Tentativas
Uma coisa temos de ter em mente: sonhar sempre é bom... o sonho sim, é o motor da alma... é o que nos faz seguir em frente nesse mundo insano. Mas o perigo é perder o pé da realidade e não conseguir retomar a caminhada. Há sempre que se tentar colocar aquilo que desejamos mais internamente em prática.
Tentar, tentar sempre. Sempre que surgir a dúvida, encare... meta o pé! Pois aí, você terá ido e tentado... e se tiver competência e vontade, pode conseguir voltar. É muito mais fácil voltar (se você sai bem de uma situação) do que bater na porta de alguém na cara e na coragem.
Nada é pior do que conviver com a dúvida do "e se?".
sexta-feira, maio 09, 2003
quarta-feira, maio 07, 2003
Amor à Camisa
Hoje tem São Paulo X Goiás, pela Copa do Brasil. O Tricolor ainda se recupera da perda de seu comandante, Oswaldo de Oliveira, que foi demitido na noite do último sábado. O comando da equipe está com Roberto Rojas, que é treinador de goleiros do clube há mais de 15 anos. Muitos estão receosos por um interino estar à frente do time. Porém, se os jogadores entrarem com o espírito do camisa 10 são-paulino, Ricardinho, o alviverde goiano que se prepare pois o chumbo vai ser grosso. Sintam só a declaração do homem para a Gazeta Esportiva.net
'Independente de quem vai estar no banco, quem vai jogar é o São Paulo', disse Ricardinho, enchendo a boca na hora de pronunciar o nome do time. 'Seja no futebol ou no pingue-pongue, o São Paulo é sempre o São Paulo', concluiu.
Hoje tem São Paulo X Goiás, pela Copa do Brasil. O Tricolor ainda se recupera da perda de seu comandante, Oswaldo de Oliveira, que foi demitido na noite do último sábado. O comando da equipe está com Roberto Rojas, que é treinador de goleiros do clube há mais de 15 anos. Muitos estão receosos por um interino estar à frente do time. Porém, se os jogadores entrarem com o espírito do camisa 10 são-paulino, Ricardinho, o alviverde goiano que se prepare pois o chumbo vai ser grosso. Sintam só a declaração do homem para a Gazeta Esportiva.net
'Independente de quem vai estar no banco, quem vai jogar é o São Paulo', disse Ricardinho, enchendo a boca na hora de pronunciar o nome do time. 'Seja no futebol ou no pingue-pongue, o São Paulo é sempre o São Paulo', concluiu.
segunda-feira, maio 05, 2003
Mr. Boca goes to Washin... errr... Brasília, mesmo
Ah... mais um dia passado na capital do País (a cidade universitária superdimensionada)... tô só o pó!! Tô com várias idéias, várias coisas para escrever, mas não vai dar tão cedo... vou entrar num esquema louco aí no trampo, que vai tomar muito do meu tempo e - principalmente - da minha força.
Pelo jeito, nas duas próximas semanas, vão ser só textos curtos, reescritos ou coisas do gênero...
Mal aí, poucos, mas fiéis leitores. Vou tentar fazer o máximo de coisas novas possível.
------------------
Auto-ajuda para mim mesmo
Como lidar com o fracasso de não fazer quem você mais gosta feliz? E, pior ainda, fazer esta pessoa sofrer?
A falha não é algo com que as pessoas lidem bem. Há aqueles que se fecham, há outros que fazem do erro combustível para seguir em frente com mais força...
Mas não existe fórmula exata para a resolução desse problema. O lance é tentar ser o mais correto possível...
Porém, isso exige auto-conhecimento. E, muitas vezes, ao se confrontar consigo mesmo, percebe-se que o seu lado negro interior é muito maior do que você prórpio imaginava... que as máscaras criadas para o seu convívio em sociedade estão enfiadas em sua alma tão fortemente, que confundem-se com sua essência., chegando num ponto em que não se sabe mais o que é verdade e o que é apenas encenação.
Tenho um velho amigo que uma vez me disse que essa histórias de "máscaras" são meio que uma falácia... ninguém é "plano", possui apenas uma dimensão. Todos temos reações boas e ruins, podemos ser altruístas ou egoístas... ninguém é só uma coisa ou outra. Ele diz isso pq é um cara muito sábio... Para nós, pobres mortais perdidos nesse mundo sujo, lidar com as prórpias dicotomias ';e algo realmente complexo.
Imagina então quando resolvemos compartilhar da nossa vida com alguém? Mas vamos seguindo... pq quem fica parado é poste, como diz o outro.
Errando e aprendendo a cada dia...
Ah... mais um dia passado na capital do País (a cidade universitária superdimensionada)... tô só o pó!! Tô com várias idéias, várias coisas para escrever, mas não vai dar tão cedo... vou entrar num esquema louco aí no trampo, que vai tomar muito do meu tempo e - principalmente - da minha força.
Pelo jeito, nas duas próximas semanas, vão ser só textos curtos, reescritos ou coisas do gênero...
Mal aí, poucos, mas fiéis leitores. Vou tentar fazer o máximo de coisas novas possível.
------------------
Auto-ajuda para mim mesmo
Como lidar com o fracasso de não fazer quem você mais gosta feliz? E, pior ainda, fazer esta pessoa sofrer?
A falha não é algo com que as pessoas lidem bem. Há aqueles que se fecham, há outros que fazem do erro combustível para seguir em frente com mais força...
Mas não existe fórmula exata para a resolução desse problema. O lance é tentar ser o mais correto possível...
Porém, isso exige auto-conhecimento. E, muitas vezes, ao se confrontar consigo mesmo, percebe-se que o seu lado negro interior é muito maior do que você prórpio imaginava... que as máscaras criadas para o seu convívio em sociedade estão enfiadas em sua alma tão fortemente, que confundem-se com sua essência., chegando num ponto em que não se sabe mais o que é verdade e o que é apenas encenação.
Tenho um velho amigo que uma vez me disse que essa histórias de "máscaras" são meio que uma falácia... ninguém é "plano", possui apenas uma dimensão. Todos temos reações boas e ruins, podemos ser altruístas ou egoístas... ninguém é só uma coisa ou outra. Ele diz isso pq é um cara muito sábio... Para nós, pobres mortais perdidos nesse mundo sujo, lidar com as prórpias dicotomias ';e algo realmente complexo.
Imagina então quando resolvemos compartilhar da nossa vida com alguém? Mas vamos seguindo... pq quem fica parado é poste, como diz o outro.
Errando e aprendendo a cada dia...
domingo, maio 04, 2003
Ajudinhas
Por mais incrível que isso possa parecer (sem falsa modéstia), eu sou muito procurado pelas pessoas para dar conselhos. Sei lá...
eu acho que sou um bom ouvinte e que consigo manter um certo distanciamento, o que me ajuda a fazer análises mais apuradas. Isso, eu acredito, é fruto (é claro) dos anos na faculdade de jornalismo, do meu tempo estudando Judô (eu estudava, não lutava simplesmente... é bem diferente) e de uma característica pessoal mesmo, de ficar mais quieto e analisando tudo e todos ao meu redor.
Dessa forma, com o passar do tempo, eu acabei juntando algumas frases, pensamentos, que usei para tentar auxiliar meus amigos na caminhada da vida. Vou começar a colocá-los por aqui... pode ser que ajude mais gente... e quem sabe depois eu não junto todos eles e lanço um livro de auto-ajuda?? :-)
A realidade não depende exclusivamente das suas ações. Por isso, mesmo que você faça tudo certo, as coisas podem dar errado. E você tem que aprender a conviver com isso.
Por mais incrível que isso possa parecer (sem falsa modéstia), eu sou muito procurado pelas pessoas para dar conselhos. Sei lá...
eu acho que sou um bom ouvinte e que consigo manter um certo distanciamento, o que me ajuda a fazer análises mais apuradas. Isso, eu acredito, é fruto (é claro) dos anos na faculdade de jornalismo, do meu tempo estudando Judô (eu estudava, não lutava simplesmente... é bem diferente) e de uma característica pessoal mesmo, de ficar mais quieto e analisando tudo e todos ao meu redor.
Dessa forma, com o passar do tempo, eu acabei juntando algumas frases, pensamentos, que usei para tentar auxiliar meus amigos na caminhada da vida. Vou começar a colocá-los por aqui... pode ser que ajude mais gente... e quem sabe depois eu não junto todos eles e lanço um livro de auto-ajuda?? :-)
A realidade não depende exclusivamente das suas ações. Por isso, mesmo que você faça tudo certo, as coisas podem dar errado. E você tem que aprender a conviver com isso.
sábado, maio 03, 2003
X2: A Hora dos Mutantes
Escrevi uma crítica sobre o melhor filme que vi este ano (sem brincadeira!!), X2, a segunda película trazendo os mutantes da Marvel.
Cliquem aqui e vão lá ler. Vai, vai... Tão esperando o quê??
:-)
Escrevi uma crítica sobre o melhor filme que vi este ano (sem brincadeira!!), X2, a segunda película trazendo os mutantes da Marvel.
Cliquem aqui e vão lá ler. Vai, vai... Tão esperando o quê??
:-)
sexta-feira, maio 02, 2003
Dominando a Besta
Quando chegou, a visão de toda aquela gente e do mar de edifícios o assustou. Ele sabia que ali era seu lugar e que tinha que achar seu caminho. Sobreviver era necessário. Para que seus sonhos tornassem-se reais, seria preciso agüentar muito, de tudo e de todos.
E ele era um grande sonhador. Sempre foi. Era a sua válvula de escape. Nunca foi muito querido quando pequeno. Não pela família, que o amava loucamente . Mas pelos colegas. Crianças podem - e sabem - ser cruéis quando querem. Sofreu muito por ser diferente.
Isso é interessante de se dizer. Como o ambiente tem uma influência decisiva sobre as pessoas. Ele foi considerado diferente durante a maior parte de sua vida, mas teve uma reação positiva em relação a isso. A força para suportar os olhares tortos das outras crianças fez dele um homem preparado para enfrentar a maioria dos desafios que a vida traria com o passar do tempo. Essa força vinha de seus sonhos. Vinha da energia retirada de um mundo que era só seu.
Agora, o desafio era outro. A grande metrópole o tragava, e ameaçava dilacerá-lo. Chamava aquele lugar de “filial do inferno”. Não conseguia se sentir a vontade ali. Faltava-lhe algo sempre. Era muito difícil suportar a pressão. Mas ele, no fundo, sempre soube que tinha obrigação de estar ali. Que não havia escapatória. Era isso ou o limbo do obscurantismo e da mediocridade. E ele sempre foi um líder, não podia se rebaixar e não suportava errar.
Então decidiu parar com a frescura e chamar o monstro pra briga: “Um de nós vai cair aos pés do outro, e certamente não serei eu!”, disse do alto de um dos maiores edifícios, de onde podia ver quase toda a cidade.
Aos poucos foi se ambientando. Ia caminhando por dentro das veias daquele mamute de concreto e, como um vírus, espalhava-se rapidamente. Conquistava novos territórios a cada dia. Nada escapava de seus olhos e ouvidos atentos. Seu quintal crescia a cada dia.
Hoje, já se sente em casa em grande parte daquela, agora, vila. Mas percebeu que a apropriação de novos espaços é constante. Talvez quando estiver mais velho - bem mais velho - e a sede de conhecimento tiver diminuído, ou até mesmo acabado, ele sossegue. Talvez até volte para aquele rincão de onde saiu... E ao invés de buscar o saber, passe a compartilhá-lo.
Quando chegou, a visão de toda aquela gente e do mar de edifícios o assustou. Ele sabia que ali era seu lugar e que tinha que achar seu caminho. Sobreviver era necessário. Para que seus sonhos tornassem-se reais, seria preciso agüentar muito, de tudo e de todos.
E ele era um grande sonhador. Sempre foi. Era a sua válvula de escape. Nunca foi muito querido quando pequeno. Não pela família, que o amava loucamente . Mas pelos colegas. Crianças podem - e sabem - ser cruéis quando querem. Sofreu muito por ser diferente.
Isso é interessante de se dizer. Como o ambiente tem uma influência decisiva sobre as pessoas. Ele foi considerado diferente durante a maior parte de sua vida, mas teve uma reação positiva em relação a isso. A força para suportar os olhares tortos das outras crianças fez dele um homem preparado para enfrentar a maioria dos desafios que a vida traria com o passar do tempo. Essa força vinha de seus sonhos. Vinha da energia retirada de um mundo que era só seu.
Agora, o desafio era outro. A grande metrópole o tragava, e ameaçava dilacerá-lo. Chamava aquele lugar de “filial do inferno”. Não conseguia se sentir a vontade ali. Faltava-lhe algo sempre. Era muito difícil suportar a pressão. Mas ele, no fundo, sempre soube que tinha obrigação de estar ali. Que não havia escapatória. Era isso ou o limbo do obscurantismo e da mediocridade. E ele sempre foi um líder, não podia se rebaixar e não suportava errar.
Então decidiu parar com a frescura e chamar o monstro pra briga: “Um de nós vai cair aos pés do outro, e certamente não serei eu!”, disse do alto de um dos maiores edifícios, de onde podia ver quase toda a cidade.
Aos poucos foi se ambientando. Ia caminhando por dentro das veias daquele mamute de concreto e, como um vírus, espalhava-se rapidamente. Conquistava novos territórios a cada dia. Nada escapava de seus olhos e ouvidos atentos. Seu quintal crescia a cada dia.
Hoje, já se sente em casa em grande parte daquela, agora, vila. Mas percebeu que a apropriação de novos espaços é constante. Talvez quando estiver mais velho - bem mais velho - e a sede de conhecimento tiver diminuído, ou até mesmo acabado, ele sossegue. Talvez até volte para aquele rincão de onde saiu... E ao invés de buscar o saber, passe a compartilhá-lo.
quinta-feira, maio 01, 2003
Superman's Song
Crash Test Dummies
Tarzan wasn't a ladies' man
He'd just come along and scoop 'em up under his arm
Like that, quick as a cat in the jungle
But Clark Kent, now there was a real gent
He would not be caught sittin' around in no
Junglescape, dumb as an ape doing nothing
[CHORUS]
Superman never made any money
For saving the world from Solomon Grundy
And sometimes I despair the world will never see
Another man like him
Hey Bob, Supe had a straight job
Even though he could have smashed through any bank
In the United States, he had the strength, but he would now
Folks said his family were all dead
Their planet crumbled but Superman, he forced himself
To carry on, forget Krypton, and keep going
Tarzan was king of the jungle and Lord over all the apes
But he could hardly string together four words: "I Tarzan, You Jane."
Sometimes when Supe was stopping crimes
I'll bet that he was tempted to just quit and turn his back
On man, join Tarzan in the forest
But he stayed in the city, and kept on changing clothes
In dirty old phonebooths till his work was through
And nothing to do but go on home
Crash Test Dummies
Tarzan wasn't a ladies' man
He'd just come along and scoop 'em up under his arm
Like that, quick as a cat in the jungle
But Clark Kent, now there was a real gent
He would not be caught sittin' around in no
Junglescape, dumb as an ape doing nothing
[CHORUS]
Superman never made any money
For saving the world from Solomon Grundy
And sometimes I despair the world will never see
Another man like him
Hey Bob, Supe had a straight job
Even though he could have smashed through any bank
In the United States, he had the strength, but he would now
Folks said his family were all dead
Their planet crumbled but Superman, he forced himself
To carry on, forget Krypton, and keep going
Tarzan was king of the jungle and Lord over all the apes
But he could hardly string together four words: "I Tarzan, You Jane."
Sometimes when Supe was stopping crimes
I'll bet that he was tempted to just quit and turn his back
On man, join Tarzan in the forest
But he stayed in the city, and kept on changing clothes
In dirty old phonebooths till his work was through
And nothing to do but go on home
quarta-feira, abril 30, 2003
Somebody save me
Argh!! Vai... eu vou passar o feriadão inteiro em Sampa. Sexta tenho que trabalhar e segunda bem cedo tenho que ir pra Brasília.
Minha casa tá reformando e tá parecendo Bagdá.
A grana tá curta e por isso não tem muito como fugir.
Alguém me dá uma luz, pq tá bem foda? Vai, qquer coisa tá valendo... quem mais estiver preso aqui na capitarrrr, avisa e vamos combinar de fazer uma zoeira qquer... Sério mesmo, povo. Tô esperando os convites.
Argh!! Vai... eu vou passar o feriadão inteiro em Sampa. Sexta tenho que trabalhar e segunda bem cedo tenho que ir pra Brasília.
Minha casa tá reformando e tá parecendo Bagdá.
A grana tá curta e por isso não tem muito como fugir.
Alguém me dá uma luz, pq tá bem foda? Vai, qquer coisa tá valendo... quem mais estiver preso aqui na capitarrrr, avisa e vamos combinar de fazer uma zoeira qquer... Sério mesmo, povo. Tô esperando os convites.
A Caixa
Final
SALA
Ao sair da cozinha, Paulinha vê os dois truculentos se esforçando para abrir a caixa com o pé de cabra e Valda entrando pela porta com uma galinha morta numa mão e uma vela vermelha na outra.
Sheila, sua amiga, está no sofá com o cão Átila no colo.
No canto da sala, João olha, com a mão no queixo, tentando entender o que acontece em sua casa. Ela vai até ele e oferece o pouco de água que ainda resta no copo.
Ele agradece, mas recusa. Ela olha para ele com um sorriso tímido e ele faz o mesmo.
Sheila, olhando de canto, levanta-se e vai até a caixa.
SHEILA: Mas vocês são muito burros não? Olha aqui do lado. Está escrito “To open press the button”.
MINOTAURO: E que diabos quer dizer isso???
CARLÃO: E desde quando você fala inglês?
SHEILA: Não falo. Mas isso tava escrito na caixa do emagrecedor elétrico que eu comprei...
Nesse momento Chiquinho volta da cozinha, Juliana atrás dele arrumando a roupa.
CHIQUINHO: Então dá licença que isso é serviço pra profissional.
Chiquinho aperta o botão e a caixa se abre.
Ao abrir, o apito fica ainda mais alto.
Todos em volta olham e vêem um relógio digital com os números em vermelho: 3....2....1....
RUA MOSTRANDO A JANELA DO PRÉDIO
BUUUUUUUUUUMM!!!
Janela e todo o prédio explodem.
-Corte –
Televisão mostrando o telejornal.
Locutor: O Comando Vermelho assumiu a autoria do atentado na tarde de hoje no Edifício Casa Branca no Rio de Janeiro que destruiu 10 quarteirões em Copacabana.
BAGDÁ – IRAQUE – UM BUNKER SUBTERRÂNEO
Saddam e seus conselheiros estão na sala de reunião, ele dirige a palavra especialmente a um deles que está de pé.
SADDAM: Washington já era para estar em chamas. Se essa bomba não explodir, eu pessoalmente vou tirar o seu coração com uma colher.
Um secretário de Saddam entra na sala e entrega correspondência para o presidente.
É uma carta da FedEx e lê-se:
Obrigado por escolher a FedEx, por um problema nosso a sua correspondência foi extraviada mas estamos fazendo todos os esforços para encontrá-la. Desculpe pelo transtorno. Para mais informações ligue no SAC da FedEX pelo 0800.
Entra créditos tocando a música do Elvis: “Return to sender”
Final
SALA
Ao sair da cozinha, Paulinha vê os dois truculentos se esforçando para abrir a caixa com o pé de cabra e Valda entrando pela porta com uma galinha morta numa mão e uma vela vermelha na outra.
Sheila, sua amiga, está no sofá com o cão Átila no colo.
No canto da sala, João olha, com a mão no queixo, tentando entender o que acontece em sua casa. Ela vai até ele e oferece o pouco de água que ainda resta no copo.
Ele agradece, mas recusa. Ela olha para ele com um sorriso tímido e ele faz o mesmo.
Sheila, olhando de canto, levanta-se e vai até a caixa.
SHEILA: Mas vocês são muito burros não? Olha aqui do lado. Está escrito “To open press the button”.
MINOTAURO: E que diabos quer dizer isso???
CARLÃO: E desde quando você fala inglês?
SHEILA: Não falo. Mas isso tava escrito na caixa do emagrecedor elétrico que eu comprei...
Nesse momento Chiquinho volta da cozinha, Juliana atrás dele arrumando a roupa.
CHIQUINHO: Então dá licença que isso é serviço pra profissional.
Chiquinho aperta o botão e a caixa se abre.
Ao abrir, o apito fica ainda mais alto.
Todos em volta olham e vêem um relógio digital com os números em vermelho: 3....2....1....
RUA MOSTRANDO A JANELA DO PRÉDIO
BUUUUUUUUUUMM!!!
Janela e todo o prédio explodem.
-Corte –
Televisão mostrando o telejornal.
Locutor: O Comando Vermelho assumiu a autoria do atentado na tarde de hoje no Edifício Casa Branca no Rio de Janeiro que destruiu 10 quarteirões em Copacabana.
BAGDÁ – IRAQUE – UM BUNKER SUBTERRÂNEO
Saddam e seus conselheiros estão na sala de reunião, ele dirige a palavra especialmente a um deles que está de pé.
SADDAM: Washington já era para estar em chamas. Se essa bomba não explodir, eu pessoalmente vou tirar o seu coração com uma colher.
Um secretário de Saddam entra na sala e entrega correspondência para o presidente.
É uma carta da FedEx e lê-se:
Obrigado por escolher a FedEx, por um problema nosso a sua correspondência foi extraviada mas estamos fazendo todos os esforços para encontrá-la. Desculpe pelo transtorno. Para mais informações ligue no SAC da FedEX pelo 0800.
Entra créditos tocando a música do Elvis: “Return to sender”
Novos velhos amigos
Tem novidades ali do lado. A primeira é minha amiguinha Caroletas, uma mulher de Pés de Peixe.
A outra é uma pessoinha especial, que me fez rever muitos conceitos e acrescentou muito para mim... e continua acrescentando. É Anita... que adora fazer suas Confissões
Tem novidades ali do lado. A primeira é minha amiguinha Caroletas, uma mulher de Pés de Peixe.
A outra é uma pessoinha especial, que me fez rever muitos conceitos e acrescentou muito para mim... e continua acrescentando. É Anita... que adora fazer suas Confissões
terça-feira, abril 29, 2003
Mutunas!!!
É a semana mutante na Legião do Mal.
Homenagem ao X2 que estréia em 1º de maio. Vão lá ver que tá legal!
É a semana mutante na Legião do Mal.
Homenagem ao X2 que estréia em 1º de maio. Vão lá ver que tá legal!
A Caixa
Parte 3
SALA DO APARTAMENTO
Um cachorro da raça Pit Bull vem correndo no corredor e pula no peito de João, depois de atropelá-lo, vai em direção da caixa, fica cheirando e depois começar a latir.
O dono do cachorro chega correndo à porta de João. MINOTAURO é o seu nome, vinte e poucos anos, forte, truculento e viciado em anabolizantes.
Minotauro entra correndo no apartamento, atrás dele está CARLÃO, seu melhor amigo, vinte e poucos anos, forte, e que já teve um caso com Sheila.
MINOTAURO: (imperativo) Átila, junto, agora.
Minotauro se vira para João que está caído no chão, estende a mão falando:
MINOTAURO: Mal aí, meu velho. Esse cachorro é foda.
Nesse momento Sheila sai da cozinha e cruza seus olhares com Carlão.
CARLÃO: (furioso) Que putaria é essa e que porra você tá fazendo aqui??
Sheila ajeita os seios e os cabelos para provocar Carlão, dando a entender que tinha acabado de dar uns amassos com João.
SHEILA: Seu grosso, o que você tá fazendo aqui? Sai daqui.
Minotauro derruba João no chão com um golpe e prepara para socá-lo.
MINOTAURO: O que a mina do meu camarada tá fazendo na tua casa, rapá?
João fecha os olhos e quando Minotauro vai dar um soco nele, a caixa começa a apitar sem parar.
Todo mundo olha pra caixa.
MINOTAURO: Que porra é essa?
João abre os olhos.
JOÃO: Uma caixa.
MINOTAURO: Eu sei que é uma caixa, mas que apito infernal é esse? Desliga essa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o quê?
JOÃO: Desligar.
MINOTAURO: Abre a caixa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o que caralho?
JOÃO: Abrir.
CARLÃO: A caixa não é sua, abre ela e desliga essa merda.
JOÃO: Eu não sei.
CARLÃO: O que você não sabe?
JOÃO: Se essa caixa é minha.
MINOTAURO e CARLÃO: (furiosos) Você não sabe nada, porra!!
Os dois ficam olhando a caixa, analisando e tentam abrir. Fazem de tudo, socam, chutam, dão chaves de pernas e braços, tudo em vão.
Com a gritaria a empregada do apartamento vizinho aparece, VALDA, cinqüenta e poucos anos, negra e macumbeira.
VALDA: Ôxe! Cêis falam muito alto, dona patroa tá dormindo.
Ela olha a cena cômica dos dois marmanjos tentando abrir a caixa de metal.
VALDA: Cêis num querem um abridor não.
Minotauro e Carlão não respondem, nessa hora até o porteiro Chiquinho começa a ajudar os dois. O apito não pára de tocar e o cachorro de latir. Valda volta para casa.
PAULINHA, bonita, vinte e poucos anos, tímida, amiga de Sheila aparece de fininho na casa.
PAULINHA: O que tá acontecendo?
Sheila estava cuidando do assustado João e vê a amiga na porta.
SHEILA: Ai amiga, isso aqui tá uma loucura.
Valda volta e a sua filha JULIANA, morena de 18 anos, bonita, acompanha a mãe.
Valda se dirige aos rapazes na caixa.
VALDA: Ói isso aqui não ajuda não?
Valda mostra um abridor de lata.
Os três olham surpresos.
Chiquinho vê Juliana e fica encantado. Minotauro vira para Valda:
MINOTAURO: Aí véia, tá tirando? Eu não quero abrir lata de atum não. Se liga na idade dessa caixa.
VALDA: E que tal esse aqui seu muleque atrevido?
Valda mostra um pé de cabra que estava na outra mão escondida atrás das costas.
MINOTAURO: Agora a véia tá falando minha língua.
Minotauro pega o pé de cabra e tenta abrir a caixa.
Carlão olha para João que está no colo de Sheila.
CARLÃO: E você rapá, eu não esqueci de você não. Assim que eu abrir essa porra vou dar um jeito nessa sua cara.
PAULINHA: Viu, onde eu posso pegar uma água?
João acena com a cabeça e aponta a cozinha.
COZINHA
Paulinha procura um copo mas não acha. Ela vê Juliana na porta e pergunta:
PAULINHA: Cê sabe onde tem um copo?
Juliana entra na cozinha e demonstra grande familiaridade com a casa, abre o armário e pega um copo.
Paulinha acha estranho.
Seu Chiquinho entra na cozinha, de olho em Juliana.
CHIQUINHO: E aí minha gata como está?
JULIANA: Tudo bem, meu negô.
CHIQUINHO: To com uma saudade do teu cangote...
Chiquinho pega a mão de Juliana, ajoelha e dá um beijo.
Juliana levanta Chiquinho com um dedo no queixo e olha com olhar de safada.
Chiquinho tira uma caixa de fósforos do bolso e começa a tocar um samba. Juliana na hora começa a sambar.
CHIQUINHO: (cantando) ... esse teu decote me tira o sossego,
vem me dar um chamego se você quiser,
o seu remelexo é um caso sério,
esconde um mistério que eu vou desvendar,
mas você pitelzinho faz logo um charminho pra me maltratar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
JULIANA: Ai, você ainda tem a chave extra do viadinho que mora aqui?
CHIQUINHO: Claro... malandro é malandro, mané é mané... final de semana quando ele sair fora, a casa é toda nossa, princesa.
PAULINHA: Ele é viado? Tinha achado ele tão bonitinho...
Chiquinho e Juliana se espantam com a presença de Paulinha, como se tivessem se esquecido de que ela estava ali.
CHIQUINHO: Ah, sei não... nunca vi ele com mulé...
JULIANA: Eu já passei aqui voltando da praia várias vezes e ele nunca nem deu aquela conferida. Homem que não olha pra bunda de mulher quando ela passa de biquíni só pode ser boiola.
Paulinha olha para os dois pensativa, faz cara de nojo e volta pra sala, com um copo de água nas mãos.
Parte 3
SALA DO APARTAMENTO
Um cachorro da raça Pit Bull vem correndo no corredor e pula no peito de João, depois de atropelá-lo, vai em direção da caixa, fica cheirando e depois começar a latir.
O dono do cachorro chega correndo à porta de João. MINOTAURO é o seu nome, vinte e poucos anos, forte, truculento e viciado em anabolizantes.
Minotauro entra correndo no apartamento, atrás dele está CARLÃO, seu melhor amigo, vinte e poucos anos, forte, e que já teve um caso com Sheila.
MINOTAURO: (imperativo) Átila, junto, agora.
Minotauro se vira para João que está caído no chão, estende a mão falando:
MINOTAURO: Mal aí, meu velho. Esse cachorro é foda.
Nesse momento Sheila sai da cozinha e cruza seus olhares com Carlão.
CARLÃO: (furioso) Que putaria é essa e que porra você tá fazendo aqui??
Sheila ajeita os seios e os cabelos para provocar Carlão, dando a entender que tinha acabado de dar uns amassos com João.
SHEILA: Seu grosso, o que você tá fazendo aqui? Sai daqui.
Minotauro derruba João no chão com um golpe e prepara para socá-lo.
MINOTAURO: O que a mina do meu camarada tá fazendo na tua casa, rapá?
João fecha os olhos e quando Minotauro vai dar um soco nele, a caixa começa a apitar sem parar.
Todo mundo olha pra caixa.
MINOTAURO: Que porra é essa?
João abre os olhos.
JOÃO: Uma caixa.
MINOTAURO: Eu sei que é uma caixa, mas que apito infernal é esse? Desliga essa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o quê?
JOÃO: Desligar.
MINOTAURO: Abre a caixa porra.
JOÃO: Eu não sei.
MINOTAURO: Não sabe o que caralho?
JOÃO: Abrir.
CARLÃO: A caixa não é sua, abre ela e desliga essa merda.
JOÃO: Eu não sei.
CARLÃO: O que você não sabe?
JOÃO: Se essa caixa é minha.
MINOTAURO e CARLÃO: (furiosos) Você não sabe nada, porra!!
Os dois ficam olhando a caixa, analisando e tentam abrir. Fazem de tudo, socam, chutam, dão chaves de pernas e braços, tudo em vão.
Com a gritaria a empregada do apartamento vizinho aparece, VALDA, cinqüenta e poucos anos, negra e macumbeira.
VALDA: Ôxe! Cêis falam muito alto, dona patroa tá dormindo.
Ela olha a cena cômica dos dois marmanjos tentando abrir a caixa de metal.
VALDA: Cêis num querem um abridor não.
Minotauro e Carlão não respondem, nessa hora até o porteiro Chiquinho começa a ajudar os dois. O apito não pára de tocar e o cachorro de latir. Valda volta para casa.
PAULINHA, bonita, vinte e poucos anos, tímida, amiga de Sheila aparece de fininho na casa.
PAULINHA: O que tá acontecendo?
Sheila estava cuidando do assustado João e vê a amiga na porta.
SHEILA: Ai amiga, isso aqui tá uma loucura.
Valda volta e a sua filha JULIANA, morena de 18 anos, bonita, acompanha a mãe.
Valda se dirige aos rapazes na caixa.
VALDA: Ói isso aqui não ajuda não?
Valda mostra um abridor de lata.
Os três olham surpresos.
Chiquinho vê Juliana e fica encantado. Minotauro vira para Valda:
MINOTAURO: Aí véia, tá tirando? Eu não quero abrir lata de atum não. Se liga na idade dessa caixa.
VALDA: E que tal esse aqui seu muleque atrevido?
Valda mostra um pé de cabra que estava na outra mão escondida atrás das costas.
MINOTAURO: Agora a véia tá falando minha língua.
Minotauro pega o pé de cabra e tenta abrir a caixa.
Carlão olha para João que está no colo de Sheila.
CARLÃO: E você rapá, eu não esqueci de você não. Assim que eu abrir essa porra vou dar um jeito nessa sua cara.
PAULINHA: Viu, onde eu posso pegar uma água?
João acena com a cabeça e aponta a cozinha.
COZINHA
Paulinha procura um copo mas não acha. Ela vê Juliana na porta e pergunta:
PAULINHA: Cê sabe onde tem um copo?
Juliana entra na cozinha e demonstra grande familiaridade com a casa, abre o armário e pega um copo.
Paulinha acha estranho.
Seu Chiquinho entra na cozinha, de olho em Juliana.
CHIQUINHO: E aí minha gata como está?
JULIANA: Tudo bem, meu negô.
CHIQUINHO: To com uma saudade do teu cangote...
Chiquinho pega a mão de Juliana, ajoelha e dá um beijo.
Juliana levanta Chiquinho com um dedo no queixo e olha com olhar de safada.
Chiquinho tira uma caixa de fósforos do bolso e começa a tocar um samba. Juliana na hora começa a sambar.
CHIQUINHO: (cantando) ... esse teu decote me tira o sossego,
vem me dar um chamego se você quiser,
o seu remelexo é um caso sério,
esconde um mistério que eu vou desvendar,
mas você pitelzinho faz logo um charminho pra me maltratar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
Não faz assim que eu posso até me apaixonar,
Faz assim que eu posso até me apaixonar.
JULIANA: Ai, você ainda tem a chave extra do viadinho que mora aqui?
CHIQUINHO: Claro... malandro é malandro, mané é mané... final de semana quando ele sair fora, a casa é toda nossa, princesa.
PAULINHA: Ele é viado? Tinha achado ele tão bonitinho...
Chiquinho e Juliana se espantam com a presença de Paulinha, como se tivessem se esquecido de que ela estava ali.
CHIQUINHO: Ah, sei não... nunca vi ele com mulé...
JULIANA: Eu já passei aqui voltando da praia várias vezes e ele nunca nem deu aquela conferida. Homem que não olha pra bunda de mulher quando ela passa de biquíni só pode ser boiola.
Paulinha olha para os dois pensativa, faz cara de nojo e volta pra sala, com um copo de água nas mãos.
segunda-feira, abril 28, 2003
A Caixa
Parte 2
SALA DO APARTAMENTO
Ao voltar para sala a campainha toca. Ele abre a porta e encontra SHEILA, trinta e poucos anos, vaidosa, sensual e bem perua.
SHEILA: (voz sensual) Oi vizinho.
JOÃO: Oi.
SHEILA: Nossa, que faca é essa? o que você tá aprontando?
JOÃO: (confuso) Não é que... (olha para caixa) ah.... eu...
SHEILA: Ai gatinho, não precisa se explicar. Posso te pedir um favorzinho, é que eu ia fazer um chazinho para mim e quando eu vi, tava sem açúcar. Será que você pode me arrumar uma colherinha?
JOÃO: Po... posso, pode entrar, por favor.
João vai para cozinha procurar o açúcar. Enquanto Sheila fica na sala olhando a casa e repara na caixa. Enquanto ela fica analisando o objeto prateado, João grita da cozinha.
JOÃO: Então, eu não tô achando o açúcar, não serve mel?
COZINHA
Sheila encosta-se ao batente da porta da cozinha e fala:
SHEILA: Eu adoro mel.
João, com o mel na mão, fica meio assustado. Sheila aproxima-se de João que começa andar de costas, com medo de Sheila. Até que bate com as costas na geladeira. Sheila pega os dois pulsos dele e prensa João contra a parede.
SHEILA: Mel é uma delícia.
Toca a campainha.
JOÃO: (ainda assustado) A porta... eu preciso atender, diz apontando para porta.
SHEILA: (brava) Ai, desencana de porta.
João se afasta enquanto Sheila segura a sua mão.
SALA DO APARTAMENTO
João atende a porta e está o porteiro CHIQUINHO, quarenta e poucos anos, mulato, vaidoso, sambista e extrovertido no corredor. Eles ficam conversando na porta.
JOÃO: Fala Chiquinho.
CHIQUINHO: Ô seu João que bela segundona hoje, não? Aliás a segunda virou o dia oficial do Parmera.
JOÃO: (bravo) Não converso mais sobre futebol. Meu negócio agora é tênis, Guga, Meligeni, Jaime Oncins, Cássio Mota.
CHIQUINHO: Pô seu João, tem cara aí que já tá no asilo.
JOÃO: Deixa pra lá...
CHIQUINHO: Ô, eu trouxe o condomínio do senhor.
Ouvem-se latidos de cachorro no corredor. Vozes de um cara gritando:
“Átila, Átila, volta aqui.”
Parte 2
SALA DO APARTAMENTO
Ao voltar para sala a campainha toca. Ele abre a porta e encontra SHEILA, trinta e poucos anos, vaidosa, sensual e bem perua.
SHEILA: (voz sensual) Oi vizinho.
JOÃO: Oi.
SHEILA: Nossa, que faca é essa? o que você tá aprontando?
JOÃO: (confuso) Não é que... (olha para caixa) ah.... eu...
SHEILA: Ai gatinho, não precisa se explicar. Posso te pedir um favorzinho, é que eu ia fazer um chazinho para mim e quando eu vi, tava sem açúcar. Será que você pode me arrumar uma colherinha?
JOÃO: Po... posso, pode entrar, por favor.
João vai para cozinha procurar o açúcar. Enquanto Sheila fica na sala olhando a casa e repara na caixa. Enquanto ela fica analisando o objeto prateado, João grita da cozinha.
JOÃO: Então, eu não tô achando o açúcar, não serve mel?
COZINHA
Sheila encosta-se ao batente da porta da cozinha e fala:
SHEILA: Eu adoro mel.
João, com o mel na mão, fica meio assustado. Sheila aproxima-se de João que começa andar de costas, com medo de Sheila. Até que bate com as costas na geladeira. Sheila pega os dois pulsos dele e prensa João contra a parede.
SHEILA: Mel é uma delícia.
Toca a campainha.
JOÃO: (ainda assustado) A porta... eu preciso atender, diz apontando para porta.
SHEILA: (brava) Ai, desencana de porta.
João se afasta enquanto Sheila segura a sua mão.
SALA DO APARTAMENTO
João atende a porta e está o porteiro CHIQUINHO, quarenta e poucos anos, mulato, vaidoso, sambista e extrovertido no corredor. Eles ficam conversando na porta.
JOÃO: Fala Chiquinho.
CHIQUINHO: Ô seu João que bela segundona hoje, não? Aliás a segunda virou o dia oficial do Parmera.
JOÃO: (bravo) Não converso mais sobre futebol. Meu negócio agora é tênis, Guga, Meligeni, Jaime Oncins, Cássio Mota.
CHIQUINHO: Pô seu João, tem cara aí que já tá no asilo.
JOÃO: Deixa pra lá...
CHIQUINHO: Ô, eu trouxe o condomínio do senhor.
Ouvem-se latidos de cachorro no corredor. Vozes de um cara gritando:
“Átila, Átila, volta aqui.”
domingo, abril 27, 2003
Crítica do dia
Mais um texto que escrevi em outros tempos... mas vi o livro em casa, me lembrei da história e de como tem uma certa relação com o momento. É bem diferente das outras críticas que escrevi. É uma resenha literária, mais longa e pensada. Lá vai:
As Cabeças Trocadas
Thomas Mann mostra como amar sempre é complicado
“As Cabeças Trocadas” (Nova Fronteira - 108 pág., tradução de Herbert Caro) não é um dos romances mais conhecidos e comentados de Thomas Mann. É difícil definir porque isso acontece. Afinal, trata-se de uma belíssima história de amor. E, como não poderia deixar de ser, ela é muito bem contada.
O que afasta os leitores talvez seja algum tipo de preconceito, pois “As Cabeças...” foi tirado do, já lendário, Kama-Sutra. É uma lenda indiana, portanto ali estão mitos e deuses indianos. Isto, para os menos abertos à novas idéias e formas de ver o mundo, pode causar um certo estranhamento. Mas a trajetória fantástica dos protagonistas - Sita, Nanda e Shridaman - pode ser transposta para qualquer época e lugar.
O escritor alemão, autor de clássicos como “A Montanha Mágica”, consegue aqui fazer a união perfeita entre ocidente e oriente. Quem pensa que esta obra, por ser tirada do já citado clássico do erotismo, seria carregada por uma dose extra de volúpia se engana. A linguagem é dura, concreta. Não há margem para interpretações dúbias, para a formação de imagens errôneas na mente do leitor. O máximo que se concede é a interpretação do que é contado.
Mesmo sendo carregado de uma forte temática mitológica e fantasiosa, tudo está dito, e de forma clara e concisa. As formações gramaticais chegam até a ser pedantes em alguns momentos, devido ao extremo cuidado e refinamento técnico. Mas mesmo assim, a narrativa possui uma fluidez notável. O único trabalho é retirar dali o melhor possível.
A ação se inicia quando os amigos Nanda e Shridaman saem em uma viagem de negócios. O primeiro é fazendeiro, tem o corpo forte e rijo, formado pelos rigores do trabalho duro. O outro é filho de mercador e segue a profissão do pai. É contemplativo e filosófico, e de nada se assemelha em vigor físico com o companheiro. No desenvolvimento da trama, estes detalhes sobre eles serão de profunda importância.
Ao passar por um templo ambos vêem um jovem banhar-se totalmente despida. É Sita. A visão daquela beldade acaba deixando Shridaman completamente apaixonado. O tempo passa e, depois dos arranjos necessários, ele acaba se casando com ela.
Até aí, não há nada de anormal. O romance é até um tanto quanto banal. O desenrolar da história é que faz com que o leitor se surpreenda e se encante com a narrativa. O desejo que Sita possui pelo melhor amigo de seu marido, a percepção deste de que sua esposa deseja outro e a culpa sentida pelo desejado, sem que nem mesmo tivesse sido consumado o ato da traição, tudo isso poderia ser contado de forma trivial, mas Mann consegue habilmente conduzir o leitor por um caminho onde filosofia, mitologia e fantasia se unem harmoniosamente.
O livro então passa a mostrar que possui mais do que uma história sobre amor, casamento ou amizade. Trata-se sim do dilema sempre presente sobre a maneira pela qual devemos tomar nossas decisões na vida. Para escolher um caminho, é melhor nos basearmos nas emoções ou na razão?
É neste ponto que a presença fortíssima do narrador impõe sua marca decisiva. Ele sempre dialoga com o leitor, instiga-o, convoca-o a refletir sobre os fatos, inquieta-o. Está o tempo todo tentando convencê-lo de que está sendo imparcial em seu relato, que sua função - e também a de quem está lendo - não é a de julgar. O narrador está ali só para contar o que aconteceu. E o leitor deve se utilizar do que está sendo contado para saber a melhor forma de conduzir sua própria existência.
Mas o caminho para tanto não é fácil. Afinal, o título não é “As Cabeças Trocadas” à toa. Os personagens realmente trocam as cabeças de corpo. Um assume o físico do outro, e as conseqüências disso para a esposa e para eles próprios são, no mínimo, assustadoras. Conseguir perceber que esta é uma forma fantástica de se mostrar as intensas - e eternas - contradições internas do homem quando está amando é complicado, e faz o romance merecer uma atenção redobrada.
Outra característica muito interessante que Mann imprime ao livro, é a forma pela qual os hábitos da cultura indiana são apresentados. Mostra-se tudo muito naturalmente, como algo corriqueiro. Não há nenhum tipo de demonstração de espanto em relação aos costumes daquele povo.
Acima de tudo, ao terminar “As Cabeças Trocadas”, fica-se com a impressão de que, mesmo tendo lido um relato extremamente fantasioso, a realidade está mais presente do que nunca e de que o amor pode assumir diversas formas, mas sempre será difícil lidar com ele.
Mais um texto que escrevi em outros tempos... mas vi o livro em casa, me lembrei da história e de como tem uma certa relação com o momento. É bem diferente das outras críticas que escrevi. É uma resenha literária, mais longa e pensada. Lá vai:
As Cabeças Trocadas
Thomas Mann mostra como amar sempre é complicado
“As Cabeças Trocadas” (Nova Fronteira - 108 pág., tradução de Herbert Caro) não é um dos romances mais conhecidos e comentados de Thomas Mann. É difícil definir porque isso acontece. Afinal, trata-se de uma belíssima história de amor. E, como não poderia deixar de ser, ela é muito bem contada.
O que afasta os leitores talvez seja algum tipo de preconceito, pois “As Cabeças...” foi tirado do, já lendário, Kama-Sutra. É uma lenda indiana, portanto ali estão mitos e deuses indianos. Isto, para os menos abertos à novas idéias e formas de ver o mundo, pode causar um certo estranhamento. Mas a trajetória fantástica dos protagonistas - Sita, Nanda e Shridaman - pode ser transposta para qualquer época e lugar.
O escritor alemão, autor de clássicos como “A Montanha Mágica”, consegue aqui fazer a união perfeita entre ocidente e oriente. Quem pensa que esta obra, por ser tirada do já citado clássico do erotismo, seria carregada por uma dose extra de volúpia se engana. A linguagem é dura, concreta. Não há margem para interpretações dúbias, para a formação de imagens errôneas na mente do leitor. O máximo que se concede é a interpretação do que é contado.
Mesmo sendo carregado de uma forte temática mitológica e fantasiosa, tudo está dito, e de forma clara e concisa. As formações gramaticais chegam até a ser pedantes em alguns momentos, devido ao extremo cuidado e refinamento técnico. Mas mesmo assim, a narrativa possui uma fluidez notável. O único trabalho é retirar dali o melhor possível.
A ação se inicia quando os amigos Nanda e Shridaman saem em uma viagem de negócios. O primeiro é fazendeiro, tem o corpo forte e rijo, formado pelos rigores do trabalho duro. O outro é filho de mercador e segue a profissão do pai. É contemplativo e filosófico, e de nada se assemelha em vigor físico com o companheiro. No desenvolvimento da trama, estes detalhes sobre eles serão de profunda importância.
Ao passar por um templo ambos vêem um jovem banhar-se totalmente despida. É Sita. A visão daquela beldade acaba deixando Shridaman completamente apaixonado. O tempo passa e, depois dos arranjos necessários, ele acaba se casando com ela.
Até aí, não há nada de anormal. O romance é até um tanto quanto banal. O desenrolar da história é que faz com que o leitor se surpreenda e se encante com a narrativa. O desejo que Sita possui pelo melhor amigo de seu marido, a percepção deste de que sua esposa deseja outro e a culpa sentida pelo desejado, sem que nem mesmo tivesse sido consumado o ato da traição, tudo isso poderia ser contado de forma trivial, mas Mann consegue habilmente conduzir o leitor por um caminho onde filosofia, mitologia e fantasia se unem harmoniosamente.
O livro então passa a mostrar que possui mais do que uma história sobre amor, casamento ou amizade. Trata-se sim do dilema sempre presente sobre a maneira pela qual devemos tomar nossas decisões na vida. Para escolher um caminho, é melhor nos basearmos nas emoções ou na razão?
É neste ponto que a presença fortíssima do narrador impõe sua marca decisiva. Ele sempre dialoga com o leitor, instiga-o, convoca-o a refletir sobre os fatos, inquieta-o. Está o tempo todo tentando convencê-lo de que está sendo imparcial em seu relato, que sua função - e também a de quem está lendo - não é a de julgar. O narrador está ali só para contar o que aconteceu. E o leitor deve se utilizar do que está sendo contado para saber a melhor forma de conduzir sua própria existência.
Mas o caminho para tanto não é fácil. Afinal, o título não é “As Cabeças Trocadas” à toa. Os personagens realmente trocam as cabeças de corpo. Um assume o físico do outro, e as conseqüências disso para a esposa e para eles próprios são, no mínimo, assustadoras. Conseguir perceber que esta é uma forma fantástica de se mostrar as intensas - e eternas - contradições internas do homem quando está amando é complicado, e faz o romance merecer uma atenção redobrada.
Outra característica muito interessante que Mann imprime ao livro, é a forma pela qual os hábitos da cultura indiana são apresentados. Mostra-se tudo muito naturalmente, como algo corriqueiro. Não há nenhum tipo de demonstração de espanto em relação aos costumes daquele povo.
Acima de tudo, ao terminar “As Cabeças Trocadas”, fica-se com a impressão de que, mesmo tendo lido um relato extremamente fantasioso, a realidade está mais presente do que nunca e de que o amor pode assumir diversas formas, mas sempre será difícil lidar com ele.
sábado, abril 26, 2003
Revisitando a dor
Tempos atrás excrevi este texto para uma garota que passou pela minha vida. Mais uma delas. Eu tinha acabado de tomar um pé. E como vcs bem sabem, escrever tem relação direta com os sentimentos extremos. Pra mim, é pura liberação de energia. Hoje decidi, sei lá pq, reler o que havia escrito. Gostei... retrata bem o que eu estava passando e sentindo. Segue o texto:
O que é o sofrimento? Como defini-lo? Não há palavras suficientes para expressar meu sentimento nesse momento. Vazio, nada, solidão... Nenhuma dessas e todas elas ao mesmo tempo. Ela não me quer. Fazer o quê? É a vida... Ao menos eu tentei. Mas não foi suficiente. Não foi o bastante... Podem até dizer que as coisas não são bem assim, que não depende só de mim, que ela também precisava querer. Mas é duro conseguir pensar dessa forma agora.
Moinhos de vento. Sinto-me enfrentando alguns deles. Dom Quixote moderno e passional. O duro vai ser conviver com ela sem poder me aproximar como antes, sem nada, nada. Oh, guerra inglória! É... realmente a História que se faz é sempre a dos vencedores. Afinal, vencidos querem apenas se esconder em suas tocas frias e imundas. Talvez lá eles encontrem algum conforto. (É obvio que não vão encontrar, mas não custa nada dizer) Agora percebo que "amor é fogo que arde sem se ver". Mas é ferida que dói e se sente muitíssimo. Ah, dor que fere e punge - isso sim!
Estou perdido e sozinho nesse caminho escuro. Tudo o que queria era alguém que eu não precisasse puxar, que corresse ao meu lado. Não é pedir muito. Tenho consciência de que sou chato e exigente, mas que não sou muita coisa.
Olho pela janela, buscando uma resposta no horizonte, mas a quietude da madrugada só me deixa mais melancólico. Saída, saída: é tudo o que eu quero... Por alguns instantes consigo sublimar toda aquela energia que queima dentro de mim, mas o nome dela vez por outra incendeia meus lábios... e arde em minha mente e em minha alma.
A verdade é uma só: Agora não. Me apego no "agora" da frase anterior, mesmo sabendo que isso é idiotice. Mas me apego somente nesse momento, em que teço estas ridículas linhas. Sei que as coisas não são assim. É realmente idiotice. Mas o grande idiota, sem dúvida nenhuma fui eu. Bem, deveria estar acostumado. Sempre fui... Ah! Penso nela brilhando, bailando à minha frente, por corredores frios que se iluminariam ante sua presença... E eu podendo só observar. Como dizia aquela velha canção, "que sorte ingrata longe de ti". A vida segue e eu tenho que me acostumar. É como se eu me jogasse contra paredes, uma atras da outra. Quebro uma (depois de muito esforço) e já vem outra...
De um jeito ou de outro vou sobreviver para ver outro dia, mas agora não mais para lutar. Tentarei não pensar mais, mesmo sabendo que não vou conseguir. O campo me chama e lá vou ver o que ele quer. Quem sabe ele me mostre um caminho, uma solução, para que eu ainda a consiga convencer... É claro que a vida não vai acabar mas... Ah!! Que dor! A dor da perda, da falta e da derrota. Mas o verdadeiro homem é aquele não perde, só deixa de ganhar. Então toca o barco... que eu vou tentar não perder nunca.
Tempos atrás excrevi este texto para uma garota que passou pela minha vida. Mais uma delas. Eu tinha acabado de tomar um pé. E como vcs bem sabem, escrever tem relação direta com os sentimentos extremos. Pra mim, é pura liberação de energia. Hoje decidi, sei lá pq, reler o que havia escrito. Gostei... retrata bem o que eu estava passando e sentindo. Segue o texto:
O que é o sofrimento? Como defini-lo? Não há palavras suficientes para expressar meu sentimento nesse momento. Vazio, nada, solidão... Nenhuma dessas e todas elas ao mesmo tempo. Ela não me quer. Fazer o quê? É a vida... Ao menos eu tentei. Mas não foi suficiente. Não foi o bastante... Podem até dizer que as coisas não são bem assim, que não depende só de mim, que ela também precisava querer. Mas é duro conseguir pensar dessa forma agora.
Moinhos de vento. Sinto-me enfrentando alguns deles. Dom Quixote moderno e passional. O duro vai ser conviver com ela sem poder me aproximar como antes, sem nada, nada. Oh, guerra inglória! É... realmente a História que se faz é sempre a dos vencedores. Afinal, vencidos querem apenas se esconder em suas tocas frias e imundas. Talvez lá eles encontrem algum conforto. (É obvio que não vão encontrar, mas não custa nada dizer) Agora percebo que "amor é fogo que arde sem se ver". Mas é ferida que dói e se sente muitíssimo. Ah, dor que fere e punge - isso sim!
Estou perdido e sozinho nesse caminho escuro. Tudo o que queria era alguém que eu não precisasse puxar, que corresse ao meu lado. Não é pedir muito. Tenho consciência de que sou chato e exigente, mas que não sou muita coisa.
Olho pela janela, buscando uma resposta no horizonte, mas a quietude da madrugada só me deixa mais melancólico. Saída, saída: é tudo o que eu quero... Por alguns instantes consigo sublimar toda aquela energia que queima dentro de mim, mas o nome dela vez por outra incendeia meus lábios... e arde em minha mente e em minha alma.
A verdade é uma só: Agora não. Me apego no "agora" da frase anterior, mesmo sabendo que isso é idiotice. Mas me apego somente nesse momento, em que teço estas ridículas linhas. Sei que as coisas não são assim. É realmente idiotice. Mas o grande idiota, sem dúvida nenhuma fui eu. Bem, deveria estar acostumado. Sempre fui... Ah! Penso nela brilhando, bailando à minha frente, por corredores frios que se iluminariam ante sua presença... E eu podendo só observar. Como dizia aquela velha canção, "que sorte ingrata longe de ti". A vida segue e eu tenho que me acostumar. É como se eu me jogasse contra paredes, uma atras da outra. Quebro uma (depois de muito esforço) e já vem outra...
De um jeito ou de outro vou sobreviver para ver outro dia, mas agora não mais para lutar. Tentarei não pensar mais, mesmo sabendo que não vou conseguir. O campo me chama e lá vou ver o que ele quer. Quem sabe ele me mostre um caminho, uma solução, para que eu ainda a consiga convencer... É claro que a vida não vai acabar mas... Ah!! Que dor! A dor da perda, da falta e da derrota. Mas o verdadeiro homem é aquele não perde, só deixa de ganhar. Então toca o barco... que eu vou tentar não perder nunca.
sexta-feira, abril 25, 2003
Recadinhos
- Várias coisas novas lá na Legião
- Tem gente do escritório lendo isso aqui... ai, ai, ai... será que teremos boas contribuições ou más interpretações?
- Acho que vou parar de beber, pq os vexames estão cada vez piores... (Porra, o povo vai achar que eu sou pinguço desse jeito... também não é assim, povo... é que andei exagerando um tempo desses aí atrás)
- Flá, se vc passar por aqui, saiba que estou com saudades e esperando o seu e-mail
- Várias coisas novas lá na Legião
- Tem gente do escritório lendo isso aqui... ai, ai, ai... será que teremos boas contribuições ou más interpretações?
- Acho que vou parar de beber, pq os vexames estão cada vez piores... (Porra, o povo vai achar que eu sou pinguço desse jeito... também não é assim, povo... é que andei exagerando um tempo desses aí atrás)
- Flá, se vc passar por aqui, saiba que estou com saudades e esperando o seu e-mail
A Caixa
Então, um tempo atrás aí, durante umas das aulas na gloriosa Pontifícia, eu e um camarada escrevemos um roteiro prum curta. Quem sabe uma hora dessas a gente não filma? Vou colocar aqui a primeira parte e depois as seguintes. Espero que vcs gostem. chama-se "A Caixa"® (Este roteiro está devidamente registrado e protegido contra plágio).
Parte 1
QUARTO DE JOÃO
JOÃO, vinte e poucos anos, acorda assustado com a campainha. Pula da cama com o coração saindo da boca, suando, como se tivesse sido acordado de um pesadelo.
CORREDOR DO PRÉDIO
De calça de pijama e sem camisa, João abre a porta, olha em volta e nada vê. Baixa então os olhos e vê uma encomenda da FedEx. Ele olha mais uma vez em volta, dá de ombros e decide levar a encomenda para dentro de casa.
SALA DO APARTAMENTO
João coça a cabeça pensativo, não parece entender do que se trata. Abaixa-se, abre a encomenda e vê uma caixa grande prateada, de metal. Em cima dela, um papel escrito "Especially for you".
Ele tenta abrir a caixa. Faz muita força e não consegue. Tenta em várias posições tirar a tampa, mas sempre sem sucesso. Dá então um chute na caixa e grita de dor. Olha para a porta da cozinha e sai.
COZINHA
João abre as gavetas do armário procurando algum utensílio que possa ajudá-lo. Tira de dentro da gaveta uma colher, um garfo, uma espada de brinquedo e uma calcinha. Parece não entender nada. Até que encontra uma faca, abre um sorriso e volta pra sala.
Então, um tempo atrás aí, durante umas das aulas na gloriosa Pontifícia, eu e um camarada escrevemos um roteiro prum curta. Quem sabe uma hora dessas a gente não filma? Vou colocar aqui a primeira parte e depois as seguintes. Espero que vcs gostem. chama-se "A Caixa"® (Este roteiro está devidamente registrado e protegido contra plágio).
Parte 1
QUARTO DE JOÃO
JOÃO, vinte e poucos anos, acorda assustado com a campainha. Pula da cama com o coração saindo da boca, suando, como se tivesse sido acordado de um pesadelo.
CORREDOR DO PRÉDIO
De calça de pijama e sem camisa, João abre a porta, olha em volta e nada vê. Baixa então os olhos e vê uma encomenda da FedEx. Ele olha mais uma vez em volta, dá de ombros e decide levar a encomenda para dentro de casa.
SALA DO APARTAMENTO
João coça a cabeça pensativo, não parece entender do que se trata. Abaixa-se, abre a encomenda e vê uma caixa grande prateada, de metal. Em cima dela, um papel escrito "Especially for you".
Ele tenta abrir a caixa. Faz muita força e não consegue. Tenta em várias posições tirar a tampa, mas sempre sem sucesso. Dá então um chute na caixa e grita de dor. Olha para a porta da cozinha e sai.
COZINHA
João abre as gavetas do armário procurando algum utensílio que possa ajudá-lo. Tira de dentro da gaveta uma colher, um garfo, uma espada de brinquedo e uma calcinha. Parece não entender nada. Até que encontra uma faca, abre um sorriso e volta pra sala.
quinta-feira, abril 24, 2003
Oh Lord, please don't let me be misunderstood
Uma vez mais, a má interpretação. Escrever é realmente um exercício difícil. Eu acredito que todo escritor escreve para si mesmo e só depois pensa no que os outros vão achar. Pelo menos é o que eu faço (não que eu seja um escritor. Sou apenas um pretenso escritor).
Mas aí mora um perigo inominável. Pois não há nunca como previr o que pensarão aqueles que passarem os olhos por cima de suas palavras.
Tive experiências graves com este blog e a má interpertação. Trouxeram-me grandes, mas grande problemas mesmo.Cada um vê aquilo que acha que deve. Isso não é uma crítica, é só uma constatação. Todos fazemos isso o tempo todo. É natural, uma vez que cada um tem uma história de vida, uma maneira própria de reagir e interpretar os fatos. Mas enfim...
Tem quem leia e me ache normal.
Tem quem leia e me ache maluco.
Tem quem leia e me ache um cara sensível.
Tem quem leia e me ache um nojento.
Tem quem leia e me ache inteligente.
Tem quem leia e me ache pretensioso.
Tem quem leia e me ache um babaca.
Tem quem leia e me ache idiota.
Tem quem leia e me ache um gênio.
Tem quem leia e queira me bater.
Tem quem leia e queira me beijar.
Tem quem leia e queira me matar.
Tem quem leia e queira se casar comigo.
E no final... o que vai acontecer?
Uma vez mais, a má interpretação. Escrever é realmente um exercício difícil. Eu acredito que todo escritor escreve para si mesmo e só depois pensa no que os outros vão achar. Pelo menos é o que eu faço (não que eu seja um escritor. Sou apenas um pretenso escritor).
Mas aí mora um perigo inominável. Pois não há nunca como previr o que pensarão aqueles que passarem os olhos por cima de suas palavras.
Tive experiências graves com este blog e a má interpertação. Trouxeram-me grandes, mas grande problemas mesmo.Cada um vê aquilo que acha que deve. Isso não é uma crítica, é só uma constatação. Todos fazemos isso o tempo todo. É natural, uma vez que cada um tem uma história de vida, uma maneira própria de reagir e interpretar os fatos. Mas enfim...
Tem quem leia e me ache normal.
Tem quem leia e me ache maluco.
Tem quem leia e me ache um cara sensível.
Tem quem leia e me ache um nojento.
Tem quem leia e me ache inteligente.
Tem quem leia e me ache pretensioso.
Tem quem leia e me ache um babaca.
Tem quem leia e me ache idiota.
Tem quem leia e me ache um gênio.
Tem quem leia e queira me bater.
Tem quem leia e queira me beijar.
Tem quem leia e queira me matar.
Tem quem leia e queira se casar comigo.
E no final... o que vai acontecer?
terça-feira, abril 22, 2003
Crítica do dia
Antes dessa crítica, tenho que dizer que ando percebendo que nessa época, eu falava bem de praticamente tudo. Puta coisa sem graça! Eu não críticava mesmo... só analisava alguns pontos e acabava dizendo que era bom pra alguém. Que bobagem... ainda bem que eu cresci, viu...
Segue lá então:
Venom (Century Media)
Resurrection
O novo disco do Venom tem muita força. As letras satanistas continuam no repertório e só nomes como War Against Christ e Black Flame (of Satan) já dão uma idéia do que vem pela frente. A guitarra de Jeff Dunn, ou melhor dizendo Mantas (nome do deus Etrusco do Inferno) como ele prefere ser chamado, continua destruidora. Os destaques ficam por conta da música que abre e dá nome ao álbum, Ressurection, de Leviathan - sem dúvida a melhor faixa do CD - , e de Vengeance, que tem um solo bem legal.
O único problema é que ao ouvir todas as faixas fica uma impressão de que a banda está se repetindo, sem conseguir alcançar nada. Parece que Mantas só toca a guitarra de um jeito, sem nunca mudar. Sabemos que não é bem assim, mas é o que acontece. Apesar disso, Ressurection é indicado não só para aqueles que já conhecem e gostam do Venom, mas para quem quer ouvir algo pesado e com muita fúria, não só da guitarra, mas de toda a banda.
Antes dessa crítica, tenho que dizer que ando percebendo que nessa época, eu falava bem de praticamente tudo. Puta coisa sem graça! Eu não críticava mesmo... só analisava alguns pontos e acabava dizendo que era bom pra alguém. Que bobagem... ainda bem que eu cresci, viu...
Segue lá então:
Venom (Century Media)
Resurrection
O novo disco do Venom tem muita força. As letras satanistas continuam no repertório e só nomes como War Against Christ e Black Flame (of Satan) já dão uma idéia do que vem pela frente. A guitarra de Jeff Dunn, ou melhor dizendo Mantas (nome do deus Etrusco do Inferno) como ele prefere ser chamado, continua destruidora. Os destaques ficam por conta da música que abre e dá nome ao álbum, Ressurection, de Leviathan - sem dúvida a melhor faixa do CD - , e de Vengeance, que tem um solo bem legal.
O único problema é que ao ouvir todas as faixas fica uma impressão de que a banda está se repetindo, sem conseguir alcançar nada. Parece que Mantas só toca a guitarra de um jeito, sem nunca mudar. Sabemos que não é bem assim, mas é o que acontece. Apesar disso, Ressurection é indicado não só para aqueles que já conhecem e gostam do Venom, mas para quem quer ouvir algo pesado e com muita fúria, não só da guitarra, mas de toda a banda.
Perdido
O que diabos está acontecendo aqui? O que eu estou fazendo comigo?
Será que estou tão carente que nem percebo mais quem vale a pena e quem não vale? Qualquer meio sorriso já me faz sair em desabalada carreira?
Tanta dor, tanta confusão... tanto silêncio.
O pior é que estou quase certo de que os sentimentos vindos do passado, as dúvidas redescobertas e a saudade que anda batendo mais forte do que nunca são apenas sintomas duma solidão que eu havia me esquecido de como lidar.
Houve um tempo em que eu havia decidido (ou melhor, percebido) que o meu caminho seria seguido por mim apenas, sozinho. E essa idéia não parecia mais tão assombrosa.
Mas várias pessoas apareceram e fizeram com que eu mudasse de idéia. Só que não sei mais o que é certo e o que é errado. Sigo o coração ou a razão? Dou vazão aos meus sonhos ou encarno definitivamente que não sou quem eu penso que sou?
Tá difícil... difícil demais...
WILL MY SOUL EVER REST IN PEACE?
Stratovarius
(Music: Tolkki / Lyrics: Tolkki)
I've been searching for an oasis
In the desert for so long
To pretend I'm strong
In my weakness trying
I've been holding on
To things that I have left behind
I've been scared and lonely
I'm crippled inside.
Bathing my soul in the starlight
Healed my wounds in the sun
Screamed my pain to the forest
Asking the question why?
Will there come a time for me when I find peace of mind
Will I always have this feeling like I'm last in the line
I will climb up the mountain and light up a candle and ask:
"Will my soul ever rest in peace?"
I've been washed in pain
Haunted by the ghosts of years ago
They won't leave me be
They keep coming back for more
Will there come a time for me when I find peace of mind
Will I always have this feeling like I'm last in the line
I will climb up the mountain and light up a candle and ask:
"Will my soul ever rest in peace?"
My crippled soul is yearning to be free.
O que diabos está acontecendo aqui? O que eu estou fazendo comigo?
Será que estou tão carente que nem percebo mais quem vale a pena e quem não vale? Qualquer meio sorriso já me faz sair em desabalada carreira?
Tanta dor, tanta confusão... tanto silêncio.
O pior é que estou quase certo de que os sentimentos vindos do passado, as dúvidas redescobertas e a saudade que anda batendo mais forte do que nunca são apenas sintomas duma solidão que eu havia me esquecido de como lidar.
Houve um tempo em que eu havia decidido (ou melhor, percebido) que o meu caminho seria seguido por mim apenas, sozinho. E essa idéia não parecia mais tão assombrosa.
Mas várias pessoas apareceram e fizeram com que eu mudasse de idéia. Só que não sei mais o que é certo e o que é errado. Sigo o coração ou a razão? Dou vazão aos meus sonhos ou encarno definitivamente que não sou quem eu penso que sou?
Tá difícil... difícil demais...
WILL MY SOUL EVER REST IN PEACE?
Stratovarius
(Music: Tolkki / Lyrics: Tolkki)
I've been searching for an oasis
In the desert for so long
To pretend I'm strong
In my weakness trying
I've been holding on
To things that I have left behind
I've been scared and lonely
I'm crippled inside.
Bathing my soul in the starlight
Healed my wounds in the sun
Screamed my pain to the forest
Asking the question why?
Will there come a time for me when I find peace of mind
Will I always have this feeling like I'm last in the line
I will climb up the mountain and light up a candle and ask:
"Will my soul ever rest in peace?"
I've been washed in pain
Haunted by the ghosts of years ago
They won't leave me be
They keep coming back for more
Will there come a time for me when I find peace of mind
Will I always have this feeling like I'm last in the line
I will climb up the mountain and light up a candle and ask:
"Will my soul ever rest in peace?"
My crippled soul is yearning to be free.
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