninguém nem para pensar, é das coisas mais complicadas dessa vida. E mesmo aqueles que prezam tanto a individualidade e a solidão, sentem vez por outra que lhes falta algo.
O problema está em como superar as barreiras do um, para que este se torne dois.


quinta-feira, dezembro 04, 2003

Sobre mocinhos e bandidos

Uma história para ser boa precisa de um vilão. Daqueles bem ruins, a maldade encarnada mesmo.
Acho que nunca escrevi uma boa história justamente por isso. Não consigo compreender a maldade. Sou até ingênuo nesse sentido. Aquela ingenuidade básica de personagens com Capitão América e Superman, por exemplo. O pensamento simplista de que todos, em essência, são bons.

Além de atrapalhar minha ficção, essa idéia romântica do Bem acaba atrapalhando minha vida pessoal também. Acabo não estando preparado para pessoas que me puxam o tapete, entram de carrinho por trás e passam o rodo sem dó, nem piedade.

Aí acontece o quê? Tenho de correr atrás, me virar depois que o picadeiro já está montado e eu virei a atração principal: ninguém menos que o palhaço.

Mas não há de ser nada. Se existe uma constante na equação da minha vida, é a de que todos que me fazem algum tipo de mal acabam sofrendo as conseqüências depois. Devem ser as bruxarias, crendices, rezas e adjacências das mulheres da minha família, que fecham meu corpo e rebatem naqueles que, de fato, merecem sofrer.
Assim sendo, eles que se preparem, porque a vingança é a espada afiada e cortante dos justos.

“E se eles querem meu sangue, verão meu sangue só no fim”
- Cidade Negra


terça-feira, dezembro 02, 2003

In the darkest hour

Encalhado numa praia deserta no meio do oceano. O que deveria ser o paraíso transfigura-se em inferno, dada as condições do clima. Uma tempestade sem precedentes assola o local. O céu confunde-se com o mar, numa mistura negra, rubra e azul, cortada insistentemente pelos relâmpagos mais fortes jamais vistos.
Deitado na areia, o jovem náufrago desespera-se. Seu navio está quase que totalmente submerso neste momento. Para onde quer que olhe, só vê a escuridão, que ameaça tomar-lhe a própria existência.
Então ele grita, o grito mais forte que já deu. Recusa-se a compartilhar daquela realidade. E a tempestade subitamente cessa. As forças da natureza se dobram ele. E isto acontece pelo simples fato que aquele náufrago decidiu, num momento de vida ou morte, que não aceitaria nenhum destino que não fosse a grandiosidade.