terça-feira, abril 28, 2009

When the Titans walked the Earth

Pode parecer uma imensa sacanagem não atualizar o blog e, ao fazê-lo, colocar uma cópia de release. Mas é que esse filme marcou minha infância e ver um remake com as tecnologias atuais me diexa bastante empolgado.

COMEÇAM AS FILMAGENS DA AVENTURA ÉPICA CLASH OF THE TITANS

Filme será baseado no universo da mitologia grega e possui elenco estrelar

A Warner Bros. Pictures e a Legendary Pictures anunciam o início das filmagens, nesta segunda-feira, 27 de abril, da aventura épica Clash of the Titans (ainda sem título em português). O filme será dirigido por Louis Leterrier (O Incrível Hulk) e estrelado por Sam Worthington (O Exterminador do Futuro: A Salvação e do ainda inédito Avatar); pelo indicado ao Oscar® Liam Neeson (Busca Implacável e A Lista de Schindler) e por Ralph Fiennes (da série Harry Potter e O Paciente Inglês).

Em Clash of the Titans, a batalha por poder coloca homens contra reis e reis contra deuses. Mas uma guerra entre os próprios deuses poderá destruir o mundo. Nascido como um deus, mas criado como um mortal, Perseus (Sam Worthington) não consegue salvar sua família de Hades (Ralph Fiennes), um vingativo deus do submundo. Com nada mais a perder, Perseus se voluntaria para uma perigosa missão: destruir Hades antes que ele possa usurpar o poder de Zeus (Liam Neeson) e trazer destruição para a Terra. Liderando um corajoso grupo de guerreiros, Perseus começa uma perigosa jornada por mundos proibidos. Lutando contra demônios profanos e amedrontantes bestas, Perseus só irá sobreviver se permitir utilizar-se dos poderes concedidos em seu nascimento, desafiando seu destino e criando seu próprio caminho.

O protagonista do elenco, Perseus, é o australiano Sam Worthington, um filho mortal de Zeus, rei dos Deuses. Worthington será visto em breve nos cinemas em Exterminador do Futuro: A Salvação. Liam Neeson interpreta o poderoso Zeus, e Ralph Fiennes é Hades, deus do submundo, que se alimenta do medo humano. Também estão no elenco Gemma Arterton (007 – Quantum of Solace), como Io, a misteriosa guia espiritual de Perseus durante sua missão; Mad Mikkelsen (007 – Cassino Royale) como Draco, que utiliza sua espada para se juntar ao grupo de Perseus; Jason Flemyng (O Curioso Caso de Benjamin Button) como Acrisio, um homem que foi rei e agora é uma besta horrorosa, e Alexa Davalos (Um Ato de Liberdade) como Andrômeda, uma princesa destinada a morrer caso Perseus não tenha sucesso em sua investida.

Baseado no filme homônimo de 1981, escrito pelo falecido Beverly Cross, Clash of the Titans é dirigido por Louis Letterier a partir do roteiro de Phil Hay e Matt Manfredi (Aeon Flux), em uma história de Travis Beacham (Dog Days of Summer), Hay e Manfredi. O filme é produzido por Basil Iwanyk, que também produziu o drama Somos Marshall para a Warner Bros. Pictures, e Kevin De La Noy, produtor-executivo do último sucesso do estúdio, Batman – O Cavaleiro das Trevas. Os produtores executivos são o vencedor do Oscar® Richard D. Zanuck (Conduzindo Miss Daisy), que recentemente colaborou com a Warner Bros. Pictures na comédia de sucesso Sim Senhor, e Thomas Tull, Jon Jashni Willaim Fay, todos da Legendary Pictures e parte de sucessos da Warner Bros. como Batman – O Cavaleiro das Trevas e 300.

A equipe técnica responsável por criar este espetáculo da mitologia inclui o diretor de fotografia Peter Menzies Jr. (O Incrível Hulk); o desenhista de produção Martin Laing (O Exterminador do Futuro: A Salvação); o editor Vincent Tabaillon (O Incrível Hulk); a figurinista indicada ao Oscar® Lindy Hemming (Topsy-Turvy – O Espetáculo e Batman – O Cavaleiro das Trevas); o supervisor de efeitos especiais indicado ao Oscar® Nick Davis (Batman – O Cavaleiro das Trevas), o supervisor de próteses indicado ao Oscar® Conor O´Sullivan (Batman – O Cavaleiro das Trevas e O Resgate do Soldado Ryan); o supervisor de efeitos especiais e animatronics vencedor do Oscar® Neil Corbould (Gladiador) e a responsável por maquiagem e cabelo vencedora do Oscar® Jenny Shircore (Elizabeth – A Era de Ouro).

Clash of the Titans será rodado em estúdio nos arredores de Londres e mais tarde no País de Gales e nas Ilhas Canárias, predominante na cidade espanhola Tenerife, perto da costa da África. Trabalho aéreo adicional acontecerá em várias localidades da Etiópia e Islândia.

Warner Bros. Pictures apresenta, em associação com Legendary Pictures, Clash of the Titans, que será distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment Company.

segunda-feira, abril 13, 2009

Falta de ensino em duas rodas

Matéria de Veja São Paulo desta semana chama atenção para o trabalho dos bombeiros e conta que atualmente a maioria dos atendimentos é para acidentes de trânsito. Desses, mais de 80% envolve motociclistas.

São Paulo não existe sem os motoboys. Quem trabalha com documentos e com provas de materiais gráficos sabe muito bem disso. E estes são apenas dois exemplos entre muitos.

É muito simplista utilizar o velho argumento de que motoboys são irresponsáveis e que fazem loucuras o tempo todo. Mas alguém já parou para pensar na formação dessas pessoas? Não estou aqui falando de educação escolar formal. Quanto a isso, a discussão é outra e muito mais profunda. Falo é de ensinar a pilotar uma motocicleta.

No final de 2008 entrou em vigor uma nova diretriz do Conselho Nacional de Trânsito, aumentando o número de horas/aula para se conseguir tirar habilitação, seja de carros ou motos. Foi suficiente? Não. Nem de longe.

Recentemente, por conta de novos compromissos profissionais, precisei de um novo veículo. Depois de observar e comparar diversas alternativas, decidi que a melhor opção era uma scooter.

Para quem não sabe, scooter são as versões modernas das lambretas, como a clássica Vespa. São motos menores (na maioria dos casos) e que tem, como principal característica possuir câmbio automático.

Apesar de mais simples para guiar, scooters são motos e, portanto, necessitam de habilitação específica. Escolhi a scooter e não um modelo normal de moto justamente para me diferenciar do mar de motoboys da cidade e, assim, conseguir um pouquinho mais de respeito dos motoristas de carros, ônibus e caminhões.

Dando início ao processo, fui até uma auto-moto escola e me matriculei. Como já tinha habilitação de carro, fiz o que eles chamam de adição de categoria. O que me exigiu apenas a tal prova de conhecimentos de primeiros-socorros, mecânica básica e direção defensiva. Não precisei fazer nenhuma outra aula.

O problema começa na parte prática. O início tudo bem. O instrutor chega, prende o acelerador para que você não faça nenhuma bobagem, diz como engatar a marcha e vamos lá. Há um traçado padrão a ser feito: um oito, um labirinto e contornar alguns cones.

Dentro da minha imensa ignorância e ingenuidade, acreditei que depois dessa fase – a qual seria destinada ao meu ganho de equilíbrio – passaria às ruas, fazendo percursos, como nos carros.

Ledo engano. As aulas e o exame ficam SÓ nisso. 20 aulas em um espaço confinado, sem carros ao lado, sem caminhões. Vez ou outra uma moto de algum aluno que também está ali perdido.

Ou seja, para se ter habilitação de motocicleta no Brasil você não precisa nem mesmo saber como engatar a segunda marcha. Anda só em primeira e ponto final! Imagina então pegar corredores movimentados da metrópole paulistana. Ninguém passa nem perto de te ensinar isso.

Questionei se não seria necessário um treinamento melhor para meu instrutor. Aí fiquei ainda mais surpreso: ele me conta que é proibido o uso de motocicletas de ensino no tráfego da cidade.

Como então um cidadão deve aprender a andar de moto? Ora, exatamente como eu fiz. Andando. Pegando a moto e saindo por aí, aprendendo na prática.

Se é assim, não é de se admirar que os bombeiros tenham tanto trabalho com motociclistas. Eles não aprendem a, realmente, andar de moto. Ainda mais um cara que usa a moto para trabalhar, recebendo por entrega, o que significa que quanto mais, maior o pagamento.

Essa mesma pessoa sai de casa sem comer direito, muitas vezes quando o sol ainda nem nasceu e volta quando a lua já está alta. Debaixo de chuva e no frio (porque o que faz de frio em moto não é brincadeira...). Isso significa ainda menos atenção de alguém que nem tem tanto conhecimento assim sobre pilotar uma moto.

A história a ser contada é essa. Mas para isso ninguém olha. Da próxima vez que você ver um motoboy sendo socorrido depois de um acidente, lembre-se: ele tem habilitação. Só não sabe realmente como dirigir e ninguém cobrou, ou sequer ensinou, isso a ele.

sexta-feira, março 27, 2009

The Man of Tomorrow goes corporative

Muita gente me pergunta o motivo de eu gostar tanto do Superman. Dizem ser difícil se relacionar com um personagem que é (na visão dessas pessoas) inatingível, inumano, alienígena ao extremo. E ainda um “bobão”, que fica se fazendo de trouxa para as pessoas ditas normais, quando poderia dominá-las completamente.

Já discuti isso em outros momentos aqui no blog, como aqui, por exemplo.

Bom, penso que esses argumentos são furados e ditos por quem não conhece (e não quer conhecer, no maior parte das vezes) o personagem.

O que faz o personagem ser tão especial é justamente a questão da escolha. Ele poderia dominar o mundo, ser um sacana que olhava a bunda de toda mulherada com a visão de raios-X. Mas ele escolhe não ser assim. É consciente.

Podem chamá-lo de bobo por fazer isso. Mas vamos trazer isso para uma esfera, digamos, corporativa? Hoje em dia, tudo quanto é empresa, do boteco da esquina até as maiores corporações possuem pregados em suas paredes quadros com “Missão”, “Visão” e “Valores”.

Peguemos os tais valores para começar. É quase infalível colocar “ética” entre eles. Basicamente, podemos definir ética como “fazer a coisa certa”. Agora me respondam: é certo sonegar impostos? Vender produtos ou serviços sem nota fiscal? Não estamos aqui discutindo se a cobrança é justa. O fato é que os impostos estão aí e essa é a lei. Mas quem é que escolhe cumpri-la direta e objetivamente, sem nenhum outro estímulo que não a possibilidade de punição?

Aí entra o Superman. Ele escolhe o certo simplesmente por ser certo. Ele é o símbolo máximo da retidão de caráter. Isso é ser bobo, ser idiota? Bom, eu preferia viver num mundo em que todos fossem como ele.

Se o Superman fosse o role model preferido das crianças, não tinha tanto safado no mundo.

E só para completar: o Batman é igual. Funciona do mesmo jeito. A diferença é que ele faz cara de mal.

terça-feira, março 03, 2009

Pequenas alegrias e tristezas da vida diária

Poxa, ainda bem que o Palmeiras perdeu (e feio!) para o Colo Colo em casa.

Porque depois que a Ana ficou e o Ralf saiu da casa do BBB ficou chato, viu?

Se bem que já tivemos um cachorro com nome de Ralf em casa e gente com nome de cachorro sempre é meio estranha.

Só pra completar o post BBB, Francine merece levar o milhão só por ter ameaçado a Maíra de quebrar os dentes dela.

Blé!
Alegria do povo

Disparado o melhor jornal de esportes da TV, o Sportcenter, da ESPN Brasil conquista pela simplicidade e, principalmente, pela azeitada dupla Antero Greco e Amigão.

Com um timming que dá gosto de ver e opiniões fortes e balizadas, os dois conseguem sair da mesmice que assola a cobertura esportiva nacional.

Abaixo uma pequena cena das brincadeiras que deixam o jornal tão leve e bom.

O engraçado é que na ESPN pode, todo mundo vê e gosta. Mas quando a Globo tenta inovar no Globo Esporte, todo mundo cai matando. Vai entender...

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A Força é forte neste aqui

Nada resta a George Lucas a não ser tornar-se uma mera caricatura de si mesmo. Sua magia, outrora revolucionária, hoje pode - literalmente - ser feita em casa.

E com resultados realmente bons.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Vida de Zumbi

Pára tudo que o mundo ainda tem salvação.

Se, por um lado, temos a diva dos incapacitados mentais - Mallu Magalhães - seguindo um caminho pré-construído; de outro temos gente que consegue ser extremamente criativo e original, ainda que bebendo de uma fonte com mais de 60 anos.


Com vocês, Jack Jeans, em Zombie Jamboree.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Crise? Você acredita mesmo nisso?

Não sei quem foi o primeiro babaca a começar a falar sobre crise dessa vez. Talvez tenha sido algum gestor que fez besteira na GM. Ou talvez tenha sido alguém que vendo o que não devia, dando como garantia uma casa que não estava paga, numa cidadezinha do Alabama. Não importa.

O que irrita é que tem gente demais no mundo que adora ser fatalista. Adora mesmo. Quanto maior o desastre, melhor. Porque nessas horas fica fácil esconder os erros, as fraquezas, os medos. É tudo culpa da crise.

Não vendeu tanto quanto deveria? É a crise! Não é porque não divulgou bem o produto, não pesquisou o mercado, não conhece o público-alvo.

Está mandando gente embora? É a crise! Não é porque está com a estrutura inchada de executivos inúteis, dilapidando a empresa com benefícios irreais (vide jatos da GM).

Ou seja: apenas uma cortina de fumaça perfeita para esconder as próprias falhas em frente ao implacável espelho da realidade.

Felizmente, vejo que aqui, no mundo de verdade, as empresas conduzidas por gestores conscientes e dispostos a realmente vencer em seus mercados, não estão se deixando levar por qualquer onda de pessimismo. Continuam trabalhando, como sempre fazem, como sempre fizeram. Pois quem tem um negócio sabe que ninguém se mantém o tempo todo em cima. Mas sabe também que só fica pra sempre embaixo quem se perdeu completamente.

Mexam-se. O mundo não acabou e nem vai acabar tão cedo.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Troféu Vergonha Alheia

Cara, não dá... não dá. Realmente não dá.

Não vou nem comentar. Vergonha demais.

Palmas apenas para o cara que montou isso. Esse sim é um gênio!

domingo, janeiro 04, 2009

New Year's Wish

Que em 2009 todos os sonhos se realizem!

Meat Loaf in "Rock n' Roll Dreams Come Through. Estrelado por ninguém menos que Angelina Jolie. É, a Sra Pitt já fez coisas bem loucas em sua vida...


segunda-feira, dezembro 29, 2008

Retrospectiva

2008 chega ao fim. O que nos deixa esse ano? Em termos pop, muito pouco. Música? Nada novo explodiu os ouvidos ao ponto de se tornar um clássico instantâneo. Por aqui, vivemos de emos de boutique (NX Zero, Fresno, etc.) a crianças bobas e pré-construídas (Mallu Magalhães). Na TV? A oitava temporada de Smallville tem se mostrado uma surpresa cada vez interessante, enquanto Heroes decepciona, Two and a Half Men e House mantém o nível. E, claro, Sílvio Santos dá uma tacada de mestre com Pantanal. Nas HQs, a Marvel conseguiu realmente afetar o status quo de seu universo, com Secret Invasion e tudo mais que vem acontecendo desde House of M, passando por Civil War. Enquanto a DC segue numa imensa e infindável crise. E o cinema? Bom, aí temos Iron Man e The Dark Knight e o negócio fica especial.

Música

A idiotice forçada de Mallu Magalhães é o ícone maior de um ano em que não se produziu nada de qualidade por aqui. Musicalmente falando, Mallu é até melhor que os seus contemporâneos, como os disléxicos musicais do NX Zero. Mas sair de uma nota – 55 e chegar a zero não é exatamente o que podemos chamar de vitória.

Parece que ninguém se incomoda com o fato dela falar coisas simplesmente impróprias, como nessa pergunta, em entrevista à Rolling Stone:

Você está em semana de provas na escola?

Foi semana passada, só que não consegui fazer algumas. A de química, deixei em branco. Fiz um desenho conceitual, daí tirei zero. A de física, eu nem tentei, só escrevi um poema.

Assim, vivemos em tempos de mulheres-fruta, de bundas, funk carioca e tudo mais. Mas entre erotização precoce e incentivo a não ir para a escola, sinceramente não sei o que é mais nocivo aos adolescentes.

Há uma supervalorização do que é novo, sem a menor avaliação se aquilo possui ou não qualidade. E, no caso de Mallu, soma-se ainda o fato de parecer ser legal estimular uma garota que parece “boazinha” e “inofensiva”. Onde estão as Doro Pesch, Debbie Harry e até Madonnas do mundo de hoje? Continuam sendo as mesmas, pelo visto.

Falando em Madonna, seus shows no Brasil demonstraram o que é o profissionalismo de verdade no show business. Podem dizer que ela dubla algumas músicas e que isso é mentir para o público. Só que isso não é um argumento válido. Quem esteve no Morumbi ou no Maracanã assistiu espetáculos fenomenais. União perfeita entre dança, luz, som, palco e tudo mais. Anima o público com uma energia fora do comum, propiciando momentos inesquecíveis. E, numa boa... vai pular do jeito que aquela mulher pula aos 50 anos e vê se consegue ainda cantar sem desafinar (o que ela faz, diga-se de passagem).

TV

Algum novo show se tornou impossível de não ser assistido? Realmente não. Boas estréias, como Eleventh Hour e The Mentalist se mostram promissoras, mas não chegam a verdadeiramente a empolgar. Parecem todas, de uma maneira ou de outra, rip-offs de Law and Order. Essa sim, em sua versão SVU, continua destruidora. Lá nada é sagrado e cada episódio bate com força maior na cara dos espectadores.

No campo mais fantasioso, a nova temporada de Smallville foi a melhor surpresa. Talvez seja o cancelamento que parece bater à porta ao final do 9º ano da série, mas agora o caminho de Clark em direção a assumir seu colante azul e capa vermelha está cada vez mais firme, com participações de Doomsday e até da Legião dos Super-Heróis (de uniforme, anel e tudo mais). E as histórias contadas ganharam maior densidade, fugindo da lentidão arrastada das duas últimas temporadas.

Cinema

O ponto mais alto de 2008 foi The Dark Knight. O filme é simplesmente perfeito: da atuação psicótica de Heath Ledger, à direção firme de Christopher Nolan e a dureza e dor transmitidas pelo Batman de Christian Bale.

Cenas já clássicas, como o Coringa enfermeira e o lápis que some, vão ficar marcadas no imaginário coletivo, como o vôo de bicicleta de E.T e a corrida da bola em Indiana Jones.

Como adaptação de Quadrinhos, The Dark Knight só perde para a “bíblia” Superman – The Movie. Mas há uma vantagem para o Homem-Morcego. Esta sua produção é muito mais que uma adaptação. É um filme excelente, como há muito Hollywood não produzia. Transcende o gênero e se apresenta às massas como um entretenimento complexo, de digestão difícil, dolorido. Mas ainda assim (e talvez por isso mesmo) espetacular.

Já aqueles com dificuldades em assimilar a insanidade do Cavaleiro das Trevas puderam se deliciar com o maravilhoso Iron Man. Se a Marvel havia acertado com os dois primeiro filmes dos X-Men e do Homem-Aranha, com o Homem de Ferro o nível subiu para níveis estratosféricos.

Na seqüência de abertura do filme, ao som de AC/DC, já se percebe algo diferente. Isto é HQ transformada em cinema. Não uma transferência literal como em Sin City e 300, mas uma transformação. Robert Downey Jr encarnou Tony Stark de maneira viceral. Nos extras do DVD há cenas do teste de câmera do ator e ali, logo no começo, já é possível perceber como ele conseguiu pegar as nuances do sarcasmo e da egolatria de Stark.

Entretanto, é inegável que o roteiro poderia ser um pouco melhor. Faltou mais embate entre herói e vilão e muito disso vem do fato do Iron Monger não convencer muito. Mas isso acaba sendo compensado pelos belíssimos efeitos visuais (a cena voando entre os caças é de chorar de tão boa) e o saldo é mais que positivo.

HQs

Muito poderia ser dito sobre as grandes sagas que envolveram Marvel e DC neste ano. Mas aí o foco fugiria e tudo parecia ser resumido a batalhas épicas, reviravoltas e retcons que parecem estar se repetindo incessantemente. Mas se voltarmos os olhos para personagens específicos, as coisas melhoram um pouco.

Superman está numa grande fase nas mãos de Geoff Johns e James Robinson. Este último, aliás, voltou a escrever como nos tempos de Starman. Sua edição especial Superman’s Pal Jimmy Olsen foi, disparado, o melhor one-shot do ano. A saga atual, New Krypton, parece estar levando para uma “chacoalhada” bacana, com um senso de inovação que demorou para aparecer nas revistas do Big Blue.

Em Batman as coisas estão ainda mais fortes. Batman RIP é mais uma obra-prima de Grant Morrison. A mistura de força, loucura e determinação, que estão na essência do Homem Morcego, ressurge aqui em toda sua glória. A profundidade alcançada é absurda. É quadrinho de alto-nível e totalmente mainstream. A melhor do ano, com certeza.

Na Marvel, Captain America é o maior destaque. Longe das saídas fáceis e marketeiras de matar um personagem e trazê-lo de volta logo em seguida, esta série está mantendo a mudança após a morte de Steve Rogers e com seu parceiro Bucky como o novo Capitão.

Ed Brubaker faz um excepcional trabalho não deixando cair o nível da série em momento algum, ligando os pontos numa imensa saga, que já dura mais de dois anos. É a melhor coisa da Marvel, sem dúvida alguma.

E no Brasil, a Panini merece alguns elogios. A “Coleção DC 70 Anos” é um exemplo. O número que traz a Liga da Justiça é um dos melhores, com histórias clássicas que não haviam sido publicadas antes no Brasil.

Foram lançados ainda álbuns de capa dura como “Crise na Múltiplas Terras”, “JLA por Grant Morrison” e o melhor de todos: “Starman –Vol. 1”. Relançar Starman, que nunca havia conseguido ser publicado de forma contínua no Brasil foi o maior acerto da editora. E dar um tratamento de luxo é algo mais que merecido para um material de qualidade superior como esse.

E é isso. Que venha 2009 e que consigamos ser melhor entretidos neste novo ano.

Nos vemos lá.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Copiando, copiando

Do Omelete, que pegou do Splash Page da MTV gringa:

Uma fala de Geoff Johns, um dos melhores roteristas de HQs da atualidade, que diz:

"O Universo DC representa superar seus medos e fazer a coisa certa. É como se as pessoas mal pudessem esperar pela chegada dos heróis, torcer quando eles voam, esses super-heróis épicos. Seria algo válido mostrar [no cinema] como esses personagens são vibrantes e complexos."

sexta-feira, novembro 28, 2008

Como eu te amo, Tricolor... Como eu te amo demais...

O hexa, antes impensado e inédito, está logo ali na esqunia, sorrindo para nós. E junto desse hexa, vem também outro fato nunca antes ocorrido: o tri seguido.

A alegria de ser são-paulino transborda. É até difícil escrever, pois me dá uma vontade de chorar - o choro da alegria, do orgulho. Pois este não foi um ano fácil. Aquela derrota para o Fluminense doeu muito. Ser eliminado no paulista também.

E continuava a dor de ver o time lá atrás, parecendo patinar sem sair do lugar. Sendo apenas uma espectral figura em comparação com os anos anteriores. Uma sombra, uma sobra.

Mas o comandante Muricy não se abalou. Trabalhou todos os dias. E assim transformou uma equipe desacreditada em um time que agora alcança uma marca histórica.

Se isso não é motivo para ter orgulho, não sei então o que será.

Um único aviso aos outros times: cuidado, pois o Brasil está a caminho de virar a França. Lá, o Lyon ganhou as últimas sete edições e já está na frente esta temporada...

Enquanto esperamos o título, uma entrevista de um verdadeiro são-paulino: Andreas Kisser.


quinta-feira, novembro 27, 2008

Time after time

Mais um ano. Um ano bom, um ano difícil, um ano de vitórias, de conquistas e parcerias. Um ano de medos, de dificuldades, de superação. Um ano de coragem, um ano de amor. Um ano de abertura, de libertação. Um ano de mais alegrias do que tristezas. Um ano às vezes rápido, às vezes lento, mas sempre intenso.

Um ano que se acaba. Outro que se inicia.

Feliz aniversário para mim.

terça-feira, novembro 25, 2008

A campanha funcionou!

Como eu disse logo ali embaixo, tudo em Smallville caminhava para apresentar, definitivamente, o Superman.

Então comecei a campanha "Uma capa para Tom Welling". E não é que o negócio rolou?

Vejam no vídeo abaixo... É como eu disse. Potencial tem.... e muito.




segunda-feira, novembro 24, 2008

Are you ready for some metal?

Bom, diz aí ao lado que sou jornalista e, atualmente, são raras as chances que tenho de colocar em prática uma das mais prazerosas atividades inerentes a essa profissão: a entrevista. Mas o bom é que tenho clientinhos muito bacanas que me passam coisas legais para fazer.

É o caso da Yamaha Musical do Brasil, com os artistas que apóia. Hoje coloco aqui uma conversa que tive com Edu Falaschi, vocalista das bandas Angra e Almah. Nos próximos dias virá outra, dessa vez com Rafael Bitencourt, também do Angra e agora do Bittencourt Project.

Enjoy!


“Eu já estava de olho na Yamaha faz tempo”


Edu Falaschi é conhecido por ser a voz do Angra, uma das mais importantes banda de Heavy Metal não só do Brasil, mas de todo o mundo. Porém, sua capacidade musical vai bem além do canto. Compositor, arranjador e produtor, ele sempre teve contato com a música, por afinidades familiares, e seu primeiro instrumento foi um violão.

E é justamente com os violões que surgiu a oportunidade de parceria com a Yamaha. Edu já conhecia os instrumentos, pois seu parceiro de Angra, Rafael Bittencourt, os utiliza nos shows e gravações. E, em suas próprias palavras, “já estava de olho” neles.

O músico está lançando com o ALMAH, sua outra banda (como faz questão de ressaltar), o álbum Fragile Equality, no qual utilizou violões da linha CPX e Folk. Confira a seguir uma entrevista com este mais novo membro da Família Yamaha.


YAMAHA MUSICAL - Fragile Equality é o segundo álbum do seu projeto solo, o ALMAH. Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer esse som e somente conhece você e seu trabalho pelo Angra, como você apresentaria o disco?

EDU FALASCHI - O mais importante é deixar claro que o AlMAH não é mais um projeto solo e sim uma banda de Edu falaschi, Felipe Andreoli, Marcelo Barbosa, Paulo Schroeber e Marcelo Moreira. Acho que numa equipe, onde todos acreditam no trabalho e se dedicam de forma igualitaria, o resultado final é sempre mais poderoso. Fragile Equality é um dos melhores álbuns da minha carreira, grandes canções, técnica e muita energia.


YAMAHA MUSICAL - Em termos de sonoridade, o que você acredita que é a marca registrada do ALMAH?

EDU FALASCHI - Somos uma banda de Powermetal moderno e sem qualquer tipo de amarras ou limitações de estilo, temos influências que vão desde o Trash Metal, Rock Progressivo até o Metal tradicional.


YAMAHA MUSICAL - Seu trabalho como vocalista é reconhecido mundialmente, mas, lá no início da sua relação com a música, o seu primeiro instrumento foi um violão. Agora, neste álbum do ALMAH, você gravou todos os violões (utilizando instrumentos YAMAHA). Como foi essa experiência?

EDU FALASCHI - Foi maravilhoso! Eu já estava de olho na Yamaha faz tempo, desde quando o Rafael Bittencourt, meu parceiro de Angra, apareceu com suas novas guitarras e violões. Eu os experimentei, principalmente o Silent, por ser uma novidade e me encantei com som encorpado e super bem balanceado nos graves médios e agudos. Também toquei com o CPX15II e o FGX720 e me senti completamente confortável com esses violões. Eu não gosto de braços muito finos nem muito grossos e sempre foi muito difícil eu me acertar com a maioria dos violões, mas a minha integração com esses dois foi imediata.

Nas músicas com mais dedilhados eu usei o CPX15II e nas com mais ritmo e com palhetas eu gravei com o FGX720. O Silent é perfeito para minhas apresentações ao vivo pra músicas que necessitem o violão com cordas de nylon, pois com ele não tenho problemas de realimentação e microfonias desagradáveis. Além de tudo isso, ainda posso contar nas apresentações do ALMAH com o piano elétrico CP33, do qual farei uso ao vivo em algumas canções.


YAMAHA MUSICAL - O que significa para você ter o reconhecimento de ser endorsado por uma marca como a YAMAHA?

EDU FALASCHI - Só por ser uma empresa japonesa eu já me sinto feliz, pois tenho muita ligação com o Japão desde de pequeno, pois tenho dois primos de primeiro grau realmente japoneses, sou casado com uma japonesa, meu carro é japonês, minha primeira viagem ao exterior foi para o Japão, além de eu estar totalmente ligado a cultura do mangá e anime por causa dos Cavaleiros dos Zodíaco, famoso desenho animado japonês, do qual gravei as músicas na versão Brazuca.


YAMAHA MUSICAL - Para 2009, quais são seus planos?

EDU FALASCHI - Pretendo concluir os trabalhos de promoção do álbum Fragile Equality do ALMAH e, se der tudo certo, voltar com o Angra ainda no primeiro semestre. Porém, se for possível conciliar as duas bandas, eu continuarei a trabalhar com o ALMAH até o fim de 2009. Além de continuar a participar em eventos de animê, lançar o livro de mangá, que estou co-escrevendo, o " Fragile Equality - Equinócio - livro 1", talvez gravar um disco de "animetal" juntamente com um astro do rock japonês e produzir o álbum de alguma banda nacional.

terça-feira, novembro 18, 2008

Do the evolution!

Smallville está em sua 8ª temporada e chega um momento crucial. A evolução da série fez com que o esquema do "freak of the week" (toda vez uma nova ameaça de alguém alterado pelos meteoros de Kryptonita) ficasse exausto há muito tempo.

Com isso, novos elementos da mitologia do Superman foram introduzidos, tais como Lois Lane, Jimmy Olsen, a Liga da Justiça (com Aquaman, Arqueiro Verde, Canário Negro, entre outros) e, nesta temporada, a Legião dos Super-Heróis e DOOMSDAY.

Isso faz pensar: a partir do momento em que o vilão que matou o Superman nos quadrinhos começa a aparecer no seriado, alguma coisa precisa ser pensada. Não se tratam mais das aventuras de Clark Kent enquanto jovem. Pode ser, sim, as aventuras do jovem Superman.

Mas por que não se faz isso? Por que não se coloca um uniforme no Tom Welling e assumem logo o Super-Herói nessa história toda? É difícil entender o motivo.

Quem se lembra de Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman sabe que essa dinâmica mais novelesca consegue ser feita e combinar ainda ação e demais atividades "heróicas". Lois & Clark durou quatro longas temporadas.

Smallville tem características muito melhores do que as dessa série, personagens muito mais sólidos - aliás, tem muito mais personagens do que Lois & Clark.

Ou seja, dá para fazer muita coisa.

Então, eu começo a campanha: "Dêem uma capa paro Tom Welling!". E vejam o Doomsday (ou Apocalypse, como dizem por aqui) logo aí embaixo.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Hora de Decisão

O Campeonato Brasileiro está chegando ao seu momento mais decisivo. 5 times ainda têm possibilidades para ganhar o título.

Desde que o torneio passou a ser disputado em pontos corridos, isso nunca aconteceu. Nessa época, nos outros anos, a fatura já estava resolvida. Mais específicamente, em 2006 e 2007, quem levou foi o São Paulo.

E quem está na frente agora? Nenhum outro que não o tricolor do Morumbi.

Domingo, o jogo é contra a retranca do Figueirense, comandada pelo rei do gatilho: Mário Sérgio.
Quem terá mais bala nesse embate? Bom, acho difícil alguém superar a empolagação e a vontade são-paulina.

Fica aqui um incentivo para a torcida. É hora de vencer.

I'm speechless

A pergunta ecoa no ar da noite: "Who watches the watchmen?"


segunda-feira, novembro 03, 2008

E agora? Quem segura o Tricolor do MorumTRI?

Ok, ninguém ganhou nada ainda. Mas para quem estava 11 pontos atrás do líder no início do returno, ocupar agora a primeira posição é ser, no mínimo, competente.

O São Paulo está numa posição em que se acosutmou a ficar nos últimos anos. E da qual, quando chegou nos últimos dois anos, não saiu mais.

Em 2008 a batalha está muito mais complicada de ser vencida. Só que ninguém mais duvida de Muricy Ramalho e de seus jogadores.

Faltam somente seis jogos. Invevitável dizer: será como na Fórmula 1 - emoção até a última curva, ou, nesse caso, até o último apito.