Mantra
Há que se acreditar sempre. Não perder a fé, o espírito de luta e a determinação.
É depois das horas mais negras que a luz brilha mais forte.
Não há fase ruim que dure pra sempre. Segurem-se!! Mantenham-se firmes. Vai passar. Acreditem, vai passar...
quinta-feira, março 04, 2004
segunda-feira, março 01, 2004
Pensamentos fortuitos
E não é que tem uma hora em que definitivamente é preciso crescer e deixar de ser moleque?
Mesmo com todas as responsabilidades assumidas, há sempre uma ou outra ponta solta, lá no fundo. E essas só são resolvidas consigo mesmo. No momento em que se pára, avalia a situação e decide: ir em frente ou estagnar.
O futuro é aquilo que queremos que ele seja. Que Deus nos dê a todos clareza de pensamento para saber escolher entre a luz e as trevas.
E não é que tem uma hora em que definitivamente é preciso crescer e deixar de ser moleque?
Mesmo com todas as responsabilidades assumidas, há sempre uma ou outra ponta solta, lá no fundo. E essas só são resolvidas consigo mesmo. No momento em que se pára, avalia a situação e decide: ir em frente ou estagnar.
O futuro é aquilo que queremos que ele seja. Que Deus nos dê a todos clareza de pensamento para saber escolher entre a luz e as trevas.
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Só pra constar
Esse ano eu queria um carnaval bem tranquilo, com pouca farra, praticamente nenhuma bebedeira e apenas uma praia, minha garota do lado e um solzinho a brilhar.
Mas o clima nem colaborou...
Foi foda essa chuva toda. Não que eu não tenha aproveitado. Aproveitei sim, descansei bastante. Mas tô me sentindo mofado!! Eu gosto de tempo cinza em Sampa, pq tenho de ficar trabalhando. Na praia é sacanagem...
Deu pra pegar um cineminha e olhe lá. Depois mando uma crítica de "Mestre dos Mares". Tô achando que vou causar polêmica, igual com o filme da Julia Roberts aí embaixo...
;-P
Esse ano eu queria um carnaval bem tranquilo, com pouca farra, praticamente nenhuma bebedeira e apenas uma praia, minha garota do lado e um solzinho a brilhar.
Mas o clima nem colaborou...
Foi foda essa chuva toda. Não que eu não tenha aproveitado. Aproveitei sim, descansei bastante. Mas tô me sentindo mofado!! Eu gosto de tempo cinza em Sampa, pq tenho de ficar trabalhando. Na praia é sacanagem...
Deu pra pegar um cineminha e olhe lá. Depois mando uma crítica de "Mestre dos Mares". Tô achando que vou causar polêmica, igual com o filme da Julia Roberts aí embaixo...
;-P
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Executando potenciais
“O Sorriso de Mona Lisa” (Mona Lisa Smile) é um filme tocante. Bonito como há muito não se via num cinema cravejado por comédias toscas ou “blockbusters” vazios. O filme conta a história de uma professora (vivida magistralmente por Julia Roberts) que é contratada para dar aulas em uma tradicionalíssima faculdade só para moças no meio-oeste norte-americano.
O que a professora Katherine Watson (de História da Arte) não esperava era encontrar um cursinho pré-nupcial, como o que viu. O embate entre as idéias ditas “progressivas” e “subversivas” da docente vivida por Roberts e suas alunas reacionárias é o motor de toda a película.
É preciso ressaltar que a produção de arte e os figurinos são caprichadíssimos, fazendo uma ambientação espetacular de época. Consegue passar toda empolgação muitas vezes fingida do pós-guerra, na Golden Age do império norte-americano.
Neste ponto entra uma das melhores sacadas do filme. É quase que de praxe retratar o início da década de 1950 como um período mágico da cultura dos Estados Unidos, em que floresciam o rock e os rapazes percorriam felizes as ruas em seus cadillacs e motocicletas. “O Sorriso de mona Lisa”, porém, consegue ir além dessa capa protetora e mostra o quanto a sociedade daquele tempo foi afetada pelos dramas vistos pelos soldados na II Guerra Mundial. Mesmo que a batalha não tenha acontecido em seu quintal, a vida nunca mais foi a mesma depois do conflito – as pessoas olhavam a vida sob outra perspectiva e as sementes de toda revolução ocorrida na década seguinte estavam sendo plantadas muito firmemente.
Há também a relação entre professores e alunos, que não é o foco principal, mas que é transposta para a tela de maneira singela, demonstrando claramente que numa relação de ensino, mestres e aprendizes não estão (ou pelo menos não deveriam estar) em lados opostos, mas sim caminhando e aprendendo o tempo todo juntos.
Além de Roberts e seu sorriso matador, as atuações de Julia Stiles (de “A Identidade Bourne” e “No Compasso do Amor”) e Kirsten Dunst (A MJ de “Homem-Aranha”) chamam atenção pela força na interpretação.
Mais do que um simples retrato de época, “O Sorriso de Mona Lisa” levanta questões relevantes ainda hoje, como a pré-determinação de funções entre homens e mulheres. É extremamente comum pessoas de ambos os sexos demonstrarem toda a sua falta de tato e consciência ao dizerem frases do tipo: “Isso é coisa de mulher” ou “Esse é um trabalho de homem”.
Se existe algo que a revolução tecnológica dos últimos 50 anos trouxe foi a igualdade de condições frente ao trabalho. Poucas funções ainda hoje necessitam de força física muito maior, por exemplo. E mesmo nessas, a mulher demonstra que tem totais condições para exercê-las com a mesma qualidade, ou até superior, que seus pares do sexo oposto.
Não existe nada mais arcaico do que separar homens e mulheres, seja em que função for.
É obvio que diferenças existem e sempre irão existir, porém é preciso que se olhe pelo outro lado da questão – que mostra que cada indivíduo (independente do sexo) possui aptidões para determinada função. O que vai determinar o melhor caminho para sua vida é um conjunto de fatores, que vai desde a forma como foi criado, passando por educação e demais experiências. Além é claro do sexo. E não só por causa dele.
Há ainda uma questão maior em “O Sorriso de Mona Lisa”: aquela que dá conta do potencial não-explorado de muita gente. A professora Watson se revolta ao ver que suas alunas mais brilhantes terão seus talentos desperdiçados esquentando a barriga no fogão e correndo atrás de um bando de filhos catarrentos. Não que ter uma família seja algo necessariamente ruim. A questão é que, desde aquela época, é muito possível conciliar carreira e família.
Ainda hoje, cinqüenta anos depois do momento retratado no filme, muitos desperdiçam suas vidas por acharem que devem seguir um caminho pré-definido por sua família ou até mesmo por si próprio e, dessa forma, acabam por deixar passar sem viver plenamente sua juventude. O resultado disso é claro: as pessoas têm crises de estresse cada vez mais cedo, os casamentos duram cada vez menos e o que mais se vê andando pela cidade são pessoas carrancudas e de mal com o mundo.
Não há outra razão para isso acontecer que não o medo que muitos possuem de perseguir os próprios sonhos, as verdades em que acreditam. Em buscar sempre o que há de melhor lá fora de seu mundinho. Em querer sempre mais.
Procurar e construir seu próprio caminho, independente das pressões familiares e sociais, de fato não é fácil. Mas indubitavelmente traz resultados muito melhores.
Portanto, quem está precisando de um “empurrãozinho” para sair da lama na vida, não deve perder “O Sorriso de Mona Lisa”. Para tentar enxergar o que está além do que pode ser visto e se libertar das piores amarras que se pode ter: as que sua própria mente lhe impõe.
O que a professora Katherine Watson (de História da Arte) não esperava era encontrar um cursinho pré-nupcial, como o que viu. O embate entre as idéias ditas “progressivas” e “subversivas” da docente vivida por Roberts e suas alunas reacionárias é o motor de toda a película.
É preciso ressaltar que a produção de arte e os figurinos são caprichadíssimos, fazendo uma ambientação espetacular de época. Consegue passar toda empolgação muitas vezes fingida do pós-guerra, na Golden Age do império norte-americano.
Neste ponto entra uma das melhores sacadas do filme. É quase que de praxe retratar o início da década de 1950 como um período mágico da cultura dos Estados Unidos, em que floresciam o rock e os rapazes percorriam felizes as ruas em seus cadillacs e motocicletas. “O Sorriso de mona Lisa”, porém, consegue ir além dessa capa protetora e mostra o quanto a sociedade daquele tempo foi afetada pelos dramas vistos pelos soldados na II Guerra Mundial. Mesmo que a batalha não tenha acontecido em seu quintal, a vida nunca mais foi a mesma depois do conflito – as pessoas olhavam a vida sob outra perspectiva e as sementes de toda revolução ocorrida na década seguinte estavam sendo plantadas muito firmemente.
Há também a relação entre professores e alunos, que não é o foco principal, mas que é transposta para a tela de maneira singela, demonstrando claramente que numa relação de ensino, mestres e aprendizes não estão (ou pelo menos não deveriam estar) em lados opostos, mas sim caminhando e aprendendo o tempo todo juntos.
Além de Roberts e seu sorriso matador, as atuações de Julia Stiles (de “A Identidade Bourne” e “No Compasso do Amor”) e Kirsten Dunst (A MJ de “Homem-Aranha”) chamam atenção pela força na interpretação.
Mais do que um simples retrato de época, “O Sorriso de Mona Lisa” levanta questões relevantes ainda hoje, como a pré-determinação de funções entre homens e mulheres. É extremamente comum pessoas de ambos os sexos demonstrarem toda a sua falta de tato e consciência ao dizerem frases do tipo: “Isso é coisa de mulher” ou “Esse é um trabalho de homem”.
Se existe algo que a revolução tecnológica dos últimos 50 anos trouxe foi a igualdade de condições frente ao trabalho. Poucas funções ainda hoje necessitam de força física muito maior, por exemplo. E mesmo nessas, a mulher demonstra que tem totais condições para exercê-las com a mesma qualidade, ou até superior, que seus pares do sexo oposto.
Não existe nada mais arcaico do que separar homens e mulheres, seja em que função for.
É obvio que diferenças existem e sempre irão existir, porém é preciso que se olhe pelo outro lado da questão – que mostra que cada indivíduo (independente do sexo) possui aptidões para determinada função. O que vai determinar o melhor caminho para sua vida é um conjunto de fatores, que vai desde a forma como foi criado, passando por educação e demais experiências. Além é claro do sexo. E não só por causa dele.
Há ainda uma questão maior em “O Sorriso de Mona Lisa”: aquela que dá conta do potencial não-explorado de muita gente. A professora Watson se revolta ao ver que suas alunas mais brilhantes terão seus talentos desperdiçados esquentando a barriga no fogão e correndo atrás de um bando de filhos catarrentos. Não que ter uma família seja algo necessariamente ruim. A questão é que, desde aquela época, é muito possível conciliar carreira e família.
Ainda hoje, cinqüenta anos depois do momento retratado no filme, muitos desperdiçam suas vidas por acharem que devem seguir um caminho pré-definido por sua família ou até mesmo por si próprio e, dessa forma, acabam por deixar passar sem viver plenamente sua juventude. O resultado disso é claro: as pessoas têm crises de estresse cada vez mais cedo, os casamentos duram cada vez menos e o que mais se vê andando pela cidade são pessoas carrancudas e de mal com o mundo.
Não há outra razão para isso acontecer que não o medo que muitos possuem de perseguir os próprios sonhos, as verdades em que acreditam. Em buscar sempre o que há de melhor lá fora de seu mundinho. Em querer sempre mais.
Procurar e construir seu próprio caminho, independente das pressões familiares e sociais, de fato não é fácil. Mas indubitavelmente traz resultados muito melhores.
Portanto, quem está precisando de um “empurrãozinho” para sair da lama na vida, não deve perder “O Sorriso de Mona Lisa”. Para tentar enxergar o que está além do que pode ser visto e se libertar das piores amarras que se pode ter: as que sua própria mente lhe impõe.
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
"Ver com os olhos livres"
Que tal ver a vida com outros olhos? Ao invés de apenas reclamar e dizer o quanto tudo tá uma bosta, vire-se e pense no quanto existe de coisas boas ao seu redor. Desde o sol que brilha, a comida que você come, os pássaros que cantam, seus pais, amigos... cada um tem sua cota de felicidade e alegria.
Mas precisa querer enxergá-la, senão fica estagnado na tristeza e dali não sai por nada.
Pensem nisso.
---
E agora, 'bora colocar um som, que faz um puta tempo que não ponho nenhuma música aqui, né? Tem uma que ouvi no rádio no começo da semana e não saiu mais da minha cabeça: "I'll be there for you". Sim, Bon Jovi, do álbum New Jersey, que ou muito me engano, ou é de 1994.
E sim, eu sou brega pra cacete e não me encham o saco. Quantas vezes já não disse que adoro um glam rock, um metal farofa...
;-)
I'll be there for you
Bon Jovi
I guess this time you're really leaving
I heard your suitcase say goodbye
And as my broken heart lies bleeding
They say true love is suicide
You say you've cried a thousand rivers
And now you're swimming for the short
You left me drowning in my tears
And you won't save me anymore
Now i'm praying to god you'll give me one more chance, girl
chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you
I know you know we've had some good times
Now they have their own hiding place
I can promise you tomorrow
but I can't buy back yesterday
And baby you know my hand are dirty
But I wanted to be your valentine
I'll be the water when you get thirsty, baby
When you get drunk, I'll be the wine
chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you
solo
And I wasn't there when you were happy
I wasn't there when you were down
I didn't mean to miss your birthday, baby
I wish i'd seen you blow those candles out
chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you
Que tal ver a vida com outros olhos? Ao invés de apenas reclamar e dizer o quanto tudo tá uma bosta, vire-se e pense no quanto existe de coisas boas ao seu redor. Desde o sol que brilha, a comida que você come, os pássaros que cantam, seus pais, amigos... cada um tem sua cota de felicidade e alegria.
Mas precisa querer enxergá-la, senão fica estagnado na tristeza e dali não sai por nada.
Pensem nisso.
---
E agora, 'bora colocar um som, que faz um puta tempo que não ponho nenhuma música aqui, né? Tem uma que ouvi no rádio no começo da semana e não saiu mais da minha cabeça: "I'll be there for you". Sim, Bon Jovi, do álbum New Jersey, que ou muito me engano, ou é de 1994.
E sim, eu sou brega pra cacete e não me encham o saco. Quantas vezes já não disse que adoro um glam rock, um metal farofa...
;-)
I'll be there for you
Bon Jovi
I guess this time you're really leaving
I heard your suitcase say goodbye
And as my broken heart lies bleeding
They say true love is suicide
You say you've cried a thousand rivers
And now you're swimming for the short
You left me drowning in my tears
And you won't save me anymore
Now i'm praying to god you'll give me one more chance, girl
chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you
I know you know we've had some good times
Now they have their own hiding place
I can promise you tomorrow
but I can't buy back yesterday
And baby you know my hand are dirty
But I wanted to be your valentine
I'll be the water when you get thirsty, baby
When you get drunk, I'll be the wine
chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you
solo
And I wasn't there when you were happy
I wasn't there when you were down
I didn't mean to miss your birthday, baby
I wish i'd seen you blow those candles out
chorus:
I'll be there for you
These five words I swear to you
When you breathe I want to be the air for you
I'll be there for you
I'd live and I'd die for you
Steal the sun from the sky for you
Words can't say what love can do
I'll be there for you
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
Injustiças masculinas
Deixando um pouco os delírios literários de lado, vamos falar hoje de como nós homens somos bastante injustos quando pensamos em mulher.
Sim, injustos. Porque percebam: imagens de mulheres muito lindas existem em todos os lugares. Como padrão mental, formado praticamente involuntariamente, temos desde a mais tenra idade a imagem de deusas em nossas cabeças (só na de cima, no caso, pq pra conseguir uma deusa na outra...).
Aí, quando chega o “momento da verdade” em termos de relacionamento, nossa primeira intenção é correr atrás das mais gatas. Não que isso seja um erro, bem longe disso aliás. O problema vem depois.
Digamos que o jovenzinho nerd conseguiu desencalhar. Largou sua pilha de revistas em quadrinho, seus cds de Playstation e deixou a molecada na mão lá na Lan House (que é um fliperama de maricas, mas em outra oportunidade comento isso). Enfim, ele arrumou uma fêmea da espécie e está em busca da tão sonhada cópula.
Por ser ele um nerd sujo, obviamente tem um cabelo desarranjado (e se bobear ensebado), se veste mal, não tem o menor traquejo social, tem aquele bronzeado super estiloso que só horas e horas trancado no banheiro fazendo exercícios manuais consegue dar e, sem dúvida nenhuma, tem uma barriga meio que significativa.
Mas arrumando uma namorada, pelo simples fato de ser homem, esse exemplar deplorável da humanidade se considera o rei da matilha. E, como tal, manda e desmanda. Começando pelo olhar crítico para com sua consorte.
Em resumo, o palhaço é gordo, espinhento, nojentão mesmo. Mas faz questão que sua namorada não tenha uma “imperfeição” sequer. Um pneuzinho de leve na cinturinha. Um a celulitezinha de nada. Faça-me o favor, né?
Usei o exemplo do nerd babacão, mas esse tipo de pensamento serve praticamente pra todos os homens. Pois nada mais comum do que um bando de barrigudos sentados num boteco fazendo sua pança crescer ainda mais ao ingerir litros e litros de cerveja comentar sobre mulheres lindas que passam . Já aquelas que não seguem os padrões atuais, são relegadas ao papel de meras coadjuvantes da conversa. Motivos de piadas muitas e muitas vezes.
Vejam, não estou aqui fazendo uma ode às feias. Mulher bonita, bem cuidada, sarada, com tudo em cima e tal é provavelmente a melhor imagem do mundo. O lance é o de se mancar um pouco. Nós podemos ter nossa “pochete”, mas elas não? Injusto, no mínimo.
O que tento dizer é que nós homens precisamos ter um pouco mais de noção. Só dá pra exigir, encrencar com algo, se a recíproca é verdadeira.
Então filhão, se você não se cuida, tá pouco se fodendo se a gordura se instala na área da cintura, mas mesmo assim quer que sua namoradinha seja como a Gisele, se liga.
Daqui a pouco ela arruma um cara que a valorize por completo e você vai voltar a se matar solitariamente...
Deixando um pouco os delírios literários de lado, vamos falar hoje de como nós homens somos bastante injustos quando pensamos em mulher.
Sim, injustos. Porque percebam: imagens de mulheres muito lindas existem em todos os lugares. Como padrão mental, formado praticamente involuntariamente, temos desde a mais tenra idade a imagem de deusas em nossas cabeças (só na de cima, no caso, pq pra conseguir uma deusa na outra...).
Aí, quando chega o “momento da verdade” em termos de relacionamento, nossa primeira intenção é correr atrás das mais gatas. Não que isso seja um erro, bem longe disso aliás. O problema vem depois.
Digamos que o jovenzinho nerd conseguiu desencalhar. Largou sua pilha de revistas em quadrinho, seus cds de Playstation e deixou a molecada na mão lá na Lan House (que é um fliperama de maricas, mas em outra oportunidade comento isso). Enfim, ele arrumou uma fêmea da espécie e está em busca da tão sonhada cópula.
Por ser ele um nerd sujo, obviamente tem um cabelo desarranjado (e se bobear ensebado), se veste mal, não tem o menor traquejo social, tem aquele bronzeado super estiloso que só horas e horas trancado no banheiro fazendo exercícios manuais consegue dar e, sem dúvida nenhuma, tem uma barriga meio que significativa.
Mas arrumando uma namorada, pelo simples fato de ser homem, esse exemplar deplorável da humanidade se considera o rei da matilha. E, como tal, manda e desmanda. Começando pelo olhar crítico para com sua consorte.
Em resumo, o palhaço é gordo, espinhento, nojentão mesmo. Mas faz questão que sua namorada não tenha uma “imperfeição” sequer. Um pneuzinho de leve na cinturinha. Um a celulitezinha de nada. Faça-me o favor, né?
Usei o exemplo do nerd babacão, mas esse tipo de pensamento serve praticamente pra todos os homens. Pois nada mais comum do que um bando de barrigudos sentados num boteco fazendo sua pança crescer ainda mais ao ingerir litros e litros de cerveja comentar sobre mulheres lindas que passam . Já aquelas que não seguem os padrões atuais, são relegadas ao papel de meras coadjuvantes da conversa. Motivos de piadas muitas e muitas vezes.
Vejam, não estou aqui fazendo uma ode às feias. Mulher bonita, bem cuidada, sarada, com tudo em cima e tal é provavelmente a melhor imagem do mundo. O lance é o de se mancar um pouco. Nós podemos ter nossa “pochete”, mas elas não? Injusto, no mínimo.
O que tento dizer é que nós homens precisamos ter um pouco mais de noção. Só dá pra exigir, encrencar com algo, se a recíproca é verdadeira.
Então filhão, se você não se cuida, tá pouco se fodendo se a gordura se instala na área da cintura, mas mesmo assim quer que sua namoradinha seja como a Gisele, se liga.
Daqui a pouco ela arruma um cara que a valorize por completo e você vai voltar a se matar solitariamente...
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
sexta-feira, janeiro 30, 2004
O vale
Ele já estava exausto de tanto caminhar. A jornada havia sido dura e complicada. Ele não tinha mais suprimentos, o sol o castigava e havia ainda um monte para escalado em sua frente. O jovem andarilho não sabia para onde deveria ir. Sentia apenas em seu âmago a necessidade de continuar. Parar jamais.
Havia passado por mais caminhos do que conseguia se lembrar com clareza. Mudou de trajetória inúmeras vezes. Sempre ao sabor do vento e da expectativa de conquista. Não se importava nem de ter de voltar, vez por outra. O que importava era ver e viver.
E ele sabia também que ao atravessar um rio, na volta (se houvesse) não seria mais o mesmo homem. E muito menos o mesmo rio.
Com muito esforço conseguiu transpor mais aquela barreira. Foi quando avistou um ponto não muito longínquo, para o qual convergiam todas as linhas. Do alto daquela elevação do terreno, ele conseguia avistar todas as regiões ao seu redor.
Estranhamente sentia-se no centro de tudo. Como se de seu próprio interior pulsasse a energia primordial do universo. Deu conta então do que havia ocorrido: estava num momento decisivo de sua jornada. Era para onde todas as estradas estavam levando.
Dali pra frente o caminho parecia ser único. Ou pelo menos diminuíam as ramificações.
Aguardava por ele, para continuar a caminhada, um sorriso acolhedor e um olhar amoroso. O andarilho não estava mais sozinho.
Puseram-se então a andar. No coração daquele guerreiro solitário ficou a certeza de que quem persevera alcança. E que quem não pára chegará certamente ao ponto para qual todas as estradas levam. Um vale que muitos costumam chamar de Felicidade.
Ele já estava exausto de tanto caminhar. A jornada havia sido dura e complicada. Ele não tinha mais suprimentos, o sol o castigava e havia ainda um monte para escalado em sua frente. O jovem andarilho não sabia para onde deveria ir. Sentia apenas em seu âmago a necessidade de continuar. Parar jamais.
Havia passado por mais caminhos do que conseguia se lembrar com clareza. Mudou de trajetória inúmeras vezes. Sempre ao sabor do vento e da expectativa de conquista. Não se importava nem de ter de voltar, vez por outra. O que importava era ver e viver.
E ele sabia também que ao atravessar um rio, na volta (se houvesse) não seria mais o mesmo homem. E muito menos o mesmo rio.
Com muito esforço conseguiu transpor mais aquela barreira. Foi quando avistou um ponto não muito longínquo, para o qual convergiam todas as linhas. Do alto daquela elevação do terreno, ele conseguia avistar todas as regiões ao seu redor.
Estranhamente sentia-se no centro de tudo. Como se de seu próprio interior pulsasse a energia primordial do universo. Deu conta então do que havia ocorrido: estava num momento decisivo de sua jornada. Era para onde todas as estradas estavam levando.
Dali pra frente o caminho parecia ser único. Ou pelo menos diminuíam as ramificações.
Aguardava por ele, para continuar a caminhada, um sorriso acolhedor e um olhar amoroso. O andarilho não estava mais sozinho.
Puseram-se então a andar. No coração daquele guerreiro solitário ficou a certeza de que quem persevera alcança. E que quem não pára chegará certamente ao ponto para qual todas as estradas levam. Um vale que muitos costumam chamar de Felicidade.
terça-feira, janeiro 27, 2004
"Heaven is a place on Earth"
Depois de ter passado por momentos complicados em 2003, a fase agora é de sublimação. Todos os problemas foram superados, de uma forma ou de outra, e agora tá tudo tão bem que não consigo nem pensar.
Devo demorar para voltar a escrever aqui (ou não, sei lá... minha inspiração é algo estranho), pq preciso encaixar tantas coisas certas e boas nos lugares devidos delas. Estou só sentindo a alegria. Ela é tão intensa, que nem consigo ainda falar sobre ela.
Então é isso. Eu volto. Com certeza volto. Pode ser daqui cinco minutos ou daqui cinco dias. É só algo de novo passar pela minha mente.
Vou só ali me beliscar pra ver se é mesmo de verdade e já volto.
Depois de ter passado por momentos complicados em 2003, a fase agora é de sublimação. Todos os problemas foram superados, de uma forma ou de outra, e agora tá tudo tão bem que não consigo nem pensar.
Devo demorar para voltar a escrever aqui (ou não, sei lá... minha inspiração é algo estranho), pq preciso encaixar tantas coisas certas e boas nos lugares devidos delas. Estou só sentindo a alegria. Ela é tão intensa, que nem consigo ainda falar sobre ela.
Então é isso. Eu volto. Com certeza volto. Pode ser daqui cinco minutos ou daqui cinco dias. É só algo de novo passar pela minha mente.
Vou só ali me beliscar pra ver se é mesmo de verdade e já volto.
sábado, janeiro 24, 2004
Segurança demais é problema
As pessoas têm a péssima tendência de se acomodar. Por costume, preguiça e uma pseudo segurança, poucos se lançam em busca do novo.
A questão é que muitas vezes ficamos estagnados e não percebemos nosso real valor. em termos profissionais, acabamos por nublar as possibiliddes que o mercado nos apresenta. Em grande parte das vezes, possuímos um valor muito maior do que pensamos ter.
Pensem nisso. Apesar de estar se sentindo seguro, se for segurança demais, é melhor abrir os olhos.
A vida é plena de possibilidades. Cabe a nós, meros mortais, aproveitar cada uma delas.
As pessoas têm a péssima tendência de se acomodar. Por costume, preguiça e uma pseudo segurança, poucos se lançam em busca do novo.
A questão é que muitas vezes ficamos estagnados e não percebemos nosso real valor. em termos profissionais, acabamos por nublar as possibiliddes que o mercado nos apresenta. Em grande parte das vezes, possuímos um valor muito maior do que pensamos ter.
Pensem nisso. Apesar de estar se sentindo seguro, se for segurança demais, é melhor abrir os olhos.
A vida é plena de possibilidades. Cabe a nós, meros mortais, aproveitar cada uma delas.
quarta-feira, janeiro 21, 2004
O Último Samurai
Assisti o novo filme do queridinho de hollywood, Tom Cruise, e me impressionei muito positivamente com o que vi.
A atuação do cara chama atenção, como um ex-combatente das guerras contra os índios nos EUA, que vai para o Japão treinar o exécito daquele país nas artes de guerra ocidentais. Pode ser um dos indicados ao Oscar.
A história eu nem vou comentar aqui, pois não é o caso.
Pra mim, interessou particularmente a relação de amizade e lealdade dos samurais - um grupo de momens com um rígido código de moral e honra. A forma pela qual o personagem de Cruise se coloca frente ao chefe dos samurais, Kastsumoto, e de como esse se põe perante o imperador é o que merece de fato ser notado neste filme.
Além, é claro, da maravilhosa fotografia, que presta uma justa homenagem a clássicos do mestre Akira Kurosawa.
Mais que tudo, o filme despertou em mim o desejo de conhecer mais sobre a cultura samurai e do bushido, o caminho do guerreiro.
Artes marciais como o Kendo e o Aikido devem sanar minhas dúvidas e sede de conhecimento.
Assisti o novo filme do queridinho de hollywood, Tom Cruise, e me impressionei muito positivamente com o que vi.
A atuação do cara chama atenção, como um ex-combatente das guerras contra os índios nos EUA, que vai para o Japão treinar o exécito daquele país nas artes de guerra ocidentais. Pode ser um dos indicados ao Oscar.
A história eu nem vou comentar aqui, pois não é o caso.
Pra mim, interessou particularmente a relação de amizade e lealdade dos samurais - um grupo de momens com um rígido código de moral e honra. A forma pela qual o personagem de Cruise se coloca frente ao chefe dos samurais, Kastsumoto, e de como esse se põe perante o imperador é o que merece de fato ser notado neste filme.
Além, é claro, da maravilhosa fotografia, que presta uma justa homenagem a clássicos do mestre Akira Kurosawa.
Mais que tudo, o filme despertou em mim o desejo de conhecer mais sobre a cultura samurai e do bushido, o caminho do guerreiro.
Artes marciais como o Kendo e o Aikido devem sanar minhas dúvidas e sede de conhecimento.
Avante
Não há o que dizer da mudança, a não ser de que ela é arrebatadora e sábia.
A sua sabedoria está no conhecimento de que o que virá é sempre o diferente e por isso necessita de uma nova forma de atuação.
É bobagem e infrutífero tentar lutar contra o que muda. Não há como, pois o tempo continua sempre caminhando e é ele o motor dessa nau que navega em fúria, que nos habituamos chamar de realidade.
Não há o que dizer da mudança, a não ser de que ela é arrebatadora e sábia.
A sua sabedoria está no conhecimento de que o que virá é sempre o diferente e por isso necessita de uma nova forma de atuação.
É bobagem e infrutífero tentar lutar contra o que muda. Não há como, pois o tempo continua sempre caminhando e é ele o motor dessa nau que navega em fúria, que nos habituamos chamar de realidade.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
"That's what dreams are made of..."
Pensem num estádio lotado de pessoas vestindo, quase que invariavelmente, preto.
Aproximadamente 49 mil pessoas que saem desgovernadamente pelas ruas, felizes e cansadas ao final do espetáculo.
Aí, completamente do nada, surge um certo alguém, com quem você apenas sonhava encontrar no meio daquele mar de gente.
E foi isso, um sonho. Mas que virou realidade.
Simples, mas com significado.
Tem dias que poderiam se repetir Ad Eternum, sabia...
Pensem num estádio lotado de pessoas vestindo, quase que invariavelmente, preto.
Aproximadamente 49 mil pessoas que saem desgovernadamente pelas ruas, felizes e cansadas ao final do espetáculo.
Aí, completamente do nada, surge um certo alguém, com quem você apenas sonhava encontrar no meio daquele mar de gente.
E foi isso, um sonho. Mas que virou realidade.
Simples, mas com significado.
Tem dias que poderiam se repetir Ad Eternum, sabia...
Up the Irons!!
Foi uma bela noite de sábado. O espetáculo começou com os brasileiros do Shaman, capitaneados pelo veterano André Mattos arregaçando nos vocais, como já é de costume.
A banda tocou músicas de seu único álbum, "Ritual", empolgando a galera de leve. O povo só enlouqueceu mesmo quando ouviu os primeiros acordes de um clássico headbanger: "No More Tears", do pai do metal Mr. Ozzy Osbourne. A canção foi executada com uma perfeição ímpar. Realmente notável.
Aí, como o público já estava quente, o Shaman mandou o que todos sabiam que eles fariam: "Carry On" - hino dos tempos de Angra. André se esgoelou como de costume e o resultado, também como de costume, foi excelente.
Às 21h30 entrou ao palco a gloriosa "Donzela de Ferro", executando logo de início "Wildest Dreams", do mais recente álbum, "Dance of Death". A explosão de alegria foi contagiante e continuou por um dos sons antológicos dos ingleses: "Wrathchild". Porém, a explosão mesmo veio na música seguinte. A loucura foi incontrolável em "Can I Play with Madness".
Ao final da música, uma surpresa. Apesar de Bruce Dickinson sempre gritar seus tradicionais "Scream for me, Brazil!!" e coisas do gênero, a interação com o público era mais teatral, não tão direta. Porém, com a galera se matando no empurra-empurra próximo ao palco, Bruce parou tudo, disse que ia começar a ficar muito puto se o pessoal não parasse com aquilo e que aquela era uma noite de alegria, que não deveria acabar num cemitério.
Atitude louvável e que demonstra o respeito e carinho que o Iron Maiden possui por seus fãs.
A continuação do show veio com mais um hino: "The Trooper". A esta, seguiu-se a bela "Dance of Death". A música que continua martelando minha cabeça até hoje veio a seguir: "Rainmaker". É uma daquelas músicas que só o Iron sabe fazer, com refrões bem marcados, com muito ritmo e pulsação empolgante. Lá embaixo eu coloco a letra da música, que também é bem boa.
"Brave New World" veio a seguir, relembrando a turnê passada. Logo após, foi a hora do épico do último disco, "Paschendale" e uma breve recordação dos nefastos momentos com Blaze Bailey em "Lord of the Flies" - incomparavelmente melhor sob o comenado de Bruce e com três guitarras.
Então chegou um momento inesquecível, numa seqüência avassaladora: "Hallowed be thy Name", "Fear of the Dark" e "Iron Maiden". Ali, nessas três músicas, a banda inglesa liderada pelo baixista Steve Harris mostrou porque continua sendo uma atração como poucas. O poder dessas canções atravessa gerações e, mesmo numa época em que muitos proclamam a morte do Metal, enquanto outros os chamam pejorativamente de dinossauros, os Maidens mostram que não é qualquer moleque de trezes anos que é capaz de levantar um estádio com 49 mil pessoas e fazer com todas cantem em uníssono suas canções.
O bis veio com algo que muitos pensavam ser impossível: um acústico!! A escolhida para a experiência foi a balada "Journeyman". Depois dela vieram "The Number of the Beast" e "Run to the Hills", para fechar o belo espetáculo de duas horas de duração.
Em comparação com a última passagem da banda pelo país, no Rock in Rio III, a apresentação foi mais leve, solta. Muito em função de que, daquela vez, estava sendo gravado um DVD com o show. Fica também o registro da produção caprichada, com Bruce se vestindo à carater em diversas músicas, como em "Dance of Death" em que ele encarnou a própria Morte e em "Paschendale", como um soldado.
Ficou provado no último sábado no estádio do Pacaembu que não há novidade que supere a qualidade.
Rainmaker
Iron Maiden
When I was wandering in the desert
And was searching for the truth
I heard a choir of angels calling out my name
I had the feeling that my life would never be the same again
I turned my face towards the barren sun
And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in our lives like the cracks upon the ground
They are sealed and are now washed away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....
And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....
And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away
Foi uma bela noite de sábado. O espetáculo começou com os brasileiros do Shaman, capitaneados pelo veterano André Mattos arregaçando nos vocais, como já é de costume.
A banda tocou músicas de seu único álbum, "Ritual", empolgando a galera de leve. O povo só enlouqueceu mesmo quando ouviu os primeiros acordes de um clássico headbanger: "No More Tears", do pai do metal Mr. Ozzy Osbourne. A canção foi executada com uma perfeição ímpar. Realmente notável.
Aí, como o público já estava quente, o Shaman mandou o que todos sabiam que eles fariam: "Carry On" - hino dos tempos de Angra. André se esgoelou como de costume e o resultado, também como de costume, foi excelente.
Às 21h30 entrou ao palco a gloriosa "Donzela de Ferro", executando logo de início "Wildest Dreams", do mais recente álbum, "Dance of Death". A explosão de alegria foi contagiante e continuou por um dos sons antológicos dos ingleses: "Wrathchild". Porém, a explosão mesmo veio na música seguinte. A loucura foi incontrolável em "Can I Play with Madness".
Ao final da música, uma surpresa. Apesar de Bruce Dickinson sempre gritar seus tradicionais "Scream for me, Brazil!!" e coisas do gênero, a interação com o público era mais teatral, não tão direta. Porém, com a galera se matando no empurra-empurra próximo ao palco, Bruce parou tudo, disse que ia começar a ficar muito puto se o pessoal não parasse com aquilo e que aquela era uma noite de alegria, que não deveria acabar num cemitério.
Atitude louvável e que demonstra o respeito e carinho que o Iron Maiden possui por seus fãs.
A continuação do show veio com mais um hino: "The Trooper". A esta, seguiu-se a bela "Dance of Death". A música que continua martelando minha cabeça até hoje veio a seguir: "Rainmaker". É uma daquelas músicas que só o Iron sabe fazer, com refrões bem marcados, com muito ritmo e pulsação empolgante. Lá embaixo eu coloco a letra da música, que também é bem boa.
"Brave New World" veio a seguir, relembrando a turnê passada. Logo após, foi a hora do épico do último disco, "Paschendale" e uma breve recordação dos nefastos momentos com Blaze Bailey em "Lord of the Flies" - incomparavelmente melhor sob o comenado de Bruce e com três guitarras.
Então chegou um momento inesquecível, numa seqüência avassaladora: "Hallowed be thy Name", "Fear of the Dark" e "Iron Maiden". Ali, nessas três músicas, a banda inglesa liderada pelo baixista Steve Harris mostrou porque continua sendo uma atração como poucas. O poder dessas canções atravessa gerações e, mesmo numa época em que muitos proclamam a morte do Metal, enquanto outros os chamam pejorativamente de dinossauros, os Maidens mostram que não é qualquer moleque de trezes anos que é capaz de levantar um estádio com 49 mil pessoas e fazer com todas cantem em uníssono suas canções.
O bis veio com algo que muitos pensavam ser impossível: um acústico!! A escolhida para a experiência foi a balada "Journeyman". Depois dela vieram "The Number of the Beast" e "Run to the Hills", para fechar o belo espetáculo de duas horas de duração.
Em comparação com a última passagem da banda pelo país, no Rock in Rio III, a apresentação foi mais leve, solta. Muito em função de que, daquela vez, estava sendo gravado um DVD com o show. Fica também o registro da produção caprichada, com Bruce se vestindo à carater em diversas músicas, como em "Dance of Death" em que ele encarnou a própria Morte e em "Paschendale", como um soldado.
Ficou provado no último sábado no estádio do Pacaembu que não há novidade que supere a qualidade.
Rainmaker
Iron Maiden
When I was wandering in the desert
And was searching for the truth
I heard a choir of angels calling out my name
I had the feeling that my life would never be the same again
I turned my face towards the barren sun
And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in our lives like the cracks upon the ground
They are sealed and are now washed away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....
And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....
And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away
sábado, janeiro 17, 2004
sexta-feira, janeiro 16, 2004
As estradas que seguimos
É um sentimento estranho. Pensar que alguém que te acompanhou por muito tempo, começou em algum momento a tomar outro rumo e não parou mais.
Aí, quando vocês perceberam, cada um estava em uma margem de um imenso rio, de corredeiras fortes e ininterruptas.
Este, por si só, não seria um problema. Porém, a questão é que seguindo um para cada lado, não há o mínimo interesse em contruir uma ponte.
É um sentimento estranho. Pensar que alguém que te acompanhou por muito tempo, começou em algum momento a tomar outro rumo e não parou mais.
Aí, quando vocês perceberam, cada um estava em uma margem de um imenso rio, de corredeiras fortes e ininterruptas.
Este, por si só, não seria um problema. Porém, a questão é que seguindo um para cada lado, não há o mínimo interesse em contruir uma ponte.
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