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sexta-feira, junho 03, 2011

Homem-Aranha em vários tempos

A pesquisa relacionando Quadrinhos e seus saltos para outras mídias nunca pareceu tão boa. Depois do excelente Spider-Man - Shattered Dimensions aproxima-se o lançamento de Spider-Man: Edge of Time.

Homem-Aranha 2099
Pelas imagens do trailer divulgado na E3, a aventura promete. O roteiro do clássico autor de HQs Peter David, conhecido por seus trabalhos em Hulk, Supergirl e, o motivo de ser convocado para esse game, Spider-Man 2099.

A Beemox, que produz o game com a Activision, avisa que está criando um processo de interligação entre as diferentes linhas temporais nas quais o game se passa, no qual o que acontece em uma "fase" do jogo influenciará as demais, alterando a narrativa do jogo.

É interessante verificar o chamado para roteiristas de Quadrinhos para os games, como também acontece com Paul Dini com Batman. Ele é o autor da narrativa de Arkham City. Jogo que, aliás, terá a novidade de ter a Mulher-Gato como personagem controlável.

Mas isso é história para outro post... Por aqui, segue o trailer de Spider-Man: Edge of Time.

segunda-feira, agosto 25, 2008

É um pássaro? Um avião?

Aí o presidente da Warner, Jeff Robinov, chega e diz que vai zerar a série Superman no cinema. Vai fazer isso motivado, em grande parte, pelo “fracasso” de Superman Returns e pelo estrondoso sucesso de The Dark Knight. Esta aqui, no G1.
Nosso amigo Jeff disse mais: em entrevista ao jornal "The Wall Street Journal", ele disse que gostaria de ver nas telas o lado mais pesado de um dos mais populares personagens dos quadrinhos - e que ainda não satisfez o gosto dos fãs mais devotos dos quadrinhos em sua versão moderna.

Bom, vamos devagar com o andor, que o action figure é de plástico.

Em primeiro lugar, Superman não é, nem nunca foi sombrio. É incompatível com a natureza do personagem. E nós já vimos essa história antes, quando Tim Burton fez sucesso com seu primeiro Batman, quiseram que ele fizesse uma versão do Azulão. A diferença é que ele não seria nem azul, nem teria capa e provavelmente não voaria. Ou seja, seria outro filme do Batman.

De fato, Superman Returns não agradou a maioria dos fãs. Isso aconteceu por um motivo simples: não é um action movie. É um filme de “autor”. Bryan Singer se esforçou muito para mostrar o que o Superman significava para ele. O que, não necessariamente, chegou ao que o personagem representa para as outras pessoas, em especial fãs mais ardorosos. Isso por vários motivos: o filho que ele inventa, a pouca ação, Lex Luthor (da forma como é apresentado) não assustar nem atrair ninguém. E também porque o filme é uma homenagem às produções passadas, especialmente quando Richard Donner ainda estava envolvido. Só que quantas pessoas do público atual viram Superman I e II e ainda se importam com aquelas produções?

Voltando a falar sobre a declaração do presidente da Warner, há outro aspecto, o da confusão entre ser “realista” e ser “sombrio”. O mais novo Batman, pro exemplo. Como eu disse aqui, não acho o filme sombrio. Considero o mais real possível em se tratando de uma película sobre um cara que se veste de roedor e sai batendo em bandido na rua.

É possível fazer algo parecido com o Superman? Claro que sim! Estão aí os dois primeiros “Homem-Aranha” e “X-Men” pra comprovar. Mas a Warner já tentou isso, pois Singer era o diretor dos filmes mutantes. Mesmo assim, o caminho é válido.

Nos quadrinhos, onde tudo isso começou, discutir essa questão é algo que já não faz sentido há mais de 20 anos.

A revista que empresta o nome ao filme mais recente de Batman, “O Cavaleiro das Trevas”, foi escrita e desenhada por Frank Miller (hoje, mais conhecido do grande público por Sin City) e mostrava um futuro pós-apocaliptico em que o Homem-Morcego, após anos de reclusão, retomava Gotham e o mundo das mãos corruptas de políticos e outros bandidos.

Ali, Batman era duro, combativo e realmente sombrio – no sentido de que não se tratava mais daquele cara gordinho vestindo uma roupa cinza e arrumando as luvas no canto da sala. Era justamente para combater a imagem camp que aquela história surgiu. Na mesma graphic novel, Superman era mostrado como um capacho do governo estadunidense.

Mas tudo isso fazia sentido num cenário de Guerra Fria, Superpotências e corrida nuclear. E acabou gerando o que, nas HQ’s é chamado de Grim n’ Gritty (algo como “Sombrio e Durão”, numa tradução mais literal).

Trata-se de uma fase de falta de criatividade completa, em que pensava-se que bom mesmo era ter personagens cheios de armas, braços robóticos e que fossem assassinos cruéis.

Hoje (ainda bem) não é mais assim. Todos evoluíram (leitores e criadores) e percebe-se que boas histórias, com pitadas realísticas, podem ser escritas sem apelação. As recentes séries The New Avengers e Captain América na Marvel são prova disso.

Mas aí me vem o executivo top do estúdio e diz que quer fazer um Superman sombrio?? Será que ele alguma vez leu algo do Superman???

Se ele não leu, sugiro algumas coisas: All-Star Superman (No Brasil, Grandes Astros Superman), Superman for all seasons (Super-Homem: As Quatro Estações) e a própria revista de linha do Supes, escrita por Geoff Johns. Aliás, sugiro isso a todos que consideram Superman um personagem ruim e (essa é a pior de todas) um exemplo de imperialismo estadunidense.

Superman é o super-herói ideal, o maior de todos, o primeiro. Não haveria indústria de quadrinhos se não fosse por ele. Tudo vem dali. Ele é o ideal da perfeição humana – independente de país de origem, de raça, credo ou cor.

Ele é a inspiração para que sejamos nobres e bons. Porque, falem sério, se vocês tivessem todos aqueles poderes, perderiam seu tempo ajudando qualquer pessoa que não a si próprios?

É isso que um filme do personagem deveria mostrar. É assim que ele seria relevante para as novas gerações. Dando a elas a esperança que elas não tiveram até agora.

segunda-feira, julho 21, 2008

O mundo é nerd – Pt 1

Cavaleiro das Trevas bate recorde no Brasil
Mais de sete milhões de reais são arrecadados no primeiro final de semana do filme

Agora é fato: o mundo do entretenimento definitivamente se rendeu ao universo dos quadrinhos. Dados passados pela Warner Bros. Pictures indicam que 775 mil pessoas assistiram a Batman – O Cavaleiro das Trevas no primeiro final de semana de exibição.

Exibido em 547 salas, o filme de Christopher Nolan se tornou o maior lançamento cinematográfico de 2008 no Brasil, superando em 18% o líder anterior, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Batman – O Cavaleiro das Trevas também foi o responsável por 51,4% da bilheteria entre os 10 filmes mais vistos no País no último final de semana. O total obtido pelo longa-metragem é três vezes maior do que o segundo colocado.

É a maior abertura de um filme da Warner no Brasil, em dólares, em todos os tempos. Ficou 13% acima da marca anterior da empresa, que era Harry Potter e A Ordem da Fênix.

Na gringolândia (Estados Unidos e Canadá), TDK (como já está sendo chamado pelos fãs) obteve 158,3 milhões de dólares em ingressos vendidos e bateu o recorde de arrecadação em um final de semana de estréia, que antes era de Homem-Aranha 3. Diante dos atuais concorrentes, o filme de Christopher Nolan ficou 128,3 milhões de dólares na frente do segundo colocado, o musical Mamma Mia!.

terça-feira, julho 08, 2008

Um herói de verdade

UAU! Somente assim, com uma imensa interjeição, é possível descrever Batman – O Cavaleiro das Trevas. O filme que Christopher Nolan criou, junto com excelente elenco formado, essencialmente, por Christian Bale, Heath Ledger, Gary Oldman e Aaron Eckhart, leva as adaptações de quadrinhos para um outro patamar: o da realidade.

Não estamos falando aqui de produções como “300” ou “Sin City”, que levaram as HQs para a tela, reproduzindo cores e cenas fielmente. Em O Cavaleiro das Trevas, o que ocorre é a transposição para o mundo real (ou pelo menos tão real quanto o cinema permite) de todo um universo que até hoje havia existido apenas nas páginas e nos desenhos animados.

Acreditar em Batman, da forma pela qual ele é mostrado nesta produção, é algo simples, natural. Diferente de “Quarteto Fantástico” ou “O Incrível Hulk”, que partem do pressuposto de que é algo incrível e necessariamente irreal que está se passando, neste filme a idéia primeira é de que tudo aquilo poderia estar acontecendo ali do lado, em nossa própria vizinhança.

A realidade apresentada pelo filme é cruel, sofrida e dura. Tal qual aquela que vemos todos os dias. Pode parecer estranho dizer isso de um filme cujo personagem principal é um homem que se veste de morcego. Mas é possível porque Nolan se leva a sério. E leva o filme que fez mais a sério ainda.

Aqui não há espaço para brincadeiras espirituosas, como as que Tony Stark fez em “Homem de Ferro”. Bruce Wayne é um homem que não tem tempo para futilidades. Ele tem a missão árdua de limpar uma cidade suja até a alma e afundada no caos trazido por inimigo novo e letal. Trata-se de uma tarefa que o dilacera emocional e fisicamente, mas que precisa ser cumprida. No máximo, Wayne se esforça para manter seu disfarce.

O inimigo não é ninguém menos do que o Coringa, numa atuação monumental de Heath Ledger. Seu “palhaço” é doentio, verdadeiramente aterrador. É até macabro dizer, mas depois de assistir ao filme e vê-lo ter feito tão bem um personagem com tamanha dose de insanidade, pode-se tentar compreender o que o levou a uma overdose de medicamentos.

O Coringa aqui não é o “Príncipe Palhaço do Crime”, atacando com um martelo verde gigante. Este é o psicopata de “Asilo Arkham”. É o demente que mata o Robin com um pé de cabra em “Morte em Família”. É, como ele mesmo diz em uma cena, “uma força incontrolável”.

O vilão cria um clima soturno, uma dor na boca do estômago que teima em não passar até o final do filme. E nessa cruzada pró-caos, ele não está sozinho. Sem estragar nada para quem ainda vai assistir, digamos que O Cavaleiro das Trevas demonstra que a justiça tem muitas faces.

Mas é preciso dizer que não é só Heath Ledger quem se supera. Todos estão muito bem. A atuação segura de Christian Bale, por exemplo, é fundamental para o alcance da dramaticidade e verossimilhança que permeiam toda a película. Morgan Freeman e Michael Caine, coadjuvantes nos papéis de Lucius Fox e Alfred, respectivamente, possuem poucas falas. Mas todas são ótimas e realizadas com intensidade e sentimento.

Para os fãs de quadrinhos, fica a certeza de que – definitivamente - o nosso Batman ganhou vida. O Cavaleiro das Trevas faz jus ao nome que emprestou da obra-prima de Frank Miller. Não, não há temas daquela HQ. Mas o impacto que o filme deve trazer para um mercado inundado de adaptações de gibis é semelhante ao que foi criado no já longínquo ano de 1986, quando aquela revista foi lançada.

O sentimento é de que Gotham (e todos nós, como se lá vivêssemos) finalmente tem o herói que merece e que precisa. Batman vive e eu acredito nele.

quarta-feira, julho 02, 2008

Sob a asa do Morcego

2008 está sendo um ano pródigo em filmes baseados em histórias em quadrinhos e nerds em geral. Hulk e Homem de Ferro sendo os melhores exemplos até aqui.

Mas ninguém está preparado para o que vem por aí com Batman - o Cavaleiro das Trevas. Hypado pela inesperada morte de Heath Ledger, a expectativa em torno do filme é enorme.

Na primeira parte deste blockbuster, o diretor Christopher Nolan já deu um show, acompanhado pelo excelente ator Christian Bale. Com tudo já bem conhecido, a tendência é que possa ser visto algo ainda maior e melhor nas telas.

A escolha do Coringa para o vilão deste segundo filme não poderia ter sido mais feliz (sem nenhum trocadilho com o palhaço do crime). A insanidade do personagem precisava de mais espaço para ser explorada - algo muito complicado de ser feito num filme de origem, como foi Batman Begins.

E ainda por cima há a aparição (prometida) do Duas-Caras, o ex-promotor público Harvey Dent. A dicotomia herói-vilão propiciada por esse3s dois personagens e o herói h0omem-morcego é das mais interessantes já criadas nas HQs.

Tudo mostrado até agora aponta que a tradução para a película foi a melhor possível. Veremos. A contagem regressiva para o melhor filme do ano já começou.

Enquanto isso, que se mordam os cotovelos com os trailers: