Sexta-feira, Novembro 27, 2009

A vista do meu ponto

Nunca pensei que ia chegar até aqui.

Sonhei com os 15: achava que seria um adolescente bacana quando tivesse essa idade. Mas ela passou e nem sei se algum dia eu fui um bacana.

Sonhei com os 18: saíria por aí motorizado e a vida seria outra. Mas a vida já tinha me levado pra longe e virado a minha cabeça.

Aí sonhei com os 23, quando acabasse a faculdade, para ter liberdade. E a liberdade se mostrou louca e foi tudo muito melhor do que o sonhado.

E agora chegam os 30. Uma data com a qual eu nunca sonhei. Achava distante. Pensava que seria super diferente, adulto. O que não deixa de ser verdade. Mas eu acreditava que haveria uma seriedade estranha, uma chatice natural (como se ser chato fosse algo natural).

Porém, nada foi assim. Os 30 chegaram e tudo foi melhor. Se eu voltasse no tempo e dissesse para mim mesmo aos 24 que seis anos mais tarde eu seria um dono de empresa casado, professor universitário, motociclista e tatuado, provavelmente eu apontaria para mim mesmo o dedo e riria alto, muito alto.

O que só comprova uma coisa: a realidade é muito melhor que qualquer sonho. E que venham os próximos 30. A festa apenas começou.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Ainda existe solução

Notícia de hoje diz que o Governador de São Paulo, José Serra, assinou lei que efetiva a partir de fevereiro de 2010 o “Programa de Valorização pelo Mérito”, para os professores da rede pública de ensino fundamental e médio.

Entre outras medidas, essa nova lei diz que os professores serão promovidos (ou seja, ganharão aumento de salário), ao conseguirem uma nota mínima em provas atuais. Importante nessa história é que, no máximo, 20% dos professores serão promovidos por ano.

Isso significa que, para avançar na carreira – como em qualquer outra profissão, será necessário que o professor se esforce, estude e queira algo mais da vida do que apenas mamar nas tetas do Estado.

Como professor de ensino superior, enxergo a medida como mais do que válida. O ofício de ensinar, como todos os demais, deve seguir uma linha que privilegie a meritocracia.

O que se vê atualmente nas escolas estaduais é, na maior parte dos casos, uma imensa massa de folgados se locupletando dos recursos públicos, pouco se importando com os elementos fundamentais da história: os alunos e o próprio ensino em si.

Ninguém entre os professores estuda, todos reclamam e o mínimo compromisso com educando, aquele ser que está ali desejoso de receber conhecimento, fica perdido e tido como um alguém sem solução.

Transfere-se para o aluno uma responsabilidade que nunca foi e nem nunca será dele. Diz-se que ele é alguém sem solução, que não quer aprender e evoluir. Será mesmo assim ou os comportamentos dos mais jovens reproduzem o de seus supostos mestres?

Pior de tudo é que o sindicato, como bem coloca o Secretário da Educação do Estado, em entrevista a Veja, distorce seu direito legítimo de defender o trabalhador, tornando-se apenas e tão somente um palanque para partidecos de uma ridícula extrema esquerda. Mais uma vez esquecendo que o principal interessado, o aluno, é quem sofre com o descaso.

Independente do quadro atual, a idéia do governo é válida e merece aplausos. Vejamos agora se a massa ignorante e que só sabe pensar em si mesmo consegue ir além da própria falta de consciência e perceber que este País ainda pode ter um futuro e que ele está, total e definitivamente, na educação.

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Homecoming

Life is changing. That you know.

But have you changed too?


Are you waiting for something else entirely?

Or time around you just stopped?


Living is an adventure. All the time.

Killing in the nature, running like beasts

Here we feel, here we fall.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Evolução

Por muito tempo, tempo demais inclusive, o cinema brasileiro foi assolado pela chamada "Estética da Fome". É aquela história de ficar mostrando, insistentemente, a sequência: sol-terra-rachada-menino-barrigudinho.

Nada mais cansativo e sem graça. Matéria-prima perfeita para os pseudo-intelectuais desenvolverem sua masturbação acadêmico-social. E um fracasso de público.

O cenário, felizmente, mudou. Produções como "Se eu fosse você" 1 e 2, "Divã", "Sexo, Amor e Traição", entre outras, retomaram o talento nacional para a comédia - que tem raízes na época das chanchadas da Atlântida. Conseguiram com isso reconquistar a audiência.

Além disso, filmes como "Cidade de Deus" e, principalmente, "Tropa de Elite", deram esperança de um outro gênero ser explorado pelas produções cinematográficas nacionais: a ação.

Há quem diga que foi trocado apenas o cenário e a Estética da Fome continua. Sai o Nordeste, entra a Favela Carioca.

Não é bem assim. A qualidade técnica de "Cidade" e "Tropa" estão muito acima de outras bombas produzidas antes no Brasil. Afora a questão de ritmo. São filmes dinâmicos, envolventes. Nem um pouco parecidos com aquele esquema de planos sequência lentos e quase infinitos que carcaterizaram o Brasil durante muitas gerações de cineastas.

A evolução do cinema nacional proporcinou que, agora, possamos ver algo como este "Besouro", que chega ao público em outubro desse ano. Trata-se de uma superprodução (para os padrões nacionais) de ação. Sim, é um filme de luta, mas com uma história totalmente ligada ao Brasil.

O personagem principal é um capoerista, abençoado pelas forças das entidades cultuadas pela Umbanda e pelo Candomblé, que se revolta contra o tratamento que os negros recebiam na década de 1920 no interior da Bahia.

As cenas do trailer lembram muito "O Tigre e o Dragão". Não a toa. Quem coreografa as cenas é Ku Huen Chiu, desse mesmo filme e tambem de "Kill Bill".

Boa notícia, com toda certeza.




Domingo, Junho 21, 2009

"Crazy... I'm crazy for feelings..."

O reality show "A Fazenda", da Rede Record, está divertindo o público com as maluquices de um bando de sub-celebridades.

O mais interessante do programa era a loucura desmedida do ator e dublê de cantor Theo Becker. Era, porque o cara mais legal acaba de deixar a tal Fazenda.

Uso de remédio para emagrecer, suposta síndrome de abstinência, psicose pura e simples. Não importa! O que valia era Theo nos alegrando todos os dias: ou brigando com todos, ou falando sozinho.

E agora, o que vai rolar? Vai virar uma "galera animada no maior clima de animação e azaração"? Nada mais sem graça.

Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos. Será que a Record tem a capacidade de se reinventar tal como a Globo, em seus 9 Big Brothers? Difícil dizer.

Enquanto isso, ficamos com alguns dos melhores momentos do doidão mais perdido do Brasil, Theo Becker. Ainda bem que existe You Tube. Pois o programa mesmo ficou sem a menor graça.