segunda-feira, dezembro 29, 2008

Retrospectiva

2008 chega ao fim. O que nos deixa esse ano? Em termos pop, muito pouco. Música? Nada novo explodiu os ouvidos ao ponto de se tornar um clássico instantâneo. Por aqui, vivemos de emos de boutique (NX Zero, Fresno, etc.) a crianças bobas e pré-construídas (Mallu Magalhães). Na TV? A oitava temporada de Smallville tem se mostrado uma surpresa cada vez interessante, enquanto Heroes decepciona, Two and a Half Men e House mantém o nível. E, claro, Sílvio Santos dá uma tacada de mestre com Pantanal. Nas HQs, a Marvel conseguiu realmente afetar o status quo de seu universo, com Secret Invasion e tudo mais que vem acontecendo desde House of M, passando por Civil War. Enquanto a DC segue numa imensa e infindável crise. E o cinema? Bom, aí temos Iron Man e The Dark Knight e o negócio fica especial.

Música

A idiotice forçada de Mallu Magalhães é o ícone maior de um ano em que não se produziu nada de qualidade por aqui. Musicalmente falando, Mallu é até melhor que os seus contemporâneos, como os disléxicos musicais do NX Zero. Mas sair de uma nota – 55 e chegar a zero não é exatamente o que podemos chamar de vitória.

Parece que ninguém se incomoda com o fato dela falar coisas simplesmente impróprias, como nessa pergunta, em entrevista à Rolling Stone:

Você está em semana de provas na escola?

Foi semana passada, só que não consegui fazer algumas. A de química, deixei em branco. Fiz um desenho conceitual, daí tirei zero. A de física, eu nem tentei, só escrevi um poema.

Assim, vivemos em tempos de mulheres-fruta, de bundas, funk carioca e tudo mais. Mas entre erotização precoce e incentivo a não ir para a escola, sinceramente não sei o que é mais nocivo aos adolescentes.

Há uma supervalorização do que é novo, sem a menor avaliação se aquilo possui ou não qualidade. E, no caso de Mallu, soma-se ainda o fato de parecer ser legal estimular uma garota que parece “boazinha” e “inofensiva”. Onde estão as Doro Pesch, Debbie Harry e até Madonnas do mundo de hoje? Continuam sendo as mesmas, pelo visto.

Falando em Madonna, seus shows no Brasil demonstraram o que é o profissionalismo de verdade no show business. Podem dizer que ela dubla algumas músicas e que isso é mentir para o público. Só que isso não é um argumento válido. Quem esteve no Morumbi ou no Maracanã assistiu espetáculos fenomenais. União perfeita entre dança, luz, som, palco e tudo mais. Anima o público com uma energia fora do comum, propiciando momentos inesquecíveis. E, numa boa... vai pular do jeito que aquela mulher pula aos 50 anos e vê se consegue ainda cantar sem desafinar (o que ela faz, diga-se de passagem).

TV

Algum novo show se tornou impossível de não ser assistido? Realmente não. Boas estréias, como Eleventh Hour e The Mentalist se mostram promissoras, mas não chegam a verdadeiramente a empolgar. Parecem todas, de uma maneira ou de outra, rip-offs de Law and Order. Essa sim, em sua versão SVU, continua destruidora. Lá nada é sagrado e cada episódio bate com força maior na cara dos espectadores.

No campo mais fantasioso, a nova temporada de Smallville foi a melhor surpresa. Talvez seja o cancelamento que parece bater à porta ao final do 9º ano da série, mas agora o caminho de Clark em direção a assumir seu colante azul e capa vermelha está cada vez mais firme, com participações de Doomsday e até da Legião dos Super-Heróis (de uniforme, anel e tudo mais). E as histórias contadas ganharam maior densidade, fugindo da lentidão arrastada das duas últimas temporadas.

Cinema

O ponto mais alto de 2008 foi The Dark Knight. O filme é simplesmente perfeito: da atuação psicótica de Heath Ledger, à direção firme de Christopher Nolan e a dureza e dor transmitidas pelo Batman de Christian Bale.

Cenas já clássicas, como o Coringa enfermeira e o lápis que some, vão ficar marcadas no imaginário coletivo, como o vôo de bicicleta de E.T e a corrida da bola em Indiana Jones.

Como adaptação de Quadrinhos, The Dark Knight só perde para a “bíblia” Superman – The Movie. Mas há uma vantagem para o Homem-Morcego. Esta sua produção é muito mais que uma adaptação. É um filme excelente, como há muito Hollywood não produzia. Transcende o gênero e se apresenta às massas como um entretenimento complexo, de digestão difícil, dolorido. Mas ainda assim (e talvez por isso mesmo) espetacular.

Já aqueles com dificuldades em assimilar a insanidade do Cavaleiro das Trevas puderam se deliciar com o maravilhoso Iron Man. Se a Marvel havia acertado com os dois primeiro filmes dos X-Men e do Homem-Aranha, com o Homem de Ferro o nível subiu para níveis estratosféricos.

Na seqüência de abertura do filme, ao som de AC/DC, já se percebe algo diferente. Isto é HQ transformada em cinema. Não uma transferência literal como em Sin City e 300, mas uma transformação. Robert Downey Jr encarnou Tony Stark de maneira viceral. Nos extras do DVD há cenas do teste de câmera do ator e ali, logo no começo, já é possível perceber como ele conseguiu pegar as nuances do sarcasmo e da egolatria de Stark.

Entretanto, é inegável que o roteiro poderia ser um pouco melhor. Faltou mais embate entre herói e vilão e muito disso vem do fato do Iron Monger não convencer muito. Mas isso acaba sendo compensado pelos belíssimos efeitos visuais (a cena voando entre os caças é de chorar de tão boa) e o saldo é mais que positivo.

HQs

Muito poderia ser dito sobre as grandes sagas que envolveram Marvel e DC neste ano. Mas aí o foco fugiria e tudo parecia ser resumido a batalhas épicas, reviravoltas e retcons que parecem estar se repetindo incessantemente. Mas se voltarmos os olhos para personagens específicos, as coisas melhoram um pouco.

Superman está numa grande fase nas mãos de Geoff Johns e James Robinson. Este último, aliás, voltou a escrever como nos tempos de Starman. Sua edição especial Superman’s Pal Jimmy Olsen foi, disparado, o melhor one-shot do ano. A saga atual, New Krypton, parece estar levando para uma “chacoalhada” bacana, com um senso de inovação que demorou para aparecer nas revistas do Big Blue.

Em Batman as coisas estão ainda mais fortes. Batman RIP é mais uma obra-prima de Grant Morrison. A mistura de força, loucura e determinação, que estão na essência do Homem Morcego, ressurge aqui em toda sua glória. A profundidade alcançada é absurda. É quadrinho de alto-nível e totalmente mainstream. A melhor do ano, com certeza.

Na Marvel, Captain America é o maior destaque. Longe das saídas fáceis e marketeiras de matar um personagem e trazê-lo de volta logo em seguida, esta série está mantendo a mudança após a morte de Steve Rogers e com seu parceiro Bucky como o novo Capitão.

Ed Brubaker faz um excepcional trabalho não deixando cair o nível da série em momento algum, ligando os pontos numa imensa saga, que já dura mais de dois anos. É a melhor coisa da Marvel, sem dúvida alguma.

E no Brasil, a Panini merece alguns elogios. A “Coleção DC 70 Anos” é um exemplo. O número que traz a Liga da Justiça é um dos melhores, com histórias clássicas que não haviam sido publicadas antes no Brasil.

Foram lançados ainda álbuns de capa dura como “Crise na Múltiplas Terras”, “JLA por Grant Morrison” e o melhor de todos: “Starman –Vol. 1”. Relançar Starman, que nunca havia conseguido ser publicado de forma contínua no Brasil foi o maior acerto da editora. E dar um tratamento de luxo é algo mais que merecido para um material de qualidade superior como esse.

E é isso. Que venha 2009 e que consigamos ser melhor entretidos neste novo ano.

Nos vemos lá.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Copiando, copiando

Do Omelete, que pegou do Splash Page da MTV gringa:

Uma fala de Geoff Johns, um dos melhores roteristas de HQs da atualidade, que diz:

"O Universo DC representa superar seus medos e fazer a coisa certa. É como se as pessoas mal pudessem esperar pela chegada dos heróis, torcer quando eles voam, esses super-heróis épicos. Seria algo válido mostrar [no cinema] como esses personagens são vibrantes e complexos."

sexta-feira, novembro 28, 2008

Como eu te amo, Tricolor... Como eu te amo demais...

O hexa, antes impensado e inédito, está logo ali na esqunia, sorrindo para nós. E junto desse hexa, vem também outro fato nunca antes ocorrido: o tri seguido.

A alegria de ser são-paulino transborda. É até difícil escrever, pois me dá uma vontade de chorar - o choro da alegria, do orgulho. Pois este não foi um ano fácil. Aquela derrota para o Fluminense doeu muito. Ser eliminado no paulista também.

E continuava a dor de ver o time lá atrás, parecendo patinar sem sair do lugar. Sendo apenas uma espectral figura em comparação com os anos anteriores. Uma sombra, uma sobra.

Mas o comandante Muricy não se abalou. Trabalhou todos os dias. E assim transformou uma equipe desacreditada em um time que agora alcança uma marca histórica.

Se isso não é motivo para ter orgulho, não sei então o que será.

Um único aviso aos outros times: cuidado, pois o Brasil está a caminho de virar a França. Lá, o Lyon ganhou as últimas sete edições e já está na frente esta temporada...

Enquanto esperamos o título, uma entrevista de um verdadeiro são-paulino: Andreas Kisser.


quinta-feira, novembro 27, 2008

Time after time

Mais um ano. Um ano bom, um ano difícil, um ano de vitórias, de conquistas e parcerias. Um ano de medos, de dificuldades, de superação. Um ano de coragem, um ano de amor. Um ano de abertura, de libertação. Um ano de mais alegrias do que tristezas. Um ano às vezes rápido, às vezes lento, mas sempre intenso.

Um ano que se acaba. Outro que se inicia.

Feliz aniversário para mim.

terça-feira, novembro 25, 2008

A campanha funcionou!

Como eu disse logo ali embaixo, tudo em Smallville caminhava para apresentar, definitivamente, o Superman.

Então comecei a campanha "Uma capa para Tom Welling". E não é que o negócio rolou?

Vejam no vídeo abaixo... É como eu disse. Potencial tem.... e muito.




segunda-feira, novembro 24, 2008

Are you ready for some metal?

Bom, diz aí ao lado que sou jornalista e, atualmente, são raras as chances que tenho de colocar em prática uma das mais prazerosas atividades inerentes a essa profissão: a entrevista. Mas o bom é que tenho clientinhos muito bacanas que me passam coisas legais para fazer.

É o caso da Yamaha Musical do Brasil, com os artistas que apóia. Hoje coloco aqui uma conversa que tive com Edu Falaschi, vocalista das bandas Angra e Almah. Nos próximos dias virá outra, dessa vez com Rafael Bitencourt, também do Angra e agora do Bittencourt Project.

Enjoy!


“Eu já estava de olho na Yamaha faz tempo”


Edu Falaschi é conhecido por ser a voz do Angra, uma das mais importantes banda de Heavy Metal não só do Brasil, mas de todo o mundo. Porém, sua capacidade musical vai bem além do canto. Compositor, arranjador e produtor, ele sempre teve contato com a música, por afinidades familiares, e seu primeiro instrumento foi um violão.

E é justamente com os violões que surgiu a oportunidade de parceria com a Yamaha. Edu já conhecia os instrumentos, pois seu parceiro de Angra, Rafael Bittencourt, os utiliza nos shows e gravações. E, em suas próprias palavras, “já estava de olho” neles.

O músico está lançando com o ALMAH, sua outra banda (como faz questão de ressaltar), o álbum Fragile Equality, no qual utilizou violões da linha CPX e Folk. Confira a seguir uma entrevista com este mais novo membro da Família Yamaha.


YAMAHA MUSICAL - Fragile Equality é o segundo álbum do seu projeto solo, o ALMAH. Para quem ainda não teve a oportunidade de conhecer esse som e somente conhece você e seu trabalho pelo Angra, como você apresentaria o disco?

EDU FALASCHI - O mais importante é deixar claro que o AlMAH não é mais um projeto solo e sim uma banda de Edu falaschi, Felipe Andreoli, Marcelo Barbosa, Paulo Schroeber e Marcelo Moreira. Acho que numa equipe, onde todos acreditam no trabalho e se dedicam de forma igualitaria, o resultado final é sempre mais poderoso. Fragile Equality é um dos melhores álbuns da minha carreira, grandes canções, técnica e muita energia.


YAMAHA MUSICAL - Em termos de sonoridade, o que você acredita que é a marca registrada do ALMAH?

EDU FALASCHI - Somos uma banda de Powermetal moderno e sem qualquer tipo de amarras ou limitações de estilo, temos influências que vão desde o Trash Metal, Rock Progressivo até o Metal tradicional.


YAMAHA MUSICAL - Seu trabalho como vocalista é reconhecido mundialmente, mas, lá no início da sua relação com a música, o seu primeiro instrumento foi um violão. Agora, neste álbum do ALMAH, você gravou todos os violões (utilizando instrumentos YAMAHA). Como foi essa experiência?

EDU FALASCHI - Foi maravilhoso! Eu já estava de olho na Yamaha faz tempo, desde quando o Rafael Bittencourt, meu parceiro de Angra, apareceu com suas novas guitarras e violões. Eu os experimentei, principalmente o Silent, por ser uma novidade e me encantei com som encorpado e super bem balanceado nos graves médios e agudos. Também toquei com o CPX15II e o FGX720 e me senti completamente confortável com esses violões. Eu não gosto de braços muito finos nem muito grossos e sempre foi muito difícil eu me acertar com a maioria dos violões, mas a minha integração com esses dois foi imediata.

Nas músicas com mais dedilhados eu usei o CPX15II e nas com mais ritmo e com palhetas eu gravei com o FGX720. O Silent é perfeito para minhas apresentações ao vivo pra músicas que necessitem o violão com cordas de nylon, pois com ele não tenho problemas de realimentação e microfonias desagradáveis. Além de tudo isso, ainda posso contar nas apresentações do ALMAH com o piano elétrico CP33, do qual farei uso ao vivo em algumas canções.


YAMAHA MUSICAL - O que significa para você ter o reconhecimento de ser endorsado por uma marca como a YAMAHA?

EDU FALASCHI - Só por ser uma empresa japonesa eu já me sinto feliz, pois tenho muita ligação com o Japão desde de pequeno, pois tenho dois primos de primeiro grau realmente japoneses, sou casado com uma japonesa, meu carro é japonês, minha primeira viagem ao exterior foi para o Japão, além de eu estar totalmente ligado a cultura do mangá e anime por causa dos Cavaleiros dos Zodíaco, famoso desenho animado japonês, do qual gravei as músicas na versão Brazuca.


YAMAHA MUSICAL - Para 2009, quais são seus planos?

EDU FALASCHI - Pretendo concluir os trabalhos de promoção do álbum Fragile Equality do ALMAH e, se der tudo certo, voltar com o Angra ainda no primeiro semestre. Porém, se for possível conciliar as duas bandas, eu continuarei a trabalhar com o ALMAH até o fim de 2009. Além de continuar a participar em eventos de animê, lançar o livro de mangá, que estou co-escrevendo, o " Fragile Equality - Equinócio - livro 1", talvez gravar um disco de "animetal" juntamente com um astro do rock japonês e produzir o álbum de alguma banda nacional.

terça-feira, novembro 18, 2008

Do the evolution!

Smallville está em sua 8ª temporada e chega um momento crucial. A evolução da série fez com que o esquema do "freak of the week" (toda vez uma nova ameaça de alguém alterado pelos meteoros de Kryptonita) ficasse exausto há muito tempo.

Com isso, novos elementos da mitologia do Superman foram introduzidos, tais como Lois Lane, Jimmy Olsen, a Liga da Justiça (com Aquaman, Arqueiro Verde, Canário Negro, entre outros) e, nesta temporada, a Legião dos Super-Heróis e DOOMSDAY.

Isso faz pensar: a partir do momento em que o vilão que matou o Superman nos quadrinhos começa a aparecer no seriado, alguma coisa precisa ser pensada. Não se tratam mais das aventuras de Clark Kent enquanto jovem. Pode ser, sim, as aventuras do jovem Superman.

Mas por que não se faz isso? Por que não se coloca um uniforme no Tom Welling e assumem logo o Super-Herói nessa história toda? É difícil entender o motivo.

Quem se lembra de Lois & Clark - As Novas Aventuras do Superman sabe que essa dinâmica mais novelesca consegue ser feita e combinar ainda ação e demais atividades "heróicas". Lois & Clark durou quatro longas temporadas.

Smallville tem características muito melhores do que as dessa série, personagens muito mais sólidos - aliás, tem muito mais personagens do que Lois & Clark.

Ou seja, dá para fazer muita coisa.

Então, eu começo a campanha: "Dêem uma capa paro Tom Welling!". E vejam o Doomsday (ou Apocalypse, como dizem por aqui) logo aí embaixo.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Hora de Decisão

O Campeonato Brasileiro está chegando ao seu momento mais decisivo. 5 times ainda têm possibilidades para ganhar o título.

Desde que o torneio passou a ser disputado em pontos corridos, isso nunca aconteceu. Nessa época, nos outros anos, a fatura já estava resolvida. Mais específicamente, em 2006 e 2007, quem levou foi o São Paulo.

E quem está na frente agora? Nenhum outro que não o tricolor do Morumbi.

Domingo, o jogo é contra a retranca do Figueirense, comandada pelo rei do gatilho: Mário Sérgio.
Quem terá mais bala nesse embate? Bom, acho difícil alguém superar a empolagação e a vontade são-paulina.

Fica aqui um incentivo para a torcida. É hora de vencer.

I'm speechless

A pergunta ecoa no ar da noite: "Who watches the watchmen?"


segunda-feira, novembro 03, 2008

E agora? Quem segura o Tricolor do MorumTRI?

Ok, ninguém ganhou nada ainda. Mas para quem estava 11 pontos atrás do líder no início do returno, ocupar agora a primeira posição é ser, no mínimo, competente.

O São Paulo está numa posição em que se acosutmou a ficar nos últimos anos. E da qual, quando chegou nos últimos dois anos, não saiu mais.

Em 2008 a batalha está muito mais complicada de ser vencida. Só que ninguém mais duvida de Muricy Ramalho e de seus jogadores.

Faltam somente seis jogos. Invevitável dizer: será como na Fórmula 1 - emoção até a última curva, ou, nesse caso, até o último apito.


quinta-feira, outubro 30, 2008

Rock this town

São Paulo tem a incrível capacidade de ser plural em termos culturais. É possível ver de absolutamente tudo por aqui.

Tanto é, que muita gente acaba nem saindo de perto de casa, achando que ali mesmo consegue ter um vislumbre completo de todo esse universo.

Não é bem assim que as coisas funcionam na prática. É exatamente o tamanho avantajado da cidade que amplia suas possibilidades.

Um ótimo exemplo da pluralidade que a cidade oferece ocorreu no último domingo, no Tonton Jazz. Lá aconteceu o lançamento do vídeo clipe da banda/dupla Jack Jeans.

O que eles tocam? Nada mais, nada menos do que o bom e velho rock n' roll. Ou, melhor dizendo, rockabilly. E tocam bem como muito poucos.

O que mais chama a atenção é que o bar estava lotado e, diferente do que se pode imaginar num primeiro momento, não eram saudosistas que lá estavam. Muita gente nova, curtindo um estilo musical com mais de 50 anos.

As festas rockabilly rolam em São Paulo desde que o estilo voltou, no início da década de 80. Estão sempre pululando pelo underground paulistano. E chegam até a ocorrer em locais mais mainstream, como o próprio Tonton, em Moema.

No caso da Jack Jeans, vale a ressalva de que o vocalista e guitarrista Leandro Martins e sua parceira Wanice Ferry são daqueles músicos que enchem o palco e te fazem pensar porque tem gente que ainda dá atenção para bandas de moleques de 14 anos que não sabem nem como pegar numa guitarra direito.

Mas essa é uma outra discussão.

Fica aqui o clipe. Quem gostar que os procure por aí, na noite dessa cidade louca e completamente cosmopolita.


sexta-feira, outubro 24, 2008

Flick geek

O maior clássico das histórias em quadrinhos, Watchmen, está virando filme. É a grande aposta dos estúdios Warner para tentar fincar o pé de maneira mais forte num mercado que está, cada vez mais, dominado pela Marvel – que além de publicar HQs, também está produzindo filmes. A Warner é somente dona da DC.

Enquanto a Mavel já fez, “em casa”, filmes como o honesto Incrível Hulk e o sensacional Homem de Ferro, a Warner alterna altos e baixos como o (baíxíssimo) Mulher-Gato e (a maravilha) O Cavaleiro das Trevas.

E é a história de ser dona que muda toda a relação. A Marvel já está interligando todos os filmes e criando algo comum nos quadrinhos: um universo. O conceito de universo tem como premissa que todos os personagens convivem no mesmo tempo/espaço. Ou seja: se o Hulk, por exemplo, destruir Nova York, o Homem de Ferro pode ficar sem seu escritório na Stark Tower.

Isso está criando uma expectativa enorme não só nos fãs das revistas, mas em todos que gostam de bons filmes. Exemplo: como bem disse o pessoal do Omelete, tem mais gente preocupada em ver um suposto Capitão América congelado numa cena cortada do filme e agora extra do DVD, do que efetivamente com a aventura do monstro esmeralda.

Voltando a falar de Watchmen, tudo que apareceu até agora demonstra que o filme vai ser bombástico. A Graphic Novel teve – e ainda tem – o poder de atrair quem é de fora do “mundinho” das HQs. Mas tenho dúvidas se o filme causará o mesmo efeito.

Como eles seguiram muito fielmente a obra original, o filme se passará na década de 80. Realmente tenho dúvidas se a maior fatia do público atual (adolescentes e recém-entrados na casa dos 20) vai conseguir se ligar do que era o clima tenso da Guerra Fria.


segunda-feira, outubro 20, 2008

Manifesto por São Paulo

Os mais atentos devem ter notado: na barra ao lado há um banner para um movimento de blogueiros que apóiam a reeleição do Kassab em São Paulo.

O primeiro ponto a ser ressaltado nessa história é que não há como não ser político. O mero ato de se declarar apólítico demonstra uma posição.

Aqui neste blog, por diversas vezes, assumi algumas posições. Notadamente, na primeira eleição de Lula, votei no mesmo e demonstrei minha opinião aqui. E depois comentei sobre minha imensa decepção.

Agora, coloco minha opinião sobre a cidade de São Paulo. Lembro-me muito bem de quando Marta Suplicy se elegeu. Sua gestão causou em mim a mesma decepção que Lula. Sua única ação positiva foi o Bilhete Único.

Vejo a gestão de Kassab sendo muito mais efetiva. Marta, certamente, transformará a Prefeitura em um imenso cabide de empregos e acabar com coisas boas que Kassab fez, como o Cidade Limpa, por exemplo.

Por essas e por outras, por São Paulo, voto Kassab.

Vejam quem mais está nessa:




quinta-feira, outubro 16, 2008

"Audaciosamente indo..."

É fato que ser nerd tá na moda. Mas algumas coisas são mais nerds que outras. Hoje, qualquer um assite Heroes e se faz de bacana, se diz in.

Mas nerd mesmo é aquele que entende 100% das piadas de The Big Bang Theory. Esses (como eu), devem estar se coçando com isso:


Comentários rápidos:

- Zachary Quinto tem tudo pra ser um excelente Spock. Esse olhar vazio, seco... parece promissor.

- Chris Pine é "limpinho" demais para ser Kirk. Too much of a choir boy.

- J.J Abrams tem uma mão boa pra TV, mas um filme com tanta "carga" quanto Star Trek? Ainda tenho dúvidas... Ele diz: "Eu acho que as pessoas esqueceram o que Star Trek significa".
Soa marketeiro. Mas nesses tempos, quem não é?

Aguardemos.

0 x 0! Que vergonha!

Não há o que dizer. Dunga demonstra cada vez mais estar completamente perdido, sem a mínima noção de tática.

Nem treinar o time treina.

Repito: ele deveria assistir ao clássico do próximo domingo, São Paulo x Palmeiras. Será uma aula, não há dúvidas.

Mas bom mesmo seria se qualquer um dois dois técnicos desse jogo assumisse o time canarinho.

A vergonha continua.

terça-feira, outubro 14, 2008

A diferença que uma pessoa pode fazer

O jogo da seleção contra a Venezuela no domingo, dia 12 de outubro, foi (com o perdão do trocadilho) uma brincadeira de criança.

O adversário brasileiro não está, nem de longe, no mesmo nível dos outros no continente. É sempre bom lembrar que o futebol é apenas o quarto esporte na Venezuela, atrás de baseball, basquete e vôlei.

Mas, ainda assim, valeu para ver Kaká em campo liderando o time para frente, em busca constante pelo gol. Porque não há nada mais enervante do que essa péssima mania que o time comandado por Dunga tem de pegar a bola, parar e tocar de lado.

Kaká tem por característica principal o foco direto no gol. Seja para ele próprio finalizar- como aconteceu no primeiro gol -, seja para passar e colocar algum companheiro na cara do goleiro.

Sintomática mesmo nessa partida foi a atitude de Kaká, bem no final do primeiro tempo, com o Brasil já ganhando de 3 a 0, quando o camisa 10 recebeu na lateral esquerda e viu o time todo atrás, com aquela preguiça característica da Era Dunga.

Ali ele parou e gritou com os companheiros, chamando-os à frente, para buscar fazer mais gols. Nada mais óbvio, visto que esse é o objetivo do jogo.

Agora resta saber como será o comportamento amanhã, jogando contra a Colômbia. O Brasil não ganha duas partidas seguidas nas eliminatórias desde 2004, ainda para a Copa da Alemanha.

Dunga ainda não convence. Continua fraco e sem noção tática nenhuma. O time sempre joga do mesmo jeito. Aliás, ele bem que poderia assistir São Paulo X Palmeiras neste final de semana para ter uma aula de como montar um time de acordo com o adversário.

A diferença é que em campo agora, pelo menos, há alguém que tem verdadeira vontade de ganhar.

sexta-feira, outubro 10, 2008


Impressionante

Alex Ross continua em plena forma. Capa do jogo Mortal Kombat X DC Universe.

Mas bom mesmo ia ser se o jogo todo fosse baseado em sua arte.






New Jersey, um pedacinho da Itália

Com 86 episódios em seis temporadas, The Sopranos foi um dos maiores sucessos da história da HBO. Ganhou nada menos do que 21 prêmios Emmy e cinco Golden Globes.

Agora o Warner Channel está reprisando a série desde o início, dando a oportunidade a quem não tinha HBO (a maioria do público no Brasil) de conhecer essa ótima série.

A premissa é, relativamente, simples: mafioso que assume o lugar do pai nos negócios da família começa a fazer terapia, muito em função dos problemas com sua mãe.

A partir daí, todo o drama se desenrola com ênfase nas relações familiares totalmente contaminadas pelo mundo de crime e corrupção em que Tony Soprano, o personagem principal, vive.

Os primeiros episódios valem pelos emblemáticos diálogos de Tony com sua terapeuta. A ausência completa de moral e de remorso por suas atividades causa no espectador um efeito engraçado e, ao mesmo tempo, assustador.

Mas esse impacto todo só foi possível de ser alcançado pela atuação excelente de James Gandolfini como Tony. Com um simples olhar ele consegue passar de pai amoroso a assassino frio, carregando de tensão cenas simples e corriqueiras.

Abaixo, um resumo da primeira temporada, em gloriosos três minutos de You Tube.

segunda-feira, outubro 06, 2008

1966

A década de 1960 entrava em sua segunda metade. Revoluções ocorriam e o modo de pensar estava mudando.

Para crianças e jovens, uma influência se tornava ainda mais forte. Algo nascido 30 anos antes: os super-heróis.


sexta-feira, outubro 03, 2008

Assim não dá!

Olha a lista:


Cyndi Lauper
Divulgação
13/11
Via Funchal (SP)


Judas Priest
Divulgação
Dias 15 e 16/11, às 22h
Credicard Hall (SP)

Duran Duran
São Paulo
Datas: 21 e 22 de novembro
Local: Via Funchal

Queen
São Paulo
26 e 27 de novembro no Via Funchal.



Pô, assim fica difícil... todo mundo no mesmo mês, alguns na mesma semana!!!