segunda-feira, agosto 25, 2008

É um pássaro? Um avião?

Aí o presidente da Warner, Jeff Robinov, chega e diz que vai zerar a série Superman no cinema. Vai fazer isso motivado, em grande parte, pelo “fracasso” de Superman Returns e pelo estrondoso sucesso de The Dark Knight. Esta aqui, no G1.
Nosso amigo Jeff disse mais: em entrevista ao jornal "The Wall Street Journal", ele disse que gostaria de ver nas telas o lado mais pesado de um dos mais populares personagens dos quadrinhos - e que ainda não satisfez o gosto dos fãs mais devotos dos quadrinhos em sua versão moderna.

Bom, vamos devagar com o andor, que o action figure é de plástico.

Em primeiro lugar, Superman não é, nem nunca foi sombrio. É incompatível com a natureza do personagem. E nós já vimos essa história antes, quando Tim Burton fez sucesso com seu primeiro Batman, quiseram que ele fizesse uma versão do Azulão. A diferença é que ele não seria nem azul, nem teria capa e provavelmente não voaria. Ou seja, seria outro filme do Batman.

De fato, Superman Returns não agradou a maioria dos fãs. Isso aconteceu por um motivo simples: não é um action movie. É um filme de “autor”. Bryan Singer se esforçou muito para mostrar o que o Superman significava para ele. O que, não necessariamente, chegou ao que o personagem representa para as outras pessoas, em especial fãs mais ardorosos. Isso por vários motivos: o filho que ele inventa, a pouca ação, Lex Luthor (da forma como é apresentado) não assustar nem atrair ninguém. E também porque o filme é uma homenagem às produções passadas, especialmente quando Richard Donner ainda estava envolvido. Só que quantas pessoas do público atual viram Superman I e II e ainda se importam com aquelas produções?

Voltando a falar sobre a declaração do presidente da Warner, há outro aspecto, o da confusão entre ser “realista” e ser “sombrio”. O mais novo Batman, pro exemplo. Como eu disse aqui, não acho o filme sombrio. Considero o mais real possível em se tratando de uma película sobre um cara que se veste de roedor e sai batendo em bandido na rua.

É possível fazer algo parecido com o Superman? Claro que sim! Estão aí os dois primeiros “Homem-Aranha” e “X-Men” pra comprovar. Mas a Warner já tentou isso, pois Singer era o diretor dos filmes mutantes. Mesmo assim, o caminho é válido.

Nos quadrinhos, onde tudo isso começou, discutir essa questão é algo que já não faz sentido há mais de 20 anos.

A revista que empresta o nome ao filme mais recente de Batman, “O Cavaleiro das Trevas”, foi escrita e desenhada por Frank Miller (hoje, mais conhecido do grande público por Sin City) e mostrava um futuro pós-apocaliptico em que o Homem-Morcego, após anos de reclusão, retomava Gotham e o mundo das mãos corruptas de políticos e outros bandidos.

Ali, Batman era duro, combativo e realmente sombrio – no sentido de que não se tratava mais daquele cara gordinho vestindo uma roupa cinza e arrumando as luvas no canto da sala. Era justamente para combater a imagem camp que aquela história surgiu. Na mesma graphic novel, Superman era mostrado como um capacho do governo estadunidense.

Mas tudo isso fazia sentido num cenário de Guerra Fria, Superpotências e corrida nuclear. E acabou gerando o que, nas HQ’s é chamado de Grim n’ Gritty (algo como “Sombrio e Durão”, numa tradução mais literal).

Trata-se de uma fase de falta de criatividade completa, em que pensava-se que bom mesmo era ter personagens cheios de armas, braços robóticos e que fossem assassinos cruéis.

Hoje (ainda bem) não é mais assim. Todos evoluíram (leitores e criadores) e percebe-se que boas histórias, com pitadas realísticas, podem ser escritas sem apelação. As recentes séries The New Avengers e Captain América na Marvel são prova disso.

Mas aí me vem o executivo top do estúdio e diz que quer fazer um Superman sombrio?? Será que ele alguma vez leu algo do Superman???

Se ele não leu, sugiro algumas coisas: All-Star Superman (No Brasil, Grandes Astros Superman), Superman for all seasons (Super-Homem: As Quatro Estações) e a própria revista de linha do Supes, escrita por Geoff Johns. Aliás, sugiro isso a todos que consideram Superman um personagem ruim e (essa é a pior de todas) um exemplo de imperialismo estadunidense.

Superman é o super-herói ideal, o maior de todos, o primeiro. Não haveria indústria de quadrinhos se não fosse por ele. Tudo vem dali. Ele é o ideal da perfeição humana – independente de país de origem, de raça, credo ou cor.

Ele é a inspiração para que sejamos nobres e bons. Porque, falem sério, se vocês tivessem todos aqueles poderes, perderiam seu tempo ajudando qualquer pessoa que não a si próprios?

É isso que um filme do personagem deveria mostrar. É assim que ele seria relevante para as novas gerações. Dando a elas a esperança que elas não tiveram até agora.


Hoje tem palhaçada? Tem, sim senhor!

Na semana passada, São Paulo viu acontecer a III Palhaçaria Paulistana. Trata-se de um evento organizado pela Cooperativa Paulista de Circo e pela Secretaria Municipal de Cultura.

Palhaços, mágicos, malabaristas e demais artistas circenses apresentaram-se gratuitamente, resgatando a magia do circo tradicional – e não uma daquelas superproduções estrangeiras. Nada contra elas, mas uma não pode substituir a outra. Há lugar para todos.

Mas mais importante do que o evento em si, foi o local de sua realização: o Vale do Anhangabaú.

Cravado no centro da metrópole paulistana, o Vale é ponto de passagem entre pessoas que vão e vêm de locais como a Rua Santa Ifigênia, o Largo São Francisco, a Praça da Sé, o Terminal da Praça das Bandeiras, a Rua Boa Vista, o Viaduto do Chá, entre outros.

Lá vivem – isso mesmo, vivem – centenas de pessoas que dormem nos bancos, banham-se nas fontes e consomem drogas embaixo de marquises. Um retrato fiel da realidade de muitos paulistanos pronto para quem quiser ver, especialmente em tempos eleitorais.

Mas não é tão ruim quanto pode parecer assim, à primeira vista. Há muito policiamento naquela região, tanto da Polícia Militar, quanto da Guarda Civil Metropolitana. Assaltos que antes eram freqüentes por ali, hoje são muito mais raros. Já é possível, aos sábados e domingos, ver casais namorando nos bancos e jovens skatistas aproveitando as áreas planas e o concreto utilizado ali.

Com a III Palhaçaria Paulistana, um circo foi, literalmente, armado ali. E com espetáculos gratuitos, toda aquela gente que circula pelo Anhangabaú pôde tomar contato com pulsante cultura que vibrava no interior da lona.

Nas apresentações, todas elas lotadas, era possível ver o quão carente a população é de opções culturais. Quantos ali já entraram num teatro? E num cinema? Mesmo o próprio circo parecia ser algo inédito ou uma distante lembrança da infância.

Os olhares brilhosos das crianças, as quase-lágrimas querendo rolar pelos rostos dos mais velhos. Tudo aquilo era recheado de uma emoção tremenda, colocada ali em estado bruto.

Não acho que o Governo (seja ele qual for) tem o dever de prover tudo ao cidadão. Pelo contrário, sou até bastante liberal e quero mais ver Brasília reduzida a meia-dúzia de salas num prédio de três andares.

Porém, no estágio evolutivo em que o Brasil se encontra, oferecer alguma coisa que seja, é sim obrigação do Estado.

Com o circo da Palhaçaria, a Prefeitura de São Paulo acertou em cheio. Deu aos porteiros, garçons, faxineiras, arrumadeiras, jardineiros e trabalhadores em geral do centro da cidade a oportunidade de se sentirem participantes, cidadãos plenos. Justo eles, que são as engrenagens fundamentais para que a cidade que não pára nunca realmente não fique parada.

Tudo isso com o mais singelo sorriso de um palhaço.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Bobo não!

Como eu disse na segunda-feira passada (e vocês podem conferir logo abaixo), o povo pode ser simples, mas não é idiota.

Matéria da Folha de hoje confirma a queda da audiência de "A Favorita" depois das reviravoltas inventadas para tentar adequar a novela aos padrões já conhecidos.

Numa boa... a melhor coisa que eles fazem agora é encurtar o negócio e partir para outra, porque essa está morta e só esqueceram de enterrar.

terça-feira, agosto 19, 2008

De novo, só daqui 4 anos

E o Brasil perdeu da Argentina. Ah, os nossos velhos conhecidos hermanos. Se perdesse da China na etapa anterior não doeria tanto. Sempre é triste, difícil e complicado apanhar (porque 3 a 0 é uma surra) deles.

Mais doído ainda é ver que dessa vez as coisas foram feitas de uma forma razoávelmente correta: o time ficou na vila olímpica, o único medalhão em campo era um que, de fato, merecia um lugar na equipe - Ronaldinho Gaúcho -, e o time vinha jogando para frente, se lançando forte ao ataque.

Aí vem uma decepção dessas.

Disso tudo, ficam duas perguntas:

a) Dunga sobreviverá na seleção com todas as críticas pós derrota?
b) Será que o time vai ter vergonha na cara de jogar para ganhar o bronze vai buscar as medalhas dessa vez?


quinta-feira, agosto 14, 2008


Music for the soul

No último domingo, dia 10 de agosto, além de ser Dia dos Pais, a cidade de São Paulo recebeu um evento muito interessante.

Para comemorar seus 35 anos no País, a Yamaha Musical do Brasil convidou Ivan Lins, Ana Cañas e Abraham Laboriel para um show no Auditório Ibirapuera.

A competência de Ivan Lins como músico é inegável. E Ana é uma das boas surpresas da nova música brasileira. Mas o destaque da noite foi, sem a menor sombra de dúvida, o mexicano radicado nos EUA, Abraham Laboriel.

Para quem não sabe, Laboriel é um dos maiores gênios do contrabaixo que a humanidade já criou. A revista Guitar Player gringa o credita como "o mais versátil baixista de nossos tempos".

E, de quebra, ele ainda é pai do baterista Abe Laboriel Jr, que atualmente toca, simplesmente, para Paul McCartney. Laboriel pai só tocou com gente do nível de Ray Charles, Michael Jackson, Elton John, Madonna, Stevie Wonder, entre outros.

Quando subiu ao palco do Auditório Ibirapuera, e disse a sempre presente seqüência “One, two, one, two, three, four” e começou a tocar, o local foi invadido por uma energia inigualável. A platéia se perguntava: “Mas esse som está saindo somente do baixo? Como é possível?”. Muito sinceramente, confesso que não sei como é possível. Só sei que aconteceu, pois eu estava lá e vi e ouvi atentamente.

Um suingue inigualável, um domínio da linguagem musical que permite ir do Jazz para o Soul e o Funk em meros segundos e fazendo todo o sentido. É disso que Abe, como ele gosta de ser chamado, é capaz.

Aos 61 anos (sim, tudo isso), o músico mostra-se cheio de entusiasmo e empolgação. E é de uma generosidade sem igual, tocando com os brasileiros como quem faz uma rodinha de amigos para “tirar um som”.

Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi quando, ao final da primeira música em que tocou, e dando uma verdadeira aula de improviso, Laboriel veio às lágrimas de felicidade, por sentir que tinha feito algo extraordinário com a música.

Foi algo marcante para todos os presentes. E fica o pedido para que ele volte ao País, mas para fazer um show só seu. Ele e todos nós merecemos.

Fotos: Tatyana Andrade

segunda-feira, agosto 11, 2008

Favorita de quem?


Então tudo mudou em “A Favorita”. De repente, uma suposta ambigüidade das personagens principais, interpretadas por Cláudia Raia e Patrícia Pilar, sumiu como fumaça no ar.

A premissa original era ousada: deixar que as personagens crescessem por si mesmas, seguindo os ânimos do público e o desenvolvimento da história em si. O problema é que fazer algo assim numa novela das oito é por demais complicado. Existe todo um esquema tradicional, uma estrutura narrativa a qual o público está acostumado.

E, por falar em público, há um elemento ainda mais difícil e que deve ser pensado. Trata-se do perfil dos telespectadores. Quem é que ainda assiste novela das oito? Normalmente pessoas de mais idade e também um público de renda mais baixa, que ainda não tiveram acesso à TV por assinatura. Isso significa, sem nenhum preconceito, que são pessoas com menos acesso à educação e, por isso mesmo, mais habituadas com um estilo de receber conteúdo muito mais ortodoxo.

Diante desse contexto, a novela escrita por João Emanuel Carneiro não conseguiu decolar no Ibope de jeito nenhum. Mas, a solução arranjada, de definir um herói e um vilão, está longe de poder ser considerada ideal.

Flora (Patrícia Pilar), que antes se mostrava amorosa com a filha, hoje diz que “não suporta” a menina. A mudança foi tão radical quanto súbita. E ficou ridícula. Forçada, sem a menor coerência.

Apesar da audiência do “dia da virada”, quando tudo mudou na história, foi alta. Mas não deve continuar assim. Claro, há o ponto da horrenda concorrência no horário: a bizarra novela “Mutantes” da Record – que, por si só, já é um estímulo para que outras coisa seja vista.

Mas a grande questão é que, independente de ser simples e pouco culto, uma coisa certamente o público não é. Bobo. Isso ele não é mesmo. E não vai tolerar ser tratado como tal.


sexta-feira, agosto 01, 2008

Fazendo as coisas ficaram mais animadas

Futebol é paixão, é emoção. Todo mundo diz isso. Mas isso apenas dentro de campo, porque, sejamos sinceros, entrevistas de jogadores, técnicos e dirigentes estão cada vez mais chatas.

Todo mundo fala sempre a mesma coisa, sem se comprometer, passando a culpa para a arbitragem e ninguém nunca dá “nome aos bois”.

Mas eis que surge, ainda, um lampejo de originalidade e coragem.

Edmundo, hoje no Vasco, detona companheiros de equipe sem o menor pudor na entrevista abaixo. Fala, com muita coragem, de dois outros jogadores que são “chinelinhos”. Gíria boleira para designar aqueles que se dizem machucados para não entrar em campo.

Num tempo em que o corporativismo floresce fortemente nos gramados, ver alguém que não tem receio de ser criticado (até mesmo porque não tem mais nada a perder) anima. Demonstra que a inteligência ainda tem espaço num mundo movido, total e inteiramente, pela grana.

Pois essa história de não falar mal dos outros ocorre porque os jogadores querem garantir suas “boquinhas” no próximo clube. Ficam receosos de um ex-companheiro o “queimar” num outro momento.

O futebol seria muito melhor se ainda tivéssemos outros Edmundos. Entre os técnicos, o único que se salva é Muricy Ramalho, com seu poder infinito de mal-humor ao rsponder jornalistas – causando, na maior parte das vezes, uma reação engraçadíssima com isso. Alegre, como o futebol deveria sempre ser.


quarta-feira, julho 30, 2008

Desrespeito

Será que é muito difícil para as operadoras de internet banda larga manterem um serviço com um mínimo de qualidade? Há poucas semanas foi a Telefônica, com seu Speedy, que caiu e ficou fora do ar por dias (e que nunca mais foi o mesmo desde então).

Nesta sexta-feira, dia 25, foi a vez do Vírtua, da NET Serviços, cair e não voltar mais em toda a Zona Oeste de São Paulo.

Em todos os mercados, a excelência em serviços é o objetivo maior das empresas. E o respeito pelo consumidor é um item que nem mais é comentado, por se tratar de uma questão obrigatória. Não há discussão sobre isso.

Porém, para essas empresas, parece que isso não existe. Para elas, nós, os consumidores, não estamos fazendo nada além de um “favor” contratando os serviços deles. É ridículo.

Se é assim agora que as empresas são privadas, imagina quando eram públicas.

A única saída está nas mãos dos consumidores. Somente nos organizando e colocando “a boca no mundo” conseguiremos obter um mínimo de reconhecimento e atendimento correto.

Para quem quiser reclamar, no caso das teles, vá ao site da Anatel. Não é muito, mas já é alguma coisa.

domingo, julho 27, 2008

O mundo é nerd! – Pt 2

A Conquista

O que antes era apenas um universo no qual viviam “iniciados” hoje é a maior fonte na qual bebem os produtores de Hollywood, sejam de TV ou de cinema. Dados que comprovam isso nos 10 filmes mais assistidos nos EUA em 2007: 1) Homem-Aranha 3; 2) Shrek 3; 3) Transformers; 4) Piratas do Caribe 3; 5) Harry Potter e a Ordem da Fênix; 6) Eu sou a Lenda; 7) O Ultimato Bourne; 8) 300; 9) Rattatouille e 10) Os Simpson – O Filme.

Vamos lá, caso a caso, do fim pro começo: Os Simpsons é um desenho animado, bastante conhecido do público. Não é necessariamente, um programa nerd. Rattatouille é mais um desenho animado e se enquadra na mesma categoria.

Aí chegamos em 300. Obra adaptada de forma extremamente fiel dos quadrinhos de Frank Miller. Ou seja: nerd até o fundo da alma.

Depois disso temos Ultimato Bourne, um bom filme de ação, mas sem nerdice. E, logo depois, vem Eu sou a Lenda. Filme baseado num livro de ficção científica da década de 1950. Ficção Científica? Nada mais nerd, não é verdade? Harry Potter está logo depois e até que é um pouco nerd, porque é um livro e tudo mais. Apesar de totalmente mainstream. Piratas do Caribe é da Disney e isso já diz tudo.

Chegamos então ao TOP 3. O terceiro lugar é de Transformers. Filme que resgata a clássica série de desenhos animados (e brinquedos) dos anos 80. Cultuada por 9 em cada 10 nerds com mais de 25 anos de idade. Carros, aviões e outros veículos que viram robôs!!! Isso é pra deixar qualquer moleque espinhento e antisocial parado por dias. Nota 10 na escala de nerdice.

No segundo posto, temos o simpático ogro de Shrek. Ok, esse não é nerd. É criação nova, não traz aquele ar criado pelos fãs (nerds, obviamente) de algo “mitológico” e “maior que a vida”.

E em primeiríssimo lugar... Homem-Aranha 3. Um filme baseado nos quadrinhos do maior nerd ficcional de todos os tempos, Peter Parker!

É interessante pensar nas causas desse fenômeno. Pode-se dizer que o avanço das comunicações o causaram, pois mais gente tem acesso à informação e assim fica mais fácil de tomar contato com elementos antes restritos.

Porém, prefiro acreditar que, finalmente, a indústria do entretenimento rendeu-se a uma fonte de conteúdo existente desde a década de 1930, se estivermos falando das histórias em quadrinhos de super-heróis.

E estes mesmos quadrinhos tachados por muitos como “coisa de criança” são o espaço criativo que trouxe discussões avançadíssimas para a época em que foram feitos, notadamente na década de 1970.

As discussões sobre o uso de drogas de “Lanterna Verde & Arqueiro Verde”, o preconceito comentado arduamente em “X-Men” e até mesmo o alcoolismo mostrado nas páginas de “Homem de Ferro”. Tudo isso era feito em revistas supostamente para crianças naquele tempo.

Depois das fórmulas esgotadas das franquias da década de 1980 (Duro de Matar, como um ótimo exemplo) uma crise de criatividade assolou Hollywood. Aí só restava procurar as melhores fontes disponíveis.

Com isso, o que se pode dizer é que os nerds chegaram ao poder. Sim, ao poder. Pois, em tempos em que a mídia move o mundo, quem a controla está completamente no topo.

quarta-feira, julho 23, 2008

Decadence sans elegance

Higienópolis já foi um bairro classudo, habitado por pessoas influentes: artistas, intelectuais, políticos, entre outras figuras da vida pública de São Paulo e do Brasil. Alguns deles ainda estão por lá, mas ao andar por aquelas ruas arborizadas, fica evidente que algo está faltando.

O bairro é pontuado por diversas escolas. Mackenzie, FAAP, Rio Branco e Sion para ficar apenas nos colégios privados tradicionais. Porém, em meses como julho, aquela energia juvenil desaparece completamente da vizinhança, deixando evidente o processo de decadência que o bairro sofre.

Sem a alegria dos jovens, a idade avançada dos prédios (e de seus moradores) parece gritar. Projetos de retrofit passam longe dali, contribuindo para que um aspecto lúgubre tome conta do lugar.

Tudo é velho, triste. Como um animal que apenas aguarda o abate, pois sabe que seu tempo chegou. Sobra um ou outro sopro de vitalidade, como a Praça Vilaboim. Mas mesmo esta sofre, em julho, com o fluxo de pessoas vindas da FAAP diminuído no período.

Tradicionalmente, Higienópolis é um bairro habitado pela colônia judia. E muitos são judeus ortodoxos, vistos caminhando por lá com seus quipás e barbas. Porém, o que antes se apresentava como um porto seguro a esse povo, demarcado pelo famigerado Minhocão, pela Santa Casa e pelo Pacaembu, hoje se mostra desconectado da realidade.

Não tanto pela evidente invasão de pessoas não pertencentes a essa etnia. Mas pelo próprio sentimento de não-pertencimento a um contexto de toda a cultura e sociedade que cada vez mais excluí situações apartadas da influência massiva do universo pop.

Essa característica de desconexão com o tempo atual de muitos dos moradores judeus de Higienópolis apenas contribui para que a tal decadência bata ainda mais forte no bairro.

Há quem ainda acredite que aquela localidade possa inferir algum tipo de prestígio ou elegância. Ledo engano. Procurar por isso não é nada além de uma busca por um ouro que não se possui numa mina abandonada há mais anos do que é possível se lembrar.

terça-feira, julho 22, 2008

Clone? Se fosse mesmo tava bom...

A mais nova aposta de George Lucas é a animação Star Wars: The Clone Wars. É um pouco mais do mesmo, simplesmente disfarçado de desenho animado.

Lucas se perdeu quando começou a segunda trilogia. Os episódios 3, 2 e 1 não conseguiram captar a mesma magia dos primeiros – que revolucionaram o cinema e a forma de se contar histórias de ficção.

O Império Contra-Ataca é uma das melhores demonstrações da capacidade humana de criar um tipo de entretenimento que se internaliza nas mentes dos espectadores, gerando uma experiência que se perpetua durante a vida das pessoas.

Com a nova trilogia, Lucas acabou se rendendo demais às inovações tecnológicas, notadamente à possibilidade de criar cenários e até mesmo personagens em CGI (Computer Generated Images). E tirou o que Star Wars tinha de melhor: a emoção.

Mesmo se tratando de ficção científica, todo moleque se sentia próximo de Luke Skywalker e sua escalada para se tornar um Jedi. Brigas com o pai, dificuldades de adaptação no crescimento e toda uma jornada do herói que Joseph Campbell não nos deixa esquecer.

Mas George Lucas continua tentando. Quem sabe uma hora ele não consegue acertar de novo?

segunda-feira, julho 21, 2008

O mundo é nerd – Pt 1

Cavaleiro das Trevas bate recorde no Brasil
Mais de sete milhões de reais são arrecadados no primeiro final de semana do filme

Agora é fato: o mundo do entretenimento definitivamente se rendeu ao universo dos quadrinhos. Dados passados pela Warner Bros. Pictures indicam que 775 mil pessoas assistiram a Batman – O Cavaleiro das Trevas no primeiro final de semana de exibição.

Exibido em 547 salas, o filme de Christopher Nolan se tornou o maior lançamento cinematográfico de 2008 no Brasil, superando em 18% o líder anterior, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Batman – O Cavaleiro das Trevas também foi o responsável por 51,4% da bilheteria entre os 10 filmes mais vistos no País no último final de semana. O total obtido pelo longa-metragem é três vezes maior do que o segundo colocado.

É a maior abertura de um filme da Warner no Brasil, em dólares, em todos os tempos. Ficou 13% acima da marca anterior da empresa, que era Harry Potter e A Ordem da Fênix.

Na gringolândia (Estados Unidos e Canadá), TDK (como já está sendo chamado pelos fãs) obteve 158,3 milhões de dólares em ingressos vendidos e bateu o recorde de arrecadação em um final de semana de estréia, que antes era de Homem-Aranha 3. Diante dos atuais concorrentes, o filme de Christopher Nolan ficou 128,3 milhões de dólares na frente do segundo colocado, o musical Mamma Mia!.

quinta-feira, julho 17, 2008

Quando parece que nada pode piorar...

Bom, como está dito aí ao lado, sou jornalista. Isso me deixa suscetível a receber algumas bobagens. Normalmente eu nem as comento. No máximo, falo com o pessoal amigo aqui na agência mesmo. Mas esta foi a campeã do ano. Nada pode preparar o universo para isto:

CHITÃOZINHO & XORORÓ E FRESNO APRESENTAM ESTILO "SERTANEMO" NO ESTÚDIO COCA-COLA ZERO

Em 2008, o Estúdio Coca-Cola Zero estressa mais a mistura de estilos em uma série de quatro programas. Neste terceiro encontro, que irá ao ar na MTV sexta, dia 18/7, às 20h30, as diferenças não estão somente no estilo musical, mas também no tempo de estrada de cada um dos artistas. A Coca-Cola Zero coloca para conviver lado-a-lado a dupla sertaneja que consolidou a popularização do gênero, Chitãozinho & Xororó, com os quatro integrantes da banda Fresno, que foi projetada para o Brasil todo via Internet.

No primeiro programa da série, chamado "Troca de Balada", o fã de Chitãozinho & Xororó sai do interior de São Paulo diretamente para a capital, onde se encontra com o fã paulistano da Fresno. Cada um deles experimenta as baladas do outro, com direito a passeios a cavalo, ao fliperama e, é claro, aos shows de Chitãozinho & Xororó e da banda Fresno.

O segundo programa da série é o "Diário de Bordo", também com meia hora de duração. O programa acompanha um dia na vida de cada um dos artistas e mostra, a partir daí, o que eles têm de diferente. Os artistas ainda não se encontraram para os ensaios e show do Estúdio Coca-Cola Zero, mas estudam pela primeira vez a música do outro.

"Videografia" é o terceiro programa da série e coloca o expectador cada vez mais próximo do ambiente musical do show. Chitãozinho & Xororó e os membros da banda Fresno aparecem juntos pela primeira vez. Eles se encontram para uma conversa sobre vida e carreira no palco do Estúdio Coca-Cola Zero. O papo é ilustrado por clipes, vídeos e fotos da vida de cada um. O programa tem meia hora de duração.

Na quarta semana da série, chega o grande momento. Um encontro aparentemente sem lógica alguma, uma mistura de rock e música sertaneja: Chitãozinho & Xororó e Fresno juntos no palco. Com quase nada em comum, eles encaram o desafio de tocar juntos. O programa Estúdio Coca-Cola Zero mostra o que aconteceu nos quatro dias de ensaio e o show, gravado em um estúdio de São Paulo. Estúdio Coca-Cola Zero tem uma hora de duração. No repertório do show, Na Aba do Meu Chapéu e Polo, entre outros sucessos.

Sou só eu que me incomodei com o termo "Sertanemo"??? Aposto que não.
E Fresno? Fresno??? Esses moleques não sabem nem segurar uma guitarra na mão!!

E Chitãozinho & Xororó, hein? Isso é recalque por Sandy & Jr. terem feito muito mais sucesso que eles nos últimos 10 anos??

Bom, eu acho que esse é o prenúncio do fim do mundo. Daqui pra frente é só pra baixo...
Da educação capitalista

O governo e as empresas comemoram fortemente o advento da classe C como grande consumidora do Brasil atual. Para quem vende, realmente está tudo ótimo. Mas quem faz a “gestão” (entre aspas, pois isto, de fato, nunca aconteceu) do País deveria abrir os olhos para um ponto extremamente complexo, a questão educacional.

Mas o que a educação tem a ver com o consumo? Tudo! Há que se ter conhecimento e, principalmente, discernimento até mesmo para gastar.

Poucas cenas são mais cruéis: tarde de domingo na cidade de São Paulo. Uma loja do McDonalds num shopping de bairro popular. Famílias inteiras se acotovelam para ouvir um “Seu pedido, senhor?” de mocinhas mecânicas e pouco sorridentes. Crianças pulam e se penduram no balcão tentando enxergar o mundo que lhes parece fantástico se apresentando do outro lado.

Invariavelmente, famílias com filhos (e na maioria, mais de um) pedem o famigerado “McLanche Feliz”. Valor? Cerca de 10 reais. Comem as crianças (no mínimo duas), o pai a mãe e sempre também acompanha um primo ou um vizinho. A conta não sai por menos de 50 reais.

Para um grupo familiar que ganhe entre 700 e 900 reais, pagando aluguel, comida, água, luz e tudo mais, esse dinheiro faz diferença. E muita diferença. Mas como equilibrar – e agüentar – os desejos de crianças que “precisam” ter o brinquedo mais recente lançado pelo restaurante do palhaço e dos arcos dourados?

Aqui entra a questão da educação. A esse povo todo foi dado dinheiro, acesso ao crédito. Mas ninguém os ensinou a pensar, eles continuam sem a menor condição de fazer uma análise crítica do seu entorno, do mundo em que vivem.

Que não pareça ser esta uma campanha contra o McDonalds. Não é. Valem também os comerciais de brinquedos que passam no intervalo dos programas infantis. O problema é que o Mac vincula essa venda à “comida”.

A campanha é, sim, contra a política educacional emburrecedora deste e dos governos passados. Até parece que deixar que sejam abertas milhares de faculdades ajuda a formar uma população realmente pronta para lidar com os diferentes desafios da vida capitalista moderna.

Não que seja necessário ler Marx, Engels, Durkheim, Maquiavel ou qualquer outro para conseguir freqüentar um restaurante fast-food. Mas um mínimo de conhecimento gera questionamentos e evita que as pessoas sejam conduzidas como gado pela vida.

sexta-feira, julho 11, 2008

Heróis ao vivo

Alguém mais aí jogou Marvel Ultimate Alliance? Sem dúvida alguma, este é o melhor jogo de super-heróis já feito!

Com uma história envolvente, uma imensidão de personagens e inimigos legais de serem combatidos, o jogo traz aquele tipo de diversão pura e simples que lembra os velhos e bons tempos do NES e depois do SuperNES e Mega Drive, com games como Ninja Gaiden, Final Fight e Castle of Illusion e até mesmo Capitain America and the Avengers.

A tendência atual de jogos complexos demais é deixada um pouco de lado e valoriza-se a jogabilidade e emoção de poder controlar personagens como Wolverine, Capitão América, Homem-Aranha e até os improváveis Deadpool, Luke Cage e Mulher-Aranha.

Vale muito investir! Ou, se preferir as vias cada vez mais ilegais, procure pelos downloads da vida.

Fica a dica!

quinta-feira, julho 10, 2008

Beleza frutífera

A mulher mais comentada pela mídia e, aparentemente, mais cobiçada pelos homens no Brasil atual não é outra que não a avantajada Mulher Melancia. Que tem seguidoras dos mais diversos tipos: Jaca, Melão, Moranguinho...

O que todas essas mulheres têm em comum, além do fato de não serem o padrão de beleza das passarelas e editorias de moda? Elas são a síntese das mulheres de verdade do Brasil. Das mulheres que estão nos pontos de ônibus, nas escolas, padarias e escritórios.

Mulheres que não seguem a estética famélica que o mundo da moda tenta impor. E que mesmo assim são capas de “Playboy” e “Sexy”. Com isso, democratizam a beleza, dão a todas a possibilidade de se sentirem desejadas.

Algo que, na verdade das ruas, sempre aconteceu. As mulheres mais “carnudas”, como diz o povo, sempre foram as mais desejadas. De um ponto de vista até mesmo biológico, os homens tendem a procurar mulheres cuja configuração corpórea passe a idéia de que pode ser uma boa reprodutora – e uma das marcas são exatamente as coxas e a cintura mais largas.

Por isso, que surjam cada vez mais mulheres, sejam elas jacas, melões ou mesmo pepino – como aquelas com quem o Ronaldo Fenômeno se envolveu. Mas que não se esqueçam das mulheres-folhas, as tão lindas magrinhas, pois há lugar no mundo para todas as belezas.

Mas que fique claro: aqui, o apoio é dado a uma nova visão estética, menos travada e contra as exigências diabólicas de um tempo no qual a imagem vale mais do que a essência. E não ao excesso gritante de vulgaridade envolvido nas danças (?) e músicas (?) produzidas por essa fruteira toda. Disso, não se faz nem uma limonada.

terça-feira, julho 08, 2008

Um herói de verdade

UAU! Somente assim, com uma imensa interjeição, é possível descrever Batman – O Cavaleiro das Trevas. O filme que Christopher Nolan criou, junto com excelente elenco formado, essencialmente, por Christian Bale, Heath Ledger, Gary Oldman e Aaron Eckhart, leva as adaptações de quadrinhos para um outro patamar: o da realidade.

Não estamos falando aqui de produções como “300” ou “Sin City”, que levaram as HQs para a tela, reproduzindo cores e cenas fielmente. Em O Cavaleiro das Trevas, o que ocorre é a transposição para o mundo real (ou pelo menos tão real quanto o cinema permite) de todo um universo que até hoje havia existido apenas nas páginas e nos desenhos animados.

Acreditar em Batman, da forma pela qual ele é mostrado nesta produção, é algo simples, natural. Diferente de “Quarteto Fantástico” ou “O Incrível Hulk”, que partem do pressuposto de que é algo incrível e necessariamente irreal que está se passando, neste filme a idéia primeira é de que tudo aquilo poderia estar acontecendo ali do lado, em nossa própria vizinhança.

A realidade apresentada pelo filme é cruel, sofrida e dura. Tal qual aquela que vemos todos os dias. Pode parecer estranho dizer isso de um filme cujo personagem principal é um homem que se veste de morcego. Mas é possível porque Nolan se leva a sério. E leva o filme que fez mais a sério ainda.

Aqui não há espaço para brincadeiras espirituosas, como as que Tony Stark fez em “Homem de Ferro”. Bruce Wayne é um homem que não tem tempo para futilidades. Ele tem a missão árdua de limpar uma cidade suja até a alma e afundada no caos trazido por inimigo novo e letal. Trata-se de uma tarefa que o dilacera emocional e fisicamente, mas que precisa ser cumprida. No máximo, Wayne se esforça para manter seu disfarce.

O inimigo não é ninguém menos do que o Coringa, numa atuação monumental de Heath Ledger. Seu “palhaço” é doentio, verdadeiramente aterrador. É até macabro dizer, mas depois de assistir ao filme e vê-lo ter feito tão bem um personagem com tamanha dose de insanidade, pode-se tentar compreender o que o levou a uma overdose de medicamentos.

O Coringa aqui não é o “Príncipe Palhaço do Crime”, atacando com um martelo verde gigante. Este é o psicopata de “Asilo Arkham”. É o demente que mata o Robin com um pé de cabra em “Morte em Família”. É, como ele mesmo diz em uma cena, “uma força incontrolável”.

O vilão cria um clima soturno, uma dor na boca do estômago que teima em não passar até o final do filme. E nessa cruzada pró-caos, ele não está sozinho. Sem estragar nada para quem ainda vai assistir, digamos que O Cavaleiro das Trevas demonstra que a justiça tem muitas faces.

Mas é preciso dizer que não é só Heath Ledger quem se supera. Todos estão muito bem. A atuação segura de Christian Bale, por exemplo, é fundamental para o alcance da dramaticidade e verossimilhança que permeiam toda a película. Morgan Freeman e Michael Caine, coadjuvantes nos papéis de Lucius Fox e Alfred, respectivamente, possuem poucas falas. Mas todas são ótimas e realizadas com intensidade e sentimento.

Para os fãs de quadrinhos, fica a certeza de que – definitivamente - o nosso Batman ganhou vida. O Cavaleiro das Trevas faz jus ao nome que emprestou da obra-prima de Frank Miller. Não, não há temas daquela HQ. Mas o impacto que o filme deve trazer para um mercado inundado de adaptações de gibis é semelhante ao que foi criado no já longínquo ano de 1986, quando aquela revista foi lançada.

O sentimento é de que Gotham (e todos nós, como se lá vivêssemos) finalmente tem o herói que merece e que precisa. Batman vive e eu acredito nele.

segunda-feira, julho 07, 2008

A tal Lei Seca

O advento de uma nova regulamentação a respeito da tolerância (ou ausência dela, melhor dizendo) à combinação álcool e direção vem movimentando o noticiário e é, inevitavelmente, assunto de mesas de bar por todo o País.

Quem teve a oportunidade de dirigir por São Paulo à noite, no final de semana, já pode perceber claramente os efeitos da nova lei.

Aonde antes havia jovens alterados, com latinhas de cerveja às mãos, gritando e dirigindo de forma imprudente, agora se vê apenas tranqüilidade e até um bocado de silêncio. Essa era a cena nas imediações da Vila Olímpia, por volta da 1 da manhã de sábado.

Os donos de bares e casas noturnas podem até estar chateados. Mas que a lei está fazendo bem à população, isso é inegável. A diminuição do nível de estresse das pessoas no trânsito noturno é nítida.

Conversava dia desses com uma amiga que é cantora e trabalha na noite. Ela contava das atrocidades que já viu ao voltar para casa depois do trabalho, lá pelas 4 ou 5 da matina. E ela dizia também de como notou que estava bem mais fácil chegar após a introdução da lei. “O medo que eu passo ao atravessar um cruzamento, pensando que um louco bêbado passaria no vermelho, diminuiu bastante”, comentou.

O que os antagonistas dessa regra precisam se acostumar é a pensar que existe diversão mesmo sem álcool. E quem precisa desse combustível para se soltar, que procure um bom terapeuta e exorcize seus próprios fantasmas.

A saúde pública agradece, como mostra a pesquisa.


sexta-feira, julho 04, 2008

Há leis que não podem ser quebradas

O futebol, além das regras declaradas nos livros e regulamentos, possui outras leis. São aquelas não-escritas, criadas sabe-se-deus por quem. Mas desde o momento em que houve uma trave e pessoas correndo atrás de uma bola, elas existem.

E não importa se os fatos transcorrem num campinho de terra ou no Maracanã. As leis apócrifas agem com precisão e não falham jamais (diferente até, de muitos momentos de suas irmãs que enchem páginas e páginas).

A última passagem dessa história ocorreu na última quarta-feira, quando o Fluminense de Renato Gaúcho enfrentou a LDU, do Equador. A lei infringida pelo time carioca foi a da soberba.

Como dizem no interior, "contaram com o ovo no cu da galinha". Ou seja, esqueceram-se que havia um adversário a ser enfrentado e que, como o próprio nome já diz, iria se colocar para ganhar e, assim, impedir que o outro vencesse.

A festa que a torcida fez no treinamento, soltando fogos, levando faixas e tudo mais, extrapolou o limite do incentivo e virou festa adiantada. E é nesse momento que quebraram as regras.

Não seria diferente: o castigo veio. E da forma mais dramática e sofrida possível. Os três craques do time perderam suas cobranças. Aí só restou ao Maracanã o silêncio, as lágrimas e a comemoração de uma equipe trabalhadora, simpática e humilde, vindo do mais humilde ainda Equador.

P.S: Fica ainda a pergunta: seria o Maracanã o túmulo do futebol brasileiro? Porque está difícil de ganhar um título internacional ali. Que soem os avisos para a Copa de 2014.



quarta-feira, julho 02, 2008

Sob a asa do Morcego

2008 está sendo um ano pródigo em filmes baseados em histórias em quadrinhos e nerds em geral. Hulk e Homem de Ferro sendo os melhores exemplos até aqui.

Mas ninguém está preparado para o que vem por aí com Batman - o Cavaleiro das Trevas. Hypado pela inesperada morte de Heath Ledger, a expectativa em torno do filme é enorme.

Na primeira parte deste blockbuster, o diretor Christopher Nolan já deu um show, acompanhado pelo excelente ator Christian Bale. Com tudo já bem conhecido, a tendência é que possa ser visto algo ainda maior e melhor nas telas.

A escolha do Coringa para o vilão deste segundo filme não poderia ter sido mais feliz (sem nenhum trocadilho com o palhaço do crime). A insanidade do personagem precisava de mais espaço para ser explorada - algo muito complicado de ser feito num filme de origem, como foi Batman Begins.

E ainda por cima há a aparição (prometida) do Duas-Caras, o ex-promotor público Harvey Dent. A dicotomia herói-vilão propiciada por esse3s dois personagens e o herói h0omem-morcego é das mais interessantes já criadas nas HQs.

Tudo mostrado até agora aponta que a tradução para a película foi a melhor possível. Veremos. A contagem regressiva para o melhor filme do ano já começou.

Enquanto isso, que se mordam os cotovelos com os trailers:


segunda-feira, junho 30, 2008

Ponto de Partida

É preciso dizer que este não é mais um blog diarinho. Sim, este já foi um blog diarinho. Sou do tempo em que blogs diarinhos eram moda entre gente que queria ser bacana e também entre aqueles que tinham tendências "emo" antes mesmo desse termo existir.

Confesso que me enquadrei em ambas as categorias.

Mas agora mudou. A idéia é fazer algo que possa ser considerado, mesmo que remotamente, jornalístico. Talvez em alguns momentos também literário. Só não dá mais pra ficar com choramingos, letras de música, testes e bobagens desse tipo.

Ainda assim, não vou tirar o histórico. Pois faz parte da minha vida e não tenho motivo nenhum para me desfazer do meu passado. Pelo contrário. Tenho orgulho dele, pois me trouxe até aqui.

Então vamos lá... daqui pra frente mais coisas devem surgir.

Quem viver (e tiver paciência), verá.

quinta-feira, junho 26, 2008

“Logo depois de ‘A Favorita’, mude de canal...”

A reestréia da novela “Pantanal” está causando furor na televisão brasileira. E muita gente que nem lembrava da atração (como eu mesmo) agora pode assistir a um festival de pessoas nuas pelos rios do Centro-Oeste brasileiro. O público parece estar gostando, dado os números da audiência. Na terça-feira, por exemplo, ganhou do “Aprendiz” de Roberto Justus.

Assistindo à novela pode-se perceber quais são os traços que mais são ressaltados na produção e trazem esse sucesso. Claro, temos a profusão de bundas, peitos e tudo mais. Mas existe um outro ponto, mais conceitual, nessa história: a empatia.

Diferente do que acontece nos tradicionais folhetins globais, em “Pantanal” os personagens agem e falam como gente de verdade – e não como bonecos inanimados que supostamente povoam o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.

Há uma verossimilhança brutal com o interior do Brasil. É um contraste enorme em relação, por exemplo, à própria novela “A Favorita” – com seus políticos caricatos, mães disputando filhas e sindicalistas heróicos.

Mesmo quando entram elementos de realismo fantástico, como a mulher que vira onça e uma entidade que povoa a beira dos rios fazendo justiça, há uma aproximação com o dia-a-dia do caipira. E digo caipira aqui sem nenhum preconceito, muito pelo contrário. Digo caipira com o orgulho piracicabano pulsando no peito. Caipira no sentido de pessoa simples, do interior, com toda sua sabedoria antiga embarcada na forma de entender o mundo.

Pois quem já viveu ou passou pelo interiorzão sabe que sempre há uma história mal-contada. Um mito surgido não se sabe de onde. É mãe de um vizinho de um primo que é bruxa. Ou outro que mora logo ali na rua de baixo e que se parece com um lobo...

E assim “Pantanal” vai conquistando mais adeptos, mesmo 18 anos depois. Simplesmente porque ali o povo olha e consegue se ver sem nenhum artifício ou barreira entre si e a tela luminosa.



quarta-feira, junho 25, 2008

Este é o primeiro post de uma nova fase.

Bem-vindo ao "It'a all about insanity" - VERSÃO 3.0!!!

quarta-feira, setembro 13, 2006

Tô achando que vou voltar a fazer alguma coisa com isso.

Mas vai ser bem diferente, algo mais... jornalístico, se é que eu ainda posso usar essa palavra.

Nada mais de diarinho choraminguento, pq passou a fase, né?

Se alguém ainda lê essa pindonga, aguarde. Daqui a pouco (ou seja, em mais ou menos 6 meses) volto a escrever.

Por enquanto, FUI!
Aquele abraço

quarta-feira, abril 26, 2006

Muito tempo se passou... pode-se dizer que este espaço praticamente acabou. Não foi totalmente terminado porque decidi não apagar nada feito aqui. São marcas importantes numa trajetória complicada, mas que culminou em algo muito, muito bom.

Este espaço serviu como recipiente da minha solidão por muito tempo. Mas esta solidão acabou por um único e determinante motivo. E isso merece ser sempre lembrado:

EU TE AMO, ALEXANDRA!!!

Você transformou minha vida, me fez uma pessoa melhor, me completou.
Obrigado por fazer cada dia melhor do que o anterior.

terça-feira, agosto 17, 2004

Hey ya!

Ufa! Foi difícil chegar aqui... fazia tanto tempo que eu não escrevia que a poeira tomou conta da porta, quase não consigo entrar.

Bom, estamos aí, vivos e tudo mais. Ando sem tempo pra escrever. Mas não é só isso, pq já tive tempos de correrias piores e ainda assim escrevia todos os dias.

Acho que o que está rolando é que o blog foi sempre pra mim, basicamente, um local onde eu despeja toda a minha tristeza e meu amargor. E onde eu tentava me encontrar e encontrar alguém, pois a solidão estava sendo minha companheira há tempo demais.

Acontece que hoje esse quadro mudou. Não tenho mais que buscar dentro de mim, em locais profundos e escuros demais a força que eu preciso para seguir em frente. Encontrei aquele alguém que me fazia tanta falta. Percebi que eu não era um como pensava. Era meio. Só agora estou completo. Só agora sou realmente um.

Aqui neste espaço eu fui da depressão à euforia, do entusiasmo ao desespero. Sempre na porrada. Sempre extremos. Faltava (e muito) equilíbrio - algo que eu consegui encontrar agora. Não tenho mais aquelas explosões de outrora. Sigo uma linha firme e decidida rumo ao ideal. E isto já está bem mais perto do que eu esperava.

Dessa forma, não há mais lugar para o que já foi. Mais uma vez este blog deve passar por mudanças. Quero, definitivamente, investir nas minhas idéias. Este pode ser o embrião de algo maior e com muito mais alcance. Ainda não tenho bem certo o que vou fazer - só sei que vou fazer.

Vejo o mundo ao meu redor e percebo que as dificuldades pelas quais passei (e ainda passo) me fizeram ficar ainda mais forte. Eu posso mais, eu sou mais. E nada vai me parar - não adianta nem tentar.

Aguardem. O caminho é longo, mas está apenas começando a ser trilhado.

Não se preocupem pq eu volto...

quinta-feira, agosto 05, 2004

Força

Tem dias em que você pode sentir, na brumas da manhã, os olhos que fomentam a discórdia e alimentam a inveja contra você.

É possível ver claramente todo rancor sendo espumado naquelas bocas podres. Sentimentos demasiadamente ruins.

Aí, sem nem ligar para o assunto, você liga o rádio da Internet na http://virginradio.co.uk, escolhe a versão classic rock e ouve o sr. Bruce Dickinson e o IRON MAIDEN mandando um Run to the Hills. Pronto! Seus problemas acabaram!

Não há mau humor, inveja ou olho gordo que resistam a uma boa dose de Heavy Metal!!


sexta-feira, julho 30, 2004

Teste

Taí uma coisa que eu não fazia há tempos, um teste!

E o resultado não poderia ser outro mesmo...

Morpheus rules!
Neil Gaiman na veia!

Vejam:
Morpheus
Morpheus

?? Which Of The Greek Gods Are You ??



Verdades incontestáveis da modernidade

Lan House é fliperama de viadinho


quinta-feira, julho 29, 2004

Reality show

Vai menino.

Ser menino até quando?

Sonha criança.

Mas não se esqueça de acordar. 


quarta-feira, julho 28, 2004

Questionário

Quando sua mente parecer falhar e até mesmo seu coração estiver sem direção, ouça a voz do seu corpo.

Veja como a sua morada física reage às situações. Observe as dores (ou ausência delas), o conforto,  o calor. O quão bem você se sente em determinada posição e companhia.

As respostas estão aí. É só querer ver.

quinta-feira, julho 22, 2004

Day of freedom

Cantem, cantem irmãos! Pois este é o dia da liberdade!

A batalha se encerrou e é chegada a hora de comemorarmos, pois nossa luta foi justa e árdua.

Cantem, cantem irmãos!

O inimigo usou de ardis terríveis. Ao invés de travar um combate justo, utilizou-se das formas mais terríveis de guerrilha.

Mas ainda assim nos sagramos vencedores.

Cantem, cantem queridos companheiros!

É uma vitória da vida, da Luz! Os inimigos, baixos e loucos como são, preferem não ver a verdade. Ou estão se fingindo, pois a dor que sentem deve ser lancinante.

Cantemos juntos até o amanhecer. Este não tarda chegar, já que o Sol não quer furtar sua presença de tão honrosa comemoração.


segunda-feira, julho 19, 2004

Limite
 
Não há sensação melhor do que a de estar à beira do penhasco, prestes a dar o passo derradeiro.
 
Em especial quando se tem a capacidade de voar.
 
 

sexta-feira, julho 16, 2004

501
 
Este é o número deste post. O quinquagésimo centésimo primeiro deste blog.
 
Cacete, escrevi pra caramba já...
 
Quanta água passou por debaixo desta ponte. Batalhas foram vencidas e perdidas, monstros foram destruídos, alianças foram formadas... e, no final, eu consegui sobreviver para contar a história.
 
Olhando para o que passou, tenho a sensação do dever cumprido. O que aconteceu pode não ter sido (e, certamente, muitas vezes não foi) o melhor. Mas eu fiz o que achei que deveria ter feito. Não me arrependo de nada. Curti, senti, vivi. E agora o momento é outro.
 
É chegado o ponto em que os sonhos vão se consolidar e criarão outros maiores. Porque, no final, o que todos querem é uma casa com cerquinha branca e uma família de seriado americano.
 
Hehe...
 
Me aguardem...
 
 
 
 
 

terça-feira, julho 13, 2004

The Ballad of two in one

Foram dias confusos aqueles. Era impossível se lembrar de como e quando tudo aconteceu. O início, isso dava para saber, foi numa noite de terça-feira. E estava quente... e úmido.

O fato era, que desde aquele momento tudo havia mudado. No começo, houve receio. Depois descrença. Era difícil acreditar que algo tão bom estava acontecendo. O vendaval passou e foi conduzindo a vida. Sem pensar, sem pedir licença. Sem nem se preocupar.

Mesmo sendo complicado, havia uma ordem por trás daquilo tudo. Um sentimento de organização. Isso trazia tranqüilidade, conforto – mesmo quando tudo rodava e rodava, sem parar.

E o tempo, inevitavelmente, passou. O momento agora é de calmaria. De construção e projeção. Ampliar as conquistas, degustar as vitórias e – se preciso – curar as feridas.

Mas o paraíso estava muito próximo de ser alcançado, isso era certo. E a certeza residia no fato de que não havia mais solidão. E de que a força da Luz que brilhava ali era muito maior do que qualquer escuridão, vinda deste ou de qualquer outro mundo.




quinta-feira, julho 08, 2004

Por que não sorrir?

Ok, eu entendo que todos passamos por dias em que nosso único desejo é de que o mundo se transforme em pó para que pisemos nele.

Mas, sejamos sinceros, não são todos os dias que são assim. E, mesmo em uma fase complicada, você não está mal every single minute.

Então, que tal tirar essa carranca do rosto. Sorria - que o mundo vai lhe sorrir de volta. É incrível a diferença que faz tratar a todos - sem nenhuma excessão - com cordialidade e simaptia. Claro, sempre vão existir aqueles que irão te responder com um grunhido, parecendo que querem te morder. Para esses, o remédio é sorrir ainda mais. Porque cara feia se cura assim, com carinho.

Alguém mais além de mim assistiu na escola aquele filminho "Comportamento gera comportamento"? Então... é bem por aí.

Estou dizendo porque comprovei e agora recomendo: Amabilidade, meu povo. É fácil, indolor e traz resultados superiores.

quarta-feira, julho 07, 2004

Golden Perfect

Olha, não ando escrevendo porque estou sem tempo. Mas estou sem tempo por conta de coisas boas. Desgastantes, mas bem boas.

Tudo está mudando. TUDO mesmo.

Trabalho e vida pessoal. Daqui muito pouco tempo, nada mais será o mesmo.

Caminho em passos largos para o ideal de perfeição em que acredito. ;-)

Uhu!

quarta-feira, junho 30, 2004

Da série "Frases lapidares dos coletivos paulistanos"

"É fazendo muita merda que se aduba a vida"


sexta-feira, junho 25, 2004

Refuse/Resist

Chega um momento na vida em que é preciso firmar o pé. Tomar realmente uma decisão. Ou sim ou não. Ou vai ou racha!

Não dá pra aceitar de bico fechado toda merda que as pessoas vão jogando em você.

Se você não se posiciona como uma força, será sempre visto como um ser dispensável, fraco e cuja presença é indiferente.

Grite, esperneie, se faça notar. Mas, acima de tudo, seja você mesmo. Pq não adianta nada ter atitude em cima de fatos alheios a você. Gozar com o pau dos outros não serve pra nada.

Tome o mundo. Ele é seu.

quinta-feira, junho 24, 2004

THE TYGER
By William Blake

Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?

In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand dare sieze the fire?

And what shoulder, & what art.
Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand? & what dread feet?

What the hammer? what the chain?
In what furnace was thy brain?
What the anvil? what dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?

When the stars threw down their spears,
And watered heaven with their tears,
Did he smile his work to see?
Did he who made the Lamb make thee?

Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?

segunda-feira, junho 21, 2004

Senhora das mudanças*

Onde havia chuva, ela trouxe o sol
Onde havia trevas, ela foi a luz
Quando era inverno, ela se fez verão

Onde havia solidão, ela se tornou companheira
Onde havia caos, ela deu harmonia
Quando tudo parecia perdido, ela me encontrou

Onde havia o nada, ela se tornou tudo
Onde havia a falta de perspectiva, ela moldou o futuro
Quando ela chegou, o mundo parou

E a vida foi vivida, como se estivesse começando naquele momento.


*Título obviamente influenciado pelas horas que passo vendo novelas da Globo

sexta-feira, junho 18, 2004

Praticamente de luto

Depois daquele gol impedido aos 45 do egundo tempo acho que vou ficar um mês sem postar.


terça-feira, junho 15, 2004

Entusiasmo

Algo no fundo dos meus olhos me incomoda. Busco na profundidade e vejo que ele está ali me encarando. O monstro da mesmice.

A acomodação nunca foi carcterística minha. E eu me canso fácil de certas coisas. Sou parceiro do desafio. Como agora tenho quem corra ao meu lado e me sinto mais forte do que nunca por conta disso, surgem mais necessidades. Ah, a necessidade. Já dizia Marx que ela era o motor da História...

Eu não suporto o mesmo, o de sempre. A falta de perspectivas obstrui qualquer estímulo. Falta entusiasmo - que aprendi outro dia, vem do grego enthousiasmós e significa “êxtase”. Segundo o autor que li, os antigos a usavam para representar também arrebatamento e inspiração divina. Numa tradução literal, “estar com Deus dentro de si”.

É exatamente isso. Sei que posso fazer muito mais do que faço hoje. E isso me incomoda profundamente.

Então vou começar a correr atrás. Que venha a mudança, pois estou certo de que com ela retomarei as rédeas de minha própria realidade.

sexta-feira, junho 11, 2004

"Ship to base: we're alive!!"

Estamos todos vivos e bem deste lado do universo conhecido.

Não tenho escrito pq, como a maioria dos meus leitores sabe, voltei a estudar e como o semestre escolar está próximo de seu fim, os trabalhos se acumulam. Um deles, em especial, tem tirado o meu sossego e fazendo cair o pouco de cabelo que ainda resta por aqui. Quem já estudou marketing vai saber o que eu digo: Análise SWOT.
A análise em si até que é fácil. O que pega é fazer o projeto todo.

Essa minha idéia de me tornar um "homem de negócios" está se mostrando mais difícil do que parecia na teoria. Mas beleza, vamo ae, que quem fica parado é poste - como diz o mestre Zé Simão.

Deixo vocês com alguns comentários rápidos:

- Não se preocupem, caros tricolores. Lá na Bolívia vamos enfiar uma sacolada de gols naquela bicha insana que pega no gol do Once Caldas.

- Assitam "Do outro lado da rua". Faz você ter fé que o Brasil sabe fazer cinema para além do estigma nordestino de terra rachada, seca e meninos barrigudinhos.

- Aproveitem bem o Dia dos Namorados. Eu já estou aproveitando o meu. Vou até deixar uma trilha sonora.

'Til There Was You
The Beatles


There were bells on a hill
But I never heard them ringing
No I never heard them at all
'Til there was you

There were birds in the sky
But I never saw them winging
No I never saw them at all
'Til there was you

Then there was music and wonderful roses
They tell me in sweet fragrant meadows of dawn and you
There was love all around
But I never heard it singing
No I never heard it at all
'Til there was you

Then there was music and wonderful roses
They tell me in sweet fragrant meadows of dawn and you
There was love all around
But I never heard it singing
No I never heard it at all
'Til there was you
'Til there was you

quinta-feira, junho 03, 2004

“A medida de amar é amar sem medida”

Tudo bem... o verso aí de cima foi escrito por um dos caras mais chatos da música brasileira, o gaúcho Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawai. Mas é bonito e faz pensar.

Vocês já perceberam, em suas próprias vidas ou nas de amigos, conhecidos, etc, o quão pouco as pessoas se entregam? Vivemos numa era de medo generalizado, com todos tendo receio de conhecer o outro e compartilhar um pouco de si com ele.

Dois lados de uma mesma moeda, homens e mulheres - que deveriam ser parceiros, parecem estar sempre em pé de guerra. E, pior do que isso, a individualidade predomina. Cada um vive em seu microcosmo, olhando pelas frestas e mostrando-se apenas por elas também.

O problema é que a maioria dos homens adora "pagar de gatão", acha que é pegador, dono do mundo. Isso, convenhamos, já acabou há muito tempo. E eu tenho cá minhas dúvidas de que algum dia chegou a acontecer. Se tem uma coisa que eu aprendi na vida é que não se compete com mulheres - apenas se tenta estabelecer parcerias. Realmente acredito que isso rola desde que o mundo é mundo.

Vocês, garotas, são as rainhas. A gente só pensa que manda.

Mas, de outro lado, acredito também que no caso de algumas mulheres há uma reação exacerbada frente às situações. Claro, gerada pelas atitudes masculinas ao longo dos anos. Mas mesmo assim exageradas. Um lance meio "tolerância zero", sabe? E lei de Talião: "Olho por olho, dente por dente".

E isso gera os famosos “joguinhos”, nos quais, sejamos sinceros, nunca há vencedor. Entreguem-se, meu povo. Deixem que o outro conheça seus vícios e virtudes. A harmonia só chega quando existe confiança plena. Acreditem: o resultado é superior.

segunda-feira, maio 31, 2004

Pára TUDO!!

Você viram as últimas notícias?
Acabei de ler no Globo online

Ronaldinho Gaúcho não enfrenta Argentina
Kaká e Luís Fabiano vão reviver a dupla do São Paulo na seleção
TERESÓPOLIS - O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, não poderá contar com o meia-atacante Ronaldinho Gaúcho e com o zagueiro Luisão na partida contra a Argentina, nesta quarta-feira, no Mineirão, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Os dois jogadores, com lesões no músculo posterior da coxa direita, foram vetados na manhã desta segunda-feira e seguirão para Belo Horizonte para serem examinados. Caso seja constatado um derrame ou outro problema mais grave, ambos serão cortados e não irão para Santiago, onde o Brasil enfrenta o Chile no próximo domingo.

O treinador já havia confirmado a zaga da seleção com Juan e Roque Júnior. Para o lugar de Ronaldinho Gaúcho, Parreira optou por escalar Luís Fabiano, alterando um pouco o esquema da equipe, que vai atuar com dois atacantes típicos. Kaká será o principal responsável pela armação de jogadas, função que anteriormente dividiria com o jogador do Barcelona.

O time titular está definido: Dida, Cafu, Roque Júnior, Juan e Roberto Carlos; Edmílson, Juninho Pernambucano, Zé Roberto e Kaká; Ronaldinho e Luís Fabiano.

O atacante do São Paulo se diz pronto para substituir o astro do Barcelona, apesar do pouco entrosamento como o novo companheiro de ataque.

- Agora é aproveitar a oportunidade que pintou, dando o máximo em campo. Só treinei junto com o Ronaldinho um pouquinho, no fim do coletivo de domingo, mas acredito que vamos nos entender bem em campo. Tentarei fazer um gol para ajudar, mas o importante mesmo é a vitória da seleção - afirmou Luís Fabiano.

A preparação da seleção brasileira para o principal clássico sul-americano tem sido marcada por problemas. No domingo, o goleiro Marcos foi cortado devido a uma lesão no punho esquerdo. Júlio César (Flamengo) foi convocado para o lugar do arqueiro do Palmeiras.

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Na boa, só tenho uma coisa a dizer: Te prepara, porteño. Agora a jiripoca vai piar*.
O Fabuloso vai acabar com o timeco deles. O Maradona vai vir pra cá, vai ver isso e acaba tendo um piripaque de vez.

Assim, eu não queria que isso acontecesse com o Ronaldinho Gaúcho de fora. Mas, como diz o grito de guerra do Quinzão: "Já qui tá, qui fiqui!"

* Expressão tipicamente interiorana e predecessora do infame ditado atual "o bicho vai pegar".
1,2,3 Testando

Faz um bom tempo que não coloco nenhum daqueles testes aqui, né?

Bom, vi um no blog da Carol e achei bastante interessante.

Fiz e olha só o resultado:

Se sua vida fosse um filme

Uma Mente Brilhante conta a história da luta do matemático, ganhador do Prêmio Nobel, John Nash contra a esquizofrenia. Mas você não precisa ser um gênio nos números para se identificar com o filme.

O drama estrelado por Russell Crowe mostra momentos extremamente difíceis da vida de Nash. Dificuldades de aceitação pelos colegas, internação em hospital psiquiátrico, crise no casamento.

Mas o filme também tem suspense, romance e é extremamente envolvente, daqueles que faz a gente torcer o tempo todo. Você é surpreendido pela história e se apaixona pelos personagens e derrama lágrimas.

A principal mensagem é de otimismo! É o ensinamento de que uma mente brilhante pode vencer problemas tão graves quanto a loucura. Principalmente se você fizer o que gosta, contar com apoio de pessoas queridas e topar aprender com elas e ensinar o que aprendeu.



Assim... eu lembro quando vi esse filme. Fiquei perturbado pra caramba, com medo de ser louco e tudo que eu conheço ser uma mentira criada pela minha mente doentia. Mas passou...

Concordo com essa coisa do otimismo e de contar com o apoio dos queridos. Nisso tem realmente tudo a ver comigo.

sexta-feira, maio 28, 2004

"Eu vi o futuro, baby... ele é passado"

Sempre fui um sonhador. Ta até escrito aí do lado. Sem sonhar não sabia viver. Ainda hoje eu sonho pra caramba. É a minha forma de entender o mundo. Mas as coisas estão mudando...

Não que eu esteja deixando de sonhar. Muito pelo contrário. O que ocorre é que além dos sonhos, me está sendo permitido planejar. Agora eu estou conseguindo estabelecer metas e definir prazos (ou pelo menos previsões) de quando as coisas devem acontecer.

É uma mudança considerável, que só foi alcançada com meu desenvolvimento pessoal e profissional. Claro, trata-se de um processo ainda em andamento. Mas eu realmente gosto do ponto onde estou hoje. Sem dúvida que as coisas poderiam estar melhores. Elas sempre podem. Mas, fazendo uma análise fria dos dados, o cenário é bem interessante. O lance é continuar trabalhando para manter e ampliar.

Os problemas de hoje não têm uma ligação exata comigo. Não dependem só do meu esforço. Do meu lado, as coisas estão numa curva ascendente. Tenho certeza de que o resto vai se resolver em breve. Mais que certeza, tenho . Não dizem que ela remove montanhas? Pois então... eu tenho e vou mover alguns morros por aí. Nada muito grande. Apenas o suficiente para abrir caminho para que eu construa a minha estrada de tijolos amarelos...

quarta-feira, maio 26, 2004

Essa vai pra mamãe

24 anos e meio atrás eu conheci uma pessoa que mudou minha vida. Foi a primeira pessoa que conheci e já dei muita sorte, pois foi a melhor de todas que eu viria a conhecer.

Uma mulher pequena, magrinha, mas com uma força... uma força que eu não faço idéia de onde vem. É incrível. Logo depois que eu a conheci me disseram que ela era minha “mãe”. Eu, sinceramente, não entendi muito bem esse conceito super abstrato de “mãe”. Só que logo vi que a tal “mãe” era a pessoa que iria cuidar, limpar, carregar, aquecer, levar, trazer e, especialmente, amar. Tudo isso pra mim, por mim.

Durante longos 14 anos ela foi só minha. Mas aí o cara lá em cima decidiu querer provar que existia e mandou uma outra pessoinha pras nossas vidas e eu vi que amor de mãe era uma coisa tão enorme, tão forte, que ela podia amar na mesma intensidade os dois. Agora taí: ela andando com um filho de 10 anos pra cima e pra baixo. Acho que eu só tive a real consciência do que é a maternidade ao ver minha própria mãe grávida.

Os tempos passaram e ela, além de mãe, acabou sendo minha professora. E eu que achava que mãe já ensinava o suficiente... mas ela conseguiu, além de me ensinar a comer igual gente, amarrar o sapato e não enfiar o dedo no nariz, a saber o que foi a Revolução Francesa, quem foi o Duque de Caxias e mais uma meia dúzia de coisas interessantes. Gostei tanto do negócio que até História eu fiz (tudo bem que ela me matriculou neste curso, quando eu pedi Letras... mas tudo bem, mãe a gente releva).

Durante muito tempo fomos só nós dois. Todo mundo longe e um só tendo o outro para contar. De certa forma, mesmo quando os outros estavam perto, sempre fomos só nós dois. E ainda somos.

Eu fui embora, não moro mais na casa dela faz um bom tempo... mas ela ainda consegue dizer se estou com fome, triste, cansado ou qualquer outra coisa só pelo meu “alô”, a 170 km de distância. Coisas de mãe...

E hoje é o dia dela. Aniversário... ela tá ficando mais experiente. Vários anos nas costas, mas ela não ta nem aí. Virou até universitária de novo esse ano, a espertinha. Parece uma menina. E quem disse que não é?

Então é hora de dar os parabéns, desejar tudo de bom e muita alegria. Porque ela merece e de tristeza a gente já se encheu. É tempo também de pedir que nosso camarada lá em cima a conserve assim, perfeita em sua imperfeição, por tanto tempo quanto for possível. Porque daqui um tempo outra pessoinha vai aparecer e, do mesmo jeito que ela me mostrou o que é ser mãe, ela vai ter que mostrar o que é ser avó - como eu sei que ela aprendeu com a mãe dela.

Valeu mãe! Você fez de mim o que eu sou hoje. Pro bem e pro mal. E eu gosto pra caramba de mim, sabia? E de você eu nem preciso falar, né? Te amo!

Beijão do seu filho mais velho...

segunda-feira, maio 24, 2004

Óquei, óquei...

...nós perdemos a invencibilidade e a liderança pro Cruzeiro, lá em BH. Não quero aqui parecer chorão nem nada assim, mas que o juizão deu mancada acabando o jogo antes do Rogério cobrar a falta, isso deu.

Mas ok, temos jogo da Libertadores pra confirmar a classificação para a semifinal na quarta-feira.

No mais, o destaque da rodada foi o sapeca iaiá que o santos tomou em plena Vila do, até sexta-feira, combalido Palmeiras. Como os porquinhos conseguiram um sonoro 4 a 0?

Bom, de um lado a galera começou a correr pq o Picerni caiu. E de outro o Luxa continua se achando deus e fez várias cagadas após a expulsão do Pereira (aliás, que fase desse cara... entregou o jogo contra o Once Caldas e foi expulso ontem - se benze, nêgo!)

Só espero, sinceramente, que a derrota abale a molecada e que eles sofram contra os colombianos. Prefiro o Once Caldas na próxima fase.

sexta-feira, maio 21, 2004

Deixa ver se eu entendi...

O Palmeiras foi eliminado pelo Santo André... o Corinthians pelo Vitória... O Santos só empatou em casa e vai ter que decidir fora e na altitude.

Enquanto isso o Tricolor é líder do Brasileirão e venceu por 3 a 0 no jogo de ida da Libertadores, praticamente assegurando uma vaga na semifinal.

Foi isso mesmo?
heheheh

Só pra saber...
;-)

quinta-feira, maio 20, 2004

Soundtrack

A CURA
Lulu Santos


Existirá
Em todo porto tremulará
A velha bandeira da vida
Acenderá
Todo farol iluminará
Uma ponta de esperança

E se virá
Será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá
Toda certeza vã
Não sobrará
Pedra sobre pedra

Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui

Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal
A cura

Existirá
Em todo porto se hasteará
A velha bandeira da vida
Acenderá
Todo farol iluminará
Uma ponta de esperança

E se virá
Será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá
Toda certeza vã
Não sobrará
Pedra sobre pedra

Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui

Existirá
E toda raça então experimentará
Para todo mal
A cura



terça-feira, maio 18, 2004

"Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades"

Como eu sempre digo aqui, sou fã de quadrinhos. Na semana passada, por motivos diversos, fiquei traçando um paralelo entre os poderes de um conhecido herói e o que eu gostaria de ter.

O Homem-Aranha, que nem é dos meus favoritos, tem algo que é chamado de "Sentido de Aranha". Algo como um "aviso" de que alguma coisa está errada e que ele vai tomar uma porrada logo a seguir (ok, fui simplista pra kct aqui, então não me detonem fãs ardorosos).

O sentido de aranha é representado graficamente assim:

Com essas linhas na cabeça dele e tal...

É um poder bacana até, mas o que eu queria mesmo era um "Sentido de cagada". Calma, não é isso que você pensou.

Eu gostaria de ter algum tipo de aviso quando estivesse prestes a pisar na bola... fazer alguma cagada.
Mais ou menos assim: Estou prestes a falar demais, magoar alguém, algo de que depois vou me arrepender depois. PING! PING! PING! Minha cabeça começa a apitar e eu páro imediatamente.

Fala sério, não ia ser muito legal??

Pô, eu detesto errar. E eu erro pra caramba, pq tenho o péssimo costume de falar mais do que devo - trocando os pés pelas mãos. Ou seja, fazendo uma bela cagada.

Assim, de uma maneira que podemos chamar (de certa forma), de metafísica, eu até que melhorei. Fico mais atento aos erros do passado e à minha intuição.

O caminho parece mais fácil a cada dia, mas mesmo asism um poderzinho desses não ia cair mal.

Que bicho erradiado por Raios Gama eu tenho que deixar me morder pra ganhar isso, hein?


quinta-feira, maio 13, 2004

Vitória da raça
São Paulo 2 (5) x (4) 1 Rosário Central




Sensacional. Esta é a única palavra para definir o jogo desta quarta-feira, 12 de maio, no Morumbi. O São Paulo enfrentava o Rosário Central da Argentina. O tricolor havia perdido a primeira partida na casa do adversário por 1 a 0. Para se classificar precisava de uma vitória por dois gols de diferença. Igualando a diferença de gols da primeira partida a decisão iria para os pênaltis.

Mas não foi fácil. Logo aos 6 minutos do primeiro tempo, numa falha de Marquinhos, o Rosário saiu na frente. Neste momento começou a atuar a maestria do técnico são-paulino Cuca. Ele mexeu – e muito bem – em sua equipe, sacando o volante Alexandre e colocando Grafite em seu lugar. O atacante, execrado pela torcida por ter feito os gols que salvaram o Corinthians do rebaixamento, teve sua redenção.
Grafite fez o primeiro gol no último lance da etapa inicial. Numa jogada ensaiada Rodrigo escorou no primeiro pau e o atacante arrematou no meio da área, de cabeça.

Logo em seguida, no intervalo, Cuca não desceu para os vestiários com seus comandados. Ficou em campo para que eles sentissem a energia da massa tricolor. 60 mil torcedores gritavam insanamente na noite fria da capital paulista.

A tática deu resultado: a equipe voltou mais consciente e tocando melhor a bola. Mas, sem conseguir furar o bloqueio argentino, Cuca mudou mais duas vezes. Tirou Vélber para a entrada de Souza e, depois, Marquinhos para que Gabriel entrasse.
O time estava bem, mas a bola não entrava. A dramaticidade aumentava. O Fabuloso não estava numa boa noite, havia até mesmo perdido um pênalti no primeiro tempo. Mas em jogada sua, o São Paulo encontrou o caminho do gol. Luis Fabiano chutou, o goleiro argentino não conseguiu segurar e Grafite, mais uma vez ele, estava atento e conferiu. Era São Paulo 2 a 1. E os pênaltis...

Nas cobranças de pênaltis brilhou mais forte a estrela do maior símbolo tricolor dos últimos anos: o capitão Rogério Ceni. Ninguém encarna o espírito são-paulino como ele. Nem mesmo Luis Fabiano, que tem seu nome gritado constantemente durante as partidas pela torcida. Rogério é o último remanescente da Era de Ouro tricolor, quando o Terror do Morumbi – o saudoso Raí – desfilava em campo, ao lado de craques como Leonardo, Cerezo e Müller.

Ninguém se dói mais ao ser chamado de “amarelão”, “bambi” e outros codinomes pejorativos atribuídos ao São Paulo ultimamente. E ontem Rogério mostrou todo seu amor tricolor e vontade de vencer.

O goleiro são-paulino cobrou a última penalidade e marcou. Se perdesse, estava fora (Cicinho havia desperdiçado sua cobrança). Continuou próximo ao gol e se preparou para segurar a cobrança de Ganoa, goleiro do Rosário – o que de fato aconteceu. Verdade seja dita que o careca argentino praticamente recuou a bola. Mas a energia que veio depois da defesa pavimentou o caminho para a vitória definitiva.

Na primeira das alternadas, Gabriel – que também passou por maus bocados no Morumbi – marcou. Rogério então se preparou e defendeu magistralmente a batida de Iraci. O São Paulo estava classificado para as quartas-de-final da Libertadores.

O mais bonito foi ver ao final da partida jogadores como o zagueiro Fabão aos prantos, emocionado com a vitória. Rogério deu a declaração que deixou todos os são-paulinos com um nó na garganta: “Essa é a paixão da minha vida... Sair do São Paulo pra quê? Este é o melhor time do mundo!”.

Exageros à parte, a certeza que fica depois do jogo é de que, se não é o melhor, pelo menos o São Paulo é dos que mais luta. E que amarelo no Morumbi só nas estrelas que representam o Bi-Mundial. Estrelas que, pelo andar da carruagem, podem ter a companhia de mais uma irmã no final deste ano.

Força Tricolor! Rumo a Tóquio!!


quarta-feira, maio 12, 2004

Battlefield: Earth

O lance é o seguinte: ninguém tem o direito de podar os sonhos de outra pessoa.

Vivemos em sociedade e, portanto, vez ou outra temos que nos deixar subjugar pela rede de relacionamentos estabelecida. Temos que adiar nossa felicidade em função de situações que são alheias à nossa própria vontade.

Não há nada mais injusto. Porém, a busca pela felicidade deve ser a diretriz primeira da vida de todos. Assim sendo, cabe a cada um a responsabilidade de dobrar a realidade até que ela chegue ao ponto que se deseja.

Convercer pessoas, trabalhar duro, virar jogos. Esses são os objetivos. Não adianta chorar e ficar na mesma. Quem espera e não trabalha, não alcança coisa nenhuma.

Então dá licença que eu vou ali matar uns três dragões e já volto.