sexta-feira, janeiro 30, 2004

O vale

Ele já estava exausto de tanto caminhar. A jornada havia sido dura e complicada. Ele não tinha mais suprimentos, o sol o castigava e havia ainda um monte para escalado em sua frente. O jovem andarilho não sabia para onde deveria ir. Sentia apenas em seu âmago a necessidade de continuar. Parar jamais.

Havia passado por mais caminhos do que conseguia se lembrar com clareza. Mudou de trajetória inúmeras vezes. Sempre ao sabor do vento e da expectativa de conquista. Não se importava nem de ter de voltar, vez por outra. O que importava era ver e viver.
E ele sabia também que ao atravessar um rio, na volta (se houvesse) não seria mais o mesmo homem. E muito menos o mesmo rio.

Com muito esforço conseguiu transpor mais aquela barreira. Foi quando avistou um ponto não muito longínquo, para o qual convergiam todas as linhas. Do alto daquela elevação do terreno, ele conseguia avistar todas as regiões ao seu redor.

Estranhamente sentia-se no centro de tudo. Como se de seu próprio interior pulsasse a energia primordial do universo. Deu conta então do que havia ocorrido: estava num momento decisivo de sua jornada. Era para onde todas as estradas estavam levando.

Dali pra frente o caminho parecia ser único. Ou pelo menos diminuíam as ramificações.
Aguardava por ele, para continuar a caminhada, um sorriso acolhedor e um olhar amoroso. O andarilho não estava mais sozinho.

Puseram-se então a andar. No coração daquele guerreiro solitário ficou a certeza de que quem persevera alcança. E que quem não pára chegará certamente ao ponto para qual todas as estradas levam. Um vale que muitos costumam chamar de Felicidade.

terça-feira, janeiro 27, 2004

"Heaven is a place on Earth"

Depois de ter passado por momentos complicados em 2003, a fase agora é de sublimação. Todos os problemas foram superados, de uma forma ou de outra, e agora tá tudo tão bem que não consigo nem pensar.

Devo demorar para voltar a escrever aqui (ou não, sei lá... minha inspiração é algo estranho), pq preciso encaixar tantas coisas certas e boas nos lugares devidos delas. Estou só sentindo a alegria. Ela é tão intensa, que nem consigo ainda falar sobre ela.

Então é isso. Eu volto. Com certeza volto. Pode ser daqui cinco minutos ou daqui cinco dias. É só algo de novo passar pela minha mente.

Vou só ali me beliscar pra ver se é mesmo de verdade e já volto.


sábado, janeiro 24, 2004

Segurança demais é problema

As pessoas têm a péssima tendência de se acomodar. Por costume, preguiça e uma pseudo segurança, poucos se lançam em busca do novo.

A questão é que muitas vezes ficamos estagnados e não percebemos nosso real valor. em termos profissionais, acabamos por nublar as possibiliddes que o mercado nos apresenta. Em grande parte das vezes, possuímos um valor muito maior do que pensamos ter.

Pensem nisso. Apesar de estar se sentindo seguro, se for segurança demais, é melhor abrir os olhos.

A vida é plena de possibilidades. Cabe a nós, meros mortais, aproveitar cada uma delas.


quarta-feira, janeiro 21, 2004

O Último Samurai

Assisti o novo filme do queridinho de hollywood, Tom Cruise, e me impressionei muito positivamente com o que vi.

A atuação do cara chama atenção, como um ex-combatente das guerras contra os índios nos EUA, que vai para o Japão treinar o exécito daquele país nas artes de guerra ocidentais. Pode ser um dos indicados ao Oscar.

A história eu nem vou comentar aqui, pois não é o caso.
Pra mim, interessou particularmente a relação de amizade e lealdade dos samurais - um grupo de momens com um rígido código de moral e honra. A forma pela qual o personagem de Cruise se coloca frente ao chefe dos samurais, Kastsumoto, e de como esse se põe perante o imperador é o que merece de fato ser notado neste filme.

Além, é claro, da maravilhosa fotografia, que presta uma justa homenagem a clássicos do mestre Akira Kurosawa.

Mais que tudo, o filme despertou em mim o desejo de conhecer mais sobre a cultura samurai e do bushido, o caminho do guerreiro.
Artes marciais como o Kendo e o Aikido devem sanar minhas dúvidas e sede de conhecimento.



Avante

Não há o que dizer da mudança, a não ser de que ela é arrebatadora e sábia.
A sua sabedoria está no conhecimento de que o que virá é sempre o diferente e por isso necessita de uma nova forma de atuação.

É bobagem e infrutífero tentar lutar contra o que muda. Não há como, pois o tempo continua sempre caminhando e é ele o motor dessa nau que navega em fúria, que nos habituamos chamar de realidade.


segunda-feira, janeiro 19, 2004

"That's what dreams are made of..."

Pensem num estádio lotado de pessoas vestindo, quase que invariavelmente, preto.
Aproximadamente 49 mil pessoas que saem desgovernadamente pelas ruas, felizes e cansadas ao final do espetáculo.

Aí, completamente do nada, surge um certo alguém, com quem você apenas sonhava encontrar no meio daquele mar de gente.

E foi isso, um sonho. Mas que virou realidade.

Simples, mas com significado.

Tem dias que poderiam se repetir Ad Eternum, sabia...

Up the Irons!!



Foi uma bela noite de sábado. O espetáculo começou com os brasileiros do Shaman, capitaneados pelo veterano André Mattos arregaçando nos vocais, como já é de costume.

A banda tocou músicas de seu único álbum, "Ritual", empolgando a galera de leve. O povo só enlouqueceu mesmo quando ouviu os primeiros acordes de um clássico headbanger: "No More Tears", do pai do metal Mr. Ozzy Osbourne. A canção foi executada com uma perfeição ímpar. Realmente notável.
Aí, como o público já estava quente, o Shaman mandou o que todos sabiam que eles fariam: "Carry On" - hino dos tempos de Angra. André se esgoelou como de costume e o resultado, também como de costume, foi excelente.

Às 21h30 entrou ao palco a gloriosa "Donzela de Ferro", executando logo de início "Wildest Dreams", do mais recente álbum, "Dance of Death". A explosão de alegria foi contagiante e continuou por um dos sons antológicos dos ingleses: "Wrathchild". Porém, a explosão mesmo veio na música seguinte. A loucura foi incontrolável em "Can I Play with Madness".

Ao final da música, uma surpresa. Apesar de Bruce Dickinson sempre gritar seus tradicionais "Scream for me, Brazil!!" e coisas do gênero, a interação com o público era mais teatral, não tão direta. Porém, com a galera se matando no empurra-empurra próximo ao palco, Bruce parou tudo, disse que ia começar a ficar muito puto se o pessoal não parasse com aquilo e que aquela era uma noite de alegria, que não deveria acabar num cemitério.
Atitude louvável e que demonstra o respeito e carinho que o Iron Maiden possui por seus fãs.

A continuação do show veio com mais um hino: "The Trooper". A esta, seguiu-se a bela "Dance of Death". A música que continua martelando minha cabeça até hoje veio a seguir: "Rainmaker". É uma daquelas músicas que só o Iron sabe fazer, com refrões bem marcados, com muito ritmo e pulsação empolgante. Lá embaixo eu coloco a letra da música, que também é bem boa.

"Brave New World" veio a seguir, relembrando a turnê passada. Logo após, foi a hora do épico do último disco, "Paschendale" e uma breve recordação dos nefastos momentos com Blaze Bailey em "Lord of the Flies" - incomparavelmente melhor sob o comenado de Bruce e com três guitarras.

Então chegou um momento inesquecível, numa seqüência avassaladora: "Hallowed be thy Name", "Fear of the Dark" e "Iron Maiden". Ali, nessas três músicas, a banda inglesa liderada pelo baixista Steve Harris mostrou porque continua sendo uma atração como poucas. O poder dessas canções atravessa gerações e, mesmo numa época em que muitos proclamam a morte do Metal, enquanto outros os chamam pejorativamente de dinossauros, os Maidens mostram que não é qualquer moleque de trezes anos que é capaz de levantar um estádio com 49 mil pessoas e fazer com todas cantem em uníssono suas canções.

O bis veio com algo que muitos pensavam ser impossível: um acústico!! A escolhida para a experiência foi a balada "Journeyman". Depois dela vieram "The Number of the Beast" e "Run to the Hills", para fechar o belo espetáculo de duas horas de duração.

Em comparação com a última passagem da banda pelo país, no Rock in Rio III, a apresentação foi mais leve, solta. Muito em função de que, daquela vez, estava sendo gravado um DVD com o show. Fica também o registro da produção caprichada, com Bruce se vestindo à carater em diversas músicas, como em "Dance of Death" em que ele encarnou a própria Morte e em "Paschendale", como um soldado.

Ficou provado no último sábado no estádio do Pacaembu que não há novidade que supere a qualidade.

Rainmaker
Iron Maiden

When I was wandering in the desert
And was searching for the truth
I heard a choir of angels calling out my name
I had the feeling that my life would never be the same again
I turned my face towards the barren sun

And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in our lives like the cracks upon the ground
They are sealed and are now washed away

You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....

And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away

You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears away
You tell me we can start the rain
You tell me that we all can change
You tell me we can find something to wash the tears.....

And I know of the pain that you feel the same as me
And I dream of the rain as it falls upon the leaves
And the cracks in the ground like the cracks are in our lives
They are sealed and now far away

sábado, janeiro 17, 2004

É hoje!!!

Problemas? Frustrações? Stress?

Nada disso. Hoje é dia de alegria.

IRON MAIDEN NO BRASIL!!!

Olha o que me espera:

sexta-feira, janeiro 16, 2004

As estradas que seguimos

É um sentimento estranho. Pensar que alguém que te acompanhou por muito tempo, começou em algum momento a tomar outro rumo e não parou mais.

Aí, quando vocês perceberam, cada um estava em uma margem de um imenso rio, de corredeiras fortes e ininterruptas.

Este, por si só, não seria um problema. Porém, a questão é que seguindo um para cada lado, não há o mínimo interesse em contruir uma ponte.

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Recapitulando

Só fazendo checklist rápido. Lembram das metas para o ano novo, colocadas aí embaixo?

Vejam o status de algumas delas:

1 - Arrumar um emprego novo - MISSÃO COMPLETA
2 - Ganhar bastante dinheiro no emprego novo - MISSÃO EM ANDAMENTO
3 - Voltar a estudar - MISSÃO COM DATA DE INÍCIO EM 03/04
4 - Arrumar uma namorada (que seja gata e legal) - MISSÃO EM ANDAMENTO
5 - Ficar em forma e jogar mais um JUCA - MISSÃO EM ANDAMENTO

Acho que tá bom prum ano que começou a apenas 15 dias, não?

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Não posso mais esquecer

É algo que a vida faz, mas eu sempre me esqueço:

Algumas coisas simplesmente TEM de acontecer

Não importa o tempo, o lugar... o que é, é e pronto!

sábado, janeiro 10, 2004

A felicidade até existe, viu...

Só um pensamento: se a próxima semana for tão boa quanto esta (e ela está se projetando como melhor), o mês de janeiro pode sozinho começar a equilibrar toda merda do ano passado.

É hora de surfar a onda boa!!!

UHU!!!!

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Mudança e cura

A primeira mudança importante se deu na questão do tempo. Nada mais vinha com a indefectível marca da modernidade: a rapidez. Agora tudo era mais calmo. Sentia-se em alguns momentos como um daqueles selvagens de outrora ou até como aqueles exploradores antigos, que demoravam mais de três meses para relatar aos reis suas descobertas.

O que ele descobria e explorava era a si próprio. Os limites de seu corpo e mente. As regiões que há muito deitavam-se esquecidas nos recônditos de seu ser.
Em sua viagem notou que havia sido contaminado de maneira tácita e quase imperceptível por sentimentos baixos, pequenos e sem propósito. Inveja, egoísmo e tristezas em geral que nada acrescentam à existência - a não ser em problemas dos mais diversos. E foi exatamente por conta dos problemas que a percepção surgiu.

Pois do nada, do próprio limbo, surgiram doenças (mentais, físicas e espirituais). Mas ele era um jovem. Supostamente saudável. Naquele templo não deveriam entrar pragas de nenhuma categoria. Pois ainda assim elas apareciam.

Para dar um basta a elas era preciso reeducar-se na boa vida. Não se trata aqui daquela boa vida dos vagabundos e transeuntes sem função; mas sim de reaprender a pensar e – principalmente – a sentir. Ter o coração em sobressalto, a pele arrepiada, os olhos rápidos e trêmulos. Uma vez que a humanidade tal qual a conhecemos só se define pela emoção.

O intelecto, proclamado aos quatro ventos como real componente caracterizador da humanidade, não passa de uma massa que foi moldada para se prestar a funções pré-determinadas pelo sistema econômico-social vigente.
É a imprevisibilidade, essa sim, a real força motriz daquilo que podemos indubitavelmente chamar de humano. Ela pode ser vista na arte e nas reações por esta causada. Nos encontros amorosos e sexuais que se dão a todo o momento pelo mundo. Num simples observar de pôr-do-sol e no fulgor que pode ser provocado por isto.

Aquele homem que se sentia (e de fato estava) e agora com tempo para si mesmo redescobria o universo, aprofundando-se na exploração desse novo mundo iria chegar à inevitável conclusão de que a real riqueza da vida estava nos detalhes. É nos pequenas coisas que a vida se dá plenamente. Que ela se abre e mostra todo sentimento que possui. Um desabrochar de flor, o sorriso de um bebê ou até mesmo um piscar de olhos da mulher desejada. Aí mora a plenitude do ser.

Mudar significa curar-se. Com a cura vem a iniciativa e a vontade. E com essas mais mudanças. O círculo é virtuoso e a viagem não tem fim. Pois todo conhecimento – até o auto-conhecimento – é infinito.

Sabedoria

Uma grande amiga minha me disse algo muito sábio hoje. Que ao invés de me sentir um lixo por estar sem emprego e abandonado eu tinha era que ficar feliz.

"Pelo menos você não tem nem namorada nem chefe te enchendo o saco. Quantos não queriam estar no seu lugar?"

Essa menina é demais mesmo, não? Foi a coisa mais legal que eu ouvi nesses dias.

By the way, I've met a girl today that in another time and place could have been the one. Really... She's just AMAZING. But not here and not now. As always... but, as a friend said today: "Time is just this crazy thing we do".

Entendeu? Não?
Ces't la vie...




segunda-feira, janeiro 05, 2004

2004

Ano novo, vida nova
Clichê, mas no meu caso é a pura verdade.
O ano se inicia com as coisas se alterando fortemente por aqui.

Depois de três anos fui demitido da empresa em que trabalhava.
As razões nem precisam mais ser comentadas.

Mas ok. Não vamos falar mais disso pq, sem dúvida alguma, aquela fase passou.

O futuro é brilhante e se apresenta a mim para que eu o tome.

Então é isso, meu povo. Quem precisar de um jornalista, já sabe onde procurar. ;-)

terça-feira, dezembro 30, 2003

Resoluções

Ano Novo é tempo de resoluções. A minha primeira é não deixar que um filho da puta qualquer me ponha pra baixo e faça com que eu me sinta um lixo.

Por isso, mais um post antes do ano acabar.

Segue minha lista de desejos. Não, melhor dizendo, de metas a serem cumpridas em 2004.
Vamos lá, são dez:

1 - Arrumar um novo emprego
2 - Ganhar bastante dinheiro no emprego novo
3 - Voltar a estudar
4 - Arrumar uma namorada (que seja gata e legal)
5 - Ficar em forma e jogar mais um JUCA!! (Hand rules!!)
6 - Continuar com pique de fazer baladas monstro com a galera
7 - Fazer mais um filme
8 - Não me afastar de ninguém que eu goste
9 - Ser menos anti-social
10 - Continuar tendo grandes amigos

HATE

Eu ia fazer um balanço de final de ano. Um post longo, contando como foi difícil passar por 2003. Como pessoas muito queridas deixaram minha vida sem possibilidade de volta. Como percebi que eu não era tão forte quanto eu gosto de dizer. Como meus amigos me ajudaram a sair do buraco, como eu tive que crescer e ficar mais responsável ainda.

Ia ser legal, o texto (eu acredito) seria bonito, tocante.

Mas não escreverei mais.

Pois toda minha inspiração acabou no momento em que adentrei neste maldito escritório e o indivíduo que se acha meu chefe veio me achincalhar, humilhar, ameaçar, discutir sem a menor razão.

Só há espaço agora aqui para o ódio e a raiva.

Eu não guardo rancores. De tudo que eu passei na vida (e não foi pouco, acreditem), de uma ou duas pessoas no máximo eu de fato não gosto até hoje.
Quem me conhece sabe que sou sério, mas que sempre levo tudo numa boa. Sou agregador e pacífico por natureza. Cresci num colégio franciscano. Sabe aquela história do "onde houver ódio, que eu leve o amor"? Esse sou eu.

Mas tudo tem limites. A irritação que sinto agora é exacerbada. Não consigo nem descrever.

O cara me provoca, esperando que eu estoure. tudo para que eu saia daqui com uma mão na frente e outra atrás.

Só que não vai acontecer. Me segurei. Me seguraram também. O idiota erra e joga a culpa em mim. Quem pode aguentar isso??? Eu não.

Hoje, 30 de dezembro, é o último dia que trabalho neste local que hoje considero infecto. Maculado com a presença de um homem pequeno e negativo.

Vou embora sim, mas de cabeça erguida. Não mais o meu currículo será manchado por ter trabalhado com alguém tão baixo e vil.

Adeus.

Até 2004. E que lá as coisas sejam melhores.

terça-feira, dezembro 23, 2003

Feliz Natal

Então é isso, meu povo.
Lembrem-se todos do que significa o Natal. Bem mais que dar presentes. Significa estar junto, compartilhar, viver e gostar. Amor acima de tudo.

Façam portanto um favor ao mundo: vão lá fora e amem.
Isso é tudo de que qualquer um precisa.

segunda-feira, dezembro 22, 2003

"Out of the silent planet"

É estranho que tanto tempo já se passou. Que algumas coisas mudaram, mas outras permaneceram. E assim serão sempre. Que mesmo com a mordida dura da vida, existem coisas que estão além da barbárie e da falta de sentimentos. Há forças que conseguem quebrar as barreiras e suplantar a mesquinhez do mundo moderno.

Cada pessoa vive como se fosse um planeta. Dentro dela, populações inteiras se juntam, guerreiam e se desenvolvem. Mas um planeta tem satélites e faz parte de um sistema. Aí entram as outras pessoas-planeta, e juntos dão existência aos sistemas, galáxias e ao universo todo. Ao multiverso todo.

Uma simples escolha mudou tudo. Um momento, que desviou toda a realidade – fazendo com que vários planetas passassem a orbitar a mesma estrela que eu. Então o universo continuou se expandindo, com não poderia deixar de ser. No seu crescimento incontrolável arrebatou vários, destruiu inúmeros. Mas numa galáxia distante e quieta – que dizem atender pelo nome de Piracicaba – a expansão deixou apenas a luz e a prosperidade para aqueles meninos-planeta.

quinta-feira, dezembro 18, 2003

"Bye bye tristeza, não precisa voltar"

Então eu tava todo depressivo, mal, caindo pelas tabelas mesmo.

Só que decidi ligar fortemente o botão do "Foda-se" e deixar rolar.

Uma coisa boa já aconteceu: balada garantida no final de semana. E nada melhor do que velhos amigos, cerveja gelada e muita mulher bonita para alegrar a vida de qquer um. De graça então, nem se fala.
Puta merda, eu AMO meus amigos. Mesmo sem saber, os caras sempre me salvam...

São Carlos, me aguarde. É hora de mais uma formatura.