sexta-feira, janeiro 04, 2013
Time to move on
Quando começou, eu era estudante de jornalismo e estagiário. Hoje sou professor e empresário, dono de agência.
Por aqui destilei minhas desilusões: amorosas, profissionais, esportivas e acadêmicas. Também comemorei - e muito - nesses mesmos temas.
Conheci pessoas muito bacanas por conta do que escrevi aqui, assim como afastei gente que ficou bem louca da vida com a minha visão sobre elas e sobre mim mesmo.
Fiz análises sobre filmes, gibis, livros, discos, programas de TV e o que mais me desse vontade.
E até por conta desse conteúdo todo, o blog continuará existindo - pelo menos até o Google não o destruir.
Quem ainda passar por aqui e tiver interesse, pode me encontrar em meu novo espaço:
Professor Thiago Costa
Lá pode ser encontrada minha produção acadêmica, os conteúdos que utilizo em sala de aula e mais textos com análises diversas do mundo da cultura pop. Nos vemos por aí.
Vida longa e próspera!
domingo, abril 29, 2012
"Os Vingadores": uma declaração de amor nerd
Essa utilização, esse salto transmidiático, chega ao seu ápice 34 anos depois, com a estreia de “The Avengers – Os Vingadores”. Se antes era possível acreditar que um homem voava, agora se tem a certeza de que os heróis estão entre nós.
“Vingadores” é a culminação de anos de expectativa, criada desde a cena pós-créditos de “Homem de Ferro”, onde o Nick Fury de Samuel L. Jackson fala sobre uma ‘Iniciativa Vingadores’. Ali os fãs já se descontrolaram, esperando o que seria feito. Vieram então “O Incrível Hulk”, “Homem de Ferro 2”, “Thor” e “Capitão América”, formando – de maneira inédita na história cinematográfica – um universo ficcional compartilhado que se consolida plena e absolutamente no filme escrito e dirigido por Joss Whedon.
Whedon é um velho conhecido do mundo nerd. Responsável pela série “Buffy”, além de “Firefly” e “Serenity”, este nova-iorquino de 47 anos já escreveu uma das revistas dos X-Men e ganhou o Oscar pelo roteiro do primeiro “Toy Story”. E foi a junção de todos esses trabalhos anteriores que o credenciou para prestar a maior homenagem aos fãs (como ele próprio) jamais imaginada.
Com “Os Vingadores”, os nerds consolidam seu reinado na contemporaneidade, pois são eles a vanguarda do movimento que eleva os super-heróis à condição mitológica, demonstrada pela relevância desses seres fantásticos no cotidiano do homem comum, como representação do desejo de liberdade das amarras da vida mundana e da busca humana constante por salvadores.
“Os Vingadores” é o cinema de ação, a ‘sessão da tarde’, a alegria e o prazer da experiência audiovisual que transforma todos em crianças. É diversão cristalizada em pouco mais de duas horas de absoluta orgia visual. Para quem não cresceu envolvido com o gênero dos Super-Heróis, é um ótimo filme. Para quem é fã, é uma declaração de amor.
segunda-feira, setembro 05, 2011
quarta-feira, maio 04, 2011
A seguir, apresento uma resenha do filme "Thor", feita sob novas premissas. Diferente do que fiz ao longo desses vários anos de existência deste blog, essa resenha contem elementos diferentes, mais analíticos e menos opinativos, do que muitas vezes fiz com outros filmes, revistas em quadrinhos, CDs, entre outras produções artísticas.
Faz parte do processo da minha pesquisa acadêmica, em andamento no programa de pós-graduação do TIDD da PUC-SP, na qual estudo as relações entre as Histórias em Quadrinhos de Super-Heróis e seu potencial como base de franquias transmídias.
Em breve (se tudo continuar no ritmo correto), devo criar um site específico para as questões acadêmicas e este e outros trabalhos migrarão para lá. Enquanto isso, continuarei utilizando este espaço.
Segue então minha visão sobre a chegada do Deus do Trovão à telona. Agradecimentos prévios ao velho amigo M. Cury por vários insights.
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Um deus de carne e osso
Demonstrando todo seu poderio criativo, a Marvel Studios apresenta ao cinema – e por consequência ao público geral, fora da comunidade de fãs – o personagem que, teoricamente, seria o mais difícil de fazer essa transição transmidiática: Thor, o Deus do Trovão.
Quais os motivos dessa dificuldade? Bem, Thor é um personagem ou, melhor dizendo, um mito (daqueles antigos, clássicos) nórdico. Que é retomado na década de 60 pelo mago dos quadrinhos Stan Lee para ser o Superman da Marvel. Mas o velho e bom Lee não é bobo e nem nada e o faz loiro, cabelos compridos ao vento, com um estilo de fala que soa estranha aos ouvidos da maioria. Ou seja, Thor não é nada mais nada menos do que um hippie (Estamos na década de 60, não se esqueça).
Superman hippie. Nada menos do que genial. Porque Superman pode ser qualquer coisa, mas nunca vai ser hippie. Nem liberal, em qualquer sentido. Mas enfim, voltemos ao tema nórdico. O ponto crucial na transposição de Thor ao cinema está no fato de que sim, ele é um deus. Como explicar isso para o pessoal puritano dos States? Ainda mais agora que a Marvel é da Disney... xiii... vai complicar.
Mas o filme dirigido por Kenneth Branagh resolve isso rapidamente, colocando Thor, Odin, Loki e todos mais como seres de outra dimensão, adorados pelo povo primitivo do passado dos países nórdicos como deuses. Dito isso, caminho aberto para seguir em frente e contar uma ótima história.
Atuações ótimas
"Thor" teve um budget que pode ser considerado médio, US$ 150 milhões. Comparando, o primeiro "Homem de Ferro" – que abriu as portas das telas grandes para a Marvel – custou R$ 140 milhões. Já o segundo "Homem de Ferro" teve orçamento de US$ 200 milhões. Qual o impacto desses números? Bem, em "Thor" o resultado está em efeitos especiais apenas razoáveis.
Fica bem evidente que o dinheiro foi focado nos atores. Anthony Hopkins faz Odin, deus supremo da mitológica Asgard. Natalie Portman faz a mocinha da fita, a Dra. Jane Foster (aliás, cabe aqui uma ressalva interessante. Nos gibis, Jane Foster era uma prosaica enfermeira. Aqui, foi alçada a Doutora em Astrofísica. Sinal dos tempos). O ótimo ator inglês Tom Hiddleston surpreende como Loki e sobra espaço até para a bela veterana Rene Russo, como a rainha e esposa de Odin, Frigga. O interessante é que o papel-título ficou com o jovem e relativamente desconhecido australiano Chris Hemsworth, que oferece a medida certa ao papel.
Todos os atores se encaixam bem aos personagens, destaque evidente para Hopkins, que dá o peso necessário ao All-Father Odin, mas sem, no entanto, ofuscar os demais atores e nem sobressair sobre o protagonista.
Desse mal se aproxima Tom Hiddleston com seu nefasto Loki, interpretado com interessante capacidade. Seus olhares e expressão corporal personificam o Deus da Trapaça em toda sua glória maligna e, quando em cena ao lado do Thor interpretado por Hemsworth, chegam a eclipsá-lo.
Porém, um olhar mais delicado sobre o filme demonstra uma intenção do diretor nisso. Thor representa a força da juventude, o poder imenso sem inteligência e tomado pela ingenuidade típica daqueles que não viveram ainda o suficiente para identificarem o que está além do que pode ser visto. Ele é um rei em formação, um processo em andamento, uma pedra sem lapidação.
Já Loki representa o cinismo e o conhecimento distorcido, a inteligência e a sagacidade aplicadas de maneira egoísta e mesquinha. Aqui não há ingenuidade, apenas a esperteza comum aos golpistas e um amadurecimento precoce, advindo da necessidade de subverter a ordem estabelecida.
Nesse sentido, a escolha dos atores acaba sendo ainda mais acertada. Hemsworth transparece essa vitalidade de jogador de futebol americano, enquanto Middleston se encaixa mais no perfil de frio e calculista jogador de pôquer.
Roteiro simples, mas bem amarrado
A premissa de "Thor" é bastante simples. O jovem e arrogante príncipe de Asgard, Thor, iludido por seu irmão invejoso, Loki, toma decisões erradas que complicam a vida de todo o reino. Seu pai, Odin, para ensinar um pouco de humildade ao futuro rei, tira seus poderes e o manda para Midgard, ou a popular Terra, como a chamamos. Aqui ele conhece a bela Jane e descobre o valor de se doar pelas pessoas.
Bem, as nuances shakespereanas não estão aí por acaso (pai, irmão traidor, etc.), senão a direção não seria de Branagh. O tom épico, grandiloquente, fez por outra dá as caras, mas isso ocorre de maneira natural, o que admira, pois a possibilidade de virar uma coleção de canastrices era enorme. Ponto para a escolha acertada dos atores.
A simplicidade do roteiro é um bom caminho para apresentar Thor à massa. Fugiu-se assim de tentar encaixar alguma aventura das HQs na película e foi possível alcançar um dos grandes méritos do filme: o de gerar empatia no público, por meio da humanização dos personagens.
Nos quadrinhos, as melhores aventuras de Thor sempre envolvem outros deuses, passeios pelos reinos dominados por Hela ou Surtur (equivalentes a algum tipo de inferno) e combates de grandeza extrema – que são totalmente plausíveis nas HQs, mas cuja transposição de forma mais completa para o cinema exigiria tempo, dinheiro e roteiro que não se enquadram no meio.
Para a comunidade de fãs, fica o prazer de ver retratado de forma bastante fiel os Warriors Three (Hogun, Fandral e Volstagg), Heimdall e Lady Sif, apesar de o comportamento politicamente correto dominante em Hollywood ter transformado Hogun em oriental e Heimdall em negro. Pois, lembremos, eles eram mitos nórdicos... todo mundo era loiro de olho azul ali. São detalhes que costumam incomodar os fãs, mas a estrutura da narrativa foi tão cuidadosa, que não soou como desrespeito ou descaso – o que mais incomoda aos aficionados.
No geral, "Thor" pode ser considerada uma boa adaptação de quadrinhos. Não é ótima como o primeiro "Homem de Ferro" e nem espetacular como os dois "Batman" recentes. Mas é bastante precisa, honesta tanto com o público geral quanto com os fãs, e se integra de uma forma natural e nem um pouco forçada com o universo criado pela Marvel no cinema.
Mesmo com os efeitos especiais um tanto quanto simples, "Thor" é uma daquelas aventuras divertidas e que agradam todas as idades, como todo bom blockbuster deve ser. E, mais ainda, como deve ser um filme vindo dos quadrinhos de super-heróis (esses mitos modernos). Maniqueísmo, grandiosidade, ensinamentos morais, amor (claro que esse elemento também estaria presente) e uma dose de humor. Tudo misturado e embrulhado num belo pacote de ação, capas, espadas e, claro, martelo.
sexta-feira, setembro 24, 2010
Fazia pelo menos 6 anos que eu não assistia um dos clássicos do falecido John Hughes, Sixteen Candles, que tem o título medonho de “Gatinhas e Gatões” aqui no Brasil.
Ainda consigo me lembrar com muita clareza de como adorava o filme quando era moleque. Era um dos mais passados na Sessão da Tarde. Ou pelo menos é assim que ficou gravado na minha memória.
Revendo hoje, graças à homenagem que o Telecine Cult vem fazendo a Hughes, acredito ter conseguido identificar o que faz essa produção ser tão relevante para quem tem entre trinta e quarenta anos atualmente.
Hughes tem a capacidade de captar e colocar na tela aquilo de mais dolorido e real na vida dos adolescentes. Mesmo com questões como “ganhar um carro” estando distantes de quem tem 16 anos no Brasil, aquela nuvem estranha que parece sobrepor-se à realidade adolescente, nublando decisões, anseios e expectativas está ali. E cada um dos personagens se encaixa perfeitamente em alguém que você conhece/conheceu.
Pode ser o exagero das situações, como o bando nerd pagando para ver a calcinha de uma menina no banheiro da escola, ou o jeito cool fingido de quem quer parecer que sabe muito mais do que realmente sabe – como todo adolescente. Não importa. O fato é que a empatia é enorme.
A cena de abertura, mostrando apenas pés, dorsos e braços abraçados é genial. Sem mostrar nenhum rosto, já se define a qual tribo cada personagem pertence e como isso definirá os caminhos que ele irá percorrer. Evidentemente (e aí mora a graça do filme), muitas dessas expectativas serão frustradas. Outras se completarão, afinal, a mocinha tem que ficar com o mocinho no final, para que as coisas se encaixem e alegrem a platéia. A porrada de Hughes está nas entrelinhas, não na estrutura tradicional.
É quando ele faz o galã questionar o vazio de seus relacionamentos. Ou ainda quando o novato nerd consegue ficar com a gostosona e ambos gostam disso. E também ao ver a irmã mais velha linda e cobiçada no passado entrando num casamento fadado à mediocridade.
A ação de Sixteen Candles se passa toda em dois dias. Com uma bela noite interligando-os. E quem nunca teve uma noite louca, que começou de uma forma e terminou completamente fora das expectativas, muito melhor do que se poderia imaginar?
Assistir a um filme como esse, simples, tranquilo, sem nenhum truque ou efeito especial, apenas atuações especialíssimas de gente como Anthony Michael Hall e a eterna musa, Molly Ringwald, demonstram a falta absurda que John Hughes faz ao cinema atual, que privilegia a técnica em detrimento do conteúdo.
Hughes, com roteiro, atores e direção, consegue nos levar para um mundo muito mais rico, criativo e emocionante que qualquer Pandora criada por computador.
quarta-feira, junho 24, 2009
Por muito tempo, tempo demais inclusive, o cinema brasileiro foi assolado pela chamada "Estética da Fome". É aquela história de ficar mostrando, insistentemente, a sequência: sol-terra-rachada-menino-barrigudinho.
Nada mais cansativo e sem graça. Matéria-prima perfeita para os pseudo-intelectuais desenvolverem sua masturbação acadêmico-social. E um fracasso de público.
O cenário, felizmente, mudou. Produções como "Se eu fosse você" 1 e 2, "Divã", "Sexo, Amor e Traição", entre outras, retomaram o talento nacional para a comédia - que tem raízes na época das chanchadas da Atlântida. Conseguiram com isso reconquistar a audiência.
Além disso, filmes como "Cidade de Deus" e, principalmente, "Tropa de Elite", deram esperança de um outro gênero ser explorado pelas produções cinematográficas nacionais: a ação.
Há quem diga que foi trocado apenas o cenário e a Estética da Fome continua. Sai o Nordeste, entra a Favela Carioca.
Não é bem assim. A qualidade técnica de "Cidade" e "Tropa" estão muito acima de outras bombas produzidas antes no Brasil. Afora a questão de ritmo. São filmes dinâmicos, envolventes. Nem um pouco parecidos com aquele esquema de planos sequência lentos e quase infinitos que carcaterizaram o Brasil durante muitas gerações de cineastas.
A evolução do cinema nacional proporcinou que, agora, possamos ver algo como este "Besouro", que chega ao público em outubro desse ano. Trata-se de uma superprodução (para os padrões nacionais) de ação. Sim, é um filme de luta, mas com uma história totalmente ligada ao Brasil.
O personagem principal é um capoerista, abençoado pelas forças das entidades cultuadas pela Umbanda e pelo Candomblé, que se revolta contra o tratamento que os negros recebiam na década de 1920 no interior da Bahia.
As cenas do trailer lembram muito "O Tigre e o Dragão". Não a toa. Quem coreografa as cenas é Ku Huen Chiu, desse mesmo filme e tambem de "Kill Bill".
Boa notícia, com toda certeza.
domingo, maio 31, 2009
Da equipe base da nave Enterprise, começando pelo jovem navegador Pavel Checov (Anton Yelchin), passando pelo piloto Hikaru Sulu (John Cho), pelo engenheiro Montgomery Scott (Simon Pegg), até o médico Leonard “Bones" McCoy (Karl Urban), todos estão muito bem. Cada um deles consegue imprimir sua marca pessoal aos personagens, mas ainda assim mantendo um respeito e uma referência clara a quem veio antes.
Porém, em termos de atuação, os destaques são, indubitavelmente, a Uhura de Zoe Saldana, o Spock de Zachary Quinto e o Kirk de Chris Pine. A primeira consegue dominar a situação de ser praticamente a única mulher do elenco (temos a surpresa de ver Winona Ryder como a mãe de Spock, mas não é nada além de uma ponta) e representa com firmeza e paixão essa condição.
Já quando falamos do vulcano de orelhas pontudas, Quinto realmente dá um show. Em momento algum é possível lembrar que é a mesma pessoa que interpreta o já clássico vilão Sylar, de Heroes. As nuances do conflito interno do personagem, que se divide em ser um filho racional de Vulcan ou um passional terráqueo, são transmitidas com precisão, sem exagero para nenhum dos lados.
A missão de Quinto era, sem dúvida, a mais difícil entre os atores, visto que Leonard Nimoy, o Spock original (ou Prime, como foi bem nomeado nesse filme) está presente na película. Dessa forma, as comparações seriam mais que inevitáveis. Porém, a diferença entre os dois é nítida e positiva, com o novo Spock se mostrando verdadeiramente jovial e muito intenso.
Chegamos então ao Capitão Kirk. Protagonista da fita, Chris Pine não decepciona. Confesso que esse era meu maior temor: colocar um “bonitinho” qualquer para fazer um papel eternizado em estilo e (óbvio) canastrice pelo ícone absoluto, William Shatner. Mas Pine realmente surpreende. Com um Kirk ainda mais audacioso do que o tradicional – sinal de sua pouca idade – alcança um patamar que pode ser considerado, no mínimo, respeitoso.
Trama esperta
O mestre nerd J.J Abrams foi extremamente arguto ao criar uma saída no roteiro que possibilitasse recriar a franquia Star Trek sem esquecer tudo que já aconteceu na cronologia Trekker. E, mais importante, faz isso de uma maneira tão suave que até mesmo os não-iniciados conseguem entender e curtir tudo.
Essa, aliás, é a melhor qualidade deste filme: ele é acessível. É uma produção que se coloca como uma novidade desde o início. Você não precisa saber quem são os vulcanos, o Kobayashi Maru, a federação ou qualquer outro item da imensa e rica cronologia de Star Trek para se emocionar, vibrar e torcer pela equipe a bordo da Enterprise.
Mas, ao mesmo tempo, os fãs de longa data não são ofendidos por nada. Pelo contrário, são homenageados a cada segundo. Especialmente naqueles em que Leonard Nimoy está na tela. Aí está o exemplo de alguém que consegue usar a idade e a experiência a seu favor. Spock Prime é a cereja do delicioso bolo que Star Trek oferece aos espectadores.
Um bolo que nos dá a maravilhosa sensação de “quero mais”. Algo que os 193,97 milhões de dólares arrecadados apenas nos EUA demonstram que não deve estar muito longe.
terça-feira, abril 28, 2009
Pode parecer uma imensa sacanagem não atualizar o blog e, ao fazê-lo, colocar uma cópia de release. Mas é que esse filme marcou minha infância e ver um remake com as tecnologias atuais me diexa bastante empolgado.
COMEÇAM AS FILMAGENS DA AVENTURA ÉPICA CLASH OF THE TITANS
Filme será baseado no universo da mitologia grega e possui elenco estrelar
A Warner Bros. Pictures e a Legendary Pictures anunciam o início das filmagens, nesta segunda-feira, 27 de abril, da aventura épica Clash of the Titans (ainda sem título em português). O filme será dirigido por Louis Leterrier (O Incrível Hulk) e estrelado por Sam Worthington (O Exterminador do Futuro: A Salvação e do ainda inédito Avatar); pelo indicado ao Oscar® Liam Neeson (Busca Implacável e A Lista de Schindler) e por Ralph Fiennes (da série Harry Potter e O Paciente Inglês).
Em Clash of the Titans, a batalha por poder coloca homens contra reis e reis contra deuses. Mas uma guerra entre os próprios deuses poderá destruir o mundo. Nascido como um deus, mas criado como um mortal, Perseus (Sam Worthington) não consegue salvar sua família de Hades (Ralph Fiennes), um vingativo deus do submundo. Com nada mais a perder, Perseus se voluntaria para uma perigosa missão: destruir Hades antes que ele possa usurpar o poder de Zeus (Liam Neeson) e trazer destruição para a Terra. Liderando um corajoso grupo de guerreiros, Perseus começa uma perigosa jornada por mundos proibidos. Lutando contra demônios profanos e amedrontantes bestas, Perseus só irá sobreviver se permitir utilizar-se dos poderes concedidos em seu nascimento, desafiando seu destino e criando seu próprio caminho.
O protagonista do elenco, Perseus, é o australiano Sam Worthington, um filho mortal de Zeus, rei dos Deuses. Worthington será visto em breve nos cinemas em Exterminador do Futuro: A Salvação. Liam Neeson interpreta o poderoso Zeus, e Ralph Fiennes é Hades, deus do submundo, que se alimenta do medo humano. Também estão no elenco Gemma Arterton (007 – Quantum of Solace), como Io, a misteriosa guia espiritual de Perseus durante sua missão; Mad Mikkelsen (007 – Cassino Royale) como Draco, que utiliza sua espada para se juntar ao grupo de Perseus; Jason Flemyng (O Curioso Caso de Benjamin Button) como Acrisio, um homem que foi rei e agora é uma besta horrorosa, e Alexa Davalos (Um Ato de Liberdade) como Andrômeda, uma princesa destinada a morrer caso Perseus não tenha sucesso em sua investida.
Baseado no filme homônimo de 1981, escrito pelo falecido Beverly Cross, Clash of the Titans é dirigido por Louis Letterier a partir do roteiro de Phil Hay e Matt Manfredi (Aeon Flux), em uma história de Travis Beacham (Dog Days of Summer), Hay e Manfredi. O filme é produzido por Basil Iwanyk, que também produziu o drama Somos Marshall para a Warner Bros. Pictures, e Kevin De
A equipe técnica responsável por criar este espetáculo da mitologia inclui o diretor de fotografia Peter Menzies Jr. (O Incrível Hulk); o desenhista de produção Martin Laing (O Exterminador do Futuro: A Salvação); o editor Vincent Tabaillon (O Incrível Hulk); a figurinista indicada ao Oscar® Lindy Hemming (Topsy-Turvy – O Espetáculo e Batman – O Cavaleiro das Trevas); o supervisor de efeitos especiais indicado ao Oscar® Nick Davis (Batman – O Cavaleiro das Trevas), o supervisor de próteses indicado ao Oscar® Conor O´Sullivan (Batman – O Cavaleiro das Trevas e O Resgate do Soldado Ryan); o supervisor de efeitos especiais e animatronics vencedor do Oscar® Neil Corbould (Gladiador) e a responsável por maquiagem e cabelo vencedora do Oscar® Jenny Shircore (Elizabeth – A Era de Ouro).
Clash of the Titans será rodado em estúdio nos arredores de Londres e mais tarde no País de Gales e nas Ilhas Canárias, predominante na cidade espanhola Tenerife, perto da costa da África. Trabalho aéreo adicional acontecerá em várias localidades da Etiópia e Islândia.
Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com Legendary Pictures, Clash of the Titans, que será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment Company.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Retrospectiva
2008 chega ao fim. O que nos deixa esse ano? Em termos pop, muito pouco. Música? Nada novo explodiu os ouvidos ao ponto de se tornar um clássico instantâneo. Por aqui, vivemos de emos de boutique (NX Zero, Fresno, etc.) a crianças bobas e pré-construídas (Mallu Magalhães). Na TV? A oitava temporada de Smallville tem se mostrado uma surpresa cada vez interessante, enquanto Heroes decepciona, Two and a Half Men e House mantém o nível. E, claro, Sílvio Santos dá uma tacada de mestre com Pantanal. Nas HQs, a Marvel conseguiu realmente afetar o status quo de seu universo, com Secret Invasion e tudo mais que vem acontecendo desde House of M, passando por Civil War. Enquanto a DC segue numa imensa e infindável crise. E o cinema? Bom, aí temos Iron Man e The Dark Knight e o negócio fica especial.
Música
A idiotice forçada de Mallu Magalhães é o ícone maior de um ano em que não se produziu nada de qualidade por aqui. Musicalmente falando, Mallu é até melhor que os seus contemporâneos, como os disléxicos musicais do NX Zero. Mas sair de uma nota – 55 e chegar a zero não é exatamente o que podemos chamar de vitória.
Parece que ninguém se incomoda com o fato dela falar coisas simplesmente impróprias, como nessa pergunta, em entrevista à Rolling Stone:
Você está em semana de provas na escola?
Foi semana passada, só que não consegui fazer algumas. A de química, deixei
Assim, vivemos em tempos de mulheres-fruta, de bundas, funk carioca e tudo mais. Mas entre erotização precoce e incentivo a não ir para a escola, sinceramente não sei o que é mais nocivo aos adolescentes.
Há uma supervalorização do que é novo, sem a menor avaliação se aquilo possui ou não qualidade. E, no caso de Mallu, soma-se ainda o fato de parecer ser legal estimular uma garota que parece “boazinha” e “inofensiva”. Onde estão as Doro Pesch, Debbie Harry e até Madonnas do mundo de hoje? Continuam sendo as mesmas, pelo visto.
Falando em Madonna, seus shows no Brasil demonstraram o que é o profissionalismo de verdade no show business. Podem dizer que ela dubla algumas músicas e que isso é mentir para o público. Só que isso não é um argumento válido. Quem esteve no Morumbi ou no Maracanã assistiu espetáculos fenomenais. União perfeita entre dança, luz, som, palco e tudo mais. Anima o público com uma energia fora do comum, propiciando momentos inesquecíveis. E, numa boa... vai pular do jeito que aquela mulher pula aos 50 anos e vê se consegue ainda cantar sem desafinar (o que ela faz, diga-se de passagem).
TV
Algum novo show se tornou impossível de não ser assistido? Realmente não. Boas estréias, como Eleventh Hour e The Mentalist se mostram promissoras, mas não chegam a verdadeiramente a empolgar. Parecem todas, de uma maneira ou de outra, rip-offs de Law and Order. Essa sim, em sua versão SVU, continua destruidora. Lá nada é sagrado e cada episódio bate com força maior na cara dos espectadores.
No campo mais fantasioso, a nova temporada de Smallville foi a melhor surpresa. Talvez seja o cancelamento que parece bater à porta ao final do 9º ano da série, mas agora o caminho de Clark em direção a assumir seu colante azul e capa vermelha está cada vez mais firme, com participações de Doomsday e até da Legião dos Super-Heróis (de uniforme, anel e tudo mais). E as histórias contadas ganharam maior densidade, fugindo da lentidão arrastada das duas últimas temporadas.
Cinema
O ponto mais alto de 2008 foi The Dark Knight. O filme é simplesmente perfeito: da atuação psicótica de Heath Ledger, à direção firme de Christopher Nolan e a dureza e dor transmitidas pelo Batman de Christian Bale.
Cenas já clássicas, como o Coringa enfermeira e o lápis que some, vão ficar marcadas no imaginário coletivo, como o vôo de bicicleta de E.T e a corrida da bola
Como adaptação de Quadrinhos, The Dark Knight só perde para a “bíblia” Superman – The Movie. Mas há uma vantagem para o Homem-Morcego. Esta sua produção é muito mais que uma adaptação. É um filme excelente, como há muito Hollywood não produzia. Transcende o gênero e se apresenta às massas como um entretenimento complexo, de digestão difícil, dolorido. Mas ainda assim (e talvez por isso mesmo) espetacular.
Já aqueles com dificuldades em assimilar a insanidade do Cavaleiro das Trevas puderam se deliciar com o maravilhoso Iron Man. Se a Marvel havia acertado com os dois primeiro filmes dos X-Men e do Homem-Aranha, com o Homem de Ferro o nível subiu para níveis estratosféricos.
Na seqüência de abertura do filme, ao som de AC/DC, já se percebe algo diferente. Isto é HQ transformada
Entretanto, é inegável que o roteiro poderia ser um pouco melhor. Faltou mais embate entre herói e vilão e muito disso vem do fato do Iron Monger não convencer muito. Mas isso acaba sendo compensado pelos belíssimos efeitos visuais (a cena voando entre os caças é de chorar de tão boa) e o saldo é mais que positivo.
HQs
Muito poderia ser dito sobre as grandes sagas que envolveram Marvel e DC neste ano. Mas aí o foco fugiria e tudo parecia ser resumido a batalhas épicas, reviravoltas e retcons que parecem estar se repetindo incessantemente. Mas se voltarmos os olhos para personagens específicos, as coisas melhoram um pouco.
Superman está numa grande fase nas mãos de Geoff Johns e James Robinson. Este último, aliás, voltou a escrever como nos tempos de Starman. Sua edição especial Superman’s Pal Jimmy Olsen foi, disparado, o melhor one-shot do ano. A saga atual, New Krypton, parece estar levando para uma “chacoalhada” bacana, com um senso de inovação que demorou para aparecer nas revistas do Big Blue.
Em Batman as coisas estão ainda mais fortes. Batman RIP é mais uma obra-prima de Grant Morrison. A mistura de força, loucura e determinação, que estão na essência do Homem Morcego, ressurge aqui em toda sua glória. A profundidade alcançada é absurda. É quadrinho de alto-nível e totalmente mainstream. A melhor do ano, com certeza.
Na Marvel, Captain America é o maior destaque. Longe das saídas fáceis e marketeiras de matar um personagem e trazê-lo de volta logo em seguida, esta série está mantendo a mudança após a morte de Steve Rogers e com seu parceiro Bucky como o novo Capitão.
Ed Brubaker faz um excepcional trabalho não deixando cair o nível da série em momento algum, ligando os pontos numa imensa saga, que já dura mais de dois anos. É a melhor coisa da Marvel, sem dúvida alguma.
E no Brasil, a Panini merece alguns elogios. A “Coleção DC 70 Anos” é um exemplo. O número que traz a Liga da Justiça é um dos melhores, com histórias clássicas que não haviam sido publicadas antes no Brasil.
Foram lançados ainda álbuns de capa dura como “Crise na Múltiplas Terras”, “JLA por Grant Morrison” e o melhor de todos: “Starman –Vol.
E é isso. Que venha 2009 e que consigamos ser melhor entretidos neste novo ano.
Nos vemos lá.
sexta-feira, novembro 14, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
Flick geek
O maior clássico das histórias em quadrinhos, Watchmen, está virando filme. É a grande aposta dos estúdios Warner para tentar fincar o pé de maneira mais forte num mercado que está, cada vez mais, dominado pela Marvel – que além de publicar HQs, também está produzindo filmes. A Warner é somente dona da DC.
Enquanto a Mavel já fez, “em casa”, filmes como o honesto Incrível Hulk e o sensacional Homem de Ferro, a Warner alterna altos e baixos como o (baíxíssimo) Mulher-Gato e (a maravilha) O Cavaleiro das Trevas.
E é a história de ser dona que muda toda a relação. A Marvel já está interligando todos os filmes e criando algo comum nos quadrinhos: um universo. O conceito de universo tem como premissa que todos os personagens convivem no mesmo tempo/espaço. Ou seja: se o Hulk, por exemplo, destruir Nova York, o Homem de Ferro pode ficar sem seu escritório na Stark Tower.
Isso está criando uma expectativa enorme não só nos fãs das revistas, mas em todos que gostam de bons filmes. Exemplo: como bem disse o pessoal do Omelete, tem mais gente preocupada em ver um suposto Capitão América congelado numa cena cortada do filme e agora extra do DVD, do que efetivamente com a aventura do monstro esmeralda.
Voltando a falar de Watchmen, tudo que apareceu até agora demonstra que o filme vai ser bombástico. A Graphic Novel teve – e ainda tem – o poder de atrair quem é de fora do “mundinho” das HQs. Mas tenho dúvidas se o filme causará o mesmo efeito.
quinta-feira, outubro 16, 2008
Mas nerd mesmo é aquele que entende 100% das piadas de The Big Bang Theory. Esses (como eu), devem estar se coçando com isso:
- Zachary Quinto tem tudo pra ser um excelente Spock. Esse olhar vazio, seco... parece promissor.
- Chris Pine é "limpinho" demais para ser Kirk. Too much of a choir boy.
- J.J Abrams tem uma mão boa pra TV, mas um filme com tanta "carga" quanto Star Trek? Ainda tenho dúvidas... Ele diz: "Eu acho que as pessoas esqueceram o que Star Trek significa".
Soa marketeiro. Mas nesses tempos, quem não é?
Aguardemos.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Aí o presidente da Warner, Jeff Robinov, chega e diz que vai zerar a série Superman no cinema. Vai fazer isso motivado, em grande parte, pelo “fracasso” de Superman Returns e pelo estrondoso sucesso de The Dark Knight. Esta aqui, no G1.
Nosso amigo Jeff disse mais: em entrevista ao jornal "The Wall Street Journal", ele disse que gostaria de ver nas telas o lado mais pesado de um dos mais populares personagens dos quadrinhos - e que ainda não satisfez o gosto dos fãs mais devotos dos quadrinhos em sua versão moderna.
Bom, vamos devagar com o andor, que o action figure é de plástico.
De fato, Superman Returns não agradou a maioria dos fãs. Isso aconteceu por um motivo simples: não é um action movie. É um filme de “autor”. Bryan Singer se esforçou muito para mostrar o que o Superman significava para ele. O que, não necessariamente, chegou ao que o personagem representa para as outras pessoas, em especial fãs mais ardorosos. Isso por vários motivos: o filho que ele inventa, a pouca ação, Lex Luthor (da forma como é apresentado) não assustar nem atrair ninguém. E também porque o filme é uma homenagem às produções passadas, especialmente quando Richard Donner ainda estava envolvido. Só que quantas pessoas do público atual viram Superman I e II e ainda se importam com aquelas produções?
Voltando a falar sobre a declaração do presidente da Warner, há outro aspecto, o da confusão entre ser “realista” e ser “sombrio”. O mais novo Batman, pro exemplo. Como eu disse aqui, não acho o filme sombrio. Considero o mais real possível em se tratando de uma película sobre um cara que se veste de roedor e sai batendo em bandido na rua.
É possível fazer algo parecido com o Superman? Claro que sim! Estão aí os dois primeiros “Homem-Aranha” e “X-Men” pra comprovar. Mas a Warner já tentou isso, pois Singer era o diretor dos filmes mutantes. Mesmo assim, o caminho é válido.
Nos quadrinhos, onde tudo isso começou, discutir essa questão é algo que já não faz sentido há mais de 20 anos.
A revista que empresta o nome ao filme mais recente de Batman, “O Cavaleiro das Trevas”, foi escrita e desenhada por Frank Miller (hoje, mais conhecido do grande público por Sin City) e mostrava um futuro pós-apocaliptico em que o Homem-Morcego, após anos de reclusão, retomava Gotham e o mundo das mãos corruptas de políticos e outros bandidos.
Ali, Batman era duro, combativo e realmente sombrio – no sentido de que não se tratava mais daquele cara gordinho vestindo uma roupa cinza e arrumando as luvas no canto da sala. Era justamente para combater a imagem camp que aquela história surgiu. Na mesma graphic novel, Superman era mostrado como um capacho do governo estadunidense.
Mas tudo isso fazia sentido num cenário de Guerra Fria, Superpotências e corrida nuclear. E acabou gerando o que, nas HQ’s é chamado de Grim n’ Gritty (algo como “Sombrio e Durão”, numa tradução mais literal).
Trata-se de uma fase de falta de criatividade completa, em que pensava-se que bom mesmo era ter personagens cheios de armas, braços robóticos e que fossem assassinos cruéis.
Hoje (ainda bem) não é mais assim. Todos evoluíram (leitores e criadores) e percebe-se que boas histórias, com pitadas realísticas, podem ser escritas sem apelação. As recentes séries The New Avengers e Captain América na Marvel são prova disso.
Mas aí me vem o executivo top do estúdio e diz que quer fazer um Superman sombrio?? Será que ele alguma vez leu algo do Superman???
Se ele não leu, sugiro algumas coisas: All-Star Superman (No Brasil, Grandes Astros Superman), Superman for all seasons (Super-Homem: As Quatro Estações) e a própria revista de linha do Supes, escrita por Geoff Johns. Aliás, sugiro isso a todos que consideram Superman um personagem ruim e (essa é a pior de todas) um exemplo de imperialismo estadunidense.
Superman é o super-herói ideal, o maior de todos, o primeiro. Não haveria indústria de quadrinhos se não fosse por ele. Tudo vem dali. Ele é o ideal da perfeição humana – independente de país de origem, de raça, credo ou cor.
Ele é a inspiração para que sejamos nobres e bons. Porque, falem sério, se vocês tivessem todos aqueles poderes, perderiam seu tempo ajudando qualquer pessoa que não a si próprios?
É isso que um filme do personagem deveria mostrar. É assim que ele seria relevante para as novas gerações. Dando a elas a esperança que elas não tiveram até agora.
domingo, julho 27, 2008
O mundo é nerd! – Pt 2
A Conquista
É interessante pensar nas causas desse fenômeno. Pode-se dizer que o avanço das comunicações o causaram, pois mais gente tem acesso à informação e assim fica mais fácil de tomar contato com elementos antes restritos.
Porém, prefiro acreditar que, finalmente, a indústria do entretenimento rendeu-se a uma fonte de conteúdo existente desde a década de 1930, se estivermos falando das histórias em quadrinhos de super-heróis.
E estes mesmos quadrinhos tachados por muitos como “coisa de criança” são o espaço criativo que trouxe discussões avançadíssimas para a época em que foram feitos, notadamente na década de 1970.