"Entre os grandes, és o primeiro"
Bom, aí o que aconteceu? O Tricolor ganhou de 5 a 1 do Gama. Resultado não mais do que o esperado, diante do que jogaram as equipes na partida de ida. Mas quem vê o placar não imagina que o jogo acabou o primeiro tempo com a equipe brasiliense na frente do placar e que o tricolor só conseguiu empatar e virar com um certo sacrifício e com Ricardinho cobrando um escanteio sensacional e o matador Luis Fabiano chegando junto forte de cabeça pra abrir o placar.
Mas isso não foi o que mais chamou a atenção no jogo, mas sim o que aconteceu depois. Os jogadores, liderados pelo capitão Rogério Ceni deram apoio total e irrestrito a Oswaldo de Oliveira – fato não muito comum de ser visto no meio futebolístico.
Em um exemplo de profissionalismo, amizade e respeito, os jogadores reuniram-se em volta de seu comandante e deram a ele o voto de confiança necessário para continuar a exercer (e bem) o seu trabalho.
Ao mesmo tempo, eles calaram a boca das partes dissonantes da diretoria, que não tem como ir contra um grupo de 22 jogadores. O fato, mais que tudo, serve para mostrar que os verdadeiros donos do espetáculo, quem efetivamente dá o show, têm muito mais poder do que eles próprios imaginam.
Revolução, meu povo! Camaradas, às armas, que nossa luta e justa e portanto não poderemos perder.
Sentimentos movidos por um ideal. É deus no céu e nóis na fita!
Tricolor no coração.
(e pau no cu das galinhas pretas)
sexta-feira, abril 04, 2003
Into the void
I've been here before
This place where the sun doesn't shine
where the kids doesn't smile
Where the eagles dare to land
Here, where everybody has her face
Yes, I've been here before
Where every room is made of mirrors
where the light can't brake through
Where I'm lost
Where I'm all alone
I've been here before
This place where the sun doesn't shine
where the kids doesn't smile
Where the eagles dare to land
Here, where everybody has her face
Yes, I've been here before
Where every room is made of mirrors
where the light can't brake through
Where I'm lost
Where I'm all alone
quinta-feira, abril 03, 2003
Tá no ar!!!
sim, o It's all about Insanity orgulhosamente convida a todos para conhecer o seu novo filhote: a Legião do Mal.
Sim, um blog inteiramente dedicado aos quadrinhos e artes adjacentes, como televisão e cinema. :-)
Vão lá ver que o menino tá ficando bonito!
sim, o It's all about Insanity orgulhosamente convida a todos para conhecer o seu novo filhote: a Legião do Mal.
Sim, um blog inteiramente dedicado aos quadrinhos e artes adjacentes, como televisão e cinema. :-)
Vão lá ver que o menino tá ficando bonito!
Lost in the realm of dreams
Os sonhos da infância encontraram seu fim. Não há mais o riso fácil, o desejo solto e a alegria simples. Uma pedra foi colocada no caminho, encerrando o assunto de uma maneira que parece ser definitiva. Não há mais o brilho nos olhos e o coração sobressaltado. O castelo de cartas se desfez.
Aquele amor, que parecia eterno, murchou. Ela vive outra vida, outra realidade. Cresceu, se modernizou. Tornou-se plena, senhora de sua vida. Não há mais espaço para divagações chorosas adolescentes. A hora é de ser adulta.
Enquanto isso, ele se perde no labirinto intrincado de sua mente perturbada. Acaba percebendo, no meio da tormenta, que baseou toda sua vida em devaneios sem nenhuma âncora em fatos concretos. O momento é de decisão. Ficará ele a combater moinhos de vento ou partirá em busca do totalmente novo?
Os sonhos da infância encontraram seu fim. Não há mais o riso fácil, o desejo solto e a alegria simples. Uma pedra foi colocada no caminho, encerrando o assunto de uma maneira que parece ser definitiva. Não há mais o brilho nos olhos e o coração sobressaltado. O castelo de cartas se desfez.
Aquele amor, que parecia eterno, murchou. Ela vive outra vida, outra realidade. Cresceu, se modernizou. Tornou-se plena, senhora de sua vida. Não há mais espaço para divagações chorosas adolescentes. A hora é de ser adulta.
Enquanto isso, ele se perde no labirinto intrincado de sua mente perturbada. Acaba percebendo, no meio da tormenta, que baseou toda sua vida em devaneios sem nenhuma âncora em fatos concretos. O momento é de decisão. Ficará ele a combater moinhos de vento ou partirá em busca do totalmente novo?
Quem é o figura?
Atendendo aos inúmeros pedidos, revelo a vocês quem é o Cury.
Bom, começo dizendo que ele é meu amigo há aproximadamente 8 anos. Sim, nos conhecemos desde os tempos da terrinha. Atualmente ele é uma das três pessoas com as quais divido um apartamento na região central de São Paulo. E, o cara com o qual divido o meu quarto. Notem que eu digo aqui DIVIDO, que signfica uma metade para cada, seperação. Que é bem diferente de compartilhar, coisa que definitivamente nós NÃO fazemos.
Como eu e outros frequentadores deste espaço (Marcel e Vitti, especificamente), ele é fã de quadrinhos. Porém, o menino está um passo além nessa loucura da qual compartilhamos. Ele é o que eu costumo chamar de fã xiita. Hardcore mesmo, sabe?
Mas isso não é, necessariamente, algo ruim. O Cury é hoje, muito provavelmente, um dos caras que mais entende do DC Comics Universe deste lado do Equador. No Brasil, digo sem medo de errar que ninguém manja mais do DCU do que ele. Um dia isso ainda vai render frutos outros que não comentários "espertos" aqui no blog. O cara é bem inteligente e escreve até que bem, como vcs já puderam perceber.
Então, se alguém quiser saber qquer coisa sobre quadrinhos de super-heróis (sem contar as bobagens da Image Comics), pode perguntar que o homem vai saber responder. Se for do Flash então, aí nem tem graça.
É isso!
Atendendo aos inúmeros pedidos, revelo a vocês quem é o Cury.
Bom, começo dizendo que ele é meu amigo há aproximadamente 8 anos. Sim, nos conhecemos desde os tempos da terrinha. Atualmente ele é uma das três pessoas com as quais divido um apartamento na região central de São Paulo. E, o cara com o qual divido o meu quarto. Notem que eu digo aqui DIVIDO, que signfica uma metade para cada, seperação. Que é bem diferente de compartilhar, coisa que definitivamente nós NÃO fazemos.
Como eu e outros frequentadores deste espaço (Marcel e Vitti, especificamente), ele é fã de quadrinhos. Porém, o menino está um passo além nessa loucura da qual compartilhamos. Ele é o que eu costumo chamar de fã xiita. Hardcore mesmo, sabe?
Mas isso não é, necessariamente, algo ruim. O Cury é hoje, muito provavelmente, um dos caras que mais entende do DC Comics Universe deste lado do Equador. No Brasil, digo sem medo de errar que ninguém manja mais do DCU do que ele. Um dia isso ainda vai render frutos outros que não comentários "espertos" aqui no blog. O cara é bem inteligente e escreve até que bem, como vcs já puderam perceber.
Então, se alguém quiser saber qquer coisa sobre quadrinhos de super-heróis (sem contar as bobagens da Image Comics), pode perguntar que o homem vai saber responder. Se for do Flash então, aí nem tem graça.
É isso!
quarta-feira, abril 02, 2003
Há retorno?
Quantas vezes podemos tentar? Há algum erro impossível de ser remediado? Há feridas impossíveis de serem curadas? Nos ciclos infinitos da vida é possível retomar algo do instante em que tudo parecia estar perdido?
Tudo pode acontecer. A vida é absolutamente plena de possibilidades. As respostas estão onde menos se imagina. É preciso apenas paciência e calma, para alcançar o estado desejado.
Quantas vezes podemos tentar? Há algum erro impossível de ser remediado? Há feridas impossíveis de serem curadas? Nos ciclos infinitos da vida é possível retomar algo do instante em que tudo parecia estar perdido?
Tudo pode acontecer. A vida é absolutamente plena de possibilidades. As respostas estão onde menos se imagina. É preciso apenas paciência e calma, para alcançar o estado desejado.
terça-feira, abril 01, 2003
Entrevista do dia
É, hoje não será uma crítica mas sim uma entrevista. Peço desculpas desde já pois não sou um grande entrevistador. Pra ser sincero, acho que sou péssimo entrevistando. Mas são ossos do ofício e então vamos lá.
No início de 2001 segui para o Rio de Janeiro acompanhado por um grupo de grandes amigos para curtir o Rock in RIo III. Além de assistir aos shows, eu estava realizando um sonho, estava ali como jornalista para cobrir o evento (na raça, pois minha credencial foi cancelada uma semana antes da viagem), falar com uma porrada de gente que eu só via pela TV e ouvia pelos discos.
Foi um período mágico, sem precedentes na história da minha vida.
A entrevista abaixo foi feita por mim e pelo meu brother jornalista e músico Diego Rodrigues com Josh Homme, guitarrista e vocalista que começou sua carreira na década de 80 no Kyuss, uma banda não muito conhecida no Brasil, mas que possui fãs ardorosos em todo o mundo. Hoje ele é o principal expoente do Queens of the Stone Age, banda que foi considerada a melhor do ano 2000 pela a imprensa especializada. Seu penúltimo disco, Rated-R, foi um dos mais vendidos nos EUA em 2000. Ela foi feita em seu quarto de hotel, um dia antes da apresentação no Rock in Rio III. Leiam e aproveitem!
It's All About Insanity - Por que o Kyuss se separou? Foi algum tipo de conflito musical?
Josh Homme - Não houve nenhum tipo de conflito na banda. Nós nos conhecíamos desde que éramos crianças. Fazíamos aquilo só pela música. Mas as coisas começaram a crescer e, eu acho, que nenhum de nós queria isso. Mas na minha perspectiva, foi tudo muito positivo. Nós conseguimos muito mais do que imaginávamos que seria possível conseguir. Tocamos em vários países, gravamos quatro discos. Eu nunca achei que nos conseguiríamos fazer 1 disco!. (risos) Paramos enquanto estávamos bem. Decidimos preservar aquilo, que era lindo, ao invés de destruir. Eu acho que foi bom termos feito isso. Não queria ver aquilo afundar e se perder. Mas todos nos diziam para não fazermos isso porque nós ainda seríamos muito grandes. Eu respondia ‘vocês não entendem!’ Acho que nós estávamos cercados de idiotas.
IAAI - Deve ter sido difícil para vocês fazerem sucesso tão jovens. Sempre havia alguém falando algo, querendo algo de vocês, certo?
J. H - Era exatamente isso. Era muito difícil mas eu acredito que todos nós sabíamos o que estava acontecendo, tínhamos bastante consciência. Só foi ruim porque às vezes acabávamos afastando gente muito boa, pois éramos muito fechados. Mas para mim, a banda em que estou tocando não importa muito, pois eu continuo tocando dentro dos meus ideais. Mesmo agora, no Queens, se a banda acabasse agora, eu ficaria numa boa.
IAAI - De lá pra cá seu estilo de tocar mudou muito. Sua guitarra está mais econômica. Por que isso aconteceu?
J.H - Para começar, eu não queria fazer um “Kyuss parte II”. Porque para mim isso seria como se eu plagiasse a mim mesmo. E depois, você cresce, se desenvolve e acaba mudando. No Kyuss nós, deliberadamente, fazíamos um som meio ‘tosco’. Não queríamos soar bem. E agora, depois de quase nove anos fazendo aquele tipo de som, que era quase que uma ‘jam session’ o tempo todo, fiquei de saco cheio. Não quero mais fazer ‘jams’, quero ouvir canções de verdade. É claro que eu ainda faço ‘jams’, mas não é mais a mesma coisa.
IAAI - Como é a experiência de tocar no Brasil?
IAAI - O público daqui parece ser muito receptivo. Do meu modo de ver, os brasileiros são o tipo de pessoas que largam o que estão fazendo e saem pulando quando ouvem uma música legal. Eu sempre quis vir para cá. Da primeira vez que fomos para a Europa com o Kyuss queríamos ter vindo para cá, mas nos disseram que era muito caro e difícil.
FE - Você tocava com o Screeming Trees. O que você trouxe deles para o QOTSA?
IAAI - Para mim, tocar com o Screeming Trees, foi como um treino para tocar com o Queens. Quando eles me convidaram eu estava escrevendo muita coisa, mas não estava mostrando para ninguém. E era tudo muito econômico e no Trees eu tocava a base, não tinha que ficar fazendo solos nem nada assim. Isso me agradou muito, pois era algo simples, como as minhas coisas na época.
J.H - Você tem uma clara preferência por sons mais simples. O que você pensa de guitarristas que tocam várias notas, como Malmsteen por exemplo? O que você pensa desse tipo de música?
IAAI - Eu, pessoalmente, prefiro quando você pode perceber o que está acontecendo, quando pode-se cantar junto. É claro que há momentos em que se faz uma levada mais rápida, mas quando eu vejo quinze notas passarem num piscar de olhos, eu paro e pergunto: ‘O que você acabou de tocar?’ Não dá para saber, você nem percebe. Prefiro uma nota a quinze.
J.H - Quais são seus guitarristas favoritos de todos os tempos?
IAAI - São os que considero mais ‘fáceis’, como Jimi Hendrix, que tinha uma levada muito fácil. Me agrada muito também um cara com quem eu trabalhei no “Desert Sessions”, chamado Mario Lalli. Ele é guitarrista de uma banda chamada Jetson. Seu estilo é muito estranho. É pesado, mas ao mesmo tempo jazz e rock. É bastante inovador e característico. Quando eu ouço algo, mesmo sem ver a imagem, já percebo que é ele. Para mim isso é algo importante. Quando alguém ouve a minha música, ele consegue me identificar? Eu busco isso e respeito quem consegue. Jimmy Page é um exemplo disso.
IAAI - Fale um pouco mais sobre o “Desert Sessions”
J.H - Basicamente, foi uma experiência musical. Colocar as pessoas juntas, a maioria que não se conhece, trocar de instrumentos, fazer um som... enfim, deixar a coisa rolar. Levar todos para fora daquele ritmo alucinante da cidade (as gravações são feitas no meio do deserto, por isso o nome “Desert Sessions”), para fazê-las lembrar do por quê fazem música. Eu estive sempre esperando alguém me convidar para fazer algo assim. Como isso não aconteceu, acabei fazendo isso eu mesmo.
IAAI - Falando agora sobre o “Rated-R”, ele é um disco que soa um tanto quanto vintage, uma sonoridade bastante analógica. Que tipo de equipamento foi usado na gravação?
J.H - Ele foi gravado em dois gravadores de analógicos de 16 pistas, com fitas de duas polegadas. Eu não o vejo como algo ‘retro’. É que eu simplesmente não consigo usar nada digital na minha música! (risos) Eu até usaria se estivesse fazendo techno ou Rap, ou algo assim. Mas o meu negócio é Rock n’ Roll! Eu tenho que star ali, ouvindo as coisas. Além disso, todos os meus discos favoritos foram feitos dessa maneira. Não é porque todo mundo está usando equipamentos digitais que eu também tenho que usar.
IAAI - Todo mundo anda endeusando o QOTSA, dizendo que vocês são “a banda do novo milênio”, o “novo Nirvana”. O que você pensa disso? Isso aumenta a responsabilidade para o próximo disco?
J.H - Bom, mesmo continuando a turnê, nós vamos começar a fazer a pré-produção do novo disco no próximo mês. Mesmo que todos esperem uma certa responsabilidade, eu não tenho nenhuma comigo mesmo (risos). Eu não estou aqui para salvar ninguém. Não sou o “novo Nirvana”. Eu acho que as pessoas têm uma necessidade de colocar um rótulo em tudo. Eu nunca me preocupei com isso e seria uma vergonha se eu começasse a me preocupar agora.. Eu acho que devo continuar a fazer tudo que sempre fiz, e parte disso e dizer: “Foda-se!”. Não há pressão se você faz o que gosta, se escreve suas músicas e toca as melhores. O único problema em tudo isso é que alguém pode ler algo em que está escrito que o nosso disco é o “novo Nevermind” e começar a pensar “Esses caras se acham o Nirvana, danem-se eles!”, mas sem nunca ter ouvido o disco. Mas espere um pouco. Eu nunca disse isso, foi o carinha ali que falou (risos).
IAAI - Você possui algum método de composição? Você pensa primeiro em uma coisa, depois em outra? Como é?
J.H - Não tenho nenhum tipo de hábito no que diz respeito à composição, e me esforço para nunca ter. Não quero sempre andar num mesma direção. Prefiro rodar por aí e esperar as coisas “trombarem” comigo. Às vezes é a melodia, às vezes uma base de guitarra. E qualquer coisa pode servir de inspiração.
É, hoje não será uma crítica mas sim uma entrevista. Peço desculpas desde já pois não sou um grande entrevistador. Pra ser sincero, acho que sou péssimo entrevistando. Mas são ossos do ofício e então vamos lá.
No início de 2001 segui para o Rio de Janeiro acompanhado por um grupo de grandes amigos para curtir o Rock in RIo III. Além de assistir aos shows, eu estava realizando um sonho, estava ali como jornalista para cobrir o evento (na raça, pois minha credencial foi cancelada uma semana antes da viagem), falar com uma porrada de gente que eu só via pela TV e ouvia pelos discos.
Foi um período mágico, sem precedentes na história da minha vida.
A entrevista abaixo foi feita por mim e pelo meu brother jornalista e músico Diego Rodrigues com Josh Homme, guitarrista e vocalista que começou sua carreira na década de 80 no Kyuss, uma banda não muito conhecida no Brasil, mas que possui fãs ardorosos em todo o mundo. Hoje ele é o principal expoente do Queens of the Stone Age, banda que foi considerada a melhor do ano 2000 pela a imprensa especializada. Seu penúltimo disco, Rated-R, foi um dos mais vendidos nos EUA em 2000. Ela foi feita em seu quarto de hotel, um dia antes da apresentação no Rock in Rio III. Leiam e aproveitem!
It's All About Insanity - Por que o Kyuss se separou? Foi algum tipo de conflito musical?
Josh Homme - Não houve nenhum tipo de conflito na banda. Nós nos conhecíamos desde que éramos crianças. Fazíamos aquilo só pela música. Mas as coisas começaram a crescer e, eu acho, que nenhum de nós queria isso. Mas na minha perspectiva, foi tudo muito positivo. Nós conseguimos muito mais do que imaginávamos que seria possível conseguir. Tocamos em vários países, gravamos quatro discos. Eu nunca achei que nos conseguiríamos fazer 1 disco!. (risos) Paramos enquanto estávamos bem. Decidimos preservar aquilo, que era lindo, ao invés de destruir. Eu acho que foi bom termos feito isso. Não queria ver aquilo afundar e se perder. Mas todos nos diziam para não fazermos isso porque nós ainda seríamos muito grandes. Eu respondia ‘vocês não entendem!’ Acho que nós estávamos cercados de idiotas.
IAAI - Deve ter sido difícil para vocês fazerem sucesso tão jovens. Sempre havia alguém falando algo, querendo algo de vocês, certo?
J. H - Era exatamente isso. Era muito difícil mas eu acredito que todos nós sabíamos o que estava acontecendo, tínhamos bastante consciência. Só foi ruim porque às vezes acabávamos afastando gente muito boa, pois éramos muito fechados. Mas para mim, a banda em que estou tocando não importa muito, pois eu continuo tocando dentro dos meus ideais. Mesmo agora, no Queens, se a banda acabasse agora, eu ficaria numa boa.
IAAI - De lá pra cá seu estilo de tocar mudou muito. Sua guitarra está mais econômica. Por que isso aconteceu?
J.H - Para começar, eu não queria fazer um “Kyuss parte II”. Porque para mim isso seria como se eu plagiasse a mim mesmo. E depois, você cresce, se desenvolve e acaba mudando. No Kyuss nós, deliberadamente, fazíamos um som meio ‘tosco’. Não queríamos soar bem. E agora, depois de quase nove anos fazendo aquele tipo de som, que era quase que uma ‘jam session’ o tempo todo, fiquei de saco cheio. Não quero mais fazer ‘jams’, quero ouvir canções de verdade. É claro que eu ainda faço ‘jams’, mas não é mais a mesma coisa.
IAAI - Como é a experiência de tocar no Brasil?
IAAI - O público daqui parece ser muito receptivo. Do meu modo de ver, os brasileiros são o tipo de pessoas que largam o que estão fazendo e saem pulando quando ouvem uma música legal. Eu sempre quis vir para cá. Da primeira vez que fomos para a Europa com o Kyuss queríamos ter vindo para cá, mas nos disseram que era muito caro e difícil.
FE - Você tocava com o Screeming Trees. O que você trouxe deles para o QOTSA?
IAAI - Para mim, tocar com o Screeming Trees, foi como um treino para tocar com o Queens. Quando eles me convidaram eu estava escrevendo muita coisa, mas não estava mostrando para ninguém. E era tudo muito econômico e no Trees eu tocava a base, não tinha que ficar fazendo solos nem nada assim. Isso me agradou muito, pois era algo simples, como as minhas coisas na época.
J.H - Você tem uma clara preferência por sons mais simples. O que você pensa de guitarristas que tocam várias notas, como Malmsteen por exemplo? O que você pensa desse tipo de música?
IAAI - Eu, pessoalmente, prefiro quando você pode perceber o que está acontecendo, quando pode-se cantar junto. É claro que há momentos em que se faz uma levada mais rápida, mas quando eu vejo quinze notas passarem num piscar de olhos, eu paro e pergunto: ‘O que você acabou de tocar?’ Não dá para saber, você nem percebe. Prefiro uma nota a quinze.
J.H - Quais são seus guitarristas favoritos de todos os tempos?
IAAI - São os que considero mais ‘fáceis’, como Jimi Hendrix, que tinha uma levada muito fácil. Me agrada muito também um cara com quem eu trabalhei no “Desert Sessions”, chamado Mario Lalli. Ele é guitarrista de uma banda chamada Jetson. Seu estilo é muito estranho. É pesado, mas ao mesmo tempo jazz e rock. É bastante inovador e característico. Quando eu ouço algo, mesmo sem ver a imagem, já percebo que é ele. Para mim isso é algo importante. Quando alguém ouve a minha música, ele consegue me identificar? Eu busco isso e respeito quem consegue. Jimmy Page é um exemplo disso.
IAAI - Fale um pouco mais sobre o “Desert Sessions”
J.H - Basicamente, foi uma experiência musical. Colocar as pessoas juntas, a maioria que não se conhece, trocar de instrumentos, fazer um som... enfim, deixar a coisa rolar. Levar todos para fora daquele ritmo alucinante da cidade (as gravações são feitas no meio do deserto, por isso o nome “Desert Sessions”), para fazê-las lembrar do por quê fazem música. Eu estive sempre esperando alguém me convidar para fazer algo assim. Como isso não aconteceu, acabei fazendo isso eu mesmo.
IAAI - Falando agora sobre o “Rated-R”, ele é um disco que soa um tanto quanto vintage, uma sonoridade bastante analógica. Que tipo de equipamento foi usado na gravação?
J.H - Ele foi gravado em dois gravadores de analógicos de 16 pistas, com fitas de duas polegadas. Eu não o vejo como algo ‘retro’. É que eu simplesmente não consigo usar nada digital na minha música! (risos) Eu até usaria se estivesse fazendo techno ou Rap, ou algo assim. Mas o meu negócio é Rock n’ Roll! Eu tenho que star ali, ouvindo as coisas. Além disso, todos os meus discos favoritos foram feitos dessa maneira. Não é porque todo mundo está usando equipamentos digitais que eu também tenho que usar.
IAAI - Todo mundo anda endeusando o QOTSA, dizendo que vocês são “a banda do novo milênio”, o “novo Nirvana”. O que você pensa disso? Isso aumenta a responsabilidade para o próximo disco?
J.H - Bom, mesmo continuando a turnê, nós vamos começar a fazer a pré-produção do novo disco no próximo mês. Mesmo que todos esperem uma certa responsabilidade, eu não tenho nenhuma comigo mesmo (risos). Eu não estou aqui para salvar ninguém. Não sou o “novo Nirvana”. Eu acho que as pessoas têm uma necessidade de colocar um rótulo em tudo. Eu nunca me preocupei com isso e seria uma vergonha se eu começasse a me preocupar agora.. Eu acho que devo continuar a fazer tudo que sempre fiz, e parte disso e dizer: “Foda-se!”. Não há pressão se você faz o que gosta, se escreve suas músicas e toca as melhores. O único problema em tudo isso é que alguém pode ler algo em que está escrito que o nosso disco é o “novo Nevermind” e começar a pensar “Esses caras se acham o Nirvana, danem-se eles!”, mas sem nunca ter ouvido o disco. Mas espere um pouco. Eu nunca disse isso, foi o carinha ali que falou (risos).
IAAI - Você possui algum método de composição? Você pensa primeiro em uma coisa, depois em outra? Como é?
J.H - Não tenho nenhum tipo de hábito no que diz respeito à composição, e me esforço para nunca ter. Não quero sempre andar num mesma direção. Prefiro rodar por aí e esperar as coisas “trombarem” comigo. Às vezes é a melodia, às vezes uma base de guitarra. E qualquer coisa pode servir de inspiração.
Crítica do Dia
King Diamond (Rock Brigade)
House of God
É pessoal, só uma palavra consegue definir este disco do nosso velho e bom amigo King Diamond: Porrada! Dentro de suas características, ele mostra que continua mandando muito bem. São álbuns como este que servem para calar a boca daqueles "modernos", que adoram dizer que o Metal está morto.
Glen Drover e Andy La Roque se revezam nos solos e ambos fazem um ótimo trabalho. Todas as músicas tem uma beleza épica, com muito peso sendo distribuído de forma extremamente harmônica e melódica. O baixo de David Harbour completa de forma precisa esse quadro. Conseguem exemplificar bem isso a faixa-título, além de "The Pact" e "Just a Shadow". Preste atenção também em "Upon the Cross", que inicia o CD - Mais sinistra impossível.
Se você é daqueles que já conhece o estilo, vá em frente sem medo. Se nunca ouviu nada nessa linha, aproveite que a hora é agora.
King Diamond (Rock Brigade)
House of God
É pessoal, só uma palavra consegue definir este disco do nosso velho e bom amigo King Diamond: Porrada! Dentro de suas características, ele mostra que continua mandando muito bem. São álbuns como este que servem para calar a boca daqueles "modernos", que adoram dizer que o Metal está morto.
Glen Drover e Andy La Roque se revezam nos solos e ambos fazem um ótimo trabalho. Todas as músicas tem uma beleza épica, com muito peso sendo distribuído de forma extremamente harmônica e melódica. O baixo de David Harbour completa de forma precisa esse quadro. Conseguem exemplificar bem isso a faixa-título, além de "The Pact" e "Just a Shadow". Preste atenção também em "Upon the Cross", que inicia o CD - Mais sinistra impossível.
Se você é daqueles que já conhece o estilo, vá em frente sem medo. Se nunca ouviu nada nessa linha, aproveite que a hora é agora.
segunda-feira, março 31, 2003
The king is back
Pois quando eu menos esperava o monstro voltou a rondar meu castelo. Dessa vez, deixou-se ver e fez um leve ataque. Mas, para minha surpresa, os consertos feitos em minha defesa foram mais do que suficientes. Meus arqueiros posicionaram-se muito bem e evitaram qualquer tentativa dele em escalar as minhas muradas.
O medo que invadia meu ser sempre que o monstro era avistado não se manifestou dessa vez. Sentei-me em meu trono e comandei minhas tropas com o rigor e a autoridade que elas esperavam de mim. Voltei ao meu local verdadeiro, de onde nunca deveria ter saído – e de onde me ausentei tempo demais.
Sim, sou novamente um rei pleno e completo. Meu reino curva-se diante do meu poder e de minha decisão. Apenas esperam que a atitude não se converta em maldade e soberba. Acredito que seus corações podem ficar tranqüilizados. A bondade vive aqui. Apenas a ingenuidade deixou este ser.
Pois quando eu menos esperava o monstro voltou a rondar meu castelo. Dessa vez, deixou-se ver e fez um leve ataque. Mas, para minha surpresa, os consertos feitos em minha defesa foram mais do que suficientes. Meus arqueiros posicionaram-se muito bem e evitaram qualquer tentativa dele em escalar as minhas muradas.
O medo que invadia meu ser sempre que o monstro era avistado não se manifestou dessa vez. Sentei-me em meu trono e comandei minhas tropas com o rigor e a autoridade que elas esperavam de mim. Voltei ao meu local verdadeiro, de onde nunca deveria ter saído – e de onde me ausentei tempo demais.
Sim, sou novamente um rei pleno e completo. Meu reino curva-se diante do meu poder e de minha decisão. Apenas esperam que a atitude não se converta em maldade e soberba. Acredito que seus corações podem ficar tranqüilizados. A bondade vive aqui. Apenas a ingenuidade deixou este ser.
domingo, março 30, 2003
Solaris
Assistam Solaris. Não achei que o George Clooney pudesse ser tão bom ator, nem que Soderbergh pudesse ser tão bom diretor.
Várias pessoas saíram do cinema antes da primeira meia hora. Não aguentaram o ritmo pesado e bem marcado do filme. É angustiante, mas belíssimo.
Ainda estou digerindo algumas idéias que ele passa, quando pensar melhor (se conseguir) escrevo mais sobre ele. Mas assistam, sério mesmo.
Assistam Solaris. Não achei que o George Clooney pudesse ser tão bom ator, nem que Soderbergh pudesse ser tão bom diretor.
Várias pessoas saíram do cinema antes da primeira meia hora. Não aguentaram o ritmo pesado e bem marcado do filme. É angustiante, mas belíssimo.
Ainda estou digerindo algumas idéias que ele passa, quando pensar melhor (se conseguir) escrevo mais sobre ele. Mas assistam, sério mesmo.
Perguntando ao vácuo
Sinto falta de alguém que se foi há tempos. Uma pessoa que as brumas da noite carregaram para o mar da saudade.
Ela partiu num barco construído com as lascas do meu coração e montado sobre as pedras que eu bobamente lhe atirei.
O passado não volta, mas será que existem outras chances para quem errou tanto?
Ainda há o que ser dito? O tempo passou, o futuro é agora e talvez não exista amanhã.
Que forças vão nos conduzir no momento em que nos decidirmos pelo caminho que mais nos apetecer?
Sinto falta de alguém que se foi há tempos. Uma pessoa que as brumas da noite carregaram para o mar da saudade.
Ela partiu num barco construído com as lascas do meu coração e montado sobre as pedras que eu bobamente lhe atirei.
O passado não volta, mas será que existem outras chances para quem errou tanto?
Ainda há o que ser dito? O tempo passou, o futuro é agora e talvez não exista amanhã.
Que forças vão nos conduzir no momento em que nos decidirmos pelo caminho que mais nos apetecer?
Limpezas e críticas
Estava eu fazendo aquela limpeza periódica na máquina, quando me deparei com alguns textos que escrevi na época em que trabalhava com música. São críticas de discos, algumas entrevistas... Decidi então que vou colocando essas coisas aqui aos poucos. Começo com algo que escrevi sobre o disco Mad Season do Matchbox Twenty. Confiram e comentem:
MATCHBOX TWENTY(Atlantic/WEA)
Mad Season
Depois do estrondoso sucesso ao lado de Carlos Santana, Rob Thomas tomou as rédeas de sua banda, o Matchbox Twenty, e lançou um álbum feito praticamente só por ele. Em Mad Season todas as canções são composições suas, apenas dividindo os créditos com o produtor do disco, Matt Serletic, em Bed of Lies e Last Beautiful Girl e com o batera Paul Doucette em Stop. Isso pode parecer pretensioso, mas o disco é gostoso de se escutar. É cheio daqueles músicas empolgantes e de baladas não tão melosas que com certeza vão tocar no rádio até cansar.
Os guitarristas Kyle Cook e Adam Gaynor fazem só básico, sem nenhum exagero. E ao fazer isso, eles dão uma identidade ao som do grupo, ou seja, ao ouvir qualquer coisa saída daqui, já se tem a certeza de que é deles de que se trata. E ainda tem Thomas mandando ver em um violão, como em Angry. Destacam-se as levadas legais da faixa que dá nome ao CD, Mad Session e de Black & White People. Para quem gosta desse tipo de Rock Pop, ou quer simplesmente ouvir um som cool, sem preocupação e "punhetagens intelectuais" é um prato cheio.
Estava eu fazendo aquela limpeza periódica na máquina, quando me deparei com alguns textos que escrevi na época em que trabalhava com música. São críticas de discos, algumas entrevistas... Decidi então que vou colocando essas coisas aqui aos poucos. Começo com algo que escrevi sobre o disco Mad Season do Matchbox Twenty. Confiram e comentem:
MATCHBOX TWENTY(Atlantic/WEA)
Mad Season
Depois do estrondoso sucesso ao lado de Carlos Santana, Rob Thomas tomou as rédeas de sua banda, o Matchbox Twenty, e lançou um álbum feito praticamente só por ele. Em Mad Season todas as canções são composições suas, apenas dividindo os créditos com o produtor do disco, Matt Serletic, em Bed of Lies e Last Beautiful Girl e com o batera Paul Doucette em Stop. Isso pode parecer pretensioso, mas o disco é gostoso de se escutar. É cheio daqueles músicas empolgantes e de baladas não tão melosas que com certeza vão tocar no rádio até cansar.
Os guitarristas Kyle Cook e Adam Gaynor fazem só básico, sem nenhum exagero. E ao fazer isso, eles dão uma identidade ao som do grupo, ou seja, ao ouvir qualquer coisa saída daqui, já se tem a certeza de que é deles de que se trata. E ainda tem Thomas mandando ver em um violão, como em Angry. Destacam-se as levadas legais da faixa que dá nome ao CD, Mad Session e de Black & White People. Para quem gosta desse tipo de Rock Pop, ou quer simplesmente ouvir um som cool, sem preocupação e "punhetagens intelectuais" é um prato cheio.
sexta-feira, março 28, 2003
More than words
Acredito que o pior pesadelo de um jornalista e pretenso escritor é ficar sem palavras. Tudo bem que em certos momentos elas são de fato inúteis. Mas não é dessas horas que estou falando, mas daquelas em que você quer dizer algo, até sabe o que gostaria e deveria dizer, mas as malditas não saem. Você fica perdido, as palavras enroscam e você acaba repedindo um monte de “bem...”, “enfim...”, “é...” etc.
Ridículo. Mas acontece. É pior é quando você sabe que o momento é de decisão, que é hora de dizer algo e, subitamente, é como se ar tivesse sido cortado e sua voz se perde num vácuo interno, um buraco negro entre sua voz e os ouvidos do interlocutor.
Ah, pára o mundo que eu quero descer!
;-P
Acredito que o pior pesadelo de um jornalista e pretenso escritor é ficar sem palavras. Tudo bem que em certos momentos elas são de fato inúteis. Mas não é dessas horas que estou falando, mas daquelas em que você quer dizer algo, até sabe o que gostaria e deveria dizer, mas as malditas não saem. Você fica perdido, as palavras enroscam e você acaba repedindo um monte de “bem...”, “enfim...”, “é...” etc.
Ridículo. Mas acontece. É pior é quando você sabe que o momento é de decisão, que é hora de dizer algo e, subitamente, é como se ar tivesse sido cortado e sua voz se perde num vácuo interno, um buraco negro entre sua voz e os ouvidos do interlocutor.
Ah, pára o mundo que eu quero descer!
;-P
quinta-feira, março 27, 2003
CREDO
Jack Kerouac, 1941
Remember above all things, Kid, that to write is not
Difficult, not painful, that it comes out of you
With ease, that you can whip up a little tale in no
time, that when you are sincere about it, that when
you want to impress a truth, it’s not difficult,
not painful, but easy, graceful, full of smooth
power, as if you were a writing machine with a store
of literature that is boundless, enormous, endless,
and rich. For it’s true; this is so. Do not forget
it in your gloomier moments. Make your stuff warm,
drive it home American-wise, don’t mind critics, don’t
mind the stuffy academic theses of scholars, they
don’t know what they’re talking about, they’re way
off the track, they’re cold; you’re warm, you’re
redhot, you can write all day, you know what you
know, like Halper; you remember that, Kid, and when
you feel as if you cannot write, as if it is no
use, as if life is no good, read this over and
realize that you can do a lot of good in this
world by turning out truths like these, by spreading
warmth, by trying to preach living for life’s sake,
not the intellectual way, but the warm way, the way
of love, the way which says: Brothers, I greet you
with open arms, I accept your frailties, I offer you
my frailties, let us gather and run the gamut of
rich human existence. Remember passion. Do not forget,
do not forsake, do not neglect. It is there, the
order and the purpose; there is chaos, but not in
you, not way down deep in your heart, no chaos,
only ease, grace, beauty, love greatness..... Kid,
you can whip up a little tale, a little truth, you can
mop up the floor with a little tale in no time; it is
a cinch, you are the flow of smooth thrumming power,
you are a writer, and you can turn out some mean
stuff, and you will turn out tons of it, because it
is you, and do not forget it, Kid, do not forget it;
please, please Kid, do not forget yourself; save
that, save that, preserve yourself; turn out those
mean little old tales by the dozens, it is easy,
it is grace, do it American-wise, drive it home,
sell truth, for it needs to be sold. Remember, Kid,
what I say to you tonight; never forget it, read
this over in your gloomier moments and never, never
forget.... never, never, never forget..... please,
please, Kid, please.....
(Valeu pela dica, Cury!!)
Jack Kerouac, 1941
Remember above all things, Kid, that to write is not
Difficult, not painful, that it comes out of you
With ease, that you can whip up a little tale in no
time, that when you are sincere about it, that when
you want to impress a truth, it’s not difficult,
not painful, but easy, graceful, full of smooth
power, as if you were a writing machine with a store
of literature that is boundless, enormous, endless,
and rich. For it’s true; this is so. Do not forget
it in your gloomier moments. Make your stuff warm,
drive it home American-wise, don’t mind critics, don’t
mind the stuffy academic theses of scholars, they
don’t know what they’re talking about, they’re way
off the track, they’re cold; you’re warm, you’re
redhot, you can write all day, you know what you
know, like Halper; you remember that, Kid, and when
you feel as if you cannot write, as if it is no
use, as if life is no good, read this over and
realize that you can do a lot of good in this
world by turning out truths like these, by spreading
warmth, by trying to preach living for life’s sake,
not the intellectual way, but the warm way, the way
of love, the way which says: Brothers, I greet you
with open arms, I accept your frailties, I offer you
my frailties, let us gather and run the gamut of
rich human existence. Remember passion. Do not forget,
do not forsake, do not neglect. It is there, the
order and the purpose; there is chaos, but not in
you, not way down deep in your heart, no chaos,
only ease, grace, beauty, love greatness..... Kid,
you can whip up a little tale, a little truth, you can
mop up the floor with a little tale in no time; it is
a cinch, you are the flow of smooth thrumming power,
you are a writer, and you can turn out some mean
stuff, and you will turn out tons of it, because it
is you, and do not forget it, Kid, do not forget it;
please, please Kid, do not forget yourself; save
that, save that, preserve yourself; turn out those
mean little old tales by the dozens, it is easy,
it is grace, do it American-wise, drive it home,
sell truth, for it needs to be sold. Remember, Kid,
what I say to you tonight; never forget it, read
this over in your gloomier moments and never, never
forget.... never, never, never forget..... please,
please, Kid, please.....
(Valeu pela dica, Cury!!)
terça-feira, março 25, 2003
Gone with the wind
Eu sabia... no fundo sempre soube...
Mas quis tentar. "Sonhar não custa nada", não é o que a música diz?
O choque foi médio, nada de muito forte. Mas também, o que eu esperava?
Ok, ok... não respondam. Todos sabemos o que eu esperava.
É obvio que tudo aquilo que sonhei não passou e - pelo menos no curto prazo - não passará nem perto da realidade
Conhecem a expressão "Muita areia pro meu caminhãozinho"? Pois é ela mesma que me vem à mente agora. E não sai de forma alguma.
Mas sabem o que é pior? Acho que ela é inocente. Não fazia idéia... ou se fazia, era polida o bastante para deixar minhas adagas vazarem seu coração sem atingi-la e sem me mandá-las de volta, mirando em minha cabeça.
É bom... assim aprendo a jogar na minha divisão, sem querer bater bola com os campeões na copa do mundo.
O momento é de ser sincero. Comigo mesmo. Estou me lamuriando por algo que não saiu de dentro da minha mente e que rendeu alguns poucos textos, que até dizem coisas bonitas, mas nos quais falta a paixão causada pela realidade.
Assim não dá, né?
Então é isso. A vida já está (como sempre - ainda bem!!!) abrindo novas frentes, que parecem bastante promissoras.
Deixa estar...
Eu sabia... no fundo sempre soube...
Mas quis tentar. "Sonhar não custa nada", não é o que a música diz?
O choque foi médio, nada de muito forte. Mas também, o que eu esperava?
Ok, ok... não respondam. Todos sabemos o que eu esperava.
É obvio que tudo aquilo que sonhei não passou e - pelo menos no curto prazo - não passará nem perto da realidade
Conhecem a expressão "Muita areia pro meu caminhãozinho"? Pois é ela mesma que me vem à mente agora. E não sai de forma alguma.
Mas sabem o que é pior? Acho que ela é inocente. Não fazia idéia... ou se fazia, era polida o bastante para deixar minhas adagas vazarem seu coração sem atingi-la e sem me mandá-las de volta, mirando em minha cabeça.
É bom... assim aprendo a jogar na minha divisão, sem querer bater bola com os campeões na copa do mundo.
O momento é de ser sincero. Comigo mesmo. Estou me lamuriando por algo que não saiu de dentro da minha mente e que rendeu alguns poucos textos, que até dizem coisas bonitas, mas nos quais falta a paixão causada pela realidade.
Assim não dá, né?
Então é isso. A vida já está (como sempre - ainda bem!!!) abrindo novas frentes, que parecem bastante promissoras.
Deixa estar...
Dream Team
Já perceberam como tem gente que simplesmente não suporta a competição? E pior do que isso, querem ver competição em tudo?
Isso é algo complicado de se lidar. Especialmente se isso ocorrer em um relacionamento dito amoroso. Entre irmãos é natural, até mesmo entre amigos. Mas quando a sua relação com a pessoa é outra...
Aí os sentimentos se misturam, fumaça e névoa fazem com que você se perca numa nuvem indiscriminada de sensações turvas. Caminhar junto com alguém não é algo fácil. Mesmo no trabalho, a equipe ideal é aquela que consegue aproveitar o que cada um sabe fazer de melhor. Assim deveria ser também no resto.
Mas quem disse que a vida era perfeita?
Já perceberam como tem gente que simplesmente não suporta a competição? E pior do que isso, querem ver competição em tudo?
Isso é algo complicado de se lidar. Especialmente se isso ocorrer em um relacionamento dito amoroso. Entre irmãos é natural, até mesmo entre amigos. Mas quando a sua relação com a pessoa é outra...
Aí os sentimentos se misturam, fumaça e névoa fazem com que você se perca numa nuvem indiscriminada de sensações turvas. Caminhar junto com alguém não é algo fácil. Mesmo no trabalho, a equipe ideal é aquela que consegue aproveitar o que cada um sabe fazer de melhor. Assim deveria ser também no resto.
Mas quem disse que a vida era perfeita?
segunda-feira, março 24, 2003
A Vida de João
Cap 2 - Anjos e Demônios
Atravessando por debaixo daquele gigante de concreto e aço, João nem tentava se desviar da sujeira. Ela estava tão impregnada nele que não valia a pena. Caminhando lentamente, ele avançou rumo a um local em que a imundice era muito maior aonde não se podia ver - dentro dos corações e mentes dos transeuntes. Ali era a Boca. A zona do meretrício. Portas coladas umas às outras revelavam luzes vermelhas falhas e mulheres de pouca roupa, muitas delas.
A sujeira estava em algumas delas, mas não na maioria. Mas estava sim na maior parte dos freqüentadores e na totalidade dos donos dos estabelecimentos. João observava tudo aquilo impassível e ninguém notava a sua presença.
Nos muitos anos de rua, ele já viu todo tipo de puta. Daquelas garotinhas enganadas do interior, às meninas de faculdade que estavam “na vida” para pagar a mensalidade, até mesmo àquelas que faziam por e com gosto o seu ofício.
Mas nada lhe cortava mais o coração do que ver uma garota se acabar por míseros trocados, tentando garantir cada dia o leite dos pequenos em casa e depois um desses arremedos de homem tomar-lhe tudo, sem o mínimo de consideração. Uma vez, num tempo em que a rua ainda não havia lhe calejado tanto, João tentou defender uma garota das garras do gavião sem alma.
Acabou com um talho na testa e uma cicatriz que dura até hoje. Feitos pela própria garota, morta de medo do cafetão. Ali ele viu que na noite não há lugar para heróis. E que a linha que separa os demônios dos anjos é muito mais tênue do que ele conseguia definir.
Cap 2 - Anjos e Demônios
Atravessando por debaixo daquele gigante de concreto e aço, João nem tentava se desviar da sujeira. Ela estava tão impregnada nele que não valia a pena. Caminhando lentamente, ele avançou rumo a um local em que a imundice era muito maior aonde não se podia ver - dentro dos corações e mentes dos transeuntes. Ali era a Boca. A zona do meretrício. Portas coladas umas às outras revelavam luzes vermelhas falhas e mulheres de pouca roupa, muitas delas.
A sujeira estava em algumas delas, mas não na maioria. Mas estava sim na maior parte dos freqüentadores e na totalidade dos donos dos estabelecimentos. João observava tudo aquilo impassível e ninguém notava a sua presença.
Nos muitos anos de rua, ele já viu todo tipo de puta. Daquelas garotinhas enganadas do interior, às meninas de faculdade que estavam “na vida” para pagar a mensalidade, até mesmo àquelas que faziam por e com gosto o seu ofício.
Mas nada lhe cortava mais o coração do que ver uma garota se acabar por míseros trocados, tentando garantir cada dia o leite dos pequenos em casa e depois um desses arremedos de homem tomar-lhe tudo, sem o mínimo de consideração. Uma vez, num tempo em que a rua ainda não havia lhe calejado tanto, João tentou defender uma garota das garras do gavião sem alma.
Acabou com um talho na testa e uma cicatriz que dura até hoje. Feitos pela própria garota, morta de medo do cafetão. Ali ele viu que na noite não há lugar para heróis. E que a linha que separa os demônios dos anjos é muito mais tênue do que ele conseguia definir.
Perguntas e Respostas
Não costumo fazer copy/paste por aqui, mas achei muito pertinente em função das últimas discussões aqui nos comentários do blog.
É extremamente didático.
da Caros Amigos
35 PERGUNTAS E 34 RESPOSTAS SOBRE A GUERRA CONTRA O IRAQUE.
por Cláudio Júlio Tognolli
1. Qual a porcentagem da população dos EUA na população mundial?
Resposta: 6%.
2. Qual a porcentagem do poder econômico dos EUA na riqueza mundial?
Resposta: 50%.
3. Qual país tem as maiores reservas de petróleo do mundo?
Resposta: A Arábia Saudita.
4. Qual país tem as segundas maiores reservas de petróleo do mundo?
Resposta: O Iraque.
5. Quanto somam os gastos militares por ano, em todo mundo?
Resposta: Aproximadamente US$ 900 bilhões.
6. Quanto gasta o Governo dos Estados Unidos, dentro desse total?
Resposta: 390 bilhões de dólares, aprovados pelo Congresso Nacional.
7. Quantas pessoas foram mortas nas guerras realizadas desde a 2ª Guerra Mundial até agora?
Resposta: 86 milhões de pessoas.
8. Quando apareceram armas químicas no Iraque na década de 80, durante a guerra contra o Irã e depois em 1991, essas armas foram desenvolvidas pelos Iraquianos?
Resposta: Não; as fábricas e a tecnologia foram montadas e fornecidos pelo governo dos EUA, em associação com a Grã-Bretanha e empresas particulares daqueles países.
9. O governo dos EUA condenou o uso de gás pelo Iraque na guerra contra o Irã, na década de 80?
Resposta: Não.
10. Quantas pessoas o Governo Saddam Hussein matou usando gás contra a cidade curda e Halabja em 1988, localizada no norte do Iraque?
Resposta: 5 mil pessoas, todos civis.
11. Quantos governos de países do Ocidente condenaram essa ação?
Resposta: Nenhum!!
12. Existem provas de ligação entre o Iraque e o ataque de 11de setembro?
Resposta: Nenhuma.
13. Qual foi o número estimado de mortes de pessoas civis na 1ª Guerra do Golfo em 1991?
Resposta: 35 mil.
14. Quantas baixas o exército iraquiano infligiu às tropas ocidentais durante a 1ª Guerra do Golfo?
Resposta: Insignificantes.
15. Quantos soldados iraquianos em retirada foram enterrados vivos pelos tanques dos EUA equipados com lâminas de terraplanagem?
Resposta: 6 mil soldados.
16. Quantas toneladas de urânio enriquecido foram utilizados na munição na 1ª Guerra do Golfo, m 1991?
Resposta: 40 toneladas.
17. Qual foi, segundo a ONU, o aumento dos casos de câncer no Iraque
entre 1991 e 1994?
Resposta: 700%.
18. O Exército dos EUA destruiu que porcentagem da capacidade militar do Iraque, na guerra de 1991?
Resposta: 80% das forças armadas iraquianas.
19. O Iraque representou uma ameaça à paz mundial nos últimos dez anos ou a soberania de algum país?
Resposta: Não.
20. Quantas mortes de civis o Pentágono prevê no caso de um ataque em 2003?
Resposta: 10 mil. Mas o responsável pela comissão de direitos humanos da ONU entregou recente relatório ao Governo Bush, prevendo 350.000 civis mortos, um milhão de desalojados, e dois milhões tenderiam a migrar para outros países.
21. Quantas dessas mortes serão de crianças?
Resposta: 175.000
22. Há quantos anos os EUA realizam ataques aéreos e bombardeios contra o Iraque?
Resposta: 11 anos. Inclusive usando armas químicas e biológicas, como denunciou no FSM- 2003, a Irmã Sherine, da congregação dos Dominicanos. Relatórios da ONU indicam que foram utilizados nesse período em torno de 9 mil toneladas de explosivos nos ataques ao Iraque.
23. Qual era a mortalidade infantil no Iraque em 1989?
Resposta: 38 para cada mil nascidos vivos.
24. Qual era a mortalidade infantil estimada em 1999?
Resposta: 131 por mil nascidos vivos, um aumento de 345%.
25. Qual a estimativa de iraquianos mortos entre 1991 até outubro de 1999 devido às sanções da ONU?
Resposta: 1,5 milhão e cerca de 50% eram crianças.
26. Quantas resoluções da ONU contra Israel os EUA vetaram desde 1992?
Resposta: 30.
27. Qual valor da ajuda anual do governo dos EUA para o governo de Israel?
Resposta: US$ 5 bilhões, como crédito para compra de armas nos Estados Unidos.
28. Quantos países do mundo possuem armas atômicas?
Resposta: Apenas 8: Estados Unidos, França, Rússia, China, Inglaterra, Índia, Paquistão, Israel.
29. Quantas ogivas nucleares o Iraque possui?
Resposta: Nenhuma.
30. Quantas ogivas nucleares os EUA possuem?
Resposta: Mais de 10 mil.
31. Quantas ogivas nucleares Israel possui?
Resposta: Mais de 400. O físico nuclear israelense Modechai Vanunu, que trabalhou nas plantas nucleares e denunciou pela primeira vez ao mundo na década de 80, foi seqüestrado pela policia israelense na Itália, conduzido aos tribunais e condenado a 30 anos de prisão, aonde se encontra até hoje. Por essa razão recebeu o Prêmio Nobel Alternativo de 1992.
32. Alguma vez Israel permitiu inspeções de armas pela ONU?
Resposta: Não.
33. Qual porcentagem dos territórios palestinos está sob controle de colônias de judeus implantadas depois de 1991 pelos governos direitistas de Israel?
Resposta: 42% do território palestino da Cisjordânia.
34. A invasão desse território por colonos trazidos pelo governo de Israel está respaldada em alguma convenção internacional?
Resposta: Não. São completamente ilegais, há inclusive resoluções da ONU para sua devolução. E há forte oposição dos partidos progressistas de Israel.
35. Qual país, na sua opinião, constitui a maior ameaça à paz mundial, o Iraque ou os Estados Unidos?
Essa pergunta fica para você refletir e responder!
Cláudio Júlio Tognolli é jornalista.
Não costumo fazer copy/paste por aqui, mas achei muito pertinente em função das últimas discussões aqui nos comentários do blog.
É extremamente didático.
da Caros Amigos
35 PERGUNTAS E 34 RESPOSTAS SOBRE A GUERRA CONTRA O IRAQUE.
por Cláudio Júlio Tognolli
1. Qual a porcentagem da população dos EUA na população mundial?
Resposta: 6%.
2. Qual a porcentagem do poder econômico dos EUA na riqueza mundial?
Resposta: 50%.
3. Qual país tem as maiores reservas de petróleo do mundo?
Resposta: A Arábia Saudita.
4. Qual país tem as segundas maiores reservas de petróleo do mundo?
Resposta: O Iraque.
5. Quanto somam os gastos militares por ano, em todo mundo?
Resposta: Aproximadamente US$ 900 bilhões.
6. Quanto gasta o Governo dos Estados Unidos, dentro desse total?
Resposta: 390 bilhões de dólares, aprovados pelo Congresso Nacional.
7. Quantas pessoas foram mortas nas guerras realizadas desde a 2ª Guerra Mundial até agora?
Resposta: 86 milhões de pessoas.
8. Quando apareceram armas químicas no Iraque na década de 80, durante a guerra contra o Irã e depois em 1991, essas armas foram desenvolvidas pelos Iraquianos?
Resposta: Não; as fábricas e a tecnologia foram montadas e fornecidos pelo governo dos EUA, em associação com a Grã-Bretanha e empresas particulares daqueles países.
9. O governo dos EUA condenou o uso de gás pelo Iraque na guerra contra o Irã, na década de 80?
Resposta: Não.
10. Quantas pessoas o Governo Saddam Hussein matou usando gás contra a cidade curda e Halabja em 1988, localizada no norte do Iraque?
Resposta: 5 mil pessoas, todos civis.
11. Quantos governos de países do Ocidente condenaram essa ação?
Resposta: Nenhum!!
12. Existem provas de ligação entre o Iraque e o ataque de 11de setembro?
Resposta: Nenhuma.
13. Qual foi o número estimado de mortes de pessoas civis na 1ª Guerra do Golfo em 1991?
Resposta: 35 mil.
14. Quantas baixas o exército iraquiano infligiu às tropas ocidentais durante a 1ª Guerra do Golfo?
Resposta: Insignificantes.
15. Quantos soldados iraquianos em retirada foram enterrados vivos pelos tanques dos EUA equipados com lâminas de terraplanagem?
Resposta: 6 mil soldados.
16. Quantas toneladas de urânio enriquecido foram utilizados na munição na 1ª Guerra do Golfo, m 1991?
Resposta: 40 toneladas.
17. Qual foi, segundo a ONU, o aumento dos casos de câncer no Iraque
entre 1991 e 1994?
Resposta: 700%.
18. O Exército dos EUA destruiu que porcentagem da capacidade militar do Iraque, na guerra de 1991?
Resposta: 80% das forças armadas iraquianas.
19. O Iraque representou uma ameaça à paz mundial nos últimos dez anos ou a soberania de algum país?
Resposta: Não.
20. Quantas mortes de civis o Pentágono prevê no caso de um ataque em 2003?
Resposta: 10 mil. Mas o responsável pela comissão de direitos humanos da ONU entregou recente relatório ao Governo Bush, prevendo 350.000 civis mortos, um milhão de desalojados, e dois milhões tenderiam a migrar para outros países.
21. Quantas dessas mortes serão de crianças?
Resposta: 175.000
22. Há quantos anos os EUA realizam ataques aéreos e bombardeios contra o Iraque?
Resposta: 11 anos. Inclusive usando armas químicas e biológicas, como denunciou no FSM- 2003, a Irmã Sherine, da congregação dos Dominicanos. Relatórios da ONU indicam que foram utilizados nesse período em torno de 9 mil toneladas de explosivos nos ataques ao Iraque.
23. Qual era a mortalidade infantil no Iraque em 1989?
Resposta: 38 para cada mil nascidos vivos.
24. Qual era a mortalidade infantil estimada em 1999?
Resposta: 131 por mil nascidos vivos, um aumento de 345%.
25. Qual a estimativa de iraquianos mortos entre 1991 até outubro de 1999 devido às sanções da ONU?
Resposta: 1,5 milhão e cerca de 50% eram crianças.
26. Quantas resoluções da ONU contra Israel os EUA vetaram desde 1992?
Resposta: 30.
27. Qual valor da ajuda anual do governo dos EUA para o governo de Israel?
Resposta: US$ 5 bilhões, como crédito para compra de armas nos Estados Unidos.
28. Quantos países do mundo possuem armas atômicas?
Resposta: Apenas 8: Estados Unidos, França, Rússia, China, Inglaterra, Índia, Paquistão, Israel.
29. Quantas ogivas nucleares o Iraque possui?
Resposta: Nenhuma.
30. Quantas ogivas nucleares os EUA possuem?
Resposta: Mais de 10 mil.
31. Quantas ogivas nucleares Israel possui?
Resposta: Mais de 400. O físico nuclear israelense Modechai Vanunu, que trabalhou nas plantas nucleares e denunciou pela primeira vez ao mundo na década de 80, foi seqüestrado pela policia israelense na Itália, conduzido aos tribunais e condenado a 30 anos de prisão, aonde se encontra até hoje. Por essa razão recebeu o Prêmio Nobel Alternativo de 1992.
32. Alguma vez Israel permitiu inspeções de armas pela ONU?
Resposta: Não.
33. Qual porcentagem dos territórios palestinos está sob controle de colônias de judeus implantadas depois de 1991 pelos governos direitistas de Israel?
Resposta: 42% do território palestino da Cisjordânia.
34. A invasão desse território por colonos trazidos pelo governo de Israel está respaldada em alguma convenção internacional?
Resposta: Não. São completamente ilegais, há inclusive resoluções da ONU para sua devolução. E há forte oposição dos partidos progressistas de Israel.
35. Qual país, na sua opinião, constitui a maior ameaça à paz mundial, o Iraque ou os Estados Unidos?
Essa pergunta fica para você refletir e responder!
Cláudio Júlio Tognolli é jornalista.
Dúvidas
É uma opção válida esperar por algo que não se está bem certo de que vá ocorrer? Depositar suas esperanças todas em um sonho, uma pequena chama de sua própria imaginação, sem que haja algum tipo de retorno válido da outra parte?
Num mundo tão complicado como esse nosso, verdade e mentira, ficção e realidade se misturam com uma tal frequência que fica difícil definir qual o caminho a seguir.
Estaria ela fugindo e arrumando desculpas, ou simplesmente o mundo dela virou de cabeça pra baixo e nada mais é passível de ser organizado?
Que sigam os dias, para que possamos descobrir ao menos um aspecto do que é real.
É uma opção válida esperar por algo que não se está bem certo de que vá ocorrer? Depositar suas esperanças todas em um sonho, uma pequena chama de sua própria imaginação, sem que haja algum tipo de retorno válido da outra parte?
Num mundo tão complicado como esse nosso, verdade e mentira, ficção e realidade se misturam com uma tal frequência que fica difícil definir qual o caminho a seguir.
Estaria ela fugindo e arrumando desculpas, ou simplesmente o mundo dela virou de cabeça pra baixo e nada mais é passível de ser organizado?
Que sigam os dias, para que possamos descobrir ao menos um aspecto do que é real.
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