quarta-feira, agosto 11, 2010
É, não estou voltando. Pelo menos ainda não. Estou sob a espada do trabalho e do estudo, impedido assim de dar vazão às minhas insanidades - razão de existir deste blog.
Tem também o fato de eu não querer destruir isso aqui, mas também não saber o que fazer com esse espaço.
Enfim, como o google analytics me diz que ainda tem gente acessando isso aqui, fiquem com uma provocação feita lá no EVblog, por minha digníssima: Como você assina seus e-mails?
segunda-feira, abril 05, 2010
Dia desses fui surpreendido por um agradecimento. E veio de uma fonte que eu nem imaginava. Vida de professor te presenteia com coisas assim.
Numa sala cheia, é impossível prestar atenção em todos o tempo todo. Aí, num momento em que você olha para um canto, no outro maravilhas estão acontecendo. As palavras vão entrando pela mente das pessoas e gerando reações inesperadas, botando em movimento engrenagens que não existiam antes, ou azeitando outras que pareciam emperradas.
Seja como for, o tal agradecimento veio por ter sido eu o portador de uma mensagem que serviu como a última gota num transbordamento emocional importante naquele instante da vida daquela pessoa.
Isso me fez pensar nessas encruzilhadas que a realidade nos impõe vez por outra. Nesses pontos de decisão para os quais nos conduzimos em nossa trajetória terrena.
O que me levou a lembrar de que todos, sem exceção, possuímos uma voz interna. “Consciência”, dirão alguns. “Intuição”, chamarão outros. Há quem nomeie como “Instinto” até. Pouco importa a nomenclatura. O que importa é que a voz existe e conversa conosco. Para alguns com frequência, para outros apenas em escassos momentos.
É aquela voz que diz: “Beije a garota”, “Peça um aumento”, “Peça demissão”, “Pule”, “Não pule”.
Interligando a encruzilhada da vida com a voz, questiono se devemos segui-la sempre. Muitos dirão que sim. Mas e se fizermos o contrário, se rumarmos exatamente para o oposto? Seria o fim ou a oportunidade de um novo começo?
Não há respostas fáceis. Muito menos resposta única. Mas há a insofismável certeza de que é incerteza - e não o conformismo – o fator catalisador da genialidade humana.
terça-feira, outubro 27, 2009
Notícia de hoje diz que o Governador de São Paulo, José Serra, assinou lei que efetiva a partir de fevereiro de 2010 o “Programa de Valorização pelo Mérito”, para os professores da rede pública de ensino fundamental e médio.
Entre outras medidas, essa nova lei diz que os professores serão promovidos (ou seja, ganharão aumento de salário), ao conseguirem uma nota mínima em provas atuais. Importante nessa história é que, no máximo, 20% dos professores serão promovidos por ano.
Isso significa que, para avançar na carreira – como em qualquer outra profissão, será necessário que o professor se esforce, estude e queira algo mais da vida do que apenas mamar nas tetas do Estado.
Como professor de ensino superior, enxergo a medida como mais do que válida. O ofício de ensinar, como todos os demais, deve seguir uma linha que privilegie a meritocracia.
O que se vê atualmente nas escolas estaduais é, na maior parte dos casos, uma imensa massa de folgados se locupletando dos recursos públicos, pouco se importando com os elementos fundamentais da história: os alunos e o próprio ensino em si.
Ninguém entre os professores estuda, todos reclamam e o mínimo compromisso com educando, aquele ser que está ali desejoso de receber conhecimento, fica perdido e tido como um alguém sem solução.
Transfere-se para o aluno uma responsabilidade que nunca foi e nem nunca será dele. Diz-se que ele é alguém sem solução, que não quer aprender e evoluir. Será mesmo assim ou os comportamentos dos mais jovens reproduzem o de seus supostos mestres?
Pior de tudo é que o sindicato, como bem coloca o Secretário da Educação do Estado, em entrevista a Veja, distorce seu direito legítimo de defender o trabalhador, tornando-se apenas e tão somente um palanque para partidecos de uma ridícula extrema esquerda. Mais uma vez esquecendo que o principal interessado, o aluno, é quem sofre com o descaso.
Independente do quadro atual, a idéia do governo é válida e merece aplausos. Vejamos agora se a massa ignorante e que só sabe pensar em si mesmo consegue ir além da própria falta de consciência e perceber que este País ainda pode ter um futuro e que ele está, total e definitivamente, na educação.
quinta-feira, julho 17, 2008
O governo e as empresas comemoram fortemente o advento da classe C como grande consumidora do Brasil atual. Para quem vende, realmente está tudo ótimo. Mas quem faz a “gestão” (entre aspas, pois isto, de fato, nunca aconteceu) do País deveria abrir os olhos para um ponto extremamente complexo, a questão educacional.