quarta-feira, agosto 20, 2008

Bobo não!

Como eu disse na segunda-feira passada (e vocês podem conferir logo abaixo), o povo pode ser simples, mas não é idiota.

Matéria da Folha de hoje confirma a queda da audiência de "A Favorita" depois das reviravoltas inventadas para tentar adequar a novela aos padrões já conhecidos.

Numa boa... a melhor coisa que eles fazem agora é encurtar o negócio e partir para outra, porque essa está morta e só esqueceram de enterrar.

terça-feira, agosto 19, 2008

De novo, só daqui 4 anos

E o Brasil perdeu da Argentina. Ah, os nossos velhos conhecidos hermanos. Se perdesse da China na etapa anterior não doeria tanto. Sempre é triste, difícil e complicado apanhar (porque 3 a 0 é uma surra) deles.

Mais doído ainda é ver que dessa vez as coisas foram feitas de uma forma razoávelmente correta: o time ficou na vila olímpica, o único medalhão em campo era um que, de fato, merecia um lugar na equipe - Ronaldinho Gaúcho -, e o time vinha jogando para frente, se lançando forte ao ataque.

Aí vem uma decepção dessas.

Disso tudo, ficam duas perguntas:

a) Dunga sobreviverá na seleção com todas as críticas pós derrota?
b) Será que o time vai ter vergonha na cara de jogar para ganhar o bronze vai buscar as medalhas dessa vez?


quinta-feira, agosto 14, 2008


Music for the soul

No último domingo, dia 10 de agosto, além de ser Dia dos Pais, a cidade de São Paulo recebeu um evento muito interessante.

Para comemorar seus 35 anos no País, a Yamaha Musical do Brasil convidou Ivan Lins, Ana Cañas e Abraham Laboriel para um show no Auditório Ibirapuera.

A competência de Ivan Lins como músico é inegável. E Ana é uma das boas surpresas da nova música brasileira. Mas o destaque da noite foi, sem a menor sombra de dúvida, o mexicano radicado nos EUA, Abraham Laboriel.

Para quem não sabe, Laboriel é um dos maiores gênios do contrabaixo que a humanidade já criou. A revista Guitar Player gringa o credita como "o mais versátil baixista de nossos tempos".

E, de quebra, ele ainda é pai do baterista Abe Laboriel Jr, que atualmente toca, simplesmente, para Paul McCartney. Laboriel pai só tocou com gente do nível de Ray Charles, Michael Jackson, Elton John, Madonna, Stevie Wonder, entre outros.

Quando subiu ao palco do Auditório Ibirapuera, e disse a sempre presente seqüência “One, two, one, two, three, four” e começou a tocar, o local foi invadido por uma energia inigualável. A platéia se perguntava: “Mas esse som está saindo somente do baixo? Como é possível?”. Muito sinceramente, confesso que não sei como é possível. Só sei que aconteceu, pois eu estava lá e vi e ouvi atentamente.

Um suingue inigualável, um domínio da linguagem musical que permite ir do Jazz para o Soul e o Funk em meros segundos e fazendo todo o sentido. É disso que Abe, como ele gosta de ser chamado, é capaz.

Aos 61 anos (sim, tudo isso), o músico mostra-se cheio de entusiasmo e empolgação. E é de uma generosidade sem igual, tocando com os brasileiros como quem faz uma rodinha de amigos para “tirar um som”.

Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi quando, ao final da primeira música em que tocou, e dando uma verdadeira aula de improviso, Laboriel veio às lágrimas de felicidade, por sentir que tinha feito algo extraordinário com a música.

Foi algo marcante para todos os presentes. E fica o pedido para que ele volte ao País, mas para fazer um show só seu. Ele e todos nós merecemos.

Fotos: Tatyana Andrade

segunda-feira, agosto 11, 2008

Favorita de quem?


Então tudo mudou em “A Favorita”. De repente, uma suposta ambigüidade das personagens principais, interpretadas por Cláudia Raia e Patrícia Pilar, sumiu como fumaça no ar.

A premissa original era ousada: deixar que as personagens crescessem por si mesmas, seguindo os ânimos do público e o desenvolvimento da história em si. O problema é que fazer algo assim numa novela das oito é por demais complicado. Existe todo um esquema tradicional, uma estrutura narrativa a qual o público está acostumado.

E, por falar em público, há um elemento ainda mais difícil e que deve ser pensado. Trata-se do perfil dos telespectadores. Quem é que ainda assiste novela das oito? Normalmente pessoas de mais idade e também um público de renda mais baixa, que ainda não tiveram acesso à TV por assinatura. Isso significa, sem nenhum preconceito, que são pessoas com menos acesso à educação e, por isso mesmo, mais habituadas com um estilo de receber conteúdo muito mais ortodoxo.

Diante desse contexto, a novela escrita por João Emanuel Carneiro não conseguiu decolar no Ibope de jeito nenhum. Mas, a solução arranjada, de definir um herói e um vilão, está longe de poder ser considerada ideal.

Flora (Patrícia Pilar), que antes se mostrava amorosa com a filha, hoje diz que “não suporta” a menina. A mudança foi tão radical quanto súbita. E ficou ridícula. Forçada, sem a menor coerência.

Apesar da audiência do “dia da virada”, quando tudo mudou na história, foi alta. Mas não deve continuar assim. Claro, há o ponto da horrenda concorrência no horário: a bizarra novela “Mutantes” da Record – que, por si só, já é um estímulo para que outras coisa seja vista.

Mas a grande questão é que, independente de ser simples e pouco culto, uma coisa certamente o público não é. Bobo. Isso ele não é mesmo. E não vai tolerar ser tratado como tal.


sexta-feira, agosto 01, 2008

Fazendo as coisas ficaram mais animadas

Futebol é paixão, é emoção. Todo mundo diz isso. Mas isso apenas dentro de campo, porque, sejamos sinceros, entrevistas de jogadores, técnicos e dirigentes estão cada vez mais chatas.

Todo mundo fala sempre a mesma coisa, sem se comprometer, passando a culpa para a arbitragem e ninguém nunca dá “nome aos bois”.

Mas eis que surge, ainda, um lampejo de originalidade e coragem.

Edmundo, hoje no Vasco, detona companheiros de equipe sem o menor pudor na entrevista abaixo. Fala, com muita coragem, de dois outros jogadores que são “chinelinhos”. Gíria boleira para designar aqueles que se dizem machucados para não entrar em campo.

Num tempo em que o corporativismo floresce fortemente nos gramados, ver alguém que não tem receio de ser criticado (até mesmo porque não tem mais nada a perder) anima. Demonstra que a inteligência ainda tem espaço num mundo movido, total e inteiramente, pela grana.

Pois essa história de não falar mal dos outros ocorre porque os jogadores querem garantir suas “boquinhas” no próximo clube. Ficam receosos de um ex-companheiro o “queimar” num outro momento.

O futebol seria muito melhor se ainda tivéssemos outros Edmundos. Entre os técnicos, o único que se salva é Muricy Ramalho, com seu poder infinito de mal-humor ao rsponder jornalistas – causando, na maior parte das vezes, uma reação engraçadíssima com isso. Alegre, como o futebol deveria sempre ser.


quarta-feira, julho 30, 2008

Desrespeito

Será que é muito difícil para as operadoras de internet banda larga manterem um serviço com um mínimo de qualidade? Há poucas semanas foi a Telefônica, com seu Speedy, que caiu e ficou fora do ar por dias (e que nunca mais foi o mesmo desde então).

Nesta sexta-feira, dia 25, foi a vez do Vírtua, da NET Serviços, cair e não voltar mais em toda a Zona Oeste de São Paulo.

Em todos os mercados, a excelência em serviços é o objetivo maior das empresas. E o respeito pelo consumidor é um item que nem mais é comentado, por se tratar de uma questão obrigatória. Não há discussão sobre isso.

Porém, para essas empresas, parece que isso não existe. Para elas, nós, os consumidores, não estamos fazendo nada além de um “favor” contratando os serviços deles. É ridículo.

Se é assim agora que as empresas são privadas, imagina quando eram públicas.

A única saída está nas mãos dos consumidores. Somente nos organizando e colocando “a boca no mundo” conseguiremos obter um mínimo de reconhecimento e atendimento correto.

Para quem quiser reclamar, no caso das teles, vá ao site da Anatel. Não é muito, mas já é alguma coisa.

domingo, julho 27, 2008

O mundo é nerd! – Pt 2

A Conquista

O que antes era apenas um universo no qual viviam “iniciados” hoje é a maior fonte na qual bebem os produtores de Hollywood, sejam de TV ou de cinema. Dados que comprovam isso nos 10 filmes mais assistidos nos EUA em 2007: 1) Homem-Aranha 3; 2) Shrek 3; 3) Transformers; 4) Piratas do Caribe 3; 5) Harry Potter e a Ordem da Fênix; 6) Eu sou a Lenda; 7) O Ultimato Bourne; 8) 300; 9) Rattatouille e 10) Os Simpson – O Filme.

Vamos lá, caso a caso, do fim pro começo: Os Simpsons é um desenho animado, bastante conhecido do público. Não é necessariamente, um programa nerd. Rattatouille é mais um desenho animado e se enquadra na mesma categoria.

Aí chegamos em 300. Obra adaptada de forma extremamente fiel dos quadrinhos de Frank Miller. Ou seja: nerd até o fundo da alma.

Depois disso temos Ultimato Bourne, um bom filme de ação, mas sem nerdice. E, logo depois, vem Eu sou a Lenda. Filme baseado num livro de ficção científica da década de 1950. Ficção Científica? Nada mais nerd, não é verdade? Harry Potter está logo depois e até que é um pouco nerd, porque é um livro e tudo mais. Apesar de totalmente mainstream. Piratas do Caribe é da Disney e isso já diz tudo.

Chegamos então ao TOP 3. O terceiro lugar é de Transformers. Filme que resgata a clássica série de desenhos animados (e brinquedos) dos anos 80. Cultuada por 9 em cada 10 nerds com mais de 25 anos de idade. Carros, aviões e outros veículos que viram robôs!!! Isso é pra deixar qualquer moleque espinhento e antisocial parado por dias. Nota 10 na escala de nerdice.

No segundo posto, temos o simpático ogro de Shrek. Ok, esse não é nerd. É criação nova, não traz aquele ar criado pelos fãs (nerds, obviamente) de algo “mitológico” e “maior que a vida”.

E em primeiríssimo lugar... Homem-Aranha 3. Um filme baseado nos quadrinhos do maior nerd ficcional de todos os tempos, Peter Parker!

É interessante pensar nas causas desse fenômeno. Pode-se dizer que o avanço das comunicações o causaram, pois mais gente tem acesso à informação e assim fica mais fácil de tomar contato com elementos antes restritos.

Porém, prefiro acreditar que, finalmente, a indústria do entretenimento rendeu-se a uma fonte de conteúdo existente desde a década de 1930, se estivermos falando das histórias em quadrinhos de super-heróis.

E estes mesmos quadrinhos tachados por muitos como “coisa de criança” são o espaço criativo que trouxe discussões avançadíssimas para a época em que foram feitos, notadamente na década de 1970.

As discussões sobre o uso de drogas de “Lanterna Verde & Arqueiro Verde”, o preconceito comentado arduamente em “X-Men” e até mesmo o alcoolismo mostrado nas páginas de “Homem de Ferro”. Tudo isso era feito em revistas supostamente para crianças naquele tempo.

Depois das fórmulas esgotadas das franquias da década de 1980 (Duro de Matar, como um ótimo exemplo) uma crise de criatividade assolou Hollywood. Aí só restava procurar as melhores fontes disponíveis.

Com isso, o que se pode dizer é que os nerds chegaram ao poder. Sim, ao poder. Pois, em tempos em que a mídia move o mundo, quem a controla está completamente no topo.

quarta-feira, julho 23, 2008

Decadence sans elegance

Higienópolis já foi um bairro classudo, habitado por pessoas influentes: artistas, intelectuais, políticos, entre outras figuras da vida pública de São Paulo e do Brasil. Alguns deles ainda estão por lá, mas ao andar por aquelas ruas arborizadas, fica evidente que algo está faltando.

O bairro é pontuado por diversas escolas. Mackenzie, FAAP, Rio Branco e Sion para ficar apenas nos colégios privados tradicionais. Porém, em meses como julho, aquela energia juvenil desaparece completamente da vizinhança, deixando evidente o processo de decadência que o bairro sofre.

Sem a alegria dos jovens, a idade avançada dos prédios (e de seus moradores) parece gritar. Projetos de retrofit passam longe dali, contribuindo para que um aspecto lúgubre tome conta do lugar.

Tudo é velho, triste. Como um animal que apenas aguarda o abate, pois sabe que seu tempo chegou. Sobra um ou outro sopro de vitalidade, como a Praça Vilaboim. Mas mesmo esta sofre, em julho, com o fluxo de pessoas vindas da FAAP diminuído no período.

Tradicionalmente, Higienópolis é um bairro habitado pela colônia judia. E muitos são judeus ortodoxos, vistos caminhando por lá com seus quipás e barbas. Porém, o que antes se apresentava como um porto seguro a esse povo, demarcado pelo famigerado Minhocão, pela Santa Casa e pelo Pacaembu, hoje se mostra desconectado da realidade.

Não tanto pela evidente invasão de pessoas não pertencentes a essa etnia. Mas pelo próprio sentimento de não-pertencimento a um contexto de toda a cultura e sociedade que cada vez mais excluí situações apartadas da influência massiva do universo pop.

Essa característica de desconexão com o tempo atual de muitos dos moradores judeus de Higienópolis apenas contribui para que a tal decadência bata ainda mais forte no bairro.

Há quem ainda acredite que aquela localidade possa inferir algum tipo de prestígio ou elegância. Ledo engano. Procurar por isso não é nada além de uma busca por um ouro que não se possui numa mina abandonada há mais anos do que é possível se lembrar.

terça-feira, julho 22, 2008

Clone? Se fosse mesmo tava bom...

A mais nova aposta de George Lucas é a animação Star Wars: The Clone Wars. É um pouco mais do mesmo, simplesmente disfarçado de desenho animado.

Lucas se perdeu quando começou a segunda trilogia. Os episódios 3, 2 e 1 não conseguiram captar a mesma magia dos primeiros – que revolucionaram o cinema e a forma de se contar histórias de ficção.

O Império Contra-Ataca é uma das melhores demonstrações da capacidade humana de criar um tipo de entretenimento que se internaliza nas mentes dos espectadores, gerando uma experiência que se perpetua durante a vida das pessoas.

Com a nova trilogia, Lucas acabou se rendendo demais às inovações tecnológicas, notadamente à possibilidade de criar cenários e até mesmo personagens em CGI (Computer Generated Images). E tirou o que Star Wars tinha de melhor: a emoção.

Mesmo se tratando de ficção científica, todo moleque se sentia próximo de Luke Skywalker e sua escalada para se tornar um Jedi. Brigas com o pai, dificuldades de adaptação no crescimento e toda uma jornada do herói que Joseph Campbell não nos deixa esquecer.

Mas George Lucas continua tentando. Quem sabe uma hora ele não consegue acertar de novo?

segunda-feira, julho 21, 2008

O mundo é nerd – Pt 1

Cavaleiro das Trevas bate recorde no Brasil
Mais de sete milhões de reais são arrecadados no primeiro final de semana do filme

Agora é fato: o mundo do entretenimento definitivamente se rendeu ao universo dos quadrinhos. Dados passados pela Warner Bros. Pictures indicam que 775 mil pessoas assistiram a Batman – O Cavaleiro das Trevas no primeiro final de semana de exibição.

Exibido em 547 salas, o filme de Christopher Nolan se tornou o maior lançamento cinematográfico de 2008 no Brasil, superando em 18% o líder anterior, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Batman – O Cavaleiro das Trevas também foi o responsável por 51,4% da bilheteria entre os 10 filmes mais vistos no País no último final de semana. O total obtido pelo longa-metragem é três vezes maior do que o segundo colocado.

É a maior abertura de um filme da Warner no Brasil, em dólares, em todos os tempos. Ficou 13% acima da marca anterior da empresa, que era Harry Potter e A Ordem da Fênix.

Na gringolândia (Estados Unidos e Canadá), TDK (como já está sendo chamado pelos fãs) obteve 158,3 milhões de dólares em ingressos vendidos e bateu o recorde de arrecadação em um final de semana de estréia, que antes era de Homem-Aranha 3. Diante dos atuais concorrentes, o filme de Christopher Nolan ficou 128,3 milhões de dólares na frente do segundo colocado, o musical Mamma Mia!.

quinta-feira, julho 17, 2008

Quando parece que nada pode piorar...

Bom, como está dito aí ao lado, sou jornalista. Isso me deixa suscetível a receber algumas bobagens. Normalmente eu nem as comento. No máximo, falo com o pessoal amigo aqui na agência mesmo. Mas esta foi a campeã do ano. Nada pode preparar o universo para isto:

CHITÃOZINHO & XORORÓ E FRESNO APRESENTAM ESTILO "SERTANEMO" NO ESTÚDIO COCA-COLA ZERO

Em 2008, o Estúdio Coca-Cola Zero estressa mais a mistura de estilos em uma série de quatro programas. Neste terceiro encontro, que irá ao ar na MTV sexta, dia 18/7, às 20h30, as diferenças não estão somente no estilo musical, mas também no tempo de estrada de cada um dos artistas. A Coca-Cola Zero coloca para conviver lado-a-lado a dupla sertaneja que consolidou a popularização do gênero, Chitãozinho & Xororó, com os quatro integrantes da banda Fresno, que foi projetada para o Brasil todo via Internet.

No primeiro programa da série, chamado "Troca de Balada", o fã de Chitãozinho & Xororó sai do interior de São Paulo diretamente para a capital, onde se encontra com o fã paulistano da Fresno. Cada um deles experimenta as baladas do outro, com direito a passeios a cavalo, ao fliperama e, é claro, aos shows de Chitãozinho & Xororó e da banda Fresno.

O segundo programa da série é o "Diário de Bordo", também com meia hora de duração. O programa acompanha um dia na vida de cada um dos artistas e mostra, a partir daí, o que eles têm de diferente. Os artistas ainda não se encontraram para os ensaios e show do Estúdio Coca-Cola Zero, mas estudam pela primeira vez a música do outro.

"Videografia" é o terceiro programa da série e coloca o expectador cada vez mais próximo do ambiente musical do show. Chitãozinho & Xororó e os membros da banda Fresno aparecem juntos pela primeira vez. Eles se encontram para uma conversa sobre vida e carreira no palco do Estúdio Coca-Cola Zero. O papo é ilustrado por clipes, vídeos e fotos da vida de cada um. O programa tem meia hora de duração.

Na quarta semana da série, chega o grande momento. Um encontro aparentemente sem lógica alguma, uma mistura de rock e música sertaneja: Chitãozinho & Xororó e Fresno juntos no palco. Com quase nada em comum, eles encaram o desafio de tocar juntos. O programa Estúdio Coca-Cola Zero mostra o que aconteceu nos quatro dias de ensaio e o show, gravado em um estúdio de São Paulo. Estúdio Coca-Cola Zero tem uma hora de duração. No repertório do show, Na Aba do Meu Chapéu e Polo, entre outros sucessos.

Sou só eu que me incomodei com o termo "Sertanemo"??? Aposto que não.
E Fresno? Fresno??? Esses moleques não sabem nem segurar uma guitarra na mão!!

E Chitãozinho & Xororó, hein? Isso é recalque por Sandy & Jr. terem feito muito mais sucesso que eles nos últimos 10 anos??

Bom, eu acho que esse é o prenúncio do fim do mundo. Daqui pra frente é só pra baixo...
Da educação capitalista

O governo e as empresas comemoram fortemente o advento da classe C como grande consumidora do Brasil atual. Para quem vende, realmente está tudo ótimo. Mas quem faz a “gestão” (entre aspas, pois isto, de fato, nunca aconteceu) do País deveria abrir os olhos para um ponto extremamente complexo, a questão educacional.

Mas o que a educação tem a ver com o consumo? Tudo! Há que se ter conhecimento e, principalmente, discernimento até mesmo para gastar.

Poucas cenas são mais cruéis: tarde de domingo na cidade de São Paulo. Uma loja do McDonalds num shopping de bairro popular. Famílias inteiras se acotovelam para ouvir um “Seu pedido, senhor?” de mocinhas mecânicas e pouco sorridentes. Crianças pulam e se penduram no balcão tentando enxergar o mundo que lhes parece fantástico se apresentando do outro lado.

Invariavelmente, famílias com filhos (e na maioria, mais de um) pedem o famigerado “McLanche Feliz”. Valor? Cerca de 10 reais. Comem as crianças (no mínimo duas), o pai a mãe e sempre também acompanha um primo ou um vizinho. A conta não sai por menos de 50 reais.

Para um grupo familiar que ganhe entre 700 e 900 reais, pagando aluguel, comida, água, luz e tudo mais, esse dinheiro faz diferença. E muita diferença. Mas como equilibrar – e agüentar – os desejos de crianças que “precisam” ter o brinquedo mais recente lançado pelo restaurante do palhaço e dos arcos dourados?

Aqui entra a questão da educação. A esse povo todo foi dado dinheiro, acesso ao crédito. Mas ninguém os ensinou a pensar, eles continuam sem a menor condição de fazer uma análise crítica do seu entorno, do mundo em que vivem.

Que não pareça ser esta uma campanha contra o McDonalds. Não é. Valem também os comerciais de brinquedos que passam no intervalo dos programas infantis. O problema é que o Mac vincula essa venda à “comida”.

A campanha é, sim, contra a política educacional emburrecedora deste e dos governos passados. Até parece que deixar que sejam abertas milhares de faculdades ajuda a formar uma população realmente pronta para lidar com os diferentes desafios da vida capitalista moderna.

Não que seja necessário ler Marx, Engels, Durkheim, Maquiavel ou qualquer outro para conseguir freqüentar um restaurante fast-food. Mas um mínimo de conhecimento gera questionamentos e evita que as pessoas sejam conduzidas como gado pela vida.

sexta-feira, julho 11, 2008

Heróis ao vivo

Alguém mais aí jogou Marvel Ultimate Alliance? Sem dúvida alguma, este é o melhor jogo de super-heróis já feito!

Com uma história envolvente, uma imensidão de personagens e inimigos legais de serem combatidos, o jogo traz aquele tipo de diversão pura e simples que lembra os velhos e bons tempos do NES e depois do SuperNES e Mega Drive, com games como Ninja Gaiden, Final Fight e Castle of Illusion e até mesmo Capitain America and the Avengers.

A tendência atual de jogos complexos demais é deixada um pouco de lado e valoriza-se a jogabilidade e emoção de poder controlar personagens como Wolverine, Capitão América, Homem-Aranha e até os improváveis Deadpool, Luke Cage e Mulher-Aranha.

Vale muito investir! Ou, se preferir as vias cada vez mais ilegais, procure pelos downloads da vida.

Fica a dica!

quinta-feira, julho 10, 2008

Beleza frutífera

A mulher mais comentada pela mídia e, aparentemente, mais cobiçada pelos homens no Brasil atual não é outra que não a avantajada Mulher Melancia. Que tem seguidoras dos mais diversos tipos: Jaca, Melão, Moranguinho...

O que todas essas mulheres têm em comum, além do fato de não serem o padrão de beleza das passarelas e editorias de moda? Elas são a síntese das mulheres de verdade do Brasil. Das mulheres que estão nos pontos de ônibus, nas escolas, padarias e escritórios.

Mulheres que não seguem a estética famélica que o mundo da moda tenta impor. E que mesmo assim são capas de “Playboy” e “Sexy”. Com isso, democratizam a beleza, dão a todas a possibilidade de se sentirem desejadas.

Algo que, na verdade das ruas, sempre aconteceu. As mulheres mais “carnudas”, como diz o povo, sempre foram as mais desejadas. De um ponto de vista até mesmo biológico, os homens tendem a procurar mulheres cuja configuração corpórea passe a idéia de que pode ser uma boa reprodutora – e uma das marcas são exatamente as coxas e a cintura mais largas.

Por isso, que surjam cada vez mais mulheres, sejam elas jacas, melões ou mesmo pepino – como aquelas com quem o Ronaldo Fenômeno se envolveu. Mas que não se esqueçam das mulheres-folhas, as tão lindas magrinhas, pois há lugar no mundo para todas as belezas.

Mas que fique claro: aqui, o apoio é dado a uma nova visão estética, menos travada e contra as exigências diabólicas de um tempo no qual a imagem vale mais do que a essência. E não ao excesso gritante de vulgaridade envolvido nas danças (?) e músicas (?) produzidas por essa fruteira toda. Disso, não se faz nem uma limonada.

terça-feira, julho 08, 2008

Um herói de verdade

UAU! Somente assim, com uma imensa interjeição, é possível descrever Batman – O Cavaleiro das Trevas. O filme que Christopher Nolan criou, junto com excelente elenco formado, essencialmente, por Christian Bale, Heath Ledger, Gary Oldman e Aaron Eckhart, leva as adaptações de quadrinhos para um outro patamar: o da realidade.

Não estamos falando aqui de produções como “300” ou “Sin City”, que levaram as HQs para a tela, reproduzindo cores e cenas fielmente. Em O Cavaleiro das Trevas, o que ocorre é a transposição para o mundo real (ou pelo menos tão real quanto o cinema permite) de todo um universo que até hoje havia existido apenas nas páginas e nos desenhos animados.

Acreditar em Batman, da forma pela qual ele é mostrado nesta produção, é algo simples, natural. Diferente de “Quarteto Fantástico” ou “O Incrível Hulk”, que partem do pressuposto de que é algo incrível e necessariamente irreal que está se passando, neste filme a idéia primeira é de que tudo aquilo poderia estar acontecendo ali do lado, em nossa própria vizinhança.

A realidade apresentada pelo filme é cruel, sofrida e dura. Tal qual aquela que vemos todos os dias. Pode parecer estranho dizer isso de um filme cujo personagem principal é um homem que se veste de morcego. Mas é possível porque Nolan se leva a sério. E leva o filme que fez mais a sério ainda.

Aqui não há espaço para brincadeiras espirituosas, como as que Tony Stark fez em “Homem de Ferro”. Bruce Wayne é um homem que não tem tempo para futilidades. Ele tem a missão árdua de limpar uma cidade suja até a alma e afundada no caos trazido por inimigo novo e letal. Trata-se de uma tarefa que o dilacera emocional e fisicamente, mas que precisa ser cumprida. No máximo, Wayne se esforça para manter seu disfarce.

O inimigo não é ninguém menos do que o Coringa, numa atuação monumental de Heath Ledger. Seu “palhaço” é doentio, verdadeiramente aterrador. É até macabro dizer, mas depois de assistir ao filme e vê-lo ter feito tão bem um personagem com tamanha dose de insanidade, pode-se tentar compreender o que o levou a uma overdose de medicamentos.

O Coringa aqui não é o “Príncipe Palhaço do Crime”, atacando com um martelo verde gigante. Este é o psicopata de “Asilo Arkham”. É o demente que mata o Robin com um pé de cabra em “Morte em Família”. É, como ele mesmo diz em uma cena, “uma força incontrolável”.

O vilão cria um clima soturno, uma dor na boca do estômago que teima em não passar até o final do filme. E nessa cruzada pró-caos, ele não está sozinho. Sem estragar nada para quem ainda vai assistir, digamos que O Cavaleiro das Trevas demonstra que a justiça tem muitas faces.

Mas é preciso dizer que não é só Heath Ledger quem se supera. Todos estão muito bem. A atuação segura de Christian Bale, por exemplo, é fundamental para o alcance da dramaticidade e verossimilhança que permeiam toda a película. Morgan Freeman e Michael Caine, coadjuvantes nos papéis de Lucius Fox e Alfred, respectivamente, possuem poucas falas. Mas todas são ótimas e realizadas com intensidade e sentimento.

Para os fãs de quadrinhos, fica a certeza de que – definitivamente - o nosso Batman ganhou vida. O Cavaleiro das Trevas faz jus ao nome que emprestou da obra-prima de Frank Miller. Não, não há temas daquela HQ. Mas o impacto que o filme deve trazer para um mercado inundado de adaptações de gibis é semelhante ao que foi criado no já longínquo ano de 1986, quando aquela revista foi lançada.

O sentimento é de que Gotham (e todos nós, como se lá vivêssemos) finalmente tem o herói que merece e que precisa. Batman vive e eu acredito nele.

segunda-feira, julho 07, 2008

A tal Lei Seca

O advento de uma nova regulamentação a respeito da tolerância (ou ausência dela, melhor dizendo) à combinação álcool e direção vem movimentando o noticiário e é, inevitavelmente, assunto de mesas de bar por todo o País.

Quem teve a oportunidade de dirigir por São Paulo à noite, no final de semana, já pode perceber claramente os efeitos da nova lei.

Aonde antes havia jovens alterados, com latinhas de cerveja às mãos, gritando e dirigindo de forma imprudente, agora se vê apenas tranqüilidade e até um bocado de silêncio. Essa era a cena nas imediações da Vila Olímpia, por volta da 1 da manhã de sábado.

Os donos de bares e casas noturnas podem até estar chateados. Mas que a lei está fazendo bem à população, isso é inegável. A diminuição do nível de estresse das pessoas no trânsito noturno é nítida.

Conversava dia desses com uma amiga que é cantora e trabalha na noite. Ela contava das atrocidades que já viu ao voltar para casa depois do trabalho, lá pelas 4 ou 5 da matina. E ela dizia também de como notou que estava bem mais fácil chegar após a introdução da lei. “O medo que eu passo ao atravessar um cruzamento, pensando que um louco bêbado passaria no vermelho, diminuiu bastante”, comentou.

O que os antagonistas dessa regra precisam se acostumar é a pensar que existe diversão mesmo sem álcool. E quem precisa desse combustível para se soltar, que procure um bom terapeuta e exorcize seus próprios fantasmas.

A saúde pública agradece, como mostra a pesquisa.


sexta-feira, julho 04, 2008

Há leis que não podem ser quebradas

O futebol, além das regras declaradas nos livros e regulamentos, possui outras leis. São aquelas não-escritas, criadas sabe-se-deus por quem. Mas desde o momento em que houve uma trave e pessoas correndo atrás de uma bola, elas existem.

E não importa se os fatos transcorrem num campinho de terra ou no Maracanã. As leis apócrifas agem com precisão e não falham jamais (diferente até, de muitos momentos de suas irmãs que enchem páginas e páginas).

A última passagem dessa história ocorreu na última quarta-feira, quando o Fluminense de Renato Gaúcho enfrentou a LDU, do Equador. A lei infringida pelo time carioca foi a da soberba.

Como dizem no interior, "contaram com o ovo no cu da galinha". Ou seja, esqueceram-se que havia um adversário a ser enfrentado e que, como o próprio nome já diz, iria se colocar para ganhar e, assim, impedir que o outro vencesse.

A festa que a torcida fez no treinamento, soltando fogos, levando faixas e tudo mais, extrapolou o limite do incentivo e virou festa adiantada. E é nesse momento que quebraram as regras.

Não seria diferente: o castigo veio. E da forma mais dramática e sofrida possível. Os três craques do time perderam suas cobranças. Aí só restou ao Maracanã o silêncio, as lágrimas e a comemoração de uma equipe trabalhadora, simpática e humilde, vindo do mais humilde ainda Equador.

P.S: Fica ainda a pergunta: seria o Maracanã o túmulo do futebol brasileiro? Porque está difícil de ganhar um título internacional ali. Que soem os avisos para a Copa de 2014.



quarta-feira, julho 02, 2008

Sob a asa do Morcego

2008 está sendo um ano pródigo em filmes baseados em histórias em quadrinhos e nerds em geral. Hulk e Homem de Ferro sendo os melhores exemplos até aqui.

Mas ninguém está preparado para o que vem por aí com Batman - o Cavaleiro das Trevas. Hypado pela inesperada morte de Heath Ledger, a expectativa em torno do filme é enorme.

Na primeira parte deste blockbuster, o diretor Christopher Nolan já deu um show, acompanhado pelo excelente ator Christian Bale. Com tudo já bem conhecido, a tendência é que possa ser visto algo ainda maior e melhor nas telas.

A escolha do Coringa para o vilão deste segundo filme não poderia ter sido mais feliz (sem nenhum trocadilho com o palhaço do crime). A insanidade do personagem precisava de mais espaço para ser explorada - algo muito complicado de ser feito num filme de origem, como foi Batman Begins.

E ainda por cima há a aparição (prometida) do Duas-Caras, o ex-promotor público Harvey Dent. A dicotomia herói-vilão propiciada por esse3s dois personagens e o herói h0omem-morcego é das mais interessantes já criadas nas HQs.

Tudo mostrado até agora aponta que a tradução para a película foi a melhor possível. Veremos. A contagem regressiva para o melhor filme do ano já começou.

Enquanto isso, que se mordam os cotovelos com os trailers:


segunda-feira, junho 30, 2008

Ponto de Partida

É preciso dizer que este não é mais um blog diarinho. Sim, este já foi um blog diarinho. Sou do tempo em que blogs diarinhos eram moda entre gente que queria ser bacana e também entre aqueles que tinham tendências "emo" antes mesmo desse termo existir.

Confesso que me enquadrei em ambas as categorias.

Mas agora mudou. A idéia é fazer algo que possa ser considerado, mesmo que remotamente, jornalístico. Talvez em alguns momentos também literário. Só não dá mais pra ficar com choramingos, letras de música, testes e bobagens desse tipo.

Ainda assim, não vou tirar o histórico. Pois faz parte da minha vida e não tenho motivo nenhum para me desfazer do meu passado. Pelo contrário. Tenho orgulho dele, pois me trouxe até aqui.

Então vamos lá... daqui pra frente mais coisas devem surgir.

Quem viver (e tiver paciência), verá.