quinta-feira, julho 10, 2003

Redemoinho

Como o hoje e os amanhãs não estão trazendo algo que me faça suar frio, ter os batimentos acelerados nem nada do tipo, tô quase chutando o balde e voltando no tempo, pedindo arrego mais uma vez... estragando a vida de outra pessoa de novo.

Pensando bem, é uma fraqueza enorme. Toda vez que a corda aperta mais forte no pescoço eu tento correr atrás de um porto que nem é mais tão seguro assim. Pelo menos não na realidade. Mas nos meus sonhos... é onde eu sempre terei guarita.

Estou (de novo) confundindo o que eu quero que aconteça com o que de fato está ocorrendo. Isso não é nada bom... Mas o caminho é tão solitário que as vozes dentro da minha mente, que eu aprendi a deixar em volumes baixos, se aproveitam do eco causado por ninguém estar por perto e cresçem, cresçem, cresçem...

Não há caminhos fáceis... não há saídas prontas. Ao mesmo tempo que pontes são construídas, estradas são devastadas, trilhas são escondidas. Por trás de uma capa de alegria, mora um mundo inteiro de infelicidade.

quarta-feira, julho 09, 2003

Crítica do Dia

Faz tempo que não coloco crítica nenhuma aqui, né? Revirando meu baú de antiguidades, achei um pequeno texto que escrevi sobre um filme muito legal, sensível e tranquilo que vi faz um tempo... Procurem no vídeo que vale a pena.

DUAS VIDAS
(DISNEY'S THE KID)

Bom, quando você ficou sabendo desse filme deve ter pensado: "Bruce Willis e um pirralho... De novo? Esses caras não cansam não?"

Mas não é que acertaram de novo? O filme é bom, não é uma cópia de "Sexto Sentido" (aliás, passa bem longe disso) e mostra, definitivamente, que Willis é um ator completo, que sabe fazer Drama, Suspense, Ação e Comédia.

A história é a seguinte: Willis é um cara próximo de fazer 40 anos, bem sucedido na carreira profissional, mas que no pessoal é uma droga. Aí, um belo dia, ele recebe a visita de seu eu mais jovem - um moleque de 8 anos - que chega para mudar tudo.

Tá, aí você vai dizer: "Fraquinho esse roteiro, hein?" É, não é dos mais fortes, eu admito. Mas quem teve infância vai se emocionar com certeza. As cenas do garoto se revoltando com seu eu futuro porque este não tem cachorro nem namorada são sensacionais. E quando Willis volta ao passado pra ajudar a si mesmo em uma briga de colégio, muitos certamente irão se identificar (afinal, quem nunca brigou na escola?).

Não é a maior obra que o cinema já produziu. Mas considere que é um filme Disney, e eles nunca abusam muito. Este aqui já é até meio forte demais para os padrões deles. É claro que podia ser melhor, mas do jeito que ficou, dá uma bela Sessão da Tarde. E, com tanta porcaria por aí, isto já é mais do que suficiente.



segunda-feira, julho 07, 2003

A pergunta é...

Por que eu insisto?

Já foi dito da contradição que ela é o motor da História. Que sem uma necessidade a ser preenchida, o homem se estagnaria e acabaria morrendo.

Minha contradição dá-se na questão do tempo. Da mesma maneira em que viso sempre o futuro, projeto sem parar o que está por vir, prendo-me a uma idéia, a um sentimento que, na prática, há muito se foi. Mesmo sabendo que aquilo poucas vezes funcionou direito, a maldita idéia teima em povoar minha mente.

É um carro que dobra a esquina, um cabelo que passa esvoaçante, um cheiro que vez por outra permeia o ar ou ainda uma voz que penso ouvir ao fundo. E quando esses sentimentos surgem, o coração se sobressalta, a pressão aperta o peito e tudo gira, como num carrossel louco formado por dragões em fúria.

Penso o que seria de mim se não houvesse a briga intensa entre passado e futuro a me incomodar. E mais, não estaria eu deixando o presente de lado (como muitas e muitas vezes já fiz) vivendo de sonhos do que passou e de esperanças no que pode ser?

Não há como responder no momento. Só o tempo (este imponderável), irá dizer.


sexta-feira, julho 04, 2003

That 80's show

Sou um fã incontesto da dita "década perdida". Gosto das músicas, da cultura pop que se formou naquela época, da maneira que as coisas aconteciam...

Thundercats, He-Man, Gi Joe, Transformers. O que seria da minha vida sem esses saudosos personagens? Bom, talvez tivesse sido uma infância melhor, com menos televisão e mais brincadeiras de rua. Porém, acho que ter crescido da forma como cresci me ajudou muito e definiu o caminho que escolhi para minha vida. Se não fosse tão ligado em mídias, cultura pop em geral, música e literatura, nunca teria me tornado jornalista. Apesar de não estar totalmente feliz com meu emprego, num contexto maior sou muito feliz. Afinal de contas não são muitas as pessoas que podem dizer que se sustentam lendo e escrevendo (que, em última instância, é o que eu faço).

Nunca pensei em ser outra coisa na vida que não jornalista. A não ser é claro quando era bem pequeno e falava que ia ser "cientista" ou "astronauta". As palavras é que definiram toda a minha existência, desde o momento em que tenho consciência dela. Aprendi a ler sozinho com três anos de idade, de tanta vontade que tinha de entrar nesse mundo das palavras. E coleciono gibi dos sete até hoje (aliás, nem tenho mais onde guardar tanta coisa).

Enfim, comecei falando dos anos 80, a década em que cresci e da qual guardo muitas lembranças - a maioria delas muito boas, mas acabei divagando (como já é de praxe). Mas como este é o já tradicional post de "Bom final de semana", deixo aqui uma música muito eighties, desejando a todos boas lembranças - lembranças ternas, aconchegantes e que te façam bem.

Fiquem com Whitesnake e "Here I go Again", do álbum "Saints and Sinners", de 1982. A banda tinha somente três dos maiores ícones do rock n' roll: David Coverdale arregaçando nos vocais, Jon Lord destríndo nos teclados e Ian Paice esmirilhando a batera. Como não poderia deixar de ser, o disco vendeu horrores e trazia além dessa maravilha cuja letra coloco logo abaixo, as clássicas "Crying in the Rain" e "Victim of Love".
Aqui vai e até semana que vem.

Whitesnake
Here I go Again

I don't know where I'm going
But, I sure know where I've been
Hanging on the promises
In songs of yesterday
An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time
But, here I go again
Here I go again

Tho' I keep searching for an answer,
I never seem to find what I'm looking for
Oh Lord, I pray
You give me strength to carry on,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time

I'm just another heart in need of rescue,
Waiting on love's sweet charity
An' I'm gonna hold on
For the rest of my days,
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time

But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go...

An' I've made up my mind,
I ain't wasting no more time

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
'Cos I know what it means
To walk along the lonely street of dreams

An' here I go again on my own
Goin' down the only road I've ever known,
Like a driftter I was born to walk alone
An' I've made up my mind
I ain't wasting no more time...

But, here I go again,
Here I go again,
Here I go again,
Here I go,
Here I go again...

quarta-feira, julho 02, 2003

Piores de todos os tempos

Tô há algum tempo esquentando pra fazer umas listas de top 5 e vou começar agora, de baixo pra cima, Ou seja: do pior pro melhor. Seguem os 5 piores filmes que já vi em toda minha vida.

5 – Dominação
Esse aqui é muito ruim. É com a Winona Ryder e o Ben Chaplin. A mina descobre que o diabo (sim, ele mesmo. O carmulhão, o tranca-rua, sete flechas, o coisa-ruim, o demo, o fedido, etc, etc) está voltando por meio de uma conspiração (!!). Aí ela tenta impedir isso de acontecer convencendo um jornalista policial e todo certinho que ele é o centro desse imbróglio. Péssimo!! Roteiro com mais furos que um queijo suíço.

4 – Inesquecível
Bom, de Inesquecível, só o título. Ray Liotta estrela essa pérola do filme ruim. O cara tem sua mulher assassinada e, por grande conveniência da vida, ela era uma cientista que estava trabalhando com um soro retirado de cadáveres (Jesus, me proteja!!) que permite quando injetado em outras pessoas, que elas tenham as últimas memórias do morto. A premissa parece razoável? Não, não é. O filme é grotesco. Sorte que na época eu tinha namorada e “vi” o filme com ela.

3 – Spawn, o Soldado do Inferno
Esse aqui, realmente, ninguém merece. Tá bom, meus amigos quadrinheiros vão dizer que é a minha implicância com o Todd McFarlane (criador do personagem) falando mais alto aqui. Mas não é. A revista já não tinha pé nem cabeça. Mandaram pro filme é ficou mais ridículo ainda. É um videoclipe (mal feito) de mais de duas horas de duração. Trash, do trash do trash. Aquela capa feita por computador, só pra lembrar os desenhos (ridículos) do McFarlane é das piores coisas já idealizadas pela mente humana. Argh. Só de lembrar desse filme meu estômago vira.

2 – Godzilla
Então teve um puta hype em cima desse filme. Afinal de contas muita gente (eu inclusive) era fã dos velhos e clássicos trash movies japas, com o Godzilla, o Mech Godzilla, a Mothra e todos os outros bichos. Ok. Aí a gringaiada mistura isso com os franceses, cria uma mistura de Alien com um T-Rex e chama de Godzilla. Pô, o velho e bom God tinha um charme indiscutível. Mas aquilo não dava. Ainda tem o Mattew Brodderick pagando o micão de ficar ali. Não dá... a cena em que um táxi consegue sair rodando de dentro da boca do bicho resume toda a merda que saiu dali.

1 – A Reconquista
NADA É PIOR QUE ISSO!!! Esse é o campeão dos filmes péssimos. Sabe o John Travolta? Aquele dos “Embalos de Sábado à Noite” e “Grease”. Pois então... o homem teve um “revival” nos anos 90 com filmes do tipo de “Pulp Fiction” e “A Última Ameaça”. Aí ele se meteu com uns caras da cientologia, uma suposta religião fundada por um escritor de ficção científica, o L. Ron Hubbard. E noiou fortemente nisso. E decidiu fazer uma versão em filme da “obra-prima” do cara, um livro chamado Battlefield Earth. Juro, o Travolta é o vilão, ele tá com uns rastas tipo o que os irmãos fantasma usam no Matriz Reloaded e tem umas coisas enfiadas no nariz, pq ele é um alien e supostamente o ar da Terra mata ele.
Juro, é muito ruim mesmo. É abaixo de zero, abaixo de menos 40, pra ser mais exato. Assisti esse filme na sessão da meia-noite, num cinema lotadaço e na metade do filme, aproximadamente 60% das pessoas estava **dormindo**. Não é pra qquer um. Se um dia alguém aparecer c/ esse filme na sua casa, mate-o. Ninguém que te conhece minimamente faria uma maldade dessas à toa.

Amigos

Ontem eu estava limpando minha caixa postal e encontrei um e-mail que um cara que considero como meu irmão me mandou no dia 11 de dezembro do longínquo ano de 1999. Mensagem animal, que achei que deveria compartilhar com vocês, até pq é o que eu sinto em relação a muitas das pessoas que frequentam este blog.

Meus secretos amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta
necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros
afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite
a rivalidade, e eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na
sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite
ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber
que são meus amigos!

"A gente não faz amigos, reconhece-os."

Crônica De: Garth Henrichs

terça-feira, julho 01, 2003

Diferenças

Conversava com uma amiga agora cedo sobre os problemas com relacionamentos. É um assunto que nunca termina. Mas eu penso que o mais complicado é quando percebemos que nos enganamos, que nosso castelinho de cartas ruiu...
Nessas horas, é necessário ter em mente que todos os anseios são seus. Não da outra pessoa. Os outros não têm a menor obrigação de sentir o mesmo, de querer a mesma coisa. As pessoas quase sempre estão em estágios diferentes na vida... em freqüências diferentes. E aí você acaba esperando delas coisas que estão somente em você...

P.S: Este post não foi escrito para ninguém especificamente na minha vida, ok? É apenas um pensamento que compartilho com vcs. Então relaxem, críticos de plantão...

segunda-feira, junho 30, 2003

Sons da cidade

Nativaaaaaaa - O Amor de São Paulo
- Do rádio do cobrador da linha Terminal Princesa Isabel/Terminal Sto. Amaro

Compro passe, vendo passe, compro passe, vendo passe
- do ambulante em frente ao meu escritório na Paulista

Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal, Skóumreal
- Mais um ambulante, as imediações da Praça da República
(a tradução é: Skol: um real!)

Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui trabalhando
- De rapaz entrando no ônibus e tentando vender balas na linha Aeroporto/Perdizes

Cenas da cidade

Jô Soares libera o anel
- Pichação na Av. Brigadeiro Luis Antônio

Lindas Gaúchas. Taxa única – 20 Reais
- Faixa vista na Av. Santo Amaro

Pessoas sem nada pra fazer às 10 da manhã
- Fato constatado em passagem pelo Parque do Ibirapuera


sexta-feira, junho 27, 2003

Real life girl

Aproveitando que o post falando da boina rendeu, retomo o assunto da mulherada na balada. Como fiz várias nos últimos tempos e não fiz efetivamente muita coisa, pude observar bem o que se passava ao meu redor.
Eu não sei... mas tenho percebido uma tendência de exagero na maioria das garotas que, pro meu gosto, é meio exagerada. Numa boa, parece que todas as mulheres ficam na frente do espelho no mínimo duas horas cuidando de cada detalhe, da tornozeleira, passando pelos anéis, brincos, pontas dos cabelos, etc, etc, etc.

Ah, no fim das contas fica um lance tão fake, tão de fachada, que perde completamente a graça. Numa boa, eu vejo essas minas e nem tenho vontade de começar uma conversa. Elas parecem feitas apenas para se olhar, admirar como numa vitrine. Não são de verdade.

Mulher de verdade é aquela que está linda às oito da manhã quando chega pra assistir a primeira aula daquela professora chata. É aquela que no sábado cedinho lava a calçada em frente de casa, com aquela camiseta velha e aquele shortinho surrado, o cabelo amarrado meio sem se importar... e ainda assim está maravilhosa.

O problema é que vocês, minhas queridas, não percebem que a beleza está nas pequenas coisas, no que é simples, singelo. Quanto mais “emperequitada”, pior. Na vida existem dois tipos de mulheres: as de verdade e as da mídia. As primeiras, têm pneuzinhos, estrias, celulite, peidam, arrotam, etc, etc, etc. Mas estão do nosso lado. As outras... bem as outras não vão cuidar da gente depois do porre no churrascão da galera. Nem vão te salvar do aniversário do teu priminho chato, rumando de lá direto pro motel. Não tentem ser as da mídia, minhas caras. Homem que quer que sua namorada seja como as minas da tv tem um problema muito sério de consciência. Pq certamente ele não é o Mel Gibson.
A escolha entre umas ou outras, entre as que vc tem e as que nunca vai ter é tão óbvia, que nem preciso mais dizer nada. Fico por aqui, desejando que todos os meus amigos encontrem mulheres reais neste final de semana.



quinta-feira, junho 26, 2003

Action and reaction

Sera que o tempo eh ciclico? Tudo que vai, volta e essas coisas todas? Pq outro dia eu tava trocando uma ideia com o Cury e ele soltou a perola de que “as mulheres sao como bumerangues”. Eu concordei. Falamos bastante sobre o assunto. Basicamente, o que isso significa? Significa que voce larga a mao e vai embora. Aih, quando menos espera **TUM** toma na nuca aquilo que achou ter se livrado. Como dizia um cara que eu conheci por aih, “o que essas minas querem naum é mole naum”.
;-)

P.S: Essa *erda de blogger sumiu com os acentos e eu num consigo fazer voltar. Mal ae

quarta-feira, junho 25, 2003

Num tô entendendo!

Ô, alguém aí me explica qual é o lance dessa nova moda da mulherada usar boina na balada?
Assim, já percebi que é coisa de Paty, mas uma boina??? What the fuck?!!?



Frase

Essa não é minha, recebi por e-mail. Boa demais!

Amnésia é o cara não lembrar o que é CLITÓRIS, mesmo depois de ter estado várias vezes com a resposta na ponta da língua.


terça-feira, junho 24, 2003

Missing

Olha só, todo esse papo de JUCA e eu acabei esquecendo de dizer que muita coisa fez falta lá.

- A diversão e alegria incontidas de Djones e Ti na pista de dança.

- A loucura atávica de Diegones.

- A frieza meio fingida e a beberragem do Caueldson, meu brother que está nas terras da Rainha.

- A empolgação e embriaguez da turminha da mulherada.

É... como diz o outro, "tempo bão... num vorta maaaaaaais... saudade, quanto tempo faz..."



segunda-feira, junho 23, 2003

Alone in the dark

Como nem tudo são flores, mais uma vez comprovei meu imenso talento para me isolar. Percebi que me falta mesmo coragem. Coragem para dar o primeiro passo e o último, que notadamente são os mais difíceis em qualquer caminhada. Observei mais uma vez que meu lugar não é a balada. Eu não sei MESMO “chegar” na mulherada na balada. Comigo as coisas só funcionam quando consigo conversar e me mostrar realmente pras pessoas. Eu quero ter um retorno, quero intensidade. Mais vale uma boa conversa com uma garota inteligente do que beijar nove meninas vazias na mesma festa. Que alternativa possui alguém como eu, que quer aprofundamento e companheirismo, num mundo dominado pela diversão momentânea?
Há, evidentemente, um elemento forte de falta de confiança nisso tudo. Não me acho atraente o suficiente para que alguém se interesse por mim só de olhar pra mim. Acho que consigo ser interessante. Mas isso não se mostra em cinco minutos de papo. Enfim... acabou que fiz contatos muito promissores. E foi isso. Vamos ver o que o futuro me reserva.

My big and sad ego

Meu ego estava precisando de uma boa afagada e nada melhor do que uma viagem como essa pra fazer isso. Várias pessoas me parabenizaram e agradeceram por poderem estar ali, graças ao meu trabalho e dos outros. Numa boa, atire a primeira pedra quem não se sentir emocionado se alguém que vc conhece de vista, já conversou algumas vezes, te pára no meio da balada pra dizer “Vocês são muito foda” e também “O que vocês fizeram é incrível. Muito obrigado!”. Eu precisava mesmo ouvir alguém me agradecer. Meus companheiros nas lutas também me agradeceram. Disseram que eu não tinha nada com aquilo, que eu já estava formado e tudo, e mesmo assim dei um gás enorme. Fiz tudo pq gosto demais de me sentir útil, de organizar e comandar as coisas. Sinto-me em casa naquele meio. Eu é que tenho que agradecê-los por me permitirem respirar daqueles ares novamente.

"Ih, fudeu! O Pucão apareceu!"

Tentando ser mais objetivo, do que se tratou tudo isso? Bom, foi o Juca (Jogos Universitários de Comunicação e Artes) e eu fui lá contribuir com a PUC-SP, mais especificamente com a Associação Atlética Acadêmica de Comunicação PUC-SP, a entidade representativa dos interesses esportivos dos alunos de comunicação.
Fui um dos fundadores desse negócio aí. Quando eu ainda estava na faculdade, não havia me formado e me tornado um homem ainda mais sério (há!) ajudei a levantar essa instituição e a levar a PUC para o JUCA. Ano passado, com muito sangue, suor e lágrimas (eu adoro um clichê), disputamos o torneio – que consiste em todos os esportes de quadra (volei, basquete, futsal e hand) masculinos e femininos, mais o futebol de campo, natação, tênis e tênis de mesa.
Agora, depois que meus vínculos com a universidade terminaram, eu não poderia deixar meu “filho” andar por aí sozinho, tão novinho que ele é, coitado...
Além disso, sou o mascote oficial da torcida. Sim, papai aqui é idiota o suficiente para vestir-se de cachorro e entrar em quadra dançando. Muita gente agora só me chama de Pucão (que é o nome do dito cão).
Tenho a dizer que a experiência desse ano foi maravilhosa. Ver que a evolução do nosso primeiro ano para este foi imensa, perceber que o meu espírito (e de meus colegas) ainda está presente ali e inspira uma nova geração a tomar as rédeas do que está por vir foi emocionante. Por várias vezes quase chorei. E em outras chorei mesmo. Eu precisava. Era tudo bom demais. Claro que teve momentos ruins e difíceis, de stress profundo. Mas o saldo positivo foi muito maior do que qualquer problema.
Dois momentos em especial quero relatar aqui. O primeiro foi no jogo do futebol de campo em que vencemos a FAAP. A arquibancada lotada, eu empunhando orgulhosamente minha veste de Pucão, a galera gritando sem parar e o time vencendo. Não agüentei... ali chorei mesmo. Anos de trabalho provaram que valiam a pena.
O outro momento foi durante a balada, quando chamei o pessoal novo e disse pra eles o quanto me deixavam orgulhosos em continuar tudo aquilo. O quão feliz eles me faziam em pegar pelas mãos meu filho e ensiná-lo a andar.



I'm big, I'm bad and I'm back

Voltei... e como toda volta, esta também está sendo difícil. O cansaço é muito. Mas ele foi recompensado. Senti-me vivo como há muito não me sentia durante os dias fora. A adrenalina, as preocupações, as vitórias e derrotas. Os limites determinados pelo meu corpo e minha mente. Tudo, enfim. Tudo fez com que eu lembrasse que ainda tenho muita lenha pra queimar, muita energia acumulada e que preciso arrumar algo para me envolver, alguma coisa em que eu acredite, uma bandeira que eu possa levantar, alguma causa justa pela qual valha a pena lutar. É disso que preciso para encaminhar a minha vida. Assim foi, sempre...

quarta-feira, junho 18, 2003

Partindo do Olimpo

Baco, Ártemis, Ares e Hermes me chamam. É hora de partir. Ao longe vejo a nau em que devo embarcar. Sinto o peito arder pela vontade de ir em busca da vitória, do contentamento e da amizade. As orgias e festejos serão muitos, uma vez que a alegria estará sempre presente. Farei parte de um grupo único, de pessoas honradas, verdadeiras e trabalhadoras. Homens e mulheres dispostos a dar seu sangue pelo bem-estar daqueles que representam e das cores que vestem.
Sigo então meu rumo, olho para os céus e peço a proteção de Zeus. Que ele olhe por nós e nos acompanhe em mais essa jornada.

Até segunda ou outro dia desses, meu povo...

segunda-feira, junho 16, 2003

Isso eu já senti

I don't wanna close my eyes
I don't wanna fall asleep
'Cause I'd miss you, babe
And I don't wanna miss a thing
'Cause even when I dream of you
The sweetest dream will never do
I'd still miss you, babe
And I don't wanna miss a thing

Aerosmith, in "I Don't Wanna Miss a Thing"

O louco é pensar que já senti isso e tantas pessoas passaram por mim depois e eu não senti isso mais.
Será que o que penso hoje é efetivamente real? Não será apenas um escudo frente às adversidades que a vida me criou? Tenho a tendência a acreditar que sim. Pois a razão me diz que é errado. E mais ainda, eu já vivi tudo aquilo e vi que era realmente errado.
Então pq diabos tanta confusão??? Será fruto único e exclusivo da solidão? Bem sei que deveria esquecer e viver minha vida sem pensar em mais nada além dos problemas práticos. Mas não tô conseguindo!!!
Esse vazio vem e fica me consumindo... uma coisa leva à outra numa sucessão ininterrupta de muitos erros e poucos acertos.
A vida pode ser bastante estranha quando olhamos de perto para ela.