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quinta-feira, setembro 16, 2010

Do movimento em contraponto à estática

Ser um estranho numa terra estranha traz diferentes sensações. Há um ar de novidade que se combina com a constante possibilidade de errar. Sim, porque diante do desconhcido o erro é possível e perdoável.


Mas o que faz com que não tenhamos essa mesma atitude quando nos vemos frente aos desafios ditos comuns, de nosso cotidiano? Por que não podemos errar livremente?


Bem, antes de responder a essa pergunta, é necessário pensar onde está essa resposta: no sujeito ou no objeto. Ou seja, em nós mesmos ou nos outros e, por consequência, naquilo que nos é imposto. Ou ainda, voltando ao sujeito, naquilo que acreditamos que irão pensar de nós.

É direito inapelável do Homem tentar constantemente expandir seu conhecimento e, para isso, buscar caminhos não trilhados anteriormente, errando ou mudando a direção quantas vezes considerar necessário.

Mais: deveria ser uma obrigação de todos expandir os horizontes, abrindo a cabeça como uma esponja que recebe mais e mais água da fonte inesgotável do conhecimento.

Mas este não é um, hoje tão tradicional na web, post pago de companhias aéreas ou agências de turismo. Não. Pois há um intenso universo pronto a ser descoberto com um simples abrir de janelas. Porém, a rotina faz com que nos esqueçamos que existem, muitas vezes, mistérios deliciosos ao alcance de nossas mãos.


Trata-se da vontade, de ajustar o olhar e de saber que não é preciso cruzar o oceano para que a vida tenha cores e sabores diferentes. Basta seguir o mesmo instinto humano que nos fez descobrir o fogo, a roda e mesmo a gravidade! O impulso de conhecer e assim, evoluir. E, como já foi dito, com o avanço da civilização, nos tornando ainda mais humanos.



Toronto, numa bela tarde de Setembro/2010

sexta-feira, novembro 27, 2009

A vista do meu ponto

Nunca pensei que ia chegar até aqui.

Sonhei com os 15: achava que seria um adolescente bacana quando tivesse essa idade. Mas ela passou e nem sei se algum dia eu fui um bacana.

Sonhei com os 18: saíria por aí motorizado e a vida seria outra. Mas a vida já tinha me levado pra longe e virado a minha cabeça.

Aí sonhei com os 23, quando acabasse a faculdade, para ter liberdade. E a liberdade se mostrou louca e foi tudo muito melhor do que o sonhado.

E agora chegam os 30. Uma data com a qual eu nunca sonhei. Achava distante. Pensava que seria super diferente, adulto. O que não deixa de ser verdade. Mas eu acreditava que haveria uma seriedade estranha, uma chatice natural (como se ser chato fosse algo natural).

Porém, nada foi assim. Os 30 chegaram e tudo foi melhor. Se eu voltasse no tempo e dissesse para mim mesmo aos 24 que seis anos mais tarde eu seria um dono de empresa casado, professor universitário, motociclista e tatuado, provavelmente eu apontaria para mim mesmo o dedo e riria alto, muito alto.

O que só comprova uma coisa: a realidade é muito melhor que qualquer sonho. E que venham os próximos 30. A festa apenas começou.