sexta-feira, março 28, 2003

More than words

Acredito que o pior pesadelo de um jornalista e pretenso escritor é ficar sem palavras. Tudo bem que em certos momentos elas são de fato inúteis. Mas não é dessas horas que estou falando, mas daquelas em que você quer dizer algo, até sabe o que gostaria e deveria dizer, mas as malditas não saem. Você fica perdido, as palavras enroscam e você acaba repedindo um monte de “bem...”, “enfim...”, “é...” etc.

Ridículo. Mas acontece. É pior é quando você sabe que o momento é de decisão, que é hora de dizer algo e, subitamente, é como se ar tivesse sido cortado e sua voz se perde num vácuo interno, um buraco negro entre sua voz e os ouvidos do interlocutor.

Ah, pára o mundo que eu quero descer!
;-P





Idéia

Estou pensando em criar um blog quadrinístico. Que vcs acham, camaradas de vício (Marcel, Cury e Vitti)?
Topam entrar na empreitada?

Assim a gente discutiria num local específico todas essas coisas que tanto nos interessam. O nome é óbvio: Legião do Mal.

Hey ho, Let's go!!

quinta-feira, março 27, 2003

CREDO
Jack Kerouac, 1941

Remember above all things, Kid, that to write is not
Difficult, not painful, that it comes out of you
With ease, that you can whip up a little tale in no
time, that when you are sincere about it, that when
you want to impress a truth, it’s not difficult,
not painful, but easy, graceful, full of smooth
power, as if you were a writing machine with a store
of literature that is boundless, enormous, endless,
and rich. For it’s true; this is so. Do not forget
it in your gloomier moments. Make your stuff warm,
drive it home American-wise, don’t mind critics, don’t
mind the stuffy academic theses of scholars, they
don’t know what they’re talking about, they’re way
off the track, they’re cold; you’re warm, you’re
redhot, you can write all day, you know what you
know, like Halper; you remember that, Kid, and when
you feel as if you cannot write, as if it is no
use, as if life is no good, read this over and
realize that you can do a lot of good in this
world by turning out truths like these, by spreading
warmth, by trying to preach living for life’s sake,
not the intellectual way, but the warm way, the way
of love, the way which says: Brothers, I greet you
with open arms, I accept your frailties, I offer you
my frailties, let us gather and run the gamut of
rich human existence. Remember passion. Do not forget,
do not forsake, do not neglect. It is there, the
order and the purpose; there is chaos, but not in
you, not way down deep in your heart, no chaos,
only ease, grace, beauty, love greatness..... Kid,
you can whip up a little tale, a little truth, you can
mop up the floor with a little tale in no time; it is
a cinch, you are the flow of smooth thrumming power,
you are a writer, and you can turn out some mean
stuff, and you will turn out tons of it, because it
is you, and do not forget it, Kid, do not forget it;
please, please Kid, do not forget yourself; save
that, save that, preserve yourself; turn out those
mean little old tales by the dozens, it is easy,
it is grace, do it American-wise, drive it home,
sell truth, for it needs to be sold. Remember, Kid,
what I say to you tonight; never forget it, read
this over in your gloomier moments and never, never
forget.... never, never, never forget..... please,
please, Kid, please.....

(Valeu pela dica, Cury!!)

terça-feira, março 25, 2003

Gone with the wind

Eu sabia... no fundo sempre soube...
Mas quis tentar. "Sonhar não custa nada", não é o que a música diz?

O choque foi médio, nada de muito forte. Mas também, o que eu esperava?
Ok, ok... não respondam. Todos sabemos o que eu esperava.

É obvio que tudo aquilo que sonhei não passou e - pelo menos no curto prazo - não passará nem perto da realidade
Conhecem a expressão "Muita areia pro meu caminhãozinho"? Pois é ela mesma que me vem à mente agora. E não sai de forma alguma.

Mas sabem o que é pior? Acho que ela é inocente. Não fazia idéia... ou se fazia, era polida o bastante para deixar minhas adagas vazarem seu coração sem atingi-la e sem me mandá-las de volta, mirando em minha cabeça.

É bom... assim aprendo a jogar na minha divisão, sem querer bater bola com os campeões na copa do mundo.

O momento é de ser sincero. Comigo mesmo. Estou me lamuriando por algo que não saiu de dentro da minha mente e que rendeu alguns poucos textos, que até dizem coisas bonitas, mas nos quais falta a paixão causada pela realidade.
Assim não dá, né?

Então é isso. A vida já está (como sempre - ainda bem!!!) abrindo novas frentes, que parecem bastante promissoras.
Deixa estar...

Dream Team

Já perceberam como tem gente que simplesmente não suporta a competição? E pior do que isso, querem ver competição em tudo?
Isso é algo complicado de se lidar. Especialmente se isso ocorrer em um relacionamento dito amoroso. Entre irmãos é natural, até mesmo entre amigos. Mas quando a sua relação com a pessoa é outra...

Aí os sentimentos se misturam, fumaça e névoa fazem com que você se perca numa nuvem indiscriminada de sensações turvas. Caminhar junto com alguém não é algo fácil. Mesmo no trabalho, a equipe ideal é aquela que consegue aproveitar o que cada um sabe fazer de melhor. Assim deveria ser também no resto.

Mas quem disse que a vida era perfeita?



segunda-feira, março 24, 2003

A Vida de João
Cap 2 - Anjos e Demônios

Atravessando por debaixo daquele gigante de concreto e aço, João nem tentava se desviar da sujeira. Ela estava tão impregnada nele que não valia a pena. Caminhando lentamente, ele avançou rumo a um local em que a imundice era muito maior aonde não se podia ver - dentro dos corações e mentes dos transeuntes. Ali era a Boca. A zona do meretrício. Portas coladas umas às outras revelavam luzes vermelhas falhas e mulheres de pouca roupa, muitas delas.

A sujeira estava em algumas delas, mas não na maioria. Mas estava sim na maior parte dos freqüentadores e na totalidade dos donos dos estabelecimentos. João observava tudo aquilo impassível e ninguém notava a sua presença.

Nos muitos anos de rua, ele já viu todo tipo de puta. Daquelas garotinhas enganadas do interior, às meninas de faculdade que estavam “na vida” para pagar a mensalidade, até mesmo àquelas que faziam por e com gosto o seu ofício.

Mas nada lhe cortava mais o coração do que ver uma garota se acabar por míseros trocados, tentando garantir cada dia o leite dos pequenos em casa e depois um desses arremedos de homem tomar-lhe tudo, sem o mínimo de consideração. Uma vez, num tempo em que a rua ainda não havia lhe calejado tanto, João tentou defender uma garota das garras do gavião sem alma.

Acabou com um talho na testa e uma cicatriz que dura até hoje. Feitos pela própria garota, morta de medo do cafetão. Ali ele viu que na noite não há lugar para heróis. E que a linha que separa os demônios dos anjos é muito mais tênue do que ele conseguia definir.


Perguntas e Respostas

Não costumo fazer copy/paste por aqui, mas achei muito pertinente em função das últimas discussões aqui nos comentários do blog.
É extremamente didático.

da Caros Amigos
35 PERGUNTAS E 34 RESPOSTAS SOBRE A GUERRA CONTRA O IRAQUE.
por Cláudio Júlio Tognolli

1. Qual a porcentagem da população dos EUA na população mundial?
Resposta: 6%.

2. Qual a porcentagem do poder econômico dos EUA na riqueza mundial?
Resposta: 50%.

3. Qual país tem as maiores reservas de petróleo do mundo?
Resposta: A Arábia Saudita.

4. Qual país tem as segundas maiores reservas de petróleo do mundo?
Resposta: O Iraque.

5. Quanto somam os gastos militares por ano, em todo mundo?
Resposta: Aproximadamente US$ 900 bilhões.

6. Quanto gasta o Governo dos Estados Unidos, dentro desse total?
Resposta: 390 bilhões de dólares, aprovados pelo Congresso Nacional.

7. Quantas pessoas foram mortas nas guerras realizadas desde a 2ª Guerra Mundial até agora?
Resposta: 86 milhões de pessoas.

8. Quando apareceram armas químicas no Iraque na década de 80, durante a guerra contra o Irã e depois em 1991, essas armas foram desenvolvidas pelos Iraquianos?
Resposta: Não; as fábricas e a tecnologia foram montadas e fornecidos pelo governo dos EUA, em associação com a Grã-Bretanha e empresas particulares daqueles países.

9. O governo dos EUA condenou o uso de gás pelo Iraque na guerra contra o Irã, na década de 80?
Resposta: Não.

10. Quantas pessoas o Governo Saddam Hussein matou usando gás contra a cidade curda e Halabja em 1988, localizada no norte do Iraque?
Resposta: 5 mil pessoas, todos civis.

11. Quantos governos de países do Ocidente condenaram essa ação?
Resposta: Nenhum!!

12. Existem provas de ligação entre o Iraque e o ataque de 11de setembro?
Resposta: Nenhuma.

13. Qual foi o número estimado de mortes de pessoas civis na 1ª Guerra do Golfo em 1991?
Resposta: 35 mil.

14. Quantas baixas o exército iraquiano infligiu às tropas ocidentais durante a 1ª Guerra do Golfo?
Resposta: Insignificantes.

15. Quantos soldados iraquianos em retirada foram enterrados vivos pelos tanques dos EUA equipados com lâminas de terraplanagem?
Resposta: 6 mil soldados.

16. Quantas toneladas de urânio enriquecido foram utilizados na munição na 1ª Guerra do Golfo, m 1991?
Resposta: 40 toneladas.

17. Qual foi, segundo a ONU, o aumento dos casos de câncer no Iraque
entre 1991 e 1994?
Resposta: 700%.

18. O Exército dos EUA destruiu que porcentagem da capacidade militar do Iraque, na guerra de 1991?
Resposta: 80% das forças armadas iraquianas.

19. O Iraque representou uma ameaça à paz mundial nos últimos dez anos ou a soberania de algum país?
Resposta: Não.

20. Quantas mortes de civis o Pentágono prevê no caso de um ataque em 2003?
Resposta: 10 mil. Mas o responsável pela comissão de direitos humanos da ONU entregou recente relatório ao Governo Bush, prevendo 350.000 civis mortos, um milhão de desalojados, e dois milhões tenderiam a migrar para outros países.

21. Quantas dessas mortes serão de crianças?
Resposta: 175.000

22. Há quantos anos os EUA realizam ataques aéreos e bombardeios contra o Iraque?
Resposta: 11 anos. Inclusive usando armas químicas e biológicas, como denunciou no FSM- 2003, a Irmã Sherine, da congregação dos Dominicanos. Relatórios da ONU indicam que foram utilizados nesse período em torno de 9 mil toneladas de explosivos nos ataques ao Iraque.

23. Qual era a mortalidade infantil no Iraque em 1989?
Resposta: 38 para cada mil nascidos vivos.

24. Qual era a mortalidade infantil estimada em 1999?
Resposta: 131 por mil nascidos vivos, um aumento de 345%.

25. Qual a estimativa de iraquianos mortos entre 1991 até outubro de 1999 devido às sanções da ONU?
Resposta: 1,5 milhão e cerca de 50% eram crianças.

26. Quantas resoluções da ONU contra Israel os EUA vetaram desde 1992?
Resposta: 30.

27. Qual valor da ajuda anual do governo dos EUA para o governo de Israel?
Resposta: US$ 5 bilhões, como crédito para compra de armas nos Estados Unidos.

28. Quantos países do mundo possuem armas atômicas?
Resposta: Apenas 8: Estados Unidos, França, Rússia, China, Inglaterra, Índia, Paquistão, Israel.

29. Quantas ogivas nucleares o Iraque possui?
Resposta: Nenhuma.

30. Quantas ogivas nucleares os EUA possuem?
Resposta: Mais de 10 mil.

31. Quantas ogivas nucleares Israel possui?
Resposta: Mais de 400. O físico nuclear israelense Modechai Vanunu, que trabalhou nas plantas nucleares e denunciou pela primeira vez ao mundo na década de 80, foi seqüestrado pela policia israelense na Itália, conduzido aos tribunais e condenado a 30 anos de prisão, aonde se encontra até hoje. Por essa razão recebeu o Prêmio Nobel Alternativo de 1992.

32. Alguma vez Israel permitiu inspeções de armas pela ONU?
Resposta: Não.

33. Qual porcentagem dos territórios palestinos está sob controle de colônias de judeus implantadas depois de 1991 pelos governos direitistas de Israel?
Resposta: 42% do território palestino da Cisjordânia.

34. A invasão desse território por colonos trazidos pelo governo de Israel está respaldada em alguma convenção internacional?
Resposta: Não. São completamente ilegais, há inclusive resoluções da ONU para sua devolução. E há forte oposição dos partidos progressistas de Israel.

35. Qual país, na sua opinião, constitui a maior ameaça à paz mundial, o Iraque ou os Estados Unidos?
Essa pergunta fica para você refletir e responder!

Cláudio Júlio Tognolli é jornalista.


Dúvidas

É uma opção válida esperar por algo que não se está bem certo de que vá ocorrer? Depositar suas esperanças todas em um sonho, uma pequena chama de sua própria imaginação, sem que haja algum tipo de retorno válido da outra parte?

Num mundo tão complicado como esse nosso, verdade e mentira, ficção e realidade se misturam com uma tal frequência que fica difícil definir qual o caminho a seguir.

Estaria ela fugindo e arrumando desculpas, ou simplesmente o mundo dela virou de cabeça pra baixo e nada mais é passível de ser organizado?

Que sigam os dias, para que possamos descobrir ao menos um aspecto do que é real.


sexta-feira, março 21, 2003

Perfect Strangers - CORRIGIDO

Essa música é de uma banda espetacular: o Deep Purple. Do Álbum de mesmo nome e lançando em 1984, Perfect Strangers é uma música que se tornou um clássico instantâneo. Melodia maravilhosa com uma letra metafórica, que diz sem dizer, usando de alegorias para chegar aos ouvidos e corações da massa, mas sem perder o fator pessoal e intransferível da inspiração recebida pelo autor.
Os arranjos de Jon Lord finalizam essa pequena obra-prima do Hard Rock, mostrando que mesmo no meio da chamada década perdida e com o new wave comendo solto de um lado e o Heavy farofa fazendo festa do outro, o Purple mantinha-se fiel às suas raízes.

Deixo essa música para o final de semana. Talvez eu veja nela mais do que alguns, em virtude do meu background quadrinístico.
Mas, como dizem, a beleza está nos olhos de quem a vê.


Perfect Strangers
Deep Purple

Can you remember remember my name
As I flow through your life
A thousand oceans I have flown
And cold spirits of ice
All my life
I am the echo of your past

I am returning the echo of a point in time
Distant faces shine
A thousand warriors I have known
And laughing as the spirits appear
All your life
Shadows of another day

And if you hear me talking on the wind
You've got to understand
We must remain
Perfect Strangers

I know I must remain inside this silent well of sorrow

A strand of silver hanging through the sky
Touching more than you see
The voice of ages in your mind
Is aching with the dead of the night
Precious life (your tears are lost in
falling rain)

And if you hear me talking on the wind
You've got to understand
We must remain
Perfect Strangers



1,2,3 testando

Fiz um teste desses na net e deu isso aqui:



O Tímido



Qual a imagem que você passa para os outros?



Você passa a imagem de alguém fechado. Sempre com vergonha de tudo e de todos, apenas se concentrando em coisas importantes, como os estudos.
Parece alguém bem sério, mas apesar disso muito educado. O tipo certinho.
Se isso for verdade, não se preocupe, pessoas não mordem. Se não, com o tempo as pessoas perceberão o que você é.


Será?? Pô, acho que sou assim, mas só um pouquinho...




With arms wide open

A guerra continua. Faz suas vítimas e o déspota continua achando que está certo.

Por aqui, a maioria parece ter consciência de que não há heróis nem vilões. Aliás, começa a ver até que depois da II Grande Guerra, nunca mais houve. Havia lados e lados. Apenas nos fizeram acreditar que o Azul era bom e que o Vermelho era ruim.

A vida é bem mais que praticidades e objetividades. Todos têm desejos ocultos e histórias não contadas. Como já dizia São Tomás de Aquino, "muitas das coisas das quais o intelecto do homem deverá penetrar permanecem escondidas".
Abram seus olhos e principalmente seus corações para o que está além. Não há como se importar apenas com o aqui e agora, somente com o eu. A solidão intensa e fria é o destino de quem escolhe este caminho.




A vida de João
Cap 1 – Andanças e mudanças

É noite na cidade. Sentado naquele beco escuro, o homem pensa no que fez de sua vida. Onde foi que tudo começou a ruir? Foi quando se separou da mulher ou antes ainda, quando num acesso de raiva mandou seu chefe para lugares não muito agradáveis? Ou até depois, quando gastou todo dinheiro que lhe restava num carrão – que durou exatamente seis horas até ser destruído num muro de concreto? Difícil dizer. E na verdade, isso não importa mais. A única verdade é que ele está sozinho, sujo e vivendo entre ratos e lixo, sem presente e com poucas chances de um futuro.

Ele nem se lembra mais de seu próprio nome. Na rua é chamado pelos genéricos “João” ou “Zé”. As pessoas passam por ele como se não existisse, elas não se importam. Mas ele está ali e pensa, observa, formula teorias. Ele um dia foi alguém educado. Ensinaram-no a concatenar as idéias e ainda resta um pouco de lógica nele.

É quando ele ouve um barulho mais próximo. É o caminhão de lixo que se aproxima. Ele fita os olhos do catador e vê nele um reflexo não tão melhorado de si mesmo. Aquele homem, como ele próprio, está à margem da dita sociedade estabelecida. Ninguém se importa com quem vai catar os dejetos gerados pelo consumo desenfreado. A diferença entre João e o catador é o salário no final do mês. Algo certo e regular. Mas nessa hora João pensa que, se bobear, ele ganha mais sentado na escadaria da igreja.

Os personagens da imensa metrópole se movem todos na mente daquele homem de meia idade, sofrido e machucado pela vida. Para muito ele é só mais um vagabundo, alguém sem força e sem coragem. Mas ele sabe que não é assim.

Como a movimentação no seu beco foi muito grande, João decide sair e continuar a andar. Pois isso é tudo que lhe resta enquanto ainda pode usar suas pernas.


quinta-feira, março 20, 2003

Farewell to the empire

O conflito é iminente. As bombas caem dos céus vermelhos do Oriente. Vida e morte se misturam num show de horrores.
Há quem não se importe. Para eles a vida não vale nada. O ouro negro é muito melhor do que qualquer outro valor, como compaixão, verdade e justiça.

Sim, sabemos que Saddam não é nenhum Gandhi. Mas nada dá o direito de um país invadir outro, tomar e destruir sua soberania, pelo simples prazer da vingança e do ganho pessoal.

Não há o que fazer além de sentir o ar gélido da noite e pensar no que está por vir. O amanhã é incerto, não só para os iraquianos, mas para todo o mundo.
O déspota escolheu seu alvo, parecendo não saber que todo grande império, quanto mais cresce, mais necessita de recursos. Até que em um momento único, percebe que não mais se sustenta e acaba por morrer.

Façam comigo então um brinde: celebremos o começo do fim do império feito em vermelho, branco e azul.

terça-feira, março 18, 2003

Aviso

Vou começar a responder os comentários dentro do próprio sistema. Flávia e Lola foram as primeiras a receber a resposta por lá, no post da música do Garth Brooks.

Valeu!

Into the darkness

O Nada está consumindo o pouco que restava de humanidade daquele pobre e jovem rapaz. Melancolia, tristeza, tédio... tudo misturado num imenso e tenebroso vácuo.
Ele vê uma pequena luz que em alguns parcos momentos se acende, para logo em seguida desaparecer e a escuridão voltar a tomar conta.
Seria ele uma presa fácil para os demônios que estão sempre a circular nosso plano? Ou esta é apenas uma fase da qual ele ressurgirá triunfante para a Luz, na qual passou a maior parte de sua vida? Quando a lua morrer e voltar e o sol se puser a dormir, ele descobrirá.


segunda-feira, março 17, 2003

Você tem que tentar

Tô com essa música na cabeça o dia todo. É muito boa...
Apareceu a primeira vez num dos discos de maior sucesso do Garth Brooks, o In Pieces. O quêeeeee?? Country Music, pequeno grande boca? Você, o metaleiro???

Sim, eu mesmo. Sou metaleiro mas sou do interiorrrrrrrrr. E ouvi e GOSTO de muita música sertaneja e de country. A sonoridade do Country me agrada bastante... e aquele sotaque texano é impagável.

Essa música fala de como a vida é vivida por alguns... aqueles que mesmo sem tentar, já desistem.
E tem um dos mais belos clipes que eu já vi. Alguns de vocês já devem ter visto... é o do rapaz com síndrome de down que disputa uma corrida... caí, se machuca, mas continua correndo: e é um grande vencedor.

Então toma lá:

Standing Outside the Fire
Garth Brooks

We call them cool
Those hearts that have no scars to show
The ones that never do let go
And risk the tables being turned

We call them fools
Who have to dance within the flame
Who chance the sorrow and the shame
That always comes with getting burned

But you've got to be tough when consumed by desire
'Cause it's not enough just to stand outside the fire

We call them strong
Those who can face this world alone
Who seem to get by on their own
Those who will never take the fall

We call them weak
Who are unable to resist
The slightest chance love might exist
And for that forsake it all

They're so hell-bent on giving ,walking a wire
Convinced it's not living if you stand outside the fire

Standing outside the fire
Standing outside the fire
Life is not tried, it is merely survived
If you're standing outside the fire

There's this love that is burning
Deep in my soul
Constantly yearning to get out of control
Wanting to fly higher and higher
I can't abide
Standing outside the fire

Standing outside the fire
Standing outside the fire
Life is not tried, it is merely survived
If you're standing outside the fire

Standing outside the fire
Standing outside the fire
Life is not tried, it is merely survived
If you're standing outside the fire


Kidults

Agora que cresci decidi fazer molecagens.
A balada começou na sexta, nos bares de perto de casa e continuou na indefectível Vila Madalena. 6 e pouco da manhã estava de volta e completamente transtornado.
Às 9 sou acordado para ir pra terrinha... lá almoço, troco uma idéia com a minha mãe, corto o cabelo (ficou legal... eheheheh) e logo já vou pras distantes terras de Saint Charles, aonde encontro praticamente toda a minha turma, para celebrarmos a formatura de mais um dos nossos.

Churrasco e cerveja até dez da noite, quando é hora de banho, roupa bonita e balada. Tudo regado a uísque, vinho e maaaaaaaaaais cerveja. Resumo da ópera: não sei que horas saí da festa. Só sei que dormi na casa da ilustríssima Princesa M, que me acolheu como uma boa melhor amiga faz quando ela e seu amigo estão completamente retardados.

Valeu a pena, foi divertido e hoje eu estou com uma cara de ressaca tão grande que até o pessoal aqui do trampo percebeu. Preciso dormiiiiiiiiir!!!!

A única coisa ruim do fds foi a derrota para o curíntia ontem. Mas tem nada não. É só um gol e nós retomamos na semana que vem.
A esperança é a última que morre e de virada é mais gostoso.


sexta-feira, março 14, 2003

Remember the kings

Meu problema é que me importo. Ou melhor dizendo, me importava. Hoje estou simplesmente seguindo com a minha vida, fazendo meu trabalho, pagando minhas contas e tentando me divertir um pouco no caminho.
Mas antes, em outros tempos, deixei de fazer muita coisa na vida por pensar sempre nos outros, colocá-los sempre à frente quando estava tomando alguma decisão.
Dediquei muito de meu tempo a fatos e situações que não visavam o meu bem pessoal, mas sim uma melhoria da situação de um grupo maior ou de uma comunidade.

Claro, meus interesses estavam ali também. Não seria hipócrita a ponto de dizer que não achava que com o que eu estava fazendo não iria me dar bem. É evidente que a maioria das minhas ações tinham um foco muito objetivo: arrumar mulher. Tudo bem, eu sou bomzinho, tranqüilo, mas sou uma pessoa como qualquer outra, com desejos e anseios.

Mas, voltando ao assunto principal, muitas vezes eu coloquei o outro antes de mim. Foi assim quando eu tinha apenas 14 anos e decidi que seria presidente do Centro Cívico do colégio. Era como chamavam o Grêmio Estudantil na minha escola. E não houve quem tirasse a idéia da minha cabeça. E não havia ninguém que pudesse me impedir de alcançar o meu objetivo.

Fiz muita coisa no período em que estive na presidência. Certamente a maior parte das pessoas que conviveram comigo naquela época nem se lembra. Mas eu sei o que fiz, como fiz e o que sofri para que todos pudessem aproveitar as festas, os jogos interclasses ,os campos remarcados, as amarelinhas repintadas etc.

Depois de um tempo, já na universidade, passei a acreditar que realmente podia mudar algo fazendo a minha parte ali, no meu pequeno espaço. E assim me integrei a um grupo espetacular de pessoas e me tornei membro da diretoria do Centro Acadêmico.

Foi, como eu disse alguns posts atrás no meu discurso de formatura, uma época mágica, uma era de ouro. Que acabou melancolicamente, mas que valeu muito à pena quando é pensada agora. Aí surgiu outro desafio: fundar a Atlética.

Reunido com outro grupo espetacular, conseguimos montar literalmente do nada uma entidade e levá-la para um grande torneio universitário. Nos Jogos Universitários de Comunicação e Artes (JUCA) do ano passado, acho que passei alguns dos dias mais estressantes da minha vida. Fiquei varado quase três noites. Até natação eu disputei para que a PUC não tomasse nenhum W.O.

Mas valeu a pena. Mesmo que esse ano a galera que ficou por lá não consiga repetir o mesmo desempenho, o evento todo foi único. Aprendi pra caramba com tudo que vi, senti e vivi.

Estou escrevendo tudo isso por dois motivos. O primeiro é a motivação por um post que vi lá no Henrique, onde ele fala um pouco sobre isso, de ser considerado tonto por se importar com um bem maior.

O segundo motivo é que agora estou vivendo um momento em que não tenho muito pra me importar do que comigo mesmo. Preocupo-me ainda (e bastante) com meu irmãozinho. Ligo todo dia para saber como meu avô doente está, pergunto pra minha mãe se tudo tá legal em casa e se posso ajudá-la de alguma maneira... mas efetivamente, o que eu preciso pensar é se continuarei com meu emprego e se a grana vai dar pra pagar o aluguel no final do mês. E só.

Isso traz uma certa liberdade de pensamento e de movimento. Aquela coisa do “é problema meu e só meu”. Mas tô me sentindo em certa parte vazio, um pouco sem propósito. Me falta uma bandeira para lutar. Mas não é só isso que me incomoda. Será que se tivesse uma bandeira, eu a levantaria e seguiria na frente do exército como no passado?


O blóguiu tá dando pau, lá, lá, lá...

eu ODEIO quando isso acontece...
lá, lá, lá...

mas ando zen e não me importando com nada
lá, lá, lá...

quinta-feira, março 13, 2003

Hidden Dragons
Dois dias atrás, um amigo entrou pela sala e entre papos sobre amenidades, me disse que havia visto um fantasma pelas redondezas de nossa casa. Eu que pensava que aquele fantasma estava morto e enterrado, me deparei com aquela idéia maldita me assombrando novamente.

Num esforço hercúleo, expulsei o demônio de minha mente. Agarrei-me em tudo que podia, no que existia e não existia. Mas consegui escapar. E, o melhor, sem me deixar levar pela tentação que aquele espírito teimava em me trazer.